ANO XXVIII — NUMERO 40
1976
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Á memória de Liberato Joaquim Barroso.
3
COMPOSITAE — Subtribo BACCHARIDINAE Hoffmann
Estudo das espécies ocorrentes no Brasil.
GRÀZIELA MACIEL BARROSO
Bacharel em História Natural
Pesquisadora em Botânica do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas
TESE apresentada à Universidade
Estadual de Campinas para ob-
tenção do título de DOUTOR em
Ciências.
Campinas, 1973 — SÃO PAULO
SciELO/JBRJ
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1.
ÍNDICE geral
Summarv
7
2.
Introdução
7
3.
Agradecimentos
9
4.
Material e Métodos
11
5.
Comentário Geral sobre a Literatura consultada
ii !
6.
A subtribo Baccharidinae Hoffmann np Brasil
19
7.
6. 1 . Características gerais e sistemática
Heterothalamus Lessing
Baccharidastrum Cabrera
Baccharidiopsis gen. nov
Baccharis Linnaeus
6.2. Chaves para o reconhecimento das espécies do gênero Baccharis
Linnaeus ocorrentes no Brasil
Grupo 1. ER1GEROIDES
19
22
24
26
28
31
54
8.
2. LEUCOPAPPA
59
9.
3. TARCHONANTHOIDES
66
10.
4. BRACHYLAENOIDES
68
11.
5. ANÔMALA
75 !
12.
6. SERRULATA
80 |
13.
7. MEDULLOSA
84
14.
8. ORGANENSIS
86
15.
9. HIRTA
88
16.
” 10. TR1PLINERVIA
90
17.
” 11. MÁXIMA
91
18.
" 12. ELLIPTICA
92 1
19.
” 13. SINGULARIS
95
20.
” 14. SPICATA
100
21.
” 15. PUNCTULATA
109
22.
•' 16. MICRODONTA
115
23.
” 17. OXYODONTA
121
24.
” 18. DENTATA
123
25.
” 19. CASSINIAEFOLIA
126
26.
” 20. PLATYPODA
130
27.
” 21. CAMPORUM
133
28.
” 22. RUFESCENS
136
29.
” 23. INTERMIXTA
147
30.
” 24. CULTRATA
152
31.
” 25. AXILLARIS
156
32.
” 26. GRACILIS
172
33.
” 27. TRIMERA
176
34.
Espécies Duvidosas
197
35.
Distribuição geográfica
198
36.
Discussão e conclusões
202
37.
Resumo . ...
204
38.
Literatura Consultada
205
cm 1
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COMISSÃO DE REDAÇAO
C. L. Falcao Ichaso C. Gonçalves Costa C. L. Benevides de Abreu
BARROSO, G.M. — Compositae — Subtribo BACCHARIDINAE
Hoffmann — Estudo das espécies ocorrentes no Brasil .... 3
CARVALHO, L. d’A. Freire de — Considerações sobre a vascularização
foliar de Hypoxis decumbens L. — HYPOXIDACEAE . . . 274
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1. SUMMARY
This work deals with the species of the subtribei Baccharidinae Hoffmann
(Compositae) from Regio Brasiliana to which are subordinated four genera
with about 125 species: HETEROTHALAMUS Lessing (2), BACCHARI-
DASTRUM Cabrera (2), BACCHARIDIOPSIS nov. gen. (1) and BACCHA-
RIS Linnaeus (120). Most of the species are found in the south of Brazil;
some others are endemic to the middlewest and southeast and only a very
few of the Baccharis species reach to the north and northeast regions of this
country. The new genus Baccharidiopsis consisting of the species B. pohlii nov.
comb. is trioecious, that is, on each individual plant the heads have either
hermaphroditic, female or male flowers. Besides, the flowers of this species
have a particular configuration: the hypanthium is continued into the corolla
tube above the ovary without the classic delimitation of these two parts (figs.
46, 49, 49a). Much morphological information is given on the flowers of the
Baccharis species such as the edge of the corolla and its hairness, the forms
of the achenes, the styles, etc. To identify the genus and species of the subtribe
Baccharidinae Hoffmann there are keys based chiefly on the following cha-
racteres: monoecious, dioecious and trioecious habit, forms of the female
flowers, achenes, presence or absence of wings on the stems and branchs, form
and arrangement of the heads, etc. In grouping the Baccharis species one takes
into account its major affinities without attempting a division of the genus
into subgenera or sections; such a division can only be satisfactory after a
revision of all the species of the genus. Isolated divisions of the genus Baccha-
ris Linnaeus have only local value and only serve to increase the confusion
in the taxonomy of this genus.
2. INTRODUÇÃO
A escolha da subtribo Baccharidinae Hoffmann, para assunto desta Tese,
prende-se ao desejo de esclarecer a sistemática desse tão interessante grupo
de plantas americanas, confuso pelo número muito grande de suas espécies,
mal descritas, baseadas, muitas vezes, em caracteres de pouca significação.
Como todas as plantas diclinas, as deste táxon, principalmente as espécies
do gênero Baccharis Linnaeus, têm sido classificadas, com muita freqüência,
levando-se em conta, apenas, um só espécime, masculino ou feminino, con-
siderando-se antes os órgãos vegetativos, sem muita preocupação em descre-
ver, com detalhes, os órgãos florais. Daí uma série de confusões, que um es-
tudo mais acurado, de maior número de exsicatas, coletadas em maior número
de localidades, e a análise dos tipos, poderão esclarecer.
Foi esse o objetivo deste trabalho: tipificar as espécies de Baccharidinae,
relacionadas para as diversas regiões do Brasil, delimitar seus graus de va-
riação, estabelecer suas afinidades e fornecer meios para a sua identificação.
Se ele for de alguma utilidade para aqueles que se interessam pelo conheci-
mento da sistemática de plantas, terá, então, cumprido sua finalidade.
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3. AGRADECIMENTOS
Ao Professor Dr. F. G. Brieger, pela orientação dada a este estudo;
Ao Professor Dr. Dárdano de Andrade-Lima, pelas suas valiosas suges-
tões;
Aos colegas e amigos, pelo estímulo e pelas críticas;
Aos encarregados dos Herbários do Museu Nacional, Instituto de Bo-
tânica de São Paulo, do Departamento de Botânica da Universidade do Rio
de Janeiro, do Royal Botanic Gardens, Barbosa Rodrigues, Bradeanum,
Hatschbach e Anchieta, pelo empréstimo de coleções e doação de fotografias
de tipos;
Aos botânicos Carmen Lucia F. Ichaso, Júlia Dames e Silva, Cecília G.
Costa e Dimitri Sucre, e a Sra. Hilda Manhã Ferreira, pelos desenhos e fotos
que ilustram este trabalho;
Aos botânicos Jorge Fontella Pereira e Pedro Carauta, pela revisão cuida-
dosa dos textos;
A todos que, direta ou indiretamente, apontaram meus erros e me aju-
daram a corrigi-los,
o meu sincero agradecimento-
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4. MATERIAL E MÉTODOS
Na organização deste trabalho, foram estudadas coleções de exsicatas de
espécies da subtribo Baccharidinae Hoffmann, depositadas nos herbários do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB), Museu Nacional (R), Instituto de
Botânica de São Paulo (SP), Herbarium Barbosa Rodrigues (HBR), Her-
barium Hatscbach (HH), Herbarium Anchieta (HA) e Herbarium Bradea-
num (HB).
Pôde-se identificar um grande número de espécies-tipos, das coleções de
Sellow, doados ao Herbarium Imperial Brasiliense (HIB), pelo Museum de
Paris, e das coleções de Gardner, que se encontravam como exemplares incer-
taes sedis, no Herbário do Museu Nacional.
Para confirmar as determinações, contou-se com apreciável número de
fotótipos de espécies de A. P. de Candolle, Gardner, Baker, Heering, Schom-
burgky Dusén e Malme fornecidos pelo Field Museum of Chicago USA e pelo
encarregado do Herbário dos Royal Botanic Gardens, Kew-England, que,
aliados à consulta de obras originais, constituíram auxílio precioso para este
estudo.
Por meio de cuidadosa pesquisa, pôde-se sinonimizar algumas das espé-
cies classificadas no gênero Baccharis Linnaeus, cujos binômios serão men-
cionados na parte em que se tratar do estudo dessas espécies. Fez-se, também,
a diagnose latina de novas espécies classificadas por mim e daquelas, subor-
dinadas ao gênero Baccharis Linnaeus, que só constavam como nomen nudum.
A observação de algumas estruturas florais e dos vários tipos de indu-
mento só pôde ser feita por meio do microscópio ótico, com aumentos de 200
a 625 vezes. Para isso, foram diafanizadas as peças florais a examinar, com
hidróxido de sódio a 5% e montou-se o material em lâmina e lamínula, em
preparação provisória. Os demais detalhes foram examinados em microscó-
pio estereoscópico Zeiss, em vários aumentos.
Os desenhos dos espessamentos das cerdas do pápus das flores masculi-
nas, do ápice das corolas das flores femininas e dos tipos de pilosidade en-
contrados nas flores, folhas e aquênios foram feitos ao microscópio ótico e o
dos detalhes de formas de corola, aquênios e folhas, em estereoscópio, com
auxílio de câmara clara, nos aumentos figurados ao lado de cada figura.
5 . COMENTÁRIO GERAL
SOBRE A LITERATURA CONSULTADA
Uma análise resumida de cada obra estudada poderá dar uma visão do
que foi feito na subtribo Baccharidinae Hoffmann.
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1. LINNAEUS, 1753 — Trata da descrição do gênero Bacchaiis, des-
crição essa que nada tem em comum com as características das plantas conhe-
cidas, atualmente, sob essa denominação genérica.
Na diagnose feita por Linnaeus, para seu gênero, percebe-se a influência
que nele exerceu Baccharis ivaeíolia, a primeira espécie classificada, e que,
posteriormente, foi subordinada ao gênero Conyza Linnaeus.
2. MICHAUX, 1803 — A emenda feita pelo autor, para o gênero
Baccharis Linnaeus, pouco acrescenta à descrição original, pois repete, do mes-
mo modo “Flosculi ieminei hermaphroditis iniermixti” e, apenas como obser-
vação, cita “species omnes verae hujus generis dioicae fruticant”.
3. VELLOSO, 1829 — Ao se fazer a revisão de um determinado grupo
de plantas, deve-se procurar reconhecer e restabelecer as espécies classificadas
pelo eminente pesquisador patrício, como uma homenagem ao esforço de um
homem que, numa época em que tudo lhe era desfavorável, conseguiu realizar
uma obra como a Flora Fluminensis.
Para o especialista, não há dificuldade em reconhecer, nas estampas de
Velloso, espécies classificadas, sob denominações diferentes, nos trabalhos pos-
teriores. É revisão, porém, que só pode ser feita por um perfeito conhecedor
do grupo em estudo.
Sob os gêneros Chrysocoma Linnaeus e Cacalia Linnaeus, Vellozo ilus-
trou em sua obra várias espécies de Compositae. Algumas delas podem ser
reconhecidas como representantes do gênero Baccharis Linnaeus.
Assim, A. P. de Candolle (1836), baseado nas estampas 1 e 50 do volu-
me 8 da Flora Fluminensis, fez com as espécies que elas representam as com-
binações Baccharis aphylla (Vell.) A. P. de Candolle e Baccharis rtuda (Vell.)
A. P. de Candolle.
Baker (1882) identificou, na Flora Brasiliensis, muitas das espécies de
Vellozo, colocando-as na sinonímia de espécies de Persoon (1807) e de A. P.
de Candolle (1836).
Por exemplo, juntou três binômios classificados por Vellozo, a saber, Chry-
socoma singularis, Chrysocoma laterales e Chrysocoma purpurea e, juntamente
com Baccharis daphnoides Hooker et Arnott subordinou-as à sinonímia de
Baccharis cassiniaefolia A. P. de Candolle. As espécies de Hooker et Arnott
e A. P. de Candolle, como já foi demonstrado por vários autores, são perfei-
tamente distintas e constituem dois binômios independentes. As espécies ilus-
tradas por Vellozo, sob os nomes acima, concordam com as características da
planta que se conhece sob o nome de Baccharis daphnoides Hooker et Arnott;
sendo este, porém, um binômio posterior ao de Vellozo, elejo o epíteto Chry-
socoma singularis Vellozo e faço com ele a nova combinação Baccharis sin-
gularis (Vell.), que englobará os outros nomes de Vellozo e o dos botânicos
ingleses. Do mesmo modo, procedo com Chrysocoma marítima 'Vellozo e
Chrysocoma dentata Vellozo (estampas 22 e 47 do vol. 8 da Flora Flumi-
nensis), colocadas por Baker na sinonímia de Baccharis orgyalis A. P. de Can-
dolle, a qual, segundo o que observei, é um sinônimo de B. macrodonta A.
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P. de Candolle. Considerando a prioridade dos binômios de Vellozo sobre os
de A. P. de Candolle, proponho o restabelecimento do nome Chrysocoma den-
tata Vellozo, sob a forma de uma combinação com o gênero Baccharis Lin-
naeus e sob o qual ficarão subordinados Chrysocoma marítima Vellozo, Ba-
ccharis orgyalis e B. macrodonta A. DC.
Chrysocoma decussata Vellozo, Chrysocoma indivisa Vellozo, Cacalia
frutescens Vellozo e Cacalia trinervis Vellozo (estampas 9, 12, 64 e 65 do
vol. 8 da Flora Fluminensis) foram anexadas por Baker à sinonímia de Baccha-
ris camporum A. P. de Candolle, B. brachylaenoides A. P. de Candolle e B.
macrodonta A. P. de Candolle, respectivamente; como tenho dúvidas da su-
bordinação dessas espécies de Vellozo no gênero Baccharis Linnaeus, prefiro
manter os binômios usados por de Candolle e conservar os do botânico patrí-
cio, com sinal de interrogação, na sinonímia proposta por Baker. Cacalia de-
currens Vellozo e Cacalia sessilis Vellozo (estampas 72 e 73 da referida obra)
representam bem espécies da seção Cauloptera, do gênero Baccharis Linnaeus.
Espécies desse grupo, porém, são muito afins e só mediante uma análise cui-
dadosa de seus detalhes florais podem ser conscienciosamente determinadas.
Desse modo, prefiro deixá-las na sinonímia de Baccharis trimera A. P. de
Candolle, tal como já foram consideradas por outros autores.
4. A. P. DE CANDOLLE, 1836 — Sob a a divisão 4. Baccharideae,
o autor considerou os gêneros Polypappus Lessing e Baccharis Linnaeus. O
primeiro, distinto do segundo pelo maior número de cerdas do papus foi re-
jeitado por Baker (1882), que fez com suas espécies novas combinações para
o gênero Baccharis Linnaeus.
Registrou na lista de sinônimos do gênero de Linnaeus, os gêneros Mo-
fina Ruiz et Pavon, Baccharis Lessing e Molina Lessing, Sergilus Gaertner
e Baccharis Gaertner, Baccharis Cassini, Sergilus Cassini, Pingraea Cassini,
Tursenia Cassini e Arrhenachne Cassini. Dividiu o gênero Baccharis Linnaeus
em seis seções, baseado na presença ou na ausência de alas do caule e dos
ramos, na forma, revestimento e nervação das folhas. Relacionou 225 espécies
para o gênero Baccharis Linnaeus, das quais 95 para a flora do Brasil.
Das plantas relacionadas, apenas Baccharis aviceniaefolia, B. lessingiana,
B. polyptera e B. breviseta A. P. de Candolle não pertencem ao gênero Baccha-
ris Linnaeus; são, respectivamente, Moquinia racemosa (Sprengel) A. P. de
Candolle, Gochnatia polymorpha (Lessing) Cabrera, Pterocaulon polypteron
(A. P. DC) Teodoro e Baccharidastrum argutum (Lessing) Cabrera.
5. HOOKER et ARNOTT, 1841 — Relacionaram 59 espécies da sub-
tripo Baccharidieae Lessing, ocorrentes no Chile, Argentina, Uruguai e Sul
do Brasil, das quais 22 são nomes novos. Dessas novas espécies 8 são binô-
mios válidos.
6. GARDNER, 1845 — Descreveu 7 espécies do gênero Baccharis
Linnaeus, coletadas em Serra dos Órgãos, Estado do Rio de Janeiro. Delas,
Baccharis stylosa, B. vaccinioides e B. cilliata são boas espécies. Apenas, por
já ter sido usado o nome vaccinioides por Kunth (1896), para uma outra
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planta, o binômio B. vaccinioides Gardner foi mudado por Teodoro (1957)
para Baccharis pseudovaccinioides. Baccharis alpestris Gardner é espécie du-
vidosa, da qual não se localizou o tipo; Baccharis depauperata, B. pyrami-
dalis e B. laxa foram sinonimizadas por Baker (1882), respectivamente, com
Baccharis serrulata Persoon, B. megapotamica Sprengel e B. trinervis Persoon.
7. GARDNER, 1848 — Apresentou a diagnose de 17 espécies novas
para o gênero Baccharis Linnaeus, ocorrentes nos Estados de Minas Gerais
(principalmente na região de Diamantina), Goiás e Pernambuco. Delas» 8 são
espécies válidas (B. truncata, B. elliptica, B. rivularis, B. ramosissima, B. in-
termixta, B. varians, B. lychnophora e B. polyphylla); 6 (B. oleiiolia, B. bu-
pleuroides, B. subspathulata, B. íuchsiaeiolia, B. inammoena e B. lanuginosa)
foram sinonimizadas por Baker (1882) com espécies de de Candolle e de
Persoon; 2 — Baccharis subcapitata e B. curvifolia, considero sinônimos de
B. subdentata A. P. de Candolle e B. leptocephala A. P. DG, respecitvamente.
Baccharis recurvata Gardn. é sinônimo de B. caprariaetolia A. P. DC .So-
bre Baccharis varians Gardn., pude verificar que o autor baseou sua descrição
em dois exemplares coletados, um em Minas Gerais, outro em Goiás. O pri-
meiro, sob o n.° 4913, corresponde ao tipo da espécie e o segundo, de n.° 3899,
enquadra-se bem na diagnose de Baccharis leptocephala A. DC. (1836). Essa
espécie tem sido registrada por muitos autores como B. ruiescens var. varians
(Gardn.) Baker.
8 . SCHOMBURGK, 1848 — Na relação de plantas da Guiana Inglesa,
feita por esse autor, há a seguinte referência “Baccharis guianensis Rich.
Schomb. nov. spec. miss. Aut trockner Savanne in der Ungebung von Pirara.
Blueht im Januar. Halbstrauch”.
Além da citação desse nomen nudum, nada mais foi registrado e, somente
agora, mediante a comparação da fotografia do tipo, e do exame do material
procedente das Guianas, Venezuela, Norte, Centro-oeste e Sudoeste do Brasil,
pôde ser reconhecida a identidade dessa espécie com B. leptocephala DC., tão
difundida na América do Sul e sempre referida como Baccharis ruiescens var.
varians (Gardner) Baker.
9. BENTHAM, 1873 — Dividiu a família Compositae em 13 tribos,
fazendo uma análise de cada uma delas. Considerando imperfeita a subdivisão
da tribo Asteroideae em subtribos, propôs, com finalidade fitogeográfica, certo
número de tipos divergentes e representativos des principais grupos da tribo,
tais como Grangea, Bellis, Solidago, Aster, Erigeron, Conyza e Baccharis. No
último tipo, constituído inteiramente de plantas americanas, incluiu os dois
gêneros Baccharis Linnaeus e Heterothalamus Lessing.
Para o estudo da dispersão geográfica das espécies, dividiu as Américas
nas Regiões Mexicana, dos Estados Unidos, das Antilhas, Andina, Brasiliana
e Chilena. Fez quadros comparativos da dispersão e por eles se pode verificar
o número relativamente grande de representantes do gênero Baccharis Lin-
naeus, principalmente na Região Brasiliana.
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O trabalha de Bentham é considerado, de um modo geral, como um dos
melhores sobre a família Compositae.
10. BAKER, 1882 — Estudou, entre outros, dois dos gêneros pertencen-
tes à subtribo, objeto desta tese, incluídos na subordem 3. — Asteroideae, a
saber: Heterothalamus Lessing e Baccharis Linnaeus.
Do primeiro descreveu 3 espécies, das quais H. brunioides Lessing é hoje
sinônimo de Heterothalamus alienus (Sprengel) O. Kuntz, e H. spartioides
Hooker et Arnott foi retirada do gênero, por Cabrera.
De Baccharis Linnaeus, fez estudo pormenorizado. Dividiu-o em 6 séries,
baseadas nos mesmos caracteres usados por A. P. de Candolle (1836) na sua
divisão, dando-lhes, apenas, denominações novas. Fez a descrição de 133 es-
pécies, das quais 43 eram nomes novos. Delas, apenas 25 são espécies válidas;
as demais têm sido sinonimizados com espécies de A. P. de Candolle, por di-
versos autores que se têm ocupado com o gênero.
Apesar de seus inúmeros enganos, não se pode deixar de reconhecer que
seu trabalho representa a maior contribuição para o estudo das Compositae, no
Brasil, e é injusta a crítica que dele fez Teodoro (1957), quando pergunta
“Para o estudo da flora sul-riograndense, qual o valor da Flora Brasiliensis de
Martius?”
Não há estudo completo. Sempre haverá erros para serem corrigidos pot
outros pesquisadores; sempre haverá algo para ser melhorado.
11. HOFFMANN, 1894 — No estudo geral das Compositae, apresen-
tou a tribo Astereae Hoffmann dividida em 6 subtribos, distribuídas em três
grupos: o dos capítulos heterógamos, com flores radiais femininas ou neutras
e as do disco hermafroditas; o dos capítulos homógamos, e o das plantas diói-
cas ou poligamo dióicas.
Foi no terceiro grupo que incluiu a sua subtribo Baccharidineae.
Dividiu o gênero Baccharis em 7 seções, usando para elas as denomina-
ções já propostas por A. P. de Candolle e por Baker.
Apenas a sétima seção — Imbricatae, constituiu nome novo.
12. MALME, 1899 — Trata-se do estudo do material de Compositae
coletado nos Estados do Rio Grande da Sul e de Mato Grosso, durante a Pri-
meira Expedição Regnelliana. O autor fez excelentes comentários sobre a dis-
persão das espécies brasileiras da família, descreveu tipos de órgãos subterrâ-
neos de plantas do cerrado e deu informações sobre o aparelho chamariz de
algumas espécies de Eupatorium Linnaeus, de capítulos pouco vistosos.
Para as Baccaridinae, Hoffmann relacionou 20 nomes de espécies de
Baccharis Linnaeus, das quais B. pentodonta Malme constituía um nome novo.
13. HEERING, 1900 — Estudou os caracteres morfológicos e anatô-
micos dos órgãos assimiladores de espécie de Baccharis Linnaeus e fez com-
parações das divisões do gênero propostas por de Candolle, Baker e Hoffmann,
apresentando outra que nada acrescenta àa primeiras, a não ser novas denomi
nações. Descreveu a estrutura interna dos diversos tipos de folhas, que ser-
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viram de base para a sua divisão do gênero em seções, fundamentando-se em
material herborizado. Finalizou, fazendo uma série de comentários sobre a eco-
logia das espécies estudadas, tendo como referência a estrutura interna das
folhas herborizadas e os dados fornecidos pelos coletores de material, que in-
forma serem deficientes, na maioria das vezes.
14. HEERING, 1904 — Apresentou um pequeno histórico do gênero
Baccharis Linneaus e a descrição de alguns tipos de capítulo e flores de es-
pécies desse gênero. Seu estudo baseou-se em coleções de Ulle (SC), de Rei-
sek e Czermak (RS), Mendonça (RJ e MG), Lorentz e Illin (Argentina),
Krause, Philipi (Chile), Germann (Bolívia), Jess (Venezuela), Pringle (Mé-
xico) e Eggers (Antilhas). Tentou dividir o gênero Baccharis Linnaeus em
5 subgêneros, 8 seções e 4 subseções. Além da relação do material estudado,
estabeleceu a posição de duas espécies — B. cassiniiiolia A. P. de Candolle e
B. daphnoides Hooker et Arnott, confundidas por Baker (1882) e por muitos
autores que o seguiram. Classificou, também, 3 espécies novas para a flora
Catarinense: B. villosa, B. petraea e B. palustris.
15. DUSÉN, 1910 — O trabalho consta da descrição de espécies no-
vas, entre as quais 5 para o gênero Baccharis Linnaeus. Além da diagnose
latina, Dusén apresentou boa ilustração do hábito e de detalhes florais dessas
plantas. Das espécies novas de Dusén, do gênero Baccharis, somente duas, B.
paranaensis Heering et Dusén e B. leucocephala Dusén são válidas. Baccharis
meridionalis Heering ex Dusén é sinônimo de B. microdonta A. P. de Candolle,
B. gracillima Heering et Dusén é nada mais que B. pentodonta Malme e B.
subincisa Heering et Dusén é igual a B. paucillosculosa A. P. de Candolle, con-
forme pude comprovar, ao estudar os tipos dessas espécies.
16. HEERING, 1911 — Fez o estudo das espécies do gênero Baccha-
ris, ocorrentes nos arredores de São Paulo. Apresentou uma chave analítica
para o reconhecimento de 23 espécies do gênero e a diagnose de duas espécies
novas, uma das quais, B. pluridentata, acrescentei à sinonímia de Baccharis
pentodonta Malme.
17. HEERING, 1913 — Trata-se de uma relação de espécies de Ba-
charis Linnaeus, da Argentina, Paraguai, Bolívia, Uruguai e, Sul do Brasil.
18. MALME, 1932 — Relatório da Segunda Expedição Regnelliana,
ao Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Nele foram enumeradas 26 espécies de
Baccharis Linnaeus, para a flora do Rio Grande do Sul e 6 para a de Mato
Grosso.
19. MALME, 1933 — Estudo das Compositae Paranaenses, da coleção
de Dusén. Foi registrada a ocorrência de 60 espécies d e Baccharis Linnaeus,
no Estado do Paraná, incluindo 7 novas classificações de Heering, Dusén e
Malme. Quatro delas são boas espécies: B. nummularia Heering, B. curity-
bensis Heering, B. Subumbelliíormis Heering e B. oreophila Malme. Baccha-
ris psammophila Malme e B. sphenophylla Dusén ex Malme, na minha opi-
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nião, são sinônimos de B. radicans A. P. DC. e B. subumbelliformis Heering
ex Malme. De B. angusticeps Dusén ex Malme, vi, apenas, uma exsicata e
considero a espécie muito afim de B. lateralis Baker.
20. CABRERA, 1937 — Comunicação de mais um gênero para a
subtribo Baccharidinae, baseado em duas espécies que Lessing havia classi-
ficado sob as denominações de Conyza triplinervia e Conyza arguta. Deu ao
novo gênero o nome de Baccharidastrum.
21. CABRERA, 1944 — Apresentou o novo gênero Pseudobacchaxis,
fundamentado em Heterothalamus spartioides Hooker et Arnott, para incluir
as espécies dióicas com receptáculo do capítulo feminino paleáceo. Enumerou
para o novo gênero combinações de 5 espécies de Baccharis Linnaeus, da flora
da Argentina, Peru, Bolívia e Chile.
22. TEODORO LUÍS, 1948 — Revisão das espécies de Baccharis
Linnaeus, da coleção de Glaziou, do Musèum National d'Histoire Naturelle
de Paris. Sinonimizou Baccharis íluminensis Glaziou com Baccharis rufescens
Sprengel e Baccharis coriacea Glaziou com Baccharis cassiniifolia A. P. de
Candolle. Propôs a substituição do nome Baccharis myriocephala Baker, por
ser já um nome ocupado por uma espécie de A. P. Candolle, para B. pseudo-
myriocephala Teodoro.
23. TEODORO LUlS, 1949 — Apresentou a nova combinação de Ba-
charis ligustrina A. P. de Candolle, com o gênero Pseudobaccharis Cabrera, e
uma relação de 38 identificações de espécies de Baccharis Linnaeus das cole-
ções do Irmão Edésio Maria e de Dr. Wilson Hoehne. Classificou e descreveu
a espécie Baccharis riograndensis Teodoro et Vidal, de material coletado em
Canoas, Rio Grande do Sul. Sinonimizou Baccharis meridionalis Heering com
B. sepastianopolitana Baker e fez para esta uma descrição nova que, no seu
entender, era mais completa que a original, feita pelo botânico inglês. Consi-
derou as exsicatas de W. Hoehne 1931 e 1934, como representantes de uma
prole híbrida de Baccharis sebastianopolitana Baker ex Teodoro e Baccharis
pluridentata Heering, propondo para ele o seguinte binômio:
“X Baccharis wilsoniana Teodoro hyb. nov.
syn.: B. sepastianopolitana X B. pluridentata”.
A série de argumentos que se seguem não convencem e a ilustração apre-
sentada do hábito da planta, confirma a suposição de se tratar de um exem-
plar de B. sebastianopolitana Baker, cuja variação foliar tive ocasião de com-
provar, no grande número de exemplares estudados.
Na página seguinte, descreveu outro híbrido:
“X Baccharis paulopolitana Teodoro et W .Hoehne hyb.nov.
syn.: B. myricaeiolia DC. X B. tenuiíolia DC.”
que considero um sinônimo de Baccharis leptocephala A. P. de Candolle.
Apesar de todo o respeito que devo ao trabalho de Teodoro Luís, não
concordo com seu método de estabelecer híbridos novos, baseados em espéci-
mes de herbário, sem uma comprovação experimental.
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24. TEODORO LUÍS, 1952 — Apresentou um histórico, bastante ex-
tenso, de Bacharis Linnaeus e, também, uma chave analítica para separar os
gêneros de subtribo Baccharidinae. Distribuiu as espécies da subtribo em 4
regiões fitogeográficas, relacionando-as em ordem alfabética.
25 . TEODORO LUÍS, 1954 — Relacionou 52 nomes de espécies de
Bacharis Linnaeus, da coleção de Dr. Wilson Hoehne, ocorrentes em São Paulo
e classificou novos híbridos. Fêz considerações sobre híbridos naturais e sobre
a fenologia das espécies de Baccharis.
26. CABRERA, 1955 — Restabeleceu a identidade do gênero Psila
Philipi e subordinou a ele seu gênero P seudobaccharis.
27. TEODORO LUÍS, 1957 — Criticou, severamente, a obra de Baker,
fazendo uma revisão da nomenclatura das Bacharidinae, na Flora Brasiliensis
de Martius.
A par das muitas informações boas que esse trabalho contém, há, também,
lapsos que, com maior serenidade o autor teria evitado. Por exemplo, adotou
para Baccharis squarrosa Baker o nome novo criado por Heering, sem perce-
ber que o binômio do botânico inglês poderia ter sido sinonimizado com outro,
desse mesmo autor, isto é, Baccharis patens Baker, como fez Cabrera, em 1960.
Tão pouco verificou o engano de Gardner, quando classificou Baccharis va-
rians, baseado nos caracteres de duas espécies, engano esse que Baker aumen-
tou subordinando o binômio de Gardner, como variedade, a Baccharis ruies-
cens Sprengel.
Nesse trabalho, Teodoro tornou aos híbridos naturais, já assinalados em
obras anteriores e apresentou, também, diagnoses de 5 espécies novas e de 1
variedade nova, sem dar uma ilustração dessas espécies, nem mencionar suas
afinidades.
O estudo dos tipos dessas espécies nos mostrou que Baccharis imbricata
Teodoro é igual a B. stylosa Gardner, com a inflorescência mais contraída;
Baccharis perplexa Teodoro et Vidal corresponde a B. cylindrica A. P. de Con-
dolle e Baccharis subcrispa Teodoro é sinônimo de B. opuntioides Baker. Bac-
charis grandimucronata é, porém, uma boa espécie.
28. TEODORO LUÍS, 1958 — Fêz anotações críticas sobre as Baccha-
ridinae do Herbário do Museum D’Histoire Naturelle de Paris, e publicou, no
mesmo ano, seu “Novum Index Baccharidinarum”.
29. CABRERA, 1959 — 1960 — Fêz uma série de notificações nos
tipos de Compositae sul-americanas, depositadas noa herbários europeus. Entre
outras, reconheceu a identidade de Baccharis breviseta A. P. de Candolle com
Baccharidastrum argutum (Less.) Cabrera; da B. serrulata A. P. de Candolle,
B. vulneraria Baker e B. pseudoserrulata Teodoro com Baccharidastrum tripli-
nervium (Less.) Cabrera; de B. curtiiolia S. Moore com B. notosergila Grise-
bach; de B. collina Martius ex Baker com B. serrulata (Lam.) Persoon; de B.
squarrosa Baker e B. bakeri Heering com B. patens Baker; de B. discolor
Baker com B. uncinella A. P. de Condolle.
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30. CABRERA, 1963 — Levantamento das espécies de Compositae da
flora da Província de Buenos Aires, apresentando descrições, ilustrações e cha-
ves para a identificação de 34 espécies de Baccharidinae, das quais 19 são,
também, comuns à flora do Brasil.
31. AR1STEGUIETA, 1964 — Levantamento das espécies de Com-
positae da Venezuela.
Das Baccharidinae, considerou os gêneros Psila Philipe e Baccharis Lin-
naeus. Fez de Baccharis brachylaenoides A. P. de Candolle, cujo tipo foi co-
letado por Lund, nq Rio da Janeiro (GB), uma combinação com o gênero de
Philipe e, louvado em Maguire e Wurdack (1957) reduziu Baccharis ligustrina
A. P. de Candolle (tipo coletado por Vauthier, em Minas Gerais) a uma va-
riedade de Psila brachylaenoides (DC) Aristeguieta.
Baccharis ligustrina, espécie, até agora, só registrada para a flora de Mi-
nas Gerais e Brasília, tem sido muito confundida com Baccharis brachylaenoi-
des var. polycephala (Sch. Bip) G.M. Barroso (= Pseudobaccharis polyce-
phala Teodoro), confusão gerada pela estampa reproduzida por Baker (1882),
de uma planta classificada por Schultz Bipontinnus como Baccharis polyce-
phala e colocada por aquele autor na sinonímia de Baccharis ligustrina A. P. de
Candolle, conforme Teodoro informou, em 1957.
O material relacionado por Aristeguieta, como Psila brachylaenoides var.
ligustrina nada tem a ver com a Baccharis ligustrina A. P. de Candolle.
Para o gênero Baccharis Linnaeus, o autor enumera 9 espécies, das quais
apenas uma Baccharis leptocephala A. P. de Candolle (citada sob o nome B.
rufescens var. varians) originária do Uruguai, é encontrada nas Guianas, Norte,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
32. CUATRECASAS, 1967 — Levantamento das espécies do gênero
Baccharis Linnaeus, da Colômbia.
Subordinou os gêneios Tursenia Cassini, Psila Philipi e Pseudobaccharis
Cabrera ao gênero Baccharis Linnaeus. Estabeleceu 16 seções naturais para o
gênero, que compreendem 37 espécies, das quais duas ocorrem no Brasil. Apre-
sentou ótima ilutração e descrição detalhada das espécies estudadas.
33. CABRERA, 1971 — Levantamento das Compositae da Patogônia,
assinalando um total de 23 espécies do gênero Baccharis Linnaeus, das quais 4
participam da flora do Sul do Brasil.
6. A subt. BACCHARIDINAE Hoffmann, no Brasil.
6.1 — Características gerais e sistemática.
As plantas da subtribo Baccharidinae se caracterizam pela apresentação
de flores femininas muito típicas, isto é, com corola tubuloso-filiforme, de bor-
do truncado, denteado, laciniado ou provido de lígula curta (figs. 144-174),
geralmente com estilete curto ou longamente exserto, dividido em dois ramos
planos, com papilas estigmáticas marginais (figs. 120-143) e flores masculinas,
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resultantes da atrofia e conseqüente esterilidade do gineceu, ordenadas num
só capítulo ou em capítulos diferentes.
Pesquisando espécies dessa subtribo, encontrei exsicatas de uma planta
coletada em Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais, que num exame mais
ou menos superficial, considerei tratar-se de um representante do gênero Bac-
charis Linnaeus.
Usando o processo de diafanização das flores, para examiná-las com au-
mentos superiores àqueles possibilitados por um estereoscópio, verifiquei o meu
engano, pois a espécie em questão apresentava indivíduos com capítulos de
flores femininas, indivíduos com flores masculinas e amaa outros com iiores
andróginas. Tratava-se, pois, de uma espécie trióica. A hipótese de que as
flores andróginas pudessem ser flores femininas com estammódios, tal como
aparecem, em casos raros, nas espécies do gênero Baccharis, fica invalidada,
primeiro pelo fato de as anteras se apresentarem cheias de pólem e em se-
gundo, porque não são flores isoladas ou raras, andróginas, que aparecem num
capítulo de flores femininas, mas sim capítulos constituídos, inteiramente, por
flores desse tipo, com forma distinta da das flores femininas.
Criar-se um gênero com base, apenas, na distribuição dos sexos, em plan-
tas diferentes, seria arriscado, pois como se sabe, embora a determinação dos
sexos, nas plantas, seja um fator genético, em determinados casos, fatores am-
bientais podem interferir. Mas a tal espécie, além das características do hábito
trióico, que é um fenômeno bastante raro, apresenta outra, “sui generis”, ou
seja, o alongamento do hipâncio acima do ovário ou do rudimento deste, sob
a forma de tubo petalóide, sem a clássica delimitação de corola e ovário, ve-
rificada, até então, na maioria das Compositae (figs. 46.49.49a.). Esse caráter,
possivelmente, virá robustecer a hipótese das flores monoclamideas, nas Com-
positae, defendida por uma corrente de morfologistas.
Do exposto, resultou a classificação de um novo taxon, para o qual pro-
ponho o nome Baccharidiopsis, pela semelhança com espécies do gênero Bac-
charis Linnaeus.
A subtribo Baccharidinae Hoffmann fica, então, representada por 4 gêne-
ros de plantas americanas, que podem se distinguir pelos seguintes caracteres:
1. Espécies monóicas: capítulos com flores femininas dispostas em várias
séries e 3-4 flores masculinas na porção central (disco)
Baccharidastrum Cabrera.
1’. Espécies dióicas, polígamo-dióicas ou trióicas.
2. Espécies polígamo-dióicas: capítulos com uma série radial de
flores femininas com corola liguliforme (figs. 62 e 64) e muitas
flores masculinas localizadas na porção central (disco) e capítulos
com todas as flores femininas, com corola liguliforme, dispostas em
indivíduos diferentes. Lígula da flor feminina curta, mas distinta
(figs. 62 e 64); receptáculo do capítulo feminino paleáceo; páleas
naviculares (fig. 61) Heterothalamus Lessing.
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2’. Espécies dióicas ou trióicas.
3. Espécies dióicas: capítulos com flores femininas © capítulos com
flores masculinas dispostos em indivíduos diferentes. Flores fe-
mininas com corola filiforme, de bordo truncado, denteado, la-
ciniado ou, raramente, ligulado; lígula reduzida (figs. 120-174).
Receptáculo do capítulo feminino alveolado, com alvéolos con-
tornados por pelos, por fímbria membranácea curta ou por lací-
nias curtas ou mais ou menos longas (figs. 175-178), ou recep-
táculo paleáceo, com páleas lineares, caducas.
Baccharis Linnaeus
3’. Espécies trióicas: capítulos com flores hermafroditas, femininas
e masculinas em indivíduos isolados. Flores com hipâncio pro-
longado acima do ovário, ou da porção estéril correspondente,
sob a forma de tubo petalóide, sem a clássica delimitação de
corola e ovário (figs. 46.49.49a). Ovário distintamente com-
primido. Baccharidiopsis gen. nov.
Considerando a necessidade de uma descrição mais ampla, que a intro-
dução de um gênero novo está a exigir, apresento uma diagnose latina, onde
ressalto, os detalhes mais característicos da subtribo Baccharidinae Hoffmann.
Subtr. Baccharidinae Hoffmann in Engler, Nat. Pflanzf. 4(5): 170 .1894
Syn.: Subdiv. Heterothalameae A. P. de Candolle et Subdiv
Bacchareae A. P. de Candolle, Prodr. 5: 211-212, 1836.
Typus Baccharis Bentham in Bentham et Hooker, Journ.
Linn. Soc. 13:413 1873 (non L.)
Capitula dimorpha alia floribus omnibus iemineis, alia íloribus disci masculis,
r adii uniseriatis ligulatis iemineis ( Heterothalamus Lessing) ve/ capitula hete-
rogama discoides floribus exterioribus iiliiormibus multiseriatis iemineis, disci
masculis paucis 2 vel 4 ( Baccharidastrum Cabrera) ve/ capitula periecte dioica,
floribus masculis et iemineis segregatis ( Baccharis Linnaeus) vel trioica, a lia
floribus omnibus iemineis, alia floribus omnibus masculis et alia floribus omni-
bus masculis et alia floribus omnibus hermaphroditis. Corollae f emineae fili-
formes apice subtruncatae, dentatae, laciniatae vel ligulatae, masculae regula-
res tubulosae limbo iníundibulari vel campanulato, vel hermaphroditae, femi-
neae et masculae hypanthio supra germen vel rudimentum germinis valde
producto in tubum petaloideum abeunte.
A evolução da subtribo Baccharidinae deve ter se originado, em parte, da
subtribo Asterinae, em parte da subtribo Conyzinae. As espécies do gênero
Heterothalamus Lessing guardam semelhanças com espécies da primeira sub-
tribo, enquanto Baccharidastrum Cabrera e Baccharis Linnaeus são tipicamen-
te Conyzinae, nas quais se deu a atrofia e conseqüente esterilidade do gine-
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ceu, nas flores hermafroditas e, depois, a separação de flores femininas e
masculinas em capítulos próprios.
O gênero Baccharidiopsis representa, talvez, um elo entre o gênero de
Cabrera e o de Linnaeus.
De acordo com Solbrig et al (1964 e 1967) o número mais freqüente de
cromossomas verificado nos representantes da tribo Astereae é x = 9 ou múl-
tiplo de 9, numa pesquisa aproximada de 70% dos gêneros.
HETEROTHALAMUS Lessing, Linnaea 5: 145. 1830 et 6:503. 1831;
A. P. de Candolle, Prodr. 5:216. 1836; Baker in Martius Fl. Bras. 6 (13):
17. 1882.
Gênero descrito por Lessing, que a ele subordinou duas espécies H. brun-
nioides e H. psiadioides. Em 1938, Hooker et Arnott descreveram para ele
uma nova espécie, ocorrente na Patagônia, à qual deram o nome de Hetero-
thalamus spartioides. Weddell propôs sua Heterothalamus boliviensis, em
1856, e em 1865 publicou o nomen nudum de Heterothalamus acaulis, que
Fries, em 1905, descreveu. Em 1898, O. Kuntze fez com Baccharis tenella
Hooker et Arnott e com Marshallia aliena Sprengel novas combinações para
o gênero de Lessing e subordinou Heterothalamus brunnioides. Lessing a sua
nova combinação Heterothalamus allienus (Sprengel) O. Kuntze.
De todas essas espécies, apenas Heterothalamus psiadioides Lessing e
Heterothalamus allienus (Sprengel) O. Kuntze permaneceram no gênero. As
demais foram subordinadas ao gênero Psila Philipi, por esse autor, em 1891
e por Cabrera, em 1955. Não sendo considerado o gênero Psila, as espécies
devem ser subordinadas ao gênero Baccharis Linnaeus.
O nome Heterothalamus refere-se à característica polígamo-dióica das
espécies.
São arbustos de mais ou menos 0,50 m de altura, ramificados, glutinosos,
com folhas alternas, densamente pontuadas de glândulas. Capítulos dispostos
em ramos corimbosos terminais ou localizados nas bifurcações dos ramos. In-
vólucro campanulado com 3-4 séries de brácteas involucrais (fig. 66). Recep-
táculo do capítulo feminino paleáceo, com páleas cimbiformes (fig. 61). Flores
femininas glabras, com corola curtamente ligulada (figs. 62 e 64), em geral
de coloração amarelo-citrino; estiletes com ramos curtos que mal se sobressaem
do tubo da corola; aquênios carenados na parte ventral, com margens espessa-
das (fig. 67); pápus curto, de poucas cerdas barbeladas. Capítulos andróginos
com duas séries de flores femininas radiais, liguladas e muitas flores masculi-
nas, com corola tubuloso-pentasecta (fig. 65), enchendo a porção central (dis-
co). Tubo estaminal e estilete, na flor masculina, pouco exsertos; pápus mais
curto que a corola, com cerdas espessadas no ápice.
Espécie genérica: Heterothalamus psiadioides Lessing .
As duas espécies do gênero ocorrem nos Estados do Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e no Uruguai.
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Heterothalamus psiadioides é mais freqüente: encontrei-a em Porto Ale-
gre, em formações densas, no Morro da Polícia, no Parque Saint Hilaire e em
terrenos do Jardim Botânico, tomando aspecto dominante em lugares devas-
tados e à beira das estradas. Heterothalamus allienus é mais rara, medrando
sempre em formações de campo, em lugares mais ou menos elevados.
Podemos distinguí-las pelos seguintes caracteres:
1. Folhas lineares, com mais ou menos 1 mm de larg., de margens inteiras
(fig. 60). Capítulos dispostos em corimbos curtos, localizados nas bifur-
cações dos ramos. Heterothalamus allienus.
1’ Folhas oblongas, com mais ou menos 5-10 mm de larg., com margens
serreadas (fig. 63). Capítulos dispostos em corimbos terminais
Heterothalamus psiadioides.
1. HETEROTHALAMUS PSIADIOIDES Lessing, Linnaea 6:504. 1831 —
A. P. de Candolle, Prodr. 5:217. 1836 — Baker in Martius Fl. Bras.
6(3): 19. 1882.
Localidade típica: Rio Grande do Sul
Tipo: leg. Sellow hib .958 — Foto F. 37701.
Material estudado: RS — Porto Alegre, Morro da Polícia, leg. Rau
(3.1937) RB. — Arredores de Porto Alegre, leg. Pe. E. Leite
11 (1942) R.
SC — Siriú, a mais ou menos 5 m s.m., restinga, leg. Klein e
Bresolin 9226 (18.11.1970) RB.
O nome psiadioides significo semelhante a Psiadia, um gênero de plantas
das Compositae.
2. HETEROTHALAMUS ALIENUS (Sprengel) O. Kuntze, Rev. Gen.
Plant. 3(2): 158. 1898.
Bas.: Marshallia aliena Sprengel, Syst. Veg. 3:446. 1826.
Localidade típica: Brasil, Rio Grande do Sul. Segundo Teodoro (1957),
entre S. Sepé e Cachoeira do Sul.
Tipo: leg. Sellow d. 1673.
= Heterothalamus brunnioides Lessing, Linnaea 6: 504. 1831.
A. P. de Candolle, Prodr. 5:216. 1836; Baker in Martius, Fl. Bras.6(3):18,
tab. 7. 1882.
Material examinado: SC — São Joaquim, Rio Taimbezinho, c. 1100-
1200 m s.m., leg. L. B. Smith e R. Reitz 10216 (16.2.1957)
RB, HBR.
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RS. — leg. Sellow d. 1673, F. 14864.
O nome alienus é derivado do latim alius, que significa alheio, estranho e
se refere, sem dúvida, ao hábito da planta.
BACCHARIDASTRUM Cabrera, Not. Mus. La Plata 2:177. 1937.
Gênero descrito por Cabrera, em 1937, para agrupar duas espécies, in-
devidamente colocadas no gênero Conyza Linnaeus, por Lessing, a saber, Co-
nyza triplinervia Lessing e Conyza arguta Lessing.
Em 1959, ao fazer uma revisão de tipos de espécies do gênero Baccharis
Linnaeus, Cabrera verificou que Baccharis vulneraria Baker, B. serrulata A.
P. de Candolle, B. breviseta A. P. de Candolle e B. pseudoserrulata Teodoro
tinham de ser subordinadas às espécies de seu gênero Baccharidastrum, como
sinônimos.
As plantas desse gênero são arbustos com folhas alternas, trinérveas, em
geral glutinosas, de ovado-lanceoladas a linear-lanceoladas, com capítulos dis-
postos em corimbos terminais densos.
Invólucro do capítulo campanulado, com 2-3 séries de brácteas involu-
crais; receptáculo cônico, laciniado; flores femininas dispostas em muitas sé-
ries, com corola filiforme tubulosa, de ápice denteado (fig. 59), com estilete
longamente exserto, dividido em dois ramos curtos; aquênios densamente pa-
pilosos, mais ou menos encurvados, com pápus de cerdas finas e longas. Flo-
res masculinas de 2 a 6, situadas na porção central do receptáculo, com corola
tubulosa, dividida em lacínios triangulares, curtos (fig. 58); estilete e tubo
estaminal pouco exsertos; pápus constituído de cerdas finas e longas, sem
espessamento apical.
Espécie genérica: Baccharidastrum triplinerve (Less.) Cabrera.
Plantas ocorrentes no Brasil, Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina.
O nome Baccharidastrum foi dado por Cabrera, para exprimir a grande
semelhança das espécies desse gênero com as de Baccharis Linnaeus.
Baccharidastrum Cabrera apresenta duas espécies muito afins, distintas,
principalmente, pela forma das folhas.
1. Folhas ovado lanceoladas, com 6-8 cm de compr. e cerca de 3 cm de
larg Baccharidastrum triplinerve.
1*. Folhas linear-lanceoladas, com 6-13 cm de compr. e cerca de 0,2-2 cm de
larg Baccharidastrum argutum.
1. BACCHARIDASTRUM TRIPLINERVE (Less.) Cabrera, Not. Mus. La
Plata 2: 177. 1937 et Boi. Soc. Argentina Bot. 7 (3-4): 238. 1959.
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Bas.: Conyza triplinervia Lessing, Linnaea 6:137. 1831 — A. P. de Can-
dolle, Prodr. 5:377. 1836. — Hooker et Anott in Hooker Journ. Bit. 3:21.
1841. — Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 33. 1882.
“Rio Grande do Sul, leg. Sellow d 2034”.
= Baccharis serrulata A. P. de Candolle, Prodr. 5:402. 1836 non Persoon.
“Rio Grande, leg. Sellow HIB. 798”.
= Baccharis vulneraria Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 75. 1882.
“Minas Gerais, Lagoa Santa leg. Warming”.
= Baccharis pseudoserrulata Teodoro, Contrib. Inst Geobiol.
Canoas 9:25. 1958.
Nomes vulgares: erva-santa, erva-de-sant’ana.
Material examinado: MG — Delfim Moreira, S. Francisco de Campos, perto
de um brejo, leg. M. Kuhlmann 2452 (6. 1950) rb; António Carlos,
alto da Mantiqueira, leg. Pe. Roth 1819 (1. 1963) RB; Poços de Cal-
das, Morro do Ferro, leg. M. Emmerich 2445 a (3. 1965) RB.
PR — Piraquara, zona da Araucária oriental, leg. Tessman 3659
(1.1949) rb; Rolândia, idem 89 (3.1937) rb; Curitiba, campo, leg.
Dombrowsky 163 (12.1963) rb; Porto Amazonas, Fzda. S. Luiz a
780m s.m. à margem do rio, leg. Hatschbach 10804 (12.1963)
rb.hh; Guarapuava, Fzda. Capão Redondo, campo sujo, leg Hatsch-
bach 12535 (4.965) rb.hh; Ponta Grossa, leg. E. Pereira 8236
(1.1964) rb.
SC — Bom Retiro, Pinheiral, Riozinho a 1 . 000m s . m. leg. L. B.
Smith e Reitz 10285 (22 . 1 . 1957) rb, hbr; Campos Novos, a 800 m
s.m. leg. L. B. Smith e úlein 11980 (1.3. 1957) rb, hbr; Canoinhas,
ruderal, a 750 m s.m. Lelg. L. B. Smith e Reitz 8580 (17.12. 1962)
RB, hbr; Porto União, rio Timbó a 1100-1200 m s”m. leg. L. B. Smith
e Reitz 9051 (22.12.1956) rb, hbr; ibidem, Fzda. Frei Rogério,
campo úmido, leg. Reitz e Klein 11579 (6.1.1962) RB, hbr; Santa
Cecília, Campo do Areão a 1100-1200 m s.m. leg. Reitz e Klein 11381
e 12650 (2.1. 1962) rb, hbr; São José, Serra da Boa Vista, capoeira
a 800 m s.m. leg. Reitz e Klein 10633 (27.12.1960) rb, hbr; São
Joaquim, Bom Jardim, Fzda. Laranja a 1400 m s.m. leg. Reitz e Klein
8185 (13.1.1959) rb, hbr.
O nome da espécie está relacionado com o tipo de nervação foliar.
2. BACCHAR1DASTRUM ARGUTUM (Less.) Cabrera, Not. Mus. La
Plata 2:177. 1937 et Boi. Soc. Argentina Bot. 7 (3-4):238, 1959.
Bas.: Conyza arguta Lessing, Linnaea 6:138. 1831 — A. P. de Candolle,
Prodr. 5:377. 1836 — Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :33. 1882.
“Brasil meridional, leg. Sellow”.
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= Baccharis breviseta A. P. de Candolle, Prodr. 5:402. 1836.
“Rio Grande do Sul, leg. Sellow hib, 781”.
Nome vulgar: Mata-formigueiro.
Material examinado : DF — Brasília, Zoobotânico, solo úmido, leg. A. P. Duar-
te 10101 (1.1967) RB.
RJ — Teresópolis, leg. A. P. Duarte 9597 (2.1966) rb; ibidem,
brejo, leg. Góes 339 (3.1944) rb.
SP — Parque do Estado, leg. Tatiana 594 (2.1966) sp; ibidem,
idem 559 (1.1967) rb.
PR — Campinas do Sul, rio Pinhal, orla de brejo, leg. Hatschbach
10979 (1.1964) rb, HH.
SC — Campo Alegre, ruderal a 900-1000 m s.m. leg. L.B. Smith
e Klein 10506 (1.1957) rb, hbr; Lauro Mueller, Vargem Grande,
em roças abandonadas a 350 m s.m., leg. Reitz e Klein 7477
(10. 1958) rb, hbr; Palhoça, Pilões a 200 m s.m. caboeira, leg. Reitz
e Klein 3918 (10.1956) rb, hbr; Sombrio, Pirão Frio a 10 m s.m.
leg. Reitz e Klein 9649 (12.5.1960) rb, hbr.
RS — Júlio de Castilhos, leg. Palacios-Cuezzo 2556 (4.3.1948) rb.
O nome da espécie está relacionado com as folhas estreitas e agudas.
BACCHARIDIOPSIS G. M. Barroso Sellovia 26: ano 27, 1975.
A história deste gênero começa, conforme já mencionado, com o estudo
de exsicatas de plantas coletadas em Minas Gerais, Poços de Caldas. Fazen-
do pesquisas em torno desse material, verifiquei que, em 1882, Baker descre-
vera, na Flora Brasiliensis de Martius, uma espécie que denominou Aster
pohlii, baseada no exemplar 660, coletado por Pohl, no Brasil Central. Essa
espécie distinguia-se das outras do mesmo gênero, por apresentar capítulos
discóides. Na sinonímia de sua espécie, Baker colocou Baccharis oliêpphylla
Schultz Bipontinus (nomen nudum ).
Examinando a fotótipo F . 14884 da espécie de Schultz Bipontinus, não
houve dúvida em identificá-la como um exemplar masculino da espécie de
Poços de Caldas. A confusão de Baker, tomando as flores masculinas por
hermafroditas, foi muio ntatural, pois nessa planta, o rudimento de ovário
é bem desenvolvido e pode levar a engano, se examinado com menor atenção.
Considero Aster pohlii Baker a espécie tipo do gênero e faço para ela
a nova combinação, cuja descrição se segue:
BACCHARIDIOPSIS POHLII (Baker) nov. comb.
Bas.: Aster pohlii Baker in Martius, Fl. Bras. 6(3) :23. 1882.
“Habitat in Brasília centrali, legit Pohl 660”.
= Baccharis oligophylla Schultz Bipontinus in sched. —
Fotótipo F. 14884.
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Holótipo: Habitat in Brasília Central, Pohl 660 (W).
Material examinado: MG — Poços de Caldas, Represa Saturnino de Brito,
leg. Roppa 270 (9.10.1964) $ d1 R. — ibidem, leg. Vidal s.n.
$ R. 75860, 75862 e 75865 (10. 1949). — Belo Horizonte, Serra do
Curral, campo cerrado, brotação e floração após a queimada, leg.
Pe. Roth 1623 (9.1955) d RB. Foto 1. (Parátipos).
Subarbusto anual, trióico, com raízes fasciculadas, fibrosas, longas, não
ramificadas. Caules cespitosos de 2-3, simples, com mais ou menos 40-50 cm
de altura, estriados, pilosos; folhas sésseis, alternas, oblongas, esparsas, mem-
branáceas, tridenteadas no ápice, triplinérveas, com mais ou menos 3-5 cm de
comprimento e 1-1,5 cm de largura, pilosas; capítulos de 5-10 com pedicelos
mais ou menos da mesma altura, formando um conjunto corimbiforme, ou de
comprimentos alternados, dispostos em alturas diferentes, constituindo um agru-
pamento racemiforme; pedicelos com mais ou menos 2-4 cm de comprimento,
pilosos; invólucro campanulado, com mais ou menos 1-1,5 cm de altura e 1
cm de diâmetro, 3-seriado, com brácteas involucrais planas, de linear-lanceo-
ladas a oblongas, com mais ou menos 5-7 mm de comprimento e 1-2 mm de
largura, longamente acuminadas no ápice, com margens hialinas, fimbriadas e
dorso mais ou menos esverdeado, percorrido por nervura mediana crassa, as
mais externas hirsutas; receptáculo nu; flores hermafroditas de 50-80, com
hipâncio de mais ou menos 1,5-2 mm de altura, densamente piloso, continuado
por um tubo petaloide de mais ou menos 4,5-5 mm de comprimento e cerca
de 0,5-0, 7 mm de diâmetro, piloso, 5-laciniado no ápice, com lacínios oblongos,
mais ou menos agudos, com pelos esparsos (fig. 46); estilete glabro, com mais
ou menos 7-8 mm de comprimento, dividido em dois ramos planos, com pa-
pilas estigmáticas marginais; estames com filetes crassos, de mais ou menos
0,5 mm de comprimento, e anteras oblongas, com mais ou menos 0,5 mm de
comprimento, poliníferas (fig. 48); flores femininas de 30-40, com hipâncio
densamente piloso, com cerca de 2 mm de comprimento, prolongado em um
tubo petalóide de mais ou menos 3 mm de comprimento e cerca de 0,3 mm de
diâmetro, piloso, com bordo 5-lobado, com lobos obtusos; estilete com mais ou
menos 7 mm de comprimento, longamente exserto, com pelos longos dispos-
tos abaixo do ponto de bifurcação dos ramos (fig. 49); flores masculinas de
30-40 com rudimento de ovário (hipâncio) com cerca de 1,5 mm de altura,
densamente piloso, prolongado em tubo petalóide de mais ou menos 6 mm de
comprimento, que se alarga em forma de limbo campanulado, na porção su-
perior, dividindo-se em 5 segmentos oblongos, planos, mais ou menos agudos,
levemente pilosos; estilete com cerca de 7 mm de comprimento, cercado na
base por um disco carnoso de mais ou menos 0,5 mm de altura e dividido no
ápice em dois ramos densamente pilosos no dorso; estames com filetes crassos e
anteras de mais ou menos 1,5 mm de comprimento (fig. 49a).
A vascularização das flores se dá por um feixe vascular que sai da base
do hipâncio (fig. 53) e se bifurca um pouco acima em dois ramos que, logo
após, vão se dividir em mais 2 ou 3 ramos. Esses 5 feixes percorrem a maior
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extensão do hipâncio, em sentido vertical. Ao alcançarem o ápice do hipâncio,
há fusão de 2 pares de ramos, resultando então 3 feixes vasculares que, um
pouco mais acima, se abrem, de novo, em 5 ramos e assim prosseguem até al-
cançarem a porção superior do tubo petalóide, onde o limbo se divide em
lacínios. Nas flores hermafroditas e femininas, eles desaparecem nessa região,
não penetrando nos lacínios; nas flores masculinas, porém, eles se bifurcam
um pouco abaixo da segmentação do limbo e cada ramo acompanha os bor-
dos dos lacínios, indo cada par se fusionar no ápice de cada segmento (fig.
49a). O estilete é percorrido por dois feixes vasculares que correm paralelos
e vão morrer antes de alcançar a parte terminal dos ramos. Esses dois feixes
se originam da ramificação de dois ramos que vascularizam o hipâncio (fig.
49a).
As células epidérmicas dessas flores têm contorno mais ou menos alon-
gado. No ponto de inserção das cerdas do pápus, apresenta-se um anel unisse-
riado de células de contorno arredondado e de paredes muito espessadas (fig.
57a).
O indumento que reveste a parte externa do hipâncio e seu tubo peta-
lóide é constituído de pelos multiformes (figs. 50-52, 54-57). No hipâncio, pro-
priamente dito, a maior extensão é recoberta por pelos unisseriados de 8-10
células, de forma encurvada e que dão à estrutura um aspecto viloso (fig. 56);
recobrindo o tubo petalóide, numa grande área, há pelos uni O bisseriados dis-
tribuídos irregularmente (figs. 50-52, 54-57). Os pelos unisseriados podem ter-
minar por uma célula curta ou alongada, de ápice obtuso ou agudo, ou por
uma célula flageliforme (figs. 55 e 52). Há, ainda pelos bisseriados clavelados
(fig. 51) e de ápice bilobado (fig. 50) e, também, pelos unisseriados que for-
mam braços laterais (fig. 54).
Até o momento, a ocorrência dessa espécie só foi verificada em Minas
Gerais e, pelo número reduzido de exsicatas, acredito que seja bastante rara.
Como não tive ocasião de examinar aquênios, no material estudado, fico sem
saber se o prolongamento do hipâncio permanece sob a forma de rostro, ou
se ele se desprende na maturação do fruto.
BACCHARIS LINNAEUS
Linnaeus, Sp. PL: 860. 1753; Gen. Pl. ed. 5:310. 1754.
Michaux, A. Flora Boreali-Americana 2:175. 1803.
A. P. de Candolle, Prodr. 5:398. 1836.
Bentham et Hooker f., Gen. Pl. 2:286. 1873.
Baker, in Martius Fl. Bras. 6(3) :37. 1882.
Hoffmann, in Engler u. Prantl. Naturl. Pflanzf. .(5): 170. 1894.
Heering, Jahr. Hamburg. Wiss. Anstalten 21 (3): 1-46. 1903.
Cuatrecasas, Rev. Acad. Colomb. Cienc. Fisc. Nat. 13(49) : 5-102. 1967.
Molina Ruiz et Pavon, Prodr. Fl. Peruv. 24. 1794.
Tursenia Cassini, Dict. Sc. Nat. 37:480. 1825.
.SciELO/ JBRJ
cm
29
Stephananthus Lehmann, Ind. Sem. Hort. Hamb. 1826.
Polypappus Lessing, Linnaea 4:314. 1831.
Pingraea Cassini, Dict. 41:57. 1836.
Psila Philipi, An. Mus. Nac. Chile 7:36. 1891.
Pseudobaccharis Cabrera, Not. Mus. La Plata 9 (46):246. 1944.
Espécie genérica: Baccharis halimifolia Linnaeus.
O nome Baccharis foi usado por Linnaeus para classificar quatro plan-
tas, das quais, apenas uma — B. halimifolia, é realmente uma espécie com as
características do táxon em questão, tal qual é hoje considerado.
Foram os botânicos espanhóis Ruiz et Pavon que deram uma boa des-
crição das plantas que, atualmente, conhecemos sob o nome de Baccharis,
quando apresentaram, em 1794, seu gênero Molina.
Em 1807, Persoon subordinou todas as espécies do gênero Molina Ruiz
et Pavon ao gênero Baccharis Linnaeus; daí em diante, o nome Baccharis foi
usado por Kunth, Weddell, de Candolle, Bentham et Hooker e Baker.
No Congresso Internacional de Botânica, em 1930, Hitchcock e Green
propuseram o nome de Baccharis halimifolia Linnaeus para a espécie-tipo do
gênero.
Em 1828 e em 1832 foram descritos os gêneros Stephananthus Lehmann
e Polypappus Lessing, e em 1836, Cassini apresentou a diagnose de seu gêne-
ro Pingraea. Baker, em 1882, reduziu esses gêneros à sinonímia de Baccharis
Linnaeus. Em 1891, Philipi propôs seu gênero Psila, com a espécie tipo P.
caespitosa. Considerado um gênero duvidoso por Hoffmann, em 1900, ficou
mais ou menos esquecido. Em 1944, Cabrera descreveu o gênero Pseudo-
baccharis, baseada na espécie Heterothalamus spartioides Hooker et Arnott e,
em 1955, reconheceu a identidade de seu gênero com o de Philipi. Em 1967,
Cuatrecasas subordinou Psila Philipi e Pseudobaccharis Cabrera à sinonímia
de Baccharis Linnaeus.
As espécies do gênero Baccharis Linnaeus são subarbustos ou arbustos
ramificados, com caule e ramos cilíndricos, áfilos ou folhosos, ou mais ou me-
nos angulosos e providos de alas foliáceas. As folhas, via de regra, são alternas
e muito variáveis na forma e no tamanho, com textura papirácea, membraná-
cea ou coriácea, de uninérveas a trinérveas ou peninérveas, glabras ou pilosas.
Os capítulos, de uni a multifloros, apresentam invólucro cilíndrico ou cam-
panulado, com 3-8 séries de brácteas involucrais escariosas, membranáceas ou
mais ou menos endurecidas, com ou sem nervura média pronunciada, geral-
mente com bordos hialinos, ciliados ou fimbriados. O receptáculo pode ser pla-
no, convexo ou cônico, profundamente alveolado, com alvéolos contornados por
pelos ou por uma orla membranácea curta ou longa, inteira ou laciniada, com
lacínios aristados ou múticos (figs 175-178). Em um grupo de espécies, o
receptáculo se apresenta paleácio, com páleas lineares, planas, hialinas e ca-
ducas. A corola da flor feminina é tubuloso-filiforme, com 1,5-8 mm de com-
primento, com diâmetro oscilando entre 0, 1-0,5 mm, mantendo-se uniforme
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em toda a extensão do tubo, ou alargada na base e estreitada em direção ao
ápice (figs. 121-131. 135-137. 139-142). Quanto ao bordo, a corola pode apre-
sentá-lo truncado ou dividido em dentes ou lacínios mais ou menos profundos,
iguais ou desiguais entre si, glabros, papilosos ou pilosos (figs. 132. 144-174).
Em geral, o estilete é bem exserto do tubo da corola e dividido em ramos pla-
nos, mais ou menos profundos (figs. 120-143). O pápus é constituído de cerdas
finas, barbeladas e longas. Os aquênios variam na forma e no tamanho; ora
são mais ou menos comprimidos, cinco-angulosos, ora são cilíndricos, com
10-12 costas ou estrias, pouco ou muito salientes (figs. 179-197), podendo ser
glabros, pilosos ou glandulosos. A flor masculina tem corola tubuloso-penta-
secta, com tubo cilíndrico, curto ou longo, gradativamente ampliado em dire-
ção ao ápice. O limbo é campanulado, infundibuliforme ou hipocraterimorfo,
com lacínios triangulares, curtos, planos, ou de lineares a oblongos, longos,
enrolados em espiral ou só com o ápice revoluto (figs. 205-214). O rudimento
de ovário, em geral, é muito curto. O estilete atravessa o tubo estaminal e pode
ultrapassá-lo ou, apenas, se sobressair um pouco; pode manter-se inteiro, com
o ápice espessado em maior ou menor grau, ou dividir-se em dois ramos curtos
ou longos, cobertos de pelos coletores densos (figs. 215-217). A base do esti-
lete é envolvida por um disco nectarífero, curto ou longo (figs. 216-217). As
cerdas do pápus podem ser lisas, flexuosas na base ou muito crespas. São cons-
tituídas de várias séries longitudinais de células alongadas, unidas entre si.
Em algumas espécies, a porção terminal das cerdas apresenta-se espessada,
com aspecto claviforme ou ramificado (figs. 33-45). A causa desse espessa-
mento é uma disposição densamente imbricada das células, nessa porção ter-
minal das cerdas, cujos ápices ficam mais ou menos livres e projetados, em
maior ou menor extensão, para os lados, produzindo o aspecto ramificado ou
barbelado.
As células epidérmicas das corolas das flores de Baccharis têm contorno
alongado e, muitas vezes, apresentam as paredes impregnadas de uma subs-
tância amarelada, brilhante, que as torna bem delimitadas.
A vascularização das flores femininas é feita por 5 feixes vasculares que
percorrem a corola filiforme, em sentido vertical, até quase o ápice, desapa-
recendo um pouco abaixo do bordo. Na flor masculina, no ponto onde o limbo
se divide para formar os lacínios, os feixes vasculares se bifurcam e margeam
os segmentos (fig. 214). O estilete é percorrido por dois feixes vasculares pa-
ralelos, que desaparecem um pouco abaixo do ápice dos ramos.
O gênero Baccharis Linnaeus compreende cerca de 350 espécies, todas
americanas. No Brasil, está representado por uma média de! 120 espécies, dis-
tribuídas em maior concentração na Região Sul.
A divisão do gênero em seções, com base nas características das folhas,
tal como fizeram muitos autores que trataram de sua sistemática, parece-me
muito artificial. Talvez, depois de conhecer as espécies de outras Regiões, ve-
nha a aceitar a divisão do gênero em subgêneros, tal como propôs Heering, em
1904.
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Por enquanto, por uma questão de organização, tentei ordenar as espé-
cies brasileiras do gênero Baccharis Linnaeus em grupos, levando em conside-
ração as características de caules e ramos, formas de invólucro dos. capítulos,
dos aquênios, das corolas, principalmente as das flores femininas, tipos de
indumento, disposição dos capítulos nos ramos, espessamento apical das cer-
das do pápus das flores masculinas e, em poucos casos, a’ forma das folhas.
Uma sistematização do gênero só poderá resultar satisfatória, depois de
um estudo geral de todas as suas espécies; qualquer divisão isolada, baseada
nos levantamentos de cada Região resultará numa classificação muito artifi-
cial, e só terá valor local.
6.2 — Chaves para o reconhecimento das espécies do gênero
Baccharis Linnaeus, ocorrentes no Brasil.
1. Plantas com ramos alados (fig. 203; foto 30-38); folhas sésseis ou pe-
cioladas, com limbo bem desenvolvido, de tamanho reduzido ou atro-
fiado Grupo Trimera.
2. Capítulos dispostos em inflorescências com ramificação de primeiro
e de segundo grau; ramos de segundo grau curtos ou longos (fotos
30-32; 35-36).
3 . Ramos de segundo grau com mais ou menos 2-5 cm de compri-
mento, ápteros ou com alas estreitas.
4. Porção livra do limbo foliar bem desenvolvido (fotos 30-31).
5. Folhas triplinéreas B. regnelli.
5’. Folhas peninérveas.
6. Alas dos ramos muito interrompidas, formando
artículos de 3-7 cm de comprimento, de ápice
arredondado B. glaziovii.
6’. Alas dos ramos, vestigiais ou mais ou menos de-
senvolvidas, contínuas.
7. Alas dos ramos, vestigiais; flor feminina com
corola de cerca de 2 mm de comp.; pápus
com 2,5-3 mm de comp. e aquênio com mais
ou menos 1 mm de comp., 5 estriado.
B. vincilolia (fotos 30-31).
7’. Alas dos ramos com 2-5 mm de larg.; flor fe-
minina com corola de mais ou menos 3,5 mm
de comp.; aquênio com cerca de 1,5 mm de
comp. de 6-8 estriado B. milleílora.
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4’. Porção livre do limbo foliar reduzida ou atrofiada.
8 . Artículos dos ramos com 0,5-3 cm de compr. e 5-10
mm de larg.; flores femininas com corola de 1,8-2 mm
de compr., de bordo truncado; estilete com cerca de
2,5 mm de compr.; pápus com 2,5 mm de compr.; flo-
res masculinas com corola de mais ou menos 2 mm de
compr B. articulata
8’ . Artículos dos ramos com 3-8 cm de compr. e 2-3 cm
de larg.; flores femininas com corola de mais ou me-
nos 2,5 mm de compr., de ápicç denteado; estilete com
cerca de 3,5 cm de compr.; pápus com mais ou menos
3 mm de compr. (foto 32) B. gaudichaudiana.
3’ . Ramos de segundo grau com cerca de 2-30 cm de compr., dis-
tintamente alados (figs. 35-36).
9 . Ramos de primeiro grau com mais ou menos 20-30 cm de
compr.; ramificações de segundo grau com 2-5 cm de com-
primento, mais ou menos; capítulos ordenados em espigas
terminais densas; alas dos ramos onduladas (fig. 36) ...
B. crispa.
9’. Ramos de primeiro grau com cerca de 40-50cm de compr.;
ramificações de segundo grau com cerca de 10-30 cm de
compr., com capítulos ordenados em grupos de 3-5, sepa-
rados por espaços de 2-3 cm de compr. (fig. 35); alas dos
ramos planas B. myriocephala
2'. Capítulos dispostos em inflorescências com ramificação de primeiro
grau (fotos 33, 34; 37, 38).
10. Limbo foliar bem desenvolvido.
1 1 . Plantas vilosas B. pseudovillosa.
11’. Plantas glabras.
12. Folhas lanceoladas, de base aguda; invólucro com 5-8
mm de altura e cerca de 5 mm de diâm.; corola da flor
feminina com mais ou menos 4 mm de compr.; aquênio
com cerca de 2 mm de compr. e 0,5 mm de diâmetro.
B. phyteumoides.
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12’ . Folhas ovais, de base cordada ou a arredondada; invó-
lucro com 4-6 mm de altura e 2,5-4 mm de diâmetro;
corola da flor feminina com 2-3mm de comprimento e
aquênio com 0, 8-1,5 mm de comprimento e 0,2-0, 5 mm
de diâmetro.
13 . Invólucro campanulado-globoso; pápus da flor fe-
mina exserto (fig. 116); corola da flor feminina
com cerca de 2-3 mm de comprimento, de bordo
truncado — liguliforme; aquênio com mais ou
menos 0,8 mm de comprimento; ramos articula-
dos, com artículos de ápice arredondado ....
B. sagittalis
13’. Invólucro campanulado; pápus da flor feminina
não exserto; corola da flor feminina com mais ou
menos 3, 2-3, 5 mm de comprimento, de bordo
denteado; aquênio com cerca de 1 mm de com-
primento; alas dos ramos contínuas. B. usterii.
10’. Limbo foliar atrofiado.
14. Invólucro do capítulo feminino cilíndrico, com cerce c.e 7-10 mm de
altura e 2-2,5 mm de diâmetro; corola da flor feminina com mais ou
menos 5-6 mm de comprimento; estilete com cerca de 6-10 mm de
comprimento, dividido em dois ramos profundos (fig. 132); aquênios
com cerca de 2,5-3 mm de comprimento; invólucro do capítulo mas-
culino com mais ou menos 5-6 mm de comprimento e 4 mm de diâ-
metro; capítulos dispostos em ramos espiciformes contínuos.
15. Alas dos ramos onduladas, corola da flor feminina com ápice
denteado; flores masculinas e femininas cerca de 30-40 em cada
capítulo B. riograndensis
15’. Alas dos ramos não onduladas; corola da flor feminina com
ápice liguliforme (fig. 132); flores femininas e masculinas de
10-20 em cada capítulo B. stenocephala.
14’ . Invólucro oblongo ou campanulado, com 6-8 mm de altura e cerca de
2,5-5 mm de diâmetro; corola da flor feminina com, aproximadamen-
te, 1,5-4 mm de compr.; estilete com mais ou menos 2,5-5 mm de com-
primento, dividido em 2 ramos curtos ou longos; invólucro do capítulo
masculino com 3-6 mm de altura e 3-5 mm de diâmetro; capítulos dis-
postos em ramos espiciformes mais ou menos interrompidos (foto 33).
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16. Capítulo feminino com invólucro campanulado, de mais ou me-
nos 6 mm de altura e 4-5 mm de diâmetro (fig. 258).
17. Brácte^s involucrais acuminadas (fig. 230); corola da flor
feminina de ápice liguliforme; ramos floríferos com capí-
tulos aglomerados, formando espigas interrompidas (foto
33) B. trimera.
17’. Brácteas involucrais não acuminadas; corola da flor femi-
nina com bordo denteado; ramos floríferos curtos, contí-
nuos B. opuntioides.
16’. Capítulo feminino com invólucro de campanulado a oblongo ci-
líndrico, com 3-8 mm de altura e 2,5-3 mm de diâmetro, com
brácteas involucrais de ápice obtuso a arredondado (fig. 241);
corola da flor feminina com ápice denteado.
18. Capítulo feminino com invólucro de 6-8 mm de altura (fig.
252) e 2,5-3 mm de diâmetro corola da flor feminina com
mais ou menos 3 mm de comprimento; estilete com cerca
de 4 mm de comprimento e ovário com mais ou menos 1 mm
de comprimento B. cylindrica.
18'. Capítulo feminino com invólucro de mais ou menos 3 mm
de altura e 3 mm de diâmetro (fig. 260); corola da flor fe-
minina com mais ou menos 1-2 mm de comprimento; estilete
com cerca de 2,5-3 mm de comprimento e ovário com mais
ou menos 0,5 de comprimento B. microcephala.
1’. Ramos cilíndricos, sem alas membranáceas, áfilos ou com folhas de base
não decorrentes abaixo do ponto de inserção (foto 29).
19. Plantas com ramos virgados, estriados, áfilos ou com folhas esparsas
(foto 29; fig. 87).
20. Panículas multifloras (fig. 90). Grupo Notosergila B. notoseréUa.
20’. Capítulos isolados no ápice dos ramos ou dispostos em inflores-
cências espiciformes (figs. 87 e 102) Grupo Aphylla.
21. Capítulos isolados na extremidade dos ramos (fig. 87 e foto
29); invólucro do capítulo feminino campanulado; pápus
da flor masculina com cerdas flexuosas na base.
22. Raízes com espessamento bulbiforme; folhas lineares,
trinérveas, glanduloso pontuadas nas duas faces, com
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mais ou menos 5-7 cm de comprimento e 1-5 mm de
largura; corola da flor feminina com pelos bisseriados
de ápice bilobado (fig. 163) B. gracilis.
22’. Raízes fibrosas longas, sem espessamento bulbiforme;
folhas lineares, pectinadas, uninérveas, com 0,7-1 cm
de comprimento e cerca de 1 mm de largura; corola
com pelos de uni a bisseriados, de ápice não bilobado
(foto 29) B. multisulcata.
21’. Capítulos não isolados no ápice dos ramos; invólucro do
capítulo feminino cilíndrico (fig. 109); pápus da flor mas-
culina com cerdas crespas.
23 . Plantas sempre áfilas; capítulos dispostos em ramos es-
piciformes B. aphylla.
23’. Plantas com folhas lineares; capítulos em grupos de 2-3.
B. genistitolia.
19’. Plantas com ramos não virgados, folhosos (fotos 2-28).
24. Capítulo feminino com invóluco de oblongo a cilíndrico, de 2 a 3
vezes mais longo do que largo (figs. 104. 106-107. 109-110. 112. 239-
240. 247-251. 255-256) e o masculino campanulado, tão largo ou mais
largo do que longo) figs. 201. 203. 273-276). Aquênio cilíndrico, com
8-10 estrias mais ou menos salientes (figs. 179-180. 188-193). Pápus
da flor masculina com cerdas espessadas ou não no ápice (figs. 33-37).
25. Capítulos sésseis, aglomerados no ápice do caule ou de ramos
curtos, formando glomérulos globosos (fig. 95; fotos 14-15).
26. Subarbusto de caule simples com xilopódio; flores de 25-40 em
cada capítulo Grupo Camporum
27. Folhas de orbiculares a suborbiculares, com cerca de 2-2,5
cm de compr. e 1, 5-2 cm de larg. (fig. 83); corola da flor
feminina com ápice 5-lobado, com um dos lobos maior que
os demais; cerdas do pápus da flor masculina com leve es-
pessamento abaixo do ápice. (Foto 15) B. sessiliflora.
27’. Folhas de obovais a oblongas, com 1-3 cm de compr. e
0,5-1 cm de larg., mais ou menos (fig. 86); corola da flor
feminina com ápice 5-denteado, com 3 dos dentes maiores
que os outros 2; cerdas do pápus da flor masculina com es-
pessamento apical.
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28 . Folhas com 2-2,5 cm de compr.; capítulo feminino
com 10-11 mm de alt, mais ou menos
B. campoTum var. camporum.
28’. Folhas com 1-2 cm de compr.; capítulo feminino com
cerca de 5 mm de alt. . B. camporum var. integriíolia
26’ . Arbusto ramificado, com 1-2 metros de altura; flores de 3-16 em
cada capítulo. Grupo Platypoda.
29. Folhas peninérveas, reticuladas; invólucro do capítulo femi-
nino com 12-15 mm de altura e 4-5 mm de diâmetro; flores
femininas de 8-10 B. platypoda.
29’ . Folhas trinérveas; invólucro do capítulo feminino com mais
ou menos 8 mm de altura e 3-4 mm de diâmetro; flores fe-
mininas cerca de 3 em cada capítulo. (Foto 14)
B. itatiaiae
25’. Capítulos sésseis ou pedicelado;s, agrupados ou isolados, mas não
ordenados em glomérulos globosos.
30. Capítulos ordenados em ramos curtos, com mais ou menos 1-3
cm de comprimento, dispostos na axila de bráctea foliácea de
5-6 cm de comprimento, formando uma panícula estreita (fig.
96; foto 13) Grupo Cassiniifolia.
31. Folhas lanceoladas, de ápice agudo ou acuminado e base
longamente atenuada, com margens serrilhadas, triplinér-
veas; nervuras principais salientes na página dorsal da fo-
lha, as laterais aproximadas da nervura mediana; receptá-
culo feminino laciniado, com lacínios alongados (fig. 175).
B. oreophila
31’. Folhas de obovais a oblongas, de ápice obtuso ou arredon-
dado, peninérveas ou triplinérveas; nervuras laterais apro-
ximadas dos bordos da folha; receptáculo do capítulo fe-
minino não laciniado.
32. Folhas peninérveas, com o dorso pontuado de glându-
las; brácteas mvoSucrais de ápice arredondado (fig.
114), de coloração castanho avermelhado; flores fe-
mininas de 20-25 em cada capítulo; corola 9 com
pêlos bisseriadcs, formando um anel denso abaixo do
ápice B. cassiniifolia.
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32’. Folhas triplinérveas; brácteas involucrais de ápice
obtuso, não castanho avermelhado; flores femininas
cerca de 5 em cada capítulo; corola da flor feminina
glabra B. schultzii
30’ . Capítulos isolados, difusos nos ramos ou dispostos em ramos que
ultrapassam o comprimento das brácteas foliáceas (figs. 88-89.
93; fotos 21-28).
33. Capítulo feminino com 1-8 flores; corola da flor feminina
de base alargada, estreitada em direção ao ápice (figs.
262-265. 268); aquênio cilíndrico, de base obtusa, com 2-3
mm de compr. e cerca de 1 mm de diâmetro, com 10-12
estrias ou costas mais ou menos pronunciadas, com pouco
espaço entre elas. (Figs. 179. 180. 193).
34. Capítulos axilares, difusos nos ramos (Fotos 23-28).
Grupo Axillaria
35. Folhas com a base distintamente contraída em
pecíolo.
36. Folhas de margem inteira ou com 3-5 dentes
dispostos acima da metade superior do limbo.
37. Folhas com 1-2 cm de compr. e 1-2 cm
de larg. de ápice truncado (fig. 231).
B. truncata
37’. Folhas com 2-2 cm de compr. e 0,5, 8-1
cm de larg., com ápice obtuso e base
longamente atenuada. . . B. reticulana
36’. Folhas de margem serreada ou denteada,
com 8-15 incisões dispostas na metade su-
perior do limbo.
38. Folhas com 1-2 cm de compr. e 3-6 mm
de larg.; capítulo feminino com invólu-
cro de mais ou menos 4-5 mm de compr.
e 1 mm de diâmetro e o masculino com
2-2,5 mm de compr. e 1,2 mm de diâ-
metro B. coneinna.
38’. Folhas e capítulos com maiores dimen-
sões.
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39 . Capítulo masculino com invólucro infundibuliforme, com 5 mm de
alt. e 3 mm de diâm., atenuado em direção à base; brácteas-involu-
crais ovado triangulares; capítulo feminino com invólucro de mais ou
menos 5 mm de compr B. pseudomyriocephala
39’. Capítulo masculino com invólucro campanulado ou hemisférico, com
2-4 mm de alt. e 1-4 mm de diâm., não atenuado em direção à base;
capítulo feminino com invólucro de 4-8 mm de compr.
40. Invólucro feminino com 7 mm de compr.; capítulo feminino
séssil ou curtamente pedicelado, com 1-2 flores; corola da flor
feminina com 4 mm de compr. com glândulas na porção médio
superior; invólucro do capítulo masculino com 3 mm de alt. e
2,5 mm de diâm.; pedicelo com 2-2, 2 mm; flores masculinas
cerca de 10 em cada capítulo B. lateralis.
40’ . Invólucro do capítulo feminino com 8 mm de alt.; capítulo fe-
minino com pedicelo mais ou menos longo, com 3-4 flores e
corola com 4-4,5 mm de compr. com glândulas na porção médio
inferior; invólucro do capítulo masculino com 4 mm de compr.
e 4 mm da diâm. e pedicelo com cerca de 7 mm de compr.; flo-
res mais ou menos 15 em cada capítulo B. angusticeps.
35’. Folhas sésseis.
41. Folhas cilíndricas, canaliculadas no dorso (fig. 261; foto 27).
B. polyphylla
41’. Folhas planas.
42. Folhas espatuladas (fig. 236) B. xiphophylla.
42’. Folhas não espatuladas.
43. Folhas lineares, com 2-3 cm de compr. e 1-2 mm de
larg.
44. Folhas uninérveas, com mais ou menos 1 mm de
larg. (fig. 234); capítulo feminino com invólucro
de 4-5 mm de alt. e 1-1,5 de diâm. unifloro, e o
masculino com 2-3 mm de alt. e 1-1,5 mm de
diâm., com cerca de 4-5 flores. . . B. minutiflora.
44’. Folhas com mais ou menos 2 mm de larg., peni-
nérveas; capítulo feminino com 7 mm de alt. e
1 mm de diâm., com mais de 1 flor e o masculi-
no com 3-4 mm de alt. e 2-3 mm de diâm. e com
6-8 flores B. selloi
43’. Folhas oblongas, lanceoladas ou elpticas, com mais
ou menos 1-3 cm de compr. e 0,3 — lcm de larg.
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45. Folhas opostas B. lymanni
45’. Folhas alternas.
46. Folhas com 2,5-3 cm de compr. e de 5-10 mm de larg., longamente
atenuadas em direção à base.
47. Folhas florais com 0,7-1 cm de compr.; capítulos femininos sés-
seis; brácteas involucrais escariosas; flores 3; aquênio com 1,5-1, 7
mm de compr B, pauciflosculosa
47’ . Folhas florais com 1-1,5 cm de compr.; capítulos femininos pe-
dicelados, com invólucro de brácteas rijas; flores 5; aquênio com
2-2,2 mm de compr B. pseudovaccinioides
46’. Folhas com 1-2 cm de compr. e de 2-10 mm de larg., não atenuadas
em direção à base.
48. Bracteas filiáceas incisas (fig. 76) B. incisa.
48’. Bracteas foliáceas denteadas ou crenadas.
49. Subarbusto com mais ou menos 0,5 — 1 metro de altura; capítulo
masculino com 2,5-3 mm de alt. e 1,5 mm de diâm. com 4 flores.
(Foto 28) B. hypenciiolia
49’. Sem o conjunto de caracteres.
50 . Capítulo feminino até 8 mm de alt. e 1-2 mm de diâm. e o mas-
culino com 2-5 mm de alt.
51. Folhas trinérveas.
52 . Folhas com 1-1,5 cm de compr. e 2 mm de larg. invó-
lucro do capítulo feminino com mais ou menos 8 mm
de alt. e 2 mm de diâm. (fig. 248); flor feminia 3 em
cada capítulo, com corola de mais ou menos 5 mm de
compr.; invólucro do capítulo masculino com mais ou
menos 5 mm de compr. e 2,5 mm de diâm. B. dusenii
52’. Folhas com 2 cm de compr. e 0,8-1 cm de larg. (fig.
235); bractéola espatulada (fig. 242); capítulo femi-
nino com invólucro de mais ou emmenos 5-6 mm de
alt e 1,5 de diâm. (fig. 256); flor feminina 1 em cada
capítulo com corola de mais ou menos 3,5 mm de
compr.; invólucro do capítulo masculino com cerca de
3 mm de alt. e 2 mm de diâm B. serrula
51’. Folhas peninérveas B. axilarís.
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50’ . Capítulos femininos com invólucro de mais ou menos 9 mm de
altura e 2,5 mm de diâmetro (fig. 251); corola da flor feminina
com mais ou menos 4 mm de comprimento e 0,5 mm de diâme-
tro, pilosa, circundada na base por pelos dispostos em muitas
séries (figs. 162.262); bordo da corola feminina curtamente
denteado (figura 162); aquênio com mais ou menos 3 mm de
comprimento; capítulo masculino com pedicelo cilíndrico, glan-
duloso, de mais ou menos 6 mm de comprimento e 1 mm de
espessura e invólucro com cerca de 5 mm de altura e 4mm de
diâmetro (fig. 274); corola da flor masculina com tubo de mais
ou menos 3 mm de comprimento e 0,8 mm de diâmetro; estilete
da flor masculina com cerca de 4,5 mm de comprimento, pro-
vido na base com disco crasso, estriado, de mais ou menos 1 mm
de altura (fig. 266) B. araçatubensis
34’. Capítulos ordenados em inflorescências (fotos 16-22).
53. Capítulos bracteados, agrupados em pequenos corimbos ou gloméru-
los terminais, ordenados em inflorescência corimbosa. (Foto 21.22)
Grupo Cultrata
54. Folhas de elípticas a subarredondadas, abruptamente estreita-
das na base (fig. 237), com 5-7 mm de compr. e 3-4 mm de
larg.; nervação constituída por uma costa média tênue (que só
se ramifica, um pouco abaixo do ápice do limbo foliar, em dois
ramos finos, opostos, que vão terminar, cada qual, no ápice dos
dentes laterais do ápice da folha) e 2 nervuras laterais, muito
delicadas, que se ramificam levemente, no ápice do limbo foliar
B. cultrata
54’. Folhas de obovais a oblongas, com costa média 3 nervuras late-
rais ramificadas desde a base (figs. 232, 233 e 238), e atenua-
das em direção à base.
55. Ramos fastigiados, ficando os aglomerados dos capítulos
numa disposição mais ou menos corimbosa. (Foto 21)
B. pentziifolia
55’. Ramos não fastigiados, ; ficando os aglomerados dos capí-
tulos em raminhos paniculados B. pentodonta
53’. Capítulos um a um, assentados na axila de bractéola foliácea de
1-1,5 cm de comprimento e de 5-6 mm de largura (figura 228),
agrupados de modo espiciforme no ápice de ramos bracteados, or-
denados em panículas multifloras Grupo Intermixta.
56 . Folhas de ápice agudo; bractéolas agudas, lanceoladas, com mais
ou menos, 1,5 cm de comprimento e 6 mm de largura (fig. 238);
invólucro do capítulo feminino com 10-13 mm de altura e 4 mm
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de diâmetro; receptáculo laciniado, com um dos lacínios mais
longo que os demais (fig. 175); flores femininas cerca de 8 em
cada capítulo, com corola de 7-8 mm de comprimento e estilete
com cerca de 12 mm de comprimento dividido em ramos de
2,5-3 mm de compr. (fig. 143); estilete da flor masculina com
ápice ovoide (fig. 269) B. intermixta
56’. Folhas de ápice obtuso a arredondado (fig. 221); bractéolas obovadas,
com 4-10 mm de comprimento e 2-5 mm de largura (fig. 224); invólucro
do capítulo feminino com cerca de 7-12 mm de altura e 2-3 mm de diâ-
metro; receptáculo não laciniado; flores femininas de 3-6 com corola de
4,5 a 6 mm de comprimento e estilete com 6-9 mm de compr.; estilete da
flor masculina com ápice clavelado-oblongo (fig. 270), ou ovoide.
57 . Folhas maiores distintamente obovadas, com ápice arredondado, den-
teado (com cerca de 10-12 dentes) e logo abaixo do ápice estreitada,
gradativamente em direção à base, que é longamente cuneada ....
B. retusa.
57’. Folhas maiores elípticas ou oblongas, não distintamente obovadas.
58 . Folhas mais ou menos elípticas, com ápice truncado, com 5 den-
tes largos B. salzmannii
58’. Folhas oblongas, com ápice obtuso, com 10-12 dentes dispostos
acima da metade superior do limbo. B. ramosissima.
33’. Capítulos femininos com 5-20 flores, com corola cilíndrica, de mais ou
menos 0,2-0, 3 mm de largura em toda a sua extensão (fig. 126); aquênio
de 1-2 mm de comprimento e 0,5-0, 8 mm de diâmetro, com estrias mais
ou menos salientes, deixando espaço entre elas (fig. 186); capítulos agru-
pados no ápice de ramos curtos ou longos, bracteados a dispostos em pa-
nículas longas. (Fotos 16-20) Grupo Rufescens
60. Folhas espatulado-oblongas ou linear-espatuladas, com cerca de 1-5
cm de comprimento e 2-7 mm de largura.
61. Capítulos aglomerados na ponta dos ramos. (Fotos 18-19).
62 . Folhas maiores e menores fasciculadas; as maiores com cer-
ca de 5 cm de comprimento e 5-6 mm de largura; ramos
curtos, de mais ou menos 2-4 cm de comprimento, axilares,
com folhas de mais ou menos 2 cm de comprimento e 1 mm
de largura, trazendo no ápice um agrupamento menos 5-8 ca-
capítulos providos de bracteas foliáceas de mais ou menos
1-2 cm de comprimento e menos de 1 mm de largura, for-
mando em conjunto uma panícula alongada (Foto 18) . .
B. leptocephala.
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62’. Folhas não fasciculadas, com mais ou menos 1,5-3 cm de
comprimento e 5-7 mm de largura; ramos com mais ou
menos 5-10 cm de comprimento, com folhas de cerca de 1
cm de comprimento e 3 mm de largura, trazendo no ápice
um agrupamento de 8-10 capítulos; ramos de 6-10, em dis-
posição dística; acima deles, o caule continua a se alongar
e forma no ápice outro conjunto de ramos (Foto 19)
B. varians
61’. Capítulos dispostos em ramos espiciformes (Fotos 16-17); fo-
lhas lineares ou linear-lanceoladas de mais ou menos 1-2 cm de
comprimento e 2-4 mm de largura.
63. Folhas de margens inteiras (fig. 72). B. pseudotenuifolia
63’. Folhas de margens denteadas (fig. 73) B. rufescens
60’. Folhas obovais, com mais ou menos 0,7-5 cm de comprimento e 3-25
mm de largura, de base cuneadea; capítulos agrupados no ápice dos
ramos.
64 . Folhas com mais ou menos 0,7-1 de ecomprimento e de 3-5 mm
de largura B. brevifolia
64’ . Folhas com mais ou menos 3-5 cm de comprimento e 1,5-3 cm
de largura.
65. Ramos férteis longos, em geral com 5-15 cm de compri-
mento, freqüentemente áfilos na sua porção médio inferior.
B. subdentata
65’ . Ramos férteis curtos, geralmente com 2-3 cm de compri-
mento (Foto 20) B. cognata.
24’. Capítulos femininos e masculinos com invólucro campanulado ou hemis-
férico, tão largos ou mais largos do que longos (figs. 108, 113, 115-119);
aquênios mais ou menos comprimidos, com o dorso levemente convexo,
com 5 estrias ou ângulos, geralmente pouco pronunciados (figs. 183, 184,
187, 190, 192, 194 e 195), ou mais ou menos cilíndricos, com 8-10 estrias
(figs. 181, 188), glabros, pilosos ou glandulosos; cerdas do pápus das flo-
res masculinas crespas ou lisas, com ou sem espessamento apical (figs.
33-37).
66. Aquênios mais ou menos comprimidos, com o dorso mais ou menos
convexo, com 5 estrias ou ângulos (figs. 183, 184, 187, 190, 194 e
195).
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67. Plantas tomentosas; tomento constituído de pelos vilosos, lon-
gos, crespos e lisos, de paredes muito espessadas (figs. 7, 13,
16); flores femininas com corola cilíndrica, com 3-6 mm de com-
primento e 0,3-0, 5 mm de largura em toda a sua extensão, com
bordos denteados; dentes da corola papilosos (figs. 153, 160,
171); pápus da flor masculina com cerdas muito crespas, com
ou sem espessamento apical. Capítulos dispostos em panículas
ou em corimbos terminais.
68. Subarbustos com folhas sésseis; indumento canescente; re-
ceptáculo do capítulo feminino piloso; aquênios densamen-
te pilosos; pápus da flor feminina com cerdas brilhantes,
lisas e o masculino de cerdas muito crespas, não espessadas
no ápice Grupo Leucopappa
69. Capítulos ordenados em panículas alongadas; pápus
da flor feminina, em média, com 8-12 mm de com-
primento.
70. Folhas de base alargada, sagitado-cordada, es-
treitadas em direção ao ápice; capítulo feminino
com invólucro de mais ou menos 6-8 mm de altu-
ra e o masculino com mais ou menos 4-5 mm de
altura; flores de 25-40 em cada capítulo; aquênio
com cerca de 1-2 mm de comprimento
B. helichrysoides
70’. Folhas de base não alargada, nem sagitado-cor-
dada, de ápice acuminado; capítulo feminino com
invólucro de mais ou menos 6-11 mm de altura
e o masculino com cerca de 5-6 mm de altura;
aquênio com mais ou menos 2-3 mm de compri-
mento B. leucocephala
69’. Capítulos ordenados em inflorescência corimbosa (Fo-
to 2.9); pápus da flor feminina, em média, com 4-6
mm de comprimento.
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71. Subar busto ascendente, radicante na porção basal; corimbo paucifloro. . .
B. radicans
71’. Subarbusto ereto; corimbos multifloros.
72. Folhas ovadas.
73 . Folhas com 1-2 cm de comprimento, de margens revolutas, im-
bricadas. (Fig. 81) B. leucopappa
73’. Folhas com 2-3 cm de comprimento, de margens planas, não
imbricadas B. gibertii
72’. Folhas não ovadas.
B. phyliciifolia.
68’. Arbustos com ramos mais ou menos robustos, com folhas pecioladas, co-
riáceas; indumento amarelo-avermelhado; aquênios glandulosos ou com
pelos esparsos; pápus de flor masculina com cerdas levemente espessadas
no ápice Grupo Tarchonanthoides
73’. Folhas de margens denteadas, reticuladas na página inferior; aquê-
nios densamente glandulosos B. tarchonanthoides
73”. Folhas de margens inteiras, não reticuladas na página inferior;
aquênios glandulosos e com e pelos esparsos B. lychnophora.
67’. Plantas glabras ou glàbrescentes, mais raramente tomentosas; tomento
não constituído de pelos vilosos, de paredes espessadas.
74. Plantas com folhas lineares, sésseis, de margens inteiras, planas ou
revolutas, tomentosas ou não tomentosas na página inferior, com
cerca de 0,5-4 mm de largura; brácteas involucrais membranáceas
(figs. 103-104); corola da flor feminina cilíndrico-filiforme, com bor-
dos denteados, papilosos (figs. 166-168); estilete, em geral, com a
porção indivisa não ultrapassando o tubo da corola e só com os dois
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ramos exsertos (fig. 130); aquênios densamente glandulosos; corola
da flor masculina com lacínios curtos e planos (figs. 205 e 207);
cerdas do pápus da flor masculina não espessada no ápice
Grupo Erigeroides
75. Plantas ferrugíneo-tomentosas B. ochracea
75”. Plantas não ferrugíneo-tomentosas.
76. Panículas multifloras; ramos da panícula com 8-10 capítulos;
pedicelos dos capítulos com 3-5 mm de comprimento, bibracteo-
lados; bractéas involucrais de ápice arredondado (fig. 198).
77. Panículas muito mais longas do que largas, densas; capítu-
los femininos, em geral, com 8 flores B .coridifolia.
77’. Panículas laxas; capítulo feminino, em geral, com 20-30
flores B. patens
76’. Panículas paucifloras; ramos, geralmente, com 1-5 capítulos; pe-
dicelo dos capítulos, via de regra, com mais de 5 mm de com-
primento e com mais de 2 bractéolas (fig. 103); brácteas invo-
lucrais de ápice agudo (fig. 103).
78. Ramos da panícula com mais ou menos 1-4 cm de compri-
mento; invólucro do capítulo feminino com mais ou menos
5 mm de altura B. erigeroides var. erigeroides
78’ . Ramos da panícula com mais ou menos 4-9 cm de compri-
mento; invólucro do capítulo feminino com cerca de 7 mm
de altura B. erigeroides var. dusenii
74’. Plantas com folhas não lineares, sésseis ou pecioladas, de margens
inteiras ou denteadas glabras ou pilosas, com mais de 4 mm de lar-
gura; brácteas involucrais escariosas; corola da flor feminina filifor-
me, com bordos denteados, laciniados ou truncados, pilosos ou gla-
bros; aquênios pilosos, glabros ou glandulosos; lacínios da corola da
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flor masculina curtos ou longos, planos ou enrolados em espiral; cer-
das do pápus da flor masculina em geral, com espessamento no
ápice.
79. Capítulos isolados no ápice dos ramos da inflorescência, com
invólucro de 7-15 mm de altura e cerca de 10 mm de diâmetro,
com brácteas involucrais linear-lanceoladas, agudas; corola da
flor feminina densamente pilosa, com cerca de 5-6 mm de com-
primento e mais ou menos 0,5 mm de diâmetro; aquênio piloso
na base, com mais ou menos 3-4 mm de comprimento; folhas
lanceoladas, membranáceas, denteadas, peninérveas
Grupo Maxima. B. maxima
79’. Capítulos não isolados na ponta dos ramos; curtos ou longos
(figs. 91 e 94).
80 . Capítulos ordenados em raminhos de mais ou menos 2 cm
de comprimento, assentados na axila de bráctea foliácea
de 4-8 cm de comprimento, de ápice atenuado acuminado,
formando panícula alongada (fig. 94); receptáculo do ca-
pítulo feminino convexo, piloso; pápus da flor masculina
com cerdas espessadas no ápice
Grupo Oxyodonta B. oxycdonta
80’. Capítulos ordenados em ramos mais longos do que as brác-
teas foliáceas basais.
81. Capítulos ordenados em ramos curtos ou longos, dis-
postos numa panícula alongada, multiflora (fig. 91);
excepcionalmente, capítulos organizados em ramos co-
rimbiforme (B. grandimucrcnata Teodoro); receptá-
culo do capítulo feminino paleáceo (somente em Ba-
charis anômala DC e B. ilexuosa Baker é epaleáceo);
flores femininas com corola filiforme, pilosa abaixo do
ápice (fig. 142) ou em toda a porção médio superior;
bordo da corola da flor feminina denteado, com den-
tes curtos; aquênios com pelos de paredes muito es-
pessados, bi ou unisseriados, em geral bifurcados no
ápice (figs. 20, 21, 24, 26, 30, 32) ou com ápice fla-
geliforme (fig. 4, 5); cerdas do pápus da flor masculi-
na com ou sem espessamento no ápice.
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82 . Plantas trepadeiras; porção médio-superior da corola da flor feminina den-
samente pilosa Grupo Anômala.
83 . Folhas trinérveas, glabras ou pilosas, de margens inteiras; receptáculo
do capítulo feminino paleáceo.
84. Plantas glabras B. trinervis var. trinervis.
84’. Plantas pilosas B. trinervis var. rhexioides
83’. Folhas peninérveas; receptáculo do capítulo feminino não paleáceo.
85 . Folhas ovadas, pilosas, de margens denteadas; receptáculo do ca-
pítulo feminino com lacínios longos B. anômala
85’. Folhas lanceoladas, glabras, de margens inteiras; receptáculo do
capítulo feminino hemisférico, sem lacínios alongados
B. flexuosa
82’. Plantas não trepadeiras; corola da flor feminina com pelos abaixo do ápi-
ce (fig. 142) G. Brachylaenoides
86. Plantas ferrugíneo-tomentcsas; folhas oblongas, de base obtusa e ar-
redonda B. vernonioides
86’. Plantas glabras ou levemente pilosas; folhas de lanceoladas a linear-
lanceoladas ou obovais, de base aguda a atenuada.
87. Maior largura da folha localizada abaixo do ápice; folhas de
ápice obtuso ou arredondado e base cuneada. . . . B. vismioides
87’. Folhas com a mesma largura em toda a sua extensão ou com a
maior largura localizada na porção mediana do limbo.
88. Folhas linear-lanceoladas, de ápice obtuso, tridenteado, tri-
nérveas (Foto 4) B.ligustrina
88’. Folhas de linear a lanceoladas, de ápice agudo ou acumina-
do, peninérveas.
89. Folhas de ápice agudo, de bordos serreados acima da
porção médio superior; panículas mais largas do que
longas B. grandimucronata
89’. Folhas de ápice acuminado, de bordos inteiros; paní-
culas mais longas do que largas.
SciELO/JBRJ
48
90. Folhas com cerca de 0,7-1 cm de largura
B. brachylaenoides var. polycephala
90’ . Folhas com mais de 1 cm de largura
B. brachylaenoides var. brachylaenoides
81’. Capítulos ordenados em ramos corimbiformes (fig. 92); receptáculo do
capítulo feminino sem páleas.
91. Corola da flor feminina, em geral, com 1-1,5 mm de comprimento,
com bordo truncado, circundado por uma fileira de pelos unisseria-
dos, obtusos (fig. 157); estilete, em geral, longamente exserto do
tubo da corola, com mais ou menos 3-4 mm de comprimento; aquê-
nios papilosos ou com pelos de paredes espessadas, em geral, com
ápice bífido ou bifurcado (fig. 22); cerdas do pápus masculino es-
pessadas no ápice; folhas trinérveas ou triplinérveas.
92. Ervas com raízes gemíferas; flores femininas de 50-100 em cada
capítulo; aquênios papilosos Grupo Medullosa.
93. Folhas ovado-lancealadas, com mais ou menos 1-5 cm de
larg.; caule e ramos profundamente sulcados. B. medullosa.
93’ . Folhas de lineares a linear-lanceoladas, com 2-8 mm de
largura B. pingraea
92’. Arbustos sem raízes gemíferas; flores femininas de 30-50 em ca-
da capítulo; aquênios com pelos de paredes espessadas e ápice
bífido ou bifurcado (fig. 22) Grupo Serrulata
94 . Folhas lanceoladas B. lundii
94’. Folhas ovadas.
95 . Folhas vernicosas de ápice agudo B. stylosa
95’. Folhas não vernicosas, com a metade superior do lim-
bo atenuada em direção ao ápice.
91’. Corola da flor feminina com cerca de 2,5-4 mm de compr., com o
terço médio superior provido de pelos unisseriados, obtusos; estilete
com 4-6 mm de comprimento; flores femininas de 30-100 em cada
capítulo; aquênios glabros Grupo Hirta
96. Subarbusto com mais ou menos 10-20 cm de altura, formando
grupos sobre um xilopódio crasso; folhas com mais ou menos
1-2 cm de comprimento e 7-10 mm de largura B. humilis
SciELO/JBRJ
49
96’ . Subarbusto com mais de 50 cm de altura, sem xilopódio.
97 . Folhas linear-lanceoladas, com 2-3 mm de largura; flores
femininas de 80-100 em cada capítulo; aquênio com cerca
de 1,5-2 mm de comprimento B. arenaria
97’ . Folhas oblongas, com mais ou menos 1-3 cm de largura;
flores femininas de 30-50 em cada capítulo; aquênios com
mais ou menos 2-2,5 mm de comprimento B. hirta
66’. Aquênios mais ou menos cilíndricos, com 8-10 estrias ou costas
(fig. 179-182).
98. Capítulos isolados no ápice dos ramos (raro mais de um) ou na axila
de brácteas foliáceas (fig. 88).
99. Capítulos isolados no ápice dos ramos Grupo Triplinervia
100. Folhas de linear e elípticas, com mais ou menos 0,5-1 cm
de comprimento e 1-2 mm de largura, com pontuações
glandulosas; invólucro com cerca de 5-1 mm de altura e
3-5 mm de diâmetro; flores de 40-50 B. gilliesi
100’ . Folhas oblongas, com 2-3 cm de comprimento e 1-1,5 cm
de largura; invólucro com mais ou menos 10 mm de al-
tura e 8-10 mm de diâmetro; flores de 80-100
B. triplinervia
99’. Capítulos isolados na axila de brácteas foliáceas, difusos nos ra-
mos (fig. 88) Grupo Myriciifolia
101. Folhas de linear lanceoladas a espatuladas, com ápice
agudo ou obtuso e base longamente atenuada (fig. 82),
com margens inteiras ou denteadas, com 5-8 cm de com-
primento e de 3-10 mm de largura; pedicelo dos capítulos
tomentosos; invólucro do capítulo feminino com 3-4 mm
de altura e 5-6 mm de diâmetro, com brácteas involucrais
lineares, planas, agudas, de bordos membranáceos e costa
média saliente, glabra; corola da flor feminina com 1,5-2
mm de comprimento; aquênio com 1-1,5 mm de compri-
mento B. myriciifolia
101’. Folhas de elíticas a suborbiculares, de ápice obtuso a
arredondado, com 3-6 cm de comprimento e 1,5-4 cm de
largura; pedicelo dos capítulos viscoso; invólucro do capí-
tulo feminino com 7-10 mm de altura e 7-10 mm de diâ-
SciELO/JBRJ
cm ..
50
metro, com brácteas involucrais coriáceas, viscosas, de
ápice obtuso ou arredondado; corola da flor feminina com
mais ou menos 3 mm de comprimento; aquênio com mais
ou menos 2,5 mm de comprimento. (Foto 5). B. elliptica
98’. Capítulos agrupados em ramos paniculados ou corimbosos.
102 . Capítulos ordenados em ramos curtos, dispostos na axila de
bráctea foliácea (fig. 94) • Grupo Bracteata
103. Brácteas foliáceas de 3-5 vezes mais longas que os ra-
minhos de capítulos; panícula alongada, laxa; folhas com
bordos denteados, com dentes, geralmente, largos.
104 . Folhas com 7-10 cm de comprimento e 2-6 cm de
largura, de ápice acuminado; dentes dos bordos da
folha mais ou menos esparsos B. dentata
104’. Folhas de 5-7 cm de comprimento e 1-2 cm de lar-
gura, de ápice agudo ou obtuso; dentes dos bordos
da folha, em geral, mais ou menos aproximados.
B. rivularis
103’. Brácteas foliáceas tão longas ou um pouco mais curtas
que os raminhos de capítulos; raminhos de capítulos de
capítulos aproximados uns dos outros, formando uma
panícula densa; folhas de margens inteiras ou serrilhadas.
105. Folhas tomentosas no dorso.
106. Tomento constituído de pelos crespos, enro-
lados, formando pequenos tufos arredonda-
dos (fig. 9); folhas peninérveas, de margens
inteiras B. calvescens.
106’. Tomento contínuo, denso, recobrindo inteira-
mente o dorso da folha; folhas triplinérveas,
de margens serreadas
B. semiserrata var. elaegnoides
105’. Folhas glabras ou glabrescentes no dorso.
107 . Folhas linear-lanceoladas, glabrescentes; aquê-
nios com cerca de 2 mm de comprimento. . .
B. semiserrata var. semiserrata
107’. Folhas lanceoladas, glabras; aquênios com
1-1,5 mm de comprimento, mais ou menos . .
B. microdonta
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
51
102’ . Capítulos ordenados em ramos alongados, que ultrapassam o comprimento
das brácteas foliáceas (fig. 91).
108 . Plantas tomentcsas; tomento constituído de pelos crespos, de pare-
des espessadas; folhas sésseis, imbricadas, com cerca de 3-20 mm de
comprimento e 3-10 mm de largura; capítulos ordenados em ramos
espiciformes ou glomeriformes, formando inflorescências paniculi-
formes ou corimbiformes Grupo Uncinella
109. Folhas de orbiculares a suborbiculares (fig. 74); flores, em
geral, de 40-50 em cada capítulo; corola da flor feminina, ge-
ralmente, com 4 mm de comprimento B. nummularia
109’. Folhas de ovadas a obovais ou elípticas; flores, em geral, de
20-30 em cada capítulo; corola da flor feminina com cerca de
2-3,5 mm de comprimento.
110. Folhas de ovadas a elípticas, com margens denticuladas,
de ápice agudo ou obtuso; corola da flor feminina com
bordo levemenet denteado B. erioclada
110’. Folhas de obovais a elípticas, de ápice obtuso ou arre-
dondado e de margens inteiras; corola da flor feminina
de bordo lobado ou laciniado B. uncinella
108’. Plantas glabras, pilosas ou tomentosas; tomento não constituído de
pelos com paredes espessadas; folhas sésseis ou pecioladas, com mais
de 20 mm de comprimento.
111. Capítulos ordenados em ramos espiciformes (Fotos 8,9).
112. Ramos espiciformes longos; folhas lineares ou linear-
lanceoladas, sésseis, uninérveas ou peninérveas; brác-
teas involucrais mais ou menos endurecidas, de ápice
obtuso ou arredondado (fig 115a). .. Grupo Spicata
113. Folhas opostas B. spicata
113’. Folhas alternas.
114. Folhas lineares, coriáceas, de margens revolutas.
115. Folhas com mais ou menos 5 cm de com-
primento e 5 mm de largura. (Foto 8)
.... B. megapotamica var. me gapot arnica
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
52
115’. Folhas com mais ou menos 1-3 cm de comprimento e
1-3 mm de largura B. megapotamica var. weiríi
1 14’ . Folhas lineares ou não* de margens planas.
116. Folhas de oblongas e elípticas, de ápice obtuso, com
mais ou menos 1 cm de largura. . . B. caprariaefolia
116’. Folhas de lineares e linear-lanceoladas, de ápice agu-
do, com mais ou menos 0,5 cm de largura
B. dracunculiíolia
112’. Ramos espiciformes curtos, ordenados em panículas curtas; fo-
lhas ovais, pecioladas, trinérveas Grupo Orgamensis
117. Folhas de ápice longamente acuminado. . . B. paranaensis
117’. Folhas de ápice agudo ou obtuso B. crganensis
111’. Capítulos ordenados em ramos não espiciformes.
118. Capítulos corimbosos (fig. 92) Grupo Muelleri
119. Folhas trinérveas; corola das flores femininas cilindro-fili-
formes, denteadas no ápice (fig. 128).
120. Folhas pecioladas, discolores, densamente reticulado-
venulosas na página inferior B. curitibensis
120’ . Folhas sésseis, glanduloso-pontuadas na página infe-
rior, glabras ou com bordos densamente cihados. . . .
B. ciliata
119’. Folhas peninérveas; corola das flores femininas de base di-
latada e estreitadas em direção ao ápice, de bordo laciniado,
com 3’ dos lacínios mais longos que os outros dois (fi. 154).
121. Folhas lanceoladas, agudas, de base atenuada e mar-
gens denteadas, hirsutas quando novas, depois glabres-
centes, com 4-5 cm de comprimento e de 1-1,5 cm de
largura. (Foto 7) B. muelleri
121’. Folhas de obovais a oblongas, de ápice obtuso ou arre-
dondado.
122. Folhas obovais, de ápice arredondado, com bor-
dos denteados na porção superior do limbo, com
2-3 cm de comprimento e cerca de 1,5 cm de
SciELO/JBRJ
cm ..
53
largura, com pilosidade constituída de pelos fi-
nos, crespos, aglomerados e caducos (fig. 10).
B. mesoneura
122’. Folhas de obovais a oblongas, de ápice constrito
apiculado a obtuso, com margens inteiras, com
cerca de 4-5 cm de comprimento e 2-2,5 cm de
largura, de glabras a glabrescentes, com a pá-
gina inferior densamente pontuada de glândulas.
B. singulares
q
118’. Capítulos paniculados (Fotos 10-12) Grupo lllinita
123. Folhas de ovadas a lanceoladas, de ápice agudo e margens
serreadas.
124. Folhas lanceoladas B. punctulata
124’. Folhas ovadas B. conyzoides
123’. Folhas de obovais a oblongas, de ápice obtuso ou arredon-
dado.
125 . Folhas obovais, de base cuneada, com cerca de 4-6 cm
de comprimento e 2-4 cm de largura, vernicosas, com
perfeito bem, desenvolvido (fig. 84).
126. Bordos da folha com 5-7 dentes largos, mais ou
menos distantes uns dos outros. (Foto 12).
B. illinita
126’. Bordos da folha com cerca de 12-17 dentes cur-
tos e aproximados uns dos outros (fig. 84).
B. retusa
125’ . Folhas de obovais a deltoides ou oblongas, de base lon-
gamente atenuada, com 1,5-5 cm e 0,5-3 cm de largu-
ra, sésseis ou com pecíolo muito curto.
127. Ápice da folha tridenteado (Foto 10).
B. tridentata var. tridentata
127’. Metade superir do limbo foliar com 5-7 dentes.
128 . Folhas deltoides, com mais ou menos 1 cm
de comprimento
B. tridentata var. deltoides
128’. Folha oboval, com mais de 1 cm de com-
primento (Foto 11)
B. tridentata var. subopposita
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
54
Grupo 1 . ERIGEROIDES
De subarbustos a pequenos arbustos ramificados, com folhas sésseis,
lineares, de margens inteiras, planas ou revolutas, uninérveas ou trinérveas,
tomentosas ou não tomentosas na página inferior, com 1-5 cm de com-
primento e 0,5-4 mm de larg.; capítulos dispostos em ramos espiciformes, orde-
nados em panículas; invólucro dos capítulos masculino e feminino campanu-
lado (figs. 103 e 108) com mais ou menos 1,5-7 mm de altura e 3-5 mm de
diâm., com brácteas involucrais membranáceas; flores de 8-30 em cada capí-
tulo; corola da flor feminina com
cerca de 2-3 mm de compr. e 0,5
mm de diâm. (fig. 130), denteada
no ápice, com dentes papilosos no
dorso (fig. 168); estilete, geral-
mente, com base bulbosa (fig.
133), quase do mesmo compri-
mento do tubo da corola, sobres-
saindo-se, apenas, os ramos (fig.
130); aquênios comprimidos late-
ralmente, 5-estriados, densamente
glandulosos (figs. 183 e 187); co-
rola da flor masculina com lací-
nics triangulares, planos (fig.
207); cerdas do pápus da flor
masculina crespas, não espessadas
no ápice.
Com 4 espécies e 1 varieda-
de, das quais B. coridifolia A. P.
DC. se estende desde São Paulo
até Uruguai, centro e nordeste da
Argentina, Paraguai e Bolívia; B.
erigeroides A. P. DC e sua va-
riedade ocorrem de São Paulo
a Santa Catarina; B. ochracea
Sprengel tem sido encontrada em
Santa Catarina, Rio Grande do
Sul e Uruguai e B. patens Baker
em Rio Grande do Sul e Uru-
guai.
1. BACCHARIS ERIGEROIDES A. P. de Candolle, Prodr. 5:418, 1836
— Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :58, 1882.
Baccharis erigeroides var. erigeroides
Localidade típica : São Paulo, Mogi.
Holótipo : leg. Lund s. n. — Fotótipo F. 22481.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ±
55
Subarbusto xilopodífero, com caule glanduloso; folhas com 2-3 cm
de compr. e cerca de 3,5 mm de larg.; capítulos pedicelados, dispostos
em pseudo-panículas de 2-3 cimas monomorfas, em ramos curtos, com
mais ou menos 1-4 cm de compr. ordenados numa panícula estreita e
longa; brácteas involucrais agudas, com o dorso esverdeado e bordos
hialinos, largos; invólucro com mais ou menos 5 mm de alt. e 4 mm de
diâm.; flores de 15-20; corola da flor feminina com 2,5-3 mm, pápus
com 4 mm de compr., aquênio com 1,5-2 mm, aproximadamente; invó-
lucro masculino com 2,5-3 mm de alt. e 4 mm de diâm., corola com
2,5-3 mm de compr., estilete com 3mm compr., pápus com cerdas finas,
plexuosas com 1,5-2 mm de compr., mais ou menos.
Material .examinado: SP — Itapeva, leg. Vidal III. 262 (10.1950) R;
Itapetininga, leg. idem III. 458 (12.1949) R.
PR — Curitiba, campo úmido, leg. E. A. Moreira 78 (3.11.
1970) rb;
Lapa, Rio Passa Dois, campo limpo, seco, leg. Hatschbach
22259 (30.9.1969) hh.
la. BACCHARIS ERIGEROIDES var. DUSENII Heering, Arkiv f. Bot. 9
(15): 23. 1910. Est. 7, fig. 1.
“Paraná, Capão Grande, nos campos, leg. Dusén 2766” s; R.
= Baccharis puberula A.P. de Candolle, Prodr. 5:401. 1836. “São Paulo,
leg. Sellow HiB. 515” — Fotótipo F. 37735.
Difere da variedade típica pelas folhas trinérveas e pela inflores-
cência mais laxa, com ramos mais longos, com cerca de 4-9 cm de compr.,
pelo invólucro do capítulo feminino com 7 mm de alt. e 4-5 mm de
diâmetro; corola da flor feminina com 3,5 mm de compr. e 0, 7-0,9 mm
de diâmetro, pilosa, 5 — denticulada no ápice; estilete ± robusto, com
4,5 mm de compr.; papus unisseriado com 6 mm de compr.; aquênio
glanduloso, com 2,5-3 mm e 0,7-9 mm de diâmetro, 5-6-anguloso, com
ângulos pouco proeminentes, com o dorso percorrido por estria leve;
invólucro masculino com 3 mm de alt. e 5 mm de diâm. aproximada-
mente.
Material examinado: SP — Butantan, leg. Hoehne s.n. (25.9.1917)
SP. — Itapetininga, leg. Loefgren 328 (7.11.1887) SP. —
Jabaquara, campo, leg. O. Handro 21 e 26 (18.12.1948) SP
— Sorocaba, campo, leg. Brade s.n. (21.11.1912) SP.
PR — Pirai do Sul, Tijuco Preto, campo, leg. Hatschbach
5118 (9.10.1958) rb.
SC — Lajes, morro do Pinheiro Seco a 950 m s . m., campo,
leg. Klein 4535 (1.11.1963) rb. — São Joaquim, faz. da
Laranja, a 1400 m s.m. campo, leg. Reitz e Klein 7736 ....
(10.12.1958) rb. HBR. entre São Joaquim e Pelotas a 1300
m s.m., leg. E. Pereira e Pabst 6395 (23.10.1961) rb. hbr
!scíelo/jbrj
11 12 13 14 15
cm ..
56
Atitude: entre 500-1400 m s.m, em área localizada entre
23°58\ -2 8o 17’ lat. S e 47°27’-50°19’ long. 0.
Pela sua semelhança com espécies de Erigeron, de Candolle ba-
tisou sua espécie com o nome de erigeioides.
2. BACCHARIS CORIDIFOLIA A. P. de Candolle, Prodr. 5-422 1836
— Baker in Martiua Fl. Bras. 6(3) :57. 1882 — Cabrera, Colec.' Cien-
tif. 4 (6a): 128. 1963.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, entre Herval e Piratini.
Holótipo s leg. Sellow, 1893 — Isótipo R. Fotótipo 37711,
= Eupatorium montevidense Sprengel, Syst. Veget. 3:417. 1826 non
B. montevidensis Sprengel.
Nome vulgar: mio-mio.
Folhas agudas com 1,5-5 cm de compr. e 1,2-5 mm de larg., com
margens ciliadas e de ápice mucronado; pseudo panículas longas e estrei-
tas, com cerca de 20-25 cm de compr. e 2-4 cm de larg.; de inf. racemosas
capítulo feminino com 4-5 mm de alt. e 3 mm de diâm., brácteas involu-
crais obtusas, com o dorso esverdeado, translúcidas, estrias e margens
longas hialinas; flores cerca de 8; corola cilíndrica, com 3, 3-3, 5 mm
de compr. e de 0,5-0, 3 mm de diam., mais longa na base e levemente
estreitada em direção ao ápice; estilete com 4, 3-4, 5 mm de compr.,
apenas exsertos os ramos robustos; ovário glanduloso, com 1 5-2 mm
de comprimento (fig. 130 e 168) e estilete (fig. 133) semelhantes aos
da espécie anterior; pápus da flor feminina com 6-7 mm de compr.
com mais de 1 série de cerdas e o da masculina com 2 mm de compr.,
aproximadamente; flores masculinas mais ou menos 15 em cada ca-
pítulo, com corola de 2-2,5 mm de compr., campanulada, com bordos
levemente reflexos, estilete de ápice ovóide, não exserto; aquênio le-
vemente anguloso, com 2-2,3 mm de compr. e 0,7 mm de diâmetro, pá-
pus persistente.
Material examinado: SP — Angatuba, leg. Macedo Vieira, SP. —
Buri, leg. Florência Gomes, SP. — Itapetininga, leg. A. Ca-
valheiro, SP.
PR — Campo Largo, margem do rio Papagaio, a 1200 m
s.m. leg. E. Pereira 5457 (23.2.1960) RB, hb. — Curitiba,
Pinheirinho, terreno úmido, nas proximidades de um capão,
leg. Hatschbach 8906 (21.3.1962) RB. HH. — Guarapuava,
Condoi, orla da mata, leg. Hatschbach 10029 (28.4.1963)
RB, HH. — Lapa, Santa Bernardete, campo leg. Lange 261
(5.3.1962) RB. — Ponta Grossa, Arroio Quebra Perna a
850 m s.m. leg. Hatschbach 9018 (2.3.1962) RB, hh. —
ibidem leg. J. Bittencourt (3.5.1944) rb. — ibidem, cam-
JSciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
57
3. BACCHARIS OCHRACEA Sprengel, Syst. 3: 460. 1826.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, entre Herval e Piratini.
Holótipo : Sellow d 1978, segundo Teodoro (1957).
Iconografia: Baker in Martius, Fl. Bras. 6(3), tab. 19:46. 1882.
Arbusto com tomento ferrugíneo denso; folhas uninérveas, de mar-
gens revolutas com mais ou menos 5 mm de compr. e 0,5 mm de larg.;
invólucro do capítulo feminino com cerca de 3 mm de alt. e 2 mm de
diâm. cem 6-8 flores, com corola de mais ou menos 2-2,5 mm de com-
primento; aquênio densamente glanduloso, com cerca de 1,5 mm de
compr. com pápus de 3-3,5 mm de compr.; capítulo masculino com
invólucro de mais ou menos 1,5-2, 5 mm de alt. e 3 mm de diâm., com
cerca de 12 flores, com corola de 2 mm de compr., aproximadamente.
Material examinado: RS — Barra do Ribeira, leg. Dutra 805 (2.1908)
R. — Porto Alegre, pr. de Menino Deus, leg. Malme 1400
(21.2.1902) R. — Canoas, leg. Teodoro (3.1939) SP —
Pelotas, leg. Brauner 11 (3.1958) R. — S. Leopoldo, Por-
tão, no campo, leg. Rambo 494 (30.11.1935) SP. — Santa
Maria, leg. Rau (2.1939) SP.
SC — Caçador, Joaçaba a 1000-1200 mm s.m., leg. L.B.
Smith e Klein 10940 (6.2.1957) RB. hbr. — Capivara,
acima da Serra Geral, no campo, leg. Ule 1501 (2.1891) R.
— Curitibanos a 900 m s. m., leg. Reitz e Klein 12222
(22.2. 1962) RB, hbr. — sem designação de local, leg. Neves
Armond R.
Uruguai: leg. Rosengurt R. 2526.
Altitude: entre 4-1200 m s.m., em área compreendida entre
26°47’ - 29°55’ Lat. S e 50°40’ - 53°43’ long. 0.
O nome da espécie está relacionado com a cor ferrugínea do
indumento.
4. BACCHARIS PATENS Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :52. 1882 —
Cabrera, Boi. Soc. Argentina Bot. 8(l):31-32. 1959.
Localidade típica: Uruguai, Montevidéu.
Tipo: leg. Sellow 463 e 729 — Foto K. 13206.
= Baccharis squarosa Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :50. 1882
non Kunth. “Las Minas, Uruguay leg. Gibert 881” — Foto k.
131187.
= Baccharis bakeri Heering. Jahrb. Hamburg. Wissenschaf. Anst.
21:39. 1903.
JSciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
58
po seco, leg. H. Moreira 249 RB. — Vila Velha, Faz. Lagoa
Dourada, lugares secos a 830 m s. m. leg. Tessmann 2978
(20.2.1957) RB Rio Negro, Campo do Tenente, margens
de capão, leg. Hatschbach 2176 (1.4.1951) rb, hb.
Piraquara, Pinhais, leg. Hatschbach 5502 (8-2.1959) hb.
SC — Lages, campo a 900-1000 m s. m. leg. L. B. Smith e
Klein 11334 (12.2. 1957) rb. hbr. — ibidem, campo do mor-
ro do Pinheiro Seco a 900-950 m s. m. leg. L. B. Smith 12212
(3.1957) rb. hbr. Mafra, campo a 800-850 m s.m. leg.
L. B. Smith e Klein 12083 (13.3.1957) rb. hbr. — ibidem,
idem 12082 rb. hbr. r. — São Joaquim, Bom Jardim,
Serra do Oratório a 1400 m s. m. leg. Reitz e Klein 8665
(19.3.1959) rb. hbr. — Três Barras, leg. A. Mattos e
Labouriau s.n. (26.2.1948) rb.
RS — Cachceiro, leg. Malme 808 (11.5.1893) r. Porto
Alegre, Morro da Polícia, leg. Malme 1532 (23.3.1902) R.
S. Borja, leg. Rau s.n. (20.4.1935) r. — São Jerônimo,
leg. Chagas Telles (4.1925) r. — Uruguaiana, campo na-
tural, muito freqüente, leg. Pott 40 (27.2.1969) rb.
Vacaria, campo natural, pouco freqüente, leg. Pott 57
(26.1.1969) rb. — entre Herval e S. Francisco de Paula,
leg. Sellow 1893 R. — pr. S. Gabriel, leg. Sellow 3464 R. — '
Argentina: Corrientes, San Cosme, Isla Candia leg. Hnido-
bro 2008 (16.4.1945) R. — ibidem, San Miguel, leg. Ibar-
rola 4156 (28.1.1946) R. — Cordoba, Calamuchita, La Cruz
leg. Gutierrez 104 (2.1947) r. Concepcion dei Uruguay, leg.
Schwacke (4.1887) R.
Referências bibliográficas: Cabrera (1952) — “auf Bergwiesen der
Cuesta de los Monos, 1300 m alt, Márz 1911, Herzog 1734”
Bolívia. Fries (1906) — Bolívia “auf mit Gras bewachsenen
Ebenen im ganzen bereisten Gebiete nicht selten, stellenweise
sehr gemein; giftig (von den Eingeborenen “mio-mio” oder “ro-
merillo” genannt) und daher nicht abgeweidet. — Cabrera
(1963) — “sur dei Brasil, Paraguay, Uruguay y centro y nor-
deste de la República Argentina. Es planta tóxica para el ga-
nado. En la Província de Buenos Aires es frecuente en la es-
tepa climax”.
Altitude: entre 200-1400 m s. m.
O nome da espécie deve estar ligado a coris, coridis,' um
gênero de Primulaceae, com folhas lineares, semelhantes às
da espécie em questão.
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Ramos tomentosos; folhas de base alargada, mais ou menos emar-
ginada, gradativamente estreitada em direção ao ápice, com mais ou
menos 1-2 cm de compr. e 1-4 mm de larg., de margens revolutas,
tomentosas no dorso; invólucro com mais ou menos 3-4 mm; flor
feminina com cerca de 2,5-3 mm de compr. e a da masculina com
mais ou menos 3 mm de compr.; aquênio com 1,5-2 mm de compr.,
aproximadamente.
Material .examinado: RS — Canoas, leg. Teodoro 3998 (3-1939) RB.
— Pelotas, comum no campo, leg. Sacco 1223 (20.5.1959)
RB, R. — Porto Alegre, Morro da Polícia, leg. Rambo 43330
(9.9.1949) ha. — ibidem, Morro Teresópolis, leg. Pe. E.
Leite 3149 (10.1948) SP. — Porto Alegre, Ipanema leg. Com.
Nélson (10.973) RB.
Referências bibliográficas: Malme (1932) cita exemplares coletados
em Porto Alegre, no Morro da Polícia, e Cabrera registra ma-
terial dessa localidade e do Uruguai (Minas e Maldonado).
Altitude: entre 4-300 m s. m.
O nome patens, possivelmente, se refere aos ramos abertos, pa-
tentes, da inflorescência.
Grupo 2. LEUCOPAPPA:
Subarbustos com ramos densamente albo-tomentosos; tomento cons-
tituído de pêlos vilosos, muito longoa e crespos e pêlos mais curtos,
lisos, de paredes espessadas e ápice agudo (figs. 7 e 11); folhas sésseis,
tomentosas na página inferior; capítulos ordenados em inflorescências pani-
culadas ou corimbiformes; invólucro dos capítulos masculino e feminino cam-
panulado, com brácteas involucrais tomentosas no dorso; flores de 20-80; co-
rola da flor feminina com cerca de 3-6 mm de compr. e de 0,3-0, 5 mm de
diâmetro em toda a sua extensão, com ápice denteado, com dentes papiloso-
pilosos no dorso (figs. 153 e 160); pápus das flores femininas com cerdas
lisas, alvas e brilhantes, bem longos no aquênio; aquênios mais ou menos
comprimidos lateralmente, com dorso levemente convexo, pilosos, com 5-6
estrias (figs. 190-191); corola das flores masculinas com limbo infundibuli-
forme ou campanulado, dividido em lacínios oblongos, planos (figs. 205 e
208); pápus da flor masculina com cerdas muito crespas, não espessadas no
ápice.
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Grupo constituído por 6 es-
pécies muito típicas, das quais
B. leucopappa A. P. DC. e B.
helichrysoides A. P. DC. se es-
tendem desde os Estados de Mi-
nas Gerais e Rio de Janeiro, até
Rio Grande do Sul, sempre
em altitudes superiores a 500 m
s. m.; B. leucocephala Dusén tem
sido encontrada nos Estados do
Paraná e Santa Catarina, em al-
titudes de 800-1000 m s. m.; B.
gibertii Baker, B. phyliciUolia A.
P. DC. e B. gnaphalioides Spren-
gel, ocorrentes, respectivamente,
em R. Grande do Sul e Uruguai,
de São Paulo a Rio Grande do
Sul e em Santa Catarina e Rio
Grande do Sul, são próprias de
lugares brejosos ou arenosos.
5. BACCHARIS HEL1CHRYSOIDES A. P. de Candolle, Prod. 5:415.
1836 — Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :51, tab. 21 fig. 1. 1882.
Localidade típica : Rio Grande do Sul, entre Pirati e Pelotas.
Holótipo: leg. Sellow d 2013.
r=r Baccharis polyantha Sprengel, Syst. II: 464. 1826.
= Baccharis leucolepis Schultz Bipontinus in Linnaea 22:570. 1849.
Subarbusto com mais ou menos 1,5-3 mm de altura; folhas de ova-
do-lanceoladas a sagitadas, com 4-5 cm de compr. e 1,5-2 cm de larg.,
gradativamente estreitadas em direção ao ápice, de agudas a acumina-
das; panículas com 25-40 cm de compr., bracteadas; invólucro com
mais ou menos 4-8 mm de alt; receptáculo do capítulo feminino pilo-
so; flores de 20-40; corola da flor feminina com mais ou menos 4 mm
de compr.; aquênio com 1-1,5 mm de compr.; pápus da flor feminina
com mais ou menos 8-9 mm de compr.
Material examinado: RJ — Teresópolis, Posse, em campo de vege-
tação rala, leg. Sucre 2311 (10.2.1968) rb ibidem.
Serra dos Órgãos, leg. Rizzini 434 (23.2.1949) rb. — Pe-
trópolis, vale Bonsucesso a ± 650 m s. m. leg. Sucre 2754
(13.4.1968) rb. — ibidem, Correas leg. C. Goes 8 (1.1943)
rb. — Itatiaia, Ültimo Adeus, leg. E. Pereira 42B (10.3. 1943)
rb. — ibidem, Pedra da Divisa a 2000 m s.m., leg. Brade
14567 (28.5.1935) rb.
cm l
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MG — Poços de Caldas, leg. Regnell I. 217 R. — Riedel,
s.n., RB. — Serra do Ouro Branco, leg. Pohl 3737, RB. —
Viçosa, leg. Kuhmann (10.1.1935) RB. — ibidem, Ignes
Mexia (10.930) Carangola, Serra da Grama, leg. Kuhlmann
(18.4.1935) RB. — Poços de Caldas, Véu das Noivas, leg.
Roppa 588 (24.2.1965) rb — Serra de Ouro Preto, can-
ga, leg. Aparecida 62 RB. — ibidem. Damazio( 9.2.1905)
rb. — Mariana, campo, freqüente, leg. A. Macedo 3038
(23.1.1951) rb. — Belo Horizonte, Serra da Motuca, leg.
Williams 6274 (25.3.1945) RB. — Hermílio Alves, leg. A.
P. Duarte 1048 (10.1.1948) RB. — Carandaí, leg. A. P.
Duarte 8718 (8.1.1965) RB.
SP — Campos do Jordão, leg. Lanstyak (4.1937) RB. —
ibidem, leg. Hashimoto 19 (16.2.1938) rb. — Bocaina, leg.
Brade 20762 (28.4.1951) rb. — São José dos Campos,
leg. Loefgren 129 (19.1.1909) SP. — Parque do Estado,
leg. Tatiana 521 (5.1.1967) rb. sp. — Boracea, leg. O.
Travassos 347 (3.3.1962) rb. — Invernada, Jardim, cam-
po leg. Loefgren (2.4.1894) SP. — ibidem, D. Bento Pickel
4538 (21.1.1930) sp. — Mogi, leg. Brade 5481 (14.1.
1912) SP. — Butantan, leg. Hoehne (24.1.1918) SP. —
Vila Mariana, leg. Usteri 124 (21.1.1906) SP. — Ipiranga,
leg. Luederwaldt, SP. — Amparo, Monte Alegre, cafezal
abandonado, leg. Kuhlmann 518 (1.4.1943) SP. — Boracea,
leg. A. S. Lima (19.12.1940) SP. — nativa no Jardim
Botânico, leg. O. Handro (12.938) SP. — Ubatuba, leg. A.
P. Viegas (12.3.1940) SP. — Queluz, leg. Ule 2 (1894) R
PR — Curitiba, leg. Lange 1006 (18.4.1957) RB. — Res-
tinga Seca, leg. Dusèn 3108 (13.1.1904) R. — Volta Gran-
de, leg. Dusèn 3637 (4.2.1904) R.
SC — Alto Matador, Rio do Sul, à beira da estrada a 800 m
s. m. leg. Reitz e Klein 8591 (13.3.1959) rb. — Campos
Novos, Tupitinga, capoeira leg. Reitz e Klein 4651 (11.4.
1963) RB. hbr, — Dionísio Cerqueira a 3 km oeste do rio
Capetinga a 900-1000 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein 11655
(22.2.1957) RB. hbr. — Lajes Painel, campo, leg. Reitz
e Klein 14944 (14.4.1963) rb. hbr. — ibidem, Vacas
Gordas, leg. Reitz e Klein 14819 (13.4.1963) RB. hbr. —
Nova Teotônia, leg. Fritz Plauman 414 (29.2.1944) rb. —
Lauro Mueller, Rio do Meio, capoeira a 350 m s. m. leg. Reitz
e Klein 8451 (20.2.1959) rb. hbr. — Xanzeré, Joaçaba
a 700-900 m s. m. ruderal, leg. L. B. Smith e Klein 11848
(26.2.1957) RB. — ibidem a 13 km de Abelardo Luz, a
500-600 m s. m., ruderal, leg. L. B. Smith e Klein 11515
(19.2.1957) RB. RBH.
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cm ..
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RS — Caxias do Sul, leg. Teodoro (26.3. 1949) r. — Pinhal,
leg. Palacios Cuezzo 2129 (6.3.1948) rb.
Referências bibliográficas: Baker (1882) cita exemplar coletado
em MT, Cuiabá, por Silva Manso. Heering (1914), mencio-
na exemplares coletados na Argentina, Misionis e no Para-
guai, Caaguazu e Anambai.
Altitude : encontrada em altitudes que oscilam entre 300-2000 m s. m.
Nome dado por de Candolle para indicar a semelhança dessa
planta com espécies de Helichrysum, um gênero de Compositae.
6. BACCHARIS LEUCOCEPHALA Dusén, Arkv f. Bot. 9(15) :24. 1910.
Localidade típica: Paraná, Roça Nova.
Holótipo: Dusén 2208 S. — Fotótipo F. 20677.
Iconograiia: Dusén, 1. c. tab. 1 figs. 5-6.
Folhas oblongas, de ápice acuminado, margens revolutas, com 4-7
cm de compr. e 0,8-2 cm de larg.; capítulos pedicelados, com invólucro
de 5-11 mm de alt. e 7-10 mm de diâm.; receptáculo cônico, piloso;
flores de 30-70; corola da flor feminina com 4-6 mm de compr. e a
da masculina com 4-5 mm de compr.; pápus da flor feminina com
6-11 mm e o equênio hirsuto com 2-3 mm de compr., aproximada-
mente; pápus da flor masculina com cerca de 4 mm de comprimento.
Material examinado: Isótipo, Dusén 2208 R.
PR — Curitiba, leg. Tessmann 260 (4.11.1950) RB. — ibi-
dem, Barigui, leg. Lange 1335 (25. 10. 1960) rb — Piraquara,
Volta Grande, estrada Graciosa, leg. Hertel 143 (2.1945) sp.
•SC — Curitibanos a 850 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein
8355 (12.1956) rb, hbr. — Leblon Regis, Rio dos Patos a
900 m s. m. leg. Reitz e Klein 13876 (29.10.1962) RB,
hbr. — entre Papanduva e Mafra 950 ms. m. leg. E . Pe-
reira 6882 e Pabst 6708 (10.11.1961) rb, hb. — Porto
União, a 800 m s. m., roça abandonada, leg. Reitz e Klein
13692 (27.10.1962) rb, hbr.
Altitude : entre 800-900 m s. m.
Planta, até o presente, só encontrada no Paraná e em Santa
Catarina.
Dusén chamou sua espécie Leucocephala para acentuar a bran-
cura do pápus das flores femininas e do invólucro de brácteas albo-
tomentosas.
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7. BACCHARIS GIBERTII Baker in Martius, Fl. Bras. 6(3) :51. 1882.
Localidade típica : Uruguai, Montevidéu.
Holótipo: Gibert 814 — Fotótipo K. 13190.
Arbusto ramificado, com ramos folhosos (Foto 3); folhas ovadas, de
base arredondada a truncada, de ápice obtuso-mucronado e margens
inteiras, com cerca de 2-3 cm de compr. e 1,5-2 cm de larg.; capítulos
ordenados em ramos corimbosos. Invólucro com mais ou menos 4-7
mm de alt. e 4-5 mm de diâm., com brácteas involucrais lineares; re-
ceptáculo convexo, piloso; flores de 30-50; corola da flor feminina com
mais ou menos 3-4 mm de compr.; aquênio hirsuto com 1-1,5 mm de
compr.; pápus com mais ou menos 4-5 mm de comprimento.
Material examinado: RS — Pelotas, campo arenoso, leg. Edésio Ma-
ria s.n. (10.11.1946) SP.
Referência bibliográfica: Heering (1904) cita um exemplar de Ule
1510 coitado em Tubarão, Santa Catarina.
O nome da espécie é uma homenagem a Gibert, botânico que
coletou a planta pela primeira vez.
É planta rara, de lugares baixos e arenosos.
8. BACCHARIS LEUCOPAPPA A. P. de Candolle, Prodr. 5:415. 1836.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, entre Encruzilhada e Caçapava.
Holótipo: Sellow d 3111 (segundo Teodoro, 1957).
= Baccharis helichrysoides A. P. de Candolle var. leucopappa. (DC)
Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):51. 1882.
Iconografia: Baker, 1. c. tab. 21 fig. 2.
Folhas ovais com cerca de 1-2 cm de compr. e 0,5-1 cm de larg.
Capitules dispostos em ramos corimbiformes. Flores e aquênios seme-
lhantes aos de B. helichrysoides A. P. de Candolle.
Material examinado: RJ — Itatiaia, Pedra Assentada, leg. Occhioni
(4.1921) RB. — ibidem, leg. Brade 17418 (8.2.1945) RB.
ibidem a 2400 m s.m. leg. Brade 20360 (5.1950) RB. —
ibidem, Planalto, leg. E. Pereira 29b (26.3.1943) RB.
SP — Campos do Jordão, leg. Lanstyak (4.1937) rb. —
Jundiaí, caminho da Cachoeira, leg. Pruggrari (6.1.1895)
SP. — Parque do Estado, ocasional, leg. Coleman 193
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(29.12.1964) SP. — Invernada, no campo leg. Glasner 74
(4.2.1940) SP.
SC — Bom Retiro, Campo dos Padres a 1650 m s. m. leg.
L. B. Smith e Reitz 10425 (25.1.1959) rb. hbr. — La-
jes, Morro do Pinheiro Seco a 950 m s. m. leg. Klein 4502
(1.9.1959) RB. HBR. — São José, Serra da Boa Vista a
1000 m s.m. leg. Reitz e Klein 10778 (2.3.1963) rb. hbr.
— São Joaquim, Curral Falso, Bom Jardim a 1500 m s. m.
leg. Reitz e Klein 8391 (19.2.1959) rb. hbr.
RS — Jaquirana a 1150 m s. m., leg. E. Pereira 6852
(9.11.1961) rb. HB. — Porto Alegre, Morro da Glória, no
campo, leg. Rambo 501 (10.9.1931) sp. — ibidem, Morro
da Polícia, leg. Rambo 37696 (30.5.1954) ha.
Referência bibliográfica: Heering (1904) “Dieses scheint mir die echte
B. leucopappa DC. Baker zieht dieselbe zu helichrysoides ale
Varietát und charakterisiert sie durch die kleinerem Blãtter
und ármeren Bluütenstánde. Ais Synonym zu dieser Varietát
führt er auch B. phylicoides DC. auf. Hier liegt ein Schreib-
fehler vor, da es nur eine B. phylicaefolia DC. gibt.”
Baccharis phylicaefolia A. P. de Candolle é espécie afim, mas dis-
tinta de B. leucopappa A. P. de Candolle.
9. BACCHARIS PHYLICAEFOLIA A. P. de Candolle, Prodr. 5:415.
1836.
Localidade típica: São Paulo.
Holótipo: Sellow HIB 491 —Fotótipo F. 37731.
Folhas uninérveas, com cerca de 2-3 cm de compr. e 3-10 mm de
larg., de base e ápice obtusos; capítulos corimbosos (foto 3). Invólucro
com cerca de 4 mm de altura e 6 mm de diâm., com brácteas involu-
crais obtusas; flores de 25-30 em cada capítulo, com corola de mais ou
menos 2,5-3 mm de compr.
Material examinado: SP — Interlagos, brejo, leg. W. Hoehne 1936
(13.11.1946) sp. — e 1936 lp.
SC — Canavieiras a 5 m s. m., leg. Klein, Souza e Bresolin
5908 (6.10.1964) rb, hbr.
RS — Nova Hamburgo, leg. Malme 224 (20.10.1892) R.
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10. BACCHAR1S RADICANS A. P. de Candolle, Prodr. 5:416. 1836.
Localidade típica: Rio Grande do Sul.
Tipo: Sellow HIB 906 —Foto F. 37718.
= Baccharis gnaphalioides A. P. de Candolle, 1. c. 415 (non Sprengel)
Teodoro, Contrb. Inst. Geobiol., Canoas 8:21. 1957.
— Baccharis psamophila Malme, Kungl. SV. Vet. Akad. Handl
12(2): 70. 1936 “Santa Catharina, Laguna, in arena mobili legit
Malme 8425 (24.6.1909) Syn. nov.
Iconografia: Malme 1. c. tab. 4, fig. 2 (dextra).
= Baccharis leopoldinensis Teodoro in sched. SP 49196 syn. nov.
Subarbusto com cerca de 30-50 cm de altura, de base radicante,
com caule rasteiro ou ascendente, folhoso na porção média inferior. Fo-
lhas com cerca de 1-2 cm de compr. e 5-7 mm de larg., de base contraí-
da, arredondada ou cordada, de ápice mucronado, acuminado, com mar-
gens revolutas; capítulos poucos, de 3-5, com pedicelo de mais ou me-
nos 0,5-1 cm de compr., dispostos em cimas corimbiformes terminais;
invólucro com mais ou menos 6-7 mm de alt. e 6-7 mm de diâm., com
brácteas involucrais densamente tomentosas (fig. 115); flores cerca
de 80 em cada capítulo; receptáculo do capítulo feminino laciniado;
corola das flores femininas com mais ou menos 3,5-4 mm de compr.,
com bordo 5-lobado, com os lobos papiloso-pilosos no dorso; estilete
com cerca de 6mm de compr. tênue, dilatado na base, com ramos mais
ou menos profundos; flores masculinas com corola de mais ou menos
3,5 mm de compr.; estilete com ramos abertos, com mais ou menos
4 mm de compr.
Material examinado: SC — Florianópolis, in arenosis ad litus leg. A.
Bruxel 6882 ha. — Pântano do Sul, Lagoinha do Leste a
50 m s.m., leg. Klein e Bresolin 8801 (20. 10. 1970) RB, hbr.
RS — Osório, faz. do Arroio, in arenosis dumetosis leg. Ram-
bo 46790 (14.4.1950) SP. — Arredores de São Leopoldo,
leg. Pe. E. Leite 2882 (9.1941) sp. — ibidem, idem 2631
SP. — ibidem, idem 17 R. — Canoas, leg. Teodoro 3133
(3.1939) RB. — Porto Alegre, Barra do Ribeira, leg. Rambo
46620 (5.4.1950) ha.
Referências bibliográficas: Baker (1882) cita exemplares coletados em
Montevidéu e Maldonado, Uruguai. Cabrera (1963) informa
que a planta é freqüente nas dunas próximas do mar, nô Uru-
guai, e cita um exemplar colhido em Serro Bachica, próximo
de Balcarce, Província de Buenos Aires.
O nome da espécie significa aquela que forma raízes.
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Grupo 3: TARCHONANTH OIDES
Arbustos com ramos mais ou menos robustos, densamente tomen-
tosos; tomento amarelo-avermelhado, constituído de pêlos mais ou
menos semelhantes aos do grupo anterior; folhas pecioladas, de oblongas
a lanceoladas, com cerca de 7-15 cm de compr. e 1-6 cm de larg., coriáceas,
com a página inferior tomentosa; capítulos ordenados em panículas alonga-
das, ou raramente, em ramos corimbiformes, terminais; corola das flores fe-
mininas e masculinas semelhan-
tes às do grupo anterior; aquê-
nio mais ou menos comprido,
5-estriado, com o dorso leve-
mente convexo, granduloso-visco-
so, às vezes, com pêlos esparsos;
pápus da flor masculina com cer-
das crespas, levemente espessadas
no ápice, e o da flor feminina mui-
tas vezes de cerdas rosadas.
Com duas espécies: B. tar-
chonanthoides A. P. DC e B. ly-
chnophora Gardner. O centro de
dispersão de B. tarchonanthoides
é a parte centro-oriental de Mi-
nas Gerais, estendendo-se até Po-
ços de Caldas, Itatiaia (RJ), Bo-
caina, Campos do Jordão (SP) e
Castro e Rio Branco do Sul
(PR), em altitudes de 700-2200
m s. m.; B. lychnophora, porém,
é endêmica das Serras de Minas
Gerais, em altitudes que variam
de 1200 a 1800 m s. m.
11. BACCHARIS TARCHONANTHOIDES A. P. de Candolle, Prodr.
5:414. 1836. Baker in Martius Fl. Bras. 6(3):49-50, tab. 20. 1882.
Localidade típica : Minas Gerais.
Holótipo: Vauthier 275.
= Baccharis ibitensis Toledo apud Handro, Arq. Bot. Est. S. Paulo
ns. form. major 3:67. 1935. syn. nov.
Arbusto de mais ou menos 2-4 m de altura, com folhas lanceoladas,
de mais ou menos 8-10 cm de compr. e 2-3 cm de larg., peninérveas,
de ápice agudo, com bordos denteados; pecíolo com 1-2 cm de compr.
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cm ..
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Capítulos ordenados em panícula terminal; invólucro com mais ou
menos 4 mm de alt. e 3-4 mm de diâm., com brácteas involucrais pi-
losas no dolso; pedicelos e ramos da panicula viscosos; flores de 30-50
em cada capítulo; corola da flor feminina com mais ou menos 3-3,5
mm de compr., com dentes curtos, papilosos no dorso; corola da flor
masculina com cerca de 4 mm de compr.; estilete com mais ou me-
nos 4-5 mm de compr. e aquênio com 1-1,5 rnm de comprimento, glan-
dulosos.
Material examinado: MG — sem localidade especificada, leg. Wid-
gren (1845) RB. — Ouro Preto, leg. Damazio 1131 RB. —
Conceição do Ibitipoca, Lima Duarte, campo pedregoso, leg.
M. Magalhães 517 (13.9.1940) rb. — entre Tiradentes e
S. João d’El Rei, cerrado, leg. A. P. Duarte 4077 (7.11. 1952)
rb. — Água Limpa, Serra do Curral, cerrado, leg. Pe. Roth
1642 (25.7.1956) rb. — Poços de Caldas, Morro do Ferro,
leg. Leocini 125 (8.1964) rb. — ibidem, Campo do Saco,
leg. Roppa 671 (8.1965) rb. — ibidem, leg. Emmerich 2005
(9. 1964) RB. — Maria da Fé, sul de Minas, leg. A. P. Duar-
te 244 (31.8.1964) rb. — Delfim Moreira, São Francisco
dos Campos, leg. M. Kuhlmann 2537 (7.6.1960) rb.
RJ — Itatiaia a 2200 m s.m., leg. Brade 12691 (9. 1933) rb.
— ibidem, Macieiras a 2130 m s.m. leg. Kauffmann e Fidalgo
2 (20.9.1955) rb.
SP — Serra da Bocaina a 1600 m s. m., leg. Brade 21178
(10.10.1957) rb. — Amparo, Monte Alegre, encosta do
Pico da Serra Negra a 1200 m s. m., leg. M. Kuhlmann 1032
(30.8. 1943) SP. — ibidem, às margens do rio Camanducaia,
sobre pedras, leg. M. Kuhlmann (20.8.1943) SP. — Espí-
rito Santo do Pinhal, a 1000 m s. m., leg. C. Novais (1895)
SP. — Mooca, leg. Brade 5490 (6.10.1912) SP.
PR — Castro, Fundão orla de capão, leg. Hatschbach 11654
e 11656 (2.10.1964) HH. — Rio Branco, Curiola, campo
pedregoso, no topo do morro, leg. Hatschbach 17582 (27.10.
1967) HH.
O nome da espécie está relacionado com Tarchonanthus, um gê-
nero de Compositae.
12 . BACCHAR1S LYCHNOPHORA Gardner in Hooker Lond. Journ.
7:85. 1884.
Localidade típica: Minas Gerais, Diamantina.
Holótipo : Gardner 4898 — Fotótipo F. 33211 e 15009.
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= Baccharis tarchonanthoides var. integrifolia Baker in Martius Fl.
Bras. 6(3): 50. 1882. syn. nov.
Fotótipo F. 1882 “summo Brasiliae monte Itambé’.
Folhas de lanceoladas a oblongas, de margens inteiras com cerca de 7-15
cm de compr. e 1-6 cm de larg.; capítulos dispostos em panículas longas, am-
plas ou em ramos corimbiformes; invólucro do capítulo feminino com mais
ou menos 6 mm de alt. e 4 mm de diâm. e o do masculino com 3-4 mm de alt.
e 4 mm de diâm.; flores de 15-20 em cada capítulo; receptáculo do capítulo
feminino laciniado, com lacínios triangulares, agudos; corola das flores femi-
ninas com mais ou menos 3 mm, de compr. e a das masculinas com cerca de
2 mm de compr.; aqênio com 1,5-2 mm de compr. com pápus de mais ou menos
3 mm de compr.
Material examinado: MG — Sem localidade especificada, leg. Claus-
sen RB. — Diamantina a 1400 m s.m., leg. Brade 13960
(7.1934) RB. — ibidem, a 1370 m s. m., leg. Irwin 22259
(19.1.1969) RB. nv. — Serra do Cipó, estrada para Con-
ceição a 1290 m s. m., leg. A. P. Duarte 2295 (12.12.1949)
RB. — Serra do Ibitipoca, leg. Pe. Krieger 8534 (13.5.1970)
RB. — Ouro Preto, morro São Sebastião, leg. Damazio 1130
RB. — Itabirito, cerrado, Pe. Krieger (10.6.1971) rb.
Gardner foi muito feliz quando batizou sua espécie com o nome
de lychnophora, pois, na verdade essa planta lembra muito espécies
desse gênero de Compositae.
Grupo 4: BRACHYLAENOIDES
Arbustos de 1-2 m de altura, com folhas sésseis ou pecioladas,
membranáceas, peninérveas ou trinérveas; capítulos dispostos em pa-
nículas terminais longas (fig. 91) ou, raramente, em panículas corimbiformes,
curtas; invólucro campanulado, com
cerca de 3,5-4 mm de altura e 3 mm
de diâmetro; receptáculo do capítulo
feminino, geralmente, cônico, profun-
damente alveolado, com alvéolos
fimbriados, ou receptáculo paleáceo,
com páleas lineares, hialinas, cadu-
cas; flores de 14-25 em cada capítulo;
corola da flor feminina tubuloso-fili-
forme, pilosa, de bordo denteado
SciELO/JBRJ
69
(fig. 149); pêlos, geralmente, dispostos
abaixo do ápice de corola (fig. 142);
aquênios 5, estriados, com pêlos de
formas regulares ou irregulares, com
paredes espessadas (figs. 21-26; 29-
30); corola da flor masculina com la-
cínios triangulares, planos (fig. 208);
estilete com ramos separados, hirsu-
tos; pápus de cerdas pouco crespas,
não espessadas no ápice.
Com 5 espécies e 1 variedade. De-
las, B. brachylaenoides A.P.DC. e sua
variedade têm dispersão ampla, ocor-
rendo desde a Venezuela, Colômbia,
Peru e Guianas, até o Sudeste e Sul
do Brasil. B. grandimucronata Teo-
doro, B. veinonioides A. P. DC. e B.
vismioides A . P . DC., ocorrem na Re-
gião Sudeste do Brasil B. ligustri-
na, porém, é encontrada em Brasí-
lia, Goiás e Minas Gerais.
13. BACCHARIS BRACHYLAENOIDES A. P. de Candolle, Prodr. 5:421.
1S36 — Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :81. 1882 p.p. — Cuatrecasas,
Rev. Acad. Colomb. Cienc. Fis. Nat. 13(49) : 66. 1967.
Baccharis brachylaenoides var. brachylaenoides.
Localidade típica: Rio, Estado do Rio de Janeiro, Corcovado.
Holótipo: leg. Lund 609 — Fotótipo: F. 28529.
= Chrysocoma invisa Vellozo, Fl. Flum. 8. tab. 2. 1829 (?)
= Baccharis venulosa A. P. de Candolle, Prodr. 5:421. 1836. “Peru,
leg. Haenke”
= Baccharis oblanceolata Rusby, Mem. Torr. Bot. Club 6:61. 1896.
“Bolívia, Mapiri, leg. Bang 1490”
= Baccharis meridensis Steyermark Field. Bot. 28(3): 622. 1953.
“Venezuela, Páramo de los Colorados, leg. Steyemark 56556”.
= Psila brachylaenoides (A.P.DC) Aristeguieta, Fl. Venezuela 10
( 1 ) :316. 1964.
Arbusto de + 2 m de altura. Folhas sésseis, lanceoladas, glabras,
com cerca de 9-15 cm de compr. e 1-4 cm de larg., de base mais ou
menos atenuada, ápice acuminado, margens inteiras, peninérveas, com
nervuras laterais tênues; invólucro $ com mais ou menos 2-6-mm de
alt. e 3-4 mm de diâmetro, com brácteas involucrais ciliadas; corola da
flor feminina com mais ou menos 3-4 mm de compr. e 0,5-0, 3 mm de
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diâmetro, com pêlos bisseriados, obtusos (figs. 20, 142, 149) longos,
dispostos em anel, um pouco abaixo do ápice; estilete com 5 mm de
compr.; aquênio 5-cupuloso, com 2 mm de compr. e 0,5-0, 7 mm de
diâmetro; corola da flor masculina com cerca de 2,5-3 mm de compr.,
papilosa na porção superior do tubo; aquênio com cerca de 2 mm de
compr., com pêlos de uni a bi-seriados, de forma regular ou irregular,
geralmente bífidos no ápice (figs. 21-26 ,29-30). Papus uniseriado com
4 mm de compr. Receptáculo do capítulo feminino paleáceo.
Material examinado: RJ — Corcovado, Mesa do Imperador, leg. E.
Pereira 4134 (3.9.1958) rb. hb. — Morro do Archer, leg.
Brade 18584 (28.8. 1946) rb. — Alto da Boa Vista, a 400 m
s.m. leg. Sucre 1129 (8.10. 1966) rb. — Corcovado, Mesa do
Imperador, leg. A. P. Duarte 1186 (7.7.1948) rb. — Estrada
da Tijuca, leg. Kuhlmann 532 (21.8.1931) rb. — Teresópo-
lis, Serra dos Órgãos, Pedra do Frade a 1400 m s . m. leg. Brade
16544 (7.8.1940) rb. — Itatiaia, leg. C. Porto 721 (29.8.
1918) RB. — ibidem, Picada Nova, leg. Brade 18855 (16.2.
1948) rb. ibidem, Maromba, leg. Graziela 54 (12.7.1953)
RB. — Petrópolis, Carangola, leg. C. Goes 1030 (12. 1943) rb.
Serra dos Órgãos, a 1800 m s.m., leg. Cabrera 12265 (12.7.
1956) lp. Cachoeira do Campo,, leg. Claussen 2058 (lp).
MG — Juiz de Fora, leg. Pe Krieger 9039 (29.8- 1970) rb.
SP — Alto da Serra, leg. Hoehne s.n. (31.7.1918) sp — Ipi-
ranga, leg. Luederwaldt (9.1.1915) SP. — Alto da Serra, leg.
Pottermans (23.8.1902) SP. — ibidem, leg. M. Kuhlmann
(18.8.1939) SP. — Boracea, cabeceiras do rio Guaratuba
(19.7.1957) SP.
PR — Campina Grande do Sul, Capivari, leg. Hatschbach 7167
HU — Guaratuba, Pedra Branca do Araraquara, leg. Hatsch-
bach 17727, HH. — Serrinha, São Vicente, borda da mata, leg.
Hatschbach 2283, HH. rb. — São José dos Pinhais,Serra do
Emboque, matinha nebular, a 1000 m s.m. leg. Hatschbach
19641 (29.8.1969) hh. rb.
SC — Biguaçu, Serra do Fachinal, leg. Rambo 50380 e 59388
(20 . 7 . 1951) RB, hbr. — Blumenau, Morro Spitzkopf a 950 m
s.m., leg. Reitz e Klein 4166 (5.7.1960) rb. hbr. — ibidem,
idem 9630 (23.4.1960) rb, hbr. — Bom Retiro, campo dos
Padres a 2000 ms. m. leg. Reitz 2712 (12. 1948) RB, hbr. —
Itajaí, Morro da Ressacada a 350 m s.m., leg. Klein 1452
(17.2.1955) rb, hbr. — Lajes, Encruzilhada, alto da serra
a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 12569 (19.4.1962) RB, hbr.
ibidem, idem 13228 (14.7.1962) RB, hbr. — Monte Gambi-
rela, leg. Rambo 50331 (18.7.1951) rb. — Palhoça Pilões
a 200 m s.m. leg. Reitz e Klein 3386 (9.7.1956) rb, hbr.
— São Francisco do Sul, morro do Campo Alegre, a 1200 m
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13 a
2
s.m. leg. Reitz e Klein 9771 (3.9.1960) rb, hbr. — São
Joaquim, Bom Jardim, Serra do Oratório. Aparados da Serra
a 1500 m s.m. leg. Reitz e Klein 7173 (18.9.1959) rb, hbr.
GUIANA, upper Mazarium River basin Mt. Ayanganna leg.
Tillet 45060.
NY. — Serrania Yutage, rio Manapiare, Ter. Amazonas, leg.
Maguire 35084 NY, RB.
BACCHARIS BRACHYLAENOIDES var. POLYCEPHALA (Schultz-
-Bip.) nov. comb. Bas.: Baccharis polycephala Schultz-Bipontinus in
sched. (Regnell I. 244).
= Pseudobaccharis polycephala (Schultz-Bip.) Teodoro, Contrib. Inst.
Geobiol. Canoas, 8:36. 1957.
Folia 8-9 cm longa, 5-9 mm lata; panicula laxior quam B. brachylaenoi-
des var. brachylaenoides.
Devido ao engano cometido por Baker, que colocou Baccharis po-
lycephala Schultz-Bipontinus na sinonímia de B. ligustrina A.P.DC.
e reproduziu na estampa 24 de seu trabalho (1882), as características
da planta de Schultz-Pipontinus, sob o nome da espécie de A.P. de
Candolle, a var. polycephala de B. brachylaenoides, tem sido com mui-
ta freqüência determinada como B. ligustrina A.P. de Candolle.
Material examinado : ES — Castelo, Braço do Sul, à beira da mata,
leg. Brade 19309 (17.8.1948) RB.
RJ — Teresópolis, Serra dos Órgãos, leg. J. Barcia 83
(5.7.1970) rb. — Serra de Petrópolis, variante nova, na
orla de formação primária, leg. A. P. Duarte 4682 (1.4. 1959 )
RB. hb. Itatiaia, Lago Azul, a 800 m s.m. leg. Brade 12649
(8.1933) RB.
MG — Caxambú, planta de formação secundária, em fase de
reconstituição natural, leg. A. P. Duarte 3822 (13.8.1954)
RB. — Poços de Caldas, leg. Leoncini 81 (4.8.1964) RB.
SP — Bocaina a 1600 m s.m. leg. Brade 21176 (10. 10. 1957)
RB. — ibidem, leg. Sucre 2910 (5.5.1968) rb. — Estação
Biológica, leg. Kuhlmann (17.8. 1939) sp. — Amparo, Monte
Alegre, lugar úmido à margem do rio Camanducária, leg.
M. Kuhlmann 969 (26.8.1943) SP. — Cumbica, prox.
de Pedreira, entre Guarulhos e Nazaré Paulista, muito co-
mum, Ifg. Kuhlmann 1378 (23.7.1946) sp. — Igaratá, leg.
M. Kuhlmann 1936 (13.4. 1950) SP. — São Carlos do Pinhal,
leg. Loefgren 720 (16.7.188) sp. — Jardim São Paulo, Ca-
pital, leg. W. Hoehne 1909 (16.8.1946) LP. — Bocaina, leg.
Glaziou 11112 (7.9.1874) lp. Botânico, nativa, leg. O. Han-
dro (9.8. 1933) sp. — Parque do Estado, leg. Hoehne (22.8.
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1914) SP. — Serra da Cantareira, leg. Koscnisky (21.7.
1933) SP.
PR — Conceição do Sul, Bocaiúva, leg. Klein 2500 (22.8.
1961) RB, HBR. — Serra das Furnas, Pirai leg. A. P. Duarte
5369 (13.8.1960) RB. HB. — São José dos Pinhais, leg.
Hatschbach 3231 RB, HH.
SC — Arredores de Santa Cecília, leg. E. Pereira 8344
(15.1.1964) HB. — Blumenau, Morro Spitzkopf, leg. Reitz
e Klein 899 (21.8.1959) RB, HBR, HB. — Lauro Mueller,
Vargem Grande, orla da mata a 350ms. m., leg. Reitz e Klein
7031 (22.8.1958) rb, hbr. — ibidem idem 6708 650 ms.
m., leg. Reitz e Klein 3518 (19.7.1956) rb, hbr, hb.
RS — Caxias do Sul, leg. Edesio 127 (8.7.1949) lp.
O nome dado por de Candolle para a sua espécie signi-
fica semelhante a Brachylaena, um gênero de plantas das
Compositae.
14. BACCHARIS GRAND1MUCRON AT A Teodoro, Contr. Inst. Geobiol.
Canoas 8:38. 1957.
Localidade típica : Rio de Janeiro, Itatiaia
Holótipo : Hermendorf 651 R.
Arbusto de 1-3 m de altura, com ramificação dicotômica; folhas se-
melhantes às de B. brachylaenoides var. brachylaenoides, mas com bordo,
na metade superior do limbo, denteado; capítulos dispostos em ramos
corimbiformes, curtos; flores femininas e masculinas e aquênios seme-
lhantes aos da espécie precedente.
Material examinado : RJ — Itatiaia, leg. Hermendorf 651 r. — ibi-
dem a 2400 m s. m. à beira da mata, leg. Brade 20359
(5.1950) rb. — ibidem, Itamonte a 1900 m s. m. leg. E.
Pereira 5778 (16.9.1961) rb, hb. — ibidem, Planalto a
2200 m s. m., leg. E. Pereira 5688 (25.5.1961) rb.
ibidem, Agulhas Negras a 2800 m s. m. leg. Brade 14589
(27.5.1935) rb. — ibidem, idem 12724 (9.1933) rb. —
ibidem, idem 20286 (5.1950) rb. — idem, a 2800 m s. m.
leg. Toledo 747 (6.1913) rb. — ibidem leg. E. Pereira,
Egler e Graziela 94 (16.7.1953) rb. — Friburgo, leg. Pe.
Capell, rb. — Teresópolis, Serra dos Órgãos, Caminho das
Antas, leg. Dionísio e Otávio 248 (28.6.1942) rb. — Pe-
dra Açu a 2000 m s. m., leg. Brade 16505 (31.7.1940) RB.
— ibidem, leg. Moura (1887) RB. — ibidem, Castelo, leg.
Brade 10936 (28.6.1931) rb.
MG — Serra do Caparaó, leg. Brade 16917 (11.9. 1941) RB.
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O nome da espécie está relacionado com o ápice das folhas que
se apresenta mucronado.
15. BACCHARIS LIGUSTRINA A. P. de Candolle, Prodr. 5:421. 1836.
— Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 60. 1882 p. p.
Localidade típica: Minas Gerais, Serro Frio.
Holótipo: leg. Vauthier 285 — Fotótipo F: 28512.
= Baccharis bupleuroides Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:86.
1848. “in marshy bushy places Diamond District, leg. Gardner
4915” K.
Fotótipo F. 14952.
= Pseudobaccharis ligustrina (A. P. DC) Teodoro, Contrib. Inst.
Geobiol. Canoas 2:35. 1952.
— Psila brachylaenoides A. P. DC. var. ligustrina (A. P. DC) Aris-
teguieta Fl. Venezuela 10 (1):317. 1964.
Arbusto pouco ramificado, com ramos glabros (Foto 4); folhas li-
near-espatuladas, sésseis, com ápice eroso, glabras, com 6-10 cm de
compr. e 0,8- 1,5 cm de larg., mais ou menos atenuadas em direção à
base, trinérveas; capítulos dispostos em ramos corimbiformes, forman-
do panículas curtas ou alongadas. Invólucro, receptáculo, flores e aquê-
nios semelhantes aos de B. brachylaenoides A. P. DC.
Material examinado: MG — Diamantina, Rio Grande, leg. E. Pe-
reira 1718 (13.6.1955) rb. — Sete Lagoas, leg. A. P. Duar-
te 8104 (18.9.1965) RB. — Serra do Curral, Belo Horizon-
te, no vale, leg. Pe. Roth 1640 (18.7.1956) RB. — Santa
Rita de Jacutinga, em lugares úmidos, leg. Urbano 8986, rb.
— Paraopeba, leg. Heringer 9380 (5.9.1959) RB. — Serra
do Cipó, Mato Dentro, leg. A. Macedo 3752 (5.9.1952) RB.
— Palácio, Jabotica tubas, leg. J. Evangelista 145 (18.8.
1940) RB. — Parque Zoobotânico, Brasília, DF — leg. He-
ringer 8438 (20.6.1961) RB. — Sobradinho, brejo, leg. He-
ringer 8376 (23.5. 1961) rb. — Gama, à beira da cachoeira,
leg. Cobra 299 (11.8.1963) rb.
O exemplar NY 37114, coletado em Cerra de la Nebli-
na Rio Yatua, Território do Amazonas, e citado por Ariste-
guieta sob o nome de B. ligustrum, com folhas obovais, api-
culadas ou erosas no ápice, imbricadas, é da mesma espécie
dos coletados por Luetzelburg (21637 e 21629) em Roraima
a 2850 m s. m., sobre pedras, e bem distintos de Baccharis
ligustriíolia DC. que ocorre em Minas Gerais e em Brasília.
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O nome da espécie está relacionado com o aspecto da folha, um
pouco semalhante às de Ligustrum.
16. BACCHARIS VERNONIOIDES A. P. de Candolle, Prodr. 5:422.
1836.
Localidade típica: Minas Gerais, Mariana.
Holótipo: Vauthier 265.
= Pseudobaccharis vernonioides (DC) G. M. Barroso, in Teodoro
Contrib. Inst. Geobiol., Canoas 8:34. 1952.
Arbusto de mais ou menos 2 m de altura, com ramos densamente fer-
rugíneo-pilosos; folhas pecioladas, lanceoladas, membranáceas, com
5-7 cm de compr. e 2-3 cm de larg., pilosas nas duas faces, peninér-
veas; capítulos dispostos em amplas panículas; receptáculo do capítulo
feminino paleáceo. Flores e aquênios semelhantes aos de B. brachy-
laenoides DC.
Material examinado: MG — Diamantina, Biribiri, leg. Schwacke 8561
RB. — Baependi, São Tomé das Letras a 1200 m s. m, leg.
Brade 20466 (13.7.1950) RB. — Serra do Cipó, estrada
para Conceição, freqüente, leg. Mello Barreto 10887 (13.7.
1940) RB. — Serra do Curral, Nova Lima, leg. Pe. Roth
1373 (28.8.1955) rb. — Caxambu, em formação secundá-
ria, leg. A. P. Duarte 3823 (3.7. 1954) rb.
ES — Castelo, Forno Grande, leg. Brade, 19248 A (12.8.
1948) rb.
RJ — pr. de Pontal leg. Schwacke (5.7.1904) rb. — Cam-
po Grande, leg. Schwacke 1748 (23.5.1905) rb. — Recreio
dos Bandeirante, leg. Bertha Lutz 16 (6.8.1948) rb. — Pe-
trópolis, leg. Góes 687, 738, 735 rb. — Serra dos Órgãos a
1350 m s.m. leg. Brade 16606 (20.8.1940) rb.
O nome da espécie significa semelhante a Vernonia, um gênero
das Compositae.
17. BACCHARIS VISMIOIDES A. P. de Candolle, Prodr. 5:412. 1836.
Localidade típica: São Paulo.
Holótipo: Sellow HIB. 478 — Fotótipo F. 37746.
Folhas oblanceoladas, agudas, mucronadas, pecioladas, peninér-
veas, com cerca de 3-4 cm de compr. e 1-1,5 cm de larg.; ramos da
inflorescência pilosos; com flores e aquênios semelhantes aos de B.
brachylaenoides DC.
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cm
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Material examinado: SP — sem localidade especificada, leg. Sellow
Hm 478 r. — SP, Av. Paulista leg. Usteri 8 c (12.4.1907)
SP. — Pinheiros, leg. Brade 7159 (8.3.1914) SP.
Colocada por Baker (1882) na sinonímia de Baccharis verno-
nioides, com a qual tem afinidade, do mesmo modo que com B. bra-
chylaenoides, distinguindo-se, porém, pela forma da folha, pela pilo-
sidade, etc.
De Candolle deu a sua espécie o nome vismioides, para indicar
sua semelhança com espécies do gênero Vismea, da família das Gutti-
íerae.
Segundo Malme (1933), a espécie também ocorre no Estado do
Paraná.
Grupo 5. ANÔMALA
Arbustos escandentes, pilosos ou glabros. Capítulos dispostos em
paniculas multifloras (fig. 91); invólucro campanulado, com cerca de
cs
3-4 mm de alt. e 3-4 mm de diam.
(figs. 117, 119, 202); receptáculo
do capítulo feminino paleáceo
ou com lacínios longos; flores de
30-50 em cada capítulo, corola da
flor feminina filiforme, densamen-
te pilosa na metade superior do
limbo (fig. 159) com pêlos clava-
dos, unisseriados; aquênio com
pêlos de paredes espessadas, ge-
ralmente bífidos no ápice (ápice
(fig. 32); .estilete da flor masculi-
na com ramos bem desenvolvidos,
abertos (fig. 215). Das 3 espécies
que integram o Grupo, Baccharis
trinervis Persoon é a que compre-
ende maior área de dispersão. Es-
tende-se desde o México, Panamá,
Venezuela, Colômbia e Equador
até o Brasil (AC, RO, PA, PE,
BA, ES, RJ, MG, SP, PR, SC,
RS), Argentina Paraguai.
B. anômala ocorre de SP a RS e
vai até a Argentina (Misionis),
Uruguai (Cuarcim) e Paraguai
(Vila Rica).
B. flexuosa Baker vai de MG e
MT ao norte da Argentina.
!scíelo/jbrj
11 12 13 14 15
cm
76
18. BACCHARIS ANÔMALA A. P. de Candolle, Prod. 5:403. 1836. — Ba-
ker, in Martius Fl. Bras. 6(3): 77. 1822.
Localidade típica: entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo Teo-
doro (1957) que informa ser a localidade clássica de B.
anômala DC. entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, e não
no Rio Grande do Sul como informou de Candolle.
Holótipo: leg. Sellow c 1934.
Iconografia: Baker, 1. c. tab. 28.
Ramos híspidos, patentes; folhas de ovais a ovadas, pecioladas, com
mais ou menos 3-5 cm de compr. e 2,5-3 cm de larg., de ápice agudo,
margens denteadas, híspidas nas duas faces, principalmente sobre as
nervuras; pêlos unisseriados, geralmente com a célula terminal mucro-
nada ou flageliforme, raramente obtusa (Figs. 1-5); corola da flor mas-
culina com cerca de 3-4 mm de compr. com, o limbo dividido em lací-
nios lineares, enrolados em espiral.
Material examinado: MG — Poços de Caldas, campo do Saco, leg.
Becker 458 (17.6.1964) RB. — ibidem, Caixa d’Água, leg.
Leocini 449 (12.1.1965) RB.
SP — Campinas, leg. C. Novais 238 (12.1894) sp. — à bei-
ra da estrada para a Chapada, leg. Puttermans (27.7.19021
SP. — Córrego Alegre capoeira, leg. Loefgren (12.1.1919)
SP. — Butantan, leg. Hoehne (21.8.1918) sp. — São Pau-
lo, à beira da mata, leg. D. Bento Pickel 4412 (31.8.1939)
sp. — Monte Alegre, Amparo, leg. M. Kuhlmann 197
(19.12.1942) sp. — Itapeva, leg. Vidal (1.1958) r. —
Campos do Jordão, Capivari, bosque de Podocarpus, RB
146293. — ibidem, leg. G. Hashimoto 31 (1.1938) RB. —
ibidem, leg. Brade 20791 (30.4.1951) rb.
PR — Antonina, rio Cotia leg. Hatschbach 12776 (16.9.
1965) RB. — Curitiba, Barigui, leg. Dombrowiski 225 rb.
— Campo Largo, idem 210 rb. — ibidem, leg. Lange 1002
rb. — Paranaguá, leg. Fromm 313 (17.10.1961) rb; en-
tre Ipiranga e Volta Grande leg. Dusén 3348 (1.2.1904) R.
SC — São Bento, leg. Schwacke (30.4.1895) r. — Caçador,
leg. L. B. Smith 10902 R. — Araranguá, Turvo, barranca do
rio, leg. Reitz c 70 (20.10.1943) rb. hbr. — Blumenau,
Morro Spitzkopf a 500 m s. m. leg. Reitz e Klein 9132
(18.9.1959) rb. hbr. — Caçador, Ponte Alta a 930 m
s. m. leg. Reitz e Klein 12596 (19.4.1962) rb. hbr. —
Campo Alegre a 800-850 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein
2036 (11.3.1957) RB. hbr. — Caçador-Curitibanos a 700-
900 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein 11013 (8.2.1957) RE.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
77
hbr. — < Curitibanos, Ponte Alta do Sul a 800 m s. m. leg.
Reitz e Klein 11328 (2.1.1962) RB. hbr. — ibidem, a 900
m s. m. leg. Reitz e Klein 12244 (22.2.1962) RB. hbr. —
Joinville, estrada Dona Francisca a 500 m s. m. leg. Reitz e
Klein 5018 (4.10.1957) rb. hbr. — Mafra, campo a 750
m s. m. leg. Reitz e Klein 11498 (4.11.1962) RB. hbr. —
Nova Teutônia, leg. F. Plaumann 71 (9.2.1944) rb. Lajes
a 950 ms. m. leg. Reitz e Klein 14860 (14.4.1962) RB.
hbr. — Jacinto Machado, Sangra Areia, leg. Reitz e Klein
9015 (4.9.1959) rb. hbr. — Pilões, Palhoça, capoeira a
200m s. m. leg. Reitz e Klein 3182 (3.5.1956) RB. hbr.
— Porto União a 750 m s. m. leg. Reitz e Klein 12396
(25.2.1962) rb. hbr. — Rio do Sul, Serra do Matador a
800 m s. m. leg. Reitz 6060 (29.12.1958) RB. HBR. — São
Joaquim, Passo do Lavatudo à beira do rio a 1000 m s. m.
leg. Reitz 6625 (4.2.1963) rb. hbr. — São José, Serra da
Boa Vista a 900 m s. m. leg. Reitz e Klein 9938 (8.9.1960)
RB. HBR.
RS — Canoas, leg. Teodoro (24.1.1949) R — Pelotas, leg.
Schwacke 2454 (3.3.880) R. — Santa Maria, leg. Vidal
(3.1939) R. — São Leopoldo leg. Pe. Eugênio (2.1941) R.
Santo Ângelo pr. de Cachoeiras, leg. Malme 532 (2.2.1893)
R. — Santa Rita, pr. Farroupilhas, leg. Rambo 45790
(7.2.1950) SP. — São Leopoldo, morro das Pedras, leg.
Rambo 1755 (13.10.1934) SP. — Viamão, leg. Rambo
46685 (10.4.1950) rb. — Tupanceretãn, leg. Pott 23
(5.2. 1960) rb.
De Candolle deve ter dado à espécie o epíteto “anôma-
la” porque, pelo hábito escandente, a planta foge ao tipo mais
comum de Baccharis.
19. BACCHARIS TRINERNIS (Lam) Persoon, Syn. Plant. 2:423. 1807.
Baker in Martius, Fl. Bras. 6(3): 73. 1882 — Cuat.recasas, Rev. Acad.
Colomb. Cienc. Fis. Nat. 13(49) :49. 1967.
Baccharis trinervis var. trinervis.
Bas. Conyza trinervis Lammark, Encyi. 2:85. 1786 “'Brasil, leg. Com-
merson”.
Conyza trinervia Miller, Gard. Diet. ed. 8:12. 1768 “Carthagena, New
Spain, leg. R. Miller”.
Baccharis laxa Gardner in Hoocker Lond. Journ. 4:121. 1845 “Rio de
Janeiro, Serra dos Órgãos leg. Gardner 497’ — Fotótipo k. 13056.
Pseudobaccharis trinervis (Lam.) Badillo, Boi. Soc. Venez. Cienc. Nat.
10:306. 1946.
Psila trinervis (Lam.) Cabrera, Soc. Argentina Bot. 5:211. 1955.
Folhas de oblongas a lanceoladas, trinérveas, membranáceas, de ápi-
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
78
ce acuminado, base obtusa, com 6-10 cm de compr. e 3-4 cm de larg.;
capítulos dispostos em panículas terminais, laxas, multifloras, com
ramos patentes; receptáculo do capítulo feminino paleáceo.
Material examinado: AC — de Abunã a Rio Branco, pr. de Campi-
nas, leg. Forero 6395 (19.7.1968) RB. r. — De porto
Velho a Cuiabá, ao sul de Nova Vida, leg. Forero 7072
(15.8.1968) RB.
ES. — Linhares, vale do Rio Doce, na mata leg. Belém 3805
(8.7.1968) RB. — ibidem, leg. Vidal 32 (5.12.1932) rb.
— Sooretama, leg. Belém 1542 (9.8. 1968) rb, ian.
BA — Itabuna, leg. N. T. Silva 58333 (10.7-1964) rb. —
Ilhéus, leg. Belém 505 (24.3.1965) rb. — Canavieiras, a
30 km de Camacan, leg. Belém 1405 (28.7.1965) rb, ian.
— Itabuna-Uruçuca, leg. Belém 1238 (1 . 7 . 1965 )rb, ian. —
Ubaitaba-Ubatã, leg. Belém 2221 (16.5.1966) rb.
RJ — Botafogo, Mundo Novo, leg. Kuhlmann (16.10.1921)
rb. — Jacarepaguá, mata Três Rios, leg. E. Pereira 3906
(24.6.1958) rb. — Sumaré, leg. E. Pereira 3833 (28.5.
1958) RB. — Restinga do Grumari, leg. Sucre 1076 (31.8.
1966) rb. — Copacabana, Morro do Pavão, leg. Sucre 1562
(21.8.1967) rb. — Ilha Furtada, leg. Sucre 1707 (15.10.
1967) , 2060 (25 . 12 . 1967) rb. — Petrópolis, leg. C. Góes, 850,
rb. — Teresópolis, Estrada Nova, leg. A. P. Duarte 4715 (8.4.
1959) RB.
MG — Poços de Caldas, represa Saturnino de Brito leg. Roppa
661 (17.8.1965) rb. — Juiz de Fora, leg. Pe. Roth 1357
(10.3.1949) rb. — Entre Rios, leg. Pe. Krieger 9116 (5.9.
1970) RB. — S. João dei Rei leg. Pe. Krieger 8282 (3. 1970)
RB.
SP — Ibiti, mata leg. M. Kuhlmann 1413 (2.8.1946) rb.
— Jundiaí, compa leg. Brade 7171 (4.4.1915) sp . — Itu,
lugar úmido, leg. Russell 356 (20.4.1898) sp. — Ubatuba,
leg. C. Smith (1.10.1939) sp.
PR — Palmeira, Faz. Quero-Quero, leg. Hatschbach 21622
(12.6.1969) rb, hh. — Lobato, Faz. Remanso, leg. Gomes
e Mattos 1198 (19.7.1962) RB. — S. Mateus, leg. Gurgel
(6.3.1929) rb.
SC — Palhoça, morro da Gambirela, mata, a mais ou menos
500 m s. m. leg. Klein e Bresolin 9401 (18.5.1971) rb. —
Papanduva, Serra do Espigão a 1000 m s. m. leg. Reitz e
Klein 12692 (20.4.1962) RB, hbr.
RS — S. Leopoldo, leg. Pe. Eugênio 1616 (7.1941) SP.
VENEZUELA, entre Rio Branco e Estado Bolivar, leg. B. Ma-
guire 40249 rb. —
ARGENTINA, Missionis leg. Bertoni 1568 rb. —
!scíelo/jbrj
11 12 13 14 15
cm
79
EQUADOR, leg. Camp. 3692 RB. —
PANAMÁ, Chhiriqui, leg. Sucre 200 (14.10.1960) rb.
19a. BACCHARIS TRINERVIS var. RHEXIOIDES.
Bas.: Baccharis rhexioides HBK, Nov. Gen. Sp. Pl. 4:66. 1830 “Peru,
Montan leg. Humboldt & Bonpland’ — Foto F. 15051.
= Baccharis venusta HBK, 1. c. “Venezuela, Región Caripense y
Orenoco leg. Humboldt & Bonpland”.
= Baccharis cinerea A. P. de Candolle, Prod. 5:400. 1836 “Brasil,
Bahia, leg, Blanchet 3487” — Fotótipo, F. 20674.
= Baccharis trichoclada A. P. de Candolle 1. c. “México, ex herb.
Henke”.
= Pseudobaccharis rhexioides (HBK.) ' Badillo, Boi. Soc. Venez.
Cienc. Nat. 10:306. 1946.
Com ramos e dorso das folhas pilosos.
Material examinado: PB — Areia, lugares altos à orla da mata, leg.
J. Vasconcelos 62 (101944) rb.
PE — Colônia Leopoldina, Eng. S. Sebastião à beira de ca-
poeira, leg. A. Lima 57-2774 (11.1957) rb.
BA — Salvador, Brotas, leg. Ferraz e Lima (6.12.1951) RB.
— Planalto, leg. A. P. Duarte 10536 (19.10.1967) RB.
ES — Cachoeiro do Itapemirim, leg. Brade 19389 (1.9. 1948)
RB. — Norte do Rio Doce, leg. J. Vieira 34 (9.1950) RB.
RJ — Restinga de Cabo Frio leg. Sucre 1163 e 1936 (1.11.
1966) e (19.11.1967) rb.
O nome trinervis se refere ao tipo de nervação das folhas. Planta
muito difundida, vivendo tanto ao nível do mar como a grandes al-
titudes, por toda a Região Neotrópica, desde o México até o Sul do
Brasil e Norte da Argentina.
20. BACCHARIS FLEXUOSA Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 1882.
Localidade típica : Minas Gerais, Lagoa Santa.
Holótipo : Warming, s. n. Fotótipo: F. 22482.
= Baccharis mattogrossensis Heering miss.
Malme, Arkiv for Bot. 24A (8):36. 1932.
Folhas lanceoladas, papiráceas, com 7-8 cm de compr., e cerca de 2
cm de larg., peninérveas, de ápice acuminado; invólucro com mais ou
menos 3-4 mm de alt. e 4-5 mm de diâm.; flores de 40-50; corola da
flor feminina com 2,5-3 mm de compr. e a masculina com mais ou
menos 3 mm de alt., dividida em lacínios oblongos, com ápice re-
voluto.
Material examinado: MG — entre Serra do Cipó e Lagoa Santa, na
orla de mata ciliar, leg. A. P. Duarte 6417 (24.10.1961) RB.
— Belo Horizonte, Venda Nova, cerrado sujo leg. Pe. Roth
1358 (12.6.1955) RB. — Coronel Pacheco leg. Heringer
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
80
1296 (10.9.1943) RB. — Paraopeba, leg. Heringer 6568
(10.10.1958) RB.
MT — inter Cuyaba et Coxipo-Mirim leg. Malme 1783
(17.4.1902) R.
Argentina, Tucuman, El Cadilal a 500-600 m s . m. leg. Sch-
reiter 1449 (12.12.1920) RB.
Referência Bibliográfica: Heering (1913).
Grupo 6. SERRULATA
Arbustos de mais ou menos 1-2 m de altura, com ramos glabros,
viscosos; folhas ovadas ou lanceoladas, de trinérveas a triplinérveas, pecio-
ladas, de bordos serreados e ápice agudo ou acuminado, glabras, glabrescen-
tes ou pilosas; capítulos ordenados em corimbos terminais (fig. 97) invólu-
cro do capítulo feminino com cerca de 3-4 mm alt. e 3-4 mm de diâm. e o
do masculino com mais ou menos 1,5-2 mm de alt. e 2 mm de diâm.; flores
de 30-40 em cada capítulo; corola da flor feminina com mais ou menos 1,5-2
mm de compr. com bordo truncado, cercado por uma fileira de pêlos unisse-
riados, mais ou menos longos; estilete muito exserto do tubo da corola, com
cerca de 3-4 mm de compr., dividido em dois ramos mais ou menos profun-
dos; aquênio 5-estriado, com pêlos de paredes espessadas e ápice bífido ou
bifurcado (fig. 32); corola da flor masculina com mais ou menos 1,5-2 mm
de compr., com limbo infundibuliforme, denteado; estilete com ramos curtos,
abertos (fig. 210); pápus de cerdas lisas, com mais ou menos 1,5 mm de
compr., não espessadas no ápice.
O grupo compreende três
espécies muito afins: B. serru-
lata (Lam.) Pers., que tem sido
encontrado em Garanhuns (PE),
mais raramente no Espírito San-
to, Bahia e São Paulo e com mui-
ta freqüência nos Estados do
Rio de Janeiro e Minas Ge-
rais, tanto em lugares bai-
xos como em altitudes superiores
a 1500 m s. m.; B. lundii A. P.
DC. está restrita à flora dos
Estados do Rio de Janeiro e
Minas Gerais (Juiz de Fora),
em altitudes que oscilam en-
tre 100-850 m s. m.; B. stylo-
sa Gardner tem ocorrência regis-
trada apenas, para Itatiaia, Serra
dos Órgãos (RJ) e Caparaó
(MG), em altitudes de 2000-
2600 m s. m.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm
81
21. BACCHARIS SERRULATA (Lam.) Persoon, Syn. Plant. 2:423. 1807;
Cabrera, Boi. Soc. Argentina Bot. 7 (3-4):241. 1959.
Bas.: “Brésil, M. Commerson”. Conyza serrulata Lamarck, Encycl.
Meth. 2:85. 1786.
Sin.: Baccharis punctigera A. P. de Candolle, Prodr. 5:404. 1836.
“Minas Gerais, Marianna, leg. Vauthier 271”.
= Baccharis lundii var. punctigera Baker in Martius Fl. Bras. 6(3):
75. 1882.
= Baccharis lundii Baker in 1. c. non de Candolle, 1836.
= Baccharis collina Martius in sched. “Rio de Janeiro, collibus pro-
pe R. Janeiro” leg. Martius — Fotótipo F. 20678.
= B. depauperata Gardner — RJ: Serra dos Órgãos 496 Foto LP
1971/433.
Folhas de ovadas, a íanceoladas, membranáceas ou papiráceas, de
ápice agudo ou acuminado, com cerca de 7-12 cm de compr. e 2-5 cm
de larg., de pilosas a glabrescentes ou glabras, viscosas. BA. Leg. Blan-
chet 3694.
Material examinado: PE — Garanhuns, brejo Madre de Deus, Alto
da Pedra do Cachorro, leg. A-Lima 59-3352 (19.4.1959)
RB. — ibidem, leg. Graziela s. n. (1. 1972) RB.
ES — leg. Josino Nascimento s. n. (9. 1947) RB.
BA — a 30 km de Curral de Dentro para Águas Vermelhas,
cerrado baixo, fechado, leg. Belém 372 (29.1.1965) RB.
MG — Leg. Saint Hilaire 675 (lp). — Serra do Caraça a ca.
de 1500 m s. m. a 12 km de Barão de Cocais, no campo e à
margem de mata de galeria, comum, leg. Irwin 29311 (28. 1.
1971) rb; Serra do Cipó, entre os km 130 e 132, leg. Black
e M. Magalhães 11851 (5.4.1951) rb; Viçosa, estrada para
a Escola de Agricultura, ruderal leg. W. Vidal 201 (5.1964);
ibidem, idem 179 (20.5.1963), Serra do Caraça, leg. E. Pe-
reira e Pabst 3354 (21.3.1957) rb; Serra do Ouro Branco
a 1200 m s. m. leg. E. Pereira e Pabst 3798 (18.4.1957)
RB; Município de Antônio Carlos, Faz. Borda do Campo, ca-
poeira, leg. Pe. Roth 1818 (25.1.1963) rb; Município de
Santa Luzia a 1100 m s. m. leg. V. Assis 235 (13.12.1945)
RB; Mucuri, leg. A. P. Duarte 9234 (29.9.1965) RB; Belo
Horizonte, Aeroporto de Pampulha, cerrado, planta cespito-
sa, leg. Pe. Roth 1349 (25.7.1955) RB; ibidem, pr. do Mor-
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
82
ro das Pedras a 1000 m s. m. leg. Williams e V. Assis 6670
(13.4.1945) RB; Rodovia BR-4, km 952 mata cipó, leg.
Belém 3730 (27.6.1968) RB; Ouro Preto, Cachoeira das
Andorinhas, campo, leg. Aparecida 39 (8.11.1969) rb; ibi-
dem Saramenha, em capoeira, leg. A. Macedo 3792 (7.9.
1952) rb; Juiz de Fora, leg. Pe. Roth 1608 (7.2.1949) rb;
ibidem, nos campos abandonados, leg. Pe. Roth 1250 (28.1.
1949) rb; ibidem, leg. Pe. Krieger 7944 (1.1970) rb; Po-
ços de Caldas, Morro do Ferro, leg. Roppa 343 (10.1964)
rb; ibidem, campo, muito freqüente, leg, M. Emmerich 2040
(19.9.1964) RB.
RJ — Teresópolis, Posse, Morro das Antenas de Televisão,
campo, leg. Sucre 2307 (10.2.1968) rb; ibidem, idem 2388
(12.2.1968) rb; Santa Maria Madalena Pedra Dubois, leg.
E. Pereira 1241 (16.3.1955) RB. — Restinga do Leblon,
na encosta, leg. O. Machado (2.4.1941) rb; Restinga da
Tijuca, leg. O. Machado (1947) rb; Ilha do Governador,
leg. Capanema rb. 4992; Botafogo, Mundo Novo, leg. Kuhl-
mann (22.6.1921) rb; Estrada do Grajaú para Jacarepaguá
3924 (24.6.1958), leg. E. Pereira 3924 rb; Andaraí, leg.
Falcão 38 (31.11.1947) rb; Copacabana, Posto 6 Mor-
ro do Pavão, rupícola, heliófila, leg. Sucre 1557 (1.8.1967)
rb; Morro Macedo Sobrinho, capoeira, leg. Sucre 3985
(30.11.1968) rb; Morro do Leme a mais ou menos 100 m
s. m. leg. Sucre 1211 (11.1966) RB.
SP — Campos Jordão leg. Lanstyack (4.1937) RB.
Referências bibliográficas: Fries (1906) relaciona um exemplar (Fr.
1657) coletado na Bolívia, “Gran Chaco, Fortin Crevaux ad
Rio Pilcomayo, in paludibus”. Heering (1914) faz a cor-
reção da determinação para Baccharis medullosa A. P. DC.
Malme (1932) cita exemplares coletados em MT, Cuia-
bá e Corumbá. Embora não tenha revisado essas exsica-
tas, acredito que elas devem se relacionar com B. me-
dullosa A. P. DC.
22. BACCHARIS LUNDU A. P. de Candolle, Prodr. 5:404. 1836.
Localidade típica: Rio de Janeiro.
Holótipo: Lund, s. n. — Fotótipo F. 22487.
Folhas lanceoladas, coriáceas, viscosas, trinérveas, de ápice acuminado,
base aguda, com cerca de 8-9 cm de compr. e 1,5-3 cm de larg.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
83
Material examinado: RJ — Nova Friburgo, à beira da mata, leg. Pe.
E. Leite 412 (8.1946) rb. — ibidem, leg. A. Lisboa s/data,
RB. — Mesa do Imperador, leg. E. Pereira 4126 (3.9.1958)
RB. — Gávea, leg. A. Duarte 222 (19.8.1946) rb. —
Morro dos Cabritos, leg. A. P. Duarte 285 (5.9.1946) rb;
Pedra da Gávea, a mais ou menos 800 m s. m., leg. D. Sucre
1649 (5.10.1967) rb. — Restinga de Copacabana, leg.
Weddel 132 (1943) LP.
MG — Juiz de Fora, Morro do Imperador, leg. Brade 15923
(30.9.1937) rb.
23. BACCHARIS STYLOSA Gardner in Hooker Lond. Journ. 4:120.
1845; Baker in Martius Fl. Bras., 6 (3):81. 1882.
Localidade típica: Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos.
Holótipo : Gardner 5784 — Fotótipo F. 22497.
Syn. nov. Baccharis imbricata Teodoro, Contrib. Inst. Geobiol. Canoas
8:38. 1957 “Planalto de Caparaó, Minas Gerais, leg. Bruno Lobo” R.
36938.
Folhas de ovais a ovadas, vernicosas, coriáceas, de base e ápice agu-
dos, com 4-6 cm de compr. e 1,5-3 cm de larg.
Material examinado. RJ — Teresópolis, Serra dos Órgãos, Pedra do
Sino a 2260 m s.m., leg. Lutz 2214 (2.11. 1947) R — ibidem,
leg. Markgraf 10080 (2.10.1952) rb. — ibidem, leg. Sch-
nell 8404 (10.1958) rb. — Itatiaia, Pedra do Eco a 2400
m s. m., leg. Brade 15607 (3.1937) rb; ibidem, Abrigo Re-
bouças, leg. Strang 653 (4.12.1964) rb. — ibidem, idem,
leg. Strang 805 e Castellanos 25800 (30.12.1960) HB. —
ibidem, a 2600 m s. m., leg. Brade 20285 (5.1950) rb. —
ibidem, Prateleiras, leg. C. Porto 2701 (18.1.1935) RB.
MG — Serra do Caparaó, a 2600 m s. m., leg. Brade 16965
(18.9.1941) RB. — Planalto do Caparaó, leg. Bruno Lobo
s/n.° (R-36939).
O nome da espécie se refere ao estilete longamente exserto, nas flores
femininas.
!scíelo/jbrj
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84
cm
Grupo 7. MEDULLOSA
Ervas com raízes gemíferas, com
0,5-1 m de altura; folhas trinér-
veas, pecioladas, de margens ser-
ruladas; capítulos dispostos em
corimbos terminais; invólucro
campanulado, em média, com 3-5
mm de alt. e 4 mm de diâm.; flo-
res muitas em cada capítulo; co-
rola da flor feminina com mais ou
menos 1 mm de compr., com bor-
do truncado, contornado por uma
série de pêlos unisseriados (fig.
157); estilete longamente exserto,
com mais ou menos 3,5-4 mm de
compr.; aquênio com cerca de
1-1,5 mm de compr., papiloso, com
5 estrias finas; pápus da flor mas-
culina com cerdas lisas, espessa-
das abaixo do ápice (fig. 38 e 39).
Com duas espécies muito afins
com as do grupo anterior. Uma
delas, Bacharis medullosa A.P.DC,
se estende de Pernambuco, Minas
Gerais, Rio de Janeiro, São Pau-
lo, Paraná e Santa Catarina até o
Uruguai, centro e norte da Argen-
tina, Bolívia e Paraguai; a outra,
B. pigraea A.P. de Candolle ocorre
de S. Paulo a Rio Grande do Sul,
Paraguai, Uruguai, Argentina e
Chile.
24. BACHARIS MEDULLOSA A.P. de Candolle, Prodr. 5: 405. 1836.
Heering, Jahrb. Hamburg Wissenschaft. Anst. 31: 102. 1914; Cabre-
ra, Colec. Cient. 4: 132. 1963.
Localidade típica: Rio Grande do Sul.
Tipo: Sellow hib. 850.
Sin.: B. serrulata Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 58. 1882 p. p.
non Pers. = Baccharis prenanthoides Baker in l.c. 84. p.p. — Fotó-
tipo F. 22492, “Warming ad Lagoa Santa, 187” (à esquerda) — Syn.
nov.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
85
Erva perene com caule meduloso, profundamenie sulcado; folhas
membranáceas, de oblongas a ovadas, com 3-10 cm de compr. e 1-3
cm de larg., densamente glanduloso-pontuadas no dorso; brácteas in-
volucrais membranáceas, agudas; receptáculo hemisférico, laciniado;
tlores cerca de 100 em cada capítulo.
Material examinado : PE, Belém do São Francisco, Ilha do Estreito,
Vasantes, leg. A. Lima 58-3315 (11.12.1958) rb.
MG — Coronel Pacheco, leg. Heringer 843 (28.1.1952) RB;
Juiz de Fora, brejo, leg. Pe. Krieger 8180 (11.1960) RB.
RJ — Itatiaia, Monte Serrat, leg. Campos Porto 1872
(21.1.1929) rb; Cabo Frio, à margem da estrada, em lu-
gares alagados, leg. A. P. Duarte 3642 (29.11.1953) rb;
próximo ao km 40 da antiga rodovia Rio-S. Paulo, leg. M.
Amélia Monteiro (20.2.1951) rb. — Praia do Pinto, bei-
rando a Lagoa Rodrigo de Freitas, leg. Dionisio (21.2.1918)
rb.
SP — Lorena, leg. Delforge 7 (1.1. 1922) RB.
PR — Ivaté, mata secundária, leg. R. Braga 1530 (1.1961)
RB.
SC — Itapiranga, às margens do rio Uruguai, no campo leg.
Pe. Rambo 49959 (2.1951) rb.
O nome da espécie está relacionado com a característica do caule,
fartamente meduloso.
25. BACCHARIS PINGRAEA A. P. de Candolle, Prodr. 5: 420. 1836.
Cabrera, Colec. Cient. 4 (6a): 132. 1963. “in Chile...’
Sin.: Conyza montevidensis Sprengel, Syst. Veget. 3: 510. 1826.
= Pingraea angustilolia Cassini, Dict. Scien. Nat. 41:58. 1826.
= Baccharis angustilolia Desf. Cat. Hort. Paris ed. 3:163. 1829.
= Baccharis serrulata var. pingraea Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):
59. 1882 tab. 23.
= Baccharis subpingraea Heering, Jahrb. Hamburg Wissenschaft.
Ansfalt. 31:104. 1904.
— Baccharis pingraea var. pingraea Cabrera, Colec. Cient. 4 (6a): 132.
fig. 31 B. 1963.
Folhas lineares, com 4-6 cm de compr. e cerca de 1-8 mm de larg.;
flores femininas cerca de 80 em cada capítulo, com corola contornada
no ápice por pêlos de uni a bisseriados (figs. 14-15; 17-19); corola da
flor masculina com cerca de 5 mm de compr. e estilete com mais ou
menos 6 mm de compr. com os ramos abertos.
Material . examinado: SP — leg. Sellow hib. 513 R; Lins, várzea do Rio
Tietê, Colônia Boa Sorte, leg. Hashimoto 403 (4.6.1941) SP.
RS — ilha dos Marinheiros, leg. Schwacke II. 264 (2. 1880) R;
cm
2 3 4
ISciELO/JBRJ
86
Barra do Quaraí, Uruguaiana, leg. Rambo 4240 (15.1.1941)
HA; Ijui, Dr. Pestana, leg. Rambo 55702 (10.2.1954) ha.
MT — Aquidauana, Fazenda Santa Cruz, na orla da Lagoa,
Leg. Hatsbach 22026 (19.7.1969) rb.
Referência bibliográfica : Cabrera (1963) informa que a espécie é mui-
to freqüente no sul do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e
Chile.
O nome da espécie está relacionado com Pingraea, gênero de Com-
positae, criado por Cassini e subordinado à sinonímia de Baccharis
Linnaeus.
Grupo 8. ORGANENSIS :
Arbusto ramificado, com cerca de 0,5-1 m de altura; ramos geral-
mente, flexuosos; folhas pecioladas, de ovadas a oblongas, trinérveas, gla"
*5>
bras; capítulos sésseis ou curta-
mente predicelados, dispostos em
ramos espiciformes curtos, orde-
nados em panículas densas, termi-
nais; invólucro campanulado, com
cerca de 4 mm de altura e 3-4 mm
de diâm.; flores de25-50 em cada
capítulo; flores femininas glabras,
com ápice 5-denteado, com dentes
desiguais entre si; aquênio mais
ou menos comprimido, um pouco
encurvado, com cerca de 1-1,5 mm
de compr., 5-estriado; flores mas-
culnnas com corola de 3,5-4 mm
de compr., com limbo dividido
em lacínios triangulares, planos;
pápus da flor masculina de cerdas
lisas, mais ou menos robustas, com
ápice levemente espessado; estile-
te da flor masculina com ápice
espessado, inteiro.
Grupo representado por duas
espécies muito afins, uma Baccha-
ris organensis Baker, com disper-
são ampla, ocorrendo desde o Es-
tado do Rio de Janeiro, até Rio
Grande do Sul e outra, Baccharis
paranaensis Dusén, endêmica do
Estado do Paraná.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
87
26. BACCHARIS ORGANENSIS Baker, m Martius Fl. Bras. 6(3): 74.
1882.
Localidade típica: Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos.
Holótipo: Glaziou 4038 e 6034.
Fotótipo : F. 15012.
Folhas oblongas, de base e ápice agudos, lúcidas na página superior, com
mais ou menos 4 cm de compr. e 2 cm de larg.
Corollae femmeae glabrae circ. 2 mm longae apice dentatae, dentibm inaequa-
libus; achaenia parva circ. 1 mm longa, 5-costata, costis laevibus, pappi setae
circ. 2-2,5 mm longae. Corollae masculae circ. 3,5-4 mm longae, limbo laciniis
triangularibus diviso; pappi setae circ. 3-4 mm longae, apice leviter incrassatae.
Material examinado: RJ — Serra dos Órgãos a 2000 m s.m leg. Vidal
II. 5735 (952) R. rb.; Itatiaia, Abrigo Rebouças, leg. M. C.
Vianna 195 (3.12.1964) RB.
PR — Morretes, Serra do Murumbi, Pico Olimpo a 1500 m
s.m., na orla de matinha nebular, leg. Hatschbach 25379
(13.11.1970) HH.; Quatro Barras, Morro de Mãe Catiara a
1100 m s.m., nas rochas, ao longo das margens de um riacho,
leg. Hatschbach 15081 (7.11.1966) hh.
SC — Bom Retiro, Campo dos Padres a 1650 m s.m. leg. L.B.
Smith 7739 (17.11.1956) rb. hbr.; São Francisco do Sul,
Morro do Campo Alegre a 1300 m s.m. leg. Reitz e Klein
10335 (4.11.1960) rb. hbr.; Lauro Mueller, Serra Rio do
Rastro a 800 m s.m. leg. Reitz e Klein 6771 (13.7.1958) RB.
HER; São Joaquim, Bom Jardim, Morro do Trombudo a 1550
m s.m. leg. Reitz e Klein 7829 (12.12.1958) rb. hbr.;
ibidem, Serra do Oratório, aparados da serra a 1400 m s.m.
leg.Reitz e Klein 7412 (23.10.1958) RB., hbr.
RS — Taimbezinho, in araucarieto, leg. A. Lehnem 50991
(5.6.1954) ha.
Apresentei a diagnose latina das flores femininas e masculinas de
Baccharis organensis a fim de completar a diagnose de Baker, que só
poude examinar as duas exsicatas de Glaziou, ambas de planta mas-
culina e com flores jovens.
27 . BACCHARIS PARANAENSIS Heering et Dusén, Arkiv f. bot. 9 (15) :
29 pl. 1. 1915.
Localidade típica: Paraná, entre Ipiranga e Volta Grande.
Holótipo: Dusén 3667 (S) — Fotótipo F. 15012.
Folhas ovadas, de base arredondada, lúcidas, com ápice longamen-
te acuminado, com mais ou menos 9-10 cm de compr. e 2,5-4 cm de larg.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
88
Material examinado: PR, entre Ipiranga e volta Grande, leg. Dusén
3667 (16.2. 1904), Isótipo R.; São João, leg. Dusén 14394 RB.
A espécie deve ser bastante rara, pois não a encontrei em outras
coleções.
Grupo 9. HIRTA:
De subarbustos a arbustos ra-
mificados; folhas sésseis; capítulos
dispostos em ramos corimbosos;
invólucro campanulado com 5-7
mm de diâmetro; flores de 30-100
em cada capítulo; corola da flor
feminina com cerca de 2,5-3mm
de compr., com o terço médio su-
perior recoberto de pêlos uni ou
bisseriados, com ápice denteado;
aquênios com mais ou menos 1,5-
2,5 mm de compr. com 5 estrias;
corola da flor masculina com mais
ou menos 4-5 mm de comp.; cer-
das do pápus da flor masculina
espessada no ápice. (fig. 40).
Com duas espécies de afinida-
des não muito marcantes: Bacha-
ris hirta A. P. de Candolle, ocor-
rente em Minas Gerais (Serras do
Caraça e Caparaó), São Paulo
(Campos do Jordão), Santa Ca-
tarina, Rio Grande do Sul e no
Uruguai, e Baccharis arenaria Ba-
ker, registrada para o Uruguai,
Rio Grande do Sul e Santa Cata-
rina.
28. BACCHARIS HIRTA A.P. de Candolle, Prodr. 5:405. 1836.
Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 90. pl. 31. 1882.
Localidade típica: Uruguai, próximo de Montevidéu e Maldonado, nas
fissuras das rochas.
Hclótipo: Sellow d. 384, HIB. 833. Fotótipo F. 37721.
Syn. nov.: Baccharis pienanthoides Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):
84. 1882 “S. Paulo ad Juqueri leg. Lund 200” — Fotótipo F. 22492 (à
direita).
Subarbusto com caule híspido; folhas de oblongas a lanceoladas,
híspidas nas duas faces, de obtusas a agudas no ápice, com 4-5 cm de
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
89
compr. e 1-2,5 cm de larg., denteadas na metade superior do limbo;
dentes da folha mucronados; capítulos dispostos em corimbos termi-
nais; flores de 30 a 40 em cada capitulo; corola da flor feminina
com cerca de 3 mm de compr., estilete com 5 mm de compr. e aquênio
com mais ou menos 2-2,5 mm de compr.; corola da flor masculina com
cerca de 5 mm de compr. e estilete dividido em dois ramos muito hir-
sutos no ápice; pápus da flor masculina com espessamento apical.
O nome da espécie tem relação com a pilosidade hirta que reveste
toda a planta.
Material examinado : MG, Serra do Caparaó, Rancho de Pedra, leg.
N. Santos (28.6.1950) R.
SP — Campos Jordão, leg. C. Porto 3133 (20.2.1937) rb;
ibidem, a 1300 m s.m. leg. N. Santos 1226 (2.1944) R.
SC — encosta do Capivara, leg. Ule 1773 e 1775 (2. 1891) r;
Curitibanos, campo, leg. F. Mueller 44 (3.1877) R.
RS — Vacaria, Faz. da Ronda, leg. Rambo 34888(6.1. 1947)ha.
Baker baseou a diagnose de sua Baccharis prenanthoides, em dois
exemplares, um coletado por Warming em Lagoa Santa, e outro cole-
tado por Lund, em Juquiri, São Paulo. O primeiro corresponde a Bac-
charis medullosa A.P.DC. e o segundo a B. hirta A.P.DC., segundo
se pode verificar na Fotografia 22492, do Field Museum, onde estão,
lado a lado, os dois exemplares.
29. BACCHARIS ARENARIA Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 62.
1882.
Localidade típica : Uruguai, às margens arenosas do rio Santa Lúcia.
Holótipo : Sellow d. 588. Fotótipo F. 14917.
Arbusto de mais ou menos 1-2 m de altura, com ramos novos um
pouco angulosos; folhas linear-lanceoladas, com cerca de 2-2,5 cm de
compr. e 2-3 mm de larg., glabras; capítulos dispostos em ramos co-
rimbosos; invólucro com cerca de 5-6 mm de alt. e 5-6 mm de diâm.,
com brácteas involucrais obtusas; flores de 80-100 em cada capítulo;
corola da flor feminina com mais ou menos 2,5-3 mm de compr.; aquê-
nio com mais ou menos 1,5 mm de compr.; corola da flor masculina
com cerca de 4 mm de compr. e cerdas do pápus com mais ou menos
3-4 mm de compr., muito espessadas no ápice (fig. 40).
Material examinado: SC — Porto União, São Miguel, a 800 m s. m,
capoeira, leg. Klein 3084 (16.9.1962) RB. HBR.
RS — Pelotas, praia do Laranjal, leg. Ir. Edésio 10677 (10.
11.1946) R.
O nome da espécie tem relação com o habitat, onde o holótipo
foi coletado.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
90
Grupo 10. TRIPLINERVIA
Arbusto ramificado, com ramos
folhosos; capítulos solitários no
ápice dos ramos; invólucro cam-
panulado; aquênio com 5 estrias.
Representado por duas espé-
cies, Baccharis triplinervis (Spren-
gel) Baker e Baccharis gilliesi A.
Gray.
A primeira tem ocorrência re-
gistrada para Minas Gerais e São
Paulo e a segunda para o centro
e o sul da Argentina, tendo sido
encontrada em Santa Catarina.
30. BACCHARIS TRIPLINERVIS (Sprengel) Baker in Martius Fl. Bras.
6 (3): 79 pl. 29. 1882.
Bas.: Vernonia triplinervis Sprengel, Syst. 3:435. 1826.
Localidade típica: Minas Gerais, Mariana.
Holótipo: Sellow 816. Fotótipo K. 13197.
Sin.: Polypappus triplinervis Lessing, Syn. Comp. 204. 1832.
Folhas oblongas, denteadas na metade superior do limbo, com cerca
de 2-3 cm de compr. e 1-1,5 cm de larg., glabras; invólucro do capí-
tulo masculino com mais ou menos 1 cm de alt. e 0,8-1 cm de diâm.,
com 4-5 séries de brácteas involucrais agudas, glabras; flores de 80-100,
com corola de mais ou menos 6 mm de compr.; estilete com mais ou
menos 8 mm de compr., espessado no ápice; rudimento de ovário com
cerca de 2 mm de compr.; pápus de cerdas lisas, com mais ou menos
7-8 mm de -compr., com espessamento apical. Não vi flores femininas.
Material examinado: SP, Taipas leg. Brade .6667 (7.1913) sp.
Espécie bastante rara. Baker (1882) cita, além do tipo, outro
exemplar coletado em São Paulo, Jaraguá, por Bowie e Cunningham.
De todas as coleções examinadas, só encontrei a exsicata de Brade,
que se encontra depositada no Herbário do Instituto de Botânica de
S. Paulo.
O nome da espécie se refere à nervação das folhas.
31. BACCHARIS GILLIESI A. Gray, Proc. Amer. Acad. Arts. 5:123. 1862.
Heering, Jahrb. Hamburg Wissenschaft. Anst. 31:150. 1913;
Cabrera, Colec. Cient. 4(6a):124. fig. 32A. 1963; idem, in Corrêa
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
91
Fl. Patagônia 8(7): 87 figs. 75 a. b. c. 1971.
“Prope bonaria, in Pampas S. Bernardo, leg. Gillies 187”.
Sin.: lema involucrata Phil., Anales Univ. Chile 41:741. 1872.
= Baccharis nana Don ex Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :56. 1882.
= Baccharis inveluerata (Phil.) Hoffm. in Engler und Prantl, Natür.
Pflanzenf. 4(5): 170. 1894.
= Baccharis icma Stuck ex Heering, Jahrb. Hamburg Wissenschaft
Anst. 31:165. 1913.
Arbusto densamente glanduloso, com ramos eretos; folhas de li-
neares a linear-elípticas, com 0,5-1 cm de cempr. 1-2 mm de larg., gla-
bras, com pontuações glandulosas; capítulos solitários no ápice dos ra-
mos, com 3-5 brácteas foliaceas basais; invólucro do capítulo feminino
com mais cu menos 7 mm de alt. e 3-5 mm de diâm., com brácteas in-
volucrais glandulosas, de ápice mais ou menos enegrecido; flores
cerca de 40-50; corola com mais ou menos 4-5 mm de compr., com
bordo truncado; estilete com cerca de 7 ' mm de compr., dividido em
ramos de mais ou menos 1 mm de compr.; aquênio com 5 estrias, gla-
bro, com cerca de 1,5 mm de compr.; flores masculinas com corola de
mais ou menos 6 mm de compr., dividida em lobos planos, agudos;
estilete com cerca de 7 mm de compr., com ramos levemente abertos;
papus com mais ou menos 5 mm de compr., com cerdas espessadas no
ápice.
Material examinado: SC, Bom Retiro, Campo dos Padres a 1650 m
s. m. leg. L. B. Smith e Reitz 10455 (25.1.1957) RB. hbr;
ibidem, idem 10426 rb. hbr.
Segundo Cabrera, a espécie é invasora de áreas cultivadas e é cha-
mada, vulgarmente, “mata trigo”.
Grupo 11. MAXIM A:
Inclui uma só espécie, endêmica de Itatiaia, Estado do Rio de
Janeiro.
32. BACCHARIS MAXIM A Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :80. 1882.
Localidade típica: Rio de Janeiro, Itatiaia.
Holótipo: Glaziou 4860. Fotótipo: F. 22488.
Subarbusto com caule simples, com mais o .lenos 0,5-1 m de altu-
ra piloso; folhas sésseis, lanceoladas, agudas, membranáceas, peninérveas,
de base estreitada, com dentes dispostos na metade superior do limbo,
pilosas nas duas faces, com cerca de 7-10 cm de compr. e 1,5-2 cm de
larg.; pêlos longos, unisseriados, dispostos, principalmente, sobre as ner-
vuras; capítulos pedicelados, ordenados em inflorescência laxa, pani-
culiforme; pedicelos com 3-6 cm de compr., pilosos; invólucro dos
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
92
capítulos campanulado, com mais ou menos 7-15 mm de alt. e 10 mm
de diâmetro, 3-seriado, com brácteas involucrais linear-lanceoladas,
agudas, pilosas; flores femininas de 80-100 em cada capítulo, com co-
rola de mais ou menos 5-6 mm de compr. e cerca de 0,5 mm de diâm.,
densamente pilosa, principalmente no ápice; bordo 5-denteado, com
dentes desiguais entre si; pêlos da corola unisseriados, clavelados; es-
tilete glabro, bulboso na base, com cerca de 8-10 mm de compr., divi-
dido em dois ramos de 0,7-1 mm de compr.; aquênio 5-estriado, mais
ou menos comprimido, com cerca de 3-4 mm de compr. e 1 mm de
diâm., piloso na base; pápus de cerdas finas, geralmente rosadas, com
mais ou menos 10 mm de compr.; flores masculinas cerca de 50-80,
com corola de mais ou menos 6-7 mm de compr., com tubo de mais
ou menos 2-3 mm de compr. e limbo campanulado, dividido em la-
cínios oblongos, planos, de mais ou menos 3-5 mm de compr.; estilete
com cerca de 9 mm de compr., com ápice clavado, dividido em dois
ramos plano-convexos, agudos; pápus com cerca de 5 mm de compr,
com cerdas espessadas no ápice.
Material examinado: RJ — Itatiaia, Retiro de Ramos, leg. Dusén 25
(16.5. 1902) R. — ibidem, Planalto a 2000-2200 m s. m. leg.
E. Pereira 7571 9 e c? (13.4.1963) rb. — ibidem, leg.
Brade 14590 (28.5.1965) RB. — ibidem, leg. Occhioni 931
(12.3.1947) rb; ibidem Brade 15604 (3.1973) RB. — ibi-
dem, Planalto a 2200-2400 m s. m, leg. E. Pereira 7039 (6.
3.1962) HB.
Grupo 12. ELLIPTICA:
Arbustos ramificados: capítulos
com pedicelo longo, um a um na
axila de uma bráctea foliácea, di-
fusos nos ramos (fig. 88; foto 6);
invólucro campanulado; flores de
30-40 em cada capítulo; corola da
flor feminina denteada no ápice;
aquênios glabros, com 10 estrias
ou costas mais ou menos salien-
tes; pápus da flor masculina com
espessamento leve abaixo do ápice.
Com duas espécies bem distin-
tas entre si. Uma delas — Baccha-
ris elliptica Gardner, é endêmica
da região de Diamantina, Minas
Gerais, e a outra, Bacharis myrici-
ifolia A. P. de Candolle, ocorre nos
Estados de São Paulo, Paraná e
Santa Catarina.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
93
33. BACCHARIS ELLIPTICA Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:83.
1848; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :79. 1882.
Localidade típica : Diamantina, Minas Gerais.
Holótipo: Gardner 4808. Fotótipo F. 14971.
Arbusto de 1-2 m de altura, com folhas de elípticas oblongas, de
sésseis a curtissimamente pecioladas, coriáceas, de margens denteadas
na metada superior do limbo, triplinérveas, glabras, com 3-6 cm de
compr. e 1,5-4 cm de larg., reticuladas; pedicelo dos capítulos, em
média, com 1,5-3 mm de compr. (foto 6), viscosos; invólucro do ca-
pítulo feminino com mais ou menos 7-10 mm de alt. e 7-10 mm de
diâmetro, com brácteas involucrais de consistência mais ou menos
dura, com ápice obtuso; flores de 30-40; corola da flor feminina com
mais ou menos 3 mm de compr., mais ou menos carnosa, com pêlos
na porção basal do tubo, com ápice denteado, com dentes triangula-
res, mais ou menos iguais entre si; estilete robusto, com cerca de 5 mm
de compr. dividido em dois ramos curtos, obtusos; aquênios glabros,
com mais ou menos 2-2,5 mm de compr.; flores masculinas com corola
de mais ou menos 5 mm de compr., com tubo glanduloso e limbo di-
vidido em lacínios oblongos, enrolados em espiral; estilete com mais
ou menos 7 mm de compr., espessado no ápice, dividido em dois ra-
mos curtos; rudimento de ovário glanduloso, com mais ou menos 1
mm de comp.; pápus com cerca de 5 mm de compr., com cerdas lisas,
com espessamento muito abaixo do ápice.
Material examinado: MG — upland campos Diamond District, leg.
Gardner 4908, july 1840 R. Isótipo; ibidem, solo de canga,
leg. D. Romariz (1.2.1947) RB.; de Diamantina para Cur-
velo, leg. Maguire 44769 (12.959) RB.; de Conceição para
Diamantina, leg. Maguire 49141 (9.1960) RB.; Diamanti-
na, leg. Brade 13560 (6. 1934) rb.; ibidem. Couto de Ma-
galhães, leg. A. P. Duarte 8534 (11.1964) RB.; ibidem, pla-
nalto, leg. A. P. Duarte 8923 (9.1965) RB.; de Diamantina
para Mendanha, em matas de galeria, nas adjacências de cer-
rado a 1300 m s.m. leg. Irwin 22843 (1.1969) 82.
O nome da espécie está relacionado com a forma das folhas da
planta.
cm
ISciELO/JBRJ
cm
94
34. BACCHARIS MYR1CIIFOLIA A. P. de Candolle, Prodr. 5:405. 1836.
Localidade típica: São Paulo, segundo A. P. de Candolle (1836).
Holótipo: HIB. 484 (possivelmente Sellow).
= Baccharis semiserrata Baker, in Martius Fl. Bras. 6(3): 60. 1882
(não A. P. DC.) (p. parte).
Folhas oblanceoladas (fig. 82), de margens inteiras a 1-7 denteadas,
de ápice obtuso e base longamente atenuada, com 3-8 cm de compr.
e 0,5-1 cm de larg.; pedicelo dos capítulos tomentoso, com cerca de
1-4 cm de compr.; invólucro campanulado, com mais ou menos 3-4
mm de alt. e 5-6 mm de diâmetro, com brácteas involucrais oblongas,
agudas, planas, de bordos membranáceos e nervura mediana saliente,
glabra; flores femininas cerca de 35 em cada capítulo; corola com mais
ou menos 1,5-2 mm de compr., glabra, com ápice 5-denteado, com den-
tes desiguais entre si; cerdas do pápus mais ou menos robustas, com 2,5
mm de compr.; aquênio 10 estriado ou costado, com cerca de 1 mm
de compr.; pápus da flor masculina com espessamento abaixo do
ápice.
Planta muito característica, colocada, sem nenhuma razão, por
Baker na sinonímia de B. semiserrata A. P. de Candolle.
Material examinado: PR — Campo Largo, à margem do rio Papa-
gaio, leg. E. Pereira 5458 (23.2.1960) RB.; Lapa, Serrinha,
rio S. Vicente leg. Hatschbach 2288 (17.4.1951) rb.; ibi-
dem, Lageado Grande, leg. Lange 197 (3.1960) rb.; Ponta
Grossa, Rio Verde, Capão da Onça, às margens do rio, no
campo, leg. Hatschbach 17426 (11.10.1967) hh.; Ponta
Grossa, leg. Rombouts (17.7.1938) SP.
SC — leg. L. B. Smith 14686 e 14754; Campo Alegre, base
do morro Iquerim a 900-1000 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
95
8490 (9.12.1956) rb.; Palmeira, Witmarsum, sobre pedras,
às margens de um regato a 1000 m s. m. leg. Klein 4597
(12.11.1963) RB.
O nome da espécie significa folha de Myrica, gênero de Myri-
caceae.
Grupo 13. SINGULARIS:
Arbustos de 1-3 m de altura; folhas de obovais a oblongas ou lanceola-
das, trinérveas, triplinérveas ou peninérveas, glabras ou pilosas; capítulos dis-
postos em ramos corimbiformes terminais (fig. 92; foto 7); invólucro cam-
panulado, 3-seriado; flores de 30-50; corola da flor feminina denteada ou
laciniada no ápice, com pêlos esparsos; aquênio cilíndrico, glabro, com 8-10
estrias ou costas mais ou menos salientes, com cerca de 2 mm de compr.;
flores masculinas com corola pen-
tasecta, com segmentos lineares
ou oblongos, enrolados em espiral;
cerdas do pápus das flores mas-
culinas com espessamento apical.
Grupo constituído de 5 espé-
cies, características pela inflores-
cência corimbosa. Delas, Baccha-
ris singulares (Vell.) nov. comb.
ocorre desde o sul da Bahia até o
Rio Grande do Sul e Uruguai, tan-
to na mata costeira como em res-
tingas, em altitudes que oscilam
entre Í.0-700 m s.m.; Baccharis
cilliata Gardner, até o presente,
só -registrada para Serra dos
Órgãos; Baccharis curitybensis
Heering e Baccharis mesoneura
A. P. de Candolle são encon-
tradas, a primeira, em São
Paulo, Paraná e Santa Cata-
rina, sempre em altitudes supe-
riores a 700 m s m., e a segunda,
de São Paulo a Rio Grande do
Sul, geralmente, em lugares bai-
xos, arenosos. Baccharis muelleri
Baker é endêmica de Santa Ca-
tarina , crescendo, geralmente, em
formação densas, em lugares are-
nosos, entre 5-10 m s. m.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
96
34. BACCHARIS SINGULARIS (Vell.) nov. comb.
Bas.: Chrysocoma singularis Vellozo, Fl. Flum. 325. 1829 (1825);
ícones 8: t. 7. 1831 (1827); in Arch. Mus. Nac. Rio de Janeiro
5: 305. 1881.
= Chrysocoma purpurea Vellozo, in 11. cc. tab. 45.
= Baccharis senicula Martius, Bot. Zeit. 2. Beibl. 61. 1838.
“Bahia ad Villam Ilhéus, leg. Martius 231”. Fotótipo F. 15065.
= Baccharis daphnoides Hooker et Arnott, Lond. Journ. 3:34. 1841.
“Uruguai, Baird” — Fotótipo K. 12780.
Nome vulgar: cambará de serra.
Folhas geralmente obovais, mais raramente oblongas, de bordos in-
ros, com ápice levemente apiculado ou agudo, com 4-5 cm de com-
primento e 2-2,5 cm de largura, glabras na face ventral, glabrescentes
e densamente pontuadas de glândulas na face dorsal; capítulos orde-
nados em pseudo-panículas corimbosas; pedúnculos da inflorescência
bracteados, com brácteas e bracteolas foliáceas, mais ou menos espa-
tuladas, com cerca de 1 cm de compr.; invólucro com cerca de 4-7
mm de alt. e 3-4 mm de diâm., com brácteas involucrais glabras, de
ápice obtuso ou arredondado; corola das flores femininas com cerca
de 4-5 mm de compr., de ápice laciniado; estilete com mais ou menos
5,5-7 mm de compr.; ovário com 1 mm de compr.; pápus fino, unise-
riado, de 6-10,5 mm de compr.; aquênio com 2 mm de compr. e 0,7
mm de diâm., com 10-12 dentes; invólucro do capítulo masculino com
6 mm de compr. e 4 mm de diâm.; corola das flores masculinas com
4-6 mm de compr.; tubo com 4 mm de compr. e limbo campanulado
com 2 mm; estilete com ápice ovóide.
Material examinado: BA — Caravelas, solo arenoso, leg. A. P. Duar-
te 6600 (25.5.1962) RB.; Ibirapitunga, leg. Belém 2243
(18.5.1966) RB.; Itacaré, mata costeira, leg. Belém 2174
(12.5.1966) RB.; Maraú, transição de mata costeira para
mata de cacau, leg. Belém 2143 (11.5.1966) rb.; ibidem,
idem 2174; Una, mata costeira, leg. Belém 2386 (2.6.1966)
e 2388 rb.
RJ — Rio Bonito, leg. Mendonça, RB.; Xerém, Baixada Flu-
minense, leg. Brade 20265 (22.3.1950) rb.; Barra da Ti-
juca, leg. Kuhlmann (16.5.1932) RB.; Horto Florestal da
Gávea, mata, leg. Pessoal do Horto (19.4.1930) rb.
SP — Mandaqui, leg. F. Toledo 635 (5.1913) rb.; Cana-
néa, Iguape, lugar brejoso, leg. F. Hoehne (27.4.1918) sp;
— Ilha de Santo Amaro, Santos, à beira-mar, leg. D. B. Pic-
kel 142 (3.1940) sp; ibidem, leg. Brade 7158 (5.1914) sp.
— Botequim, pr. de S. Paulo, leg. Brade s. n. (25.2.1912)
RB. — Ubatuba, praia, leg. Viegas s. n. (15.3.1939) SP. —
.SciELO/ JBRJ
cm
97
ibidem, leg. C. Smith (29.2.1940) sp. — Alto da Serra, leg.
Koscinsky 164 (24.8.1933) sp. — Rio Grande, mata, leg.
Loefgren (7.5. 1895) sp. — Guarujá, leg. Usteri (13.1. 1907)
SP.
PR — Sertãozinho, leg. Dombrowsky 176 (17.3.1964) RB.
— Ilha do Mel, Restinga, leg. Steffeld (27.3.1948) sp.
SC — Joinville, Palácio Episcopal a 10 m s. m. leg. Reitz e
Klein 6625 (27.3.1958) RB. — Palhoça, Pilões a 200 m
s. m., capoeira, leg. Reitz e Klein 3174 (4.5.1956) rb. —
São Francisco do Sul, Garuva, Três Barras a 10 m s. m., ca-
poeira, leg. Reitz e Klein 6607 (23.3.1958) rb.
Referência bibliográfica: Malme (1933) cita exemplares coletados
em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
35. BACCHARIS CILIATA Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:122. 1848;
Baker in Martiug Fl. Bras. 6(3): 89. 1882.
Localidade Típica : Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos.
Holótipo. Gardner 5783. Fotótipo F. 28505.
Ramos cicatricosos, fastigiados; folhas obovais ou oblongas, de mar-
gens inteiras ou levemente denteadas na porção médio superior, cilia-
das, densamente glanduloso-pontuadas na página inferior, com 3-5 cm
de compr. e 1,5-2 cm de larg.; invólucro com cerca de 5mm de alt.
e 4-5 mm de diâm., com brácteas involucrais agudas, 3-seriadas: flo-
res de 25-30.
Planta pouco conhecida e bastante rara. O exemplar classificado
por Gardner e revisado por Baker e, também o coletado por Glaziou
4040, e o que tivemos em mão para estudos, são todos de planta mas-
culina.
Material examinado: RJ — Serra dos Órgãos a 2175 m s. m. leg.
Vidal II 553 (12.2.1952) R. rb.
36. BACCHARIS CURITYBENSIS Heering in Malme Kungl. Sv. Vet.
Akad. Handl. 12 (2):69. tab. 5. fig. dextra, 1933.
Localidade típica: Paraná, Curitiba, no campo.
Holótipo: Dusén 6906.
Fotótipo: F. 28507.
Folhas coriáceas, elíptico-lanceoladas, ou oblongas, pecioladas, com
3-5 cm de compr. e 1-2 cm de largura, discolores, trinérveas, com reti-
culado pronunciado das nervuras no dorso tomentoso; simeira composta
corimbosa, com pedicelos dos capítulos tomentoscs; pápus frizados no
.SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
96
ápice; invólucro campanulado $ com 6 mm de alt. e 8 mm de diâm.,
com brácteas involucrais de oblongas a lineares, fulvo-tomentosas na
página dorsal; flores de 40-50; corola da flor feminina com mais ou
menos 3 mm de compr. e 0,3 mm de diâm. em toda a sua extensão,
denteadas no ápice, com pilosidade esparsa; estilete com 4, 2-4, 5, só
os ramos exsertos do tubo da corola; aquênios com 7-10 estrias ou
costas com 1,5 mm de comprimento e 0,5 mm de diym.; pápus
unisseriado, caduco, com 3 mm de compr.; corola da flor masculina
com 3-4 mm de compr. (2 mm no tubo e 2 mm no limbo campanu-
lado); rudimento de ovário piloso.
Material examinado: SP — Campos do Jordão, Umuarama, campo a
1750 m s. m. leg. Kuhn e Kuhlmann 2059 (22 . 11 . 1949) sp.;
ibidem, leg. G. Hashimoto 5 (22.10.1961) rb.; Bocaina, leg.
Markgraf 10301 (9.12.1952) RB.
PR — Campina Grande do Sul, Quatro Barras, campo leg.
Hatschbach 8501 (22.10.1961) rb.; Curitiba, Florestal,
campo seco, leg. Tessmann 2782 RB.; Pirai do Sul, Joaquim
Murtinho, campo úmido, pedregoso, leg. Hatschbach 25423
(17.11.1970) hh.
SC — Campo Alegre, morro Iquererim a 1300-1500 m s. m.
leg. L. B. Smith e Klein 8551 (1012.1956) rb. hbr.; ibi-
dem, idem 7416 (8.11.1956) rb. hbr.; São Francisco do
Sul, Guaruva, Monte Crista a 900 m s. m. leg. Reitz e Klein
10034 (6.10.1960) RB. hbr.; São Joaquim, Bom Jardim,
Curral Falso a 1500 m s. m. leg. Reitz e Klein 7800 (11.12.
1958) RB. HBR.
37. BACCHARIS MESONEURA A. P. de Candolle, Prodr. 5:412. 1836.
Localidade típica : São Paulo.
Tipo : Sellow HIB. 501, R.
Nome vulgar: vassoura cambará.
Folhas obovais, com margens serreadas na porção médio superior
do limbo, peninérveas; ramos e dorso das folhas com indumento consti-
tuído de pêlos muito finos, aglomerados (fig. 10), caducos; capítulos
pediceíados, com invólucro campanulado, com cerca de 5-6 mm de
alt. e 4-5 mm de diâm., com brácteas involucrais agudas; flores de
20-25; corola da flor feminina com mais ou menos 4 mm de compr.,
de ápice denteado; estilete com 5-6 mm de compr.; aquênio com cerca
de 2 mm de compr.; corola da flor masculina com mais ou menos 4
mm de compr.; estilete da flor masculina com mais ou menos 6 mm
de compr. e pápus com cerca de 4 mm de compr. (Foto 6).
Material examinado: SP — Ubatuba, leg. D. Hans 310 à beira da
praia, SP.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
99
SC — Garopaba, Siriú, dunas, leg. Bresolin e Souza 61
(19.12.1970) RB. hbr.; Pântano do Sul, Lagoinha de Les-
te, restinga, a 5 m s. m. leg. Klein 9190 (19.12.1970) RB.
HBR.; Sombrio a 15 m s. m. leg. Reitz 1805 (30.12.1945)
RB. HBR.;
RS — Porto Alegre, Vila Manresà in silvula rupestri, leg.
Rambo 40088 (22.1.1949) ha.; Morro Grande, próx. de
Osório in silvula arenosa leg. Rambo 51786 (10.1.1952)
HA.
Referência bibliográfica: Malme (1933) cita um exemplar de Dusén
coletado em Ipiranga, PR e outro em SC, Rio Capinzal.
38. BACCHARIS MUELLERI Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :61. 1882.
Localidade típica: Santa Catarina, Barra do Itajaí.
Holótipo: F. Mueller 355.
Fotótipo: K. 13205.
Arbusto de 3-4 m de altura, com copa arredondada; folhas lanceo-
ladas, agudas, de base atenuada, com 4-5 cm de compr. e 1-1,5 cm de
larg., com margens denteadas, quando novas densamente hirsutas, de-
pois glabrescentes; pedicelo dos capítulos hirsutos; invólucro com 5-8
mm de compr. e 5 mm de diâm., 3-seriado, com brácteas involucrais
de ovadas a oblongas, as mais externas densamente hirsutas no dorso;
receptáculo do capítulo feminino piloso; flores de 50-60; corola da
flor feminina com cerca de 4 mm de compr., com ápice denteado,
com dentes bem desenvolvidos, um deles maior que os demais; esti-
lete com mais ou menos 6 mm de compr.; aquênio com cerca de 2 mm
de compr.; corola das flores masculinas com cerca de 4 mm, de compr.
(Foto 7).
Material examinado: SC — Araranguá, Garuva, a mais ou menos 20
m s. m. leg. Reitz c 758 (1.10.1944) rb. hbr.; entre a
enseada de Brito e Paulo Lopes, em formações densas, leg.
A. P. Duarte 3303 (16.12.1950) rb.; Garopava, restinga a
5 m s. m. leg. Klein e Bresolin 8856 (21.10.1970) rb. hbr.;
Ilha de Santa Catarina, Cachoeira do Bom Jesus a 10 m s.
m. leg. Klein e Bresolin 5897 (6.10.1964) RB. hbr.; Pilões,
Palhoça, leg. Reitz e Klein 4011 (28.9.1956) RB. hbr.; Rio
Tavares, banhado de restinga a 5 m s. m. leg. Klein e Breso-
lin 8401 (17.10. 1969) rb. hbr.; Sombrio, banhado de campo
a 10 m s. m. leg. Reitz 1895 (19.9.1945) rb. hbr.; ibidem,
in dumentosis, leg. Rambo 31866 (19.9.1945) ha.
O nome da espécie é uma homenagem a Fritz Mueller, natura-
lista alemão, que residiu em Santa Catarina, de 1856 a 18Ó7.
cm
SciELO/ JBRJ
cm
100
Grupo 14. SPICATA:
Arbustos ramificados, com 0,5-3 m de altura, com ramos glabros ou to-
mentosos; folhas sésseis, de obovais a suborbiculares ou de lineares a lan-
ceoladas ou oblongas; capítulos sésseis ou curtamente pedicelados, ordenados
em ramos espiciformes laxos ou densos (fotos 8-9); flores de 20-50; in-
vólucro campanulado, com cerca de 3-6 mm de alt. e 3-5 mm de diâm. (fig.
115a), com brácteas involucrais escariosas ou de consistência mais ou menos
dura; corola da flor feminina de bordo denteado ou lobado, com cerca de
3-4 mm de compr.; aquênios com 1-2 mm de compr., com 10 estrias ou cos-
tas, com pápus, em geral de 4 mm de compr., flores masculinas com corola
de 5-7 mm de compr., com limbo dividido em lacínios lineares, enrolados em
espiral; cerdas do pápus da flor masculina espessadas no ápice.
Grupo representado por 7 es-
pécies e 1 variedade, a saber:
Baccharis spicata (Lam.) Bail-
lon, que ocorre desde São Paulo
até Rio Grande do Sul, Argentina,
Paraguai e Uruguai; B. megapo-
tamica Sprengel e sua variedade
são encontradas em Minas Ge-
rais, Rio de Janeiro (Serra dos
Órgãos e Itatiaia), S. Paulo
(Campos do Jordão), Paraná,
Santa Catarina, Rio Grande do
Sul e Argentina (Misionis); B.
caprariaeiolia A. P. DC., de S.
Paulo a Rio Grande do Sul, Ar-
gentina e Paraguai; B. dracun-
culiíolia A. P. DC., do sudeste ao
sul do Brasil e Argentina (Misio-
nis); B. uncinella A. P. DC., no
Rio de Janeiro (Itatiaia) e ao
sul do Brasil e B erioclada A. P.
DC., em Minas Gerais, S. Paulo,
Paraná e Santa Catarina. B. num-
mularia Heening, PR, SC, RS.
29. BACCHARIS SPICATA (Lam.) Baillon, Buli. Soc. Linn. Paris: 267.
1880; Cabrera, Colec. Cient. 4 (6a): 120. fig. 30A. 1963.
Bas.: Eupatcrium spicatum Lamark, Encycl. Meth. 2:409. 1786.
Localidade típica: Uruguai, Montevidéu.
= Baccharis platensis Sprengel, Syst. Veget. 3:465. 1826.
Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):67 tab. 26. 1882.
= Baccharis attenuata Don ex Hooker et Arnott in Hooker Lond. Journ.
Bot. 3:34. 1841.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
101
Nome vulgar: vassoura.
Ramos pilosos ou glabros, sulcados; folhas opostas, de espatuladas
a oblongas, com pêlos adpressos nas duas faces, com ápice de obtuso a
agudo, base atenuada e margens denteadas, com 3-4 cm de compr. e
1 cm de larg.; invólucro com 6-7 mm de alt. (fig. 115a) com 5-6 sé-
ries de brácteas involucraia de textura mais ou menos firme, com dor-
so castanho-esverdeado, margens hialinas curtas, glabras; receptáculo
do capítulo feminino cônico, laciniado; flores femininas de 40-50, com
corola de mais ou menos 4 mm de compr.; flores masculinas de 15-30,
com corola de 5-7 mm de compr.; estilete da flor masculina com cer-
ca de 7-8 mm de compr. de ápice espessado e densamente piloso;
pápus da flor masculina com cerdas crespas.
Material examinado: SP — São Bernardo do Campo, leg. Hoehne
(23.10.1918) SP.; Ipiranga, leg. Edwall (3.1899) SP.; ibi-
dem, leg. Brade 6657 (13.10.1913) SP.; Vila Prudente, leg.
Usteri 47b (9.12.1906) sp.; Capital, leg. Tatiana 435
(27.2.1966) RB.
PR — Curitiba, leg. Tessmann 3401; Pinheiros, leg. Lange
1327 RB.; Fernandes Pinheiro, leg. Vidal III. 167 (9.1950) R.
SC — Araranguá, Sombrio à margem da lagoa, leg. Reitz
c514 (12.4.1944) rb. hbr.; Lajes, leg. Rambo 49541
(10.1.1951) rb. HBR.; ibidem, idem 49540; Palhoça, Morro
da Gambirela a 800 m s. m. leg. Klein e Bresolin 9366
(14.4.1971) rb. hbr.; Pântano do Sul, Sapé, leg. Bresolin
200 (17.3.1971) RB. hbr.; Praia Alegre, Piçarras, leg. E.
Pereira 8797 (31.1.1964) rb.; São José, Serra da Boa Vis-
ta a 1000 m s. m. leg. Reitz e Klein 10591 (27.12.1960)
rb. hbr.; São Joaquim, Bom Jardim a 1300 m s. m. leg.
Reitz e Klein 8205 (14.1.1959) rb. hbr.
RS — Leg. Sellow hib. 961 R.; São Leopoldo, leg. E. Leite
2632 (4.1941) sp; ibidem, rio dos Sinos, leg. Rambo 539
(10.10.1934) sp; Canoas, leg. Ligório Afonso (26.3.1949)
sp; Pelotas, Praia do Laranjal, leg. Edésio Maria (10.11.
1946) SP.
40. BACCHARIS MEGAPOTAM1CA Sprengel, Syst. veget. 3:461. 1826.
A. P. de Candolle, Prodr. 5:422, 1836.
Baker, in Martius Fl. Bras. 6 (3): 68. 1882.
Baccharis megapotamica var. megapotamica.
Localidade típica : Rio Grande do Sul, entre Jaceguaí e São Francisco
de Paula (Urban, 1893).
Tipo: Sellow d. 1967.
cm
ISciELO/JBRJ
cm
102
= Baccharis pyramidalis Gardner in Hooker Lond. Journ. Bot. 4:123,
1845. “Moist bushy places, Organ Mountains, at elevation of about
5000 feet, legit Gardner 5781” — Fotótipo K 13200.
Folhas lineares, com mais ou menos 4-5 cm de compr. e 5 mm de
larg., com margens revolutas, de ápice agudo e base levemente atenuada,
pilosas no dorso; invólucro com 4-6 mm de alt e 4-5 mm de diâmetro,
com 4-5 séries de brácteas involucrais obtusas, de textura mais ou me-
nos firme; flores de 30-50; corola da flor feminina com 3-4 mm de
compr.; aquênio com 1,5-2 mm de compr.
Material examinado: MG — Carandaí, leg. A. P. Duarte 531 (18.11.
1946) RB.; pr. de Barbacena, leg. Damazio 16209, rb; Maria
da Fé, Sul de Minas, leg. A. P. Duarte 250 (31.8.936) RB.
RJ — Serra dos Órgãos, Pedra do Sino, leg. Brade 10770
(2.5.1931) rb.; ibidem, a 2200 m s. m. leg. Brade 11465
(13.3.1932) RB.; Itatiaia, Pedra Assentada a 2100 m s. m.
leg. Brade 17416 (8.2.1945) RB.; ibidem, Planalto a 2200
m s. m. leg. Brade 15115 (26.2.1936) rb.; ibidem, leg.
Pilger (28.12.1934) rb.; ibidem, leg. Lanstyak 258 (1.1939)
rb.; ibidem, Planalto a 2400 m s. m. leg. Pabst 9324 (17.2.
1969) HB.
sS P — Campos do Jordão,, Faz. Retiro, leg. M. Kuhlmann
2146 (25.11.1949) rb.
PR — Curitiba, leg. Dusén 3822 (20.2.1904) R.; Fernandes
Pinheiro leg. Dusén 4297 (26.3.1904) r.
SC — Curitibanos, campo úmido a 900 m s. m. leg. Reitz e
Klein 12250 (22.2.1957) rb. hbr.; Porto União, Matos
Costa a 1100 m s. m. leg. Reitz e Klein 12359 (23.2.1962)
rb. hbr.; ibidem, idem 12364; ibidem, Calmon, idem 12336
rb. hbr.; Serra Geral, leg. Ule 1825 (3.1891) r.; São Joa-
quim, São Francisco Xavier a 1200 m s. m. leg. Reitz 6657
(4.2.1963) RB. hbr.; ibidem, Invernadinha pr. dos rios
Rodinha e Pastinho, em campo sujo, leg. Mattos 15420
(2.3.1969) rb.; ibidem, idem 15630 (7.1971) RB.
RS — São Leopoldo, leg. E. Leite, 2598 (1.1941) sp.; ibi-
dem, em campo úmido, leg. Rambo 1969 (15.5.1935) SP.
40a. BACCHARIS MEGAPOTAMICA var. WEIRII (Baker) nov. var.
Bas.: Baccharis weirii Baker, in Martius Fl. Bras. 6(3) :67. 1882.
“São Paulo, leg. Weir 509”.
Foto F. 15089 (Leg. Sellow 3894).
Folhas mais curtas e mais estreitas, dispostas mais densamente que
que na var. megapotamica.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
103
Material examinado: SP — Campos do Jordão, leg. Hashimoto 10
(22.10.938) RB.
PR — Curitiba, leg. Dusén 2337 R.; ibidem, leg. Tessmann
3408 (8.10.1948) rb.; Piraquara, Florestal, leg. Hatschbach
388 (29.9.1946) RB. hh.; Curitiba, banhados do campo, leg.
Lange 1333 (3.10.1960) RB.
SC — Caçador, Faz. Carneiros, banhado do campo a 1100
m s.m. leg. Reitz e Klein 13778 (28.10.1962) RB. HBR.
Campo Alegre a 900 m s.m. leg. L. B. Smith 7471
(9.11.1956) rb. HBR.; Matos Costa, banhado do campo,
a llOOm s.m. leg. Reitz e Klein 13711 (27.10.1962) RB.
HBR.; São Joaquim, Bom Retiro, campo a 1400 m s.m. leg.
Reitz e Klein 7706 (10.12.1958) rb. hbr.; ibidem, Cam-
po dos Padres a 1650 m s.m. leg. L.B. Smith e Reitz 10325
(23.1.1957) rb. hbr.; Santa Cecília, Campo Areão, banhado
do campo a 1100 m s.m. leg. Reitz e Klein 13512 (25.10.
1962) rb hbr.
RS — Capivari pr. de Palmares in subpaludosis dumetosis
leg. Rambo 46934 (24.4.1950) HA.; Taimbezinho pr. de
S. Francisco de Paula in humidis dumetosis leg. Rambo 54519
(13.11.1953) ha.
O nome megapotamica se refere a Rio Grande, onde foi coletado o
tipo da espécie.
41. BACCHARIS CAPRARIAEFOLIA A.P. de Candolle, Prodr. 5:416.
1836; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 66. 1882.
Localidade típica: R. G. do Sul, entre Porto Alegre e Taquari.
Tipo: Sellow d 1242 e d 1243. Foto F. 37708
= Baccharis recuivata Gardner in Hooker Lond. Journ. Bot. 7:86
1848.
“Minas Gerais, leg. Gardner 4900” — Foto F. 15046.
= Baccharis grisea Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 65. 1882.
“Minas Gerais, pr. Caldas, leg. Regnell III. 750”.
Nome vulgar: tupichava.
Ramos jovens densamente pilosos; folhas oblongas, com cerca de
2,5-4 cm de compr. e 7-10 mm de larg., com margens denteadas, com
dentes agudos, mucronados; brácteas involucrais pilosas no dorso,
obtusas; flores cerca de 20 em cada capítulo.
Material examinado: SP — Itu, capoeira, leg. Russel 83 (25. 10. 1897)
SP; Monte Jaraguá, leg. D. Bento Pickel 4365 (10.7.1939)
sp; Campos do Jordão, leg. Hashimoto 180 (6.6.1940) SP.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
104
PR — Capiruzinho, Rio Branco do Sul, dominante na capoei-
ra, a 950 m s.m. leg. Klein 2477 (23.8.1961) rb, hbr;
Curitiba, Barigui, leg. Lange 1313 (19.9.959) rb; São José
dos Pinhais, capoeira, leg. Hatschbach 2812 (9.1952) rb;
ibidem, Araucária, cruzamento da estrada de ferro com a de
rodagem, capoeira, leg. Lange 386 (7.1962) rb.
SC — Canoinhas, Salseiro a 750 m s.m. leg. Klein 3005
(15.9.1962) rb, hbr; Papanduva, Serra do Espigão a 1000
m s.m. leg. Klein 2979; Santa Cecília, Campo Areão a 1200 m
s.m. leg. Klein e Reitz 12622 rb, hbr.
RS — São Leopoldo, no campo, leg. Rambo 1754 (10.10.934)
rb; ibidem, Monte Sapucaia, em carrascal arenoso, leg. Ram-
bo 48696 (7.9.1950) HA.
O nome da espécie se refere à semelhança de suas folhas com as
de espécies do gênero Capraria (Scrophulariaceae).
Reíerência bibliográfica: Cabrera (1963) cita a dispersão da es-
pécie para o sul do Brasil, Paraguai e nordeste da Argentina até o
Delta do Paraná.
42. BACCHARIS DRACUNCULIFOLIA A.P. de Candolle, Prodr. 5:421.
1836.
Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 71. 1882.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, pr. de Alegrete.
Holótipo: Sellow d3549 — Fotótipo F. 22480.
= Baccharis bracteata Hooker et Arnott in Hooker Lond. Journ. 3:35.
1841.
= Baccharis paucidentata Schultz-Bipontinus, in sched.
= Cortyza linearifolia Sprengel, in sched.
Nomes vulgares: vassourinha, alecrim-do-campo, alscrim-de-
vassoura.
Arbusto com 2-3 m de alt., ramos pilosos; folhas lanceoladas, mem-
branáceas, uninérveas, com 1-2,5 cm de compr. e 3-4 mm de larg., den-
samente pontuada de glândulas, com margens inteiras ou 1-3 — dentea-
das, raramente com 5-7 dentes; flor feminina com corola de 2-3 mm de
compr.; aquênio com 1-1,5 mm de compr.; corola da flor masculina com
2,5-3 mm de comprimento.
Material examinado: RJ — Pedra da Gávea a 300 m s.m., heliófila,
flores perfumadas, leg. Sucre 1304 (13.12.1966) rb.; Petró-
polis, leg. O. Góes 158 (3.1944) rb; ibidem, leg. A. P. Duar-
te 4665 (1.4.1959) rb.
cm
SciELO/JBRJ
cm
105
BA — Salvador, Rio Vermelho, leg. Becker 32 (12). 962) R.
MG — Santa Luzia a 1100 m s.m. leg. V. Assis 241 (13-12.
1945) rb; Carandaí, Brejão, leg. A. P. Duarte 714 (28.11.
1946) rb; Paraopeba, leg. Heringer 9376 (1.10.1959) rb;
Serra do Espinhaço a 1300 m s.m. leg. Irwin 22014 (15.1.
1969) rb; às margens do rio Caraça, leg. E. Pereira e Pabst
2640 (25.3.1957) rb, hb; Sete Lagoas, no cerrado leg. J. B.
Silva 189 (18.1.1968) rb.
SP — em Pariquara e Jacupiranga leg. E. Pereira 8200
(12.1.1964) rb; Agatuba, leg. S. Campos (24.11.1969)
sp; Interlagos, leg. Hauff 114 (3.1941) sp; Sorocaba, leg.
Rombouts (4.6.1938) sp; Campinas, leg. Santoro (4.2.
1937) sp; nativa no Parque do Estado leg. Hoehne (5.9.
1932) sp.
PR — Guarapuava, Condoi, orla da mata, leg. Hatschbach
10029 (28.4.1963) rb.
SC — Araranguá, Sombrio, capoeira a 5 m s.m. leg. Reitz
C 527 (4.1944) rb; Caçador a 900-1000 m s.m., ruderal,
leg. L. B. Smith e Klein 10896 (6.2.1957) rb, hbr; Dio-
nísio Cerqueira a 750-850 m s.m. ruderal, leg. L.B. Smith e
Klein 11698 (23.2.1957) rb, hbr; Lajes, Rio Caveiras a
800-900 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein 11314 (12.2.1957)
rb, hbr; Lacerdópolis, Capinzal, capoeira a 500 m s.m. leg.
Reitz e Klein 14685 (12.4.1963) rb, hbr; Joaçaba, nas
margens do rio Peixe a 450-500 m s.m. leg. L. B. Smith e
Klein 11898 (27.2.1957) rb, hbr; Rio Vermelho, capoei-
ra a 10 m s.m. leg. Klein, Souza e Bresolin 5878 (6. 10.964)
rb, hbr; Santa Cecília, capoeira a 1100 m s.m. leg. Reitz
e Klein 13406 (24.10.1962) rb, hbr; Sombrio, capoeira
a 4m s.m. leg. Reitz c 563 (15.4.1944) rb, hbr; São
Joaquim Granja Invernadinha, leg. J. Mattos 4419 e 8758
RB.
Referência bibliográfica: Heering (1913) cita exemplares coletados na Argen-
tina (Misiones, Chaco e Tucuman), Paraguai, Uruguai, Brasil
(Rio Grande do Sul, Santa Catarina, etc.) e Bolívia.
O mesmo autor e Baker (1882) consideram Bacharis leptos-
permoides A. P. de Candolle (1836), um sinônimo de B. dra-
cunculifolia A. P. de Candolle. Teodoro (1957) contesta essa
subordinação. Como não tive ocasião de estudar o tipo de B.
leptospermoides A. P. de Candolle, prefiro incluí-la na lista
de espécies duvidosas.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
106
43. BACCHAR1S UNCINELLA A. P. de Candolle, Prodr. 5:415. 1836.
Cabrera, Boi. Soc. Argentina Bot. 8(1): 33. 1959.
Localidade típica: São Paulo
Tipo: Sellow HIB. 470 — Foto F. 37745
.== Bacharis discolor Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 41. 1882.
“Itatiaia, leg. Glaziou 4858, 5902, 5691”. Foto F. 14967.
Nomes vulgares: vassoura, vassoura-lageana.
Ramos de tomentosos a glabrescentes, com folhas sésseis, de obo-
vais a elípticas ou oblongas, com 6-15 mm de compr. e 4-6 mm de larg.,
com a página inferior cinéreo tomentosa, com margens revolutas, ápice
obtuso, mucronulado, uninérveas; brácteas involucrais agudas, pilosas
no dorso; flores de 20-40; corola da flor feminina de ápice laciniado;
aquênio com mais ou menos 1,5 mm de compr.; pápus da flor masculina
com espessamento denso no ápice.
Material examinado: RJ — Itatiaia, acima das Macieiras, entre 2100-
2420 m s.m., região seca, batida pelos ventos; dominante no
local, leg. O. Fidalgo e M. E. Kauffmann (20.9.1955) rb;
Planalto, a 200-2200 m s.m., leg. E. Pereira 5699 (25.5.1961)
rb, hb; ibidem a 2100 m s.m., leg. Brade 15113 (26.2.1936)
rb; Base das Agulhas Negras, Vargem dos Lírios a 2350 m
s.m., leg. Rizzini 800 (19.7.1952) rb; ibidem, Brade
(27 . 12 . 1934) rb; Planalto, leg. A. P. Duarte 840 (7.1. 1947)
rb; leg. Luederwalt 1660 (29.5.1906) sp; ibidem a 200 m
s.m., leg. R. Diem (25.2.1941) sp; Planalto, Itatiaia, a
2200-2400 m s.m., leg. E. Pereira 7027 (6.2.1962) hb.
PR — Curitiba, Aeroporto, leg. E. Pereira 5541 (23.2. 1960)
hb; Capão de Imbuia, Curitiba, no campo, em abundância, leg.
Dombrowsky 141 e 308 (14.9.1964) rb; ibidem, Atuba,
leg. E. Moreira 373 (8.1963) P.
SC — Alto da Serra do Espigão, pr. do vale de Campos do
Areão a 1200 m s.m., leg. Pabst 6087 e E. Pereira (20.10.
1961) hb; BR-2, pr. de Mafra, Porto São Jorge, leg. Pabst
6039 e E. Pereira (20.10.1961) HB; Caçador, Faz. Carneiros
a 1000 m s.m., leg. Reitz e Klein 13749 (28.10.1962) rb,
HBr; ibidem, ruderal, leg. L. B. Smith e Reitz 8973 (rb, hbr);
Campo Alegre, campo e pinheiral a 900-1000 m s.m., leg. L.
B. Smith e Klein 7349 (6.11.1956) rb hbr; ibidem. Morro
Iquererim a 1300-1500 m s.m., campo alpino, leg. L. B. Smith
e Klein 7426 (8.11.1956) RB. hbr.; Curitibanos, Ponte Alta
do Sul, campo a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 13367 (24. 10.
1962) RB. hbr; Lajes, campo a 800-900 m s.m. leg. L. B.Smith
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
107
e Klein 12063 (11.3.1957) RB. hbr.; Porto União a 750 m
s.m. leg. Reitz e Klein 13681 (27.10.962) RB. hbr.; São
José, Serra da Boa Vista a 1000 m s.m. leg. Reitz e Klein
10363 (10.11.1960) RB. hbr.; São José do Cerrito, campo
a 900 m s.m. leg. Klein 4309 (31.10.1963) RB. hbr.
RS — Taimbezinho in dumetis leg. Rambo 55940 (3.11.1954)
ha.; ibidem, leg. Rambo 54486 (13.11.1953) ha.
O ápice curtamente mucronulado, um tanto encurvado, das folhas
dessa espécie chamou a atenção de A. P. de Candolle (1836), que ba-
tizou-a com o nome tmcinella, um diminutivo de tincis (anzol).
O tipo da espécie é de Sellow, e não Gaudichaud, como tem sido
referido. A respeito dessa confusão, Tecdoro (1957) já deu boa expli-
cação, e o fato mencionado por ele, foi também, confirmado por mim.
44. BACCHARIS ERIOCLADA A. P. de Candolle, Prodr. 5:415. 1836;
Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 48. 1882.
Localidade típica: São Paulo.
Tipo: Sellow HIB. 469 — Foto F. 37715.
= Baccharis subintegritolia Schultz Bipontinus in sched. segundo Teo-
doro Notulae Syst. 15(3) :283. 1958.
= Baccharis velutina A.P. de Candolle, Prodr. 5:415. 1836.
“Ria Grande do Sul, leg. Sellow HIB. 995 e 819”.
Ramos pilosos; folhas de ovadas a elípticas, de margens denticula-
das ou inteiras, com 1-2 cm de compr. e cerca de 0,5 mm de larg. to-
mentosas na página inferior; brácteas involucrais escariosas, amarela-
das, as mais externas papilosas, pilosas no ápice; receptáculo cônico,
fimbriado; flores de 20-30 em cada capítulo; corola da flor feminina
com cerca de 2-2,5 mm de compr., pilosa, com uma série de pêlos unis-
seriados, no ápice; estilete com mais ou menos 3-4 mm de compr.; aquê-
nio com cerca de 1-1.5 mm de compr.; pápus com mais ou menos 3 mm
de compr.; corola da flor masculina com mais ou menos 2,5 mm de
compr., com lacínios oblongos, de ápice revoluto; estilete com mais ou
menos 3,5 mm de compr.; cerdas do pápus da flor masculina com mais
ou menos 2-3 mm de compr. flexuosas na base e com espessamento
apical.
Material examinado: SP — leg. Sellow hib. 469 R.; Campos Jordão,
Campo dos Moreiras, leg. M. Kuhlmann 2518 (13.6. 1950) sp;
Jaraguá, leg. Hoehne 2060 (7.6.1946) r.; Cidade Jardim,
leg. Hoehne 2059, 2067 (17.5.1946) r.
MG — Poços de Caldas, leg. Regnell 1.238 R.; ibidem, leg.
Roppa 732.
!scíelo/jbrj
11 12 13 14 15
cm
108
PR — Lago, leg. Dusén 4112 (7.3.904) R.; Capão Grande,
leg. Dusén 4170 (14.3.1904) r.; Rio Passa Dois, campo su-
jo, orla de capão, leg. Hatschbach 21676 (25.6.1969) hh.;
Balsa Nova, Serra São Luiz, junto de afloramentos de areni-
to a 1000 m s.m. leg. Hatschbach 24472 (16.7.1970) hh.;
Curitiba, leg. Lange 1304; ibidem, Capão de Imbuia, leg.
Dombrowsky 139, 199 (20.4.1964) rb; Paranaguá, leg.
Hatschbach 2431 í 3. 8. 1951) RB.
O nome eiioclada, de origem grega, significa ramos lanosos e está
relacionado com o tomento denso que reveste toda a planta.
44. BACCHARIS NUMMULARIA Heering ex Malme, Kugl. Sv. Vet.
Handl. 12 (2):68-69. fig. 12, 1933.
Localidade típica : Paraná, Pinhais, no campo.
Holótipo : leg. Dusén 7105 (29.10.1908).
Fotótipo : F. 28516.
= Baccharís barrosoana Mattos, Loefgrenia 45:1 fig. 1, 1970.
“Santa Catarina, Urubici, Vacas Gordas, Mundo Novo a 1500 m s.m.,
leg. J. Mattos 12130”. SP. RB.
Folhas de elípticas a orbiculares, sésseis, com cerca de 0,3-2 cm
de compr. e 3-9 mm de larg., de margem inteira a curtamente dentea-
da, albo-tomentosas na página inferior; capítulos de 6-8 aglomerados
no ápice de ramos folhosos; invólucro com cerca de 5-7 mm de altura
e 3-4 mm de diâm., com brácteas involucrais pilosas no dorso; flores
de 30-50 em cada capítulo; receptáculo do capítulo feminino cônico,
fimbriado; corola da flor feminina com mais ou menos 4 mm de compr.,
pilosa, de ápice denteado; estilete com cerca de 6 mm de compr.; aquê-
nio com mais ou menos 1,5-2 mm de compr.; corola da flor masculina
com mais ou menos 5 mm de compr.; cerdas do pápus da flor masculina
flexuosas na base e com espessamento apical.
Material examinado: PR — Piraquara, Florestal, leg. Hatschbach 385
(29 . 9 . 1946) RB. hh.; ibidem, Santa Maria, nas margens de um
brejo, leg. Hatschbach 22422 (11.10.1969) hh.
SC — São Francisco do Sul, campo, a 900 m s.m. leg. Reitz
e Klein 9998 (6.10. 1960) rb. hbr.; ibidem morro do Campo
Alegre a 1300 m s.m. leg. Reitz e Klein 10072 (7. 10.1960)
RB. hbr.; São Joaquim, Bom Jardim, Curral Falso, campo a
1500 m s.m. leg. Reitz e Klein 8165 (13.1.1953) RB. hbr.;
ibidem, Rio Capivaras, Serra do Oratório a 1200 m s.m. leg.
L. B. Smith e Reitz 10137 (16.1.1957) rb. hbr.; ibidem,
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
109
Bom Jardim, Serra do Oratório a 1400 m s.m. leg. Reitz e
Klein 7679 (9.12.1958) rb. hbr.
RS — Serra da Rocinha, Bom Jesus, in campestribus subturfo-
sis, gramin. legit. Rambo 35271 (14.2.1947) HA.
O nome nummulana (moedas) refere-se à forma das fo-
lhas.
Grupo 15. PUNCTULATA:
Arbusto com folhas ovadas ou
lanceoladas, sésseis ou pecioladas;
capítulos dispostos em panículas
multifloras (Fotos 10-12); capí-
tulos com 30-100 flores, com in-
vólucro campanulado, com cerca
de 4-5 mm de altura e 4 mm de
diâmetro, com 3-4 séries de brác-
teas involucrais; flor feminina
com corola de bordo denteado,
com mais ou menos 3-4 mm de
compr.; aquênios com 8-10 estrias
ou costas mais ou menos salientes,
com 1-2 mm de compr.; flores
masculinas com corola de mais ou
menos 4-5 mm de compr., com
limbo dividido em lacínios oblon-
gos; cerdas do pápus da flor mas-
culina com espessamento apical.
Grupo constituído de 5 espécies
com dispersão de Minas Gerais e
São Paulo a Rio Grande do Sul,
chegando Bacchaiis punctulata A.
P. de Candolle até a Argentina,
Uruguai e Paraguai.
45. BACCHARIS PUNCTULATA A. P. de Condolle, Prodr. 5: 405. 1836.
Cabrera, Boi. Soc. Argentina, Bot. 8(1): 32. 1959.
Localidade típica: R. Grande do Sul, pr. de Alegrete.
Holótipo: Sellow 3618 hib. 970 — Fotótipo F. 37737.
— Baccharis melastcmaefolia Hooker et Arnott in Hooker Lond. Journ.
Bot. 3:25. 1841 — “Montes in moist woods of Tucuman, leg. Tweedie
1185”.
= Bacharis atnygdalina Grisebach, Plantas lorentz.: 125. 1874.
“Tucuman”.
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
110
= Baccharis oxyodonta var. punctulata (A.P.DC) Baker in Martius
Fl. Bras. 6 (3): 77. 1882.
Nomes vulgares: cambará-cheiroso, rebentão, mata-pasto.
Arbusto de 1, 5-2 m de alt., com ramos sulcados; folhas de oblongas
a lanceoladas, papiráceas, de base e ápice agudos, margens serrilhadas,
trinérveas, com 5-10 cm de compr. e 1, 5-3 cm de larg., com a página
inferior pontuada de glândulas; pecíolo com 0,5-1 cm de compr.; brac-
teas involucrais obtusas, ciliadas; receptáculo do capítulo hemisférico,
laciniado (fig. 177) com lacínias hialinas, aristadas; flores femininas de
80-100 em cada capítulo; flores masculinas de 40-50 em cada capítulo
Material examinado : MG — Passa Quatro, Estação Florestal de Man-
tiqueira, leg. A. Barbosa 66 (10.3.1948) rb; Juiz de Fora,
leg. Pe. Roth 1356 (15.3.1949) rb; Viçosa, freqüente, leg.
W. Vidal 205 (19.5.1964) rb.
RJ — Petrópolis, leg. Campos Góes 264 (3.1944) rb; Fri-
burgo, leg. Pe. Capell (10.1951) RB; de Friburgo para Tere-
sópolis, Leg. A. P. Duarte 9573 (18.2.1966) rb.
SP — Butantan, campo, leg. A. Joly 915 (3.1950) rb; Ita-
petininga, leg. J. Lima (24.1.1950) rb; ibidem, idem
(4.6.1956) rb; Horto Botânico, s.n. (21.3.1905) SP; Cam-
pinas, leg. Santoro (18.5.1936) sp; Sorocaba, leg. C. Smith
19 (4.1935) sp; Campinas, comum nos pastos formando tou-
ceiras, Inst. Agron. 129; Amparo, Monte Alegre, leg. M.
Kuhlmann 145 (17.12.1942) SP.; Ribeirão Preto, leg. G.
Viegas (20.10.938) sp.; Vila Mariana, leg. Usteri 116
(3.4.1905) SP.; Ipiranga, Luederwaldt (3.3.1908) sp.; Mogi
das Cruzes, campo, leg. A. Gehrt (4.1921) sp.; Jundiaí, leg.
Priggari (3.1894) sp.
PR — Parque Nacional do Iguaçu, leg. Falcão 185; Media-
neira, rio Ocuí, leg. Hatschbach 21086; Curitiba, leg. Steffeld
1612 rb.; Três Córregos à beira da estrada, leg. Reitz e Klein
12048 (24.1.1962) RB. hbr.; Antonina, leg. Capanema
(3.2.1883) rb.; Barigui, beira da mata, leg. Dombrowsky
224 (19.5.1964) rb.; Guabirotuba, ruderal, leg. Steffeld
(24.4.1966) RB.; Campo Largo, alto da serra de São Luís
de Purumã, leg. H. Moreira (23.2.1960) rb; Areia Branca,
São José dos Pinhais, leg.. Hatschbach 2204 (1.4.1951) rb.
SC — Caçador, ruderal a 900-1000 m s.m. leg. L. B. Smith
e Klein 10885 (6.2.1957) RB. hbr.; Campos Novos, ru-
deral, a 800-900 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein 11993
(1.3.1957) RB. hbr.; ibidem, idem 11979; Lajes a 600 m
s.m. Reitz e Klein 14824 (13.4.1963) rb. hbr.; ibidem,
Rio Caveira, a 800-900 m s.m. leg. L.B. Smith e Klein 11317
(12.2.1957) RB. hbr.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
111
RS — Cerro do Cardoso, arredores de Santa Maria, leg. R.
Beltrão 2247 (14.6.1950) RB.; Pelotas, próx. de Encruzi-
lhada, capoeira, leg. Sacco 1244 (22.5.1959) RB.; Tupan-
ciretã, campo, leg. Pott 19 (6.2.1969) RB.
O nome punctulata deve se referir ao ápice das folhas.
46. BACCHARIS CONYZOIDES (Less.) A. P. de Candolle, Prodr.
5:403, 1836 Bas.: Molina conyzoides Lesseing, Linnaea 6:129. 1831.
Localidade típica: Santa Catarina.
Tipo: Chamisso.
= Baccharis quinquenervis A. P. de Candolle, Prodr. 5: 399. 1836.
“São Paulo, leg. Lund 842” — Fotótipo: F. 8173.
Arbusto com ramos prostrados; folhas ovadas, pecioladas, carno-
so-coriáceas, de base arredondado-cuneada, ápice atenuado, agudo,
quinquenérveas, de margens serreadas, com 4-6 cm de compr. e 2,5-4 cm
de larg.; pecíolo com cerca de 2 cm de compr.; capítulos dispostos em
ramos corimbosos, ordenados em panículas; flores femininas de 50-60
em cada capítulo.
Material examinado: SP — Boracea, leg. A. S. Lima e L. Silva
(19.12.1940) SP.; Tietê, leg. Usteri 101 (1905) sp.; Ipi-
ranga, à beira do córrego, leg. Hoehne (19.10.1918) sp.;
Tremembé, no alto, leg. B. Pickel 1219 (1. 1944) SP.
SC — Araranguá, leg. Reitz c 1580 (12.4.1946) hbr.; S.
Francisco do Sul, Garuva, Mina Velha, leg. Reitz e Klein
6683 (18.4.1958) RB.
RS — Taimbezinho, pr. de S. Francisco de Paula, in sphag-
neto dumentoso, leg. Rambo 49437 (18.12.1950) ha.
O nome conyzoides significa semelhante a Conyza, um gênero de
Compositae.
47. BACCHARIS ILLINITA A. P. de Candolee, Prodr. 5: 412. 1836.
Localidade típica: São Paulo
Tipo: leg. Sellow hib. 502.
Foto: F. 37722
Arbusto com ramos o folhas viscosos; folhas de obovais a suborbi-
culares, de ápice arredondado, base cuneada, com cerca de 4-6 cm de
compr. e 2-4 cm de larg., com margens denteadas na metade superior
do limbo, com dentes triangulares, mais ou menos espaçados, trinérveas,
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11 12 13 14 15
112
com nervuras secundárias patentes, bem pronunciadas na página infe-
rior; invólucro com cerca de 4-7 mm de alt. e 2-4 mm de diâm., com
brácteas involucrais vernicosas, dispostas em 3-5 séries; flores cerca de
30 em cada capítulo; aquênio com cerca de 2 mm de compr.
Material examinado : MG — Hermílio Alves, Mun. de Carandaí, cer-
rado, leg. A. P. Duarte 6349 (14.2.1962) rb; ibidem, leg.
Roppa 295 (12.10.1964) rb.
DF — Brasília, Zoobotânico, leg. A. P. Duarte 10092
(12.2.1966) rb. hb.
SP — Campos do Jordão, leg. Pe. E. Leite 3336 (3.1945)
rb.,- Jundiaí, Faz. Traviú, leg. B. Pickel 5166 (7.1.1941)
SP.; Bocaina, no campo, leg. Loefgren (2.4.1894) sp.; Pi-
rituba, leg. Brade 7160 (2.1914) sp.; Butantan, estrada de
Osasco, leg. Hoehne (23.3.918) sp.
PR — Curitiba, leg. Dusén 2371 (26.1.1904) R.; ibidem,
idem 3828 (20.2.1904) R.; ibidem, idem 3856 (25.2.904)
r.; ibidem, leg. Tessmann 41 (14.3.1950) rb.; ibidem,
Pinhais, leg. Hatschbach 613 (31.1.1947) rb.; Rio Negro,
Campo do Tenente, brejo, leg. Hatschbach 2174 (1.4.1951)
RB.
SC — Campo Alegre, morro Iquererim a 1300 m s.m. leg.
Reitz e Klein 6434 (5.2.1958) RB. hbr.; Capinzal a 500-
600 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein 11943 (28.2.1957) rb.
hbr.; Chapecó a 900-1000 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein
11580 (20.2.1957) rb. hbr.; Curitibanos a 850 m s.m.
leg. L. B. Smith e Klein 11079 (2.957) rb. hbr.; ibidem,
banhado do campo a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 11977,
rb. hbr.; Porto União a 900-1110|m s.m. leg. L. B. Smith
12168 (15.3.1957) RB.; São Francisco do Sul, morro do
Campo Alegre a 1200 m s.m. leg. Reitz e Klein 10493 (21.
12.1960) RB. HBR.
RS — São Francisco de Paula, leg. Marques (2.8.1951) rb;
Taimbezinho, leg. Rambo (14.4.1952) rb.
O nome illinita, dado por de Candolle a sua espécie, provém do
latim illino, illinere, que significa untar e está relacionado com o as-
pecto vernicoso que a planta apresenta.
48. BACCHARIS TRIDENTATA Vahl, Symbolae 3:98. 1794; Heering,
Jahrb. Hamburg Wissenschaft Anst. 21(3) :31. 1904; Cabrera, Cole.
Cient. 4 (6a): 130. 1963.
Baccharis tridentada var. tridentada.
Localidade típica : Uruguai, Montevidéu.
Holótipo: Commerson, s.n. — Fotótipo F. 22498.
cm
SciELO/JBRJ
113
= Baccharis aífinis A. P. de Candolle, Prodr. 5:413. 1836. “São Paulo e
Rio Grande do Sul, leg. Sellow hib. 487, 398 e 963”.
= Baccharis subopposita A. P. de Candolle var. aífinis (A.P.DC) Baker
in Martius Fl. Bras. 6(3) :91. 1882.
= Baccharis pauciflosculosa var. puncticulata A. P. de Candolle, Prodr.
5:413. 1836 “Rio Grande do Sul, leg. Sellow hib. 559”.
Foto F. 37730.
De subarbusto a arbusto com cerca de 0,5-1 m de alt., com xilopó-
dio; folhas oblongas, de ápice obtuso ou arredondado, de 3-5 dentea-
do, de base longamente atenuada, trinérveas, com cerca de 1,5-5 cm
de compr. e 0,5-3 cm de larg.; capítulos ordenados em grupos de 3-5,
dispostos no ápice de ramos curtos, axilares, ordenados em panículas
multifloras; invólucro com cerca de 2,5-5 mm de alt. e 2-3 mm de
diâm.; flores de 7-15 em cada capítulo; corola da flor feminina estrei-
tada em direção ao ápice, com bordo denteado, com dentes curtos, de-
siguais entre si; aquênio com mais ou menos 1-1,5 mm de compr.;
corola da flor masculina com cerca de 3 mm de compr., com bordo
dividido em lacínios lineares, enrolados em espiral; pápus da flor mas-
culina com cerdas crespas, com leve espessamento apical.
Material examinado: MG — ad Formigas, leg. Gardner 4911 r.
SP — Tanque da Bexiga, leg. Edwall (28.10.1893) SP
Campo Grande, leg. Edwall (1.11.1892) SP; Bocaina, leg.
Loefgren (2.4.1894) sp; Campos do Jordão, leg. Lanstyak
(4.1937) RB.
PB — Curitiba, leg. Dombrowsky 260 (9.1964) rb; Pal-
meira, Papagaio, planta com túberas, no campo limpo, leg.
Hatschbach 5974 (7.6.1959) rb, hh; Arapoti, faz. Lobo,
orla de brejo, leg. Hatschbach 6898 (22.3.1968) rb, hh.
SC — Sombrio, no campo, a 10 m s. m. leg. Reitz c 802
(9.10.944) lp.
RS — Pelotas, Cascata a 400 m s. m. leg. Irving e Ceroni
(18.6.1968) rb.; São Leopoldo, leg. Pe. Leite 15 (7.1942)
R.; Santa Maria, Boca do Monte, leg. Vidal (25.1.1941)
r.; Porto Alegre, Morro Santa Tereza leg. Rambo 43724
(3.10.946) lp e 43726.
O nome tridentata se refere ao ápice das folhas.
A estampa reproduzida por Baker, na Flora Brasiliensis, sob o
nome de Baccharis tridentata representa Baccharis cognata A. P. de
Candolle.
SciELO/JBRJ
cm ..
114
48a. BACCHAR1S TRIDENTADA var. SUBOPPOSITA (A. P. DC.) Ca-
brera, Coleccc. Cient. 4 (6a): 130. 1963.
Bas.: Baccharis subopposita A. P. de Candolle, Prodr .5: 413. 1836.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, entre Caçapava e Bagé, se-
gundo Teodoro (1957).
Tipo: leg. Sellow d 1883 hib. 978. Foto F. 37744.
= Baccharis dentosa Martius in sched. “Minas Gerais, Vila Rica, leg.
Martius”. Foto F. 20686.
Folhas obovais, de ápice obtuso, denteadas na metade superior do
limbo, de base cúneada, com cerca de 3-6 cm de compr. e 0,5-2, 5 cm
de larg. flores de 35-40 em cada capítulo.
Material examinado: SP — Mogi-Mirim, cerrado, leg. Hoehne
(23.5.1904) SP.; Itapetininga, leg. Sonia Campos 226 (3.4.
1960) SP.
PR — Rio Tibagi, leg. Dusén 3222 (7.1.1904) R.
SC — Sombrio, Araranguá, leg. Reitz c 802 (19.10.1944)
RB. HBR.
RS — de Rio Taquari para Rio Pardo (Rio Jacuí), leg.
Sellow d 1432 (de setembro a novembro de 1823) r.; Ca-
choeira, leg. Malme 638 (22.2.1893) R.
DF — Brasília, local úmido, leg. J. C. Gomes 959 (29.5.
1960) HB.
48b. BACCHARIS TRIDENTATA var. DELTOIDE A (Baker) Heering,
Jahrb. Hamb. Wissenschaft. Anst. 31: 134, 1913.
Bas.: Baccharis deltoidea Baker, in Martius Fl. Bras. 6(3): 90, 1882.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, entre Porto Alegre e Encruzilha-
da, segundo Teodoro (1957).
Tipo: leg. Sellow d 2875 — Foto k. 13189.
Folhas de base cuneada e ápice truncado, com cerca de 1-2 cm de
compr.
Material examinado: RS — Porto Alegre, Morro do Osso, leg. Ram-
bo 43993 (21.10.1949) HA.; Morro da Polícia, leg. Rambo
27273 HA.
Referência bibliográfica: Cabrera (1963) cita o Paraguai, Uruguai e
Argentina, além do Brasil, como áreas de dispersão da es-
pécie e suas variedades.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
115
Grupo 16. M1CRODONTA :
Arbusto de 1-3 m de altura, ramificado; folhas de lanceoladas a
oblongas, de margens finamente denteadas, ou inteiras, peninérveas ou
triplinérveas, glabras ou pilosas, pecioladas; capítulos dispostos em ramos cur-
tos, providos, na base, de uma bráctea foliácea, geralmente mais longa do que
eles, e distribuídos difusamente, formando, o conjunto, uma panícula densa,
bracteada; flores de 10-30 em cada capítulo; invólucro campanulado, com cer-
ca de 3-7 mm de altura e 2-5 mm de diâm., 3-4-seriado; corola da flor femi-
nina de base alargada, estreitada em direção ao ápice, glabra ou pilosa, com
mais ou menos 3 mm de compr. e cerca de 0,2 mm de diâmetro, com ápice
denteado, com dentes curtos, irre-
gulares; aquênio com mais ou me-
nos 1-2 mm de compr. com 8-10
costas ou estrias; flores masculi-
nas com corola dividida em lací-
nios lineares, enrolados em espiral
(fig. 211); estilete dividido em
dois ramos curtos, espessados;
cerdas do pápus com espessamen-
to apical.
Com 3 espécies e 1 varieda-
de, das quais Baccharis micro-
donta A. P. de Candolle, e B. se-
mi serrat a A. P. de Candolle, com
sua variedade ocorrem em Minas
Gerais (Poços de Caldas), Rio
de Janeiro (Itatiaia, Serra dos
Órgãos, Friburgo), Guanabara,
São Paulo, Paraná, Rio Grande
do Sul e Argentina (Tucumán,
Misionis e Córdoba). B. calves-
cens A. P. de Candolle se esten-
de desde a Bahia, Espírito Santo
e Rio de Janeiro até Santa Ca-
tarina.
49. BACCHARIS MICRODONTA A. P. de Candolle, Prodr. 5:416. 1836.
Localidade típica : Paraná, de Carambei e Castro para o Rio Itararé.
Tipo : leg. Sellow 4936 hib. 483. — Foto f. 37724.
= Baccharis retracta Burchell ex Baker in Martius, F1 Bras. 6(3): 64.
1882. São Paulo, leg. Burchell 4513. — Foto k. 13201.
— Baccharis sebastionapolitana Baker, in 1. c. 65. 1882.
Rio de Janeiro, leg. Glaziou 2627. — Foto F. 15063.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
116
= Baccharis meridionalis Heering et Dusén, Arkiv for Bot. 9(15): 26.
fig. 10. Taf. 7. fig. 3, 1910. Paraná. Fernandes Pinheiro, leg. Du-
sén 4337. Foto F. 15016.
= Baccharis wilsorúana Teodoro hyb. nov., Boi. Inst. Geobiol. Ca-
noas 2: 11. Lam. 2, 1949.
Nomes vulgares: trapichava, vassoura branca, vassoura alecrim.
Folhas com 4-5 cm de compr. e 0,5-2 cm de larg., de ápice agudo a
levemente obtuso, de base atenuada em pecíolo, margens denteadas,
com dentes curtos, finos, aproximados entre si, triplinérveas, glabras;
invólucro com 3-6 mm de alt. e 2-3 mm de diâm., com brácteas invo-
lucrais agudas, glabras, de textura mais ou menos firme; flores de
10-15.
Material examinado: MG — Poços de Caldas, Véu da Noiva, leg.
Roppa 587 (24.2.1965) rb.
RJ — entre Mogi e Friburgo, leg. E. Pereira 1341 (25.3.
1955) RB.; Friburgo, leg. Pe. Capell rb.; Petrópolis, Vale Bon-
sucesso a 650 m s. m. em formação à beira da estrada, leg. Su-
cre 2223 (27.1.1969) RB.; Araras, a 1200 m s. m. leg. Sucre
255 (29.3.1964) rb.; Itatiaia, leg. C. Porto (1918) rb.; Te-
resópolis, Granja Comari, leg. Castellanos 24515 (10.2.1964)
rb.; Serra dos Órgãos, leg. Dionísio 288 (24.5.1942) rb. —
Jacarepaguá, leg. Sucre 920 (18.5.1966) rb.
SP — Cunha, leg. A. Viegas (17.4.1939) sp.; Campos do
Jordão, leg. M. Kuhlmann 2073 (22.11.1949) sp.; ibidem,
leg. Hashimoto 25 (18.2.1938) rb.; Cotia, leg. Constantino
(4.1941) rb.; Ipiranga, leg. Luederwaldt (10.1906) sp.; Vila
Mariana, leg. Usteri (23.3.1907) sp.
PR — leg. Sellow 4936 hib. 483 R.; Curitiba, leg. Tessmann
57, muito abundante próx. de um pântano (28.3.1950) rb.;
ibidem, beira da mata, leg. Lange 1001 (18.4.1957) rb.;
Ponta Grossa, Rio Vermelho, Parque de Vila Velha, orla de
matinha ciliar, leg. Hatschbach 8878 (2.3.1962) rb.
HH.; Rolândia, leg. Tessmann 108 (3.937) rb.; Tibagi,
Estrada para Castro a 696 m s. m., zona de campo, próx. de
um rio, em vales artificiais, leg. Hatschbach 5982 (5.6. 1959)
rb. HH.; Fernandes Pinheiro, in silvulae, leg. Dusén 4337
(28.3.1904) R.
SC — Anita Garibaldi a 700 m s. m. leg. Reitz e Klein 14802
(13.4.1963) rb. hbr.; ibidem, idem 14804; Capinzal, La-
cerdópolis a 500 m s. m. capoeira, leg. Reitz e Klein 14723
(12.4. 1963 ) rb. hbr.; Campos Novos, Marombas a 900
m s. m. leg. Reitz e Klein 14587 (11.4.1963) rb. hbr.;
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm
117
Lauro Mueller, Rio do Meio a 350 m s. m., capoeira, leg.
Reitz e Klein 8465 RB. hbr.; Nova Teotônia, leg. F. Plau-
mann 415 (29.2.1944) rb. hbr.; Rio do Sul, Serril a 700
m s. m. leg. Reitz e Klein 12547 (19.4.1962) rb. hbr.;
São Miguel do Oeste, Canela Gaúcha a 700 m s. m. leg. Klein
9575 (1.8.1964) rb. hbr.; Sombrio, Pirão Frio a 10 m
s. m. capoeira, leg. Reitz e Klein 9575 (17.3.1960) rb. hbr.;
Três Barras, leg. Mattos e Labouriau (26.2.1948) rb.; Vidal
Ramos a 650 m s. m., caminho da mata, leg. Reitz e Klein
4386 (16.6. 1957) rb.
RS — Canelas, leg. Mattos e Labouriau (3.2.1948) rb.;
Pelotas, Cascata a 400 m s. m. leg. Irgang (18.6.1968) rb.;
ibidem, leg. Schwacke 2465 (7.3.1880) rb.; leg. Sellow
hib. 963. R.
Referência bibliográfica: Heering (1914) cita exemplares coletados
na Argentina (Tucuman), Uruguai (Maldonado).
O nome da espécie está relacionado com o tipo de incisão do
bordo foliar.
50. BACCHARIS SEMI SSERR AT A A. P. de Candolle, Prodr. 5:404. 1836.
Localidade típica: Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos.
Holótipo: leg. Vauthier 338. Foto F. 28520.
Baker, in Martius, FI. Bras. 6(3): 60. 1882.
BACCHARIS SEMISERRATA var. SEMISERRATA.
Nome vulgar: trupichava, vassoura do campo.
Baccharis doniana H. et Am.
Folhas, quando novas, tomentosas no dorso, depois, glabrescentes
ou glabras, denteadas na metade superior do limbo, tripünérveas, longa-
mente atenuadas em direção à base, com 3-7 cm de compr. e 0,5- 1,5
cm de larg.; invólucro com cerca de 5-6 mm de alt. e 4-5 mm de diâm.
com brácteas involucrais agudas; pedicelo dos capítulos pilosos, com
8-11 mm de compr.; flores de 20-30 em cada capítulo; corola da flor
feminina com mais ou menos 3-3,5 mm de compr.; pápus com mais
ou menos 5 mm de compr.
Material examinado: SP — Campo Congonhas, leg. W. Hoehne 2078
(11.9.1948) lp; Barueri, leg. Brade 7166 (10.1914) sp;
Araçá leg. F. Hoehne (22.8.1944) SP.; Taubaté, leg.'Viegas
(29.9.1938) SP.; Jundiaí leg. M. Kuhlmann (1.10.1942)
SP.; Belém, leg. F. Hoehne (3.10.1945) SP.; Brotas, leg.
Simões 10 (19.12.1929) RB.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
118
PR — Quatro Barras, Rio Taquari, matinha nebular do topo
do morro a 110-1200 m s. m. leg. Hatschbach 19935
(8.10. 1968 ) hh.; Pecegueiro, Bocaiúva do Sul capoeira a
1000 m s. m., dominante, leg. Klein 2478 (8.1961) hbr.;
Curitiba, leg. Tessmann 273 (4.11.1950) rb.; ibidem, Ba-
guari, leg. Lange 1312 (19.9.1959) rb.
SC — Campos Novos, Tupitinga, Caxambu a 700 m s. m. leg.
Klein 4224 (29.10.1963) rb. hbr.; São Joaquim a 1400 m
s. m. leg. E. Pereira 6388 e Pabst 6215 rb. hb.
RS — Galópolis, leg. Rambo 3745 (8.9.1948) lp.
50b. BACCHARIS SEMISERRAT A var. ELAEGNOIDES (Steudel) nov.
var. Bas.: Baccharis elaegnoides Steudel ex Baker.
Sem indicação do tipo e da localidade típica. Foto F. 37713.
Distingue-se da var. semiserrata, pelo tomento canescente que re-
veste o dorso das folhas.
Material examinado: MG — Poços de Caldas, Morro do Ferro, leg.
Roppa 345 rb.; ibidem, idem 356 (17.10.1964) rb.; Serro,
Boca da Mata a 1400 m s.m. leg. Williams 7912 (6.10. 1964)
rb.; Serra do Ibitipoca, leg. Pe. Krieger 9268 (27.9.1970)
rb.; Belo Horizonte, Ponte de Mutuca, leg. Pe. Roth 1612
(25.10.1955) rb.
GB — Pedra Branca, leg. Castellanos 23852 (6.4.1963)
RB.; Sumaré, leg. A. P. Duarte 6211 (1.1962) rb.
RJ — Friburgo, leg. A. P. Duarte 9580 (18.2.1966) RB.;
Itatiaia, Abrigo Rebouças, leg. M. C. Vianna 193 (12.1964)
RB.; ibidem, Maromba, leg. A. Barbosa 25 (18.10.1945)
rb.; Correas leg. Brade 18682 (29.10.1946) rb.; Serra dos
Órgãos, leg. W. de Barros 1060 (22.4.1942) rb.; Friburgo,
leg. Pe. Capell (1951) RB.
SP — Alto da Serra, leg. Navarro de Andrade, sp; Congonhas,
leg. W. Hoehne 2074 (21.9.1948) sp; Mogi, Vila S. Geraldo,
leg. Hashimoto 53 (1.5.1938) rb; Bocaina, a 1600 m s. m.
leg. Brade 20519 (25.11.1950) rb.; São Paulo-Santos, leg.
E. Pereira 5922 (14.10.1961) rb.; Campinas, leg. Keickl
(1939) SP.
PR — Capão Grande, leg. Dusén 2917 (23.12.1903) R.;
Lago, leg. Dusén 4113 (7.3.1904) r.; Curitiba, Barigui, leg.
Lange 1311 e 1325 (20.8.1960) rb.; ibidem, Capão de Im-
buía, leg. Dombrowsky 359 RB.; Tobagi, Monte Alegre, leg.
Hatschbach 3303 (3.8.1953) rb. hh.; Rio Branco do Sul,
Capiruzinho, leg. Klein 2468 (22.8.1961) rb. hbr.; Capane-
SciELO/JBRJ
cm
119
ma, leg. Tessmann 3407 (10.948) rb.; Paranaguá, leg. Dom-
browsky 368 RB.
SC — Bom Retiro, Campo dos Padres a 1400-1500 m s. m.
leg. L. B. Smith e Klein 7648 rb. hbr.; Blumenau, Morro
Spitzkopf a 950 m s. m. leg. Reitz e Klein 8987 (21.8.1959)
rb. hbr.; Brusque, Azambuja a 100 m s. m. leg. Klein 2798
(6.12.1961) rb. hbr.; Itajaí, Cunhas a 10 m s. m. leg.
Klein 1605 (9.1955) RB. hbr.; Lauro Mueller, Vargem
Grande a 350 m s. m. leg. Reitz e Klein 8696 (3.1959) RB.
hbr.; Mafra, leg. E. Pereira 6208 (10.1969) RB. hbr.;
Mondai, Pinheiral, leg. L. B. Smith e Klein 11718 (2.957)
rb. hbr.; Palhoça, Represa dos Pilões, leg. Kuhlmann; Pa-
panduva, Serra do Espigão a 1000 m s. m. leg. Reitz e Klein
13414 (10.1962) rb. hbr.; Rio do Sul, Serra do Matador
a 700 m s. m. leg. Reitz e Klein 6848 (8.1959) RB. hbr.;
Jacinto Machado, Sanga de Areia a 200 ms. m. leg. Reitz e
Klein 9017 (9.1950) rb. hbr.; São Francisco do Sul, Três
Barras, Garuva leg. Reitz e Klein 6679 (4.1958) rb. hbr.;
Sombrio, Pirão Frio, orla da mata a 10 m s. m. leg. Reitz e
Klein 9074 (5.9.1959) rb. hbr.; São José, Serra da Boa
Vista a 1000 m s. m. leg. Reitz e Klein 10142 (13.10.1960)
RB. HBR.
RS — Caxias do Sul leg. Teodoro (3.1949) R.; ibidem, leg.
E. Santos 1875 R. Canela, leg. E. Richter hb.
Referência bibliográfica: Malme (1933) citou o Paraguai como uma
das zonas de ocorrência de B. semiserrata var. elaeagnoides.
51. BACCHAR1S CALVESCENS A. P. de Candolle, Prodr. 5:413. 1836;
Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 53. 1882.
Localidade típica: Minas Gerais, Mariana.
Holótipo: Vauthier 332. Fotótipo' F. 28504.
= Baccharis oleifolia Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:86. 1848-
“Minas Gerais, Diamantina, leg. Gardner 4901” — Isótipo R. lp.
nome vulgar: alecrim (Bahia).
Folhas lanceoladas, pecioladas, de margens inteiras, 5-8 cm de
compr. e 1,5-3 cm de larg. com o dorso revestido de pêlos vilosos, cres-
pos, alvos, que formam pequenos tufos arredondados (fig. 9) e pêlos
longos, lisos; ramos da panícula pilosos, cada um nascido na axila da
bráctea foliácea; invólucro campanulado com mais ou menos 3-4 mm
de alt., e 2-3 mm de diâmetro, com brácteas escariosas, obtusas; flo-
res de 20-30 em cada capítulo; flores masculinas com corola hipocra-
terimorfa, com tudo de rb 1,5 mm e limbo de 0,5 mm, segmentos
enrolados em espiral; estilete com ápice ovoide; corola feminina com
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2 mm de compr. e 0,1 mm de diâmetro, filiforme; pápus unisseriados;
aquênio 10-12 costas, com aproximadamente 1 mm de compr. e 0,5
mm de diâmetro.
Material examinado: BA — Itacaré, mata costeira, leg. Belém 2876
(5.1.1967) RB.; Porto Seguro, leg. A. P. Duarte 6778
(6.1962) RB. hb.; Ondina, leg. D. Espinosa (12.1953) RB.;
Itabuna, saída para Uruçuca, leg. Belém 3558 (5.1968) rb.;
margem da estrada Una-Olivença, leg. Belém 2379 (6.1966)
RB.
ES — entre Vitória e Linhares leg. A. P. Duarte 9736
(5.1966) RB. HB.
MG — Serra do Caparaó a 2000 m s. m. leg. Brade 17056
(10.1941) RB.; arredores de Caxambu a 900 m s. m. leg.
Pabst 4059 (6.1957) RB.; Belo Horizonte, leg. M. Maga-
lhães (16.6. 1943) rb.; Ouro Preto, leg. Damázio (5.7.1915)
RB.; Serra do Curral, leg. M. Magalhães 1850, muito freqüente
(7.1942) RB.; sem local determinado, leg. Claussen 58 LP-38
(1846) = B. clausserú Sch. Bip in Schede LP; Caldas leg.
Regnell (13.6.1874) lp; Barbacena, leg. Glaziou 19012 (2.7.
1884) lp; São Sebastião do Paraíso, cerrado, leg. I. Edesio 2
(12.8.945) lp.
RJ — Serra dos Órgãos, pedra Chapadão a 1 . 900 m s . m. leg.
Brade 16497 (7.1940) rb; Serra dos Órgãos, Abrigo 2 a
1600 m s. m. leg. Cabrera 12249 (13.7.956) lp.; Itatiaia,
Pedra da Divisa, a 2000 m s. m. leg. Brade 14566 (5.1935)
rb; Serra dos Órgãos a 1250 m s. m., leg. P. Carauta 1118
(7. 1970) RB; ibidem, Pedra do Roncador a 1600 m s. m. leg.
Brade 16350 (7.1940) rb; Petrópolis, caminho para a Gruta
do Presidente, leg. P. Carauta 1118 (7.1970) rb.
SP — Vila Galvão, leg. Hashimoto 60 (7. 1938) rb; Jaraguá,
leg. W. Hoehne 1970 e 1906 (7.1946) r.
PR — Lago, leg. Dusén 4229 A (3.1904) R; Itaiacoca, in
silvulae, leg. Dusén 4229 (3.1904) R; Curitiba, leg. Lange
1025 (5.1957) rb.; Alto da Serra de S. Luiz de Purunã, leg.
H. Moreira 193 (23.2.1960) rb.
SC — Governador Celso Ramos, Jordão a 100 m s. m., ca-
poeira, leg. Klein e Bresolin 9439 (19.5.1971) rb; Palhoça,
Pilões a 200 m s. m., capoeira, leg. Reitz e Klein 2984 (6.4.
1956) rb. hbr; ibidem, idem 3224 (4.5.1956) rb, hbr; ibi-
des, Morro da Gambirela a 800 m s. m. leg. Klein e Bresolin
9358 (14.6.1971) RB, hbr; São José, Boa Vista a 1000 m
s. m. leg. Reitz e Klein 10982 (13.4.1961) rb, hbr; ibidem,
capoeira, leg. Reitz e Klein 10983 (4.1961) rb, hbr; Som-
brio, Garapuava, Vista Alegre a 30 m s. m. leg. Reitz e Klein
9684 (14.5.1960) rb, hbr.
SciELO/JBRJ
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cm
121
Grupo 17. OXYODONTA:
Representado por uma só espécie, que se encontra isolada, dentro do
grupo das espécies do gênero, com aquênios mais ou menos comprimidos e
5-estriados e apresentando maiores afinidades com as do grupo que se segue,
de aquênios 8-10-estriados ou costados.
A espécie Bacchaiis oxyodonta A. P. de Candole ocorre de Minas Ge-
rais, Rio de Janeiro e São Paulo a Rio Grande do Sul, chegando a Misionis,
na Argentina, e no Paraguai.
52. BACCHARIS OXYODONTA A. P. de Candolle, Prodr. 5:404. 1386.
Localidade típica: Minas Gerais, Vila Rica.
Tipo: Vauthier 260.
Baker, in Martius Fl. Bras. 6(3: 76. tab. 27. 1882.
~ Bacharis triplinervia A. P. de Candolle, Prodr. 5:404. 1836.
“Minas Gerais, legit Vauthier 271” — Foto F. 28525.
= Baccharis jordaniana Teodoró hybr. n. (= B. oxyodonta SC X B.
melastomaeíolia Hooker et Arnott) in sched, SP. 42807. syn. nov.
Arbusto de mais ou menos 1-3 m de altura, com folhas lanceoladas,
de base cuneada e ápice acuminado, com 10-15 cm de compr. e 1,5-4
cm de larg., membranáceas, triplinérveas, de margens serreadas, pecio-
ladas; pecíolo com mais ou menos 1,5-2 cm de compr.; capítulos dis-
postos em ramos curtos, axilares, ordenados em panículas longas (fig.
94); brácteas foliáceas, que sustentam os raminhos da inflorescência,
de 1-5 vezes mais longas do que eles (fig. 94); invólucro campanula-
do, com 3-4 mm de compr. e 3-4 mm de diâm., 3-seriado; receptáculo
do capítulo feminino convexo, laciniado; flores femininas cerca de 80
em cada capítulo, com corola de cerca de 2-3 mm de compr. e 0,1 mm
de diâm., alargada na base, pilosa, com bordo denteado; aquênio obo-
val, com mais ou menos 1-1,5 mm de compr., com 5 estrias finas e
com pêlos seríceos, esparsos; pápus com cerdas finas, de mais ou me-
nos 3 mm de compr.; estilete com cerca de 3-4 mm de compr.; flores
masculinas cerca de 20-30 em cada capítulo, com corola de mais ou
menos 2,5-3 mm de compr., dividida em lacínios oblongos; estilete
com cerca de 5 mm de compr., pápus com cerdas lisas, finas, levemen-
te espessadas no ápice e com mais ou menos 3 mm de compr.
SciELO/JBRJ
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cm ..
122
O nome Oxyodonia, que significa dentes agudos, deve se referir
aos dentes dos bordos das folhas.
Material examinado: MG — Coronel Pacheco, leg. Heringer 1500
(28.1.952) RB.; Viçosa, leg. W. Vidal (22.8.1962) rb.
RJ — Itatiaia, Maromba, leg. C. Porto 1819 (25.10.1928)
rb.; ibidern, leg. Brade 12652 (8.1932) rb.; Serra dos
Órgãos, Rio Paquequer a 1100 m s. m. leg. Brade 16397
(7.1940) rb.; Petrópolis, leg. C. Góes 354 (20.7.1943)
RB.; Friburgo, leg. Pe. Capell (15.9.1953) rb.; Serra dos
Órgãos, Córrego Beija-flor, barrageiri a 1200 m s. m., leg. Bra-
de 16714 (9.1940) rb.
SP — Campos do Jordão, leg. Hashimoto 179 (6.6.1940)
SP.
PR — Guaratuba, Serra de Araraquara, Morro Cauvi, ca-
poeira, leg. Hatschbach 11059 (30.12.1963) hh.; Campo
Grande do Sul, Sítio do Belizário, leg. Hatschbach 14607
(17.8.1967) HH.; Curitiba, leg. Lange 1149 rb.; Cerro Azul,
leg. Hatschbach 2302 rb. hh.; Jaguariaiva, leg. Rambouts
(19.7.1938) SP.; Campo Largo, leg Rambouts (15.7.1938)
SP.; Piraquara, Rio do Meio, Volta Grande, Serra da Graciosa,
leg. Hertel 109 (8.1946) SP.
SC — Cachoeira do Bom Jesus, leg. Klein e Bresolin 5396;
Campos Novos, Passo do Rio Canoas, leg. Reitz e Klein
15359 rb. hbr.; Herval Velho a' 700 m s. m. leg. Klein
5438 (25.8.1964) rb. hbr.; Ibirama, Horto Florestal, leg.
Reitz e Klein 3409 (17.7.1956) rb. hbr.; ibidem, idem
3107 3490 rb. hbr.; Joaçaba, Catanduvas, leg. Klein 5449
rb. hbr.; Papanduva, Serra do Espigão, leg. Reitz e Klein
13082 RB. hbr.; Leblon Regis, Rio dos Patos, leg. Klein
3123 rb. hbr.; Nova Teotônia, capoeira, leg. F. Plaumann
574 (7.8.1944) rb.; Rio do Sul, Serra do Matador, orla
da mata a 550 m s. m. leg. Reitz e Klein 8752 (16.4.1959)
rb.; São Joaquim, Bom Jardim, Serra do Oratório à beira
do caminho, leg. Reitz e Klein 8661 (19.3.1959) RB. hbr.;
São José, Rancho de Táboa a 500 m s. m. leg. Reitz e Klein
11201 RB. hbr.; Vidal Ramos, Sabiá, leg. Reitz e Klein 4530
RB. hbr.
Reíerência bibliográfica : Malme (1933) faz citação de Misionis e
Paraguai, como zonas de dispersão de B. oxyodonta A. P.
de Candolle.
SciELO/JBRJ
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123
Grupo 18. DENTATA:
Arbusto de 1-4 m de altura, com folhas pecioladas, de ovadas a lanceo-
ladas, de bordos denteados, com dentes triangulares, largos, mais ou menos
distantes uns dos outros; capítulos
dispostos em ramos curtos, dísti-
cos, assentados na axila de brác-
tea foliácea, de 1-5 vezes mais lon-
gas do que eles formando, o con-
junto, uma panícula alongada; in-
vólucro dos capítulos campanula-
do, com cerca de 4-6 mm de alt. e
4-5 mm de diâm., 3-seriado; flores
de 20-50 em cada capítulo; corola
da flor feminina com tubo piloso,
dividido no ápice em 5 lacínios
profundos; aquênios com 10 es-
trias ou costas mais ou menos pro-
nunciadas; flores masculinas com
corola tubulosa, com limbo divi-
dido em lacínios lineares, enrola-
dos em espiral (fig. 209-211) e
pápus com cerdas espessadas abai-
xo do ápice.
O grupo está constituído por
duas espécies muito afins: Bacca-
ns dentata (Vell.) G. M. Barroso,
com dispersão de M. Gerais, Espí-
nto Santo, Rio de Janeiro e São
Paulo, até Rio Grande do Sul, e
P- rívularis Gardner, limitada aos
Estados de Goiás, Minas Gerais e
Distrito Federal.
53. BACCHAR1S DENTATA (Vell.) nov. comb.
Bas.: Chrysocoma dentata Vellozo, Fl. Flum.: 334. 1829 (1825); íco-
nes 8: tab. 47. 1831 (1827); in Arch. Mus. Nac. Rio de Janeiro
5:313. 1887.
= Chrysocoma marítima Vellozo, 11. cc. tab. 22.
= Baccharis macrodonta A. P. de Candolle, Prodr. 5:416. 1836 “São
Paulo, leg. Sellow hib. 485” — Foto F. 33723.
= Baccharis orgyalis A. P. de Candolle 1. c. 416. 1836 “Rio de Ja-
neiro, Serra dos Órgãos, leg. Lhotsky” — Foto F. 37727.
SciELO/JBRJ
cm ..
124
= Baccharis íuchsiaeiolia Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:88.
1848. “Minas Gerais, pr. de Japinhacanga, Gardner 4917”.
Fotótipo k. 13196.
Folhas de oblongas a lanceoladas, com 6-12 cm de compr. e 3-5 cm
de larg., com bordos denteados, com dentes de pouco a muito profun-
dos, mais ou menos espaçados, peninérveas, com 4-8 nervuras laterais,
2 das quais saem da base do limbo, mas muito aproximadas da ner-
vura mediana e só se abrem a mais ou menos 5-6 cm de altura; base
do limbo aguda e ápice acuminado; corola da flor feminina com cerca
de 3-4 mm de compr., com tubo piloso, dividido no ápice em 5 lací-
nios profundos, desiguais entre si, sendo 3 maiores e 2 menores; esti-
lete com mais ou menos 5-6 mm de compr.; aquênio com 1,5-2 mm
de compr. e pápus com cerca de 5 mm de compr.; flores masculinas
em número menor que as femininas, com corola de mais ou menos
5 mm de compr., estilete com cerca de 5-6 mm de compr., com ramos
curtos, abertos, e cerdas do pápus levemente espessadas abaixo do
ápice.
A denominação dentata está relacionada com as incisões dos bor-
dos da folha, geralmente profundas.
Material examinado: MG — Belo Horizonte, Ponta da Motuca, leg.
Pe. Roth 1611 (25.9.1955) rb.
ES — Santa Tereza, Alto de Santo Antônio, leg. Giacomo
(1.10.1953) RB.
RJ — Itatiaia, Planalto, a 2100 m s. m. leg. Brade 14592
(28.5.1935) rb; Serra dos Órgãos, Pedra do Chapadão a
1900 m s. m. leg. Brade 16494 (30.7.1940) rb. — ibidem,
Rio Paquequer, a 1200 m s. m. leg. Brade 16647 (30.8. 1940)
rb; — Petrópolis, Serra das Araras, base da Pedra Maria
Comprida, capoeira, leg. Sucre 3483 (10.8.1968) rb; — Fri-
burgo, leg. Pe. Eugênio Leite 3633 (10. 1945) rb; — Itatiaia
leg. Brade 12651 (8. 1933) rb; — ibidem, caminho do Repou-
so, a 850 m s. m., leg. W. Barros 19 (21.8. 1933) rb.
SP — Campos do Jordão, leg. Pe. E. Leite, s. n. SP; Serra
da Bocaina, Sertão Vermelho a 1200 m s. m. leg. Brade 20128
(6.10. 1949) RB.; — Jardim Botânico, nativa, leg. O. Handro
(28.9.1940) sp; Ubatuba, leg. C. Smith 55 (1.8.1939) sp;
— Parque do Estado, leg. F. Hoehne (4.9.1933) sp; —
Campinas, leg. C. Novais (12. 1894) sp; — Cantareira, Horto
Botânico (31.9. 1901) SP; — Araçá, nas imediações da Caixa
d’Água, leg. Hoehne (7.10.1918) sp; — Butantan, leg.
Hoehne 447 (26.8.1917) sp.
PR — a Leste de Curitiba, a 930 m s. m., zona da araucária,
leg. Tessmann 2722 (10.12.1947) rb; — ibidem, leg Hertel
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
125
1576 (12.1943) rb; — ibidem, Capão de Imbuia, leg. Dom-
browsky 436 (3.10.1964) rb; — ibidem, leg. Lange 1194
(17.9.1958) rb.
SC — Campo Alegre, Pinheiral, Morro Iquererim a 1000-
1200 m s. m., leg. L. B. Smith e Klein 7372 (8.11.1956)
rb, hbr; ibidem, leg. L. B. Smith 12426 rb, hbr; Canoi-
nhas, Rio dos Poços a 750 m s. m., orla do Pinheiral, leg.
Reitz e Klein 13601 (26.10.1962) rb; Lauro Mueller —
Urussanga, Pinhal a 300 m s. m. leg. Reitz e Klein 7549
(25.10.1958) rb, hbr. — Mafra, leg. E. Pereira e Pabst
6199 (20.10.1961) rb, hbr; Palhoça, Pilões a 300 m s. m.,
em mata sobre pedras, leg. Reitz e Klein 3769 (27.9.1956)
rb; ibidem, leg. Reitz e Klein 13428 (24.10.1962) rb; —
Porto União a 800 m s. m., imbuial, leg. Reitz e Klein 13636
(26 . 10 . 1962 ) rb; Rio do Sul, Alto Matador, pinheiral a 800
m s. m., leg. Reitz e Klein 7292 (16.10. 1958) rb; — ibidem,
capoeira a 550 m s. m., leg. Reitz e Klein 7137 (12.9.1958)
RB, HBR.
54. BACCHARIS RIVULARIS Gardner, in Hooker Lond. Journ. 7:83.
1848.
Localidade típica; Goiás.
Tipo: Gardner 3838 — Foto F. 15054.
Folhas lanceoladas, de carnosas a subcoriáceas, glabras, com cerca
de 5-8 cm de compr. e 1-2,5 cm de larg. de ápice agudo e base longa-
mente estreitada em direção ao pecíolo, com margens denteadas, com
dentes triangulares, mais ou menos aproximados entre si, triplinérveas,
com nervuras laterais tênues, mais ou menos aproximadas dos bordos
do limbo; pecíolo com cerca de 2 cm de compr.
O nome da espécie relaciona-se com o local onde Gardner encon-
trou a planta na qual baseou sua descrição, isto é, às margens de rios.
Baker (1880), sem nenhuma razão, subordinou a espécie de
Gardner a Baccharis macrodonta DC.
Material examinado : Brasília, DF., Córrego Landim a ca. de 20 km
ao norte de Brasília a 950 m s. m., leg. Irwin 11346
(16.12.1965) SP. hb; Rio Torto, pr. de Sobradinho a 915
m s. m. leg. Irwin 11441 (7.1.965) hb.
GO — a 25 km de Corumbá de Goiás, à margem do rio, na
estrada para Niquelândia a 1150 m s. m. leg. Irwin 18513
(13.1.1968) hb.
MG — Serra do Espinhaço a 950 m s. m., no cerrado e nas
encostas de rochas, leg. Irwin 23323 (15.2.1969) rb; Ca-
randaí, às margens do rio, em formação de mata ciliar, leg.
A. P. Duarte 8705 (7.1.1965) rb; Nova Ponte, entre pe-
!scíelo/jbrj
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cm
126
dras, às margens do rio das Velhas, pouco freqüente, leg. M.
Magalhães 221 (13.6.1940) rb; Turvo, campo sujo. leg.
Hoehne e Gehrt (24.4.1926) sp; C. Verde, à beira de cór-
regos, e em lugares úmidos, leg. A. Macedo 234 (25.1.1944)
SP.
Segundo a informação do coletor A. Macedo, essa planta, duran-
te a secagem do material, desprende odor muito desagradável. Os ca-
pítulos são pedicelados (curtamente) dispostos em racemos de mais
ou menos 3-5 cm de comprimento, axilares.
Grupo 19. CASSINIAEFOLIA:
Arbustos de 2-3 m de altura, com folhas pecioladas, trinérveas ou
peninérveas; capítulos sésseis ou curtamente pedicelados, ordenados densa-
mente em ramos curtos com 1-3 cm de compr., dispostos disticamente na
base de umá bráctea foliácea de mais ou menos 5-6 cm de compr., formando
uma panícula longa e laxa; invólucro de capítulo feminino com 7-13 mm
de altura e cerca de 4 mm de diâ-
metro e o do masculino com 4-7
mm de alt. e mais ou menos 4 mm
de diâm., com 5-6 séries de brác-
teas involucrais, de textura mais
ou menos firme, imbricada (fig.
114); flores de 5-30; corola da
flor feminina com mais ou me-
nos 4-5 mm de compr., de ápice
lobado, com lobos desiguais entre
si; aquênio cilíndrico, glabro, com
cerca de 2 mm de compr., com
8-10 estrias ou costas bem pro-
nunciadas; corola da flor masculi-
na com cerca de 5-6 mm de
compr., dividida em lacínios linea-
res, enrolados em espiral; pápus
da flor masculina com cerdas le-
vemente espessadas no ápice.
Com 3 espécies das quais
Baccharis cassiniaefolia R. P. de
Candolle ocorre nos Estados da
Guanabara, São Paulo, Paraná e
Santa Catarina; B. oreophila Mal-
me, no Rio de Janeiro (Ita-
tiaia), S. Paulo, Minas Gerais e
Paraná, e B. schultzii Baker, no
Rio de Janeiro (Itatiaia), Minas
Gerais e São Paulo.
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127
55. BACCHARIS CASSINIAEFOLIA A. P. de Candolle, Prodr. 5:412.
1836. Heering, Jahrb. Hamburg Wissenschaft. Anst 21(3): 37. 1904.
Localidade típica: Rio de Janeiro.
Holótipo : Lund, s. n. — Fotótipo 6. 22479.
= Baccharis riedelii Schultz Bipontinus, in sched. — Foto k. 12781.
= Baccharis coriacea Glaziou, Buli. Soc. Bot. France 56. Mem. 3 .1909;
Teodoro, Buli. Bus. Nat. D’Hist. Naturel 2.° sér. 20 (6): 554. 1948.
Folhas oblongas, de margens inteiras, peninérveas, de ápice abrup-
tamente obtuso-acuminado, com cerca de 5-6 cm de compr. e 2-2,5 cm
de larg.; brácteas involucrais castanho-purpúreas, ciliadas nas margens,
de ápice arredondado (fig. 114); corola das flores femininas com pêlos
bisseriados, obtusos, dispostos na base dos lacínios, formando uma faixa
tão larga quanto o comprimento dos segmentos (foto 13).
Material examinado : RJ — Floresta da Tijuca, leg. Glaziou 531
(7.1864) R.
SP — Campo Grande, Estação Biológica, leg. O. Handro 399
(15.7.1954) sp; Paranapiacaba, Estação Biológica, leg.
Kuhlmann 3272 (20.7.1946) sp; Alto da Serra, leg. Gehrt
(8.8.1892) sp; Campo Grande, na Mata, leg. Mattos 9073
(6.12.1960).
PR — Ipiranga, Monte Alegre, leg. Dusén 3505, R; Quatro
Barras, Morro Mãe Catiara a llOOm s.m., leg. Hatschbach
16226 (30.3.1967) hh. — Piraquara, Morro Anhangava a
1350 m s.m., vegetação higrófila mesotérmica, leg. Hatsch-
bach 2209 (8.4.1951) hh.
SC — São Francisco do Sul, Garuva, Monte Crista a 900 m
s. m. Jeg. Reitz e Klein 10276 (3.11.1960) rb, hbr; ibidem,
idem 10932 (24.3.1961) RB, hbr; São José, Serra da Boa
Vista a 1000 m s.m. leg. Reitz e Klein 9708 (11.8.1960)
RB, HBR.
Embora se assemelhe a B. singularis (Vell.) G. M. Barroso, no
hábito e na forma das folhas, é bem distinta, porém, pela disposição dos
capítulos nos ramos da inflorescência.
O nome da espécie é uma homenagem do classificador a Cassini.
cm
SciELO/ JBRJ
cm
128
56. BACCHARIS OREOPHILA Malme, Kungl, Svensk. Vet. Akad. Handl.
12 (2): 75. fig. 13. 1933.
Localidade típica : Paraná, Carvalho, Monte Morumbi a 1200 m s.m.
Holótipo: leg. Dusén 13313 (6.11.1911).
— Bacharis oxyodonta var. iasciculata Dusén, Arkv f. bot. Bd. 9 (5):
24, 1909.
= Baccharis mesoneuroides Toledo, in sched. SP. Syn. nov.
Arbusto com 1-3 m de altura (segundo Dusén, até 5m de altura);
folhas lanceoladas, longamente atenuadas em direção à base, de ápice
acuminado, margens serrilhadas, com cerca de 7-9 cm de compr. e 2-4
cm de larg., triplinérveas, com as 3 nervuras principais paralelas e sa-
lientes na página dorsal do limbo; pecíolo com mais ou menos 2 cm de
compr.; capítulos de 4-6, sésseis, dispostos em ramos espiciformes cur-
tos; invólucro do capítulo feminino com cerca de 10 mm de compr. e
4 mm de diâm.; brácteas involucrais escariosas, com a nervura central
pronunciada, com bordos hialinos e ápice escuro, glanduloso; repectá-
culo laciniado, com lacínios longos; flores de 20-30; corola da flor fe-
minina com mais ou menos 4-5 mm de compr.; invólucro do capítulo
masculino com cerca de 4 mm de alt. e 4 mm de diâm.; corola da flor
masculina com mais ou menos 6 mm de compr.; rudimento de ovário
com mais ou menos 1 mm de compr. e estilete com cerca de 8 mm de
compr. dividido em dois ramos agudos, densamente pilosos.
Material examinado: RJ — Itatiaia, Abrigo Rebouças, leg. Strang 645
(4.12.1964) RB.
SP — Campos do Jordão, leg. Pe. E. Leite 3627 (9.8. 1931)
sp; ibidem, idem (12.7.932). sp; Córrego Alegre, campo, leg.
Loefgren (4.1. 1897) sp; Campo Grande, Estação Biológica de
Paranapiacaba, leg. Kuhlmann 3271 (28.6.1947), comum nos
campos protegidos contra incêndios, desde 1943, SP; Butantan,
leg. F. Hoehne (3.8.1917) sp; Paranapiacaba, leg. T. M. Pe-
deraem 7801 e 7808 (16.6.1966) lp; ibidem, Estação Bioló-
gica, leg. O. Handro 2171 (25.7.971) hb.
MG — Poços de Caldas, Morro do Ferro, leg. Roppa 163
(10.9. 1964) RB; Maria da Fé, Sul de Minas, leg. A. P. Duar-
te 241 (31.8.1964) rb; Santa Rita de Jacutinga,' leg. Pe.
Krieger 8988 rb.
O nome da espécie significa amiga da montanha.
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129
57. BACCHARIS SCHULTZII Baker, in Martius Fl. Bras. 6 (3): 78.
1882.
Localidade típica: Minas Gerais, Poços de Caldas.
Tipo : leg. Regnell III. 758 — Foto F. 22494.
= Baccharis montaria Schultz Bipontinus, in sched. (non DC).
Nome vulgar: alecrim-bravo.
Ramos cicatricosos, com folhagem densa; folhas oblanceoladas, com
base longamente atenuada em direção ao pecíolo, com ápice de agudo
a obtuso, margens denteadas na metade superior do limbo, com cerca
de 5-8 cm de compr. e 1,5-2 cm de larg., trinérveas, com as nervuras
principais laterais mais ou menos curvas e aproximadas dos bordos
do limbo foliar, deixando, na porção central, um campo de mais ou
menos 1-1,5 cm de larg.; capítulos sésseis, agrupados de 3-5 no ápice
de um ramo curto, de mais ou menos 1-2 cm de compr.; invólucro do
capítulo feminino com cerca de 13 mm de alt. e 4 mm de diâm.; brác-
teas invólucrais obtusas, glabras; flores cerca de 5 em cada capítulo,
com corola de mais ou menos 5 mm de compr., de base alargada, es-
treitada em direção ao ápice, curtamente denteada, glabra; aquênio
com cerca de 2-2,5 mm de compr. invólucro do capítulo masculino
com cerca de 6-7 mm de alt. e 5 mm de diâm., 5-seriado; flores cer-
ca de 10.
Material examinado: MG — Caldas, leguminosa Regnell III. 758
(2.2. 1868) R.; Hermílio Alves, leg. A. P. Duarte 1055 e 1056
(1 . 1948) RB; Ouro Preto, Taquaral, leg. M. Aparecida (1969)
RB;
S. Sebastião do Paraíso, Córrego do Atalho e Baú de Santa
Cruz, Leg.J . Vidal 140 lp.
RJ — leg. Riedel 538 (1836) R.; Petrópolis, Quitandinha, leg.
C. Goes 141 RB; Friburgo, leg. Pe. Capell (1951) RB; Itatiaia,
Planalto a 1800 m s.m. leg. E. Pereira 7089 (12.6.1962)
RB, hb; Teresópolis, em campo de vegeação baixa, leg. Sucre
2335 (10.2.1968) rb.
SP — Campos do Jordão, leg. Pe. E. Leite 3367 (4. 1945) rb;
de Isolamento a Água Branca, leg. Usteri (30.8.1905) sp.
O nome da espécie é uma homenagem de Baker a Schultz Bipon-
tinus, botânico inglês, estudioso das Compositae.
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130
Grupo 20. PLATYPODA :
Arbusto de mais ou menos 1-2 m de altura, ramificado; capítulos sésseis,
densamente agrupados no ápice de ramos curtos, formando glomérulos
globosos, geralmente circundados
por brácteas foliáceas (foto 14);
ramos, geralmente, dispostos na
mesma altura, constituindo uma
inflorescência corimbiforme; invó-
lucro do capítulo feminino com
cerca de 8-15 mm de alt. e 3-5
mm de .diâm., e o do masculino
com 5-10 mm de alt. e 3-5 mm de
diâm.; brácteas involucrais em 4-5
séries, de consistência mais ou
menos firme, glandulosas no dor-
so; flores femininas de 3-10 em
cada capítulo, com corola glabra,
com mais ou menos 3-4mm de
compr., de base dilatada, atenua-
da em direção ao ápice, com bor-
do 5-denteado; aquênio com 10
estrias ou costas pronunciadas;
flores masculinas de 10-16, com
corola dividida em lacínios linea-
res, enrolados em espiral, e pápus
com cerdas espessadas no ápice.
Representado por duas espécies
muito características, ocorrentes
nos Estados do R. de Janeiro (Ita-
tiaia, Serra dos Órgãos e Fribur-
go), M. Gerais (P. de Caldas, Ibi-
tipoca, Ouro Preto, Diamantina),
São Paulo (Bocaina e Campos do
Jordão) e, mais raramente, no Es-
pírito Santo (Castelo) e Bahia
(Belmonte).
58. BACCHARIS PLATYPODA A. P. de Candolle, Prod. 5:409. 1836 .
Localidade típica: Minas Gerais, Mariana.
Holótipo : leg. Vauthier 283.
Iconografia: Baker, in Martius Fl. Bras. 6 (3): 99. tab. 33. 1882.
= Baccharis syncephala Schultz-Bipontinus in Lecher Pl. Peruv.
Exsicc. n. 1887 — Foto F. 28523.
SciELO/JBRJ
cm ..
131
Folhas coriáceas, de obovais a oblongas, pecioladas, com cerca de
6-10 cm de compr. e 3-6 cm de larg., de ápice obtuso ou arrendondado,
base cuneada, margens denteadas, peninérveas, com 8-10 nervuras la-
terais oblíquas e com nervuras terciárias formando reticulado denso;
pecíolo com mais ou menos 1-2 cm de compr.; capítulos ordenados em
grupos de 5-10, formando um glomérolo globoso terminal, ou glomé-
rulos menores dispostos em ramos da inflorescência mais ou menos
comprimidos; invólucro do capítulo feminino com 12-15 mm de alt. e
4-5 mm de diâm., com brácteas involucrais, em 4-5 séries, glandulosas
no dorso, com ápice mais ou menos cuculado; receptáculo plano; flores
de 8-10, perfumadas, com corola de mais ou menos 3-3,5 mm de compr.,
com bordo laciniado; estilete com mais ou menos 5-6 m de compr.,
dividido em ramos profundos; aquênio com mais ou menos 2-3 mm de
compr.
O nome platypoda, de origem grega, refere-se aos ramos que sus-
tentam os capítulos, mais ou menos comprimidos.
Material examinado : BA — Belmonte, mata costeira, leg. Belém 3248
(1.2.1967) RB.
ES — Castelo, Forno Grande, a 1600 m s.m., leg. Brade 19865
(18.5.1949) RB.
RJ — Itatiaia, a 2200 m s.m. leg. Brade 12718 (9. 1933) RB;
ibidem a 2250 m s.m. leg. Toledo 746 (6. 1913) RB; Planalto,
leg. W. D. Barros 456; Macieiras, leg. C. Porto 1913 (9.4.929)
rb; Agulhas Negras, leg. Kuhlmann (21.10.1922) rb; Ser-
ra dos Órgãos, Pedra do Frade a 1700 m s.m. leg. Brade
16437 (19.7.1940) rb; ibidem. Pedra do Sino a 2100 m
s.m. leg. Markgraf 10146 (10.1952) rb; Santa M. Magda-
lena, Alto do Desengano, a 2000 m s.m. leg. Santos Lima 247
(8. 1934) rb; ibidem. Brade 13339 (3.3. 1934) rb; Friburgo,
leg. Pe. Capell; ibidem, no cume do Monte Nossa Cruz a 1000
m s.m. leg. Pe. Capell (15.9.1953) rb.
MG — a 4 km do Pico da Bandeira a 2500 m s.m. leg. Abi-
gail de Souza 6 (6.8.1969) rb; ibidem, na descida do Pico
da Bandeira, a 1900 m s.m., leg. Abigail de Souza 26
(6.8.1969) rb; Diamantina, leg. E. Pereira 1396 (20.5.
1955) rb; Serra do Cipó, km 115 leg. A. P. Duarte 8072
(6.1964) RB.; ibidem, km 111-120 a 1200 m s. m. Ma-
guire 49038 (6.8.1960) rb.; Ibitipoca, rupícola, leg. Pe.
Krieger 8571 (11.5.1970) rb; ibidem, Pico do Pião, forma-
ção rupícola em arenito da série de Lavras, entre 1580-1600 m
s.m., no campo, heliófila, leg. Sucre 6675 (11.5.1970) rb;
ibidem, idem, 6717 rb; Santa Rita de Jacutinga, Água Santa,
leg. Urbano 8946 (31.7.1970) 82; Serra do Cipó km 134,
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cm
132
Mn. de Santa Luzia, entre blocos de quartzito, leg. A. P.
Duarte 6441 (25.10.1961) rb; Ouro Preto, leg. Damázio
1127 rb.; ibidem, leg. Aparecida (1969) rb.; Serra do Itaco-
lomi a 1400 m s.m. leg. E. Pereira e Pabst 3079 (22.4. 1957 )
rb. hb.; Nova Lima, Serra do Curral, leg. Pe. Roth 1381
(28.8.1955) rb.; ibidem, Três Bicas, capão' da mata, muito
freqüente, leg. M. Magalhães 4474 (2.7.1943) rb); Itabi.
rito, Pico de Cata Branca a 1300 m s.m. leg. O. Williams 7362
(21.6. 1945) RB.; Carangola, Serra da Grama, leg. Kuhlmann
(20.6.1935) RB.; Passa Quatro, Pico do Muro, leg. Brade
SP — S. José do Barreiro, campo da Bocaina leg. Kuhlmann
18991 (5.5.1948) rb.
4403 (5.1958) sp; Serra da Bocaina a 1800 m s.m. leg.
Brade 20787 (28.4.1951) RB.
59. BACCHARIS ITATIA1AE Wawra, Itin, Princip. Sax. Coburg. 2:28.
1888.
Localidade típica : Rio de Janeiro, Itatiaia.
Holótipo: leg. Wawra 408 — Fotótipo F. 33208.
Folhas oblongas, coriáceas, denteadas na metade superior do
limbo, trinérveas, glabras, de base cuneada, ápice obtuso, pecioladas,
com cerca de 3-5 cmde compr. e 1-2 cm de larg.; capítulos dispostos em
glomérulos globosos, contornados por brácteas foliáceas de mais ou me-
nos 1 cm de compr.; invólucro do capítulo feminino com cerca de 8 mm
de alt. e 3-4 mm de diâm., com brácteas involucrais glabras, viscosas;
flores cerca de 3, com corola com mais ou menos 4 mm de compr., com
bordos denteados; aquênio com mais ou menos 2,5 mm de compr., gla-
bro; invólucro do capítulo masculino com cerca 5 mm de alt. e 3 mm
de diâm.; flores de 10-15, com corola de mais ou menos 5 mm de compr.,
e pápus com mais ou menos 3-4 mm de compr.
Material examinado: RJ — Itatiaia, Rio dOuro a 2100m s.m. leg.
Brade 14090 (9. 1934) rb;
MG — Ouro Preto, freqüente, leg. M. Magalhães. 4476 e
4507 (25.8.1944) rb; Congonhas do Campo, leg. Glaziou
14995 (26.1.1884) lp; Itatiaia, Planalto a 2000-2200 m
s.m. leg. E. Pereira 7572 e C. Pereira (13.4.963) hb.
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Grupo 2 1 . C AM POR UM :
Subarbustos, em geral não ra-
mificados, com xilopódio; folhas
de obovais a oblongas, coriáceas,
triplinérveas, denteadas, na meta-
de superior do limbo (fig. 86); ca-
pítulos, em geral, multifloros, dis-
postos em espiga terminal conges-
ta, glomeruliforme (fig. 95); in-
vólucro da capítulo feminino com
cerca de 5-15 mm de alt. e 2-5
mm de diâm., e o do masculino
com 4-7 mm de alt. e 2-3 mm de
diâm.; corola da flor feminina com
3-6 mm de alt., pilosas denteadas,
no ápice; flores masculinas com
corola dividida em lacínios linea-
res, enrolados em espiral; aquê
nios com 1-2 mm de compr., com
10 estrias ou costas acentuadas.
Com duas espécies e uma va-
riedade, próprias dos campos, ocor-
rendo de Minas Gerais e São Pau-
lo até Rio Grande do Sul, Uru-
guai, Argentina e Paraguai.
60. BACCHARIS CAMPORUM A. P. de Candolle, Prodr. 5: 399. 1836;
Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 80. 1882; Heering, Jahrb Hamburg
Wissenschaft. Anst. 31: 133. 1914.
Localidade típica : São Paulo, no campo, Mogi e entre Sorocaba — Itk.
Holóiipo : Lund 850 — Fotótipo F. 8174
= Baccharis cephalotis A. P. de Candolle, Prodr. 5: 421. 1836.
“S. Paulo, leg. Sellow H b. dgf’ — Fotótipo F. 37709.
BACCHARIS CAMPORUM var. CAMPORUM.
Subarbusto com 30-50 cm de alt., glabro; folhas com 2-2,5 cm de
compr. e lcm de larg. (fig. 86), de ápice agudo, de margens serruladas
a inteiras; capítulos bracteados, reunidos em espiga terminal congesta,
glomeriforme (fig. 95); invólucro do capítulo feminino com cerca de
6-10 mm de compr. e 3-4 mm de larg., com 4-5 séries de brácteas invo-
lucrais agudas; flores femininas de 30-50, com corola de mais ou me-
nos 5-6 mm de compr.; estilete com 6-8 mm de compr. dividido em
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cm
134
dois ramos profundos; corola da flor masculina, em média, com 5 mm
de compr.
Baker (1882) classificou uma var. integrifolia para Baccharis
campoTum A. P. de Candolle, que, acredito, não tenha razão de se
manter como nome válido; deixo de incluí-lo na sinonímia da referida
espécie, por não ter visto o material tipo dessa variedade.
Material examinado: SP — leg. Sellow, hib. 476 (Isótipo de B. cepha-
lotis A. P. DC. R. Ipanema, no campo, leg. Glaziou 12910
(23.4.1881) R; São José dos Campos, leg. Mimura 249
(6.2.1962) sp; ibidem, leg. Loefgren 134 (18.2.1908) rb;
Vila Ema, leg. Brade 16063 (4.1938) rb.
MG — Santa Luzia a 1100 m s.m. leg. V. Assis 195 (13.
12.1945) rb; Belo Horizonte, Morro das Pedras, leg. V. Assis
5998 (4.3.1945) rb; Santa Rita de Pirapama, cerrado, leg.
Pe. Krieger 10121 (17.2.1971) rb.
PR — Curitiba, leg. Dusén 3860 (25.2.1904) R; Capão
Grande, leg. Dusén 3967 (3.3.1904) r; Guarapuava, cam-
po, leg. Brade 19595 (15.2.1949) rb; ibidem, Faz. Capão
Redondo, leg. Hatschbach 12533 e 12534 (12.4.1965) MH;
Qatro Barras, campo seco, leguminosa Hatschbach 10944
(9.2.1964) hh; Ponta Grossa, Vila Velha leg. E. Pereira
5267 (10.2.960) hb; Campo Largo, Rio Papagaio leg. E.
Pereira 5471 (23.2.960) hb.
Paraguai, Serra do Amambaí, leg. Hassler 10106, rb.
60b. BACCHARIS CAMPORUM F. PARVIFOLIA Heering, Jahrb. Hamb.
Wissenschaftl, Ans. 31(3): 134. 1914.
Com folhas muito menores que as de B. camporum var. campo-
rum; invólucro do capítulo feminino com mais ou menos 5mm de alt;
flores de 25-30 em cada capítulo; corola das flores femininas com mais
ou menos 3-4 mm de compr. e aquênio com cerca de 1 mm de compr.
Material ex< ninado: São Paulo, Mooca, leg. Brade 5514 (23.2.1913)
SP; S. Francisco dos Campos, leg. Loefgren 3419 (26 . 12 . 1896)
sp; — Santo Amaro, campo, leg. Usteri 136 (19.3. 1905 ) sp;
S. Bernardo, leg. O. Handro (19.4.1934) sp; Parque Antár-
tica, leg. Usteri sp; Capital, bosque, leg. B. Pickel 4592 (3.3.
1940) sr; Campos do Jordão Umurama, leg. Kuhlmann 2070
(11. 1949) sp; Bosque da Saúde, leg. O. Handro (17.3. 1943)
sp; Mogiguaçu, pr. de Pádua Sales, leg. Handro 585 e 586
(20.6.1956) sp; Campos do Jordão, leg. Hashimoto 14 (22.
10.1938) rb; Vila Ema, leg. Brade 16064 (4.1938) rb.
PR — Castro, Carambeí, rio S. João, campo, pr. de aflora-
mento de arenito, leg. Hatschbach 12122 (1.1965) hh; Qua-
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
135
tro Barras, campo seco, leg. Hatschbach 10944 (9.2. 1964) HH.
SC. — Lajes, Morro do Pinheiro Seco a 900-950m s.m. leg.
L. B. Smith e Klein 12221 (16.3.1957) rb, hbr.
Indicação bibliográfica : Heering (1914), cita como áreas de ocorrência
da espécie, além do Brasil e Paraguai, também a Argentina
(Missicuis, Loreto, leg. Ekmann 229).
61. BACCHARIS SESSILIFLORA Vahl, Symb. 3:97. 1794; Teodoro,
Contrib. Inst Geobiol. Canoas 8:25. 1957.
Localidade típica : Uruguai, Montevidéu.
Holótipo — Commerson, s.n. — Fotótipo F. 22495.
= Baccharis rotundifolia Sprengel, Syst. Veget 3:465. 1826 “Monte-
vidéu, leg. Sellow d 554.”
Folhas de orbiculares a suborbicularis (fig. 83; foto 15) com mais
ou menos 2-3 cm de compr. e 1,5-2, 5 cm de larg, denteadas, com den-
teadas, com dentes bem constituídos, dispostos na metade superior do
limbo; invólucro do capítulo feminino com cerca de 10-15 mm de altu-
ra e 3-5 mm de dâmetro com 4-5 séries de brácteas involucrais obtusas,
glandulosas no ápice; flores de 30-50 em cada capítulo, com corola de
mais ou menos 6-7 mm de comprimento, com bordo 5-lobado, com um
dos lobos muito mais longo que os demais; estilete com cerca de 9-10
mm de compr.; aquênio glabro, com mais ou menos 1-2 mm de compr.
e 0,5 mm de diâmetro, com 11-12 costelas; pápus com cerca de 10-12
mm de compr.; invólucro do capítulo masculino com mais ou menos
6-7 mm de compr. e 3 mm de diâmetro, com 4-5 séries de brácteas in-
volucrais obtusas; corola com mais ou menos 6 mm de compr., com
tubo de 4 mm de compr, cilíndrico e limbo campanulado, com mais
ou menos 2 mm de compr. dividido em 5 lobos longos, de ápice revo-
luto; pápus com cerca de 8 mm de compr, com cerdas espessadas, mui-
to abaixo do ápice, estilete com ápice ovoide.
Planta natural dos campos do Uruguai, Paraguai, Paraná, Minas
Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Material examinado: SP — Botucatú, cerrado a 550 m s.m. leg. Use
Gottsbergr 259 (31.7.1971) Bota
MG — São João dei Rei a Piedade, a 1000 m s.rq. leg. E. Pe-
reira 3169 e Pabst 4004 (26.4.57) HB. ’ ‘
PR — Sengés, Rio Itararé, campo pedregoso, leg. Hatschbach
17798 (15.6.1971) hh; Guarapuava, Fzda. Capão Redondo,
leg. Hatschbach 12534 (12.4.1965) HB. HH.
SC — leg. L. B. Smith 12227 RB.
RS — Porto Alegre, leg. Malme 824 (29.5.1893) R.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
136
Grupo 22. RUFESCENS:
De subarbustos a arbustos baixos, ramificados, geralmente com
xilopódio; folhas sésseis, de oblongas a lineares ou espatuladas; invólucro do
capítulo feminino, em geral, mais alongado que o do masculino, com cerca de
5-6 mm de alt. e 1-2 mm de diâm. (com exceção de Baccharis humilis Schultz-
Bipontinus); brácteas involucrais escariosas; flores de 1-30 em cada capítulo;
flores femininas com corola de mais ou menos 3,5-4 mm de comprimento e
com 0,2-0, 3 mm de diâm., com pilosidade esparsa, denteadas no ápice; estilete
filiforme, com mais ou menos 5 mm de compr.; aquênio mais ou menos cilín-
drico, com cerca de 1,5-2 mm de compr. e de 0,5-0, 8 mm de diâm., com pápus
de mais ou menos 6 mm de compr.; flores masculinas com corola dividida em
lacínios lineares, enrolados em aspirai; pápus de cerdas lisas, espassadas no
ápice; estilete com ápice ovóide, dividido em dois ramos curtos, densamente
Capítulos agrupados no ápice
de ramos curtos ou longos, brac-
teados e dispostos em panículas
alongadas (fotos 16-20).
Com 9 espécies das quais Bac-
charis leptocephala A. P. DC. se
distribui pela Guiana, Venezuela,
Território de Roraima, Estados
do Pará, Maranhão, norte e sul
de Mato Grosso, Minas Gerais,
Goiás, Distrito Federal, até Uru-
guai; B. rufescens var. rufescens
A.P.DC. é freqüente no Para-
guai, Uruguai, centro e norte da
Argentina, e nos Estados de São
Paulo, Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul; B. pseudote-
nui folia Teodoro ocorre de S.
Paulo a Rio Grande do Sul; B.
cognata A.P.DC. é encontrada
em Pernambuco , Minas Gerais,
Mato Grosso, S. Paulo e Sul do
Brasil, Paraguai e Argentina,
(Tucuman); Baccharis varians Gardner, B. subdentata A.P.DC. e B.
brevifolia A.P.DC. ocorrem nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Gros-
so e São Paulo, alcançando o Paraná; Baccharis humilis Schultz Bipontinus é
encontrada nos cerrados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Distrito Fe-
deral, logo após as queimadas. Baccharis martiana é endêmica de Serras de
Minas Gerais.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
137
62. BACCHARIS RUFESCENS Sprengel, Syst. Veget. 3:464. 1826 —
Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 63, fig. 25. 1882 — Heering, Jahrb.
Hamb. Wissenschaft. Anat. 31(3): 136. 1914 — Cabrera, Colec. Cient
4(6a) : 118. 1963.
Localidade típica: Rio Grande do Sul.
Holótipo: leg. Sellow d 1101.
Baccharis rufescens var. rufescens.
= Baccharis paucidentata A. P. de Candoll.e Prodr. 5:420. 1836.
“Rio Grande do Sul, leg. Sellow hib. 823 e 840”.
= Baccharis paucidentata A. P. de Candoll,e Prodr. 5:420. 1836.
“Rio Grande do Sul, leg. Sellow 823 2. 823 e 840”.
= Baccharis baldwinii Hooker et Arnott, in Hooker Journ. Bot. 3:28.
1841.
“Maldonado, leg. Baldwin”.
= Baccharis fluminensis Glaziou, Buli. Soc. Bot. France 57 (3): 400
1910. nomen. — Teodoro, Buli. Mus. Nat. D’Hist. Naturelle 2“ série
20(6). 1948.
Subarbusto ramificado, com ramos folhosos (foto 16); folhas
oblanceolado-lineares, com margens 3-5 denteadas, com ápice agudo e
base atenuada, com 1-3 cm de compr. e 3-4 mm de larg.; capítulos or-
denados em espigas curtas, formando o conjunto uma panícula multi-
flora; invólucro do capítulo feminino com 5-6 mm de alt. e 2 mm de
diâm., com 3 séries de brácteas involucrais glabras, castanho-amarela-
das, uninérveas; flores de 5-8, com corola de mais ou menos 4-5 mm de
compr., com bordo denteado; aquênio com mais ou menos 1-1,5 mm
de compr.; invólucro do capítulo masculino com cerca de 4-5 mm de
compr. e 2 mm de diâm.; flores cerca de 20, com corola de 5-6 mm de
compr. dividida em lacínios lineares; cerdas do pápus da flor masculi-
na finas, com espessamento abaixo do ápice.
Material examinado: SP — Campos do Jordão, leg. Pe. E. Leite 3334
(3.1945) RB; — São José dos Campos, leg. Loefgren 259
(3.1909) RB; — Santana, campo seco, leg. Brade 5347
(3.3.1912) sp; Emas, Mercedes Rachid (28.1.1946) sp;
— Ibaté, cerrado, leg. F. M. Magalhães 17 (16.3.1963) SP.
PR — Laranjeiras do Sul, campo seco, limpo, leg. Hatsch-
bach 21139 (12.2.1969) hh; — Ibidem, idem 2546
(12.4.1965) HH.
SC — Joaçaba a 1000-1200 m s.m., leg. L.B. Smith e Klein
11426 (18.2.1957) RB, hbr; Palhoça, campo de Massiam-
bu, restinga, a cerca de 2 m s.m. leg. Reitz e Klein 462
(12.3.1953) rb; Sapé, Pântano do Sul, leg. Bresolin 201
(17.3.1971) RB.
SciELO/JBRJ
138
cm 1
RS — < leg. Sellow hib; 823 e 840 (Isótipos de B. pauciden-
tata A.P.DC.) R; — Lombos, pr. de Viamão in arenosis
dumetosis leg. Rambo 46881 e 46882 (17.4.1950) ha.
Talvez Sprengel, ao chamar a espécie de ruíescené, quisesse se
referir à coloração avermelhada do invólucro dos capítulos e das cer-
das do papus, depois de herborizados.
63. BACCHARIS PSEUDOTENUIFOLIA Teodoro, Contrib. Inst. Geo-
biol. Canoas, 8:35. 1957.
Bas.: Baccharis tenuilolia A.P. de Candolle, Prodr. 5:423. 1836 (non
Linnaeus).
Localidade típica: São Paulo.
Tipo — leg. Sellow HIB 512.
= Baccharis ruiescens var. tenuilolia (DC) Baker in Martius Fl. Bras
6(3). 63. 1882.
= Baccharis spathulata Gardner in Hooker Lond. Journ. Bot. 7:87.
1848 p.p.
Folhas linear-espatuladas, com cerca de 2-4 cm de compr. e 2-3 mm
de larg., de ápice obtuso-mucronado, base longamente atenuada, uni-
nérvea, glanduloso-pontuada no dorso (foto 17); flores femininas 6 em
cada capítulo.
Muito afim de B. ruiescens var. ruiescens.
Material examinado : SP — leg. Sellow hib 512 (Isótipo) r; — leg.
Sellow 5556 hib, r; — ibidem, idem hib 404, 405, 406, 407,
R; — Mogi Mirim cerrado, leg. A. P. Veigas, sp; — Inda-
iatuba, cerrado, leg. Viegas, sp; — Campinas, leg. Santoro, sp;
— Ipiranga, leg. Luederwaldt 105 (3.1907) sp; — Itú, cer-
rado, leg. Russel 327 (20.3.1889) sp; — Jundiaí, campo,
leg. Brade 7154 (14.3.1915) sp; — S. José dos Campos, leg.
Mimura 433 (6.1962) rb; — Itapetininga, leg. J. I. Lima
(1.4.1945) RB.
MG — S. Tomé das Letras, a 1200 m s.m., leg. Pabst 4243
(18.6.1957) rb, hb.
GO — Alto Paraíso, Cinturão Verde, campo, leg. F. Ribeiro
Rosa 65 (11.6.1965) RB.
PR — Vila Velha, Arroio Quebra Perna a 828 m s.m., leg.
Hatschbach 8963 (2.3.1962) rb, hh; — Pirai do Sul, Joa-
quim Murtinho, campo limpo, seco, leg. Hatschbach 18805
(21.3.1968) rb; Campo Largo, Rio Papagaio, leg. E. Perei-
ra 5483 (23.2.1960) rb; Guarapuava, Faz. Capão Redondo,
campo limpo, seco, leg. Hatschbach 12528 (12.4.1965) HH;
!scíelo/jbrj
139
— Monte Alegre, campo, leg. Kuhlmann (21.3.1954) rb.
SC — Chapecó a 900-1000 m s.m. leg. L.B. Smith e Klein
11426 (18.2.1957) rb,- — Mafra, a 800-850 m s.m., leg.
L. B. Smith e Klein 12111 (1.3.1957) rb, hbr.
RS — S. Leopoldo, leg. Pe. E. Leite 2615 (3.1941) sp; —
Tupanceretã, leg. A. Pott 7 (6.2.1969) rb.
Argentina — Missionis, rb.
Como o nome tenuiiolia já fora usado por Linnaeus para uma es-
pécie de Baccharis, Teodoro mudou o nome da espécie de A.P. de Can-
dolle para pseudotenuitolia.
64. BACCHARIS MARTI AN A, nom. nov.
Nom. substituído: Baccharis mfescens var. alpestris (Martius)
Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 64. 1882, non Baccharis alpestris
Gardner.
= Bacharis alpestris Martius in sched., non Gardner — Fotótipo F.
20685. “Minas Gerais, Monte Itambé, leg. Martius”.
= Baccharis peseudoalpestris Teodoro, Contrib. Insti Geobiol. Canoas
8:35. 1957, nom. illeg.
Frutex ramosissimus, ramis glabratis, foliosis; foliis linearibus im-
bricatis, apice acutis, ptanis, uninervis, perlucidis punctatis 3 cm longis,
2,5 mm latis; capitulis axilaribus, dense aggregatis, ramis brevibus 4-5
cm longis bracteatis dispositis, quibus conjunctim paniculam densam
piramidalem terminalem iormantibus; bracteis ramulorum íoliaceis,
spathulatis, uninerviis, perlucidis, obtusis, mucronulatis, 1 cm longis;
involucro femineo ca. 5 mm alto, 1,5-2 mm lato, 4-seriato, bracteis invo-
lucralibus obtusis, apice glandulosis; iloribus 1-5, corollis ca. 3 mm lon-
gis, basi dilitatis, versus apicem attenuatis, 5-dentatis, glabris; achae-
niis glabris, 2 mm longis, cylindricis, 10-costatis; setis pappi 3 mm lon-
gis; capitulis masculis involucro campanulato, 2,5-3 mm alto, 2,5 mm
lato; iloribus 6, corollis 3 mm longis, tubo glanduloso, limbo laciniis
linearibus divise; pappi setis 3 mm longis, apice dilatatis.
Material examinado : MG — Diamantina, Água Limpa, leg. E. Pereira
1442 (22-5-1955) rb. Ibidem, local pedregoso, subida para a
serra, leg. M. Magalhães 17573 (1.4.1960) ina. hb.
O nome novo proposto por Teodoro (1957) é contrário ao Art. 33
do Código Internacional de Nomenclatura Botânica (1972), pois cita
um nomen nudum como epíteto substituído, sem dar referência con-
creta da descrição anterior (Baker, 1882).
cm
JsciELO/ JBRJ
cm 1
140
65. BACCHAR1S LEPTOCEPHALA A. P. de Candolle, Prod. 5: 413.
1136.
Localidade típica: Uruguai, segundo Teodoro (1957).
Tipo: Sellow, hib. 950,, 977 e 948.
= Baccharis varians Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:8 4.1848 p.p.
“Goyaz, leg. Gardner 3839”, Foto F 15081 e Foto k. 13202 syn. nov.
= Baccharis curvifolia Gardner 1. c. 87. 1848. “Minas Gerais, leg. Gard-
ner 4903” Foto k, 13186, syn. nov.
r= Baccharis guianensis Schomburgk, Fauna et Flora Guyan.: 1135.
1848. “Auf trockner Savanne in der Ungebung von Pirara, leg.
Schomburgk 605”. Foto F. 14985. Syn. nov.
= Baccharis ruíescens var. varians (Gardner) Baker in l.c. Syn. nov.
6(3) :64. 1882.
— Baccharis ruíescens var. varians (Gardner) Baker in l.c. Syn. nov.
= Baccharis paulistana Teodoro et W. Hoehne, nov. hybr. — Boi. Inst.
Geobiol. 2: 17. 1949. Lam. III ( Baccharis myricaefolia X Baccharis
tenuifolia) syn. nov.
Localidade típica: SP campo Congonhas e Caieiras.
Subarbusto com cerca de 1-3 m de altura, com xilopódio; folhas de
espatulado-oblongas a espatulado-lineares, glabras, com 1-5 cm de com-
primento e 1-5 mm de larg., de ápice obtuso e base longamente ate-
nuada, folhas maiores e menores fasciculadas; na axila das folhas maio-
res nascem ramos curtos, de 2-4 mm de compr., com folhas lineares, de
1-2 mm de compr. e cerca de 1 mm de larg.; na porção mais próxi-
ma do ápice dos caules, esses raminhos são férteis e apresentam grupos
terminais de 5-10 capítulos sésseis, axilares, mais ou menos congestos,
formando, o conjunto de ramos, uma panícula estreita e longa, de mais
ou menos 15-20 cm de compr. (foto 18); bractéola espatulada, com
mais ou menos 12 mm de compr.; capítulo feminino com invólucro
mais ou menos cilíndrico, com cerca de 6 mm de alt. e 2 mm de diâm.
e o masculino mais ou menos campanulado, com cerca de 5 mm de
altura e 3 mm de diâm., com brácteas involucrais agudas, glabras,
escariosas, 3-seriadas; flores cerca de 10 em cada capítulo; corola da
flor feminina com mais ou menos 3,5 mm de comprimento, com tubo
piloso e ápice dividido em 5 lacínios estreitos; estilete com mais ou
menos 6 mm de compr., dividido em dois ramos profundos; aquênio
glabro, com 10 estrias ou costas, com mais ou menos 1-1,5 mm de
compr.; corola da flor masculina com mais ou menos 4-5 mm de compr.,
com tubo glanduloso e limbo dividido em lacínios oblongos agudos;
papus da flor masculina com cerdas finas, lisas, com leve espessamento
abaixo do ápice.
Espécie confundida por Gardner com a sua Baccharis varians, foi
considerada por Baker como variedade de Baccharis ruíescens SprengeL
JSciELO/ JBRJ
cm ..
141
Nem Gardner, nem Baker, notaram que as exsicatas coletadas em Goiás
e em Minas Gerais e etiquetadas com os números 3839 e 4913, eram
duas espécies diferentes. Heering (1913) foi o primeiro a sentir que
havia algo confuso, quando fez, às páginas 137, o seguinte comentá-
rio: “Baccharis rufescens var. varians (Gardner) Baker ist schlecht
umgrenzt. Baker rechnet hierher z. B. auch Balansa 739, die oben bei
B. leptocephala genannt ist. Wahrscheinlich ist auch diese Varietát
eine eigne Art, die auf das õstliche und zentrale tropische Brasilien
und Guiana beschrànkt ist”.
Fazendo a revisão das exsicatas 3839 e 4913 de Gardner, pude
comprovar que se tratava de material de duas espécies diferentes,
uma das quais era Baccharis leptocephala DC., cuja fotótipo doada
pelo Field Museum, comparada com o farto material coletado, de vá-
rias procedências, me possibilitou uma determinação correta, e a outra
é Baccharis varians Gardner.
Também Teodoro, em 1949, descreveu seu híbrido novo, a que
deu o nome de Baccharis paulopolitana (= B. myricaeíolia X B. te-
nuilolia ) e em 1954 voltou a mencioná-lo, declarando estar incorreta
a informação anterior (1949) e considerando, então, a espécie um pro-
duto de Baccharis dracunculiiolia f. denticulata X Baccharis pseudo-
tenuifolia. Na realidade, os tipos dessa espécie concordam plenamente
com a descrição e as fotografias (F. e K.) de Baccharis leptocephala
A. P. DC. uma espécie de ampla distribuição e que já foi bastante
confundida por outros autores.
Material examinado: Guiana, Paramacutoi Savannah, Ireng District,
leg. Alston 509 (5.1926) rb; — entre Território do Rio
Branco, Brasil e o Estado Bolivar, Venezuela, Serra Sabang,
a 950|m s. m. leg. Maguire 40328 (16.12.1954) RB, NY.
Brasil: PA • — • região do Araguaia, Igarapé Gameleirinha, ve-
getação dos campos gerais, leg. Fróes 28779 (15.6.1963)
rb; ibidem, rio Paru de Oeste (Tirirós), campos gerais, lu-
gar alagado, leg. P. Cavalcante (23.6. 1960) rb; ibidem, idem
914 (1.7.1960) rb.
MA — à beira da estrada, leg. M. Pires e Black 1679A
(6.8.1949) rb.
MT — Xavantina — Cachimbo, cerrado, leg. Phlicox 3870
(4.1.1968) rb; — ibidem, Serra do Roncador, cerrado a
550 m s. m. leg. Irwin 16536 (3.6.1966) SP, HB; Xavan-
tina, a 550 m s. m. Irwin 46022 (22.5.966) rb.
MG — Belo Horizonte, Serra do Curral, leg. Pe. Roth 1420
(10.4.1955) e 1463 (19.6.1955) rb; — ibidem, cerrado,
Serra do Cipó, leg. Heringer 5320 (27.7.1956) RB; — ibi-
dem, Patos de Minas a 800 m s. m. A. P. Duarte 2898
(21.8.1950) rb; — Aruriroca, campo pedregoso, leg. M.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
142
Magalhães 46577 (25.6.1943) RB; — Belo Horizonte, Serra
da Motuca a 1100 m s. m., leg. Markgraf 3560 (16.11. 1938)
rb; — Diamantina, Palmital leg. M. Magalhães 1624 (29.4.
1942) rb; — Salinas, leg. Weddell 2192 (1844) lp.
DF — Brasília, Chapada da Contagem a 1000 m s. m. leg.
Irwin 8182 (11.9.1965) rb, hb.
GO — Chapada dos Veadeiros a 1000 m s. m. leg. Irwin
12785 SP, hb — rio Piau, de Barreiras a Posse a 850 m s. m.
leg. Irwin 14646 (12.4.1966) sp, hb.
SP — São José dos Campos, leg. Mimura 452 (11.7.1962)
rb; — Descalvado, leg. M. A. Pereira (11.2.1955) rb; —
Ibaté cerrado, leg. F. M. Magalhães 17 (16.3.1863) rb; —
São Carlos cerrado, leg. Gil Felipe 165 (24.3.1963) rb; —
Caieiras, leg. W. Hoehne 2095 e 2096 (lp).
PR — Papagaios, leg. Hatschbach 6789 (23.2.960) lp.
RS — Porto Alegre, leg. Mohrdieck 1 (8.951) p.
66.
BACCHARIS VARIANS Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:84. 1848,
emendavit G. M. Barroso.
Localidade típica: Minas Gerais, próximo de Formiga.
Holótipo: leg. Gardner 4913 — Fotótipo K. 13203.
Frutex ramosus, gíaber, subviscosus, ramos primários et secundários
íerens; rami primarii striati 30-40 cm longi, foliis sessilibus spathula-
to-oblongis, apice obtusis raro tridentatis, base attenuatis integris, circ.
1-3 cm longis, Ofi-1 cm latis obsiti; rami secundarii 6-10, distici, 5-10
cm longi ad rami primari apicem dispositi et foliis imbricatis circ.
0,5-1 cm longis, 0,3-0, 5 cm latis et capitulis apice aggregatis praediti;
capitulum fem. involucro 5 mm alto, 2 mm lato, 3-seriato, bracteis
involucralibus obtusis, dorso glandulosis, margine hyalinis, fimbriatis,
10-15 iloribus; corollis 2,5 mm longis, pilis clavelatis uniseriatis spar-
sis et apice 5-dentatis, dentibus inaequalibus dense pilosis; pappi setis
circ.. 3 mm longis; achaeniis cylindricis, 10-costatis, glabris, 1-1 £ mm
longis; capitulum masc. involucro 4 mm alto, 2 mm lato, 9 iloribus;
corollae tubo piloso, tenue circ. 2,5 cm longo, limbo 1£ mm longo,
laciniis oblongis acutis, spiraliter tortis diviso; pappi setis apice leviter
incrassatis. (Foto 19).
Material examinado: MG — near Formigas, leg. Gardner 4913, July,
1840 R. (Isótipo); Belo Horizonte, Serra da Motuca, leg.
Mello Barreto 10898 (28.7.1940) rb; ibidem, leg. Brade
11856 (9.7. 1932) rb; ibidem, Serra do Curral, leg. Pe.
Roth 1346 (12.7.1955) rb; Ouro Preto, leg. Damázio; Ca-
xambu a 1200 m s. m. leg. A. P. Duarte 3824 (7.1954) RB;
Chapada das Perdizes, Serra de Carrancas, leg. Heringer 742
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
143
(9.9.1939) sp; Poços de Caldas, Campo do Saco, leg. Leon-
cini 79 (4.8.1964) rb; Ituiutuba, São Vicente, leg. A. Ma-
cedo 4865 (28.10.1956) rb; Araxá, leg. A. Macedo 4254
(5.2.1956) rb.
GO — Corumbá, Pirineus, leg. A. Macedo 4322 (17.2. 1956)
RB.
SP — Caieiras, leg. Hoehne (22.8.1945) S.; leg. Loefgren
20815 sp.
Devido à confusão com as duas exsicatas coletadas, de duas es-
pécies afins, mas distintas, Gardner só poderia ter dado ao novo ta-
xon o nome de varians.
67. BACCHARIS BREVIFOLIA A. P. de Candolle, Prodr. 5:409. 1836.
Localidade típica: São Paulo, Mogi, no campo.
Holótipo: Lund, s. n. Fotótipo: F. 22477.
= Baccharis xerophila Martius ex Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 65.
1882. — Teodoro, Contrib. Inst. Geobiol. Canoas, 8:25. 1957.
Arbusto de 1-2 m de altura, ramificado, com ramos densamente fo-
lhosos; folhas oboval-cuneadas, com cerca de 0,7-1 cm de compr. e
3-5 mm de larg., glabras, glutinosas, mais ou menos coriáceas; capí-
tulos aglomerados no ápice de ramos folhosos, formando pseudo-pa-
nículas de cimas glomeriformes; capítulo feminino com mais ou me-
nos 5-6 mm de alt. e 2-3 mm de diâmetro, com cerca de 10 flores;
corola com cerca de 3,5-4 mm de compr. e 0,3-0, 5 mm de diâmetro,
com pelos bisseriados, de ápice clavado; aquênio com mais ou menos
2 mm de compr., 1 0-costado com pápus unisseriado; capítulo masculi-
no com invólucro de mais ou menos 4-5 mm de compr. e 2-3 mm de
diâmetro com cerca de 16 flores; corola com mais ou menos 4-5 mm
de compr., com lacínios longos, enrolados em espiral; pápus com cer-
ca de 4,5 mm de compr. com cerdas espessadas no ápice.
Material examinado: MG — Santa Bárbara, estrada Rio Acima, leg.
L. Duarte 941 (30. 10. 1966) hb.
RJ — Itatiaia a 2000 m s. m. leg. Brade 1215 (9.1933) rb;
na base das Agulhas Negras, leg. Kuhlmann (9.6.1930) rb;
a 2500 m s. m. leg. Brade 20276 (5.1950) rb. Agulhas Ne-
gras, leg. Graziela, Egler e Edmundo 95 (16.7.1953) rb;
Planalto, leg. E. Pereira 32B (26.3.1943) rb.
SP — Campos da Bocaina a 1600 m s. m. leg. Brade 20517
(25.11.1950) rb; ibidem, idem 20518; São José dos Cam-
pos, leg. Loefgren 259 (3. 1909) rb.
!scíelo/jbrj
11 12 13 14 15
cm 1
144
PR — Lapa, Rio Passa Dois, campo pedregoso, leg. Hatsch-
bach 21679 (6.969) hh; Serra S. Luiz de Purunã (Campo
Largo), leg. Hatschbach 153 (3.3.946) lp; Lapa, Fazda.
Santa Amélia, leg. Hatschbach 153 (24.7.945) lp.
68. BACCHARIS COGNATA A. P. de Candolle, Prodr. 5:413, 1836.
Localidade típica : Rio Grande do Sul, entre Herval e Piratini.
Tipo: Sellow d 1930. Foto F. 37710.
= Baccharis tridentata Baker (non Vahl) in Martius F1 Bras. 6(3):
97. tab. 32, 1882. p. p.
= Baccharis pseudotridentata Heering, Jahrb. Hamb., Wissenschaftl.
Anst. 31(3): 140. 1914.
= Baccharis hoehniana Teodoro, nov. hybr., Contrib. Inst. Geobiol.
“La Salle’, Canoas 3:5. 1954. (= B. sebastianopolitana X B. cog-
nata).
Tipos: f. masc. leg. W. Hoehne 2286; f. fem. idem 2280 (SPF).
Localidade típica : São Paulo, via Anhanguera.
Nomes vulgares: vassoura, vassoura-de-são-joão.
Folhas obovais, com cerca de 2-4 cm de compr. e 1-3 cm de larg.,
de ápice obtuso ou arredondado e base cuneada, decorrentes no pecíolo,
com margens de 6-8 denteadas, triplinérveas; capítulos agrupados no
ápice dos ramos curtos, folhosos, ordenados em panículas mais ou me-
nos longas; invólucro do capítulo feminino com cerca de 7 mm de
alt. e 3 mm de diâm.; flores de 15-20; corola com mais ou menos 4-5
mm de compr., com pêlos unisseriados, obutsos e bordo 5 denteado,
com dentes desiguais; aquênio com mais ou menos 1,5-2 mm de compr.,
glabro; pápus com 6-7 mm de compr.; invólucro do capitule masculino
com mais ou menos 5-6 mm de compr. e 3 mm de diâm.; flores cer-
ca de 15; corola com mais ou menos 6 mm de compr.; pápus; com cer-
das espessadas abaixo do ápice.
Material examinado: PE — Garanhuns, alto da serra, estr. para Pai-
meirinha, área tipo cerrado, leg. Andrade-Lima 67-5083
(18.10.1967) RB. INPA.
MG — leg. Damázio 1462 RB; Diamantina, leg. D. Romariz
(1.2.1947) rb; Poços de Caldas, Alto üa lanta Cruz, leg. J.
Becker 408 (8.6.1964) RB; ibidem, leg. M. Emmerich 2217
(21.11.1964) rb; Ouro Preto, Cachoeira n Campo, leg.
Mello Barreto 11151 (28.6.1941) rb; Caldas, leg. B. Ro-
drigues 460 (12.1876) rb; ibidem, leg. Leoncini 430 (10.11.
1964) rb; João d’El Rei leg. Pe. Krieger 7171 (10.1969)
RB.
RJ — Petrópolis, leg. Góes 1024 (12. 1943) rb.
JSciELO/ JBRJ
cm
145
SP — Itapetininga, leg. J. Lima (8.4.1947) RB; Várzea do
Tietê, Lins, leg. Hashimoto 351 (3.3.1941) sp; Caieiras, leg.
Hoehne (11.4.1945) sp; Campos do Jordão, leg. Lanstyak
(4.1937) RB; Itapetininga, leg. S. M. Campos 207 e 204
(3.1960) sp.
SC — Papanduva, Estiva, leg. E. Machado (15.3.1947).
RS — leg. Sellow hib. 973 R; Menino Deus, leg. Malme
1513 (20.3.1921) R; Porto Alegre, Morro da Glória, leg.
Rambo 484 (6.3.1933) SP; Morro da Polícia, leg. Malme
1342 (14.2.1902) r; São Leopoldo, Sapucaia, leg. Rambo
40535 (14.3.1949) HA.
SC — Campo de Capivara, acima da Serra Geral, leg. Ule
1784 (3.1891) R.
69. BACCHARIS SUBDENTATA a. P. de Candolle, Prodr. 5:408. 1836.
Localidade típica : Minas Gerais, Serro Frio.
Fotótipo: legit. Vauthier 839 — Foto F. 8136.
= Bacchaiis subcapitata Gardner, in Hooker Lond Journ. 7:85. 1848.
“Goiás, entre Arraias e São Domingos” leg. Gardner 4251 — Foto
F. 15075. Isótipo lp.
Folhas obovais, cuneadas, com 3,5 cm de compr. e 1-2 cm de larg.,
triplinérveas, glabras, com bordos inteiros ou levemente denteados; capí-
tulos agrupados no ápice dos ramos; invólucro do capítulo feminino com
mais ou menos 7 mm de alt. e 2 mm de diâm.; flores de 15-20; corola
com mais ou menos 4 mm de compr.; estilete com cerca de 6 mm de
compr.; aquênio com mais ou menos 1,5 mm de compr.; invólucro do
capítulo masculino com mais ou menos 4-5 mm de alt. e 2-3 mm de
diâm.; flores de 8-10, com corola de mais ou menos 4-5 mm de compr.,
com tubo glanduloso e limbo dividido em lacínios mais ou menos pro-
fundos; estilete com cerca de 7 mm de compr., com ápice espessado;
pápus com cerdas de mais ou menos 5 mm de compr., com espessa-
mento abaixo do ápice.
Material examinado: MG — de Água Boa para Jequitiaí a 950 m
s. m., cerrado, comum, leg. Irwin 23917 (25.2.1969) rb;
Paraopeba, leg. E. Pereira 7505 (1.4.1963) RB, hb; Dia-
mantina, leg. E. Pereira 1381 e 1489 (24.5.1955) rb. hb;
Serra do Curral, leg. Pe. Roth 1419 (10.4.1955) rb; Poços
de Caldas, Morro do Ferro, leg. M. Emmerich 1865 (3.3.
1964) rb; Entre Rios, no campo, leg. Pe. Krieger.9229 (6.9.
1970) RB; Lavras, campo aberto, leg. M. Maia 59 (27.4.
1944) rb; Ressaquinha, Córrego das Pombas, leg. A. P. Duar-
te (12.1946) rb; Ituiutaba, à beira do córrego, íurna de São
SciELO/JBRJ
146
Vicente, leg. A. Macedo 1109 (28.5.1948) rb; Jaboticatubas,
a 900 m s. m. leg. L. B. Smith 6807 (2.5. 1952) R.
GO — entre Arrais e São Domingos, leg. Gardner 4251 LP;
Chapada dos Veadeiros, brejo a 1000 m s. m. leg. Irwin 24852
(21.3.1969) RB; Cristalina, leg. Irwin et all. 13731 (7.3.
1966) hb; Alto Paraíso, Pontezinha, lge. R. Rosa 30 (3.6.
1965) rb.
DF — Brasília, área do Zoobotânico, campo aberto, leg. A.
P. Duarte 10215 (23. 1. 1967) rb. hb; ibidem, brejo, leg. He-
riger 8404 (12.6.1961) rb; leg. Cabrera 15651 (29.1.1963);
cerrado leg. Irwin 12214 (2.2.1966) hb; leg. E. Pereira 8987
(19.3.1964) hb; Chapada da Contagem, leg. Irwin 11679
(13.1.1966) hb.
70. BACCHARIS HUMILIS Schultz Bipontinus ex Baker in Martius Fl.
Bras. 6(3): 92. 1882.
Localidade típica: Minas Gerais, campos de Santana.
Holótipo: leg. Lund s. n. Fotótipo F. 22485.
Subar busto com cerca de 7-15 cm de alt, nascendo em grupos, sobre
um xilopódio mais ou menos robusto; folhas oblongas, sésseis, membranáceas,
trinérveas, com 1-2 cm de compr. e 7-10 mm de larg., de ápice obtuso, gla-
bras; capítulos corimbosos, no ápice dos ramos; invólucro feminino e mas-
culino com cerca de 4-5 mm de alt. e 3-4 mm de diâm.; flores de 20-30; co-
rola da flor feminina com mais ou menos 4 mm de compr., com pêlos espar-
sos e bordo denteado; pápus com mais ou menos 4 mm de compr.; aquênio
com 8-10 costas ou estritas, com 1,5-2 mm de compr.; corola da flor masculi-
na com mais ou menos 5 mm de compr. com limbo dividido em lacínios
oblongos, com ápice revoluto; pápus com cerca de 4 mm de compr., com cer-
das lisas, espessadas no ápice.
Planta encontrada nos cerrados de Minas, Goiás, Brasília e Mato
Grosso, logo após as queimadas.
Material examinado: MG — Poços de Caldas, morro do Ferro, cam-
po à margem de um córrego, leg. M. Emmerich 2496 (4.9.
1965) e 2495 rb; Belo Horizonte, Serra do Curral, cerrado
queimado, leg. Pe. Roth 1495 (9.10.1955) rb; de Paracatu
para Cristalina, leg. A. P. Duarte 9292 A (14.10.1965) RB.
DF — Brasília, campos da UNB., cerrado, muito freqüente,
leg. Graziela 527 (10.1964) rb; ibidem, leg. Cobra 221
(18.9.1963) rb; Zoobotânico, cerrado, leg. Heringer 8645
9.1961) RB.
MT — leg. H. Smith rb; a 100km de Cuiabá leg. Maguire
56401 (29.9.1963) rb; a 300 km de Cuiabá para Goiânia,
a 670 m s. m. leg. M. Pires 56909 (28.9.1963) rb.
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cm
147
Grupo 23. JNTERMIXTA
• I
Arbustos com 1-2 m de altura, ramificados, glabros viscosos, folha
de obovais a oblongas, trinérveas ou triplinérveas, de margens denteadas,
pecioladas, com cerca de 6-12 cm de comprimento e 1,5-3 cm de larg. (figs.
218 e 221); capítulos curtamente pedicelados, um a um assentados na axila
de uma bráctea foliácea de mais ou menos 1-1,5 cm de compr. e 5-6 mm de
larg. (figs 224, 226, 228) dispostos densamente no ápice de ramos bractea-
dos, ordenados em pseudo-panículas multifloras; ramos folhosos, com brác-
teas um pouco menores do que as folhas; capítulo feminino com invólucro
de maisí ou menos 8-13 mm de altura e de 3-4 mm de diâmetro, na base, es-
treitando-se gradativamente em direção ao ápice, onde, geralmente, mede cer-
ca de 2 mm de diâmetro; brácteas involucrais agudas ou obtusas, dispostas
em 5-7 séries, glabras, geralmente com a costa média saliente; flores de 4-12
em cada capítulo, com corola esparsamente pilosa, com mais ou menos 5-8
mm de compr., de base alargada, com cerca de 0,4-0, 5 mm, de larg. estreitada
em direção ao ápice 5-lobado,
com 0, 1-0,2 mm de larg.; lobos
da corola desiguais entre si, 3
maiores e 2 menores; aquênios
cilíndricos, glabros, com mais ou
menos 2-3 mm de compr. e 1
mm de diâmetro, de base obtu-
sa, 10-costado (fig. 143), com
costas salientes; pápus unisseria-
do, caduco; capítulos masculinos
com invólucro campanulado, com
cerca de 5-6 mm de alt. e 3 mm
de diâmetro; flores de 10-18; co-
rola tubulosa, com mais ou me-
nos 5-6 mm de compr., com tubo
cilíndrico com 3-4 mm de compr.
e limbo dividido em lacínios li-
neares, enrolados em espiral; pá-
pus com mais ou menos 5 mm
de compr., com cerdas lisas, es-
pessadas no ápice; estilete com a
porção terminal oblonga, um
pouco espessada ou ovoide, bem
distinta da porção inferior (figs.
269-270).
Representado por 4 espé-
cies: B. intermixta A. P. DC., B.
retusa A. P. DG, B. salzmanii
A. P. DC. e B. ramosissitna Gard-
ner. Apenas B. ramosissima tem
JSciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
148
dispersão restrita à Região Centro Oeste, as demais ocorrem de Minas Gerais
ao Rio Grande do Sul, chegando B. salzmannii à Bahia.
71. BACCHARIS INTEMIXTA Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:84.
1848; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :37. 1882.
Localidade típica : Minas Gerais, próximo de Cocais.
Holótipo: Gardner 4910. Fotótipo K. 13198.
Folhas de oblongas a lanceoladas, cartáceas, trinérveas, com ner-
vuras salientes na página inferior, com 7-12 cm de compr. e 1,5-3 cm
de larg., com bordos denteados na metade superior do limbo, com
ápice e base agudos; pecíolo com mais ou menos 1-2 cm de compr.; co-
rola com 6-7 mm de compr., com pilosidade esparsas; estilete com cerca
de 9-11 mm de compr., dividido em dois ramos profundos; aquênio gla-
bro, com cerca de 2-3 mm de compr., com 8-10 costas salientes (fig.
143); capítulo masculino com invólucro campanulado, com mais ou
menos 5-6 mm de altura e 3-4 mm de diâm.; corola com limbo dividido
em lacínios lineares, longos, enrolados em espiral; estilete com ápice
ovóide, com ramos separados (fig. 269); pápus com cerdas espessadas
no ápice.
O nome da espécie deve se referir à característica dos ramos fér-
teis, entremeados de capítulos e bracteolas foliáceas.
Material examinado: MG — Belo Horizonte, Vila Gutierrez, leg. M.
Magalhães 4387 (16.8.1942) rb; ibidem, Serra do Curral,
leg. Pe. Roth 1337 (28.7.1955) rb; Juiz de Fora, leg. Pe.
Krieger 9047 (29.8.1970) rb; Serra do Ibitipoca, na mata
de galeria, leg. Pe. Krieger 9339 (28.9.1970) rb; Diaman-
tina, leg. A. P. Duarte 9903 (1965) rb, hb; Muriaé, BR-4
leg. A. P. Duarte 9236 (29.9.1965) RB; Rodovia BR-4 Km
944 leg. Belém 3759 (27.6.1968) rb.
RJ — Teresópolis, Serra dos Órgãos, leg. Dionísio e Otávio
(10.6.1942) rb; Serra dos Órgãos leg. Cabrera 12236 (11.7.
956) lp; Nova Friburgo, leg. Pe. Capell rb; Petrópolis, Vale
do Bonsucesso, leg. P. I. Braga (287.1970) rb; Correias, entre
650-700 m s.m., heliófila, crescendo em formação campestre,
leg. D. Sucre 3125 (25.5.1968) rb; ibidem, leg. O. C. Góes
768 (8.4.1944) rb; ibidem, Araras, base da pedra Maria
Comprida, capoeira, leg. D. Sucre 3435 (10.8.1968) rb.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
149
SP — Vila Mariana, leg. Usteri (20.8.1906) SP; Campinas,
Leg. C. Novais 202 (12.1894) sp; estrada para a Chapada,
leg. Puttermans (26.7.1902) sp; Butantan, leg. Hoene
(16.7.1917) sp; ibidem, idem (1.8.1918) sp; Capital,
campo limpo, terreno seco, capoeirinha leg. C. Duarte 87
(7.1910) sp; Jundiaí, campo limpo, leg. C. Smitz 8 (13.9.
1934) sp; Jaraguá, leg. B. Pickel 4363 (10.7. 1939) sp; Cam-
pos do Jordão, Pico de Itapeva a 2000 m s. m. leg. Coleman
444 (11.1966) sp; Monte Alegre, Carrascal, Faz. Santa Iza-
bel, leg. M. Kuhlmann 995 (28.8.1943) sp; Paranapiacaba,
leg. Pedersem 7802 (16.6.966) lp.
PR — S. José dos Pinhais, orla da mata, encosta de peque-
nos morros, a 900 m s. m. leg. Hatschbach 22835 (5.11. 1969)
HH; Tranqueira, Rio Branco, leg. Saito 199 (20.9.1964) RB.
SC — Brusque, Azambuja a 100 m s. m. leg. Klein 2660
(4.10.1961) RB. hbr; Lajes, Encruzilhada, Alto da Serra,
leg. Klein 2924 (13.9.1962) RB, hbr; Papanduva, Serra do
Espigão a 1000 m s. m. leg. Reitz e Klein 13067 (10.7. 1962)
RB. hbr; Palhoça. Pilões, capoeira a 200 m s. m. leg. Reitz
3645 (6.9.1956) rb, hbr; Porto União, S. Miguel a 800 m
s. m. leg. Klein 3090 (16.2.1962) RB, hbr; Rio Branco do
Sul, Campina, capoeira, leg. Klein 2501 (23.8. 1961) rb. hbr;
Santa Cecília, Campo Areão a 1200 m s. m. leg. Reitz e Klein
12619 (20.4.1962) rb, hbr; São José, Serra da Boa Vista a
1000 m s. m. leg. Reitz e Klein 9844 e 9846 (7.9.1960) RB,
hbr; São Bento, leg. Schwacke s. n. (19.6.1885) R.
RS — Taimbezinho in araucorieto leg. Rambo 55950 (3.11.
1954) ha; Montenegro, Zimmersberg in rupestribus dumetosis
leg. Hanz 32703 (17.10.954) ha; S. Francisco de Paula, leg.
Rambo 52950 (9.1952) rb.
72. BACCHARIS RAMOSISSIMA Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:84.
1848.
Localidade típica: Minas Gerais, pr. de Formigas.
Holótipo: leg. Gardner 4912 — Fotótifao f. 15045.
Folhas oboval-cuneadas, de ápice arredondado, com margens curta-
mente denteadas na metade superior do limbo (fig. 221), coriáceas, tri-
plinérveas, com mais ou menos 6-8 cm de compr. e 1,5-3 cm de larg.,
reticuladas, pecioladas, com a base decorrente no pecíolo; capítulo
feminino com invólucro de mais ou menos 10-11 mm de alt. e 3 mm
de diâm. com 4-9 flores com corola de 6-7 mm de compr.; aquênio
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com mais ou menos 2,5-3 mm de compr.; pápus com cerca de 6-7 mm
de compr.; capítulo masculino com invólucro de mais ou menos 6 mm
de alt. e 4 mm de diâm., com 10-12 flores, com corola de mais ou
mènos 5 mm de compr. e pápus com cerca de 4-5 mm de compr.
Material examinado: MG — Belo Horizonte, Serra do Curral, cer-
rado, leg. Pe. Roth 1466 (28.7.1955) rb; ibidem, idem 1464
(5.6.1955) RB; ibidem Santa Luzia, cerrado e capoeira, leg.
Pe. Roth 1467 (20.7.1955) rb; Belo Horizonte, Venda
Nova, cerrado, leg. Pe. Roth 1465 (5.6.1955) rb; ibidem,
Morro das Pedras a 1035 m s. m. leg. O. Williams 8016
(9.7.1943) RB; Rodovia BR-4, Km' 952, mata, cipó, leg. Be-
lém 3741 (20.6.1968) RB; Caxambu a 900 m s. m. leg.
Pabst 4051 (10.6.1957) rb, hb; Lagoa Santa, Santa Lu-
zia, leg. M. Barreto 1040 (20.5.1932) RB; Serra do Curral,
leg. Vidal s. n. (7.1949) r; Morro do Cumbé a 1200 m s.
m., Ouro Preto, leg. Vidal (4.8.1949) r; Campanha leg.
Schreier (1885) R; Srera do Picu, leg. Netto, Glaziou et. al.
(9.4.1879) R. Patos de Minas, a 20 Km 0. da cidade, leg.
M. Magalhães (2.6.944) HB.
GO — Chapada dos Veadeiros a 1800 m s. m. leg. Irwin
24924 (22.3. 1969) rb.
Baker (1882), sem nenhuma razão, colocou Baccharis ramosissi-
ma na sinonímia de B. retusa A. P. DC., juntamente com B. mesoneu-
ra A. P. DC. Todas as três são espécies bem características, que
apenas mostram semelhança no tipo de folha.
73. BACCHARIS SALZMANNU A. P. de Candolle, Prodr. 5:409. 1836;
Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :97. 1882.
Localidade típica : Bahia.
Tipo: Salzsmann s. n. Foto F. 8165.
= Baccharis halimimorpha A. P. de Candolle, Prodr. 5:411. 1836.
“Bahia, leg. Lhotsky s. n.” — Foto F. 8163 syn. nov.
Folhas de ápice abtuso, base cuneada, geralmente coriáceas, glabras,
com margens denteadas, com dentes mais ou menos profundos, com
nervuras secundárias mais ou menos patentes, com cerca de 3-5 cm
de compr. e 1-2 cm de larg. (fig. 218); invólucro do capítulo feminino
com cerca de 7-9 mm de alt. e 2 mm de diâm., com 3-5 flores, com
corola de 3-5 mm de compr. e estilete com 4-7 mm de compr., dividi-
do em ramos profundos; flores masculinas cerca de 10 a 13, com
corola de 3,5-4 mm de compr., com estilete de ápice clavelado.
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11 12 13 14 15
cm
151
Material examinado: BA — leg. Blanchet 3693 RB. lp; Riedel, ex
herbário Petropolitano, LP; Porto Seguro, formação de car-
rasco, leg. A. P. Duarte 6082 (1.9.1961) rb, hb; ibidem,
idem 6005 (28.8.1961) rb.
RS — Taimbezinho, pr. de São Francisco de Paula, leg. Ram-
bo 51371 (5.11.1951) lp; São Leopoldo, no campo, leg.
Rambo 1774 (10.10.1934) LP.
MG — São Sebastião do Paraíso, campo, leg. Irmão Edésio
5604 (1.7.1945) lp.
O nome da espécie é uma homenagem a Salzmann, botânico ale-
mão, que excursionou pela Bania, nos anos de 1827-1930.
74. BACCHARIS RETUSA A, P. de Candolle, Prodr. 5:412. 1836.
Localidade típica: São Paulo.
Tipo: leg. Sellow; HIB, 479.
Foto: F. 37738.
Folhas obovais, viscosas, coriáceas, de ápice arredondado, quinque-
nérveas (fig. 84) com a porção médio superior do limbo denteada, de
base cuneada, pecioladas, com cerca de 4-6 cm de compr. e 2-3 cm de
larg.; dentes do bordo do limbo cerca de 12-17, aproximados entre
si; pecíolo com mais ou menos 1-2 cm de compr., canaliculado; capí-
tulos curtamente pedicelados, dispostos no ápice de ramos curtos, for-
mando o conjunto uma panícula pauciflora, bracteada; invólucro com
4-6 mm de altura e 3-4 mm de diâmetro, com brácteas involucrais
glabras, glutinosas, agudas; flores de 12-30 em cada capitule.
Material examinado: PR — Ilha do Mel a 20-50 m s.m. leg. Hatsch-
bach 21432 (24.4.1969) rb, hh.
SC — Lajes, a 900 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein 11286
(12.2.1957) rb, hbr; ibidem, Morro do Pinheiro Seco a 950
m s.m. leg. Reitz e Klein 15716 (14.7.1965) rb, hbr; São
Joaquim, Serra do Oratório, aparados da serra a 1400 m s . m.
leg. Reitz e Klein 6993 (21.8.1958) rb.
MG — Serra do Taquaril, Belo Horizonte, leg. M. Magalhães
1536 (17.2.942) rb; Bahia, Seabra 950 m s. m. leg. E. Pe-
reira 2169 (13-9-956).
Baker (1882) colocou na sinonímia dessa espécie duas outras per-
feitamente distintas, ou sejam: B. mesoneura A. P. de Candolle e B.
ramosissima Gardner.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
152
Grupo 24. CU LT RATA:
CULTRATA: Arbustos de 0,5-2 m de altura, muito ramificados, com ramos
folhosos, com entre-nós de 2-5
mm de compr.; folhas obovais, de
ápice arredondado ou truncado,
de tri-multidenteado, com dentes
triangulares, geralmente de ápice
caloso, glanduloso-pontuadas, com
costa média saliente na página in-
ferior e nervuras laterais, imersas
no tecido foliar, pouco aparentes
(figs. 68, 232, 233, 237); capítu-
los bracteados, agrupados em pe-
quenos corimbos ou glomérulos
terminais (foto 21-22); invólucro
do capítulo masculino campanu-
lado e o feminino de oblongo a
cilíndrico, com 3-4 séries de brác-
teas involucrais glabras; corola da
flor feminina com ápice dentea-
do; aquênio cilíndrico, com 10 es-
trias ou costas pronunciadas, gla-
bro; cerdas do pápus da flor mas-
culina mais ou menos flexuosas,
não espessadas no ápice.
Grupo constitudo de espécies
muito afins, das quais, Bacchaiis
cultrata Baker ocorre no sul do
Brasil e no Uruguai; Bacchaiis
penteziaelolia Schultz-Bipontinus
ex Baker é registrada para Minas
Gerais, Paraná e Santa Catarina,
e B. pentodonta Malme, de São
Paulo ao Sul do Brasil.
75. BACCHARIS CULTRATA Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 93.
1882.
Localidade típica : Uruguai, Montevidéu.
Holótipo : leg. Sellow 2895 — Fotótipo K. 13194.
= Bacchaiis delicata Teodoro et Hatsch. in sched HH. 7040.
ISciELO/ JBRJ
153
Arbusto de mais ou menos í,20 m — 1,50 m de altura; folhas de
ápice truncado, tridenteado (fig. 237), abruptamente estreitada em di-
reção à base, com 5-7 mm de compr. e 3-4 mm de larg.; invólucro do
capítulo feminino com 6-7 mm de alt. e 2,5 mm de diâm.; flores cerca
de 6, com corola de mais ou menos 3-3,5 mm de compr. e cerca de
0,3 mm de diâm., pilosa; pápus com mais ou menos 4 mm de compr.;
aquênio com cerca de 2 mm de compr.; invólucro do capítulo masculi-
no com cerca de 4 mm de alt. e 3 mm de diâm., com 10-15 flores, com
corola de mais ou menos 4 mm de compr. com lacínios de ápice revo-
luto; pápus com 4 mm de compr. (Foto 21).
O nome da espécie é derivado do latim culter, cultri, que significa
dente, lâmina ou faca de arado.
Material examinado: PR — Rio Negro, Campo do Tenente, capoeira,
leg. Hatschbach 7040 (29.5.1960) hh.
SC — Abelardo Luz, campo a 900-1000 m s.m. leg. L.B. Smith
e Klein 13876 (8.12.1964) rb, hbr; ibidem, idem 16525
(29.12.963) rb, hbr; ibidem, leg. Klein 5538 (26.8.1964)
RB. HBR.
Uruguai, Depart. de Rivera, Bajada de Pena, leg. Del Puerto,
Marchesi 6042 (7.2.1966) rb; ibidem, idem 1463 (20.2.
1966) rb; Maldonado, San Carlos, leg. Herter (9.1922) rb.
76. BACCHARIS PENTZIIFOLIA Schultz-Bipontinus ex Baker in Mar-
tius Fl. Bras. 6 (3): 96. 1882.
Localidade típica: Minas Gerais, no campo, leg. Riedel 530, 531. Foto
F 20684 e LP 1971/486.
= Baccharis subumbelliíormis Heering ex Malme, Kungl. Sv. Vet
Akad. Handl. 12(2): 79 tab. 4 fig. sinistra, 1933.
Localidade tipica: Paraná, Jaguaraiva, no campo.
Tipo: leg. Dusèn 16587 — Foto F. 28525.
= Baccharis sphenophylla Dusen ex Malme l.c. 78 fig. 15. Syn. nov.
Localidade típica: Paraná, Desvio de Ribas.
Tipo: leg. Dusèn 7604 (20.1.1909) — Foto F. - 15069
= Baccharis praemorsa Heering in sched. “São Paulo, Campos do Jor-
dão a 1600-1800 m s.m. leg. Moura 819” — Foto F. 15033.
Baccharis pentziiiolia var. pentziiiolia.
cm
Arbusto de 0,30-2 m de altura; folhas, na base dos ramos, oboval
cunéadas, de ápice truncado ou arredondado, denteado e base gradati-
vamente estreitada (fig. 233); com mais ou menos 2 cm de compr. a
JSciELO/ JBRJ
154
1-1,3 cm de larg.; dentes de 10-15, dispostos na metade superior do
limbo; folhas da porção superior dos ramos oboval-oblongas ou subar-
redondadas, com 10-15 mm de compr. e 3-5 mm de larg., de ápice trun-
cado e 5-6 denteado, e base atenuada (fig. 232 e 243); invólucro do
capítulo feminino com 5-10 mm de compr. e 2-3 mm de diâmetro, com
brácteas lanceoladas; flores de 4-8 com corola de mais ou menos 2-5
mm de compr.; aquênio com 2-2,2 mm de compr., glabro, costado e
pápus com 2-5 mm de compr.; invólucro do capítulo masculino com
3-5 mm de compr. e 3 mm de diâmetro, com 8-13 flores, com corola de
2,5-4 mm de compr., com tubo glanduloso e limbo dividido em lacínios
enrolados em espiral; pápus com 2-4 mm de compr.
Material examinado: SP — in campis siccis lég. Riedel 1764 ex Herb.
Sch. Bip. 815 lp. — ex herbário Petropolitani leg. Riedel lp;
Jaraguá, leg. W. Hoehne 1984 (3-7-1946) e 1983 (7.6.1946)
SP.
PR — Capão Grande, leg. Dusén 3988 a (3.1904) r; Sen-
ges, Faz. Morungava, cerrado, leg. Hatschbach 29230 (27.2.
1972) hh; Rio Negro, Campo do Tenente capoeira, leg. Hats-
chbach 7040 (29.5. 1960) hh.
sp — Campos do Jordão, leg. Rambouts 37 sp; ibidem, leg. N.
Santos 1202 R; ibidem, leg. C. Porto 3005 (2.1937) rb; ibi-
dem E. Leite 3364 (3 . 1945) rb; Barreto, campo seco, leg. Fra-
zão (1917) RB; Caieiras, leg. Hoehne (2.1.1946) sp; Ipiran-
ga, leg. Brade 5436 (31.12.1911) sp; Vila Ema, leg. Brade
12179 (12.1932) r; Jaraguá, leg. W. Hoehne 1983 (7.6.
1946) R.
76a. BACCHARIS PENTZIIFOLIA var. MINOR nov. var.
Folia linear-oblonga apice truncata, tridentata, 5 mm longa, 1,5-2
mm lata (fig. 238); involucrum tem. 1,2-4 mm altum, 1,5-2 mm
crassum.
Holotypus: Paraná, Castro legt Vidal III-79 (11-1950) R.
Material examinado : PR — Purunã, junto a um córrego em leito de
arenito, leg. Labouriau 1083 rb; Campo Largo, margem do
rio Papagaio, leg. E. Pereira 5460 a (2.3.1960) rb; Palmei-
ra, Tobagi, campo, leg. Hatschbach 11269 (10.5.1964) hh;
Santa Bernadete, Lapa, leg. R. Braga e Lange 276 (5.3. 1960)
RB.
SC — leg. Rambo 49557 (10.1.1951) ha
O nome da espécie significa “folha de Pentzia’, um gênero de
plantas da família Compositae.
JSciELO/ JBRJ
cm
155
77. BACCHARIS PENDONTA Malme, Kongl. Sv. Vet. Akad. Handl.
Bd. 32 (5); 52 1889. Localidade típica: Rio Grande do Sul, Cruz Alta.
Holótipo : leg. Malme 772 — Iconografia: Malme l.c. Taf. 4 fig. 12.
= Baccharis gracillima Heeringet Dusén, Arkiv for Bot. 9(15): 28,
1910.
Localidade típica: Paraná, “in grasreichem Campo nicht selten z. B. bei
Curityba, Serrinha, Guavirava, Villa Velha, Ponta Grossa, Pirahy
u . s . w.”
= Baccharis pluridentata Heering, in Usteri Fl. Stadt S. Paulo: 261,
1911.
“Villa Marianna, Mooca, Villa Leopoldina (sp)” — syn. nov.
Arbusto com xilopódio do qual saem vários caules; folhas sésseis,
oblongo-cuneiformes, coriáceas, glabras, densamente glanduloso-pon-
tuadas na página inferior, com margens inteiras, unidenteadas, 3-5-7
denteadas, com dentes patentes, com 6-15 mm de compr. e 1,5-5 mm
de larg.; capítulos femininos com invólucro de mais ou menos 5-6 mm
de alt. e 2 mm de diâm., com 3 séries de brácteas involucrais, com 4-5
flores com corola de mais ou menos 2 mm de compr.; estilete com 3-4
mm de compr.; aquênio com 10 estrias ou costas, com cerca de 1 mm
de compr.; capítulo masculino com invólucro de mais ou menos 3 mm
de compr. e 3 mm de diâmetro, com 5 flores; corola com mais ou me-
nos 3 mm de compr., com tubo glanduloso.
Material examinado: PR — Bocaina do Sul, São Domingos, campo
seco, leg. Hatschbach 6932 (7.4.1960) hb; Curitiba, cam-
po seco, leg. Hatschbach e Klein 8919 (20.3.1962) rb;
estrada Curitiba-Palmeiras, Faz. Pe. Inácio, leg. Tessmann
2492 (15.10.1947) rb.; Palmeira, Rio Papagaio a 900 m
s. m. leg. L. B. Smith e Klein 14934 (21.1.65) rb; S. Luiz
do Purumã, terreno seco, freqüente, leg. Drombosky 204
(4.1964) rb; ibidem, leg. E. Pereira 5432 (23.2.1960)
hb; São José dos Pinhais, campo seco, leg. Hatschbach 21459
(6.5.1969) HH; Curitiba, leg. A. M. Franco (20.6.1930) sp;
Rio Papagaio 930 m s. m. leg. Hatschbach 5974 (7.6.1954)
HB.
SC — Lajes a 900 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein 11275
(2.1957) rb. hbr; São Francisco do Sul, morro Campo
Alegre a 1200 m s. m. leg. Reitz e Klein 10921 (24.3.1961)
RB, HBR.
RS — Porto Alegre, Morro do Osso, leg. Rambo 41500 (13.
5.1949) lp.
SP — Vila Leopoldina, leg. Usteri 248 sp; Caieiras, leg. M.
Kuhlmann 1135 (4.5.1942) sp; Itapetininga, leg. S. Cam-
pos 225 (3.4.1960) sp; Serra da Bocaina a 1700 m s. m.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
156
leg. Brade 21059 (4.1951) rb; ibidem, Lageado a 1600 m
s. m. leg. Segadas Vianna 2619 (3.1951) r. Butantan, leg.
Hoehne 103 R.
Grupo 25. AXILLARIS:
De subarbustos a arbustos ramificados, com ramos folhosos; folhas
pecioladas ou sésseis, de obovais a oblongas ou lineares, com margens in-
teiras ou denteadas (figuras 219, 220, 222, 223, 225, 227, 229, 231, 234,
235, 236); capítulos masculinos distintamente pedicelados e os femininos
quase sésseis, isolados na axila de brácteas foliáceas, difusos nos ramos (fig.
93); invólucro do capítulo feminino cilíndrico ou ovóide (figs. 239-251), duas
a três vezes mais longo do que largo, com 1-5 flores, com corola de base
alargada, estreitado em direção ao ápice (figs. 262-265) com ápice 5-dentea-
do ou 5-laciniado (fig. 162); aquênio cilíndrico, com 8-12 estrias ou costas
bem marcadas (fig. 19), invólucro do capítulo masculino campanulado, com
6-20 flores; cerdas do pápus com leve espessamento apical.
Grupo constituído por 16 espécies, das quais Baccharis axillaiis DC. e
B. incisa Hooker et Arn. ocorrem desde São Paulo até o Sul do Brasil e
Uruguai; B. reticularia DC., B. lateralis Baker e B. ducenii sp. nov. são mais
frequentes na Região Sudeste; B.
selloi Baker, B. araçatubensis
Teodoro et Hatschbach e B. ly-
maiúi G. M. Barroso são encon-
tradas na Região Sul; B. serrula
Schultz-Bip., em Minas Gerais e
S. Paulo; B. pseudovaccinioides
Teodoro só tem sido registrada
para Serra dos Órgãos (RJ); B.
truncata Gardner, B. concinna G.
M. Barroso, B. xiphophylla Ba-
ker, B. polyphylla Gardner e B.
minutillora Martius, são endêmi-
cas das Serras de Minas Gerais
e B. hypericifolia Baker, do Rio
Grande do Sul e Uruguai.
78. BACCHARIS AXILLARIS A. P. de Candolle, Prodr. 5:407. 1836; Ba-
ker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 87. 1882.
Localidade típica: São Paulo.
Tipo: Sellow hib. 481. Foto F. 37702.
Arbusto de mais ou menos 05, -1,5 m de altura; folhas caulinares
esparsas, oboval-cuneadas, glabras, de margens denteadas, com cerca de
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
157
2 cm de compr. e 1 cm de larg. (fig. 80); folhas dos ramos densa-
mente dispostas, as inferiores com 1-1,5 cm de compr. e 0,5 cm de
larg., diminuindo gradativamente de tamanho até a extremidade dos
ramos, onde medem mais ou menos 0,5 cm de compr. e 0,2 cm de
larg.; invólucro do capítulo feminino com 5-6 mm de alt. e cerca
de 1,5 mm de diâm., 3-seriado, com brácteas involucrais escariosas;
flores cerca de 3 em cada capítulo, com corola com mais ou menos
2,5-3 mm de compr., denteada no ápice, pilosa; estilete com 4-5 mm
de compr.; aquènio com 1,8-2 mm de compr. e 0,8 mm de diâ., com
8-10 estrias ou costas; invólucro do capítulo masculino com 2-3 mm
de alt. e 2 mm de diâm., com 6-7 flores, com corola de 2-3 mm de
compr.; estilete com 3,5-4 mm de compr. com ápice espessado, curto;
pápus com cerdas levemente espessadas abaixo do ápice.
Material examinado: SP — leg. Sellow, hib 481 r. (Isótipo).
PR — Curitiba, leg. Lange 1319 e 1358 rb; ibidem, leg. Tes-
mann 2711 rb; ibidem, idem 236 rb; São José dos Pinhais, leg.
Hatschbach 12422 rb, HH; Campo do Tenente, Ribeirão da
Fazenda, capoeira, leg. Hatschbach 18444 (2.1.1968) hh;
Restinga Seca, no campo, leg. Dusén 2666 (14.1.1904) R.
SC — Mafra, a800 m s. m, leg. L. B. Smith e Klein 12076
(11.3. 1957) RB, hbr.
O nome axillaris, dado por A. P. de Candolle, é uma alusão aos
capítulos isolados na axila de bráctea foliácea.
79. BACCHARIS INCISA Hooker et Arnott in Hooker Lond. Journ. 3:29.
1841; Baker in Martius Pl. Bras. 6(3) :87. tab. 30. 1882.
Localidade típica: Uruguai.
Tipo: Baird s. n.
= Baccharis axillaris var. acutiloba A. P. de Candolle, Prodr. 5:407.
1836.
“S. Paulo, Sellow hib, 417, 418, 419”. Foto f. 37704.
= Baccharis axillaris var. dentata A. P. de Candolle 1. c.
“Rio Grande do Sul, de Encruzilhada para Caçapava, leg. Sellow
2976 e 3152 hib. 956 e 953”. Foto F. 37703.
Arbusto com 1-2 m de altura, ramificado; folhas oblongas (fig. 76)
com 7-10 mm de compr. e 3-4 mm de larg., sésseis, glabras, com a
metade superior do limbo inciso-denteada, triplinérveas; dentes da
folha caloso-mucronados; invólucro do capítulo feminino com 5-6,5
mm de alt. e 2 mm' de diâm. na base e 1 mm no ápice, com brácteas
involucrais glabras, obtusas; flores de 4-5 em cada capítulo, com co-
rola de 3-4 mm de compr. e 0,1 mm de diâm.; estilete com cerca de
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
158
4-4,5 mm de compr.; aquênio com 2-2,5 mm de compr. e 0,7 mm de
diâm., com 8-10 costas; pápus unisseriado com 4 mm de compr.; ca-
pítulo masc. com invólucro de 2-3 mm de alt. e 1,5-2 mm de diâm.,
com cerca de 7 flores; corola com mais ou menos 3 mm de compr.
com lacínios enrolados em espiral; pápus com cerdas levemente es-
pessadas no ápice.
Material examinado: SP — Guapira, leg. Brade 7167 (13.5.1914)
sp; Butantan, Rio Pequeno, leg. Hoehne (28.10.1918) sp;
Mandaqui, leg. Usteri 140 (25.11.1906) sp; Tatui, leg.
Loefgren 108 (25.3.1887) sp; Sarapuí, leg. Loefgren 288
(30.10.1887) sp; Pilar, leg. G. Kuhlmann (7.10.1922) rb;
Itapetininga, leg. J. I. Lima (20.1.1944) rb.
PR — Curitiba, leg. Capanema (4.1877) rb.
SC — Abelardo Luz a 900 m s. m. leg. Klein 5538 (26.8.
1964) rb, hbr; ibidem, leg. Reitz e Klein 16525 (29 . 12 . 1963)
rb, hbr; Capinzal, a 800 m s. m., capoeira, leg. Reitz e Klein
16192 (13.9.1963) rb, hbr; ibidem, idem 16193; Abelardo
Luz leg. L. B. Smith e Klein 13876 (8.12.1964) rb, hbr.
RS — Jaquirana a 1150 m s. m. leg. E. Pereira 6859 e Pabst
6685 (9.11.1961) rb, hb; Santa Maria da Boca do Monte
leg. Rau 2255 (28.2.1939) rb; São Leopoldo, Sapucaia, leg.
Rambo 1753 (10.1934) sp.
Uruguai, Montevidéu leg. Sellow 3152 SP.
O nome incisa tem relação com os recortes do bordo das folhas.
80. BACCHAR1S PAUC1FLOSCULOSA A. P. de Candolle, Prodr. 5:413.
1836; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :95. 1882.
Localidade típica: São Paulo e Minas Gerais.
Tipo: Sellow hib. 480 e 486. Foto F. 37729.
= Baccharis subincisa Heering et Dusén, Arkiv f. bot. 9 (15): 25, fig.
Taf. 6 fig. 2. 1909-1910. Syn. nov.
“Paraná, Serrinha, leg. Dusén 3081”.
cm
Arbusto com mais ou menos 1-2 m de alt.; folhas sésseis, de base
atenuada, ápice arredondado, com bordos denteados na metade supe-
rior do limbo (fig. 222), com 2-3 cm de compr. e 3-8 mm de larg.; invó-
lucro do capítulo feminino (fig. 239) com cerca de 9 mm de alt. e
2 mm de diâm., com 3 flores, com corola de mais ou menos 4,5 mm
de compr.; estilete com cerca de 6-7 mm de compr. dividido em 2
ramos profundos; aquênio com mais ou menos 2 mm de compr. e .1
mm de diâm., com 8-12 estrias ou costas e pápus de mais ou menos
4 mm de compr.; invólucro do capítulo masculino (fig. 276) com mais
ou menos 3-4 mm de alt. e 2-3 mm de diâm., com brácteas involucrais
!scíelo/jbrj
cm
159
agudas, com cerca de 10 flores; corola com mais ou menos 4-5 mm
de compr.; estilete de mais ou menos 6-6,5 mm de compr., com os ra-
mos abertos; pápus com cerdas espessadas na ápice.
Material examinado : SP — sem indicação de local, hib. 486 R. (Tipo).
PR — Campo Largo, S. Luiz de Purumã, leg. E. Pereira 5398
(23.2.1960) rb; ibidem, leg. H. Moreira 191 (23.2.1960)
RB; S. José des Pinhais, leg. Suito 336 (8.1964) rb; Ti-
moneira, Parque Santa Maria, leg. Lange 1348 (17.2.1963)
rb; Curitiba, Cajuru, leg. Tessmann 35 (14.2.1950) rb;
Araucária, leg. Dombrowsky 2949 (16.2.1968) rb; Palmei-
ra, Faz. Boiada, campo sujo, leg. Hatschbach 12448 (7.3.
1965) hh; Piraquara Borda do Campo, leg. Hatschbach 5498
(18.2.959).
SC — Mafra a 800-850 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein 12041
(11.3.1957) rb.
81. BACCHARIS RET1CULARIA A. P. de Candolle, Prodr. 5:409. 1836;
Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 100. 1882.
Localidade típica : Minas Gerais, Vila Rica.
Holótipo: Vauthier 329. Fotótipo F. 28518.
= Baccharis vauthier A. P. de Candolle, Prodr. 5:409. 1836; Teodo-
ro, Contrib. Inst. Geobiol. Canoas 8:32. 1957.
“Minas Gerais, Tejuco, leg. Vauthier 328”. Fotótipo F. 8166.
= Baccharis micropoda Baker in Martins Fl. Bras. 6(3): 88. 1882.
Syn. nov. “Minas Gerais, Serra da Canastra, leg. Sellow 813 e
1022”.
Foto F. 15017.
= Baccharis clausseni Baker in 1 . c. 99. 1882. Syn. nov. “Minas Ge-
rais, Serra do Caraça, leg. Martius 764”. Fotótipo F. 20675.
= Baccharis arctostaphylloides Baker in 1. c. 88. 1882. Syn. nov. “En-
tre Campos e Vitória, leg. Sellow 216”. Fotótipo F. 14948.
= Baccharis bahiensis Baker 1. c. Syn. nov. “Bahia, leg. Sellow 554”
Fotótipo F. 14951.
Arbusto com 1-2 m de altura; folhas oboval-cuneadas, com mar-
gens inteiras ou 3-5 denteadas, reticuladas, com 1-5 cm de compr. e 0,5-2
cm de larg., viscosas, papiráceas; invólucro do capítulo feminino com
6-10 mm de alt. e 2-2,5 mm de diâm., com brácteas involucrais gla-
bras, obtusas; flores de 3-5, com corola de 2, 5-3, 5 mm de compr. e
cerca de 0,5 mm na base, estreitada em direção ao ápice; 'estilete
com 3,5-4 mm de compr. dividido em ramos curtos, pouco exsertos;
aquênio glabro, 10-costado, com costas bem pronunciadas, com cerca
de 2-2,5 mm de compr., invólucro do capítulo masculino com 3-4 mm
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
160
de alt. e 2,5-3 mm de diâm., com brácteas involucrais glabras, vis-
cosas, obtusas; flores de 15-30, com corola de mais ou menos 2,5-3
mm de compr. dividida em lacínios oblongos, de ápice revoluto; esti-
tilete com cerca de 3 mm de compr., dividido em 2 ramos curtos,
espessados; pápus com mais ou menos 3 mm de compr., com cerdas
espessadas no ápice.
Material examinado: MG — Ouro Preto, leg. Damázio 1430 (6.1909)
rb; Itabirito, cerrado, sobre minério, leg. Pe. Krieger 10636
(10.6.1971) rb; Serra do Curral. BR-3 km 435, leg. Pe.
Roth (20.2.1957) rb; Serra do Rola Moça a 1300-1400 m
s. m., canga, muito frequente, leg. Mello Barreto 10560 (5.3.
1940) rb; Serra do Ouro Branco, a 1200 m s. m. leg. E. Pe-
reira 2957 (18.4.1957) RB; Delfim Moreira, São Francisco
dos Campos, leg. M. Kuhlmann 2410 (7.6.1950) rb; Passa
Quatro, Faz. dos Campos a 1650 m s. m. leg. Vidal 1811 e
1822 (12.1948) R; Ouro Preto, morro S. Francisco de Paula,
leg. Vidal (2.8. 1949) r; Diamantina, Cruzeiro das Almas, leg.
Vidal s. n. (8. 1949) R; Ouro Preto, leg. Damázio s. n. rb; Pe-
dra Azul leg. A. P. Duarte 9294 (21.9. 1965) rb.
RJ — Nova Friburgo, leg. Pe. Capell e Pe. Eugênio (12.12.
951) RB; Itatiaia, Planalto, leg. E. Pereira 7628 (14.6.1963)
RB.
ES — Vitória, restinga, leg. Kuhlmann (13.9. 195 1 ) rb.
BA — Prado, restinga, leg. Belém 3897 e 3893 (19.7. 1968)
rb.
DF — Brasília, zona do calcário, cerrado leg. Murça Pires
9414 (26.4.1963).
SC — São Francisco do Sul, Morro do Campo Alegre a 1200
m s. m. leg. Reitz e Klein 10930 (24.3.1961) rb, rbr.
Os tipos de Baccharis reticularia A. P. de Candolle e B. arctos-
taphylloides Baker foram baseados em exemplares femininos, e os de
B. vauthier A. P. de Candolle, B. micropoda Baker, B. clausseni Ba-
ker e B. bahiensis Baker em exemplares masculinos de plantas cor-
respondentes a uma mesma espécie. Dos exemplares examinados, os
coletados em Vitória (ES) e Prado (BA), em restinga, e o de Pedra
Azul (MG) concordam perfeitamente com os tipos de B. arctosta-
phylloides e B. bahiensis e divergem, levemente, daqueles cqletados
em Minas, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Brasília, que represen-
tam, com exatidão, as características dos tipos de B. reticularia, B.
vauthier, B. micropoda e B. clausseni. As variações apresentadas, po-
rém, são tão pequenas, que não as considero suficientes para manter
duas espécies independentes.
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cm ..
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84. BACCHARIS PSEUDOMYRIOCEPHALA Teodoro, Contrib. Geobil.
Canoas, 8:31. Iam. 6. 1957.
Bas.: Baccharis myriocephala Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 93.
1882. non DC, 1836.
Localidade típica : S. Paulo, Campos da Bocaina.
Holótipo: Glaziou 8130. Fotótipo F. 28513 e 22490.
Arbusto de 2-3 m de altura, com folhas obovais, viscosas, coriáceas,
de ápice arredondado, de tri-a-multidenteadas, com dentes agudos,
com a base contraída em pecíolo, com 2-4 cm de compr. e 1-2 cm de
larg. (fig. 79); capítulos pedicelados, na axila de bractéolas obovais,
com mais ou menos 4 mm de compr. (fig. 89); capítulo feminino com
invólucro oblongo, com mais ou menos 7 mm de alt e 2 mm de diâm.
na base, estreitado em direção ao ápice, com cerca de 5 flores; corola
da flor feminina com mais ou menos 3 mm de compr., de base alar-
gada, estreitada em direção ao ápice, pilosa, 5-denteada, com dentes
desiguais entre si; estilete de base espessada, dividido em dois ramos
de mais ou menos 1 mm de compr.; pápus com cerca de 3-4 mm de
compr.; aquênio com mais ou menos 2-2,5 mm de compr. e 1 mm de
diâm.; capítulo masculino com invólucro campanulado, com cerca de
3 mm de compr. e 3 mm de diâm.
Material examinado: SP — Campos da Bocaina, leg. Glaziou 8130
(12.2.1876) r; ibidem, a 2100 m s. m. leg. Segadas Vianna
3192, r; leg. Usteri 39b sp; Jabaquara, leg. Hashimoto 352
(10.1938) sp; Ipiranga, leg. Luederwaldt (9.1908) sp; Santo
Amaro, leg. Usteri 41b (2.12.1906) sp; Caieras, leg. Hohne
(24.8.1945) SP.
MG — Serra do Ibitipoca, Pico do Pião, entre 1350-1450 m,
s. m., formação de arenito da Série Lavras, leg. Sucre 6830
(14.5.1970) RB.
SC — Canavieiras, Ilha de Santa Catarina, campo úmido a
cerca de 5 m s. m. leg. Klein, Souza e Bresolin 5909 (6.10.
1964) RB, hbr; Rio Tavares, banhado de restinga a 5 m s. m.
leg. Klein e Bresolin 8404 (17.10.1969) rb, hbr; São Fran-
cisco do Sul, morro do Campo Alegre, orla de capão a 1200
m s. m. leg. Reitz e Klein 9761 (3.9.1960) rb. hbr; Som-
brio a mais ou menos 15 m s. m. leg. Reitz C 1266 (5.10.
1946) RB. HBR.
PR — Capivari, Colombo, campo pedregoso, leg. Hatschbach
12656 (8.1965) hh.
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85. BACCHARIS TRUNCATA Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:82.
1848; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 95. 1882.
Localidade típica : Minas Gerais, Diamantina.
Holótipo: Gardner 4904. Fotótipo K. 13193. Foto F. 22499.
Arbusto com cerca de 1 m de altura; folhas deltoides, de ápice trun-
cado, tridenteado (fig. 231), base cuneada, pecioladas, com 1-2 cm de
compr. e de 0,8-1 cm de larg., peninérveas, reticuladas, glabras, co-
riáceas; pecíolo com mais ou menos 3-5 mm de compr.; invólucro do
capítulo feminino ovoide, com cerca de 5 mm de alt. e 2-2,2 mm de
diâm. na base, estreitado em direção ao ápíice, com brácteas involu-
crais em 3-4 séries; flores 5, com corola 5-denteada no ápice, com
dentes iguais entre si, distintos, com tubo de base alargada e estrei-
tado em direção ao ápice, com mais ou menos 2 mm de compr., pi-
loso; aquênio com mais ou menos 2 mm de compr. e 1 mm de diâm.,
10 costado, glabro, com pápus de mais ou menos 1,5 mm de compr.;
invólucro do capítulo masculino com 2,5-3 mm de alt. e 2-2,5 mm de
diâm., com 14 flores, com corola de mais ou menos 2-2,5 mm de compr.,
glandulosa, com o limbo dividido em lacínias agudas, revolutas; cer-
das do pápus com mais ou menos 2 mm de compr., plumosas no ápice.
Material examinado; MG — Diamantina, Água Limpa, leg. E. Perei-
ra 1428 (22.5.1955) rb; ibidem, idem 2836 e Pabst 3672
(3.4.1957) RB. hb.
O nome truncata se refere ao ápice da folha.
86. BACCHARIS CONCINNA sp. n.
Suíírutex ca. 0,5-1 m altus, ramosus, ramis angulosis, dense glandu-
losis ; ioliis glanduloso-viscosis, obovatis, apice rotundatis, dentatis,. ba-
sem versus in petiolum attenuatis, ca. 10-18 cm longis, 3-7 mm latis;
capitulis axillaribus, difiusis; involucro capituli lemin. oblongo, 4 mm
longo, 0,5 mm lato, 3-4 seriato, bracteis acutis, viscosis, uniíloro; co-
rolla lemin. 2 mm longa, base dilatata, attenuata versus apicem;
achaenia glabra, 1,5-2 mm longa 10 costata, pappi setis 1,2-1 £ mm
coronata; stylo ca. 2,5 mm longo; invólucro capituli masc. campanu-
lato, 2^2 mm longo, 1,2 mm lato, 5-floro; corolla íloris masc. 2 mm
longa, tubo glanduloso, limbo laciniis oblongis apice revolutis diviso;
pappi setis 2 mm longis apice incrassatis. (Foto 23).
Holótipo : Minas Gerais, Serra do Cipó km 132 a 1150 m s. m., Palá-
cio, campo em formação de quartzito, leg. A. P. Duarte 2096 (5.12.
1949) RB.
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Material examinado: MG — Serra do Cipó a 1250 m s. m. leg. E.
Pereira 2924 e Pabst 3760 (7.4.1957) rb, hb; ibidem a
1060 m s. m. leg. E. Pereira 8822 (15.3.1964) rb, hb;
ibidem, Jaboticatubas, muito freqüente, leg. M. Magalhães
51-12067 (5.4.1951) rb; ibidem, encostas dos morros, leg.
Hatschbach 28738 (17.1.1972) hh.
Baccharis concinna é espécie afim de B. axillaris A. P. de Can-
dolle distinguindo-se pela forma e textura das folhas e das brácteas
involucrais, pelo número menor de flores nos capítulos, entre outras
características.
O nome concinna, que significa elegante, linda, se refere ao há-
bito da planta.
87. BACCHARIS LATERALIS Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 100.
1882.
Localidade típica: Rio de Janeiro.
Holótipo: Sellow 1146. Fotótipo F. 15001.
Arbusto ramosíssimo, com ramos novos seríceos (foto 24); folhas
oblongas, pecioladas, de base cuneada (fig. 227), com limbo dentea-
do na metade superior, com mais ou menos 11 dentes bem constituí-
dos, levemente pilosas no dorso, viscosas, com cerca de 2-3 cm de
compr. e 0,8-1 cm de larg.; trinérveas; invólucro do capítulo feminino
com 6-7 mm de alt. e 1,5-2 mm de diâm. (fig. 250); flores de 1-2,
com corola de base alargada, estreitada em direção ao ápice, 5-den-
teado, pilosa, com mais ou menos 4 mm de compr.; estilete com cerca
de 6 mm de compr.; aquênio glabro, costado, cilíndrico, com cerca de
2-2,5 mm de compr. a 1 mm de diâmetro; pápus com cerca de 5 mm
de compr.; invólucro masculino com mais ou menos 3 mm de alt. e
2,5 mm de diâm., comi 10 flores, com corola de mais ou menos 4 mm
de compr., com limbo dividido em lacínios oblongos, de ápice revo-
luto; cerdas de pápus com cerca de 3 mm de compr., espessadas no
ápice.
Material examinado: RJ — Itatiaia, a 2000 m s. m. leg. Dusén 18
(14.5.1902) R; ibidem. Prateleiras a 2200 m s. m. leg. Bra-
de 20203 (1.3.1935) RB; ibidem, leg. E. Pereira 7076 (6.3.
1962) hb; ibidem, Pedra Assentada, leg. C. Porto 2770
(14.2.1935) rb.
SC — Serra Geral, leg. Ule 1776 (4.1891) R.
RS — Serra da Rocinha, p. Bom Jesus, matinha nebular a
1000 m s. m. leg. Pe. Sehnen 4261 (30.5.1950) ha.
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88. BACCHAR1S ANGUSTICEPS Dus-n ex Malme, Kungl. Svensk. Vet.
Akad. Handl. 12(2) :77 fig. 14. 1933.
Localidade típica: Paraná, Monte Alegre a 1000 m s. m.
Tipo : Dusén 8203 (4.6.1909) “in fruticetis paludosis”.
Fotótipo F. 28500.
Arbusto com folhas de obovais a oblongas, glabras, com 2-3 cm de
compr. e 1-1,5 cm de larg., cuneadas na base, pecioladas, com mar-
gens denteadas na porção médio superior do limbo; capítulos isolados
na axila das folhas e difusos nos ramos; capítulo feminino com invó-
lucro cilíndrico, com 7-9 mm de compr. e 2 mm de diâm., com brác-
teas escariosas, obtusas, dispostas em 4-5 séries, com 3-4 flores; corola
com 4-5 mm de compr. e 0, 5-0,2 mm de diâm., de base alargada e
estreitada em direção ao ápice, com bordo dividido em 5 lacínios li-
neares; estilete com 6 mm de compr.; aquênio com 2-2,5 mm de compr.;
capítulo masculino com invólucro hemisférico, com mais ou menos
3-4 mm de alt. e 3-4 mm de diâm., com 3 séries de brácteas e cerca
de 10-25 flores; corola com 3-4 mm de compr. com limbo dividido em
lacínios lineares, enrolados em espiral; estilete com 5-6 mm de compr.
com ápice espessado, dividido em dois ramos curtos; pápus com cer-
ca de 3 mm de compr. de cerdas espessadas no ápice.
Planta rara, só localizada, até agora, na flora do Paraná.
O nome angusticeps talvez se refira aos capítulos femininos, mui-
to longos e estreitos.
Material examinado: PR — Campina Grande do Sul, Serra Ibiraqua-
ra a 1600 m s. m., matinha nebular, leg. Hatschbach 22208
e 22216 (25.9.1969) hh.
89. BACCHAR1S PSEUDOVACCINIOIDES Teodoro, Contrib. Geobiol.
Canoas 8:35. 1957.
Bas.: Baccharis vaccinioides Gardner in Hooker Lond. Journ. 4:121.
1845. non Kunth, 1820.
Localidade típica: Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos, entre 1400 e
1500 m s. m.
Holótipo: Gardner 5782. Fotótipo F. 15079.
Arbusto muito ramificado, com folhas sésseis, oblongas, glabras, de
base estreitada e ápice de agudo a obtuso, denteado, triplinérveas, com
mais ou menos 2-4 cm de compr. e 0,7-1 cm de larg. (Fig. 219); in-
vólucro do capítulo feminino com cerca de 7 mm de alt. e 2* mm de
diâm. (fig. 247); flores femininas 5, com corola de mais ou menos
4 mm de compr., com o ápice dividido em 5 lacínios mais ou menos
profundos e iguais entre si; estilete de base espessada, mais ou menos
cm
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robusto, com 5 mm de compr.; aquênio com cerca de 2 mm de compr.;
pápus com 5-6 mm de compr.; capítulo masculino com cerca de 12
flores, com invólucro de mais ou menos 4 mm de alt. e 3-4 mm de
diâm., com brácteas involucrais obtusas; corola com cerca de 5 mm
de compr., com tubo piloso e limbo campanulado, dividido em lacínios
lineares, longos, enrolados em espiral; estilete com mais ou menos 6
mm de compr., com ápice muito espessado, dividido em dois ramos
curtos, abertos; pápus com cerca de 4-5 mm de compr., com cerdas
espessadas no ápice.
Em virtude de Kunth (1820) já ter usado o nome vaccinioides
para uma espécie mexicana, Teodoro (1957) mudou o epíteto pro-
posto por Gardner, para B. pseudovaccinioides.
Material examinado: RJ — Alto da Serra dos Órgãos, leg. Glaziou
16204 (20.1.1887) R; Pedra do Frade, leg. Glaziou 3693
(8. 1887) r; Campo das Antas, a 2100 m s. m. leg. Luiz Emig-
dio, s. n. (3.1942) R; ibidem, leg. Markraf 10144 (10.1952)
RB; ibidem a 1800 m s. m. leg. Brade 12506 (27.2.1933) R.
RB; Pedra do Frade, leg. Brade 12509 (27.2.1933) R. Cam-
po das Antas, a 2000 m s. m. leg. Cabrera 12233 (13.7.956)
LP.
Espécie, até o momento, só registrada para a flora da Serra dos
Órgãos.
90. BACCHARIS LYMANII sp. n.
Frutex 1,5-2 m altus, íoliis oblongis, chartaceis, glabris, oppositis,
apice obtusis, basi attenuatis, ca. 3 cm longis, 1,5 cm latis, dentatis (fig.
225); capitulis axillaribus, pedicellatis, diítusis; involucro íemin. cy-
lindrico, 7J5 mm longo, 3 mm lato, 4-seriato, bracteis glabris, margi-
nibus hyalinis ( fig. 240 ); pedicelo ca. 4-5 mm longo; íloribus ca. 8, co-
rolla 4-5 mm longa, basi ca 0,3 mm lata, versus apicem pauce atte-
nuata, dentata, pilosa, pilis sparsis (fig. 271); stylo ca. 7-8 mm longo
in 2 ramis profundis diviso; achaenia 1,5-2 longa, glabra, apice coro ->
nula brevi praedita; pappi setis ca. 5 mm longis; involucro capituli
maso. campanulalo 5 mm longo, 4 mm lato (fig. 272); pedicelo ca.
5 mm longo; íloribus 12 corolla 4 mm longa, tubo gtanduloso, limbo
laciniis oblongis, apice revoluto diviso; pappi setis 4-5 mm longis, basi
flexuosis, apice pauce incrassatis. Foto 25.
Hoíótipos: SC — Campo Alegre a 900 m s. m. leg. L. B. Smith e
Klein 7461 (9.11.1956) $ rb. hbr; ibidem, campo alpino
Morro Iquererim a 1300-1500 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein
7418 (8.11.1956) d RB. hbr.
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Material examinado: SC — S. Francisco do Sul, morro do Campo
Alegre a 1200 m s. m. leg. Reitz e Klein 9748 (3.9.1960)
RB. hbr; São Joaquim, Curral Falso, Bom Jardim a 1500
m s. m. leg. Reitz e Klein 8417 (19.2.1959) RB. hbr; ibi-
dem, Serra do Oratório, campo a 1500 m s. m. leg. Reitz e
Klein 7174 (18.9.1958) rb. hbr; São José, Serra da Boa
Vista, capoeira a 1000 m s. m. leg. Reitz e Klein 10167
(13.10.1960) rb. hbr.; ibidem, idem 10184 rb. rbr.
PR — Curitiba, freqüente, leg. Dombrowsky 378 (20.9.1964)
RB.
Espécie afim de Baccharis lateralis Baker e de B. pauciilosculo-
sa A. P. DC., distinguindo-se pelas folhas opostas e pelos capítulosr com
pedicelo longo e com maior número de flores. A corola das flores fe-
mininas (fig. 271) é muito mais tênue que a das outras espécies do
grupo e, também, não apresenta a porção basal dilatada.
91. BACCHARIS DUSENII sp. n.
Frutex 1-1 £ m altus, ramosus, ioliis linear-laneeolatis, subcoriaceis,
sessilibus, 13 mm longis, 3 mm latis, 5-dentatis, trinervis, costa media
dorso prominula; capitulis axillaribus, bracteis linear-laneeolatis 8-10
mm longis (figs. 244-245); involucro capituli íemn. (fig. 248) 7 mm
longo, 2 mm lato; iloribus 3, corolla pilosa 4 mm longa, apice dentata,
dentibus brevibus; stylo 5-5,5 mm longo; achaenio 2,2 mm longo, 1
mm diam., 10 costato, apice anulo crenato circumdato (fig. 263); pappi
setis 4 mm longis; involucro masc. 4-5 mm longo 2-2,5 mm lato; flori-
bus 5 corolla 4 mm longa, glandulosa; pappi setis ca 4 mm longis,
apice incrassatis.
Holotypus : Rio de Janeiro, Itatiaia, leg. Dusén 660 (17.1902) R.
Material examinado : RJ — Itatiaia, leg. Ule 641 R. — ibidem, leg.
Kuhlmann (9.6.1930) RB; — Agulhas Negras a 2800 m
s. m. leg. Brade 14588 (27.5.1935) rb; — Prateleiras a
2200 m s. m. leg. Brade 20202 (13.5.1950) rb; — Planalto,
leg. Hatschbach 11449 (30.8.1964) HH, rb; — Planal-
to, subida para as Agulhas Negras, entre 2400-2500 m s. m.
leg. Sucre 4661 (6.6.1969) rb.
MG — Passa Quatro, Itaguaré a 2000 m s. m. leg. Brade
19055 (5.5.1948) rb; — Itatiaia, Alípio Rebouças, leg.
Strang 642 (4.12.964) hb; — ibidem, leg. Strang 802 e
Castellanos (30 . 12 . 966).
MG — Passa Quatro, Itaguará a 2000 m s. m. leg. Brade
19055 (5.5.1948) rb.
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cm ..
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Espécie afim de Baccharis serrula Schultz Bipontinnus ex Baker
e de B. pseudovaccinioides Teodoro, distinguindo-se pela forma e di-
dimensões das folhas, tamanho dos capítulos, etc.
92. BACCHARIS SERRULA Schultz Bipontinnus ex Baker in Martius
Fl. Bras. 6 (3): 70. 1882.
Localidade típica: Minas Gerais, Serra da Lapa.
HolótipoS leg. Riedel s. n. Fotótipo K. 13199.
Arbusto com 40-80 cm de altura, ramificado, com ramos folhosos,
cicatricosos; folhas oblongas, crasso-coriáceas, de ápice arredondado,
denteadas, com 10-12 dentes, com costa média salientes na página in-
ferior (fig. 235) do limbo e nervuras laterais secundárias inconspícuas,
com base atenuada, com 12-15 mm de compr. a 2-4 mm de larg.; capí-
tulos curtamente pedicelados, dispostos mais densamente no ápice dos
ramos; brácteas foliáceas, com 4-8 mm de compr., espatuladas (fig.
242); capítulo feminino com invólucro com cerca de 5 mm de alt. e
1.5 mm de diâmetro (fig. 256); flores de 1-2, com corola com mais ou
menos 3 mm de compr. mais ou menos alargada na base, com 0,7 mm
de larg. e atenuada em direção ao ápice, pilosa, com ápice laciniado,
com lacínios profundos; estilete com mais ou menos 3,5-4 mm de com-
primento, de base alargada e mais ou menos robusta, desprendendo-se
facilmente, articulado ao ápice do ovário por um pedículo muito curto;
aquênio com mais ou menos 1,5-1, 7 mm de compr. e 1 mm de diâm.,
com costa pouco salientes; papus com mais ou menos 3 mm de compr.;
capítulo masculino com invólucro campanulado, com mais ou menos
3.5 mm de compr. e 3 mm de diâm., com brácteas involucrais glabras,
de ápice agudo; flores cerca de 5-7 com corola de mais ou menos 3-4 mm
de compr., com tubo glanduloso e lacínios oblongos, enrolados em es-
piral; cerdas do papus frizadas na base e não espessadas no ápice.
Material examinado: MG — Alto do Pico de Itambé, leg. M. Maga-
lhães 1622 (5.5. 1942) rb; Serra do Ibitipoca, Pico do Pião,
formação rupícola em arenito da Série de Lavras, entre 1580-
1600 m s.m. leg. Sucre 6693, RB.
SP — Pico de Tapeva, pr. de Campos de Jordão a 2000 m s.m,
leg, Pabst 4190 (2.5.1957) RB, hb.
93. BACCHARIS XIPHOPHYLLA Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 68.
1882.
Localidade típica: Minas Gerais, in alpinis.
Holótipo: Martius, s.n. — Fotótipo F. 20688.
= Baccharis perlata Schultz Bipontinnus ex Baker in 1 . c. 62.
“in campis graminosis prope Diamantina, legit Riedel” Syn. nov.
Fotótipo K. 13204.
= Baccharis delicatula Heering in sched. Foto F .14966.
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Arbusto com mais ou menos 0,5-1 m de altura, ramificado, com
ramos densamente folhosos; folhas espatuladas, viscosas, crassas, com
cerca de 6-10 mm de compr. e 1 mm de larg.; capítulos pedicelados,
axilares; invólucro do capítulo masculino campanulado, com cerca de
2 mm de alt. e 1,5 mm de diâm., 3-seriado, com brácteas involucrais
viscosas, glabras; flores 6, com corola de mais ou menos 1,7 mm de
compr., com tubo glanduloso e limpo dividido em lacínios triangulares;
papus com mais ou menos 1,5 mm de compr. com cerdas espessadas no
ápice; rudimento de ovário glanduloso, com cerca de 0,5 mm de compr.;
invólucro do capítulo feminino oblongo, com mais ou menos 3-4 mm de
cmpr.; aquênio glabro, com costas distintas. (Fig. 236).
Material examinado : MG — Diamantina, subida para o cruzeiro, plan-
ta de formação rupestre leg. A. P. Duarte 7857 (11.1.1963)
rb; Curvelo-Dimantina, leg. Macguire 44779 (23.12.1959)
rb; — ibidem leg. Hatschbach 27960 (14. 11.1971) HH.
94. BACCHARIS ARAÇATUBENSIS Teodoro et Hatschbach, sp. nov.
Frutex 1-2 m altus, ramosus (foto 26); ramis toliosis, cicatricosis;
íoliis imbricatis, oblongis, glabris, 10-12 mm longis, 5 mm latis (fig. 229)
margine integris vel minute serrulatis, penninervis; capitulis axillaribus
saepe at apicem.ramulorum aggregatis; invólucro íemin. cylindrico, 9
mm longo, 2,6 mm lato, 5 -seriato, bradeis involucralibus glabris; ilori-
bus 3, corolla 4 mm longa, pilosa, base dilatata pilis multiseriatis cir-
cumdata (fig. 162), versus apicem attenuata (fig. 262); stylo 6 mm
longo, base dilatato, ramis circa 1 mm longis diviso; achaenio cylindri-
co, glabro, 3 mm longo, 1 mm lato, multicostato; involucro masc. 5 mm
longo, 4 mm lato; iloribus 10, corolla tubo cylindrico, piloso, 3 mm
longo, 0,5 mm lato, limbo laciniis oblongis, acutis, 1,5-2 mm longis di-
viso; stylo 4-5 mm longo, base disco crasso, sulcato, ca. 1 mm alto,
crrcumdato (fig. 266), apice turbinato, ramis dense pilosis diviso.
Holotypus : Paraná, Guaratuba, Serra de Araçatuba a 1300 m s.m., na
orla de matinha nebular, leg. Hatschbach 7078 e 7079) (9.6. 1960) HH.
Material examinado: PR — Serra de Araçatuba a 1300 m s.m. leg.
Hatschbach 7078 e 1079 (9.6.1960) hh. Guaratuba. Serra
de Araçatuba a 1200 m nas fendas da rocha (região nebular)
leg. Hatschbach 6691 (31-1-1960) hb; Pirapora Serra do Em-
boque a 1.200m s.m. em matinha nebular leg. Hatschback
24945 (14-10-970) hb.
SC — Garuva, Monte Crista, a 900 m s . m. campo sujo leg.
Reitz e Klein 9809 (2-9-1960) RB, hbr; ibidem, idem 10015
169
(6-10-1960) RB, hbr; Morro do Campo Alegre a 1.300 m
s.m. leg. Reitz e Klein 10345 (4-11-1960) rb, hbr; ibidem a
1.200 m s.m. leg. Reitz e Klein 9784 (3-9-1960) rb, hbr.
SC — Garuva, Monte Chista a 900 m s.m. campo sujo leg.
Reitz e Klein 9809 (2.9.1960) RB, hbr; ibidem, idem 10015
(6.10.1960) rb, hbr; ibidem a 1200 m s.m. leg. Reitz e
Klein 9784 (3.9.1960) rb, hbr.
Apresenta bastante afinidade com as espécies do grupo, como B.
pseudovaccinioides Teodoro, B. lymanii sp. nov., B. parvidentata Teo-
doro, etc. porém se distingue pelas folhas, flores femininas e masculi-
nas, com carâcterísticas diferentes.
95. BACCHARIS SELLOI Baker in Martius Fl. Bras. 6(3: 68. 1882.
Localidade típica : Paraná, de Carambeí a Castro, para o Rio Itararé.
Holótipo — legit Sellow 4964 — Fotótipo F. 1564.
= Baccharis microthamna Schultz Bipontinus ex Baker in Martius Fl.
Bras. 6(3) :70. 1882 p. p. (Sellow s. n. Foto F 15019) syn. nov.
Arbusto ramificado; folhas liner-lanceoladas, de margens inteiras,
ápice agudo, sésseis, com 1,5-3 cm de compr. e 2-3 mm de larg., glabras,
com costa média saliente na página inferior; capitulos curtamente pe-
dicelados dispostos em racemos; capítulo feminino com invólucro ci-
líndrico, 4-seriado, com brácteas involucrais glabras, com 6-7 mm de
comprimento e 2 mm de diâm.; flores de 3-5 com corola de mais ou
menos 4-5 mm de compr., de ápice laciniado, com lacínios mais ou me-
nos profundos e regulares; cerdas do papus com mais ou menos 4 mm
de compr. aquênio cilíndrico, 1 0-costado; estilete com mais ou menos
6 mm de compr. dividido em ramos de mais ou menos 0,5 mm de
compr.; invólucro do capítulo masculino campanulado, com mais ou
menos 3-4 mm de alt. e 2-3 mm de diâm.; flores de 6-8, com corola com
tubo cilíndrico, glanduloso com 3 mm de compr. e limbo com 2 mm de
compr. dividido em lacínios lineares, agudos enrolados em espiral; pa-
pus de cerdas finas, levemente espessadas no ápice, com 4 mm de
compr.
Material examinado : PR — Guarapuava, orla da mata, leg. Hatschbach
7359 (20.10.1960) rb. hh.; Lapa, Cel Mariental, à Corda do
capão Leg. Hatschbach 6426 (8-11-954) hh. hb.
SC — Caçador, Faz. Carneiros a 1100 m s.m. leg. Klein 3464
(7. 12. 1962) rb; — Campos Novos a 950 m leg. Klein 4099
(28.10.1963) rb. hbr; — Abelardo Luz, banhados do cam-
po a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 16577 (29. 12. 1963) RB.
hbr; — Iraní, campo seco a 700-900 m s.m. leg. L. B. Smith
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cm ..
170
e Klein 13045 (8.11.1964) RB. hbr; ibidem, rio Iraní, orla
do campo a 1000 m s.m. leg. Klein 4808 (27.2.1964) rb,
hbr; — Santa Cecília, capoeira a llOO.m s.m. leg. Reitz e
Klein 13406 (24.10.1962) RB, hbr; — Serra do Espigão a
1200 s.m. leg. E. Pereira 6268 (20.10.1961) rb, hbr;
— São Joaquim da Invernadinha, perto da barra do rio Pos-
tinho com o rio Rondinha, leg. Mattos 15631 A (7.1971) rb;
Aparados da Serra, leg. E. Pereira 6457 e Pabst 6224 (24. 10.
1961) rb, hb; — entre Ponta Serrada e Fachinal dos Guedes
leg. A. Castellanos 24609 (27.2.1964) rb.
RGS — Taimbezinho, pr. de S. Fco. de Paula, ad rivurn in
dumetosis, leg. Rambo 54521 (13-11-1953) lp.; ibidem, idem
54504 P.
Não tive oportunidade de estudar o tipo, ou mesmo material bem
determinado de Baccharis petraea Heering. Pela diagnose (Heering
1904) essa espécie me parece um sinônimo de Baccharis selloi Baker.
96. BACCHARIS POLYPHYLLA Gardner in Hooker Lond. Journ. 7:88.
1848.
Localidade típica : Minas Gerais, Diamantina.
Holótipo: legit Gardner 4902. — Fotótipo F. 15037.
Uma das espécies mais interessantes do gênero, pela apresenta-
ção de folhas cilíndricas, canaliculadas na página dorsal (foto 27)
(fig. 261) com 5-10 cm de compr. e cerca de Imm de diâm.; capítulos
dispostos em ramos espiciformes; invólucro do capítulo feminino com
5-6 mm de compr. e 2-2 mm de diâm., 4-seriado, com brácteas involu-
crais glabras, obtusas; flores de 3-4, com corola de mais ou menos 2 mm
de compr. com base dilatada, com mais ou menos 0,5 mm de larg. (fig.
268) estreitada em direção ao ápice, 5-denteada, com dentes iguais
entre si; pelos unisseriados, clavados, dispostos na porção médio su-
perior do tubo da corola; estilete com 2,5-3 mm de compr.; aquênio
glabro, com 2, 2-2, 5 mm de compr. e 1 mm de diâm., 10-costado; invó-
lucro masculino campanulado, com cerca de 2 mm de alt. e 2 mm de
diâm., 3-seriado; flores 10, com corola de mais ou menos 2 mm de
compr., infundibuliforme, com tubo espessado, glanduloso e limbo di-
vidido em 5 dentes triangulares, com estilete não exserto, e papus de
poucas cerdas, com espessamento abaixo do ápice.
Material examinado: MG — Diamantina, Rio dos Cristais, planta de
solo arenoso, leg. A. P. Duarte 9082 (18.2.1962) rb. hb.;
entre Diamantina e Biribiri, leg. Daázio, RB.
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97 . BACCHARIS MINUTIFLORA Martius er Baker in Martius Fl. Bras.
6 (3): 69. 1882.
Localidade típica : Minas Gerais.
Holótipo : leg. Martius 828 — Fotótipo F. 14957.
Arbusto ramificado com mais ou menos 0,5-2 m de altura, com
ramos densifólios; folhas linear-espatuladas, sésseis, glabras, com 1-1,5
cm de compr. e 0,5-1 mm de larg., uninérveas, com costa média saliente
na página inferior, com ápice mucronulado; capítulos axilares, forman-
do espigas curtas; invólucro do capítulo feminino cilíndrico (fig. 253),
com mais ou menos 4-5 mm de alt. e 1-1,3 mm de diâm., glabro, com
brácteas involucrais agudas, escariosas, con> costa média pronunciada;
flores de 1-4 (mais freqüentemente 1), com corola de base alargada,
com mais ou menos 1,5 mm de compr., pilosa no ápice, denteada; esti-
lete com mais ou menos 2,5 mm de compr.; aquênio cilíndrico, 10-cos-
tado, glabro, com cerca de 2-2,5 mm de compr. e 0,8-1 mm de diâm.;
papus com cerdas finas, com mais ou menos 2 mm de compr.; invólucro
do capítulo masculino com 2-3 mm de compr. e 1-1,5 mm de diâmetro,
com brácteas involucrais glabras; flores cerca de 4 com corola de mais
ou menos 2 mm de compr.; estilete pouco exserto, com ramos fecha-
dos; papus com mais ou menos 2 mm de compr. com cerdas levemente
espessadas no ápice.
Material examinado: MG — a 12 Kb Sw de Diamantina, cerrado,
leg. Irwin 22460 (23. 1. 1969) rb; — Serra do Cipó, Km 140
leg. E. Pereira 2898 e Pabst 3734 (6.4.1957) rb, hb; —
Serra do Cipó, Km 140 leg. Brade 14677 (15 .‘4. 1935) RB;
— Serra do Cipó, Km 137 a 1300 m s.m. fazendo parte da
associação rupestre, leg. A. P. Duarte 2605 (21.4.1950) rb;
— ibidem, leg. Damázio 2009 e 9438 rb; — Serra dos Cris-
tais, leg. Damázio 8515, RB; — Serra da Caraça, leg. E. Pe-
reira 2578 e Pabst 3441 (23.3.1957) rb. hb.; Dimantina,
subida para o Cruzeiro, leg. A. P. Duarte 7857 (11-1-963) hb;
Diamantina, leg. M. Barreto 905 (11-937) HB.
98. BACCHARIS HYPERICIFOLIA Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):
70. 1882.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, entre Vila de S. Martinho e
Cachoeira; de Rio Pardo para Bagé.
Tipo: Sellow d 1176 e d 1838. — Foto F. 14993.
Subarbusto com ramos delicados, folhosos (foto 28); folhas oblon-
gas, de margens inteiras ou serrilhadas, de base obtusa e ápice agudo,
com mais ou menos 1-2 cm de compr. e 5 mm de larg., imbricadas; ca-
pítulos masculinos pedicelados, axilares, racemosos; invólucro com mais
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ou menos 3 mm de alt. e 1,5 mm de diâm., com 2-3 séries de brácteas
involucrais agudas; flores cerca de 4, com corola de mais ou menos 2 mm
de compr. com limbo campanulado, dividido em lacínios oblongos, agu-
dos; estilete com mais ou menos 3 mm de compr.; pápus de cordas fi-
nas, não espessadas no ápice.
Material examinado: RS — Vacaria, faz. da Ronda, leg. Rambo
35088 (13.1.1947) hh.
Planta muito rara, ocorrente no Rio Grande do Sul e Uruguai.
Grupo 26. GRACILIS:
Subarbusto com cerca de 30-80 cm de altura, com ramos cilíndri-
cos, sulcados, glabros virgados (foto 29); raízes longas, fibrosas, com ou sem
espessamento bulbiformes, ou plantas providas de xilopódio crasso; capítulos
isolados no ápice dos ramos (fig. 87), ou agrupados, formando inflorescências
laxas ou densas (fig. 90). Invólucro campanulado, com 2-3 séries de bráctes
involucrais, ou mais ou menos cilíndricos; flores de 15-50 com corola da flor
feminina com mais ou menos 4-6mm de compr., geralmente pilosas, com ápice
denteado ou liguliforme; aquênio com 5-10 estrias ou costas; corola da flor
masculina com 4-5 mm de compr., dividida em lacínios planos, agudos ou li-
neares, enrolados em espiral; papus com cerdas, em geral, frizadas na base, e
com ou sem espessamento apical.
Grupo representado por 5 espécies muito características. Delas, Baccharis
gracilis A. P. de Candolle é encontrada nas Serras de Minas Gerais e Rio de
Janeiro, em altitudes de 800 a 2400 m s . m., e em São Paulo e Paraná, ge-
ralmente, em formação campestre.
B. multisulcata Baker ocorre nos
cerrados de Minas Gerais, Goiás
e Brasília, aparecendo sempre
após as queimadas. B. aphylla
(Vell) DC., tanto aparece nos
campos de altitude, como nos cer-
rados, em Minas Gerais, Paraná e
S. Paulo. B. genistifolia A. P. de
Candolle é espécie da flora do
Uruguai nordeste da Argentina e
do Estado do Rio Grande do Sul.
B. notosergila Grisebach ocorre
no Uruguai, nordeste da Argenti-
na, no Estado de Mato Grosso, na
fronteira com o Paraguai, e em
Rio Grande do Sul, na fronteira
com a Argentina.
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99. BACCHARIS GRACIUS A. P. de Candolle, Prodr. 5:423. 1836.
Localidade típica : São Paulo.
Tipo: leg. Sellow hib. 516 — Foto f. 37719.
Subarbusto delicado, com caule subterrâneo reptante, provido de
raízes com espessamentos bulbiformes (fig. 87); ramos aéreos com
cerca de 15-30 cm de altura, providos de folhas lineares, trinérveas,
glandulosas, com mais ou menos 1,5-7 cm de compr. e 1-5 mm de larg.;
escapo floral com mais ou menos 30-35 cm de compr., ramificado ou
não no ápice, com brácteas esparsas; invólucro campanulado, com mais
ou menos 5-7 mm de alt e 7-10 mm de diâm.; flores de 30-60, com
corola da flor feminina de base dilatada, com mais ou menos 4-5 mm
de compr. denteada no ápice, com pelos bisseriados, de ápice bilobado
(fig. 163); estilete mais ou menos robusto, de base bulbosa, com 8-9 mm
de compr., dividido em dois ramos profundos; pápus com mais ou
menos 7-8 mm de compr., com cerdas ásperas; aquênio glanduloso, com
mais ou menos 3-4 mm de compr. corola das flores masculinas com
cerca de 4 mm de compr. dividida em lacínios planos, oblongos, agudos;
estilete com cerca de 5 mm de compr. dividido em dois ramos curtos,
pilosos; pápus com mais ou menos 3 mm de compr. com cerdas den-
samente espessadas no ápice.
Material examinado: RJ — Itatiaia, a 2400 m s.m. leg. Markgraf
21259 (26. 11.1952) rb; ibidem, Pedra Assentada, leg. Brade
17419 (8.2.1945) rb; ibidem a 2300 m s.m. leg. Pilger e
Brade (28.12.1934) rb.
MG — • Diamantina, frequente, leg. Mello Barreto 9455 ....
(5.11.1937) rb; Pico da Serra do Curral, Belo Horizonte,
leg. Pe. Roth 1491 (28.8.1955) rb.
SP — Vila Ema, campo, leg. Brade 16056 (4.1938) rb;
ibidem, leg. Brade 6288 (28.10.921) sp; Vila Mariana, leg.
Usteri (7.11.1905) sp; Campinas, leg. Viegas (8.12.1938)
SP.
PR — Fortaleza, leg. Dusén 2881 (22.12.1903) R; Palmei-
ras, leg. Hatschbach 5430 (31.1.1959) R.
100. BACCHARIS MULTISULCATA Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):
45. 1882.
Localidade típica: Minas Gerais, Lagoa Santa.
Holótipo: leg. Warming 151 — Fotótipo F. 22489.
Caule subterrâneo reptante, curto , provido de raízes fibrosas lon-
gas, não ramificadas; caulas aéreos muitos (de 10-20), ramificados,
cilíndricos, glabros, estriados, com folhas esparsas; folhas sésseis,
membranáceas, de bordos pectinados, glabrec, com 4-7 mm de com-
cm
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cm ..
174
primento e 1 mm de largura; capítulos isolados no ápice dos ramos; in-
vólucro campanulado, 3-seriado, com 5-10 mm de alt. e 5-10 mm de
diâm. com brácteas involucrais oblongas, agudas, trinérveas, glabras;
flores de 20-30; corola da flor feminina com 4-5 mm de compr. e
0,5-0, 4 mm de diâm., com bordo truncado; estilete com mais ou menos
7-8 mm de compr. pápus unisseriado, com cerdas ásperas, com mais ou
menos 8-10 mm de compr. aquênio com 4-5 mm de compr., 10 costa-
dos, com costas finas o glandulosos entre as costas; corola da flor mas-
culina com mais ou menos 5 mm de compr., com limbo campanulado;
pápus frisado na base, com mais ou menos 4-5 mm de compr, com
cerdas espessadas no ápice; estilete bífido no ápice, exserto.
Depois da classificação de Baker, (1882) é a primeira vez que
essa espécie de Baccharis é estudada. Não a encontrei identificada em
nenhuma das coleções estudadas. Ocorre com frequência nos cerrados
de Brasília, formando touceiras densas.
Material examinado: DF — Brasília, cerrado, leg. Graziela 667
(10.1964) RB,- Horto de Guará, cerrado, leg. Heringer 8625
(31.8.961).
GO — de Paracatú para Cristalina, leg. A. P. Duarte 1296 A
(14.10.1965) rb; Chapada dos Veadeiros, campo, leg. E. Pe-
reira 10346 e 10351 (23.10.1965) rb.
MG — Serra do Cipó, campo, leg. Mello Barreto 764
(3.9.1939) rb; Montes Claros, Serra, leg. Markgraf 3231
(10.11.1938) rb; Campos Altos, leg. Damázio RB.
O nome multisulcata foi dado por Baker em referência a essa ca-
racterística do cauie.
101. BACCHARIS GENISTIFOLIA A. P. de Candolle, Prod. 5:423. 1836.
Localidade típica : Parte sul do Uruguai.
Holótipo: leg. Sellow d 117. hib. 835 — Fotótipo F. 37717.
= Baccharis polygona Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 46. 1882.
“Habitat in Brasil australi, sinedesignatione loci: Sellow 1353’.”
Espécie relacionada para o Sul do Brasil, Uruguai e nordeste da
Argentina. Não examinei material dessa espécie.
A fotografia do tipo de B. polygona Baker representa um frag-
mento de uma planta^que, talvez, possa ser considerada um sinônimo
de Baccharis aphylla A.P. DC.
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102. BACCHARIS APHYLLA (Vell.) A. P. de Candolle, Prodr. 5: 424.
1836. — Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3):45, tab. 18. 1882.
Bas.: Chrysocoma aphyla Vellozo, Fl. Flum.: 324. 1829 (1825) ícones
8: t.l. 1831 (1827); in Arch. Mus. Nac. Rio de Janeiro 5:304. 1881.
= Chrysocoma nuda Vellozo l.c. 335; ícones 8: t. 50. 1831 (1827);
1. c. 314.
= Baccharis nuda (Vell.) A. P. de Candolle, Prodr. 5:424. 1836.
Subarbusto xilopodífero, áfilo, densamente ramificado; capítulos
sésseis, formando ramos espiciformes terminais; invólucro do capítulo
feminino com 8-10 mm de alt. e 3-2 mm de diâm.; com 5-6 séries de
brácteas involucrais obtusas; receptáculo plano, laciniado, com lacínios
ciliados; floros de 18-20; corola filiforme com cerca de 7 mm de compr.
e 0,4-0, 3 mm de diâmetro, com ápice liguliforme; estilete com mais
ou menos 1 1 mm de comprimento dividido em ramos longos, acumi-
nados; pápus com 10-11 mm de comprimento; aquênio glabro com cer-
ca de 2 mm de compr. invólucro do capítulo masc. com cerca de 5 mm
de compr. e de 3-4 mm de diâm., com 3-4 séries de brácteas; flores de
12-15; corola com cerca de 6 mm de compr. dividido em lacínios linea-
res, enrolados em espiral; estilete com mais ou menos 8 mm de compr.
dividido em 2 ramos; cerdas do pápus crespas, não espessadas no ápice.
Material examinado: MG — Entre Rios de Minas, no campo, forman-
do touceiras, leg. Pe. Krieger 9121 (6.9.1970) rb; — Ouro
Preto, Morro do Cachorro, muito frequente, leg. M. Magalhães
1023 (11.1.1942) rb; — ibidem, leg. Damázio; Barbacena.
leg. Schwcke 6007 (22.9.1887) rb; Carandaí, campo seco,
leg. A. P. Duarte 479 (15.2. 1946) rb; ibidem. Santa Cecília,
planta de campo, usada como vassoura pelo povo da região,
leg. A. P. Duarte 3568 (26.10.1952) rb; Poços de Caldas,
leg. Roppa 383 (22.10.1964) rb; — Nova Lima, Serra do
Curral, leg. O. Williams 8053 (16.9. 1945) rb; — Caeté, leg.
Gil Felipe 37 (8.10.1961) rb; — Lima Duarte, Ibitipoca,
leg. M. Magalhães 472 (13.9.1940) rb; Diamantina, leg.
Archer 4099 (1936) rb;
SP — Campos do Jordão leg. C. Porto 3419 (10.1937) rb;
— ibidem, campo limpo, leg. Hoehne s.n. (15.9.1923) SP;
ibidem leg. Hashimoto 43 (22.10.1938) SP; — Itapetininga,
leg. Loefgren 191 (5.9.1887) sp; — Ipiranga, leg. Constanti-
no 52 (5.1941) rb; Mooca, campo, leg. Brade 5713
(12.1913) sp; — Vila Ema, leg. Brade 12959 (12.1933)
rb; São José dos Campos, leg. Loefgren 131 (10.1908) Rb;
Campinas, leg. Novais 88 (6.1918) SP; Campo do Cambuci,
leg. Edwall (27.11.1893) SP; Santa Ana, leg. Usteri (1.12.
1907) sp; Bosque da Saúde, campo, leg. O. Handro (1.11.
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
176
1943) SP; Pilar do Sul, cerrado degradado, leg. J. Mattos
14096 (21.10.1966) sp.
PR — Campina Grande do Sul, Quatro Barras, campo limpo,
rara, leg. Hatschbach 8352 (22.10.1961) rb; Ponta Grossa,
leg. Hoehne (3.11.1928) SP.
103. BACCHARIS NOTOSERGILA Grisebach, Symbolae: 183. 1879. —
Cabrera, Boi. Soc. Argentina Bot. 7 (3-4): 240. 1959.
Localidade típica: Argentina, Entrerios, Estancia Meliton Lascono.
Holótipo — leg. Lorentz (19.2.1876).
= Baccharis curtiiolia Spencer Moore, Journ of Bot. 42:37. 1894. “Ma-
io Grosso, Porto Murtinho, leg. Robert”.
Subarbusto xilopodífero, com mais ou menos 1-1,5 m de altura,
ramificado, com ramos cilíndricos, estriados, áfilos ou com folhas linear-
lanceoladas, de bordos denteados, com mais ou menos 2 cm de compr.
e 1 mm de larg.; capítulos isolados no ápice de pedúnculos curtos ou
longos, formando uma panícula ampla (fig. 90); invólucro com mais
ou menos 5-6 mm de compr. e 2-3 mm de diâm., com brácteas involu-
crais 4-seriadas, glabras; flores de 20-30; corola da flor feminina com
3-4 mm de compr. e 2-3 mm de diâm., com brácteas involucrais 4-se-
riadas, glabras; flores de 20-30; corola da flor feminina com 3-4 mm
de compr, com ápice laciniado, com lacínios mais ou menos longos,
com pelos unisseriados entre eles; estilete com mais ou menos 4-5 mm
de compr.; aquênio glabro, cilíndrico, com 1-1,5 mm de compr. 10-es-
triado; papus com 3,5-4 mm de compr.; flores masculinas com corola
de 4 mm de compr.; cerdas do papus com espessamento apical.
Material examinado: RS — Itaqui, frequente, leg. Dobereiner e Tokar-
nia 838 (28.2.1972) rb.
MT — Porto Murtinho, leg. Malme 2783 (2.1.1903) R.
Espécie ocorrente no Uruguai, Paraguai e Argentina. Do Brasil,
só conheço as duas coleções estudadas.
Grupo 27. TRIMERA:
Subarbustos ou arbustos de 0,8-3 m de altura, com ramos alados;
alas mais ou menos contínuas ou interrompidas, formando artículos de
comprimentos variáveis, com a mesma estrutura das folhas, constituindo-se
em órgãos assimiladores, esfoliantes nas porções inferiores dos ramos; caule,
em geral, desprovido de alas; folhas esparsas, sésseis ou curtamente peciola-
das, de lanceoladas a oblongas ou ovais, com base aguda, sagitada ou cordi-
forme, ou folhas reduzidas a brácteas diminutas, ou atrofiadas; capítulos dis-
postos emramos espiciformes curtos ou mais ou menos longos, ou formando
SciELO/JBRJ
177
pequenos grupos afastados, ordenados em inflorescências simples ou ramifi-
cadas, (figs. 98, 99, 102; fotos 30-38); invólucro dos capítulos de campanu-
lados a oblongos ou cilíndricos, com 3-5 séries de brácteas involucrais; flores,
em geral, numerosas; corola da flor feminina filiforme-cilíndrica, com 1-6 mm
de compr. e de 0, 1-0,3 mm de diâmetro, com ápice liguliforme ou bilabiado,
com lábio superior tridentado e o inferior truncado ou com dois dentes ves-
tigiiais (figs. 144, 146, 148, 150, 152); estilete com cerca de 2-10 mm de
compr., filiforme, dividido em 2 ramos curtos ou longos; aquênio, geralmente,
com 1-3 mm de comp. e 0,3-0, 5 mm de diâm., com o dorso mais ou menos
convexo, com base aguda e com 5-10 estrias finas, salientes, geralmente pa-
pilosas (figs. 194, 196), corola da flor masculina com 2-5 mm de compr.
dividida em lacínios planos ou revolutos; pápus com cerdas crespas ou fri-
sadas na base, sem espessamento apical.
Com as seguintes espécies: Baccharis regnelli Schultz Bipontinus, ocor-
rente em S. Paulo e Minas Gerais; B. vincaefolia Baker, no Uruguai e sul do
Brasil; B. milleflora A. P. de Candolle, em Minas Gerais e Rio Grande do
Sul; B. glazioui Baker, no Rio de
Janeiro, Minas Gerais e São Pau-
lo; B. opuntioides Martius, em
Minas Gerais e Rio de Janeiro;
B. articulata (Lam.) Persoon, de
São Paulo ao Rio Grande do Sul,
Paraguai, Uruguai, norte e centro
da Argentina; B. gaudichaudiana
A. P. de Candolle, de São Paulo
ao Rio Grande do Sul; B. usteri
Heering, freqüente nos Estados
de São Paulo, Rio de Janeiro,
Guanabara, Minas Gerais e Rio
Grande do Sul; B. sagittalis A. P.
de Candolle, no centro e sul do
Chile, na Argentina, desde Men-
doza à Patagônia e no sul do Bra-
sil; B. crispa Sprengel, no Uru-
guai, Argentina e sul do Brasil; B
microcephala (Less.) A. P. de
Candolle, em Minas Gerais, São
Paulo, sul do Brasil, Paraguai,
Uruguai e noroeste da Argentina;
B. trimera (Less.) A. P. de Can-
dolle, em Minas Gerais, Rio de
Janeiro, Guanabara, São Paulo,
Paraná, Santa Catarina, Rio Gran-
de do Sul, Uruguai, Paraguai, Bo-
lívia e nordeste da Argentina; B.
cylindrica (Less.) A. P. de Can-
SciELO/JBRJ
ff
178
dolle em Minas Gerais, São Paulo, sul do Brasil, Paraguai, norte e centro da
Argentina; B. phyteumoides (Less.) A. P. de Candolle, no sul do Brasil, Ar-
gentina e Uruguai; B. pseudovillosa Teodoro, no sul do Brasil; B. myrioce-
phala A. P. de Candolle, desde a Bahia, Minas Gerais, Rio !e Janeiro, São
Paulo, sul do Brasil e Argentina; B. stenocephala Baker, de São Paulo ao
Rio Grande do Sul; e B. riograndensis Teodoro et Vidal, só registrada para
o Rio Grande do Sul.
104. BACCHARIS REGNELLII Schultz-Bipontinus ex Baker, in Martius
Fl. Bras. 6 (3): 74, 1882.
Localidade típica: Minas Gerais, Poços de Caldas.
Holótipo: leg. Regnell 11.155 — Fotótipo F. 22493.
BACCHARIS REGNELLII var. REGNELLII.
Arbusto com 2-3 m de altura; alas dos ramos estreitos, com mais
ou menos 0,5-1 mm de larg., geralmente contínuas; folhas de oblongas a
lanceoladas, de margens inteiras, triplinérveas, pilosas quando jovens,
depois glabrescentes, com 4-6 cm de compr. e 1-2 cm de larg., de ápi-
ce e base agudos; capítulos dispostos em ramos espiciformes curtos, or-
denados em panículas terminais multifloras; invólucro do capítulo fe-
minino com 4-5 mm de alt. e cerca de 3 mm de diâm. (fig. 254); com
50 flores; receptáculo plano, laciniado, com lacínios triangulares; co-
rola glabra, com 2,5-3 mm de compr., estreitada em direção ap ápice,
5-denteada, com dentes desiguais entre si; aquênio giabro, costado,
com 1-1,5 mm de compr.; pápus com mais ou menos 3 mm de compr.
e estilete com 4-4,5 mm de compr.; invólucro do capítulo masculino
com 2,5-3 mm de compr. e cerca de 3 mm de diâm., com cerca de
20 flores; corola com -3-3,5 mm de compr. com limbo campanulado,
dividido em lacínios triangulares, agudos; pápus com mais u mt.ios
3 mm de compr., com cerdas lisas, com leve espessamento no ápice;
estilete com mais ou menos 4 mm de compr., com ramos separados.
Material examinado: MG — Poços de Caldas, leg. Regnell II . 155
(Isótipo, R.Q; ibidem, Morro do Ferro, beira de córrego, leg.
M. Emmerrich 2020 (9.9964)rb.
SP — Serra da Bocaina a 1600 m s. m. à beira de um córre-
go, leg. Brade 21175 (10.1951) rb; ibidem, Mata da Boa
Vista, leg. M. Kuhlmann 2183 (11.1949) sp; ibidem, leg.
Goro Hashimoto 45 (10.1938) SP.
SciELO/JBRJ
cm
179
104b. BACCHAR1S REGNELLII var. SU BALATA Heering in Usteri, Flo-
ra Stadt S. Paulo: 260. 1911.
= Baccharis burchellii Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 44. Iè32.
“S. Paulo, ad margine silvulae prope Morumbi, leg. Burchell 4471”.
Fotótipo F. 37707.
Alas dos ramos com 2-3 mm de larg.; folhas com pilosidade persis-
tente; capítulos menores dos que os da var. regnellii.
Material examinado: SP — Mandaqui, leg. Tamandaré 134 e 135
(10.1912) rb; Campos do Jordão, Pe. Capell 3356 (3. 1945)
rb; Cantareira, Horto Botânico, leg. Puttermans (9.10. 1902)
SP; Mandaqui leg,. Brade 5486 (27.10.1912) sp; Manda-
qui, leg. Usteri 70 b (23.11.1906) SP; Butantan, rio Pe-
queno, leg. Hohne (28.10.1918) sp; Jaraguá, leg. Lueder-
waldt (4.1912) sp; Taboã, leg. O. Handro (4.11.1943)
sp; Campos do Jordão, leg. Coleman 434 (11. 1966) sp.
MG — Poços de Caldas, capoeirinha em brejo leg. Mello
Barreto 10.966 (11.1940) rb; ibidem, Represa Saturnino de
Brito, leg. Roppa 256 (7.10.1964) rb.
O nome da espécie é uma homenagem a Regnell, botânico sueco,
que excursionou pelo Brasil, durante os anos de 1841-1874.
105. BACCHARIS VINCAEFOLIA Baker, in Martius Fl. Bras. 6(3): 83.
1882.
Localidade típica : próximo de Montevidéu.
Holótipo: leg. Sellow d 453. Fotótipo K — 13188.
= Baccharis regnellioides Teodoro et Hatschbach in sched.
Arbusto com ramos flexuosos, curtamente alados, glabros; alas com
mais ou menos 1 mm de largura; folhas lanceoladas, pecioladas, papi-
ráceas, curtamente pecioladas, peninérveas, de ápice e base agudos,
com 3-7 cm de compr. e 0,5-2 cm de larg., com margens inteiras; ca-
pítulos de sésseis a pedicelados, dispostos em ramos espiciformes cur-
tos, ordenados em paniculas multifloras (fotos 31, 32); invólucro do
capítulo feminino campanulado oblongo (fig. 258) com 3-4 mm de
compr. e 2,5-3 mm de diâm., com 25-40 flores com corola com mais
ou menos 2 mm de comprimento, de ápice denteado, com dentes cur-
tos, dois deles só vestigiais; pápus com mais ou menos 2;5-3 mm de
compr.; aquênio com 0,5-1 mm de compr., 5-estriado; capítulo mas-
culino com invólucro campanulado (fig. 259), com mais ou menos
4 mm de compr. e 4 mm de diâm., com 3-4 séries de brácteas invo-
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
180
lucrais glabras, obtusas; flores de 25-40 com corola de mais ou menos
4 mm de compr. com tubo curto e limbo infundibuliforme dividido
em lacínios triangulares agudos; estiletec om mais ou menos 4-6 mm
de compr, com espessamento fusiforme no ápice; pápus com mais ou
menos 3 mm de compr. com cerdas lisas, não espessadas no ápice.
O nome da espécie significa “Folha de Vinca”, uma planta das
Apocináceas.
Material examinado: PR — Campina Grande do Sul, Coronel Faria,
zona de campo, na matinha ciliar, leg. Hatschbach 7157
(21.8.1960) HH; Guarapuava, estrada para Palmeirinha,
orla de matinha ciliar, leg. Hatschbach 7372 (20.10.1960)
hh; Curitiba, estrada para Araucária, em capoeira pr. de um
campo, leg. R. Lange 96 (10.8.960) rb; ibidem, Abranches, à
beira da estrada, leg. Hatschbach 11341 (18.8.1964) rb. hh;
Guarapuava, leg. Hatschbach 22570 (21.10.960) hh.
,SC — Água Doce, Campos de Palmas, pr. de rio pequeno,
leg. L. B. Smith 13478 (3.12.1964) rb; Bom Retiro, Cam-
po dos Padres, 1900 m s. m. leg. Reitz 2513 (17.12.1948)
hbr; Campos Novos, à beira do rio, a 950 m s. m. leg. Klein
4124 (28.10.963) RB. hbr.
RS — Taimbezinho ad rivum rupestribus dumetis leg. Ram-
bo 54521 (13.11.1953) ha; ibidem, idem 48313 (18.12.
1950) HA.
106. BACCHAR1S MILLEFLORA (Less.) A. P. de Candolle, Prod. 5:426.
1836.
Bas.: Molina milleilora Lessing, Linnaea: 143. 1831.
“Brasília legit Sellow”.
= Baccharis genistelloides var. milleilora Baker in Martius Fl. Bras.
6(3) :41. 1882.
Ramos com alas de 5-10 mm de larg., interrompidas; folhas bracti-
formes, membranáceas; capítulos dispostos em ramos espiciformes cur-
tos, ordenados em panículas multifloras; invólucro do capítulo feminino
campanulado, com mais ou menos 3-6 mm de alt. e 3 mm de diâm.,
com brácteas involucrais glabras, escariosas; flores de 40-50, com co-
rola de mais ou menos 3-4 mm de compr., com bordo de iteado, bila-
biado, o lábio superior mais longo que o inferior; pápus com mais ou
menos 5-6 mm de compr.; estilete com 4-5 mm de coiifr.; aquênio,
geralmente, com 1-2 mm de compr., 5-costado, com costts papilosas.
!scíelo/jbrj
181
cm 1
Material examinado: SP — Serra da Bocaina, Sertão do Rio Verme-
lho a 1200 m s. m. leg. Brade 20136 (16.10.1949) rb.
SC — Campo Ere a 900-1000 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein
13710 (6.12.1964) rb. hbr.
RS — Hamburgerberg, leg. Malme, 198 (20.10.1892) R.
MG — entre Mariana e Ouro Preto, leg. Gardner 4895 R.
107. BACCHAR1S GLAZIOUI Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 44. 1882.
Localidade típica: Rio de Janeiro, Itatiaia.
Holótipo: leg. Glaziou 4838 e 5900 — Fotótipo F. 22483.
Arbusto com cerca de 1 m de altura; alas dos ramos com cerca de
1-1,5 cm de larg., formando artículos de mais ou menos 3-6 cm de
compr.; folhas oblongas, membranáceas, com 3-4 cm de compr. e 10-12
mm de larg., peninérveas, de ápice obtuso; capítulos sésseis, ordenados
em ramos espiciformes curtos dispostos em panículas multifloras; ra-
minhos da inflorescência angulosos, glandulosos, com bractéolas de
obovais a espatuladas, com mais ou menos 3-4 mm de compr. e 1-1,5
mm de larg.; invólucro do capítulo feminino com cerca de 4 mm de
alt. e 3 mm de diâm., com brácteas involucrais obtusas, com bordos
ciliados, dispostos em 3 séries; flores cerca de 40; corola com mais ou
menos 2,5 mm de compr. e 0, 1-0,2 mm de diâm., com bordo 3-dentea-
do, sendo um dos dentes maior que os outros dois; pápus com 3 mm
de compr.; estilete filiforme, com 3 mm de compr. dividido em 2 ra-
mos curtos; aquênio com mais ou menos 1-1,5 mm de compr., 5-estria-
do, com estrias papilosas; invólucro do capítulo masculino com cerca
de 3 mm de compr. e 3 mm de diâm. com 25-30 flores; corola com
mais ou menos 3 mm de compr.; cerdas do pápus frisadas na base,
com ápice uncinulado, não espessado, com mais ou menos 3 mm de
compr.; estilete com cerca de 3,5 mm de compr. espessado no ápice,
dividido em 2 ramos curtos.
Material examinado : RJ — Itatiaia, leg. Brade 6568 (9.1913) sp;
ibidem, área rochosa a 2250 m s. m. leg. Coleman 442
(10.9. 1966) sp; Rio das Flores a 2200 m s. m. leg. Brade
14048 (9.1934) rb.
SP — Campos do Jordão, leg. M. Kuhlmann 2160 (25.11.
1949) sp; S. Francisco dos Campos, à beira do córrego Ma-
chado, leg. Loefgren (22.12.1896) SP.
MG — leg. Gardner 4895 R; Passa Quatro, Serra da Manti-
queira a 1850 m s. leg. Vidal (11.1948) r; Caparaó, Pico
do Luiz Inácio leg. A. Xavier 42 (21.10.1947) R; ibidem,
Casa Queimada a 2500 m s. m. leg. Schethlage (3.11.1929)
r; ibidem, a 2600 m s. m. leg. Brade 16964 (18.9.1941)
JSciELO/ JBRJ
cm
132
rb; ibidem, idem 17017 (25.9.1941) rb; Pico da Bandei-
ra a 2500 m s. m. leg. Abgail de Souza 5 RB.
RS — Porto Alegre, Morro da Glória, campo seco, leg. Ram-
bo 543 (28.10.1933) SP.
108. BACCHARIS OPUNTIOIDES Martius ex Baker in Martius Fl. Bras.
6(3) :39. 1882.
Localidade típica : Minas Gerais.
Tipo : Martius s. n. — Foto F. 20682.
= Baccharis subscrispa Teodoro, Contrib. Inst. Geobiol 8:39. 1957.
Subarbusto com ramos fastigiados; alas dos ramos planas, coriáceas,
vernicosas, articudadas, com mais ou menos 5-10 mm de larg.; folhas
bractiformes; capítulos poucos, solitários, laxamente espiciformes; in-
vólucro can.panulado, com brácteas involucrais agudas; cerdas do pá-
pus avermelhadas.
Material examinado: MG — Planalto do Caparaó, leg. Bruno Lobo
(11.1922) R.
RJ — Itatiaia, Pedra do Altar a 2400 m s. m. leg. Brade
15593 (3.1937) rb; ibidem, Prateleiras, leg. Pedro Carauta
931 (9.11.1969) rb; Abrigo Rebouças leg. Strang 793 e Cas-
tellanos (30.12.966) hb.
Os ramos fastigiados, muito articulados, dessa espécie, natural-
mente, trouxeram a Martius a lembrança de uma miniatura de Opun-
tia e, daí, ter ele lhe dado o nome opuntioides.
109. BACCHARIS ARTICULATA (Lam.) Persoon, Syn. Plant. 2:425.
1807; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3) :38. tab. 15. 1882; Cabrera,
Colec. Cient. 4 (a): 111. 1963.
Bas.: Conyza articulata Lamarck, Encycl. Meth. 2:94. 1786.
“Monte Video dans le Paraguay”.
= Molina articulata (Lam.) Lessing, Linnaea 6:140. 1831.
Nomes vulgares : carqueja, vassoura, carqueja-do-morro.
Arbusto com 0,5-1 m de altura; ramos com alas articuladas, forman-
do artículos de 1-3 cm de compr., com extremidades arredondadas; capí-
tulos ordenados em panículas terminais, com ráque alada, articulada,
com mais ou menos 15-20 cm de compr.; ramos laterais da panícula
com mais ou menos 12-15 cm de compr., e os secundários, também
articulados, com cerca de 3-5 cm de compr.; geralmente, a extremi-
dade desses ramos de segunda ordem, onde se ordenam os capítulos,
tem alas muito mais estreitas do que as da porção basal; capítulos
com invólucro campanulado, com cerca de 3-4 mm de alt. e 2,5-3 ram
2 3 4
JSciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
183
de diâm. (figs. 203-204); corola da flor feminina com cerca de 2 mm
de compr. e 0,1 mm de diâm. ,fig. 135); aquênio com 1-1,5 mm de
compr., 5-estriado (fig. 104); corola da flor masc. (figs. 213/213) com
± 3-3,5 mm de compr., com limbo dividido em lacínios triangulares,
agudos; estilete com ± 4 mm de compr. com ramos abertos (fig. 216).
Flores perfumadas.
O nome aiticulata, dado por Lessing, caracteriza o caule e os ra-
mos dessa espécie, com alas constritas, formando artículos numerosos
e bem pronunciados.
Material examinado: SP — pr. de Cantareira, leg. A. Silveira 2924
(7.1898) SP; — Cotia, leg. Constantino 58 (5.1941) rb;
Morro Jaraguá, leg. Toledo 515 (3.1913) RB; — Vila Ema,
leg. Brade 12177 (12.1932) R; — entre Taubaté e S. Luiz
de Paraitinga, à beira da estrada, leg. Loefgren (9.9.1892)
SP; — Itú, leg. Russel 120 (10.11.1897) SP.
PR — Curitiba, campo limpo, leg. Tessmann 261 (4.11.1950)
RB; — ibidem, Capoeira de Imbuia, borda de capão, leg. Lange
1055 e 1362 (5.11. 1957) rb; — ibidem, leg. Tessmann 3351
(3.9.1948) rb; — ibidem, Campo Comprido, leg. Dom-
browsky 315 (14.9.1964) rb; — ibidem, idem, abundante
no campo seco (15.9.1964) rb; — Curitiba, leg. Dusén 3023
(21.1.1904) R; — ibidem, leg. Ruiz Galvão s.n. (12.1884)
r; — Ibatiruçú, Rio Branco do Sul a 850 m s.m., leg. Klein
2495 (25.8.1961) rb, hbr; — Pinhais, Fazenda Scarpa, cam-
po, leg. Lange 1328 (7.9. 1960) rb; Ponta Grossa, leg. Dusén
(7.1.1904) R; — Tamandaré, leg. Stellfeld 166 (12.11.
1942) rb.
SC — Abelardo Luz, banhados do campo a 900 m s. m. leg.
Klein 5531 (26.8.1964) rb, hbr; — Araranguá, Turvo, lsg.
Reitz c 141 (11.11.1943) RB, hbr; Caçador, Fazenda Car-
neiros a 950-1100 m s.m. leg. Smith e Reitz 9027 (12.12.
1956) RB, hbr; — ibidem a llCOm s.m. leg. Klein 3456
(7.12.1962) rb, hbr; — Campos Novos, Palmares a 950 m
s.m., leg. Klein 4084 (28.12.1962) rb, hbr; — Canoinhas,
Horto Florestal, 750 m s.m. leg. Klein 3017 (15.9.1962) RB,
hbr; — Curitibanos, Marambás, no campo a 900 m s . m. leg.
Klein 3318 (6.12.1962) RB, hbr — ibidem, Ponte Alta do
Sul a 99m s. m. leg. Klein, 3245 e 3265 (5.12.1962)
rb, hbr; — ibidem, idem, formando associações no cam-
po, Capinzal a 800 m s. m., capoeira, leg. Reitz e Klein
7822 (11.12.1958) e 16.196 (13.9.1963) rb, hbr; La-
jes, Capão Alto, campo a 900 m s. m. leg. Reitz e
Klein 14491 (22.12. 1963) rb, hbr; ibidem a 800-900 m s.m.
leg. L. B. Smith e Klein 8066 (2.12.956) RB, hbr; ibidem,
Passo do Socorro a 900 m s.m. leg. Klein 4399 (31.10. 1963)
JSciELO/ JBRJ
cm
184
RB, hbr; Mafra, a 800 m s.m. leg. L. B. Smith e Klein 12102
(13.3.1957) RB, hbr; Leblon Regis, Rio dos Patos a 900 m
s.m. leg. Klein 3408 (6.12.1962) rb, hbr; de Lajes para S.
Joaquim a 950m s.m. à margem do rio Caveiras, leg. E. Pe-
reira 6341 (22.10.1961) rb, hbr; Ribeirão, Tapera, capoeira
a cerca de 50 m s.m. leg. Klein e Bresolin 8368 e 8366 (14.
10.1969) rb, hbr; S. Joaquim, Bom Jesus, Fazenda Laranja
a 1400 m s.m. campo, leg. Reitz e Klein 7822 (11.12.1958)
rb, hbr; ibidem, pr. da encruzilhada de Boava, campo úmido
e sujo a 750 m s. m. leg. Klein 3037 e 3039 (15.9.1962) rb
hbr; ibidem, idem 3041 e 3037 rb, hbr.
RS — Guaira, leg. Juliano 29 (5.10.1970) rb; entre Bom
Jesus e Vacaria, leg. E. Pereira e Pabst 6490 rb, hbr; Pe-
lotas, leg. Sacco 214 (9.8.1954) rb; São Leopoldo, Quinta
S. Manoel leg. Dutra sp; ibidem, leg. Rambo 29533 (5.9.
1945) HA.
Uruguai — leg. Sellow d. 658 hib 741 r.
110. BACCHARIS CAUDICH AU DIANA A. P. de Candolle, Prod. 5:424.
1836.
Localidade típica : Santa Catarina.
Tipo : leg. Gaudichaud 198.
= Baccharis articulata var. gaudichaudiana Baker in Martius Fl. Bras.
6(3) :38. 1882.
Nome vulgar: carqueja.
Alas dos ramos com 1-2 cm de larg., constritas, formando artículos
de mais ou menos 3-10 cm de compr. Disposição dos capítulos, forma e
dimensões dos capítulos e das flores, aquênios, etc. mais ou menos seme-
lhantes aos de B. articulata (Lam.) Persoon. Embora muito afins, as
duas espécies se distinguem, não só pela forma e dimensões dos artículos
das alas dos ramos, como, também, pela coloração que ambas apresen-
tam “in vivo”, pois enquanto B. gaudichaudiana tem seus ramos de co-
lorido verde gaio, B. articulata os apresenta em tonalidade verde-glauco-
acinzentado (figs. 102, 129, 144, 195; foto 32).
O nome da espécie é uma homenagem a Charles Gaudichaud-Beau-
pré, botânico francês, coletor do exemplar-tipo da espécie.
Material examinados SP — Jaraguá, leg. W. Hoehne 1914 (18.7.
1946) sp; Tatuí, leg. Loefgren 69 R, SP.
PR — Lapa, Serrinha, leg. Currial 517 (2.11.1946) rb; —
— Paranaguá, Caioba, leg. Tessmann 2604 (5.11.1947) rb.
SC — Araranguá, Soares, nos banhados, vargem, leg. Reitz c
125 rb, hbr; — Ilha de Santa Catarina, Cachoeira do Bom
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
185
Jesus, a mais ou menos 10 m s.m., banhado, leg. Klein, Souza
e Brezolin 5890 (6.10.1964) rb, hbr; — Itajaí, Doze, a
± 10 m s.m., leg. Reitz e Klein 11213 (3.10.1961) RB,
hbr; — Mafra, Campo Novo, a 750m s. m., leg. Klein 3881
(12.12.1962) rb, hbr; — Matos Costa, orla de capão a
1100 m s.m. leg. Reitz e Klein 13714 (27.10.1962) rb,
hbr; — Porto União, Fazenda Frei Rogério a 750 m s.m.,
campo úmido, leg. Klein 3667 (10.12.1962) RB, hbr; —
Ribeirão, Tapera a mais ou menos 10 m s.m., leg. Klein e Bre-
solin 8369 e 8371 (14.10.1969) rb, hbr; — Rio do Sul,
Alto Matador, pinhal a 800 m s.m., leg. Reitz e Klein 7285
(16.10.1958) rb, hbr; São José, Serra da Boa Vista a 1000
m s.m., leg. Klein e Reitz 10153 (13.10.1960) rb, hbr; —
ibidem, idem 10151, rb, hbr; — ibidem a 700 m s.m. leg.
Reitz e Klein 10213 (14.10.1960) rb, hbr; — São José do
Cerrito a 950 m s.m. leg. Klein 4322 (31.10. 1963) rb, hbr;
— Sombrio, a 15 m s.m., leg. Reitz (15.9.1945) R.
111. BACCHARIS USTERI Heering in Usteri Flora der Umgebung der
Stadt S. Paulo, 260. 1911.
Localidade típica: São Paulo, Santa Ana. Tipo: leg. Usteri s.n.
= Baccharis heeringeana Teodoro nov. hyb. (= B. usterii X B. mille-
ílora), Contrib. Inst. Geobiol. “La Salle”, Canoas 3:6.1954.
Localidade típica: S. Paulo, Cidade Jardim e Campo Congonhas leg.
W. Hoehne 1948, 1953, 1957 e 1959 (SPF.).
Subarbusto ramificado, com cerca de 0,5-1 m de altura, ramos tria-
lados, com alas planas, glabras, mais ou menos contínuas, com 0,5-1, 5
cm de larg.; folhas ovais, curtamente pecioladas, trinérveas, com 1-5 cm
de compr. e 0,5-1, 5 cm de larg., de base cordiforme, com os lobos basais
sempre inflexos (in vivo). Apresenta parênquima paliçádico nas duas
faces, verificando-se a mesma estrutura nas alas foliáceas dos ramos.
Estas, como as de todas as espécies do grupo, constituem um prolonga-
mento de porções marginais das folhas. Capítulos dispostos em ramos
espiciformes, ordenados em panículas amplas; invólucro dos capítulos
com ± 5-6 mm de alt e 3-4 mm de diâm, com brácteas involucrais gla-
bras, agudas; flores de 50-80; corola da flor feminina com ± 3,5 mm
de compr., ápice denteado, com dois dentes triangulares laterais e um
intermediário, todos papilosos no dorso; aquênio com cerca de 1-1,5 mm
de compr. e 0,2-0, 3 mm de diâm., 5-estriado; papus com 2f 3 mm de
compr.; estilete com ± 5 mm de compr., dividido em dois ramos.
O. nome da espécie é uma homenagem a A. Usteri, que foi profes-
sor na Escola Politécnica de São Paulo.
SciELO/JBRJ
186
Material examinado: SP — Freguezia, leg. Usteri (28.10.1906) SP;
Jardim Botânico, nativa leg. M. A. Pereira (26.4.1946) SP;
Salesópolis, Boracea, leg. O. Travassos 352 (4.3.1962) RB;
leg. Pabst 5529 (11-4-961) hb.
RJ — Petrópolis, brejo, leg. C. Góes 362 (3.1944) rb; —
ibidem, a 650 m s.m., em lugar úmi lo, leg. Sucre 2739 (13.4.
1968) rb; — Santa Maria Madalena, leg. S. Lima 45 (3 . 1937)
RB; — Jacarepaguá, planta de brejo, leg. Sucre 3731 (7.5.
1958) rb; — Barra da Tijuca, leg. A. P. Duarte 1178 (29.4.
1948) rb; — Jacarepaguá, Itaúna, na borda da mata, leg.
Sucre (12.4.1973) rb.
MG — Hermílio Alves, lugar úmido, leg. E. Pereira 2936 e
Pabst 3772 (17.4.1957) RB, hb; - — Viçosa, leg. Kuhlmann
27770 (28.2.1935) rb; — Cel. Pacheco, Jeg. Heringer 1868
(28.1.1952) rb; — Congonhas do Campo, leg. A. P. Duarte
9715 (20.4.1966) rb; — Passa Quatro leg. Brade 18918
(2.5.1948) rb; — Dias Tavares, leg. Pe. Krieger 10561
(14.5.1971) rb; entre Juiz de Fora e Santos Dumont, leg.
Trinta 558 (27-3-964) hb.
SC — Pilões Palhoça capoeira, leg. Reitz e Klein 3275 (7.6.
956) hb.
RS — Canoas, Leg. Irmão Edésio 11012 (23-1-1950) R; Pe-
lotas leg. José Gomes (5.950) hb.
112. BACCHARIS TRIMERA (Less.) A. P. de Candolle, Prodr. 5:425.
1836.
Bas.: Molina trimera Lessing, in Linnaea 6:141. 1831.
“In Brasilia ad fretuni St. Catharina, leg. Chamisso, pr. Ria de Janeiro,
leg. Beyrich”.
= Baccharis genistelloides var. trimera (Less.) Baker in Martius Fl.
Bras. 6(3): 40. 1882, tab. 16, fig. 3.
Nome vulgar : carqueja.
Subarbusto glabro, glutinoso, ramificado; alas dos ramos com ±
0,5-1, 5 cm de larg.; folhas muito reduzidas, ovais; capítulos, geralmente,
aglomerados, formando espigas interrompidas, que se ordenam em in-
florescência paniculiforme, com ramificações simples (foto 33); invó-
lucro do capítulo feminino com 5-6 mm de a't. e 2-3 mm de diâm. (fig.
257) com 3-4 séries de brácteas involucrais glabras, agudas ou acumi-
nadas (fig. 230); flores de 30-40, com corola de 3-4 mm de compr.,
com ápice truncado, envolvendo frouxamente o estilete (fig. 146); aquê-
nio glabro, com ± 1-1,5 mm de compr., 10-estritado; estilete com 4-6
mm de compr.; invólucro do capítulo masculino com cerca de 4-4,5 mm
de alt. e 5 mm de diâm., com brácteas involucrais ovadas, glabras; co-
cm
ISciELO/JBRJ
187
rola da flor masculina com ± 3,5-4 mm de compr., com limbo dividido
em lacínios longos, enrolados em espiral (fig. 209).
O nome trimera, dado à espécie, tem relação com os ramos tria-
lados.
Espécie muito confundida com Baccharis cylindrica e Bacharis
myriocephala, dua_ outras espécies do grupo, mas bem distinta pela
disposição dos capítulos nos ramos.
Material .examinado: MG — leg. Gardner 4896 R; leg. Regnell 1-247
r; P. Caldas, leg. Widgren 1845 R; Belo Horizonte, Serra do
Curral, leg. Pe. Roth 1610 (19.7.1955) rb; ibidem, cerrado,
leg. Laboriau 1003 (26.7.1959) RB; Bicas, no campo, leg. Pe.
Krieger 8727 (13.6.1970) rb; Montes Claros, brejo a 950 m
s.m. leg. Irwin 23859 (24.2.1969) rb; Paraopeba, cerrado,
leg. Heringer 5207 (20.5.1956) rb; Sete Lagoas, cerrado,
leg. J. B. Silva 250 (4.7.1968) rb; Nova Lima, Lagoa Gran-
de a 1300-1500 m s.m. leg. L. O. Williams 6542 (10.4.1945)
rb; Delfim Moreira, São Franciscc dos Campos, nos pastos,
leg. M. Kuhlmann 2486 (9.6.1956) rb.
RJ — Itatiaia, estrada para Maromba, leg. Altamiro 26
(18.10.1545) rb; ibidem, Abrigo Rebouças, leg. M. C. Viana
207 (5.12.1964) RB; Teresópolis, Serra dos Órgãos, leg. P.
Occhioni 102C (5.7.1947) rb; ibidem, leg. L. E. Paes (20.5.
1944) rb; idem, leg. Otávio 206 rb.
SP — Serra da Mantiqueira, entre Itajubá e Guaratinguetá,
leg. Castellanos (14.7.1962) rb; Campos dc Jordão, pr. de
Umarama leg. Tatiana 176 (1.5.1956) sp; Mogi das Cruzes,
vila São Geraldo, leg. Hashimoto 51 (4.6.1938) rb.
PR — Rio Negro, Campo do Tenente, leg. Hatschbach 2197
(1.4.951) rb, hh.
SC — Turvo, leg. Dobereiner e Tokarnia 441 (13.2.1968)
rb; São José, Serra da Boa Vista, campo a 100 m s.m. leg.
Reitz e Klein 10186, 10192 e 10986 (13.10.1960) RB, HBR; La-
jes, Encruzilhada, alto da serra a 900 m s . m., capoeira, leg.
Reitz e Klein 13938 (30. 10. 1962) rb. hbr; São Francisco do
Sul, Garuva, Monte Crista, campo 950, leg. Reitz e Klein
10899 (23.3. 196^) rb, hbr.
RS — Estação experimental de S. Gabriel, freqüente, leg. A.
Pott 28 (7.1.1969) RB; Estação Experimental de Tupance-
retã, freqüente, leg. A. Pott 5 (10.2.1969) rb.; sem indicação
de localidade leg. Sellow hib. 736 R.
Uruguri, Maldonado, Sierra Animas a 200 m s.m. leg. Herter
5051 (9.1929) rb.
SciELO/JBRJ
Bolívia, de Santa Cruz a Cochabamba, freqüente, leg. B. Ma-
guire 44496 (13.11.1959) rb.
Referência bibliográfica : Cabrera (1963) cita, além do sul do
Brasil, Bolívia e Uruguai, o Paraguai e nordeste da Argentina
como zonas de dispersão da espécie.
113. BACCHARIS CY L1NDR1CA (Less.) A. P. de Candolle, Prod. 5:426.
1836.
Bas.: Molina cylindrica Lessing, in Linnaea 6:144. 1831.
Localidade típica: Uruguai.
Holótipo: leg. Sellow d. 649.
= Baccharis genistelloides var. cylindrica (Less.) Baker in Martius Fl.
Bras. 6 (3):41. 1882.
Iconografia : Baker l.c. tab. 16 fig. 1.
= Baccharis perplexa Teodoro et Vidal, Contrib. Insti. Geo-biol. 8:38.
1957.
Nome vulgar: carqueja.
Hábito semelhante ao de B. trimera (Less.) A. P. de Candolle.
Capítulos sésseis, geralmente em grupos de 3-5, dispostos em ramos
longos, com alas de 2-3 mm de larg., formando espigas densas, ordena-
das em inflorescência paniculiforme de ramificação simples (fig. 34);
invólucro do capítulo feminino oblongo, com 6-9 mm de alt. e 3,5-4 mm
de diâm., com brácteas involucrais de 4-5 seriadas, mais ou menos en-
durecidas, glandulosas no dorso, com ápice obtuso ou arredondado (fig.
252); flores femininas cerca de 50, com corola de 4-4,5 mm de compr.
e cerca de 0,2 mm de diâm., com ápice denteado; estilete com cerca
de 5-6 mm de compr.; aquênio com mais ou menos 1,5 mm de compr.
e 0,5 mm de diâm., 10-estriado; invólucro do capítulo masculino com
5-6 mm de alt; flores de 25-30, com corola de mais ou menos 4 mm de
compr.; estilete com 5-6 mm de compr., com ramos abertos.
O nome cylindrica está relacionado com a forma um pouco alon-
gada do invólucro do capítulo feminino.
Material examinado : MG — Diamantina, leg. D. Romariz 70113
(1.2.1947) rb; ibidem, estrada para Gouveia a 1300 m s.m.
leg. Irwin 22006 (15.1.1969) rb; ibidem, idem 22C18 (15.
1.1969) rb; ibidem, estrada para Mendanha a 1300 m s.m.
leg. Irwin 22829 (29.1.1969) rb; Ouro Preto, leg. Damázio
9355 RB.
cm
SP — Campos do Jordão, leg. C. Porto 3137 (20.2.1937)
rb; Serra da Bocaina, brejo, leg. Brade 20960 (12.5.1957)
PR — leg. Dusén 4203 (não Dusén 4293) R. 38112 (Tipo
de B. perplexa Teodoro et Vidal).
!scíelo/jbrj
cm
189
SC — Curitibanos, campo a 950 m s.m. leg. Reitz e Klein
12915 (24.4.1962) rb; ibidem, a 900 m s.m. leg. Reitz e
Klein 12207 (22.2.1962) rb, hbr; Campos Novos, na estrada
para Anita Garibaldi a 800-900 m s.m. leg. L.B. Smith 11962
(1.3.1957) rb; ibidem, campo a 1000 m s.m. leg. Reitz e
Klein 14631 (11.4.1963) rb, hbr; Jacinto Machado, leg.
Dobereiner e Tokarnia 443 (13.2.1968) rb; Turvo, Araran-
guá, leg. Reitz c 401 (18.1.1944) rb, hbr; Lajes, Vacas
Gordas campo a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 16282 (14.9.
1963) rb. hbr; São Francisco do Sul, Garuva, Monte Cristo a
900 m s.m. leg. Reitz e Klein 9993 (6.10.1960) rb, hbr
RS — Sta. Maria, leg. Dobereiner e Tokarnia 762 (24.11.970)
rb; Pelotas, na clareira da mata, leg! Sacco 567 (8.3.956) rb.
114. BACCHARIS MYRIOCEPHALA A. P. de Candolle, Prodr. 5:426.
1836.
Localidade típica: Minas Gerais.
Holótipo: leg. Vauthier 265 — Fotótipo F. 28514
= Baccharis genistelloides var. miriocephala (Less.) Baker in Martius
Fl. Bras. 6(3): 41. 1882. p.p.
Subarbusto muito ramificado, com ramos trialados, flexuosos es-
candentes alas com mais ou menos 5-10 mm de larg., planas ou mais ou
menos onduladas, em geral interrompidas, formando artículos de mais
ou menos 5-10 cm de compr.; capítulos sésseis, geralmente em grupos
de 3-5, cada grupo com espaço de mais ou menos 0,5-2 cm., dispostos
ao longo de ramos mais ou menos alongados, ordenados em inflores-
cência terminal, com ramificação de primeiro e de segundo grau (fig.
35); capítulo feminino com invólucro de mais ou menos 4-6 mm de alt.
e 3-5 mm de diâm., com brácteas involucrais esverdeadas, às vezes com
o ápice purpúreo, agudos densamente glandulosas no dorso, apresen-
tando os capítulos novos a forma mais ou menos ovóide, isto é, com a
base globosa e a porção superior atenuada; flores de 30-40, com corola
de cerca de 3-3,5 mm de compr., e 0, 1 mm de diâmetro em toda a sua
extensão de ápice ligulado (fig. 152); estilete em média, com 5 mm de
compr. exserto com ramos finos, aquênío com mais ou menos 1 mm de
compr., 10-estriado, com as estrias papilosas, papus unisseriado com
4 mm de compr. e 4-5 mm de diâm. com bracteas 5-seriadas agudas,
com cerca de 15-20 flores com corola de mais ou menos 3-4 mm de
compr., com tubo cilíndrico de 2 mm de compr. e limbo dividido em la-
cílios planos, lineares; papus com cerdas crespas na base, com 2 mm de
compr, mais ou menos robustas, mas não espessadas no ápice; estilete
com disco bem constituído na base, com ramos bidenteados, pouco es-
pessados, densamente pilcsos.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
190
O nome da espécie está relacionado com as inflorescências pluri-
capituladas.
Material examinado: BA — Canavieiras, a 18 km de Betânia, leg. N.T.
Silva 58405 (14.7.1964) rb; ibidem, Rodovia para Cama-
can, restinga, leg. Belém 1746 (8.9.1965) RB; Belmonte, res-
tinga, leg. Belém 2502 (6.7.1966) rb; Camacan-Canavieiras,
restinga, leg. Belém 1740 (8.9.1965) RB; Santa Cruz de Ca-
brálea, restinga, leg. Belém 2542 (13.7.1966) rb; Belmonte,
restinga, leg. Belém 2502 (6.7.1966) rb.
MG — Poços de Caldas, Morro do Ferro, leg. M. Emmerich
1969 (8.9.1964) rb; Soledade a 890 m s.m. leg. R. Laroche
151 (30.4.1972) rb; Lima Duarte, Serra de Ibitipoca, leg.
Pe. Krieger 8525 (14.5.1970) rb; ibidem, Pico do Pião,
rupícola, heliófila, freqüente, leg. Sucre 6864 (15.5.1970)
rb; Maria da Fé, leg. A. P. Duarte 263 (31.8. 1946) rb; Juiz
de Fora, em terrenos baldios, leg. Pe. Krieger 8480 (16 6
1970) rb.
RJ — Petrópolis, leg. C. Góes 11 e 153 rb.
SP — Apiaí, leg. O. H. Leonardos rb.
PR — Curitiba, Vale do Iguaçu à margem de um pântano,
freqüente, leg. Tessmann 264 e 3398 RB; Capão de Imbuia,
leg. Suito e Dobrowsky 247 e 427 (1.10.1964) rb; ibidem’
idem 2y7, 139, 140, 306 e 307 (9.1964) rb; São Brás,
campo, muito freqüente, leg. Dombrowsky 469 rb; Campo
de Imbuia, leg. Lange 1359 (12.10.1964) rb; Vila Velha,
Arroio Quebra Perna, leg. Hatschbach 11344 (23.8.1964)
rb; Campo Mourão, leg. M. Labouriau 68 (16.7.1962) rb;
Rio Branco, Tranqueira, leg. Saito 196 Lapa, campos do Pas-
sa-Dois, leg. Braga 11 (26.8.1954) rb; Ponta Grossa capão
de bracatinga, leg. Lange 1173 (2.8.1958) rb; Sengés, Rio
do Funil, Faz. Morungava à margem do rio, zona de cerrado,
leg. Hatschbach 6301 (8.9.1959) rb; São Luiz de Purumã
à beira de um córrego, leg. M. Labouriau 1088 (14.7.1962)
RB; Palmeira, leg. Cecatto 25 (10.1.1942) rb.
SC — Canoinhas, capoeira a 750 m s. m. leg. Klein 3019
(15.9.1962) RB; Caçador, Faz. Carneiros a 1100 m s.m.
leg. Klein 3093 (16.9.1962) rb. hbr; Curitibanos, a 950 m
s.m. leg. Klein 3140 (17.9.1962) rb. hbr; Palmares Cam-
pos Novos a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 16151 (12.9.
1963) RB. hbr; Porto União, mata ciliar a 750 m s.m. leg.
Klein e Reitz 13658 (27.10.1962) rb. hbr. São José, Boa
Vista a 1000 m s.m leg. Reitz e Klein 10.984 (13.4.1961)
RB. hbr.
!scíelo/jbrj
cm
191
RS — Aparados da Serra, leg. E. Pereira 6452 e Pabst 6279
(24.10.1961); Canoas, leg. Teodoro 630 (3.1939) RB; Mon-
tenegro, leg. E. Pereira 8524 (22.1.1964) RB.
Argentina, entre La Plata e S. Vicente dei Tieyer, leg. Black
e Bodcke 51-11510 (14.3.1951) rb.
115. BACCHARIS CRISPA Sprengel, Syst. Veget. 3: 466. 1826.
Localidade típica: Montevidéu.
Holótipo: leg. Sellow d. 397.
= Molina Crispa (Sprengel) Lessing, in Linnaea 6:141. 1831.
■ Jaceiiaris genistelloides var. crispa (Sprengel) Baker in Martius Fl.
Bras. 6 (3): 41. 1882.
Iconografia: Baker l.c. tab. 16 fig. 2.
Arbusto de mais ou menos 1,5 m de alt., com ramos tridadcs; alas
com mais ou menos 2-10 mm de larg., onduladas; capítulos sésseis, dis-
postos em espigas curtas, que se ordenam em inflorescência paniculifor-
me, terminal (fig. 36); invólucro do capítulo com cerca de 5-6 mm de
alt. e 2-3 mm de diâm.; flores de 40-50; corola da flor feminina com
mais ou menos 4 mm de compr. e 0, 1-0,2 mm de diâm., glabra, de base
alargada e ápice liguliforme; aquênio com 1-1,5 mm de compr., 10-es-
triado; pápus com 3-4 mm de compr.
O nome crispa tem relação com as alas onduladas, dessa espécie.
Material examinado: Montevidéu, leg. Sellow d. 397 (Tipo) R.
PR -- Curitiba, campo limpo, leg. Tessmann 263 (11.950)
rb;
.RS — S. Leopoldo, leg. Rambo 543 (28. 10. 1933) rb. Porto
Alegre Ipanema leg. Pabst 7282 (2.2.963) hb.
Referência bibliográfica: Cabrera (1963) informou que a es-
pécie ocorre no sul do Brasil, Uruguai e República Argentina.
116. BACCHARIS MICROCEPHALA (Less.) A. P. de Candolle, Prodr.
5: 425. 1836; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 40. 1882; Cabrera,
Colec. Cient. 4(6a):113: 1963.
Bas.: Molina microecephala Lessing, in Linnaea 6: 142. 1831.
Localidade típica: Montevidéu.
Tipo: Sellow d. 248.
= Baccharis microptera Baker ir. Martius Fl. Bras. 6(3): 42. 1882.
“Minas Gerais, Poços de Caldas, leg. Widgren 264” — Foto F. 20680
= Baccharis mendes-magalhaensii Mell. Barr. in sched.
Nomes vulgares: carqueja, cambará.
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
192
Subarbusto com cerca de 0,5-1 m de alt, com ramos trialados; alas
estreitas, planas, com mais ou menos 1-3 mm de larg., contínuas na sua
maior extensão; capítulos sésseis, agrupados, dispostos em espigas ter-
minais interrompidas, ordenadas em mtlorescência paniculiforme (foto
37); invólucro dos capítulos com 3-4 mm de alt. e 2-3 mm de diâm.
(fig. 260), com brácteas involucrais de bordos largos, hialinos e dorso
glanduloso; flores femininas cerca de 30-40, com corola de mais ou
menos 1,5 mm de compr., denteadas no ápice; estilete com cerca de
2,5-3 mm de compr.; aquênio com 0,5-1 mm de compr. e pápus com
mais ou menos 2,5 mm de compr.; flores masculinas de 20-30, com co-
rola de mais ou menos 3-3,5 mm de compr., com limbo dividido em la-
cínios triangulares; estilete com 3-4 mm de compr. com ramos abertos;
pápus de cerdas crespas, não espessadas no ápice.
O nome microcephala está em relação com o tamanho diminuto
dos capítulos, verificado nessa espécie.
Material estudado : MG — Poços de Caldas, Morro do Ferro, leg.
Roppa 594 (25.2.1965) RB; Joboticatubas, leg. M. Maga-
lhães 2487 (21.11.1942) RB.
SP — Lageado, leg. Brade 5508 (2.3.1913) sp.
PR — Curitiba, leg. Tessmann 71 RB; Campo de Aviação leg.
E. Pereira 5186 (9.2.960) hb.
SC — Araranguá, Sombrio, na praia temporariamente alaga-
da, leg. Reitz e. 703 (23.9.1944) rb, hbr; Curitibanos,
campo a 900 m s.m. leg. Reitz e Klein 12231 (22.2.1962)
rb, hbr; Irani, leg. Castellanos 24622 (2.1964) rb; hb.
Porto União, Calmon, banhado do campo a 900 m s.m. leg.
Reitz e Klein 12338 (23.2.1962) rb, hbr; São Francisco
de Paula, leg. Rambo 36299 rb; S. Jerônimo, leg. Schwacke
6316 R.
RS — Santa Cruz de Sul, leg. Vidal IV. 657 (1954) r; Tor-
res, Chimarrão, Três Cachoeiras, leg. Vidal IV. 485 (1954) R;
São Leopoldo, Quinta São Manoel, leg. Dutra 669 (2.1904)
r; Canela, leg. E. Richter (11.4.963) hb.
Argentina, Missionis, Candelaria leg. Bertoni 2615 (8.1.1946)
RB.
Referência bibliográfica: Cabrera (1963) informa que a es-
pécie é higrófila, freqüente no sul do Brasil, Paraguai, Uru-
guai e nordeste da Argentina.
117. BACCHARIS PHYTEUMOIDES (Less.) A. P. de Candolle, Prodr.
5:425. 1836; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 44. 1882; Cabrera, Colec.
Cient. 4 (6a): 110. 1963.
Bas.: Molina phyteumoides Lessing, Linnaea 6: 146. 1831.
Localidade típica: Montevidéu.
Tipo: Sellow d. 501 — HIB. 748. — Foto F. 33214.
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193
Subarbusto com mais ou menos 1-1,5 m de alt, com caule pouco
ramificado; ramos trialados, com alas de 1-5 mm de larg., formando
artículos de mais ou menos 6-8 mm de compr. e 1-1,5 mm de larg.; fo-
lhas oblanceoladas, de base atenuada, com 5-8 cm de compr. e 0,8-2 cm
de larg. capítulos formando uma espiga de mais ou menos 8-15 cm de
compr. e 1-1,5 cm de diâmetro, interrompida na porção inferior; invó-
lucro do capítulo feminino com cerca de 8 mm de alt. e 5 mm de diâm.,
com brácteas involucrais agudas, mais ou menos endurecidas; flores de
50-80, com corola de mais ou menos 4 mm de compr. e 0,2 mm de
diâm., glabra, com ápice 4-denteado, com dentes mais ou menos iguais
entre si, e um dente vestigial; estilete com 5-6 mm de compr.; aquênio
com o dorso mais ou menos convexo, 10-estriado, com estrias finas, com
2 mm de compr. e 0,5 mm de larg.; invólucro do capítulo masculino
com cerca de 7 mm de compr. e 5 mm de diâm., com brácteas involu-
crais agudas, glandulosas; flores de 40-50, com corola de mais ou menos
5 mm de compr., com limbo infundibuliforme, piloso e glanduloso, di-
vidido em lacínios lineares dq 2 mm de compr. e 0,5 mm de larg., com
ápice reflexo; pápus com cerdas frisadas na base, não espessadas no
ápice.
Material examinado: RS — Pelotas, brejos, leg. Edésio Maria s. n.
(10.11.1946) sp.
Referência bibliográfica : Cabrera (1963) informa que a espé-
cie vegeta em lugares muito úmidos, no sul do Brasil, Uruguai
e nordeste da Argentina.
118. BACCHARIS SAGITALIS (Less.) A. P. de Candolle, Prodr. 5:425.
1836; Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 42. 1882; Heering, Jahrb.
Hamburg Wissenschaft Anstat. 31(3): 118. 1914; Cabrera in Maevia
N. Corrêa. Flora Patagonica 8(7): 79. 1971. fig. 64.
Bas.: Molina sagittalis Lessing, Linnaea 6: 142. 1831.
Localidade típica : Chile.
= Baccharis trimerioides Malme, Arkiv f. bot. 24A (6): 51. 1931.
“Quinta pr. Rio Grande do Sul oppid. in ora silvae paludosae ripae
lacus Lagoa dos Patos, legit Malme 11.1605 (4.4.1902)”.
Foto F. 28524.
Subarbusto com cerca de 30-70 cm de alt., com ramos trialados;
alas com mais ou menos 2-5 mm de larg., interrompidas nos pontos de
inserção das folhas ou de seus rudimentos; folhas de elíticas a ovais
ou oblongo-lanceoladas, com 1-2 cm de compr. e cerca de 0,5-1 cm de
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194
larg.; capítulos sésseis, dispostos em grupos, formando espigas densas,
contínuas ou interrompidas; invólucro do capítulo feminino mais ou
menos globoso, com 4-5 mm de alt. e 3-4 mm de diâm., estreitado na
porção superior (fig. 116), com brácteas involucrais glabras, dispostas
em 4-5 séries; flores cerca de 50-80, com corola de mais ou menos 2-3
mm de compr. e 0,3-01, mm de diâm. com ápice 4-denteado; estilete
com cerca de 4 mm de compr.; pápus de cerdas finas com mais ou me-
nos 4 mm de compr., ultrapassando o comprimento do invólucro; ová-
rio com 0,5-1 mm de compr., glabro, com o dorso mais ou menos con-
vexo e carenado na face ventral (fig. 194); invólucro da flor masculina
campanulado, com mais ou menos 3 mm de alt. e 3 mm de diâm., com
20-30 flores; corola com cerca de 3-5 mm de compr. pápus de cerdas
crespas no ápice, não espessadas, com mais ou • menos 3 mm de compr.
Material examinado: PR — S. José dos Pinhais, Rio Pequeno, no
brejo, leg. Hatschbach 22817 (5.11.1969) hh; Paula Frei-
tas, Rondinha, leg. Hatschbach 29170 (22.2.1972) HH; Caio-
ba, caminho do Taboleiro, leg. Mattos (30.4.1950) rb.
SC — Campo Alegre a 900 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein
7473 (9.11.1956) RB, hbr; Santa Cecília, Campo do Areão
a 1100 m s. m. leg. Reitz e Klein 14180 (19.12.1962) rb;
ibidem, leg. E. Pereira 8374 (15.1.1964) rb, hb; São Joa-
quim a 1100-1200 m s. m. campo, leg. L. B. Smith e Reitz
14369 (6.2.1965) rb, hbr; São José, Serra da Boa Vista,
campo a 1000 m s. m. leg. Reitz e Klein 10707 (24.1.1961)
rb, hbr; ibidem, lég. Reitz e Klein 10392 (10.11.1960) RB,
HBR.
RS — Taimbezinho, in uliginosis graminosis, leg. Rambo
54065 e 54078 (20.3.1953) rb; Santa Cruz do Sul, leg. Vi-
dal IV. 656 e 657 (2.1954) r; São Francisco de Paula, in
campo sicco, leg. Rambo 36253 (27.1.1948) R. Pelotas, a
beira da estrada, leg. G. L. Brauer 12 (12.3.958) hb.
A figura 62 de Baccharis saiittalis (Less.) A. P. DC, que ilustra
o trabalho de Cabrera (1971), concorda, perfeitamente, com a Foto
F. 28524, de um exemplar coletado por Dusén, no Paraná, e deter-
minado por Malme, como Baccharis trimerioides Melme. Comparan-
do as diagnoses dessas espécies, creio ser aconselhável subordinar a
espécie de Malme a Baccharis sagitíalis (Less.) A. P. de Candolle, como
sinônimo, já que não pude encontrar diferenças que justificassem seu
desmembramento.
Baccharis sagittalis (Less.) A. P. de Candolle ocorre no cemiu
e sül do Chile, e de Mendoza à Patagônia, na Argentina. Seu apare-
cimento no sul do Brasil e Uruguai sempre foi tido como duvidoso.
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119. BACCHARIS PSEUDOVILLOSA Teodoro, Contrib. Inst. Geobiol.
8.35. 1957.
Bas.: Baecharis villosa Heering, Jahrb. Hamb. Wissenschaft. Anst
31(3) :25. 1903. (non Vahl, 1790).
Localidade típica: Santa Catarina, campos de Capivara, Serra Geral.
Tipo: leg. Ule 1782.
Subarbusto de mais ou menos 0,5 m de alt, com ramos trialados,
vilosos; alas com cerca de 0,5-1 cm de larg.; folhas ovadas, de base
cordada, ou arredondada, com 0,5-1 cm de compr., vilosas; capítulos
agrupados dispostos em ramos espiciformes congestos; invólucro do
capítulo feminino oblongo-campanulado, com cerca de 4-6 mm de alt.
e 2,5-3 mm de diâm., com 3-4 séries de brácteas involucrais castanhas,
com o ápice escuro e piloso e as mais externas muito vilosas; flores
femininas de 40-50, com corola de mais ou menos 3 mm de compr,
com ápice 4-denteado; estilete com mais ou menos 4,5 mm de compr.;
pápus com cerca de 3 mm de compr, não exserto do invólucro; aquê-
nio com mais ou menos 1 mm de compr, 10 estriado. (Foto 38; figs.
105, 140).
O nome da espécie está relacionado com o tipo de pilosidade
verificado nas brácteas involucrais, folhas e alas dos ramos.
Material examinado: SC — Araranguá a 1000 m s. m. Serra da Pedra,
leg. Reitz c. 312 (28.12.1943) rb. hbr.; São Joaquim,
Cambajuva a 1200 m s. m. leg. Reitz 3479 (22.1.1950) RB.
HBR.
RS — São Francisco de Paula, in paludosis turíosis, leg. Ram-
bo 36249 (5.2.1948) R.
120. BACCHARIS STENOCEPHALA Baker in Martius Fl. Bras. 6(3): 39.
1882.
Localidade típica: São Paulo, campos do Morumbi.
Holótipo: Burchell 4438. Fotótipo F. 22496.
= Baecharis tastigiata Baker in 1. c. “Minas Gerais, pr. de Cachoeira
do Campo, leg. Martius 747”. Fotótipo F. 20676.
Nome vulgar: carqueja.
Subarbusto com mais ou menos 50 cm de alt. com xilopódio; ra-
mos fastigiados, trialados, alas com 2-3 mm de larg, glabras, interrom-
pidas, formando artículos de 2-6 cm de compr.; folhas rudimentares,
com 2-5 mm de compr.; capítulos ordenados em espigas laxas, ter-
minais, com mais ou menos 4-5 cm de compr.; invólucro do capítulo
feminino com 7-10 mm de alt. e 2-2,5 mm de diâm, com 5-6 séries
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de brácteas involucrais duras, obutsas, glandulosas no dorso (fig. 109);
flores femininas de 15-20, com corola de mais ou menos 5-6 mm de
compr. e 0,2 mm de diâm. com ápice liguliforme (fig. 148); estilete
com 7-10 mm de compr., profundamente dividido em dois ramos qua-
se filiformes, atenuados em direção ao ápice (fig. 132); aquênio com
2-2,5 mm de compr., 10 estriado; invólucro do capítulo masculino com
5-6 mm de alt. e 3 mm de diâm., com 10-15 flores, com corola de 4-5
mm de compr. com tubo curto e limbo infundibuliforme dividido em
lacínios planos (fig. 212); estilete com mais ou menos 6-7 mm de
compr., com ramos separados, densamente pilosos; pápus com cerdas
não espessadas no ápice.
Baker chamou sua espécie stenocephala, para ressaltar a forma
alongada dos capítulos das flores femininas.
Material examinado: SP — Butatan leg. Hoehne 226, no campo
(6.1917) sp; ibidem, idem (2 .5 . 1917)sp; Vila Ema, leg.
Brade 12958, rb; Morro Jaraguá, a 1000 m s. m. leg. Brade
5507 (21.3.1915) R.; S. José dos Campos (3.3.1915) sp;
Mooca, leg. Brade 5507a (23.2.1913) sp; Jaraguá, leg. Us-
teri (14.4.1907) sp; Jaraguá, Taipas, leg. G. Hashimoto 101
(30.4.1933) SP.
PR — Lagoa Dourada, Vila Velha leg. E. Pereira 8261
(13.1.1964) rb, hb; Curitiba, Xaxim, leg. Lange 1008 e
1116 (5.1957) e 137 (12.3.1956) rb; ibidem, campo lim-
po leg. Tessmann 60 (28.3.1960) rb; Guarapuava a 1100
m s. m., campo, leg. Brade 19549 (15.2.1940) rb; Monte
Alegre, leg. M. Kuhlmann (23.11.1954) SP; Ponta Grossa
a 1100 m s. m. leg. Brade 19508 (13.2.1949) rb; Rio Ne-
gro, Campo do Tenente, leg. Hatschbach 2178 (1.4.1951)
rb.
SC — Abelardo Luz, Chapecó, leg. Castellanos 24641 (28.2.
1964) rb; Campos Novos a 1000 m s. m. leg. Reitz 6415 e
6394 (1. 1963) RB. hbr; Curitibanos a 850 m s. m. leg. L. B.
Smith e Klein 11123 (9.2.1957) rb. hbr; ibidem, rio Ma-
rombas a 900 m. s. m. leg. Reitz e Klein 12291 (22.2.1962)
rb. hbr; Irineópolis, banhado do campo a 750 m s.m. leg.
Reitz e Klein 12482 (5.2.1962) rb. hbr; Joaçaba, campo
das Palmas a 1000-1200 m s. m. leg. L. B. Smith e Klein 11406
(2 . 1957) rb. hbr; Lajes a 900 m s. m. leg. L. B. Smith 11272
(12.2.1957) RB. hbr; Passo do Socorro a 900 m s. m. leg.
Reitz 6512 (3.2.1963) rb. hbr; Valões, banhado de campo
a 750 m s. m. leg. Reitz 12468 (252.1962) rb. hbr; Rio
Chapecó, Abelardo Luz leg. Castellanos 24641 (28.2.1964)
HB.
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121. BACCHARIS RIOGRANDENSIS Teodoro et Vidal, Boi. Inform. Inst
Geobiol. La Salle, Canoas 1:13. 1949.
Localidade típica: Rio Grande do Sul, Santa Maria.
Holótipo: leg. J. Vidal III. 1939 R.
Subarbusto com mais ou menos 1 m de alt; alas dos ramos crespas,
glabras, com 0,5-1 cm de larg.; ramos férteis com alas muito estrei-
tas; capítulos dispostos em ramos espiciformes terminais, fastigiados;
invólucro do capítulo feminino com 7-10 mm de alt. e 2-3 mm de
diâm., com brácteas involucrais em 4-5 séries, obtusas, mais ou me-
nos glandulosas no dorso; flores cerca de 30; corola glabra, com cerca
de 5-6 mm de compr. com base levemente dilatada, ápice denteado,
com dentes bem definidos; estilete com cerca de 6-7 mm de compr.
dividido em dois ramos profundos; aquênio com cerca de 3 mm de
compr., 10 estriado; pápus com mais ou menos 7 mm de compr.; in-
vólucro masculino com cerca de 5 mm de compr. e 4 mm de diâm.;
flores de 30-40; corola com tubo muito fino com mais ou menos 3-3,5
mm de compr. e limbo com 2 mm de compr. dividido em lobos oblon-
gos, agudos, glabros, planos; pápus com mais ou menos 4 mm de
compr., com cerdas lisas, somente torcidas no ápice, sem espessamento;
estilete com mais ou menos 5 mm de compr., com ápice hirsuto, leve-
mente espessado.
Material examinado: RS — Mun. de Santa Maria da Boca do Mon-
te, leg. J. Vidal, março de 1939 r. 37004 (Tipo); Ilha dos
Marinheiros, leg. Vidal 11.283 (29.2.1880) r; Porto Ale-
gre, pr. de Menino Deus, leg. Malme 900 (27.2.1901) R;
Canoas, leg. Teodoro (16.2.1949) R; Santa Cruz do Sul, leg.
Vidal IV. 655 (1954) r; S. Leopoldo, Monte Sapucaia, ín
arenosis dumetosis, leg. Rambo 40467 (9.3.1949) hh.
ESPÉCIES DUVIDOSAS
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
Baccharis junciformis A. P. de Candolle, Prodr. 5:425. 1836.
” pentaptera A. P. de Candolle in 1. c.
alpestris Gardner in Hooker Lond. Journ. 4:122. 1845.
’’ bitrons Baker in Martius Fl. Bras. 6 (3): 54. 1882.
macrophylla Dusén, Arch. Mus. Nac. R. Janeiro, 13:14. 1903.
1904.
palustris Heering, Jahrb. Hamburg Wissens. Anst 21(3): 1904.
” petraea Heering, in 1. c.
cordata Teodoro, Contrib. Inst. Geobiol. Canoas, 8:37. 1957.
fraudulenta Teodoro, in 1. c. 3:5. 1954.
heeringeana Teodoro, in 1 . c. *
hoehneana Teodoro, in 1 . c. *
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DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS ESPÉCIES DA SUBTRIBO
BACCHARIDINAE HOFFMANN
A subtribo Baccharidinae Hoffmann está constituída de espécies, exclu-
sívamente, americanas distribuídas em regiões fitogeográficas que Bentham
(1873) delimitou e Teodoro (1958) revisou e ampliou.
Os dois principais centros de dispersão das Baccharidinae, na América do
Sul, são a Região Andina e a Brasiliana. A Região Brasiliana se estende do
sul do equador, na parte que fica a leste da linha do meridiano de 60° até o
trópico de Capricórnio e, daí até Bahia Blanca, na Argentina, segue o meri-
diano de 65°. É nessa área que se distribuem as espécies brasileiras da subtri-
bo em estudo.
De acordo com os estudos de Teodoro (1958), as Baccharidinae são me-
sofíticas e faixas contínuas excessivamente secas, como a “depressão hiperxero-
fítica” ou muito úmidas, como a planície amazônica, constituem barreiras para
o seu desenvolvimento. São, na maioria, plantas de campo ou de lugares aber-
tos, constituindo, nas capoeiras ou terrenos devastados, formações densas,
muitas vezes, dominantes. Muitas só medram em altitudes superiores a 500
m s. m. poucas, em lugares baixos, de 5-20 m s. m., e há aquelas indiferentes,
que tanto vivem em lugares baixos, como em grandes altitudes.
Quanto à dispersão das espécies, podem-se distinguir os seguintes grupos:
1. Espécies consideradas endêmicas, até o momento:
Baccharis hypericiíolia Baker e B. patens Baker — RS e Uruguai.
B. angusticeps Dusén e B. paranaensis Heering et Dusén — PR.
B. Ieucocephala Dusén — SC e PR. B. araçatubensis. B. selloi.
B. muelleri Baker — SC (Restinga).
B. riograndensis Teodoro et Vidal — RS.
B. elliptica Gardner, B. martiana G. M. Barroso, B. lychrtophora Gard-
ner, B. concinna G. M. Barroso, B. polyplylla Gardner, B. minuti-
llora Martius, B. xiphophylla Baker, B. truncata Gardner — MG
(Diamantina e Serra do Cipó).
B. maxima Baker, B. ciliata Baker, B. pseudovaccinioides Teodoro —
RJ (Itatiaia e Serra dos Órgãos).
B. salzmamúi DC — BA.
2 . Espécies da Região Sul do Brasil:
B. leoucocephala Dusén, B. lymannii G/ M. Barroso, B. nummularia
Heering, B. pseudovillosa Teodoro.
3. Espécies comuns à flora da Região Sul do Brasil e do Uruguai:
Baccharis ochracea Sprengel, B. gibertii Baker, B. radicans DC., B. are-
naria Baker, B. cultrata Baker, B. vincaeíolia Baker, B. incisa Hoeker
et Arnott, B. oxydona DC., Heterothalamus alienus (Sprengel) OK,
H. psiodioides Lessing, Baccharidastrum argutum (Less.), Cabrera e
Baccharidastrum triplinerve (Less.) Cabrera.
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4. Espécies comuns à flora da Região Sul do Brasil, Uruguai, Argentina,
Paraguai e Bolívia:
Baccharis sessiliflora Vahl, B. genistiíolia DC., B. crispa Sprengel, B.
phyteumoides DC., B. capratiaeiolia DC., B. rufes cens Sprengel.
5 . Espécies que se estendem de São Paulo à Região Sul do Brasil;
B. phylicüfolia DC., B. mesoneura DC., B. conyzoides DC., B. pseudo-
myriocephala Teodoro, B. pentodonta Malme, B. erigeroide s DC., B.
myricaefolia DC., B. curitybensis Heering, B. axillaris DC., B. pauciflos-
culosa DC., B. gaudichaudiana (Less.) DC., B. stenocephala Baker, B.
reíusa DC., B. camporum DC.
6. Espécies que se distribuem de São Paulo à Região Sul do Brasil, Uru-
guai, Argentina, Paraguai e Bolívia:
Baccharis coridifolia DC., B. pingraea DC., B. spicata Baillon, B. arti-
culata Persoon.
7. Espécies que se estendem de Minas Gerais e S. Paulo à Região Sul do
Brasil:
Baccharis erioclada DC., B. pentziaeiolia Baker, B. dentata (Vell.) G.
M. Barroso.
8. Espécies que se estendem de Minas Gerais e São Paulo à Região Sul
do Brasil e Uruguai:
Baccharis anómala A. P. DC., B. hirta A. P. DC., B. megapotamica
Sprengel.
9. Espécies que se estendem da Região Sudeste à Região Sul do Brasil e
vão até a Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia:
Baccharis puctulata DC., B. tridentata Vahl, B. helichrysoides DC., B.
leucopappa DC., B. trimera DC., B. microcephala DC., B. cylindrica
Sprengel, B. microdonta DC., B. myriocephala DC., B. dracunculiíolia
DC.
10. Espécies da Região Sudeste e Região Sul do Brasil:
B. calvescens DC., B. singularis (Vell.) G. M. Barroso, B. dentada
(Vell.) G. M. Barroso, B. cassiniifolia DC., B. semisserata DC, B. usterii
Heer., B. intermixta Gardner.
11. Do Rio de Janeiro (Itatiaia, Serra dos Órgãos) à Região Sul do Brasil:
Baccharis uncinella DC., B. organensis Baker, B. lateralis Baker.
12. De Mins Gerais, Rio da Janeiro (Itatiaia), São Paulo e Paraná:
Bacchari tarchonanthoides DC., B. gracilis DC., B. aphylla DC., B. brevi-
iolia DC., B. glazioui Baker.
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13. De Minas Gerais (Poços de Caldas), Rio de Janeiro (Itatiaia) e S.
Paulo (Campos do Jordão) :
B. schultzii Baker.
14. De Minas Gerais e São Paulo:
B. triplinervis Baker, B. regnellii Baker, B. opuntioides Baker, B. serrula
Sch. Bip.
15. De Minas Gerais e Rio de Janeiro:
Baccharis lundii DC., B. grandimucronata Teodoro, B. stylosa Gardner,
B. oreophila Malme, B. itatiaiensis Wawra, B. dusenii G. M. Barroso.
16. Região Sudeste do Brasil:
Baccharis platypoda DC., B. vernordoides DC., B. vismioides DC.
17. De São Paulo e Paraná:
B. subumbelliíormis Heering.
18. Região Sudeste e Centro-Oeste do Brasil:
B. illinita DC., B. reticularia DC.
19. Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal:
B. ligustrina DC., B. rivularis Gardner, B. subdentata DC., B. multisul-
cata Baker, B. ramosissima Gardner, B. varians Gardner.
20. Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal:
Baccharis humilis Sch. Bip. (cerrado).
21. Sul de Mato Grosso, Minas Gerais e Norte da Argentina:
Baccharis ilexuosa Baker.
22 Mato Grosso (Ponta Porã), Rio Grande do Sul (Itaqui), Argentina e
Uruguai:
Baccharis notosergila Grisebach.
23. Sul da Argentina e Santa Catarina:
Baccharis gilliesii A. Gray
24. Sul do Chile, Argentina (de Mendoza à Patagônia), Uruguai e Brasil
(Rio Grande do Sul):
Baccharis sagittalis (Less.) DC.
25. Em Pernambuco, Região Sudeste e Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e
Paraguai:
Baccharis medullosa DC.
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cm
201
26. Em Pernambuco, Região Sudeste do Brasil:
Baccharis serrulata Persoon.
27. Em Pernambuco, Região Sudest" e Sul do Brasil e Uruguai:
Baccharis cognata DC.
28. Espécie ocorrente na Venezuela, Colômbia, Perú e Guiana, reaparece
na Região Sudeste do Brasil e alcança a Região Sul:
B. brachylaenoides DC.
29. De Venezuela, Guiana, Norte do Brasil (Pará e Acre), Norte de Mato
Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo:
Baccharis leptocephala A. P. DC.
30. Espécie que se estende desde a Região Mexicana, em parte da Região
Andina, e na Região Brasiliana, a partir da Região Norte-Nordeste até
a Região Sul do Brasil, e no Uruguai:
Bacharis trinervis Persoon.
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202
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES
O cuidadoso levantamento das espécies da subtribo Baccharidinae Hof-
fmann, no Brasil, veio confirmar, uma vez mais, a necessidade de um controle
na classificação de novas espécies, feitas a esmo ,e que tanta confusão trazem
àqueles que consideram a Sistemática uma ciência. Cerca de 300 nomes foram
propostos, em diferentes épocas, para as plantas brasileiras desse táxon. Deles,
podem-se manter, mais ou menos, 130 que, talvez, depois de observações eco-
lógicas criteriosas, se reduzam um pouco mais.
A primeira etapa — a da sistematização das espécies dessa subtribo, a
que me propus realizar, foi cumprida; outra a de um estudo ecológico dessas
espécies, deverá constar de um trabalho à parte, realizado por um especialista
do assunto. Concordo que a Sistemática de nossos dias seja, principalmènte,
úm trabalho experimental, mas em gêneros ricos de espécies, como é, por
exemplo, Baccharis Linnaeus, no qual as diagnoses das espécies nem sempre
são completas, faltando, ora a descrição das flores femininas, ora a das mas-
culinas, a primeira medida a ser tomada tinha de ser um levantamento dos nomes
válidos de suas espécies. Num País como o nosso, em que a flora é mal conhe-
cida, e onde os problemas de conservação lutam por uma solução, não podemos
nos dar ao luxo de estudos requintados. O fator primordial é saber o número de
espécies de um determinado gênero e delimitar suas áreas de ocorrência, antes
que elas se extingam. É esse o trabalho de um taxonomista, e é essa a escola
que tenho seguido.
Neste trabalho, pude verificar a importância dos detalhes florais na de-
terminação das espécies do gênero Baccharis Linnaeus, características, muitas
vezes, negligenciadas pelos sistematas, que trataram do táxon em questão. Pude
observar as diferenças que existem na forma dos invólucros dos capítulos, na
das corolas, principalmente, das flores femininas, e na dos aquênios, que me
possibilitaram separar, com certo grau de segurança, as espécies afins em gru-
pos. Dei a cada um desses grupos o nome de uma das espécies componentes;
esses agrupamentos, porém, visam apenas uma ordenação das espécies afins,
sem ter caráter taxonômico. Uma divisão geral do gênero Baccharis Linnaeus
só deverá ser feita, havendo um entendimento entre os diversos especialistas
que estudam o gênero, nas diversas regiões onde é representado. Divisões iso-
ladas em subgêneros ou secções, baseadas em critérios individualistas, não le-
varão a um resultado satisfatório.
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cm
203
No decorrer deste trabalho, tive ocasião de estudar material de uma es-
pécie trióica, coletado em Poços de Caldas, Minas Gerais, cuja estrutura floral
poderá trazer informações para os morfologistas, empenhados em esclarecer a
evolução das flores das Compositae. O encontro de uma espécie com flores
hermafroditas, femininas e masculinas nas quais o hipâncio se prolonga acima
do ovário, ou de seu rudimento, como um tubo petrdáide, contínuo, parece
robustecer a corrente que defende a hipótese de uma flor monoclamídea para
as Compositae, constituindo o pápus, apenas, efigurações do cálice.
Certas pesquisas deverão ser feitas sobre tal espécie, a que batizei com o
nome de Baccharidastrum Pohlii, como, por exemplo:
1. verificar se o aparecimento dos três indivíduos, masculino, feminino e her-
mafrodita, é simultâneo ou sucessivo;
2. se o pólen das flores hermafroditas é funcional, e
3. se o tubo petalóide, formado pelo prolongamento do hipâncio, toma par-
te ou não, na formação do aquênio.
De tudo quanto foi exposto neste trabalho, concluímos:
a. que a subtribo Bacchaiidinae Hoffmann é representada por quatro
gêneros;
b. que esses gêneros são bem distintos entre si;
c. que no Brasil, ela está representada por mais ou menos 125 espécies;
d. que não se deve tentar classificar novas espécies, principalmente, no
gênero Bacchatis Linnaeus, quando não se tem uma visão geral das
espécies que o compõem, e
e. que há necessidade de um estudo ecológico das espécies.
Aliadas as forças de ecologistas e sistematas, muitos dos problemas abor-
dados neste e em outros trabalhos, poderão encontrar uma solução. É, pois,
importante que haja tal aliança.
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cm
204
RESUMO
A fim de se proceder ao levantamento das espécies da subtribo Baccha-
ridinae Hoffmann, no Brasil, foi revisado, determinado e comparado com os
respectivos tipos, todo o material coletado nas diversas Regiões do País e de-
positado nos Herbários do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, (RB), Museu
Nacional (R), Instituto de Botânica de São Paulo (SP), Bradeanum (HB),
Barbosa Rodrigues (HBR), Hatschbach (HH) e Anchieta (HA). Pôde-se,
também, identificar um grande número de exemplares das coleções de Sellow
(HIB), e de Gardner, que se encontravam em incertae sedis, no Herbário do
Museu Nacional.
No estudo do material, foram observadas, principalmente, as estruturas
florais e se pôde comprovar uma grande variedade no que diz respeito aos
bordos e pilosidade das corolas das flores femininas e na forma dos aquênios.
A subtribo Baccharidinae Hoffmann compreende 4 gêneros com espécies
polígamo-dióicas, monóidas, dióicas e trióicas. No Brasil, a subtribo está repre-
sentada por uma média de 125 espécies, distribuídas, principalmente, na Re-
gião Sul.
Para o reconhecimento dos gêneros e espécies, são dadas chaves analíti-
cas e descrições resumidas dos caracteres principais.
São apresentadas diagnoses latinas do gênero novo Baccharidiopsis e de
sua espécie B. pohlii (Baker) nov. comb., de Bacchaiis concirma nov. sp., B.
lymani sp. nov., B. martiana sp. nov., B. dusenii G. M. Barroso, B. araçatu-
bensis Teodoro et Hatschbach e uma revisão ampliada das diagnoses de Bac-
charis variam Gardner e B. leptocephala A. P. de Candolle, duas espécies que
foram confundidas por Gardner, Baker e outros. Na sinonímia das espécies
foram acrescentados um total de 45 sinônimos novos.
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205
LITERATURA CONSULTADA
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SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
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11 12 13 14 15
cm
209
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Figs. 7 e 11 — Pelos longos , agudos, de paredes espessadas, que formam o tomento das
folhas de Baccharis helichrysoides DC.; figs. 8. 10. e 12. — Pelos curtos, finos, aglome-
rados, de folhas e ramos de Baccharis mesoneura DC.; fig. 9 — Pelos vilosos, dispostos em
tufos, no dorso das folhas de Baccharis calvescens DC.
SciELO/ JBRJ
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211
Figs. 13 e 16 — Pelos longos, de ápice obtuso e paredes muito espessadas, que formam o
tomento do dorso das folhas de Baccharis leucopappa DC.; Figs. 14. 15, 17 — 19. Vários
tipos de pelos que revestem a corola de flores de Bacchari < pingraea DC.
cm 1
SciELO/JBRJ
cm
Figs. 20-21. 24-26. 30. e 32. — Tipos de pelos encontrados nos aquênios de Baccharis
brachylaenoides DC.; Figs. 22-23. 27-28. — Tipos de pelos encontrados na corola de
flores de Baccharis muelleri Baker; Fig. 29. — Pelo bisseriado, de ápice bilobado, encon-
trado na corola das flores de Baccharis gracilis DC.; Fig. 31. — Pelo bisseriado, de corola
de Baccharis anômala DC.
SciELO/JBRJ
213
Fig. 33 — 37. Cerdas do pápus das flores masculinas, com espessamento apical leve, ou
com espessamento abaixo do ápice, ou sem espessamento. de Baccharis pseudotenuijolia
Teodoro, B. spicata Baill. e B. axillaris DC.
SciELO/JBRJ
cm
214
Figs. 38 — 39. — Cerdas do pápus da flor masculina com espessamento muito abaixo do
ápice, de Baccharis medullosa DC.; Fig. 40. — Cerda do pápus da flor masculina de
B. arenaria DC., com espessamento apical denso; Figs. 41-42 e 45. — Cerda com ápice
não espessado, de flores masculinas de B. retusa DC. e B. myriocephala DC.; Fig. 43 —
Espessamento abaixo do ápice de cerda de pápus da flor masculina de Baccharis noto-
sergila DC., constituído de células muito alongadas; Fig. 44 — Espessamento subapical
de cerda do pápus da flor masculina de Baccharis muelleri Baker.
SciELO/JBRJ
) 11 12
215
\ \rt
Figs. 46 e 46a — Flor andrógina; Fig. 49. Flor feminina ,e fig. 49a. flor masculina de
Baccharidiopsis pohlii (Baker) G. M. Barroso; Fig. 47. Estame da flor masculina; Fig.
48 — Estame da flor andrógina.
cm 1234
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cm 1
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216
Figs. 50 - 52. 54 - 57 — Tipos de pelos encontrados nas flores de Baccharidiopsis pohUi
(Eaker) G. M. Barroso; Fig. 53. — Porção do hipâncio da flor andrógina de B. pohlii,
com seus feixes condutores. Fig. 57a Porção do hipâncio das cerdas do pápus.
Figs. 58-59. Flores masculinas e femininas de Baccharidastrum triplinervis Cabrera;
figs. 60-62. Folha linear, pálea navicular do receptáculo e flor feminina de Heterotha-
lamus allienus OK.; figs. 63-67. Folha, flor feminina, flor masculina, invólucro e aquênio
de Heterothalamus psidioides Less.; figs. 68-69. Folha de Baccharis pentodonta Malme
e B. pauciflorsculosa DC.; figs. 70-77. Folhas de Baccharis phyliciiJoUa DC., B. pseudo-
tenuijolia Teodoro, B. rufescens Spreng., B. nummulariaejolia Heer., B. uncinella DC.,
B. incisa Hooker et Arn., B. brevi/olia DC.
218
Figs. 78-86. Folhas de Baccharis semiserrata DC., B. pseudomynocepiiala Teodoro, B.
axillaris DC., B. leucopappa DC., B. myricaejolia DC., B. sessiliflora Vahl, B. retusa DC.,
B. cognata DC., B. camporum var. camporum DC.
cm
SciELO/ JBRJ
cm
219
Fig. 87 — Ramo com folhas e escapo floral de Baccharis gracilis DC.; Figs. 88-89
Capítulos axilares de B. myricaefolia DC. e B. pseudomyriocephala Teodoro; Figs. 90 e
91 — Capítulos em panículas, de B. notosergila DC. e B. brachylaenoides DC.; Fig. 92
Capítulos em inflorescência corimbosa, de B. singularis (Vell.) G. M. Barroso; Fig. 93 —
Capítulos axilares, na extremidade de ramos folhosos, de B. araçatubensis Teodoro et
Hatschb.; Figs. S4 e 96 — Ramos mais curtos que as brácteas de B. oxyodonta DC. e B.
cassiniaefolia DC.; Fig. 95 — Capítulos aglomerados no ápice dos ramos, de B. cam-
porum DC.
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11 12 13 14
cm
Fig. 97 — Capítulos corimbosos de Baccharis serrulata DC.; 98 — Detalhe da inflores-
cència masculina de B. sagitalis DC.; Figs. 99 — 102 — Detalhes de inílorescências de
B. villosa Heer., B. erioclada DC., B. incisa H. et Arn.; B. gaudichaudiana DC.; Figs.
103 — 116 — Invólucro do capítulo feminino de B. erigeroides DC. (103) ; B. pseudotenui-
Jolia Teodoro (104); B. villosa Heer. (105); B. axillaris DC. (106); B. selloi Baker (107);
B. coridifolia DC. (108); B. stenocephala Bak. (109;) B. pauciflosculosa DC. (110); B.
camporum var. parvifolia Heer. (111); B. camporum var. camporum DC. (112); B. illinita
DC. (113); B. cassiniae/olia DC. (114); B. radicans DC.; B. spicata Baill. (115a); B. sa-
gittalis DC. (116).
SciELO/JBRJ
cm
Figs. 117 — 119 — Capítulos femininos de Baccharis anemia DC., B. leucocephala DC. e
B. trinervis Fers.; Figs. 120 — 133 e 138 — Estilete de flores femininas de Baccharis
radicans DC., B. coridifolia DC. e B. dracunculifolia DC.; Fig. 134 — Estilete de B. ar-
ticulata Pers.; Figs. 121 — 131 — 135 — 137 e 139 — 142 — Tipos de corola das flores
femininas de B. uncinella DC., B. illinita DC.; B. nummularia Heer., B. platypoda DC.,
B. tarchonanthoides DC., B. microdonta DC., B. brevijuiia DC., B. curitibensis Dusén,
B. gaudichaudiana DC., B. coridifolia DC., B. myriocephala DC., B. articulata Pers.,
B. serrulata DC., B. calvescens DC., B. paranaensis Dusén; flores femininas de B. villosa
Heer., B. sagittalis DC., B. brachylaenoides DC.; Fig. 132 — Detalhe do ápice da corola
e da parte exserta do estilete de B. stenocephala Baker.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Fig. 143 — Flor feminina, sem pápus, de Baccharis intermixta Gardner; Figs. 144 — 160
— Detalhes do ápice das corolas de flores femininas de Baccharis gaudichaudiana DC.,
B. platypoâa DC., B. trimera DC., B. regnellii Baker, B. stenocephala Baker, B. brachy-
laenoides DC., B. pseudollosa Teodoro, B. sagittalis DC., B. mynocephala DC., B. radi-
cans DC., B. muelleri Baker, Bí calvescens DC., B. dentata (Vell.) G. M. Barroso, B.
medullosa DC., B. pentodonta Malme, B. anômala DC., B. leucocephala Dusén.
SciELO/JBRJ
cm
Figs. 161 — 174 — Detalhes do ápice de corolas das flores femininas de Baccharis arc-
naria Bak., B. araçatubensis Teodoro et Hatschb. (ápice e base da corola) , B. gracili s
DC., B. nummularia Heer., B. cognata DC., B. patens Hak., B. angusticeps Dusén, B.
coridifolia DC., B. notosergila DC., B. brevifolia DC., B. tarchonanthoides DC., B. dra-
cunculijoiia DC., B. serrulata PeiS., B. reticularia DC.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
Figs. 175 — 178 — Detalhes de receptáculos de capítulos femininos de Baccharis latc-
raiis Baker, B. brachylaenoides DC., B. punctata DC., B. tridentata var. subopposita Ca-
brera; Figs. 179 — 197 — Tipos de aquênios de Baccharis platypoda DC., B. curitibensis
Dusén, B. calvescens DC., B. erigeroides DC., B. articulata Pers., B. axillaris DC. B pseu-
dotenuifolia Teodoro, B. coridi folia DC., B. paranaensis Dusén, B. myriocephaia DC
B. leucopappa DC., B. patens Baker, B. pentziaefolia Baker, B. sagittalis DC. B. gau-
dichaudiana DC., B. dentata (Vell.) G. M. Barroso, B. myricaefolia DC • Fig 198
Capítulo masculino de B. coridi folia DC.; Figs. 199-204. Capítulos masculinos de Baccha-
ns myricaefolia DC., B. pseudotenuifolia Teodoro, B. axillaris DC., B. anômala DC B
articulata Pers (203 2 , 204 rf ) ; Figs. 205 — 214 — Tipos de corola de flores masculinas
de Baccharis radtcans DC., B. camporum DC., B. helichrysoides DC., B. leucopappa DC
B. trimera DC., B. serrulata Pers., B. myriocephaia DC., B. stenocephala Baker e B ar-
ticulata Pers. (213 — 214) ; Figs. 215 — 217. Tipos de estilete de flores masculinas de
Baccharis anômala DC., B. articulata Pers. e B. myriocephaia DC.
SciELO/JBRJ,
11 12 13 14
4 SciELO/JBRJ ^ 12 13
Fig. 228 — Bráctea de Baccharis intermixta DC.; Fig. 229 — Folha de Baccharis ara-
çatubensis Teodoro et Hatschbach; Fig. 230 e 241 — Brácteas involucrais de B. trimera
DC., B. myriocephala DC.; Figs. 231 — 237 — Folhas de Baccharis truncata G§.rdner,
B. subumbelliformis Heer. (232 — 233), B. minutiflora Martius, B. serrula Sch. Bip., D
xiphophylla Baker, B. cultrata Baker; Figs. 238 e 243 — Bráctea e folha de B. pent-
ziaefolia Sch.- Bip.; Fig. 242 — Bráctea de B. serrula Scli. Bip.; Figs. 244 — 245 —
Folha e bráctea de B dusenii G. M. Barroso; Fig. 246 — Folha de B. selloi Baker; Figs.
239 — 240 — Capitulos femininos de B. pauciflosculosa DC. e B. lymannii G. M. Bar-
roso; Figs. 247 — 260 — Capítulos femininos de B. pseudovaccinioides Teodoro, B. du-
sennii G. M. Barroso, B. polyphylla Gardner, B. lateralis Baker, B. araçatubensis Teod.
et Hatsch., B. cylinãrica DC., B. minutiflora Martius, B. regnelli Baker, B. reticularia
DC., B. serrula Sch. Bip., B. trimera DC., B. vincaefolia Baker (258 g , 259^), B. mi-
crocephala DC.; Fig. 61. Corte transversal de folha de B. polyphylla Gardner.
*
cm l
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Pigs. 262 — 265 — 268 i 271 — Flores femininas de Baccharis araçatube-isis Teod. et
Hatschb., B. dusenii G. M. Barroso, B. vincae folia Baker, B. serrula Sch. Bip., B. po-
lyphylla Gardner, B. lymanii G. M. Barroso; Figs. 266 e 267 — Estilete com disco
nectarífero e detalhe dos ramos do estilete de flores masculinas de B. arcçatubensis
Teod. et Hatschb; Figs. 269 e 270 — Detalhes dos ramos de estiletes de flores masculi-
nas de B. intermixta DC. e B. ramosissima Gardner; Figs. 272 — 276 — Capítulos mas-
culinos de B. lymannii G. M. Barroso, B. serrula Sch. Bip., B. araçatubensis Teod. et
Hatschb., B. dusenii G. M. Barroso e B. pauci/losculõsa DC.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm 1
SciELO/JBRJ
228
Foto 1. Baccharidiopsis pohlii G. M. Barroso
Planta masculina e parte de planta andrógina.
Cr* si «lí
MUSEU
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cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 2. Baccharis gibertii Baker
cm l
SciELO/JBRJ
230
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Foto 3. Baccharis phylicii folia DC.
*4
GA,
45nrt,
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 4. Baccharis ligustrina A. P. de Candolle
cm l
SciELO/ JBRJ
Foto 5. Baccharis elliptica Gardner
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cm l
SciELO/JBRJ
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Foto 6. Baccharis mesoneura A. P. de Candolle
234
Foto 7. Baccharis muelleri Baker
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
235
Foto 8. Baccharis mcgapotamica Sprengel
cm l
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Foto 9. Baccharis caprariae folia A. P. de Candolle
cm
SciELO/JBRJ,
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 10. Baccharis tridentata Vahl
238
Foto 11. Baccharis tridentata Vahl
var. subopposita (DC) Cabrera
SciELO/JBRJ
239
Foto 12. Baccharis Ulinita A. P. de Candolle
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
240
13. Baccharis cassiniaefolia A. P. de Candolle
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 14. Baccharis itatiaiae Wawra
242
Foto 15. Baccharis sessili flora Vahl
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 16. Baccharis rufescens Sprengel
cm l
SciELO/ JBRJ
Foto 17. Baccharis pseudotenuifolia Teodoro
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 18. Baccharis leptocephala A. P. de Candolle
cm l
SciELO/JBRJ
246
Foto 19. Baccharis varians Gardner
Foto 20. Baccharis cognata A. P. de Candolle
cm l
SciELO/ JBRJ
773
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HERBÁRIO E H MARCHESI
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Foto 21 . Baccharis cultrata Baker
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 22. Baccharis pentodonta Malme
Foto 23. Bacctiaris concinna G.M. Barroso, nov. sp.
SciELO/JBRJ
cm 1
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5
250
Foto 24. Baccharis lateralis Baker
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253
Foto 26. Baccharis araçatubensis Teodoro et Hatschbach
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
254
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Foto 27. Baccharis polyphylla Gardner
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cm l
2 3 4
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 28. Baccharis hypericifolia Baker
Foto 30. Baccharis vincae folia Baker
(Exemplar masculino)
Foto 31. Baccharis vincae folia Baker
(Exemplar feminino)
imm EBiiiica co no sí iiieim
K.!SAKtO
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H®*b otin Hauciiach
cm 1
SciELO/JBRJ
Foto 32. Baccharis gaudichaudiana A.P. de Candolle
B. trimera
Foto 33. Baccharis trimera A. P. de Candolle
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
261
262
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
B. microcephala
Foto 36. Baccharis crispa Sprengel
B. crispa
Baccharis microcephala A. P. de Candolle
cm 1
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
Foto 38. Bàccharis pseudovillosa Teodoro
cm
266
ÍNDICE DAS ESPÉCIES
Asterpohlii Baker 26
1. Baccharidastrum argutum (Less.) Cabrera 25
2. ” triplinerve (Less.) Cabrera 24
3. Baccharidiopsis pohlii (Baker) G.M. Barroso, nov. comb 26
Baccharis affinis A.P.DC 113
alpestris Martius 139
’ ’ alpestris Gardner 139
” amydgalina Grisebach 109
4. Baccharis angusticeps Biusen 164
” angustifoliaDcsí 85
5. Baccharis anômala A.P .DC 76
6 . Bacharis aphylla (Vell .) A . P . DC 175
7. Baccharis araçatubensis Teodoro et Hatschbach 168
” arctostaphylloides Baker 159
8. Baccharis arenariaftakcs 89
9. Baccharis articulatai Lam.) Pers 182
var. gaudichaudianaBvket 184
’ ’ attenuata Don ex Hooker ct Arn 100
10. Baccharis axillaris A.P.DC 156
” var. acutiloba A.P.DC 157
” var. dentata A.P.DC 157
” bahiensis Baker 159
” hakeri Heering 57
baldwinii Hooker ct Arn 137
” barro soam Mattos 108
11. Baccharis brachylaenoides A.P.DC 69
var. brachylaenoides A.P.DC 69
“ polycephalaGM. Barroso 71
” bracteata Hooker et Arn 104
12. Baccharis brevifolia A.P .DC 143
breviseta A.P.DC 26
” bupleuroides Gardner 73
” burchelliBzkct 179
13. Baccharis calvescens A.P .DC 119
14. Baccharis camporum A.P.DC 133
14a. ” ” var. camporum A.P .DC 133
14b ” ” var. parvifolia Heering 134
15. Baccharis caprariaefolia A.P .DC 103
16. Baccharis cassiniaefolia A.P. DC 127
” cephalotes A.P.DC 133
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
267
17. Baccharis ciliata Gardncr 97
” cinerea A.P .DC 79
” clausseniiBvkzx 159
18. Baccharis cognata A.P.DC 144
” collina Martius 81
19. Baccharis concinnaGM. Barroso sp. nov 162
20. Baccharis conyzoides A.P.DC 111
” coriacea Glaziou 127
21. Baccharis coridifolia A. P.DC 56
22. Baccharis crispa Sprengel 191
23. Baccharis cultrata Baker 152
24. Baccharis curitybensis Hecring 97
” curtifolia Spencer Moore 176
” curvifolia Gardncr 140
25. Baccharis cylindrica (Less.) DC 188
’ ’ daphnoides Hooker et Amott 96
delicata Teodoro 152
” delicatulaHcetmg 167
” deltoideaBdkzx 114
26. Baccharis dentata (Vell.) G.M. Barroso, nov. comb 123
” dentosa Martius 114
” depauperataGzxàxxtx 81
” discolor Baker 106
” doriana Hooker et Arn 147
27. Baccharis dracunculifolia A.P .DC 104
28. Baccharis dusenii G.M. Barroso, nov. sp 166
” elaeagnoides Steudel 118
29. Baccharis elliptica Gardner 93
30. Baccharis erigeroides A.P.DC 54
30a. ” ” var. dusenii Heering 55
30b. ” ” var. erigeroides A.P.DC 54
31. Baccharis erioclada A.P.DC 107
” fastigiataBakex 195
32. Baccharis flexuosaBzkcx 79
” fluminensis Glaziou 137
” fuchsiaefoliaGsixàwtx 124
33. Baccharis gaudichaudiana A.P .DC 184
” genistelloidesvis. crispa (Spreng.) Baker 191
” var. cylindrica (Less.) Baker 188
” ” var. milleflora Baker 180
var. myriocephalaBzkzx 189
var. trimera Á-ess.) Baker 186
34. Baccharis genistifolia A.P .DC 174
35. Baccharis gibertii Baker 63
36. Baccharis gilliesii A. Gray 90
37. Baccharis glazioui Baker 181
” gnaphalioides Sprengel 65
38. Baccharis gracilis A.P.DC 173
” gracillima Heering et Dusén 155
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
268
39- Baccharis grandimucronata Teodoro 72
grisea Baker 103
” guianensis Schomburgk 140
40. Baccharis halimifolialÀnn^tus 29
halimimorpha A.P.DC 150
” heeringeana Teodoro 185
41. Baccharis helychrysoides A.P .DC 60
” ” var. helychrysoides 60
” ” var. leucopappa (C.DC.) Baker 63
42. Baccharis hirta A.P.DC 88
” hoehniana Teodoro 144
43. Baccharis humilis Schultz et Bipontinus 146
44. Baccharis hypericifolia Baker 171
ibitibensis Toledo 66
’ ’ iorria Stuck, cx Hecr 91
45. Baccharis illinita A.P.DC 111
” imbricata Teodoro 83
46. Baccharis incisa Hooker et Arnott 157
47. Baccharis intermixta Gardncr..'. 182
” involucrata (Phil.) O. Hoffmann 91
48. Baccharis itatiaiae Wawra 132
” jordanianaTcoàoso 121
” lateralisBdkcs 163
laxa Gardner 77
” leopoldinensislcoàoro 65
49. Baccharis leptocephala A.P .DC 140
50. Baccharis leucocephalaDusén 62
’ ’ leucolepis Schultz — Bipontinus 60
51. Baccharis leucopappa A.P .DC 63
52. Baccharis lingustrinaGG 73
53. Baccharis lundii A.P.DC 82
” lundii Baker 81
var. punctigera Baker 81
54. Baccharis lychnophoraGzxàncs 67
55. Baccharis lymanniiGM. Barroso sp. nov 165
macro donta A.P .DC 123
56. Baccharis martiana G.M. Barroso nom. nov 139
” mattogrossensis Heering 79
57. Baccharis maxima Baker 91
58. Baccharis medullosa A.P .DC 84
59- Baccharis megapotamica Sprcngel 101
var. megapotamica 101
59a. ” ” var. weirii (Baker) G.M. Barroso 102
” melastomaefolia Hooker et Arnott 109
” mendes-magalhaensii McWo-Bzsreto 191
” meridensis Steyemark 69
’ ’ meridionalis Heering et Dusén 116
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
269
60. Baccharis mesoneura A.P .DC 98
” mesoneuroides Toledo 128
61. Baccharis microcephala A.P .DC 191
62. Baccharis microdonta A.P .DC 115
micropodaBdkes 159
” microptera Baker ...... *81
” microthamna Schultz — Bipontinus 169
63. Baccharis milleflora A.P.DC. 180
64. Baccharis munutifloralAaiúus 121
” montana Schultz-Bipontinus 129
” montevidensis Sprengel 56
65. Baccharis muelleriBzkes 99
66. Baccharis multisulcata Baker 123
67. Baccharis myricaefolia A.P.DC
68. Baccharis myriocephala A.P.DC 189
” myriocephalaBiket 101
” nana Don ex Baker 91
69. Baccharis notosergila Grisebach 126
” nuda (Vell.) A.P.DC 175
70. Baccharis nummularia Heering ex Malme 108
” oblanceolata Rusby 09
71. Baccharis ochracea Sprengel 57
oleifolia Gardner 119
” olygophylla Schultz-Bipontinus 26
72. Baccharis opuntioides Baker 182
73. Baccharis oreophilalAzlme 128
74. Baccharis organensis Baker 87
” orgyalis A.P.DC 123
75. Baccharis oxyodonta A.P.DC 121
” ” var. fasciculata Dusén 128
” var. punctulata Baker 110
76. Baccharis paranaensis Heering et Dusén 87
77. Baccharis patens Baker 57
” paucidentata A.P.DC 157
” paucidentata Schultz-Bipontinus 104
78. Baccharis pauciflosculosa A.P .DC 158
” pauciflosculosa var. puncticulata A.P.DC 113
” paulistana Teodoro et W. Hoehne 140
79- Baccharis pentodonta Malme 155
80. Baccharis pentziifolia Schultz-Bipontinus ex Baker 153
80a. ” ” var. minorGM. Barroso nov. var 154
” ” var . pentziifolia 153
” /(tfr/tfAaShuItz-Bipontinusex Baker 167
” perplexaTeodoso et Vidal 188
81. Baccharis philyciifolia A.P .DC 64
82. Baccharis phyteumoides (Less.) A.P.DC 192
83. Baccharis pingraea A.P .DC 85
” var. pingraea Cabrera 85
” platensis Sprengel *0°
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
270
84. Baccharis platypoda A.P .DC 130
” pluridentataWtcúng 155
’ ' polyantha Sprengel 60
” polygona Baker 174
85. Baccharis polyphyila Gardner 170
” praemorsa Heering 153
’ ’ prenanthoides Baker 84 e 88
” psammophila Malme 65
” pseudoalpestrisTtoàoso 139
86. Baccharis pseudomyriocephala Teodoro 16 1
” pseudoserrulata Teodoro 25
87. Baccharis pseudotenuifolia Teodoro 138
’ ’ pseudotridentata Heering 144
88. Baccharis pseudovaccimoides Teodoro 164
89- Baccharis pseudovillosaTtoàoso 195
” puberula A.P.DC 55
” punctigera A.P .DC 81
90. Baccharis punctulata A.P .DC 109
” pyramidalis Gardner 102
” quinquenervis A.P .DC 111
91. Baccharis radicam A. P.DC 65
92. Baccharis ramosissima Gardner 149
” recurvata Gardner 103
93. Baccharis regnellii Schultz-Bipontinus ex Baker 178
” var. regnellii 178
93a. ” ” var. subalata Heering 179
” regnellioides Teodoro et Hatsch 179
94. Baccharis reticularia A.P.DC 159
95. Baccharis retusa A.P.DC 151
, ” rhexioides HBK 79
” riedellii Schultz-Bipontinus 127
96. Baccharis riograndensis Teodoro et Vidal 197
97. Baccharis rivularis Gardner 125
” rotundifolia Sprengel 135
98. Baccharis rufescens Sprengel 137
” var. alpestris (Martius) Baker 139
” var. tenuifolia Baker 138
” var. variam (Gardner) Baker 140
var. leptocephala (DC) Baker pág. 140, linha 12. a,
onde se lê: B. rufescens var. variam (Gardner) Baker
in l.c. Syn. nov., leia-se: B. rufescens var. lepto-
cephala (DC.) Baker in Mart. Fl. Bras
99- Baccharis sagittalis (Less.) A.P.DC 193
100. Baccharis salzmanii A.P .DC 150
101. Baccharis schultziiBzkct 129
’ ’ sebastianopolitana Baker 115
102. Baccharis selloiBzker 169
103. Baccharis semiserrata A.P.DC 117
103a. ” var. elaegnoides (Steud.) G.M. Barroso 118
SciELO/JBRJ
cm
271
var. semis errata 117
se mis errata Baker 94
’ ’ senicula Martius 96
104. Baccharis serrula Schultz-Bipontinus 167
105. Baccharis serrulata (Lam.) Person 81
serrulata A.P.DC 25
’ ’ serrulata Baker 84
,, ” var. pingraea Baker 85
106. Baccharis sessili flora Vahl 135
107. Baccharis singularis (Vell.) G.M. Barroso, nov. comb 96
” spathulata G&sàncr 138
108. Baccharis spicata (Lam.) Baillon 100
” sphaenophylla Dusén et Malme 153
” squarrosa Baker 57
” subcapitataGzsàncs 145
” subcrispa Teodoro 182
109. Baccharis subdentata A.P .DC 145
” subincisa Heering et Dusén 158
subintegrifolia Schultz-Bipontinus 107
subopposita A.P.DC 114
” var. affinis Baker 113
” subpingraea Heering 85
110. Baccharis subumbelliformis Heering ex Malme 153
” stenocephalaBzkcr 195
111. Baccharis stylosa Gardner 83
syncephala Schultz-Bipontinus 130
112. Baccharis tarchonanthoides A.P .DC 66
” tenuifolia A.P.DC 138
” trichoclada A.P.DC 79
tridentata Baker 144
113. Baccharis tridentata\ ahl 112
” var. deltoidea (Baker) Heering 114
” var. subopposita (DC) Cabrera 114
114. Baccharis trimera A.P .DC 186
trimerioides Malme 193
115. Baccharis trinervis (Lam.) Persoon 77
115a. ” ” var. rhexioides (HBK) Baker 79
116. Baccharis triplinervis (Spr.) Baker 90
” triplinervia A.P .DC 121
117. Baccharis truncata Gaidner 162
118. Baccharis uncinella A.P.DC. 106
119. Baccharis usterii Heering 185
” vaccinioides Gardner 164
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
272
120. Baccharis varians Gardner 142
variam Gardner (p.p.) 140
” vauthierh.V.DC 159
” velutina A.P.DC 107
venulosa A.P .DC 69
” venusta H.B.K 79
121. Baccharis vemonioides A.P .DC 74
” villosa Heering 195
122. Baccharis vincae folia Baker 179
123. Baccharis vismioides A.P .DC 74
” vulneraria Baker 25
” weirii Baker 102
” wilsoniana Teodoro 116
” xerophila Martius 143
124. Baccharis xyphophyllaBvkci 167
Chrysocoma aphyllaWeWozo 175
” dentata Vellozo 123
invisa Vellozo 69
marítima Vellozo 123
” nu da Vellozo 96
purpurea Vellozo 96
singularis Vellozo 96
Coniza arguta Lessing 25
” articulata Lamarck 182
” linearifoliaSptcngd 104
” montevidensis Sprengel 85
” serrulata Lamarck 81
” trinervis Miller 77
” trinervis Lamarck 77
” triplinervia Lessing 25
Eupatorium montevidense Sprengel 56
spicatumlaxnztcV 100
128. Heterothalamus alienus (Sprengel) O. Kuntze 23
brunnioides Lessing 23
129. Heterothalamus psiadioides Lessing 23
lema involucrata Phil 91
Marsh alia aliena Sprengel 23
Molina articulata (Lam.) Lessing 182
” conyzoides Lessing * 111
” crispa (Spreng.) Lessing 191
” cylindricaUssmg 188
” microcephala'Lcsúng 191
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
273
” mille flora Lessing 180
” phyteumoides Lessing 192
” sagittalis Lessing 193
” trimera Lessing 186
Pingraea angustifolia Cassini 85
Polypappus trip/inervius Lessing 90
Psila brachylaenoides (DC.) Aristcguieta 69
” ” var. lingustnna (DC.) Aristeguicta 73
” trinervis (Lam.) Cabrcra 77
Pseudobaccharis ligustrina (DC.) Teodoro 7 3
” polycephala (Sch. Bip.) Toledo 71
” rhexioides (H.B.K.) Badillo 79
’ ' trinervis (Lam.) Badillo 77
’ ’ vemonioides (DC.) G.M. Barroso ex Teodoro 74
Vemonia triplinervis Sprengel - • • 90
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm
274
Considerações sobre a vascularização foliar de
Hypoxis decumbens L. — HYPOX1DACEAE (*)
Lúcia d’Avila Freire de Carvalho
Seção de Botânica Sistemática, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
Dando prosseguimento à pesquisa de um ecótipo de Hypoxis decumbens
L. (Araújo, 1974; Freire de Carvalho et Jochimek, 1975), vamos analisar
neste trabalho as variações que ocorrem na nervação foliar de amostras pro-
venientes de diferentes localidades, com o objetivo de fornecer dados auxiliares
ao estudo sistemático e ecológico deste taxon.
MATERIAL E MÉTODOS
Aqui, como na análise dos grânulos de amido extraídos dos bulbos de
Hypoxis decumbens L. (Freire de Carvalho et al., 1975), utilizamos as mes-
mas amostras que foram estudadas por Araújo (1974), a saber:
(*) Sob os auspícios do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
275
I. Espontâneas —
JB — nos gramados do Jardim Botânico.
JAC — à beira da estrada para Jacarepaguá.
II. Cultivadas —
101-103 — oriunda do Jardim Botânico, cultivada no mesmo solo.
104-106 — oriunda do Jardim Botânico, cultivada em solo de
Jacarepaguá.
291-293 — oriunda de Jacarepaguá, cultivada no mesmo solo.
294-296 — oriunda de Jacarepaguá, cultivada em solo do Jardim
Botânico.
Parte das amostras que serviram de base para a realização desta pesquisa
acha-se depositada no herbário do Jardim Botânico (RB).
Para a diafanização das folhas herborizadas, seguimos as técnicas já con-
sagradas para este tipo de estudo e descritas por vários autores.
As mensurações das nervuras paralelas e intervalos “vein-spacing”, de
cinco folhas adultas de cada amostra analisada, foram realizadas com o auxí-
lio do micrômetro ocular; a contagem do número de nervuras transversais por
milímetro quadrado (N2/mm2), traçando com a lâmina micrométrica um qua-
drado de 1 mm de lado, bem como os desenhos, foram executados com o au-
xílio do microscópio ótico Zeiss equipado de câmara-clara.
RESULTADOS
Foi observado o mesmo padrão de nervação para todas as amostras:
Paralelodromo (fig. 1) segundo o Sistema de Ettingshausen (1861).
O número de nervuras paralelas é bastante variável (Tabela — 1), exis-
tindo de 19-27 feixes sendo que 7-18 correspondem às nervuras mais finas.
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cm ..
TABELA I — CARACTERÍSTICAS DA VASCULARIZAÇÃO
AMOSTRAS
JB
101-103
104-106
JAC
291-293
294-296
NÚMERO TOTAL DE
NERVURAS
19-20
23-27
19-22
19-23
26-27
20-22
NÚMERO DE NERVURAS
DE 1», 2», 3“ E 4» ORDEM
8-13
9-10
9
9
9
9-10
NERVAÇAO
NÚMERO DE NERVURAS
MENORES
7-11
12-17
10-13
10-13
17-18
11-14
NÚMERO DE NERVURAS
SECUNDARIAS (mmU
13
2,2
1
U
2,2
1,6
ESPESSURA DAS
NERVURAS MAIORES
DE 20 MICRA
20-135
24-88
20-90
44-158
21-78
25-81
DISTANCIA ENTRE AS
NERVURAS EM MICRA
274-585
103>-439
175-402
175-511
169-557
168-523
TERMINAÇÕES
VASCULARES
Presente
Ausente
Ausente
Presente
Raras
Raras
TRAQUElDES ISOLADOS
Presente
Ausente
Ausente
Presente
Raros
Raros
ESCLERÔCITOS
Curtos e
espessados
Longos
Longos
Curtos
Longos
Longos
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14 15 16 17 18 19 20 21
277
cm
A nervura mediana e as de l.a, 2.a, 3.a, 4.a e 5.a ordem são proeminentes
e vão diminuindo de espessura à medida que se aproximam do ápice da folha
(figs. 2, 3 e 4). Os feixes vasculares de diferentes espessuras, das nervuras
paralelas, podem variar numa faixa de 20-158 micra, obedecendo, de certo
modo, a uma constante (Esaú, 1974), alternando as maiores com as menores.
O intervalo entre os feixes vasculares paralelos “vein-spacing” (Wylie,
1954) varia de 103-587 micra.
As nervuras paralelas (Nl) estão ligadas entre si por meio de pequenos
feixes vasculares (nervuras transversais — N2), que podem apresentar uma
das extremidades livre.
As nervuras transversais de aspecto diverso (Tabela — II e figuras de
5 a 12) são escassas, variando de 1-2,2/mm2.
TABELA II
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11 12 13 14
cm
278
As terminações vasculares são do tipo simples com um, dois ou muitos
traqueídeos (figuras 13 a 16). Entretanto não foram evidenciadas nas amos-
tras 101-103 e 104-106, e são raras nas amostras 291-293 e 294-296.
Os elementos do sistema vascular apresentam espessamentos helicoidais
e às vezes anelares, de lignina.
Os traqueídeos isolados no mesofilo são frequentes apenas nos ecótipos
JB e JAC (figuras de 17 a 22) e as células esclerenquimáticas acompanhando
os feixes vasculares foram vistas em todas as amostras.
É freqüente a presença de idioblastos cristalíferos contendo ráfides de
oxalato de cálcio, mas somente os da amostra 294-296 resistem ao tratamento
pelo hidróxido de sódio a 10%.
DISCUSSÃO
A nervação foliar do tipo Paralelodromo é comum a todas as amostras.
No aspecto morfológico da vascularização as várias amostras apresenta-
ram uma variação numérica, diferindo somente no relativo às terminações
vasculares, traqueídeos e células esclerenquimáticas.
O intervalo entre as nervuras paralelas do ecótico JB e JAC está numa
faixa comum: 175 — 585 micra, enquanto que nas amostras cultivadas há
uma pequena redução para 103-557 micra.
Observamos nas amostras cultivadas 101-103, 291-293 e 294-296 um au-
mento na densidade de nervuras paralelas e transversais. Daubenmire (1959)
também observou que a densidade de nervação é um caráter muito influen-
ciável pelo meio ambiente, ao contrário do que acontece com o padrão de
venação, disposição da venação menor e presença de células espessadas en-
volvendo ou acompanhando os feixes vasculares.
RESUMO
A autora analisa a nervação foliar de seis amostras de Hypoxis decum-
bens L., verificando que existe uma variação . numérica, diferindo o aspecto
somente no relativo às terminações vasculares, tranídeos e células escleren-
quimáticas envolvendo ou acompanhando os feixes vasculares.
SUMMARY
Examination of six samples of Hypoxis decumbes L. demonstrated varia-
bility in the number of veins. Other between sample differences concerned
bundle endings, tracheids and sclerenchymatic cells surrounding the vascular
bundles.
Agradecimentos
Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico pela
bolsa concedida à autora.
Ao fotógrafo Cláudio Carcerelli pela elaboração da fotografia que serviu
de base para o desenho de aspecto geral da nervação foliar.
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279
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Explicação das figuras:
— Aspecto geral da nervação foliar — 1
— Aspecto da nervação no ápice da folha:
2: na amostra cultivada 104-106.
3: na amostra espontânea JAC.
4: na amostra cultivada 291-293.
— Nervuras transversais (N2) em seus vários aspectos:
5: amostra espontânea JAC.
6: amostra cultivada 101-103.
7: amostra cultivada 291-293.
8: amostra cultivada 104-106.
9: amostra cultivada 101-103.
10: amostra cultivada 291-293.
11-12: amostra cultivada 294-296.
— Diversos aspectos das terminações vasculares:
13: amostra espontânea JAC.
14: amostra espontânea JB.
15: amostra espontânea JB.
16: amostra espontânea JAC.
— Diversos aspectos de traqueídeos isolados no mesofilo:
17: amostra espontânea JB.
18: amostra espontânea JB.
19: amostra espontânea JAC, posição do traqueídeo entre duas nervuras
paralelas.
20: amostra espontânea JAC.
21: amostra espontânea JB, posição do traqueídeo entre duas nervuras
paralelas.
22: amostra espontânea JB.
SciELO/JBRJ
1
cm ..
SciELO/JBRJ
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JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO
Diretor
OSVALDO BASTOS DE MENEZES
RODRIGUÉSIA
Comissão de redação
C. L. F. ICHASO, C. G. COSTA, C. L. B. DE ABREU
Rua Jardim Botânico, 1008 — Rio de Janeiro, Brasil
SciELO/JBRJ
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ANEXO DA REVISTA “RODRIGUESIA”
ANO XXVIII — N.° 40 — 1975-1976
BIBLIOGRAFIA DE BOTÂNICA. I
ANATOMIA VJEGKTAL
M. DA C. VALENTE
C. GONÇALVES COSTA
J. DAMES E SILVA
Seção de Botânica Sistemática do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
1S<! '
Esto trabalho contou com o auxílio do
Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq)
2 3 4
SciELO/JBRJ
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ANEXO DA REVISTA “RODRIGUESIA”
ANO XXVIII — N.° 40 — 1975-1976
BIBLIOGRAFIA DE BOTÂNICA. I
ANATOMIA VEGJETAE
M. DA C. VALENTE
C. GONÇALVES COSTA
J. DAMES E SILVA
Seção de Botânica Sistemática do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Esto tiabalho contou com o auxílio do
Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq.)
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
BIBLIOGRAFIA BOTÂNICA. I. ANATOMIA VEGETAL
M. da C. Valente **
C. Gonçalves Costa**
J. Dames e Silva*
SUMMARY
In this paper the authors present a bibliographic list of works published
about Vegetal Anatomy in the principal reviews from the Botanic Institutions of
Rio dc Janeiro State. The present list regards of the works by alphabetic order of
authors referent to the letters A and B.
INTRODUÇÃO
Com este trabalho, realizado para obtenção de crédito em Bibliografia
Botânica (Curso de Pós Graduação em Botânica), pretendemos trazer uma
contribuição aos estudiosos desta Ciência, na área da Anatomia, à semelhança do
que está sendo feito no campo da Taxonomia de Vegetais Superiores (BENE-
V1DES DE ABREU, C.L. et al. 1974). Bibliografia de Botânica. I. Taxonomia de
Angiospermae. Dicotyledoneae. Anexo de Rodriguésia 39:1-80 pp).
Por se tratar dc um assunto volumoso, cuja publicação in totum seria por
demais onerosa, será publicado parceladamente em Apêndice a Rodriguésia ** Nesta
primeira etapa, apresentamos por ordem alfabética de autor (letras A e B), os
trabalhos publicados sobre Anatomia Vegetal em revistas localizadas nas insti-
tuições de Botânica do estado do Rio de Janeiro. Deixamos de incluir aqui, trabalhos
específicos sobre especialidades como Micologia, Ficologia, etc., a não ser quando
o assunto se prende diretamente à morfologia interna desses vegetais. Não nos
referimos igualmente aq que foi publicado sobre Anatomia do Lenho, uma vez
que existe uma publicação sobre essa matéria: ARAÚJO, P.A. de M. 1968
Bibliografia sobre anatomia das madeiras. — Separata de An. Brasil Econ. Flor.
19:244-332.
* Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas.
** Pesquisador em Botânica e Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas.
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riguardo alie specie americane. Malpighia 28: 49-8 1 .
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riguardo alie specie americane. Malpighia 28: 140-162.
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riguardo alie specie americane. Malpighia 28: 249-270.
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ANEXO DA REVISTA “RODRIGUESIA”
ANO XXVIII — N.° 40 — 1975-1976
BIBLIOGRAFIA DE BOTÂNICA. II
TAXONOMIA DE ANGIOSPERMAE
DICOTYLEDONEAÜ
CORDÉLIA LUIZA BENEVIDES DE ABREU
NILDA MARQUETE FERREIRA DA SILVA
PAULO CÉSAR AYRES FEVEREIRO
ARIANE LUNA PEIXOTO
Seção de Botânica Sistemática do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
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Este trabalho contou com o auxílio do
Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq.l
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BIBLIOGRAFIA BOTÂNICA II. TAXONOMIA DE ANGIOSPERMAE DICOTY-
LEDONEAE+
Cordélia Luiza Benevides de Abreu+
Nilda Marquete Ferreira da Silva+ +
Paulo César Ayres Fevereiro+
Ariane Luna Peixoto +
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
ln this paper the authors presentbibliographical references about the families
of Dicotyledoneous plants, (letter B) essencially those occuring in Brazil.
INTRODUÇÃO
Em continuação a Bibliografia de Botânica I, publicada anteriormente é
apresentada neste trabalho a segunda etapa desta série que 'consta de referências
bibliográficas sobre as diversas famílias botânicas ocorrentes no Brasil (natural da
flora neotropical ou subespontâneas) iniciadas pela letra B.
O critério empregado é o mesmo da primeira etapa deixando-se apenas de
incluir a relação de obras gerais.
+ Bolsistas do Conselho Nacional de Pesquisas.
+ + Herbarium Bradeanum
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leyana ) from Costa Rica.— Trop. Woods 1 10:30-32.
AGRADECIMENTOS
Nossos agradecimentos ao Conselho Nacional de Pesquisas pelas bolsas
concedidas aos autores. Ao Pesquisador Jorge Fontella Pereira pela dedicada e
valiosa orientação dada a equipe, tomando possível a realização deste trabalho.
-60-
SciELO/JBRJ
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ANO XXVIII
NÚMERO 41
iTISTA
Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal
JARDIM BOTÂNICO
RODRIGUÉSIA
ANO XXVIII — NÚMERO 41
RIO DE JANEIRO
BRASIL
1976
3
ERRATA
Pg. 38 — Continua na pg. 68 e depois volta à 39.
Pg. 121 — Luraceae por Lauraceae.
Pg. 183 — Tronco do caneleiro, Cenostigma gardnerianum Tul.
Pg. 185 — A. Pétala de Hymenaea sagittipetala Rizz.; B. Folíoio da mesma.
C. Folíoio médio de Hymenaea stübocarpa Mart.
Pg. 187 — Cordia araripensis (A) em confronto com C. scabrifoiia (B), esta
à esquerda.
Pg. 189 — Peltogyne pauciftora Benth.
Pg. 191 — Apterokarpos gardneri (Engl.) Rizz.: A. Planta masculina; B. Parte
da inflorescência feminina em fruto.
Pg. 193 — Couratari asterophora Rizz.
Pg. 381 — Caixa de madeira onde pequenas queimadas de capim do cer-
rado foram realizadas. Astronium urundeuva foi semeado nela.
À esquerda, onde se queimou, não germinou. À direita, sem
fogo, vêem-se plântulas de 26 dias. O orifício escuro é para
introdução de um termômetro.
Pg. 383 — Germinação variável de Bowdichia virgiiioides. Placa, salvo n. 7.
1. Exterior, luz difusa e temperaturas flutuantes (Cuiabá, MT,
25-X-71). 2. 35.° constantes, obscuridade (ib.). 3. Idem, após
80.°/5 min. (ib.). 4. 35.° constantes, obscuridade (Luziânia, GO,
sementes moles). 5. Idem (Paraopeba, MG, 12 meses). 6. Idem.
após 80°/5 min. (ib.). 7. Areia no exterior (Paraopeba, 5 meses).
JSciELO/ JBRJ
COMISSÃO DE REDAÇÃO
Leonam de Azeredo Penna Ida de Vattimo Carlos Toledo Rizzini
ÍNDICE
•L.
RIZZINI, Carlos T. — Loranthaceae Austro-Americanae
Novae 7
MARQUES, Maria do Carmo Mendes e Edy Albertina
Montalvo — Levantamento dos Tipos do Herbário do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Bignoniaceae II.... 37
FALGAO, Joaquim I. de A. e Wandette F. de A. Falcão —
Convolvuláceas da Restinga 54
VALENTE, Maria da Conceição — Levantamento dos Tipos
das Espécies de Loganiaceae do Herbário do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro 79
VATTIMO, Ida — Estudos sobre Ocotea AubL, Phylloste-
monodaphe Kosterm. e Licaria AubL (Lauraceae) . . . . 121
BARREIROS, Humberto de Souza — Heliconiae Novae
Americanae (Heliconiaceae). 129
RIZZINI, Carlos T. — Contribuição ao conhecimento das
Floras Nordestinas 137
MONTEIRO NETO, Honorio — Pichisermollia Monteiro
Neto: um Nome Novo para Gigliolia Becc 195
BARREIROS, Humberto de Souza — Variações no limbo
foliar e no cincino de Heliconias (Heliconiaceae) — I. 199
5
JSciELO/ JBRJ
CARVALHO, Lucia D’AviIa Freire de — Tipos do Herbário
do Jardim Botânico do Rio de Janeiro — Melastoma-
taceae — I, Rhamnaceae e Vitaceae 207
RIZZINI, Carlos T. — Influência da Temperatura sobre a
Germinação de Diásporos do Cerrado 341
LAROCHE, Rose Claire Maria — Situação Atual da Tabe-
buia Cassinoides (Lam.) DC. e Tabebuia Obtusifolia
(Cham.) Bur. na Baixada de Jacarepaguá, Rio de
Janeiro 385
JSciELO/ JBRJ
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LORANTHACEAE AUSTRO-AMERICANAE NOVAE
CARLOS TOLEDO RIZZINI
Jardim Botânico
Strutanthus melanopotamicus Rizz., n. sp.
Scandens radicellis prehensilibus ramisque elongatis flexuosis at gracilibus,
siccitate fere niger; intemodiis ad 8 cm longis. Folia late obovata vel subor-
bicularia, ambitu irregularia, ima basi paulo cuneata, apice rotunda rariusque
emarginata, crasse coriacea, rigida, avenia seu nervis subtiliter impressis,
margine nerviformi crasso atro subreflexo cincta, frequenter pileis fungi auran-
tiacis punctata (exclusis novellis), usque ad 3 x 5 cm sive 3,5 x 4 cm in
suborbicularibus; petioli in his valde elongati, ad 17 mm usque longis. Spica
eolitaria, ad 6 cm longa, breviter pedunculata, remotiflora, ternationibus oppo-
sitis sessilibus, intervallis 5-7 mm interposito distantibus, rachi sulcata; brac-
teis cupularibus haud connatis in cupulam unicam. Alabastra mascula (quae
solum visa) crassa, apicem versus dilatata, clavatula, 4-5 mm longa. Flores
in vivo albo-viridescentes, 5 mm longi. Antherae obtusae.
Provenit in Alto Rio Negro, S. Gabriel da Cachoeira, Amazonas, legerunt
J. M. Pires & L. R. Marinho 15712 (6-III-75). Holotypus in RB.
Entre as poucas espécies da Subseção Struthiostachys v. Tiegh., esta
foge por completo pelas folhas tipicamente arredondadas e sustentadas
por pecíolos comparativamente longos. Além disso, elas se revelam por-
tadoras de espessa margem negra. O alongamento peciolar é perceptível,
de modo particular, nas folhas jovens, quando o pecíolo quase equivale
ao comprimento do limbo. Parece haver dimorfismo ramular nesta es-
pécie porque os ramos providos de folhas orbiculares emitem râmulos
laterais, cujas folhas são oblongas ou obovadas e sustentadas por pecíolos
bem mais curtos. M"ais material será necessário para pôr a limpo esta
questão.
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7
cm ..
Dendrophthora hylaeana Rizz., n. sp.
Species sui juris inter Brasilienses foliis oblongis cc. 1 cm longis spicisque
2 mm tantum atque 2 x 3-floris.
Fruticulus erectus dioicus viridi-luteolus, in statu sicco fuscus, ramis elon-
gatis nodosis basi defoliatis, ramulis oppositis ternatisve ad nodos ramorum,
apicem versus modice complanatis colapso striatis; internodiis 1-2 cm longis.
Cataphylla solummodo ad basin ramorum, bidentata, evoluta. Folia oblonga,
basi apiceque fere aequaliter attenuata, apice acutiuscula apiculataque, coriacea
sed non crassa, enervia et plicatula colapso, 7-12 mm longa, 3-5 mm lata;
petioli 1 mm longi sed distincte evoluti. Spicae minimae, solitariae, floriferae
2 mm longae, fructiferae parum ampliatae, sessiles, uniarticulatae, omnes quae
suppetunt femineae, floribus 6 in duabus seriebus conflatis (2 x 3-floris).
Habitat ad Serra Araçá, Amazonas, 1000 m. s. m., collegit J. M. Pires
15042 (10-11-75). Holotypus in RB.
Espécie perfeitamente caracterizada pelo tipo foliar e conformação
das espigas oligantas O simples aspecto do espécime já é típico, com
seus ramos nodosos e muito alongados, inserindo folhas nos râmulos si-
tuados do meio para o ápice. Poucas são as espécies brasileiras de Den.
drophthora, tão-somente D. elliptica (Gardn.) Kr. & Urb. sendo a única
colhida algumas vezes. Cumpre observar que não pude examinar as ante-
ras do exemplar em tela, atribuindo-o ao presente gênero por vários
caracteres subsidiários, visto ser feminino.
Phthirusa myrsinites Eichl.
Spicis parvissimis glomerulatis foliis pusillis crassis enerviis, antherae
fabrica, etc, cum aliis generis nulla affinitate — sed foveis spicae, bracteolis
fovearum atque structura floris hermaphroditi suo genero typicus.
Fruticulus ut videtur erectus absque radicellis aereis in nostro, ramis
cinereis nodosiusculis teretibus ramulisque sulcatis lepidibus transversim inser-
tis íuriuraeeis ad lentem. Folia elliptica, utrinque obtusis, brevissime apiculata,
crasse coriacea rigidaque, siccitate olivacea, prorsus nervis deficientia, margine
0-trato circumdata, petiolis ad 2 mm usque, 2-4 cm longa, 1-2 cm lata. Spicae
2 mm longae, ad 3 foveas floresque redactae, bracteis crassis duris deltoideis
ejusdem longitudinis lateraliter protectae, in glomerulos axillares 8-10-floros
arcte aggregatae; bracteolis 2 intra foveas ellipticis, membranaceis, 0,7 mm
longis. Flores 6-meri, crassi, 2 mm longi, perigonio 1 mm tantummodo, tepalis
carnosis 1 mm longis. Calyculus margine minutissime erosus. Anthera supra
onedium tepaii inserta, thecis duabus eonnectivo amplo interposito distantibus,
luteis, mimmis, sessilibus, globosis praedita. Filamenta tepalis coalescentia,
Jeviter excavata ad insertionem thecarum. Stylus crassus, stigmate capitellato.
Fructus ellipticus, minute verruculosus, 4-5 mm longus; endospermium cras-
sum farinaceum, albo-lutescens, cotyledones 2 applicativos foliaceos fere
omnino cingens; stratum viscini pergracile sed valde viscosum.
Crescit in Rio Negro, Cucui, Amazonas, ubi lectus in silva ab O. C. Nas-
cimento, J. M. Pires & L. Coradin 192 (25-IV-75).
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Ê absolutamente notável a descoberta desta espécie, que à primeira
vista faz pensar em Oryctanthus por via da inflorescência reduzida a um
glomeruH. axilar. O exame ateiuo, contudo, demonstra que semelhante
glomérulo é constituído de várias espigas mínimas, reduzidas a três flores
— porem, conservando a estrutura típica do gênero Phthirusa, com
fóveas e bractéolas intra-foveolares. Ao demais, a flor é característica:
hermafrodita, hexâmera e com tépalas pertinentes.
Cumpre acentuar que as duas lorantáceas, aqui descritas, do rio Ne-
gro apresentam o caráter comum de terem folhas esclerófilas. Esta obser-
vação é relevante se lembrarmos que tal tipo de organização é peculiar
à vegetação das chamadas "catingas do rio Negro", onde inúmeras plantas
lenhosas exibem folhagem espessa e rígida, rica em elementos mecânicos.
Seria muito de desejar que novas coletas fossem levadas a cabo na mesma
formação, pelo que respeita à família em toco, porquanto, outro caráter,
agora tloristico, da vegetação rionegrense reside no elevado grau de ende-
mismo. Não deixa de ser interessante acentuar que dois parasitas apre-
sentam esclerofilia e endemismo, as duas características ecotlorísticas bem
conhecidas na região em pauta.
Psittacanthus piauhyensis Rizz., n. sp.
P. plagiophyllo Eichl. inflorescentia floreque toto coelo aequalis, sed foliis
et peduncuiis umbellarum perspicue distinctus.
jFrutex ramis crassis nodosis teretibus cortice minute rimuloso indutis; ramulis
laevibus; internodiis 2-3,5 cm longis. Folia quoad formam satis variabilia,
modo ovato-elliptica, modo oblonga, nunc suborbicularia, basi obligua vel sym-
metrica, nunquam falcata, apicem versus parum attenuata et obtusa vel
rotundata, crasse coriacea, nervis prorsus carentia, margine undulata, stoma-
tibus exiguuis haud detergibilibus, 4-7 cm longa, 3-5 cm lata sive 3-5 cm
diâmetro; petiolis 2-4 mm longis. Umbellae 4-radiatae pedunculis circiter 1 cm
Jongis suffultae. Flores omnino P. plagiophylli, rubri.
Lectus ad Parque Sete Cidades, Piracuruca, Piauí, in cerrado ubi vulgaris,
a Rizzini & Mattos 5-IV-1974. Holotypus in RB 173.541.
Eichler, na Fl. Bras., descreveu dois espécimes sob a designação de
Ps. plagiophyllus Eichl., um amazônico e outro piauiense; o primeiro
indicado como proveniente de Santarém, Pa. Tendo eu, precisamente,
material de ambas as origens, inclusive de Santarém, verifiquei que, pos-
suindo a mesma inflorescência e flores absolutamente iguais, eles diferem
marcadamente no concernente à morfologia foliar e ao comprimento dos
pedúnculos das umbelas. É por isso que aquele monógrafo apresenta uma
diagnose bastante vaga quanto aos citados fatos morfológicos, declarando,
e. gr., que os pedúnculos medem de 3/4 a 1 e 1/4 polegada e que as
folhas são ovadas, oblongas oblanceoladas — afirmando textualmente:
"folia forma et magnitudine multum varia”.
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Na verdade, os exemplares amazônicos levam folhas mais estreitas,
oblongo-lanceoladas, e acentuádamente falcadas, além de mostrarem ner-
vuras impressas, porém, perceptíveis; e pedúnculos muito mais compri-
dos, entre 1,5-3 cm; um pequenino apículo é visível na maioria das folhas
(por ser caduco). Por outro lado, o material piauiense conduz folhas desde
ovado-elíticas até suborbiculares, no máximo oblíquas na base, muitas
delas simétricas, e completamente destituídas de nervuras, além de mais
rigiUameiite coriáceas; os pedúnculos das umbelas não vão além de 1 cm.
A Fig. 3 ilustra as diferenças relativas aos caracteres foliares nos dois casos
Outro particular digno de nota é que os meus dois indivíduos hileianos, de
localidades tão distintas como o são Santarém e rio Negro, revelam per-
feita semelhança. Pires & Black (n. 1.136, de Santarém; assinalaram cor
lúteo-aurancíaca para o perigônio (o que Eichler também menciona),
enquanto que o espécime colhido por mim próprio, no Piauí, tinha-o
coccíneo; tal é outra diferença acessória.
A despeito de as flores concordarem, em ambas as áreas nos menores
detalhes, a ponto de ter-me confundido de início, como provavelmente
fizeram ao ilustre Eichler, as folhas exibem tão amplas divergências, cor-
roboradas pelos comprimentos pedunculares discordantes, que não é pos-
sível manter a identidade dos exemplares amazônicos e piauienses. Decidi,
desta sorte, separar os dois tipos morfológicos em duas espécies distintas,
reservando a denominação de P. plagiophyllus para as plantas hileianas
e criando um novo táxon, P. piauhyensis Rizz., para as plantas do Piauí.
Eis as respectivas caracterizações (Fig. 3).
1 . Ps. plagiophyllus Eich. — Folhas oblongo-lanceoladas, falcadas, mu-
cronuladas e providas de nervuras impressas, porém, perceptíveis, até
3 cm de largura; pedúnculos das umbelas 1,5-3 cm de comprimento.
Floresta amazônica.
2. Ps. piauhyensis Rizz. — Folhas de ovado-elíticas a suborbiculares,
crassas, enérveas, com 3-5 cm de largura, não falcadas, simétricas ou
apenas oblíquas na base; pedúnculos cerca de 1 cm de comprimento.
Cerrado piauiano.
Eichler mesmo observa que os exemplares amazônicos ("spruceana")
tinham folhas mais estreitas que os piauienses ("gardneriana"), favorecen-
do a distinção supra-exarada.
É verdadeiramente espantoso que duas entidades de áreas disjuntas,
distantes e divergentes apresentem inflorescência e flores tão complemen-
te iguais. Isto poderia levar a considerar uma só entidade específica com
duas variantes geográficas. Mas, o fato explica-se por meio da vicariância,
bastante conhecida nos casos em que uma dada espécie se difundiu e
colonizou duas áreas ecologicamente diversificadas. Sendo de origem co-
mum e relativamente recente, as duas formas derivadas usualmente mos-
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tram-se semelhantes em geral e discrepantes apenas em um ou outro setor
de suas constituições, tal sucede, v. gr., com os dois vinháticos
e os dois jatobás — o da mata e o do cerrado. No herbário,
são adiceis ae distinguir; in natura, são árvores bem diferentes. Fenômeno
idêntico passa-se com os dois psitacantos, um da floresta pluvial e o
outro da savana, ambientes vastamente antagônicos.
Aetanthus nodosus (Desr.) Engl. Pflanzenf. Nachtr. 1: 136. '1.897.
Ae. colombiano A. C. Sm., cui floribus appropinquat, primo intuitu dignos-
citur ramis teretibus valde nodosis. nec trigonis tetragonisve, cortice grosse
lenücellosis indutis.
Frutex robustus, ramis teretibus, crassis, ad nodos fortiter dilatatis, dicho-
tomice ramosis; cortice rimoso, lenticellis amplis fusiformibus praedito. Folia
varia, inter obovatum et ellipticum, basi lata sed modice angustata ac in
petiolos decurrentia, apice obtusa vel rotundata, margine parum revoluta
lundulataque, coriacea, plus minusve olivacea, stomatibus exiguuis utrinque
punctata, 6-12 cm longa, 3-6 cm lata; nervis secundariis impressis, 3-5 adscen-
dentibus, curvis; petiolo 6-10 mm longo, paene alato limbo decurrente. Flores
coccinei speciosi, in diades aggregati; diadibus in umbellas bi-radiatas ad
nodos numerosas fasciculatas; bracteis parvis; cupula paulum quam bracteae
Jongiore, obliqua, lateraliter denticulata. Alabastra recta, filiformia; pedicellis
[minute papillosis, 3-5 mm longis. Calyculus margine denticulis plurimis or-
matus. Perigonium 8-10 cm longum, cc. 3 mm latum, usque ad supra médium
tubulosum, mox segmentis 6 acutissimis reflexisque instructum. Antherae
propter 18 mm longae, angustissimae, apice aciculiformes, septis transversis
praeditae; filamentis filiformibus, ad partem superiorem tepalorum insertis.
Stylus capillaceus, stigmate capitato. Fructus ellipsoideus, in vivo niger, 15-20
mm longus, 10-15 mm latus.
Crescit frequenter in Venezuela ad Estados Lara, Mérida, Tachira et Tru-
jillo, altitudine inter 2.000 et 3.000 m. s. m. Praeterea: Distrito Moran, Edo.
Lara, in silva nebulari, 1.900 m, coll. J. A. Steyermark & V. C. Espinoza
110.283.
Aetanthus nodosus tem sido identificado comoAe. colombianus A. C.
Smith. Examinei o tipo deste último (Killip & Smith 20.583) e outros
espécimes da mesma localidade (Depto. Satander, Colombia), recolhidos
pelos mesmos coletores (17.795, 15.810 e 18.127). As plantas desta espécie
apresentam ramos fortemente trígonos, com ângulos muito acentuados
ou salientes; ainda os râmulos se mostram angulosos. Ao demais, as pseu-
docimas são algo maiores e mais robustas; o ovário é também maior. A
casca tem uma cor verde ou verde-escuro, sendo uniforme, sem fissuras
nem lenticelas. O exemplar n. 15.810 é o único que exibe ramos tetra-
gonais, muito grossos e apenas moderadamente nodosos em os nós. Em
A. nodosus os nós revelam-se uniformemente engrosados chegando a
ser globosos, os ramos são cilíndricos e o córtex lentiçeloso; as plantas
são evidentemente mais ramificadas que em Ae. colombianus. Este é o
único membro das Loranthaceae sul-americanas que eu conheço com
ramos triangulares. Tal característica marca singularmente Ae. colombia-
tnus; assim, não é possível confundí-lo com A. nodosus.
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Phthirusa micrantha Eichl. var. bolivariensis Rizz., n. var.
A var. micrantha recedit foliis minoribus usque ad 15 (20) mm longis,
vulgo rotundatis trinervisque.
Lecta ad Cerro Cotorra, Estado Bolivar, Venezuela, in silva, a J. A.
Steyermark 86.879.
No material da Amazônia brasileira as folhas mostram-se maiores, de
cor negra em seco e mais fundamente incisas no ápice. O material vene-
zuelano é de cor amarelo-esverdeado-sujo ou pardacento.
Phthirusa maculata Rizz., n. sp.
Fruticulus parvus Ph. micranthae valde affinis, erectus, dioicus, rádicibus
aereis carens; ramis teretibus, elongatis, minute rimulosis y lenticellosisque;
ramulis teietibus, dense ferrugineo-furfuracis; internodiis 6-15 mm longis. Folia
plerumque alterna, late elliptica, rariter suborbicularia, basi breviter angustata,
apice rotundata, leviter emarginata seu tantum truncata et apiculata, nervis
deficientia, absque estomatibus sub lente visibilibus, colore castaneo sed plera-
que maculis magnis luteo-fuscis ornatis, coriacea, rigida, margine paulum in-
crassato cincta, 1-2 cm longis, 8-15 mm latis; petiolis 1 mm tantum longis.
Spicae 10-15-florae, 2-3 mm longae, crassae, plus minusve quadrangulares,
eessiles. Flores tetrameri. Tepala oblonga, 1,5 mm longa, in alabastro inter
sese adhaerentia basi pressione solvuntur velutque calyptra abjiciuntur. Stylus
ongulosus 1 mm longus, estigmate capitellato. Flores feminei staminum rudi-
mentis carentes. Fructus immaturus ovoideus.
A Pr. bernardiana Rizz., cui multis notis similis, discrepat foliis late ellipti-
cis minoribus spicisque 2-3 mm longis sessilibis. A Ph. micrantha Eichl. abit
foliis absque nervis triadibus parvispicatis.
Vivit in savanna ad La Paragua, Venezuela, 285 m, legit E. P. Killip
87.601; holotypus in VEN.
Espécie muito semelhante a P. micrantha Eichl. e a P. bernardiana,
«baixo descrita. A distinção encontra-se sob a diagnose latina. £ talvez
importante assinalar que as folhas, conquanto castanhas, apresentam em
magna parte manchas de coloração ocre ou amarelo-pardacento. £ possí-
vel que novas coleções venham a confirmá-lo, caso em que a entidade
passará a ser muito facilmente separadas das afins.
Phthirusa bernardiana Rizz., n. sp.
Ph. phaeoclado Eichl. et Ph. micrantha Eichl. admodum similis; abhorrens
foliis vix emarginatis nervis deficientibus triadibusque in spicas brevissimas
conjuctis. Cf. quoque Ph. maculata.
Fruticulus erectus, ramosus, dioicus, absque radicellis aereis sed rádicibus
epicorticalibus ad basin praeditus; ramis teretibus fusci3, lenticellis minutis
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instructis; ramulis complanatis rufo-furfuráceis; internodiis 1-3 cm longis.
Folia vulgo alterna, interdum opposita, oblonga vel obovato-oblonga, apice
rotundata leviter emarginata et mucronulata, basin versus parum angustata,
rigide coriacea, modice undulata, nervis subnulli3 sive prorsus deficientibus,
1-2 cm lata, 2-4 cm longa, 1-3 mm longe petiolata. Flores solummodo 1 mm
longi, tetrameri sed haud raro trimeri, unisexuales. Ternationes 3-5 glomeru-
latae vel in spicas solitárias pedunculo 1-2 mm longo fultas conjugatae, circiter
6-6 mm longitudine. Calyculus inconspicus. Tepala fere rectangularia, lata,
basi apiceque trancata. Antherae prope apicem tepalorum insertae, loculis 2
globosis minimis contiguis, filamentis cum tepalis omnimo conflatis sessiles;
polline aurato, copioso, nitente. Stylus brevis, stigmate capitatulo. Flores fe-
minei absque antherarum vestigiis, ei masculi stylo breviore stigmateque casso
praediti. Specimina mascula a femineis abeunt ternationibus glomerulatis, sed
aliquoties pedunculo brevíssimo fultis.
Crescit in silva pluviali ad flumina Icabaru et Hacha, 450-850 m, ab A. L.
Bernardi 2.795 (masc.) et 2.840 (fem. ), hic holotypus. Species collectore dedita.
In Estado Bolivar, Venezuela.
Ph. bernardiana parece-se preferentemente com Ph. micrantha Eichl.
e Ph. maculata Rizz. Esta última afasta-se pelas folhas menores e espigas
brevíssimas, de forma positivamente diversa.
Phrygilanthus megatermicus Rizz., n. sp.
Habito Phr. flagellarem (Cham. & Schl.) Eichl. in memoriam revocat,
sed cum aliis Brasiliae Venezuelaeque nulla affinitate propter florem fructumque
intermedium ternationum prorsus sessiles.
Scandens absque radicellis aereis, ramis gracilibus, elongatis, teretibus,
parum ad nodos compressis, restrictim ramosus, cortice albescente laevi; inter-
nodiis 2-5 cm longis. Folia opposita, lanceolata vel oblongo-lanceolata, basin
versus angustata, minus ad apicem, extremo apice obtusiusculo et in apiculo
perparvo caduco porrecto, plana, glauco-viridia in statu sicco,, coriacea, rigida,
omnino nervis destituta nisi medio subtus indicato, stomatibus utrinque puncta-
ta, margine cartilagineo cincta, usque ad 6 cm longa, 1,5 cm lata; petiolo
limbo breviter marginato, 4-7 mm longo. Fructus solummodo suppetunt, flores
desunt. Inflorescentia solitaria, racemosa, 15-35 mm longa; racemis e 4-8
paribus ternationum conflatis, triadibus basi alternis, apicem versus oppositis,
interdum ad pseudocymas reductis. Flores laterales pedicellati, pedicellis 3-5
mm longis, ei centralis sessilis; pedunculo ternationum ad 5-8 usque in fructu.
Bracteae ad pedicellorum ápices insertae, deltoideae, denticuliformes, acutae,
1 mm tantum attingentes. Fructus glaucus, ellipsoideo-globosus, circiter 8-10
mm longus.
Viget in ripa fluminis Atabapo, ad fines fluvii Atacavi, Território Federal
Amazonas, Venezuela, E. Foldats 3.652 (14-IX-60).
É especialmente notável a descoberta desta espécie de Phrygilanthus,
pertencente a um pequeno grupo restrito (Cymosophrygilanthus) à região
andina de Chile, Peru e Bolívia, e Juan Fernandez, na bacia amazônica,
sob um clima equatorial. Isto faz recordar a descoberta de Acanthosyris
paulo-alvinii G. M. Barroso na floresta pluvial austro-bahiana, gênero
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que é , igualmente, preeminentemente andino. Phr. megatermicus carac-
teriza-se pela flor central séssil e pelas folhas glaucas estreitamente oblon-
gas ou lanceoladas.
Struthanthus porrectus Rizz., n. sp.
Ramis tetragonis foliisque apice porrecti3 facili negotio distinguitur.
Planta scandens, complexa, radicibus aereis manifestis, ramis obtuse qua-
drangulatis ramulisque quadrangulis, omnibus nigricantibus; nodis haud dila-
tatis, intemodiis 3-7 cm longis. Folia oblonga sed plerumque ovalia, basi
rotundata, extrema basi tantum breviter cuneata, apice acuminata vel caudata,
acumine longo et acutissimo, modice coriacea, siccitate fusca aut nigrescentia,
nervis venulisque fere semper omnino nullis, 3-6 cm longa, 2-3 cm lata; petiolo
supra canaliculato, 5-10 mm longo. Raceml e 3-4 paribus triadum conflati,
solitarii, 2-3 cm longi, rachi compresso-tetragona, pedunculis 6-12 mm longis
suffulti; pedunculis tenationum sursum versus amplioribus, 2-3 mm longis.
Alasbastra utriusque sexus clava tuia. Flores masculi 5 mm longi; calyculo
fere integro; tepalis lanceolatis acutiusculis, 4 mm longis; filamentis antheris
duplo triplo ve longioribus, gracilibus; antheris apice breviter apiculatis; stylo
staminibus breviore, stigmate capitellato. Flores feminei 5 mm longi; tepalis
3 mm longis; staminodiorum antheris cassis late oblongis fere foliaceis, valde
complanatis, apice obtusis haud porrectis; filamentis brevioribus latioribusque;
stylo magis elongato et crassiore, stigmate capitato crasso. Fructus latet.
Tipo: En las faldas boscosas a lo largo dei rio abajo el salto, Montafia
Paraguariba, Sierra de San Luis, Estado Falcon, Venezuela, collegit J. A.
Steyermark 99.443.
Struthanthus dissimilis Rizz., n. sp.
Foliis St. mucronato Steyerm. valde accedens sed longe distat floribus
parvis ternationibusque pseudocymosis.
Planta scandens, complexa, ramis crassis quadrangulatis, absque lenti-
cellis, laevibus; ramulis brevibus validis, foliosis; radicellis aereis crassiusculis.
Folia late oblonga, basi parum angustata breviter cuneiformia, apice rotun-
data haud raro leviter emarginata, novella brevissime mucronata, crasse co-
riacea, colore castaneo donata vel nigrescentia, stomatibus utrinque sub lente
nulU3, margine planta, prorsus enervia et avenia, nervo medio solummodo
subtus prominulo, 25-45 mm longa, 15—25 mm lata; petiolis 5-10 mm longis.
Flores pallide virides, 1,5-2 mm longi (calyculo computato), hexameri, feminei
tantum praesto sunt. Ternationes in umbellas biradiatas (pseudocymas) con-
natae; pedunculis umbellarum 3-5 mm longis, in fructiferis crassis compla-
natis striatisque, 5-8 mm longis; pedunculis ternationum trigonis, 2-5 mm lon-
gis. Alabastra elipsoidea 1 mm longa. Bracteae parvae, deltoideae, conchaefor-
mes. Calyculus evolutus, margine eroso denticulatus. Tepala crassa 1 mm longa.
Staminodia antheris cassis filamentis longioribus, complanatis, obtusis, oblon-
gis; filamentis latis, planis. Stylus valde crassus. Fructus globoso-elipsoideus,
4-5 mm longus.
Tipo: Sierra de Pakaraima, cabeceras dei Rio Paragua (Aguapira), a lo
largo de la frontera Venezolano-Brasilera, 1400m, Estado Bolivar, legit J. A.
Steyermark 107215 (5-V-1973); holotypus in RB.
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Psittacanthus calyculatus (DC.) G. Don var. wurdackii Rizz., n. var.
Ps. americano (L.) Mart. evidenter affinis ramulis quadrangulis florumque
fabrica, autem distinguitur statim foliis anguuste lanceolatis apicem versus
attenuatis utrinque trinerviis, ramisque sulcatis. Iisdem notis a Ps. calyculato
(DC.) G. Don discrepat primo vultu.
Fruticulus ramis crassis teretibus cortice sulcato ramulisque quadran-
gulatis ad nodos paulo complanato dilatatis. Folia anguste lanceolata, utrin-
que angustata, acuca, modice coriacea, nervis tribus fere paralellis pereursa,
ad lentem cum retículo venoso immerso, recta vel falcata, subsessili aut pe-
tiolis 2 mm tantum longis, ambobus paginis stomatibus fuscis punctata, 6-8 cm
longa, 6-10 mm lata. Fiores in ternationibus aggregati. Ternationes in umbellis
3-4 radiatis, umbellis in racemos breves cc. 3 cm longos ordinatis; pedunculis
cc. 1 cm longis; pedicellis 8-15 mm longis. Bracteae deltoideae, minutae.
Cupula parva, basin calyculi tantum cingens, denticulo laterali evoluto. Caly-
culus brevis, margine erosus. Alabastra Ps. calyculati nisi parum longiora et
crassiora, ad 45 mm longa. Perigonium ut in illa. Fructus latet.
Tipo: prope rupes circa fluvium Orinoco, cc. 100 m. s. m., Estado Bolivar,
Venezuela, inter fluvium Horeda et Cerro Gavilan, legerunt J. J. Wurdack & J.
V. Monachino 39909 (16-XII-55); holotypus in RB 106302.
Dendrophthora parvispicata Rizz.
Valde peculiaris ramis aphyllis nodosis aurantiacis spicisque auratis, 2-ar-
ticulatis 6-floris, solummodo 2-4 mm longis. In universum Phoradendro fragüi
Urban similis notis vegetativis, statim discrepat spicis inconspicuis antheris-
que Dendrophthorae.
Fruticulus erectus, monoicus, absque foliis, circa 20 cm altus; ramis oppo-
sitis, teretibus, nodosis, plus minusve aurantiacis vel fuscescenti-luteis, cortice
laevi indutis; internodiis 8-15 mm longis; ramulis colapsatis, dense papillosis,
papillis brevibus albisque obtectis. Folia squamiformia decidua, plerumque jam
delapsa, ovado-suborbicularia, camosula, crassa, circa 2 mm longa. Cataphylla
ad basin ramulorum obvia, bidentata, valida. Spicae auratae, sessiles, vulgo
2 pro axilla, 2-4 mm longae, plerumque 2-articulatae; articulo inferiore 2-floro,
superiore 6-floro cum flore apicali solitário; est et spicae 1-articulatae articulo
bifloro vel 6-floro ; flores masculi et feminei in eodem articulo mixti, unde
atirps monoica; foveis rachis margine ciliatis. Fructus ovoideo-globosus, in
vivo albescens, circiter 4 mm longus, 5 mm latus.
Tipo: Meseta dei Jaua, Cerro Jaua, cumbre de la porción Sur-oeste, sa-
bana al Oeste dei tributário dei Rio Marajano, 1800 m, J. Steyermark, V. C. Es-
pinoza & Brewer-Carias 109448.
A planta é muito peculiar pelos ramos sem folhas, nodosos, de cor
alaranjada, e pelas espigas douradas, bi-articuladas, 6-floras e apenas me-
dindo 2-4 mm de comprimento. Em face dos caracteres vegetativos gerais,
parece-se notavelmente com Phoradendron fragile Urban, porém, discrepa
imediatamente pelas espiguetas mínimas.
Dendrophthora jauana Rizz., n. sp.
Spicis cum D. guatemalensi Standl. tantummodo relaciones praebet, sed
longe divergit ramis crassioribus nodosis, ramulis papillosis, foliis rotundis
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cm ..
majoribus, etc. A D. ellipticu (Gardn.) Kr. & Urb. var. elliptica recedit ramis
crassioribus, nodosis, ramuluis densius papilliferis, forma foliorum spicisque
bitloris lantum.
Fruticulis fusco-ochraceus vel rufo-fulvus, dioicus, ramis crassis oppositis,
tereciDus, ad nouos manifeste incrassaiis; internodiis 15-30 cm longis; ramulis
papillis brevissimis hyalinis dense obtectis. Folia orbicularia, interdum latissime
elnpt.ca, crassissime coriacea, valde rigida siccitate, margine parum incrassato
cincta, prorsus avenia, pl.cato-rugosa, sessilia vel petiolo subnullo suffulta,
6-10 mm diâmetro (elliptica 5 x 6-10 mm). Cataphyila paulo supra basin ra-
muiourum valida, vagina bidentada ampla, denticulis acutis perspicuis. Spicae
femineae solitariae, brevissimae, sessiles, 2-3 mm longae, circa 2 mm latae,
1-articulatae, vagina bracteali ampla; floribus 2 tantum oppositis (raro cum
flore apicali unico, articulo 3-floro) ; occurrunt rarius spicas 2-articulatas flo-
ribus 2 pro articulo, floribus 4 dispositis in paribus 2 decussatis. Fructo deest.
Tipo: Meseta dei Jaua, Cerro Jaua, cumbre, porción Sur-oeste, selva de
árboles promedio de 20-25 m, 1800 m, J. Steyermark, V. C. Espinoza & C. Bre-
wer-Carias 109667.
Apresenta relações tão-somente com D. guatemalensis Standl. em vir-
tude ctas espigas identicamente organizadas, mas de resto é muito dife-
rente. De D. elliptica (Gardn.) Ka. 8c Urb. var elliptica logo se afasta
pelas espigas bifloras e, ao demais, pela forma das folhas.
Phoradendron longipetiolatum Urb.
Fruticulus parvus fuscus ramis teretibus ramulisque modice complanatis,
novellis compresso-subtetragonis; intemodiis 2-6 cm longis. Cataphyllares va-
ginae 2-3 raro 4-5 paria, acute bidentada, tubum haud formantes, cc. 1 mm
longae. Folia lanceolata, plerumque falcata, utrinque attenuata, basi cunefor-
mia, apice obtusa, membranaceo-coriacea, nervo centrali distincto, nervis late-
ralibus gracilibus sed prominulis et evidenter pinnatis, elongatis, absque rete
venarum, margine cartilagineo cincta, 6-9 cm longa, 1-2 cm lata; petiolus
circa 1 cm longus. Spicae solitariae ad axilla3, vulgo 3-articulatae, cc. 2 cm
longae, 2-4 mm longe pedunculatae, basi 1 prophyllo suffultae; articulis crassis,
5-7 mm longis, 6-20-floris, vulgo 12-14-floris, floribus 6-seriatis.
Ad Ph. heydeanum Trel. solummodo accedens, foliis Ianceolatis angustio-
ribus, cataphyilorum numero ampliore floribusque sexseriatis satis distat.
Crescit in silva nebulari inter Portachuelo et Fefiita, haud procul a
ilumine Chichiriviche, 8-10 km a Geremba, 1300-1500 m, Distrito Federal, Ve-
nezuela, legerunt J. A. Steyermark, G. Bunting & R. Dressler 98262 (l-V-1967);
holotypus in RB.
Entre as espécies peninérveas e com catáfilos somente basais distin-
gui-se pelas folhas estreitas, sem nervura central e pelas nervuras se-
cundárias evidentemente proeminentes.
Phoradendron falconense Rizz., n. sp.
Inter Gardnerianas Trel. distinguitur foliis majoribus, tenuiter coriaceis,
undulatis, spicisque gracilioribus.
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Fruticulus minutus, gracilis, fusco-luteolus, ramis ramulisque teretibus,
repetite dichotomo-ramosus; internodiis 2-8 cm longis. Cataphylla ad omnes no-
dos extantes, 1-2 paribus, exigua, bidentata. Folia lanceolata vel oblongo-lan-
ceolata, interdum leviter falcata, basi apiceque angustata, imo apice acutius-
culo, membranacea, margine undulata et vulgo, crenato-undulata, frequenter
subrevoluta, nervo centrali nullo, nervis lateralibus subtilibus sed ad lentem
visibilibus, elongatis pinnatisque, 6,10 cm longa, 12-30 mm lata; petiolus 3-8 mm
longus. Spicae pergraciles, solitariae, 4-6 mm tantum longae, mox usque ad
15 mm, ad dichotomias congestae, biarticulatae, articulis fere semper bifloris
rariusve 6-floris, in 2 (4) seriebus. Fructus ovoideus, 4 mm longus, tepalis
inflexis applicatisve.
Lectum in silva ad Sierra de San Luiz, Montana de Paraguariba, 1300 m,
Edo. Falcon, Venezuela, a J. A. Steyermark 99488 (23-VII-1967) ; holotypus
in R.B
A espécie é bem caracterizada pela ramificação dicotômica, folhas
crenado-onduladas e artículos em grande maioria portadores de apenas
2 flores.
Phoradendron semivenosum Rizz.
Prope Ph. multif oveolatum Eichl. inserendum, cui valde affine, discernitur
tantum spicis articulisque brevioribus, his floribus minus numerosis gerentibus,
et foliis basi haud amplexantibus; etiam ramis gracilioribus quam in 111o.
Fruticulus parvus fuscus ramis teretibus ramulisque ancipitibus, sub no-
dos compresso-dilatatis, nonnullis subquadrangulatis; internodiis gracilibus,
2-6 cm longis. Cataphyllares vaginae 1 ad internodia basilaria, valde reducta,
vix bifida. Folia lanceolata, utrinque attenuata, basi longe angusteque cuneata,
acutiuscula brevissime apiculata, fere membranacea, trinervia, nervis centrali
et duobus lateralibus admodum gracilibus sed detergibilibus, oculo armato re-
ticuluo venoso laxissimo ornata, 6-9 cm longa, 10-15 mm lata, haud raro di-
midiata, i e., uuno latere quam alter rectiore; petiolus 5-8 mm longus. Spicae
gracillimae, vulgo 2-nae ad axillas, ad 3 cm longae, plerumque 4-articulatae,
articulis circa 1 cm longis, floribU3 34-44 in 6 seriebus.
Vivit in silva prope Canaima, Edo. Bolivar, 400 m, Venezuela, coll. J. A.
Steyermark 106372 (18-VII-1972) ; holotypus in RB.
À primeira vista este vegetal lembra bem Ph. multifovealatum Eichl.
pelo aspecto geral e caracteres essenciais. Mas, suas espigas mais curtas e
artículos menos providos de flores identificam-no seguramente como en-
tidade sui generís. Além disso, Ph. multifoveolatum possui base foliar se-
mi-amplexicaule, o que não se observa no casu.
Phoradendron scariosum Rizz.
Ph. aperto Trel. manifeste proximum, dignoscitur foliis duplo magnioribus
6-10 mm longipetiolatis articulisque crassioribus.
Fruticulus robustus ramis crassis teretibus oppositis copiosis ramulisque
ancipito-quadrangulatis; internodiis 2,5-5 cm longis, sub nodis ampliatis. Va-
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cm ..
ginae cataphyllares 1-2 ad intemodia basilaria, parvas, bidentatae. Folia in
universum elliptica, novella ovado-elliptica, haud raro plus minusve dimidiata,
basi modice angustata, apice rotundata, modice coriacea, margine leviter un-
dulata et imprimis juventude calloso-albescentia, nervo centrali in novellis
subtus prominuio albicante, nervis secundariis vix notais palmatisque, 7-13 cm
Jonga, 2,5-5 cm lata; petiolus applanatus,, 7-12 mm longus, Spicae 1-2-nae,
1-2,5 cm (in fructu) longae, crassae, fere sessiles; articulis 3 subglobosis cc.
4 cm longis, f oveis amplis 1-2 mm diâmetro profundis margine elevato ciliatis;
floribus vulgo 6(8) in seriebus 4, rarius ad basin spicarum usque ad 10. Fructus
immaturus ellipsoideus, maturitate paene globosus, 4-5 mm longus, perigonio
tepalis parum apertis.
In silva inter Alto Hatillo et Vista Linda, haudu procul a Calle Alto Ha-
tillo, prope flumen Guarita, 1150 m, Edo. Miranda, Venezuela, collectum a
J. A. Steyermark 111845 (10-VIII-1975) ; holotypus in RB.
Planta especialmente robusta, com ramos grossos e folhas magnas,
porém, ao lado disso, levando espigas pequenas, conquanto igualmente
crassas, providas apenas de 6 flores por artículo, menos vezes 8 ou 10,
mais raramente ainda. Ao demais, suas tépalas nos frutos mostram-se
pouco abertas. Mediante tais fatos morfológicos, aparta-se de Ph. aperto
Trel., que lhe é indiscutivelmente vizinho.
Phoradendron berryi Rizz., n. sp.
Ph. aperto Trel. quoque patenter affine, foliis apice angustatis margineque
undulatis spicisque 14-22-floris (nec 6-8-ffloris ut Trelease indicavit) ab eo
discrepat.
Fruticulus humilis fere totus niger siccando, ramis oppositis compresso-
ancipitibus ramulisque fortiter tetragonis vel ancipito-quadrangulis; interno-
diis 1,5-4 cm longis. Folia oblongo-lanceolata, utrinque attenuata, apice obtu-
siusculo imprimisque in novellis breviter apiculato, modice coriacea, margine
solemniter undulata jam prpima juventute, porsus avenia rariusve nervis vix
indicatis, nervo centrali nullo, 4-7 cm longa, 15-25 mm lata; petiolus 5-8 mm
longus. Rami foliaque maculas sive laminullas rubras nitidas ferunt irregula-
riter; an constat ? Spicae graciles, 3-4-articulatae, fere sessiles, 1-2 cm longae,
cataphyllis exiguis acutisque; articulis 4-6 mm longis, floribus 4-seriatis (14)
18-22 gerentibus. Fructus novus tepalis paulum apertis.
Legit in silva prope Macururo, via ad Santa Bárbara dei Orinoco, Terri-
tório Federal Amazonas, Venezuela, P. E. Berry 734 (26-V-75); holotypus
in RB.
Espécie interessante, sem dúvida bem aparentada a Ph. apertum Trel.,
mas logo se individualizando pelas folhas estreitadas na direção do ápice
e fortemente onduladas, ao demais dos râmulos robustamente angulosos
e artículos plurifloros.
Phoradendron pseudomucronatum Rizz., n. sp.
Ph. mucronato (DC.) Kr. & Urb. primo vultu in universum sat simile, sed
re vera valde recedit foliis atro-castaneis translucidis penninerviis, ramulis mi-
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nus argute angulosis fructibus laevibus; praeterea articuli vulgo 6-10 floribus
gaudent. Inter species hujus generis in Venezuela vigentes admodum pecuUare.
Inter Penninervias Trel. nulla affinitate.
Fruticulus robustus colore atro-castaneo fere niger, ramis elongatis com-
pressis basinque versus teretibus sub nodis dilatatis, ramuiis ancipitibus ad ex-
tremitates tetragonis; internodiis 4-8 cm longis in nostro. Cataphylla 1 par ba-
salia, parva, bidentata. Folia latissime elliptica vel orbicularia, apice late ro-
tundata. integra aut retusa, basin versus paulum cuneata, coriacea, plana, nervo
centrali nervisque lateralibus 4-6 basalibus pinnatisque fere aequaiter promi-
nulis, retículo venoso impresso sed ad lentem perspicuo, contra lucem inspecta
praecipue novella translucentia et saturate castanea vel fusco-rubra, 2,5-4 cm
longa, 2-3 cm lata, rotundata prope 2-2,5 cm diâmetro; petiolus subnullus vel
2-4 mm longus. Spicae 1-2-nae ad axillas, 6-12 mm longae, 2-3-articulatae,
2-3 mm longe pedunculatae, absque prophyllis ad basin, articulis 6-10-floris,
raro ad 14- floris, seriebus florum 4. Fructus novus tepalis inflexis applicatisve,
epicarpio laevi obtectus.
Habitat ad Gran Sabana, in vicinia Arautá-parú, 1350-1400 m, Edo. Bo-
lívar, Venezuela, super arbusta tortuosa quos ad terram sabulosam vigent,
lectumque a J. A. Steyermark & G. et E. Dunsterville 104167 (21-XII-1970) ;
holotypus in HB.
Esta espécie mostra-se notável pelas folhas quase negras e translú-
cidas, as quais examinadas contra a luz, revelam coloração castanha; além
disso é portadora de 4 nervuras basais, porém, nitidamente penadas e de
espigas muito pequenas, com artículos paucifloros. À primeira inspecção,
parece-se sobremaneira com Ph. mucronatum (DC.) Kr. & Urb., o nosso
Ph. emarginatum Mart. da Flora Bras., mas tão-somente quanto aos as-
pectos gerais, porquanto, a última espécie é amarelado-esverdeada em
seco e conduz: folhas opacas, ramos agudamente angulosos, nervuras
palmadas, .flores comumente 4 à volta do artículo e frutos verrucosos
desde o início do desenvolvimento.
Phoradendron atrorubens Rizz., n. sp.
Ph. hexasticho (DC.) Gris. appropinquat, foliis crassioribus obscure ru-
bescentibus, nervis pinnatis manifeste magis regularibus, cataphyllis 2 (3)
altius insertis floribusque quadriseriatis 10-14 tantum pro articulo longe dis-
tinctum.
Fruticulus valde robustus totus colore atro-rubro perfusus, ramis eximie
crassis et eomplanatis, ancipitibus, ramuiis lateralibus fere teretibus apicali-
busque optime ancipitibus; internodiis ad 15 cm longis. Vaginae cataphyllares
vulgo 2 rariusve 3, 1-5 cm supra basin internodiorum distributae, bidentatae,
tubulosa, circa 3 mm altae. Folia adulta ovata, juniora frequenter oblonga, e basi
ampliore rotundata apicem versus modice angustata sed extremo apice obtuso,
crasse coriacea, contra lucem translucentia et saturate castanea aut vinosa,
margine haud incrassata, nervo centrali crasso utrinque aequaliter prominulo,
ei lateralibus 5-7 obliquis regulariter pinnatis secundum nervum centralem,
10-15 cm longa, 5-7 cm lata; petiolus 1,2-2 cm longus. Spicae robustae, cc. 3 cm
longae, 3-articulatae, pedunculo 1 cm longo 1 prophyllo basali ornato; articulis
10-14-floris in 4 seriebus, vaginibus bractealibus margine ciliatis.
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cm ..
Provenit in silva nebulari ad Páramo de Tamá, super Betania et Tamá
prope Quebrada Buena Vista, 2300-2450 m, Edo. Tachira, Venezuela, legerunt
J. Steyermark & G. et E. Dunsterville 98799 (24-V-1967); holotypus in RB.
Espécie absolutamente caracterizada pelas grandes folhas ovadas, pe-
ninérveas mui regularmente para o gênero, e grossos ramos ancipitais, todos
de um vermelho-escuro vinhoso; as folhas mostram-se ainda translúcidas.
Quenanclos fatos, aliados aos artículos paucilloros, tornam-na muito bem
definida e distinta entre as Pteroneurae Trel., grupo em que deve inse-
rir-se .
Phoradendron dunstervillorum Rizz., n. sp.
Inter Penninervias-Pteroneuras Trel. facile negotio recognoscitur foliis an-
guste oblongs. Magis affine Ph. brittoniano Rusby, quod folia 8 x 11 cm arti-
culosque circiter 14-floros floribus quadriseriatis fert.
Fruticulis fusco-rubens ramis teretibus subter nodos leviter dilatatis ra-
mulisque obtuse quadrangulatis; internodiis 3-6 cm longis. Cataphylla 1 par
basale, vulgo alterum accedit 15-25 mm altius, annularia, margine integro
rotundato, in ramulis novellis solummodo dentata. Folia anguste oblonga, basi
cuneiformia, ad apicem rotundatum parum angustata, optime falcata, nonnulla
dimidiata, modice vel molliter coriacea, margine cartilagineo rubescente cincta,
nervis (incluso ei centrali impresso) 4-6 longitudinalibus patenter pinnatis
prominulisque, 1,5-2, 5 cm lata, 7-11 cm longa; petiolis 7-10 mm longis. Spicae
vulgo solitariae rariusve binae, fructificatione 4-7 cm longae, saepissimae 4-ar-
ticulatae, pedunculo fere nullo, 1 prophyllo suffulto; articulis 10-15 mm longis,
teretibus sed cum baccis plus minusve turbinatis, 18-30-floris floribus sexse-
riatis. Fructus albis, globosis, 4 mm diâmetro, tepalis omnino applicatis' pe-
rigonio clauso coronatus.
Provenit in vicinia Canaima, 400 m alt.. Estado Bolivar, Venezuela, leg.
J. A. Steyermark (106379 (18-VII-1972) ; holotypus in RB.
Esta planta, ao primeiro exame, recorda Ph. perrottetii (DC.) Eichl.,
mas se distingue desde logo pelas nervuras penadas e folhas mais es-
treitas.
Dendrophthora capitellata Rizz., n. sp.
Dendrophthora capitélata Rizz., n. sp.
Planta robusta luteo-fuscescens, dioica, ramis crassis oppositis, ramulis
modice compressis plicato-rugosis, propter apicem papillis brevissimis obtec-
tis, absque cataphyllis; internodiis 2-3,5 cm longis. Folia oblonga, interdum le-
viter' obovata, apicem versus basinque parum attenuata, acutiuscula, crassa,
côncava, nervis carentia, sessilia, 5-10 mm longa, 2-3 mm lata. Spicae fe-
minae articulum unicum gerentes solemniter globosum jam prima juventute,
mox leviter turbinatum, crassum, minores 3-5 mm diâmetro, majores ad 5 x 8
mm usque; artículo apicali parvo parum evoluto haud raro praeditae; pe-
dunculo 3-6 mm longo, prophyllo basali destituto, distali cyathiformi; floribus
immersis 6-20 in 4-6 seriebus sed irregulariter. Fructus circa 3 mm diâmetro,
albus ad apicem leviter rubrus.
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Habitat ad Rio Blanco, Peru, 500 m. s. m., legit Macbride & Feathers-
tone 1606 (8-19-HI-1922) ; holotypus in NY. Etiam ad Tambo de Vaca, Peru,
390 m. alt., coll. J. F. Macbride 4383 ( 10-24- VI-1923).
A D. mesembryanthemifolia Gris. ex Urb. discernitur articulis evolutis so-
litariis et optime globosis vel globoso-turbinatis; praeterea est dioica.
A espécie é notável pelas inílorescências femininas dotadas de 1 artí-
culo globoso e quando mais velho globoso-turbinado. Foi identificada
como D. mesembryanthemifolia Gris. ex Urb., com a qual realmente é
bastante parecida. Contudo, quejando artículo e o fato de ser dióica afas-
ta-a decididamente dela e outras do mesmo grupo específico. Aproxima-se
de D. longepedunculata Rizz, venezuelense, em face das espigas uniarti-
culadas, mas a última é monóica e leva artículos alongados e delgados,
além das folhas longamente espatuladas. Deve destacar-se que é uma espé-
cie de baixa altitude, fato invulgar no seu gênero, que freqüentemente
habita grandes elevações.
Dendrophthora pluriserialis Rizz., n. sp.
D. mesembryanthemifoliae Gris. ex Urb. primo adspectu similis, ramulis
ac spicis absque papiüis articulisque 42-120-floris 6-10 seriatis facile discrepat.
Planta modice ramosa fere nigra, subaphylla, dioica, fere epapillosa, ra-
mulis compressis cataphyllis dificientibus; internodiis 1,5-3, 5 cm longis. Folia
obovata seu obovato-oblonga, basin versus longiuscule attenuata, apice obtusa,
crassa, côncava, enervia, solummodo ad apicem ramulorum extantia, 6-10 mm
longa, 1-3 lata, sessilia. Spicae plerumque 1 — articulatae rariusve 2 — articula-
tae, solitariae, penduculo 812 mm prophyilis basalibus 2 separatis acutis ciliatulis
10-16 mm longis, arcte 42-120-floris in 6-10 seriebus. Fructus desideratur.
suffultis; articulis masculis irregulariter rectangularibus, haud dilatatis, vulgo
Vivit ad Cani haudu procul a Mito, 2550 m. alt., collegit J. F. Macbride
3477 ( 16-26-1 v -1923), Peru; Peru; holotypus in NY.
A planta apresenta, como peculiaridade marcante, as flores ordena-
das em mais de 6 series, coisa que, tanto quanto pude apurar, não se co-
nhecia antes (mesmo em Phoradendron, gênero muito semelhante, porém,
muito maior, o fato é excepcional). E, ainda, uma sorte de subafilia, visto
as folhas só serem notadas nas pontas dos râmulos. Além destes fatos ine-
rentes, foge de D. mesembryanthemifolia, da qual mostra os traços gerais,
pela quase total ausência de papilas nas inovações e pelas espigas pratica-
mente uniarticuladas.
As duas novas entidades peruanas supra-erigidas discrepam das mais
aparentadas em consonância com a chave subseqüente:
!• Folia 7-30 x 20-50 mm.
■D. hexasticha v. Tiegh., D. subtrinervis (Rusby) Urb. e D. chrysostachva
(Presl) Urb.
21
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
1. Folia usque ad 5 x 16 (20) mm.
2. Spicae 1 — articulatae, raro 2 — articulatae.
3 . Articuli globosi aetate globoso — turbinati, 4 — 8 mm longi, 3-5 mm
longi, 3-5 mm lati; floribus femineis 6-20 irregulariter 4-6 — se-
riatis; dioica, foliis oblongis vel parum obovatis.
D. capitellata
3. Articuli elongati, 4-16 mm longi; floribus femineis biseriatis vel
ignoti, floribus masculis 30-120 in singulis articulis.
4. Monoica; foliis longe spathulatis; articulis masculis 30-60 —
floris in 6 seriebus femineis 4-14 vulgo biseriatis:
D. longepedunculata
4. Dioica; foliis parum obovatis, basin versus haud longe angus-
tata; articulis masculis 42-120 — - floris, floribus in 6-10 se-
riebus arcte ordinatis.
D. pluriserialis
2. Spicae 2-3 — articulatae, cum ramulis densissime papillosae; monoica,
articulis 18-42 — floris sexeriatisque.
D. mesembryanthemifolia
Phoradendron agostinorum Rizz., n. sp.
Planta elegans, P. rubro similis, ramis ramulisque gracilibus, teretibus,
apicem versus vix compressis; internodiis 2,5-7 cm longis. Cataphyllorum 1 par
basale, tubulosum, ca. 2 mm altum, margine obtusum scariosumque. Folia
oblonga assymetrica, dimidiata vel falcata, basi breviter cuneata, apice obtusa
aut rotundata, tenuiter coriacea vel membranaceo-coriacea, contra lucem ins-
pecta paullum translúcida, margine cartilaginosa et rubescentia, nervis 5-8 lon-
gitudinalibus, manifeste reticulata, omnibus prominulis, 4-6 cm longis, 1-1,5 cm
ancho; petiolo gracili, 3-5 cm longo. Spicae solum fructiferae, 1-2 — nae ad axil-
las, 3-4 — articulatae, 3-4,5 cm longae, pedunculo 4-5 mm vagina sterili tubu-
losa ornato; articulis usque ad 15 mm longis, plus minusve fusiformibus, 14-26-
floris em 4 seriebus. Fructus globoso-ellipsoideus, ca. 3 mm longus, tepalis in-
flexis, perlgonio leviter aperto.
Affine P. rubro (L. ) Gris., foliis dimidiato-falcatis valde nervosis, cata-
phyllis tubulosis floribus numerosioribus facili negotio cognoscitur. P. parieta-
rioides divergit foliis symmetricis obtusis cataphyllisque haud tubulosis. Inter
Andinas Trel. foliis parvis, reticulatis, dimidiatis discernitur.
xiolotipo: Prope Churuguara, 650 m, Estado Falcon, L. Aristeguieta 3440
(XH-1953).
Phoradendron filispicum Rizz., n. sp.
A P. wawrae Trel. differt ramulis teretibus, cataphyllis duobus et foliis
obovatis brevioribus; P. domingensi Trel. iisdem notis. A P. tenuiflforo Ste-
yerm. & Maguire distat ramulis teretibus, foliis obovatis fructibusque elon-
gatis.
SciELO/JBRJ
cm
Planta gracilis ramis cylindricis, gracilibus, ramulis fere teretibus. Cata-
phylla 2 panbus, usque ad 2 cm supra basin ramulorum, minuta, leviter den-
ticulata. Folia obovata, interdum oblongo-obovata, basi gradatim angustata,
apice late roamaaia, ngide coriacea, 3-o nervis palmatis prominulis sed inter-
aam subnuli.s, 1,5-2, 5 crn lata, 3-6 cm longa; petiolo 2-4 mm longo. Spicae fili-
formes, 1-4 ad axillas, 3-6 — articulatae, 1-2 cm longae, pedunculo 1-2 mm
longo suffultae, 1-2 propbyllis bidentatis ornato; articulis minutissimis, bifloris,
floribus supra médium insertis. 1 ructus ellipsoldeus, 4-5 mm largo prope api-
cem articuli positus, perigonio aperto coronatus, tepalis erectis, in vivo rubes-
cens.
Holotipus: Los Guayabitos, El Volcán. 1300 m, Estado Miranda, F. Pan-
nier 659. Etiam ibidem, 1350 m. V. Vareschi & F. Pannier 2841; silva nebula-
ris, supra Baruta, 1500 m, J. A. Steyermark 90871.
Phoradendron glauco-lutescens Rizz , n. sp.
Inter Penninervias Percurrentesque abhorret foliis.
Rami ramulique exacte teretes, obscure olivacei, internodiis 5-9 cm longis.
Cataphyiiorum paria 2-4 ad omnia internodla, bifida, acuta. Folia oblonga, ex-
tremitates versus fere aequaliter angustata, apice obtusa, modice coriacea, co-
lore glauco leviter lutescente donata, margine minute crenulato-undulat-a et le-
viter mcrassata, nervo medio subtus evidenter elevato, lateralibus circa 4 paria
pinnatis secundum nervum centralem, obsolete impressis, interdum fere nullis,
10-20 cm longa, 4,5-6 cm lata; petiolo indistincto a limbo, circa 5 mm longo.
Spicae 1-2-nae ad axillas, rectae, teretes, graciles, circiter 4 mm longae, 5-arti-
culatae, penduculo ad prophyllum unicum poculiformem 3mm altum redacto;
articulis 5-6mm longis, 18-24 — floris in seriebus 6.
Habitat ad Reserva Florestal Rio Tocuyo, Estado Yaracuy, Venezuela, le-
glt C. A. Blanco 995 (VIII-1970). Holotypus in VEN.
Phoradendron microps Rizz., n. sp.
Aphyllia cataphyllisque ad P. fragile Urb. accedit. autem ramis haud ar-
ticulatis, statura humiliore, spicis solitariis brevioribusque et floribus usque ad
20 pro articulo sat bene distinguitur.
Plantula ad ramos paucos reducta, ramulis teretibus usuque ad 8-10 cm
longis, nigris, foliis 6quammiformibus valde minutis praeditis, cataphyllis ba-
salibus solummodo brevibus margine scariosis crenulastique; internodiis 2-4 cm
longis. Spicae solitariae ad axillas squammarum, 4-articulatae, robustae, 3-4 cm
largo, pedunculo 5-6 mm longo prophyllis duobus basalibus; articulis anguste
fusiformibus, basi absque floribus, 15-20 — • floris, vulgo 18-floris, floribus 3
supremis probabiliter masculis ob foveas vacuas. Fructus immaturus globosus,
perigonio clauso coronatus, in vivo viridis.
Holotipus: Parque Nacional Henry Pittier, Rancho Grande, in silva nebulari.
G. Agostini & M. Farinas 12 (XI-1962), VEN.
Phoradendron nitidulum Rizz., n. sp.
Planta parva, dioica, ramis parum nodosis, teretibus, ramulis vix compres*
ais et ancipitibus extremitates versum; internodiis 2-6 cm longis. Cataphyllares
vaginae 2, rarius 1 vel 3, 5-15 mm supra basin insertae, bifidae, bidenticulatae.
23
SciELO/JBRJ
Folia ovato-lanceolata, frequenter lanceolata ima basi breviter cuneiformia,
apicem versus longe attenuata, acuminata, acuta, acumine vulgo falcato, modice
coriacea, absque nervis, utrinque sub lente rugosa et nítida, margine leviter in-
crassata, 4-8 em longa, 1,5-3 cm lata; petiolo 3-5 longo, gracili. Spicae femineae
solitanae, 8-15 mm longae, 2-3 — articulatae, peaunculo 3-4 mm longo pro-
phyllo basali minuto instructo; articulis crassis, fere globulosis, 3-5 mm ion-
gis, conscanter 6-floris, rarissime 10-floris, seriebus florum 4. Fructus valde
juvemlis.
Holotypus : Chimantá, Chimantá-tepui, 1700 m, Estado Bolivar, J. A. Ste-
yermark 75508; eliam ibidem, 1975 m, J. Steyermark & J. Wurdack 994; ibi-
dem, silva humili, 2150 m, Steyermar & Wurdack 1019.
Phoradendron nodulifer Ri/z., n. sp.
Valde simile F. bnthyorycto Eichl., sed longe divergit fructu noduloso peri-
gonioque tepalis inflexis sed ample aperto.
Planta robusta, dioica, ramis fortiter crassis, nigris, dilatatis ad nodos, api-
cem versus multum compressis et acute angulosis, ancipitibus vel quadrangulo-
compressis; internodiis 4-10 cm longis. Cataphyllaris vagina 1 solitaria, basa-
lis, bifida, margine obtusata, leviter cubuluosa. Folia in universum oblonga,, basi
breviter cuneaia, apice rotundata, modice coriacea, frequenter undulata, ner-
vis 5-7 longitudinalibus impressis, parum perspicuis, 7-12 (15) cm longa, 3-7
cm lata; peciolo limbo marginato, 5-12 mm longo. Spicae elongatae crassaequeu,
1-3-nae, 3-5-articulatae, 5-9 cm longae, pedunculo subnullo vagina sterili
ampla ornato; articulis subcylindicis, cum fructibus turbinatis, íoveis pro-
fundis, 15-25 mm longis, 26-42 floris, floribus 4-seriatis, solum fefmineis cogni-
tis. Fructus globosus, cc. 2 mm diâmetro, in vivo aurantiacus, manifeste ver-
ruculosus in parte superiore ab initio incrementi, perigonio ample aperto tepalis
inflexis ochraceis.
Holotipo: Quebarada Araguato, entre Cerro Pozo y Cerro Moporal, alrede-
dores de Buruica, Dto. Democracia, 560-620 m, Estado Falcón, G. & T. Agostini
1029 (I-IU-72).
Não deixa de ser notável achar-se uma espécie deste gênero pratica-
mente igual a P. bathyoryctum e, no entanto, diferente dele pelos frutos
providos de nódulos, além do perigonio lúteo. Eis um caso, entre outros
que se verificam de quando em quando, que sugere íortemente especiação
recente via mutação: duas plantas por assim dizer iguais, porém, diferindo
por um único caráter — o fruto noduloso e com perigonio amarelo-ocre.
Phoradendron plerocymosum Rizz., n. sp.
A. P. cymoso Urb. distat nodis dilatatis, cataphyllis parvioribus et praeser-
tim spicis gracilioribus ad nodos numerosis congestisque. A P. dichotomo
(Bert.) Kr. & Urb. recedit spicis congestis floribusque 6-seriatis cum ramis no-
dosis.
Planta dichotomice ramosa, ramis cymosis, dichotomiis ramulorum spicis
terminatis, ramis teretibus ramulisque parum compressis; internodiis 4-10 cm
longis; nodis optime incrassatis. Cataphyllares vaginae semper 2 ad omnes in-
ternodios, profunde bifidae, denticulatae, margine pallidae provectiore aeta-
24
SciELO/JBRJ
cm
te. Folia oblonga vel oblongo-orbicularia, basi apiceque modice attenuata, ob-
tusa, haud rigide coriacea, fere enervia aut nervis 3 longitudinalibus obsolete
impressis, 7-10 cm longa, 3-6 cm lata; petiolo marginato, lato, parum a limbo
distincto, 5-15 mm lato. Spicae numerosae, congestae, una semper terminalis
in dichotomiis, 4-6-articulatae, graciles, 2-4 cm longae, pedunculis 4-5 mm lon-
gis; articulis 4-10 mm longis, plus minusve teretibus, 18-38-floris (ad 44-floris
usque) in 6 seriebus rariusve 4.
Holotypus: Silva ad Catuche, 1000 m, prope Caracas, legit H. Pittier 1068
(25-111-1917), VEN.
Phoradendron ramiaei Rizz., n. sp.
Foliis P. tepuianum Steyerm. in memoriam revocat, petiolis brevioribus,
spicis longioribus floribusque sex-seriatis abhorret. Á P. leptarthro Rizz. dig-
noscitur foliis fere enerviis, crassioribusu, ad margines et nervum centralem
albido-callosis, petiolis haud amplectentibus spicisque paucifloris.
Planta monoica, ramis oppositis elongatis gracilibus teretibus, ramulis paene
cylindricis; internodiis 2-7 cm longis. Cataphyllorum 1 par basale, margine
obtusum, scariosum. Folia oblonga, basi parum angustata, apice rotundata, ri-
gide coriacea, fere nervis destituta, margine et nervo centrali calloso-albescen-
tibus, 5-8 cm longis, 1,5-3 cm latis; petiolo 5-7 mm longo. Spicae 1-3-nae, gra-
ciles, fere cylindricae, 4-6-articuulatae, 2, 5-4,5 cm longae, penduculis 2-3 mm
longis; articulis teretibus, 7-10 mm longis, 22-26-floris in seriebus 4.
Holotypus: Prope Santa Teresa, carretera a Altagracia de Orituco, Vene-
zuela, coll, M. Ramia 760 (27-VII-52), VEN.
Phoradendron rotundifolium Rizz., n. sp.
Cataphyllis breviter tubulosis, foliis orbicularibus crassioribus, interno-
diss haud compresso-ancipitibus et sub nodis dilatatis spicisque fructiferis
crassioribus obscure rubentibus a P. ivilliamsii Rizz. differt. A P. ovalifolio
Urb. vix recedit cataphyllorum vagina unica evidenter brevitubulosa foliisque
4-seriatis (nec 6-seriatis) semper 6 pro articulo.
Planta robusta, dioica, ramis crassis, teretibus, sulcatis, ramuluis parum
rotundis, retusis spicisque congestis ad axillas, 3-articulatis, etiam floribus
rotundis, retusis spicisque congestis ad axillas, 3-articulatis, etiam floribus
compressis, internodio terminali fere ancipitali; internodis 3-9 cm longis. Cata-
phyllorum vaginae 1 par basale solum, breviter tubulosum, leviter bifidum.
margine obtusum, edenticulatum. Folia orbiculari-elliptica u orbicularia, sym-
me coriacea, margine cartilaginosa et rubescentia, subtus absque nervis, supra
métrica, basi breviter cumeiformia, apice nunc integra nunc retusa, rigidissi-
nervis 5 palmatis obsolete impressis ornata, utrinque stomatophora, 4-6 em
longa, 2,5-4 cm lata; petiolo marginato, parum distincto a limbo, 5-8 mm longo.
Spicae congestae, rubentes, in fructo plerumque, 3-articulatae, floriferae cc. 1
cm longae, fructiferae 1,5 cm, pedunculo subnullo; articulis femineis semper
6-6-floris in 4 seriebus. Fructus castaneus, ovoideus, 5 mm longus, tepalis in-
flexis coronatus.
Holotypus: Parque Nacional Yacambú, Estado Lara, legit R. F. Smith
V3373 (17-11-68), VEN.
25
SciELO/JBRJ
Phoradendron theloneuron Rizz., n. sp.
Recognoscitur a P. baileyae Trel., cui in universum proximum, foliis utrin-
que secundum nervos ad basin nodulorum seriebus obsitis nervisque magis pro-
minulis. A P. rubro (L.) Gris. fructibus elongatis nodulisque.
Planta humilis habito, ramis modice nodosis, ramulis argute quadrangulari-
bus, sub lente nodulosis vel verruculosis, apicem versus compresso-tetragonali-
bus; internodiis 2-5 cm longis. Cataphylla 1 par basale, minuta, annuliformia,
víx bidentata. Folia oblongo-obovata aut oblonga, basin versum bene angus-
tata, apice rotundata, frequenter plus minusve falcata, membranaceo-coriacea,
paullum translúcida, nervis 5-6 longitudinalibus perspicuis percursa, tenuiter re-
ticulato-venosa, e basi usque ad médium secundum nervos nodulis visibilibus
nudo oculo praedita, praecipue in foliis adultis, margine parum cartilaginosa,
3-6 cm longa, 1-2 cm lata; petiolo 2-4 mm longo. Spicae 1-2 ad axillas, 3-6-arti-
culatae, floriferac 7-15 mm longae, fructiferae ad 5 cm usque, peduneulis 1-2
mm longis; articulis leviter fusiíormibus, in fructo ad 10 mm longis, 6-10-floris
in seriebus 4. Fructus elongatus, ellipsoidalis, niger, laevis, 5-6 mm longus, in
vivo viridis, tepalis erectis, perigonio aperto.
Holotypus: Cerro San Borja, Medio Orinoco, Estado Bolivar, Venezuela, J
Wurdack & J. Monachino 41415 (29-1-56), VEN.
Psittacanthus gracilipes Rizz., n. sp.
P. lasseriano Rizz. evidenter proximus, discernitur lobis perigonni brevio-
ribus papillosisque, staminibus pilis elongatis instructis et imprimis pendulis
pedicellisque ruío-lepidotis. P. crassofolius Mart. est valde affinis, sed distin-
guitur floribus in ternationibus, perigonio breviore, peduneulis brevioribus cras-
sioribusque, foliis magis crassis; praeterea, perinonioum supra médium dilata-
tum in eo, in P. gracüipede fere cylindricum, atque folia vix modice coriacea.
Planta robusta ramis teretibus modice ad nodos incrassatis, ut videtur di-
chotomice ramosis; internodiis 3-8 cm longis. Folia stricte opposita (excepta
basalia), in universum ovata, basi lata rotundata et leviter cuneata solum ad
imam partem, apicem versus bene attenuata sed extremo apice obtusiusculo,
modice coriacea, plana, nervo centrali subtus crasso elevatoque, supra impresso,
secundariis prorsus nullis utrinque, stomatibus ambobus paginis haud detergi-
bilibus, margine subrevoluta, ad lentem rugosula, 8-13 cm longa, 3.5-7 cm lata;
petiolo crasso, apice limbo marginato et canaliculato, 10-15 mm longo. Flores in
binationibus solitariis et in binationibus pseudocymosis aggregati, pseudocymis
fasciculatis ad nodos; peduneulis pedicellisque gracilibus, 5-12 mm longis, indu-
mento rufo-furfuraceo dense obtectis; cupulis parum evolutis, aetate margine
eroso-denticulatis, ferrugineo-squammatis. Calyculus margine fere integer, cum
ovário 3-4 mm longo minutissime papillosus. Perigonium angustum, prope api-
cem usque ad 4 mm ampliatum, in vivo sanguineum, circitcr 7-8 cm longum
(stylum post perigonii delapsum 9,3 cm longum observavi!), lobis 2-2,2 cm lon-
gis, totum minute papillosum. Alabastra haud clavata, pergracilia. Filamenta
mserta supra basin tepalorum, 5-10 mm longa, angulosa. Antherae 5 mm lon-
gae, pilis elongatis rufisque cum filamentis sat dense ornatae. Stylus sulcatus
laevis stigmateque capitato.
Holotypus: In silva pluviali supra flumen San Gián, in vicinia Borburata,
750-1000 m, Estado Carabobo, collegerunt J. & C. Steyemark 95208
(28-111-1966), VEN.
26
SciELO/JBRJ
cm
A espécie é muito próxima de Ps. crassifolius Mart., a julgar pela
descrição de Eichler, na Fl. Bras. Veriíifco, porém, que há uma série de
pequenas discrepâncias, cujo conjunto me impede de identificá-las. Assim,
P. gracilipes exibe: folhas e flores menores, estas ordenadas em diádes, pe-
dúnculos e pedicelos mais finos e longos, folhas evidentemente mais del-
gadas p o perigônio aproximadamente cilíndrico, não dilatado entre a me-
tade e o ápice. Em suma, por enquanto deve permanecer como táxon à
parte, até que se possa decidir definitivamente a questão.
Oryctanthus phthirusoides Rizz., n. sp.
O. phanerolomi (Standl.) Kuijt manifeste affinis imprimis indumento ra-
morum et brevitate spicarum, autem perspicue distat foliis rotundatis, antheris
hauu porrectis fructmusque ellipsoideis nodulis obviis.
Fruticulus parvus, ramis parum ramosis teretibus indumento rufo-furfuraceo
denso prorsus vestitis; internodiis 1-2,5 cm longis. Folia obvato-rotundata sive
orbicularia, solummodo basin versus leviter attenuata, coriacea, undulata, mar-
gine incrassato cincta, nervis palmatis reticulastique utrinque obscure promi-
nulis sub lente, 12-13 mm diâmetro vel 13-20 mm longa, 12-17 mm lata; petiolo
distincto, cc. 3 mm longo. Spicae ad axillas solitariae, 3-5 mm longae, 4-6-flo-
rae, cc. 1 mm longe pedunculatae, foveis profundis intus ad latera 2 bracteo-
lis ferrugineo-membranaceis validis paulum exsertis ornatis. Flores circa 2 mm
longi, hexameri. Calyculus margine conspicuo scarioso gaudet. Tepala linea-
ria, acutiuscula. Stamina suppra basin tepalorum inserta, filamentis filiformi-
bus antheris subaequilongis, antreris 4-locellatis omnibus apice muticis (neque
porrectis) et polline defectis. Stylus ut stigma validus crassusque. Fructus ovoi-
deus, 4-5 mm longus, imprimis juventude circa médium nodulis perspicuis ins-
tructus.
Holotypus: Vivit in silva sabulicola ad Iauaretê, ad ripam fluminis Rio Ua-
pés dicti, Amazonas, Brasil, coli. B. G. S. Ribeiro 998 (25-V-75), RB.
Esta entidade é notável pelas pequeninas espigas paucifloras, fato
mediante o qual só admite relações com O. phanerolomus (Standl.) Kuijt,
da América Central. Esta afinidade se acentua em face de ambas possuí-
rem ramos inteiramente rufo-escamosos e folhas minutas. Conforme as
notas discriminativas que antecedem a diagnose latina, elas diferem por
vários caracteres perfeitamente definidos. As anteras, tanto quanto pude
verificar, não encerravam grãos de pólen, motivo porque considero, pro-
visoriamente, O. phthirusoides como espécie dioica, sendo o espécime exa-
minado feminino. Anteras fechadas, já a planta estando em fruto, mos-
travam-se formadas de massa uniforme, não sendo possível distinguir
quaisquer grãos individualizados. Mas, note-se, não é o primeiro táxon
dotado de flores unissexuais no gênero.
Phthirusa myrsinites Eichl.
A P. alternifolia Eichl., cui evidenter próxima, discernitur ramulis teretibus
ferrugineo-furfuraceis ut margines foliorum, foliis oppositis minoribus vulgo
subcordatis, nervo medio prorsus nullo.
27
SciELO/JBRJ
Fructiculus ramis elongatis, teretibus, rufo-frufuraceis extremitatem ver-
sus, parum ramosis, vetustioribus fusco-cinereis; internodiis 1-3 cm longis. Fo-
lia m universum ovata rariusve oblonga usque ad suborbicularia, e basi lata
rotundata et irequenter suocoraata apicem versus sensim attenuata, imo apice
obtuso, crasse coriacea, rígida, ommmo nullmervia, utrinque 2-3,5 cm longa,
1,5-2, 5 cm lata; petiolo subnullo vel ad 2 mm tantum longo, crasso, rugoso. Ter-
nationes sessiles, congeste in glomemruios axillares plurifloros ordinatae, bra-
cteolis tere íioríbus aequiiongis. Flores femineis 1,5 mm longi, perigonio hexa-
mero cc. 1 mm longo. Calyculus valide evolutus, interger. Filamenta prorsus cum
tepalis concrescentia e basi sursum, leviter ad latera excavata in parte supera.
Antherae cassae valde minutae, apice liaud productae, imumescentias formam
refert. Fructus elipsoideus, nondum maturus, omnes pruinae specie albae in-
ductus, prope 5 mm longus, in sicco viridis.
Habitat in silva hylaeana ad ripas fluminis Casiquiare and procul a flumine
Pacimoni, 110 m, Território Federal Amazonas, Venezuela, leg. B. Maguire & J.
Wurdadck 35725 (19-IV-1953) , NY. Etiam ad Laja Arapacua, flumen Pacimoni,
110 m, iisdem collectoribus 34876 (6-IV-53) .
P. myrsinites é bastante próxima de P. alternifolia Eichl., do Rio de
Janeiro, que Eichler afirma possuir folhas alternas e maiores, râmulos an-
gulosos, etc., o que confirmo mediante o exemplar que o Jardim Botânico
conserva, oriundo da Serra da Bocaina, RJ.
Struthanthuus yavitensis Rizz., n. sp.
S. dissimili Rizz. foliis floribusque apropiquat, autem ramis subteretibus, fo-
liis dimorphis constanter apiculatis et ternatiobinus recemosis distinguitur.
Fructiculus scandens ramis elongatis ad 2 m longis, gracilibüs, extremita-
tem versus complanatis interdum subquadrangularibus, cortice leavi lenticellis
defecto involutis; internodiis 2-6 cm longis. Folia in eodem ramo modo oblonga
apice acuta, modo obovata apice obtusa vel rotundata, omnia basin versus atte-
nuato- cuneata, apice solemniter apiculata, valde coriacea, absque nervis sto-
matibusque, siccitate fusca vel atro-fusca, 3-5 cm longa, 15-20 mm lata; petio-
lus 4-7 mm longus. Racemi feminei solitarii, parviusculi, circiter 1 cm longi,
e ternationum paribus 2 compositi; peduneulo obtuse anguloso 5 (in fructibus ad
8) mm longo; penduculo ternationum 2-3 mm longo; bracteolis minimis. Ala-
bastra teretia, 2,5 mm longa. Flores 2,5 (3) mm longi. Calyculus inconspicuus.
Perigonium hexamerum. Antherae cassae compressae, subfoliaceae, obtusae;
filamentis integris latiuscubis ab antheris parum distinctis. Stylus stigma-
que crassi, bene evoluti. Fructus ellipsoideus, in vivo aurantiacus, prope 4x7-8mm.
Habitat in vicinia Yavita, circa carretera Yavita-Pimichin, 5 km a Pimi-
chin, Terr. Fed. Amazonas (Venezuela), 140 m, a G. Bunting, L. M. A. Ak-
kermans & J. van Rooden 3707 (6-19-VH-69) lectus. Holotypus in MY.
Tal espécie guarda o aspecto geral de S.dissimilis Rizz. no que tange
às folhas e flores minutas. Contudo, tendo ramos apenas achatados nas
pontas (não quadrangulares), folhas a um tempo oblongas e obovadas,
sempre manifestamente apiculadas, e inflorescências racemosas (não umbe-
ladas) — distingui-se bastante satisfatoriamente.
28
ISciELO/ JBRJ
Struthanthus giovarmae Rizz., n. sp.
Foliis parvis obtuse breveque acuminatis nullae aliae affinis.
Fructiculus humilis ramis gracilibus brevibus teretibus, lenticellis nullis,
cortice integro laevi obtectis; internodiis 2-4 cm longis. Folia ovata, basi rotun-
data, apice modice angustata atque in acumen brevem obtusiusculum porrecta,
modice coriacea, absque nervis stomatibusque perspicuis, 12-25 mm longa, 10-15
mm lata; petioli 3-5 mm longi. Racemi feminei quam folia plus minusve duplo
pedunuculo 4-7 mm longi, cum rachi ancipito-compresso; pedunculis triadum
longiores, 15-35 mm longi, graciles, 1-2 ad axillas, 5-7 pares triadum ferunt;
2-2,5 mm longis. Perigonium 1,5 mm longum, 6-merum. Flores 2 mm longi.
Anthereae rudimentarie laminares vel foliaceae, superiores ovato-attenuatae. In-
feriores oblongae apic e obtusae. Filamenta inserta circa médium tepalorum,
antheris breviora, integra. Stylus crassus, stigma capitatulum. Fructus deest.
Crescit prope Petare, carretera a Santa Lucia, Estado Miranda (Venezue-
la), coll. B. Trujillo 4331. Holotypus in MY.
É fácil de separar das demais espécies venezuelanas pelas diminutas
folhas ovadas e terminadas por acúmen curto e algo obtuso. É também
significativo o fato de que os racemos são mais compridos do que as fo-
lhas. O nome específico é uma homenagem que presto à Prof. Giovanna
Ferrari, da Facultad de Agronomia de Maracay, Venezuela, a qual tem
dedicado à investigação das Lorantáceas do seu país bastante esforço.
Struthanthus eichlerianus Rizz., n. sp.
A S. ternifloro (Willd.) Eichl. distat racemis fere duplo longioribus flo-
risbuque paene duplo brevioribus.
Scandens, ramis elongatis, complexis, teretibus, fere laevibus, lenticellis
sparsis ornatis; intermodiis ad 6 cm longis usque. Folia oblonga vel acutissima,
lanceolata, basi apiceque fere aequaliter attenuata, extremo apice acutissima,
novella subapiculata, mollitter coriacea vel firmiter membranacea, enervia aut
supra nervis inconspicuis vel subtilibus sed perceptibilibus, 3-6 cm longa, 10-25
mm lata; petiolo 6-8mm longo. Racemi masculi 1-4 pro axillis, interdum ad basin
trifurcati sed paene semper simplices, valde graciles, ternationum paribus
4-, vulgo 3-6 cm longi rariusve usque ad 8cm, 15-25mm longe pedunculati;
rachi complanato-sulcata, pendunculis triadum 3-5 mm longis; bracteolis mi-
nimis. Flores masculi 3-3,5 mm longi. Perigonium 2,5-3 mm longum. Ala-
bastra clavata. Antherae ellipsoideae, duplo longioribus quam filamenta in-
tegra lateribus, inferae evidenter apiculatae, supernae obtusae. Stylus gracilis,
stigma paullum ampliatum. Flores feminei 3 mm longi, in racemos 3-6 cm lon-
gos triadum 4-5 paribus aggregati; staminodiis anguste oblongis, planis, com-
pressis, obtusis, antheris a filamentis parum distinctis; stylo crasso cum stig-
mate subcapitatulo.
Holotypus; Prope Las Moras, carretera hacia la Colonia Tovar, Dto. Ri-
caurt, Esiado Aragua, 1700 m, Venezuela, a C. E. B. de Rojas 1797 (12-1-75)
lecta; MY. Etiam ad Cerro Baraguan, 100 m, Estado Bolivar (Venezuela), lege-
runt J. Wurdack & J. Monachino 41204 (12-1-56).
29
JSciELO/ JBRJ
Esta espécie ao primeiro exame, mostra-se bem distinta pelo simples
aspecto, entre as venezuelanas, pelas folhas associadas aos longos e delga-
dos racemos.
OBS. As novas entidades taxionômicas acima apresentadas, proce-
dentes da Venezuela, foram descobertas no curso da revisão monográfica
das espécies para a 'Tlora de Venezuela", dirigida pelo Dr. Tobias Lasser,
diretor do Instituto Botânico de Caracas. O material examinado montou
a cerca de mil exemplares, procedentes de vários herbários, além do Her-
bário Nacional de Venezuela, que é básico, associado ao herbário da
Faculdad de Agronomia de Maracay.
BIBLIOGRAFIA
Eichler, A. W. 1868. Loranthaceae in Mart. Fl. Bras., 5 (2): 1-136.
Kuijt, J. 1961. A Revision of Dendrophthora. Wentia, 6: 1-145.
Kuijt, J. 1964. A Revision of the Loranthaceae of Costa Rica. Bot. Jahrb.,
83 (3): 250-326.
Rizzini, C. T. 1956. Pars Specialis Prodromi Monographie Loranthacearum
Brasiliae Terrarumque Finitimarum. Rodriguesia, 30-31: 87-234.
Urban, I. 1897. Plantae Novae Americanae Imprimis Glaziovianae. Bot. Jahrb.,
23, Beibl. 57: 1-16.
30
JSciELO/ JBRJ
Phthirusa Myrsinites
33
A: Psittacanthus Plagiophyllus; B: P. Piauhyensis
35
JSciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
LEVANTAMENTO DOS TIPOS DO HERBÁRIO DO
JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO
BIGN ONI ACEAE II
MARIA DO CARMO MENDES MARQUES'
EDY ALBERTINA MONTALVO "
INTRODUÇÃO
O presente trabalho consta da transcrição de dados e ilustração foto-
gráfica de alguns tipos existentes no herbário do Jardim Botânico do Rio
de Janeiro. Refere-se à família das Bignoniaceae e inclui as seguintes es-
pécies: Martinella iquitoensis A. J. Sampaio, Martinella manaosiana A. J.
Sampaio, Memora biternata A. J. Sampaio, Memora (campireticulatae)
Duckei A. J. Sampaio, Memora (Pharseaphora) longilinea A. J. Sampaio,
Memora maderensis A. J. Sampaio, Periarrabidaea truncata A. J. Sampaio,
Petastoma domatiatum A. J. Sampaio, Pseudocalymma Kuhlmanni (A. J.
Sampaio) J. C. Gomes e Saldanhaea cratensis J. C. Gomes, seguindo o
mesmo critério do trabalho anterior.
Metodologia:
— Citação da espécie,
— " do autor e da obra original.
* Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa e Estagiária do Jardim Botâ-
nico do Rio de Janeiro.
** Bolsista da Universidade de El Salvador na América Central e Estagiária
do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
37
JSciELO/ JBRJ
cm ..
— transcrição do material examinado "Tipos", tal como citado na
obra original,
— citação da sigla do herbário do Jardim Botânico, seguido do nú-
mero de registro,
— transcrição das diversas etiquetas (schedulae) encontradas nas ex-
sicatas,
— classificação dos "Tipos" e
— fotografia dos mesmos.
Relação do material estudado
Martinella iquitoensis A. J. Sampaio
Martinella manaosiana A. J. Sampaio
Memora biternata A. J. Sampaio
Memora (campireticulatae) Duckei A. J. Sampaio
Memora (Pharseaphora) longilinea A. J. Sampaio
Memora maderensis A. J. Sampaio
Periarrabidaea truncata A. J. Sampaio
Petastoma domatiatum A. J. Sampaio
Pseudocalymma Kuhlmanm(A. J. Sampaio) J. C. Gomes
Saldanhaea cratensis J. C. Gomes
1. — Martinella iquitoensis A. J. Sampaio (Foto 1)
An. Acad. Bras. Sei. 7 (1): 123. 1935. Habitat in silva alta prope
Iquitos, Perú, leg. J. G. Kuhlmann n. 1492, 23-11-1924.
Exemplar RB. 22027 HOLÓTIPO
l.a Sched.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N.° 22027 23-11-1924
Fam. Bignoniaceae
Nome cient. Martinella iquitoensis A. J. Samp. n.sp.
Procedência Iquitos, Perú
Observações Escandente, fl. negro-purpura, matta de
terra firme.
Collegit. J. G. Kuhlmann, 1492
38
RB
22027
RB
24095
RB
6464
RB
24092
RB
24097
RB
6466
RB
24093
RB
24089
RB
8798
RB
68295
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
30-VIII-1923
N.° 6464
Fam. Bignoniaceae
Nome cient. Memora biternata A. Samp. n. sp.
(original) Det. A. J. Samp.
Procedência Democracia, Madeira,
Observações Liana; fls. alaranjadas
Collegit. J. G. Kuhlmann (278)
2.a Sched.;
N.° 278 30-8-1923
Nome Bignoniaceae
Colh.: p. J. G. K.
Local Democracia Madeira
4. — Memora (Campireticulatae) Duckei A. J. Sampaio (Foto 4)
An. Prim. Reun. Sul-Amer. Bot. Rio de Janeiro 3: 169.1938.
Prov. Amazonas: Manaos, ad marginem fluminis (Igarapé do Alei-
xo), 28-8-1931, leg. A. Ducke, Herb. Jardim Botân. Rio de Janeiro
24092.
Duplicata no Herb. Geral do Museu Nacional N.° 28617”.
Exemplar RB. 24092 HOLÓTIPO
l.a Sched.:
Instituto de Biologia Vegetal
Seção de Botânica (Jardim Botânico)
Herbário
N.° 24092 28-8-1931
Fam. Bignoniaceae
Nome cient. Memora Duckei A. J. Samp. n. sp.
Procedência Manaos (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
Determ. por A. J. Sampaio 1934
2.a Sched.:
Manaos
Beira do E. Aleixo t. £.
28-8-1931 A. D.
Cipó, fl. bem amarella
39
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
5. — Memora (Pharseaphora) longilinea A. J. Sampaio (Foto 5)
Boi. Mus. Nac. Rio de Janeiro 12 (3-4): 85. 1936. Amazonas: Ma-
naos, Estação de Aleixo 16-6-1933, leg. A. Ducke, Herb. Jard. Bot.
N.° 24097 (Duplicata no Herb. Museu Nacional, sob. o
N.° 28616)".
Exemplar RB. 24097
HOLÓTIPO....
l.a Sched.:
Instituto de Biologia Vegetal
Seção de Botânica (Jardim Botânico)
Herbário
N.° 24097 14-6-1933
Fam. Bignon.
Nom. cient. Memora longilinea A. J. Sampaio n. sp.
Procedência Manaos (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
Determ. por A. J. Sampaio 1934
2.a Sched.:
Manaos
E. do Aleixo Km. 5, matta da t. £. húmida,
14-6-1933 A.D.
Cipó, 11. com corolla amarello-intenso.
Nota:
Consideramos certa a data da 2.a Schedulla que é ado coletor; acre-
ditamos ter havido um engano tipográfico na edição do livro.
6. — Memora maderensis A. J. Sampaio (Foto 6)
An. Prim. Reun. Sul-Amer. Bot. Rio de Janeiro 3: 168. 1938. "Ha-
bitat in prov. Brasiliae Amazonas, ad Santa Laura, Fluvii Madeira,
a J. G. Kuhlmann N.° 297, 31-VIII-1923 collecta".
Exemplar RB. 6466 HOLÓTIPO
40
cm
SciELO/ JBRJ
l.a Sched.:
"Prox. de M. flavida sed diversa"
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
N.° 6466 31-VII1-1923
Fam. Bignoniaceae
Nome cient. Memora madeirensis A. J. Samp. n. sp.
Det. A. J. Sampaio (1931)
Proceüencia Santa Laura Madeira
Collegit J. G. Kuhlmann (297
2.a Sched.:
N.° 297
Nome Adenocalyma sp.
Coih. p. J. G. K.
Local Santa Laura
7. — Periarrabidaea truncata A. J. Sampaio (Foto 7)
Boi. Mus. Nac. Rio de Janeiro 12 (3-4): 86. 1936. "Amazonas: Ma-
naos, além da Viila Municipal, lugar alto 27-7-1931. Cipó, flôr
amarello-turvo, leg. A. Ducke, Herb. Jard. Bot. Rio de Janeiro
N. 24093; (cotypo no Herb. Mus. Nac. N.° 28731)".
Exemplar RB. 24093 HOLÓTIPO
La Sched.:
Instituto de Biologia Vegetal
Seção de Botânica (Jardim Botânico)
Herbário
N.° 24093 27-7-1931
Bignon.
Periarrabidaea truncata A. J. Sampaio n. sp.
Manaos (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
Determ por A. J. Sampaio 1934
41
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
2.a Sched.:
Manaos
Capoeira alem da Villa Municipal, lugar alto
27-7-1931 A.D.
Cipó; 11. amarello-turno
Nota:
A exsicata de Periarrabidaea truncata A. J. Sampaio acha-se sem
fotografia em virtude da mesma ter sido enviada ao Missouri Bo-
tanical Garden Herbarium antes das fotografias serem feitas.
8. — Petastoma domatiatum A. J. Sampaio (Foto 7)
Boi. Mus. Nac. Rio de Janeiro 12 (3-4): 87. 1936. "Amazonas:
S. Paulo de Olivença, ad marginem paludosam fluminis Solimões.
Leg. A. Ducke, 24-2-1932, Herb. Jard. Bot. Rio de Janeiro. N.°
24.098 et Herb. Mus. Nac. N.° 28.662".
Exemplar RB. 24.089 HOLÓTIPO
l.a Sched.:
Instituto de Biologia Vegetal
Seção de Botânica (Jardim Botânico)
Herbário
N.° 24.089 24-2-1932
Bignon.
Petastoma domatiatum A. J. Samp. n. sp.
S. Paulo de Olivença (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
Determ. por A. J. Sampaio 1934
2a Sched.:
S. Paulo de Olivença margem inundável do Solimões
24-2-1932 A. D.
Cipó; il. alvo purpurea.
Nota:
O N.° de registro da 2.a schedulla RB. 24.089 é o certo; acreditamos
ter havido erro de tipografia na edição do livro.
SciELO/JBRJ
9. — Pseudocalymma Kahlmanni (A. J. Samp.) J. C. Gomes. (Foto 8)
Dusenia 2 (5): 315. £.6. 1951.
Bas. Arrabidaea Kuhlmannii A. J. Samp. in An. Acad. Bras. Sei.
7 (1): 115.1935. "Habitat in prov. Brasiliae Amazonas, ad Bouissú,
rio Branco, leg. J. G. Kuhlmann N.Q 1.049, 3-1-1924".
Exemplar RB. 8.798 HOLÓTIPO
l.a Sched.:
N.° 8.798
Pseudocalymma Kuhlmanni (A. J. Samp.) J. G. Gom.
n . com .
Proced. Bouissú, Rio Branco - Amazonas
Obs. Planta scandens, £1. lobulos alvo; tubo creme.
Galyce arroxeado.
Gol. J. G. Kuhlmann 1.049 3-1-924
Det. p. José Corrêa Gomes 30-111-5 1
2.a Sched.:
N.° 1.049 • 3-1-924
Bignoniaceae
J. G. K.
3.a Sched.:
Museu Nacional do Rio de Janeiro
Identificação de Material comunicado para estudo.
Por. Jardim Botânico, do Rio de Janeiro
Bignoniaceae
Gen. e Esp. Arrabidaea (?) Kuhlmanni A. J. Samp. n. sp.
Classificação provisória: quando descoberto o Iruto,
poderá ser talvez Cremastus ou mesmo Callichamys
(forma de calyce reduzido).
Identif. por A. J. Sampaio 2 / 193 1
10. — Saldanhaea cratensis J. C. Gomes (Foto 9)
Arq. Jarcl. Bot. Rio de Janeiro 9:227. 1949. "Habitat in Crato,
Ceará. Collegit A. P. Duarte e Ivone N.° 1.25G, 3-8-48. Herbário
do Jard. Bot. do Rio de Janeiro, N.° 08.295 (Typus)".
Exemplar RB. 68.295 HOLÓTIPO
43
cm
ISciELO/ JBRJ
l.a Sched.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
N.° (58.295
Fam. Bignoniaceae
Saldanhaea Cratensis J. G. Gom, n. sp.
Procedência Estrada de Fortaleza e Crato-Ceará.
Observações Flores roxas muito vistosas, trepadeira.
em plena caatinga
Gol. A. Duarte e Ivone 1.256 3-8-1948
Det. p. José Corrêa Gomes 20-11-49
2.a Sched.:
01.256
Bignoniaceae
Pterocarpus ?
Flores roxas muito vistosas
trepadeira, em plena caatinga. Est. Fortaleza a Crato-
Ceará.
A. Duarte e Ivone
3-8-1918.
AGRADECIMENTOS
Ao Pesquisador Jorge Fontella Pereira, pela orientação deste trabalho e
ao Botânico Demitri -Sucre, peia confecção das fotografias.
SUMMARY
This paper includes the data and photographs concerning some holotype
specimens of plants, which are deposited in the herbarium of the Rio de
Janeiro Botanical Garden. All the species considered are native to Brazil
and ascribed to the Bignoniaceae.
BIBLIOGRAFIA
GOMES, J. C. Jr. — Contribuição ao Conhecimento das Bignoniaceae III.
Novas espécies dos gêneros Adenocalymma, Clytostoma e Saldanhaea.
Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 9: 223-229. f. 1-6. 1949.
Contribuição ao Conhecimento das Bignoniaceae Brasileiras, V. Du-
senia 2 (53: 314-316. f. 1-4. 1951.
SAMPAIO, A. J. — Novas espécies de Bignoniaceae. An. Acad. Bras. Sei. 7 (1) :
111-127. 1935.
Novas espécies de Bignoniaceae. Boi. Mus. Nac. Rio de Janeiro. 12
(3-4) : 81-90. f. 1-3. 1936.
O gênero Memora Miers (Bignoniaceae) An. Prim. Reun. Sul. Amer.
Bot. Rio de Janeiro 3: 149-170. 1938.
44
SciELO/JBRJ
cm 1
ISciELO/ JBRJ
Foto 1
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Martinella Iquitoensis A. J. Sampaio
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cm l
SciELO/JBRJ
Marlinclla Manao.siana A. J. Sampaio
Foto 2
Foto 3
Memora Biternata A. j. Sampaio
49
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm l
ISciELO/JBRJ
Foto 4
Memora (Campireticulatae) Duckei A. f. Sampaio
Foto 5
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Memora (1’harscaphora) Longilinca A. |. S;mi[)a
Foto 6
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Memora Maderensis A. J. Sampaio
55
11
JSciELO/ JBRJ
Foto 7
Pctastoma Domatiatum A. f. Sampaio
57
Foto 8
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Pseudocalymma Kuhlmanni (A. J. Sanip.) J. (1. Comes
59
JSciELO/ JBRJ
Saldanhaca Cratensis I. C. Gomes
Foto 9
cm 12 3 4
ISciELO/ JBRJ
cm ..
2.a Sched.:
N.° 1492 23-11-1924
Nome Bignoniaceae
Colh. p. J. G. K.
Local Iquitos, Perú
• — Martinella manaosiana A. J. Sampaio (Foto 2)
Boi. Mus. Nac. Rio cie Janeiro 12 (3-4): 4. 1936. "Habitat Ama-
zonas: Manaos: Capuêra de terra firme, Villa Belizario, 25-7-1931
Cipó, flôr côr de vinho. Leg. Ducke — Herb. Jard. Bot. Rio de
Janeiro, N.° 24095, co-typo no Herb. Museu Nacional -N.0 28732".
Exemplar RB. 24095 HOLÓTIPO
l.a Sched.:
Manaos
Capoeira do t. f. da picada de Villa Belizario
25-7-1931 A. Ducke
Cipó; 11. côr de vinho
2a Sched.:
Instituto de Biologia Vegetal
Seção de Botânica (Jardim Botânico)
Herbário
N.° 24095 25-7-1931
Bignon.
Martinella manaosiana A. J. Sampaio n. sp.
Manaos (Amazonas)
Collegit. A. Ducke
Determ. por A. J. Sampaio 1934
• — Memora biternata A. J. Sampaio (Foto 3)
An. Prim. Reun. Sul-Amer. Bot. Rio de Janeiro 3:169.1938. "Ha-
bitat in prov. Brasiliae Amazonas: "Democracia", fluvii Madeira;
lég. J. G. Kuhhnann 278, 30-VIII-1923".
Exemplar RB. 6464 HOLÓTIPO
l.a Sched.:
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Herbário
63
SciELO/JBRJ
"CONVOLVULÁCEAS DA RESTINGA”
JOAQUIM INÁCIO DE A. FALCÃO
WANDETTE FRAGA DE A. FALCÃO
Pesquisadores em Ciências Exatas e da Natu-
reza do Jardim Botânico do Rio de Janeiro,
e Bolsistas do CNPq
Após o estudo das "Convolvuláceas do cerrado", publicado em "Atas
da Sociedade de Biologia do Rio de Janeiro", vol. XII, N.°s 5 e 6, Ano
de 1969, reunimos neste novo trabalho as espécies da citada família que
ocorrem na restinga (tipo de vegetação que cresce nas areias brancas do
mar, assim como nas dunas, e que existe desde a Amazônia até o sul
do Brasil).
Segundo o botânico MURÇA PIRES, em fisionomia, as restingas se
parecem muito com as campinas amazônicas; esta semelhança é apenas
externa, a flora é muito diferente nos dois casos.
Na elaboração deste nosso trabalho fornecemos as descrições dos
gêneros e espécies baseadas nos caracteres essenciais para o seu reconhe-
cimento, indicamos localidades, organizamos "chaves" para separação dos
gêneros e espécies, damos a distribuição geográfica, e apresentamos "fotos"
de quase todas espécies.
Esperamos, deste modo, dar uma pequena contribuição para o co-
nhecimento do aspecto florístico do referido tipo de vegetação.
Chave para separar os gêneros, baseada no estigma
AÍ — Estigmas 2, globosos Ipomoea L.
AA — Estigmas filiformes Evolvulus L.
AAA — Estigmas oval-planos Jacquemontia Choisy
64
2 3 4
SciELO/JBRJ
cm
Evolvulus L.
Ervas reptantes, sub-arbustos de folhas geralmente pequenas, podendo ser:
lanceoladas, oblongas, ovais, geralmente são sésseis ou curto-pecioladas, mem-
branáceas, glabras ou pilosas. Cálice geralmenté com 5 sépalas, membranáceas
na maioria das vezes, sendo persistentes no fruto. Corola com 5 pétalas, ovais,
com áreas episepálicas de coloração geralmente azul ou alva. Estames 5, filifor-
mes; antéras rimosas. Ovário súpero, bilocular, geralmente com 2 óvulosJSsíi-
letes 2, cada um dos quais bifurcados; estigmas filiformes. Fruto cápsula,
bilocular. Semente glabra.
Ipomoea L.
Trepadeiras, arbustos, árvores, rasteiras. Folhas inteiras, 3-5 lobadas a
partidas, raro pinnatiséctas (Ip. quamoclit ) glabras ou laxamente pubescentes,
com pêlos simples. Cálice gamosépalo, 5 sépalas. Corola campanulada, gamopé-
tala, geralmente providas de áreas epissepálicas de coloração laranja, amarela,
roxa, azul, purpurea, raro alvas. Ovário 4-locular, 4-ovulado. Estigmas 2, ovais
ou globosos. Fruto cápsula. Semente ovóides-trígona, glabra ou pubescente.
Jacquemontia Choisy
Volúvel a ereta ou recostada. Folhas geralmente cordadas, inteiras, pube»-
centes. Flores em dicásios geralmente multifloros. Sépalas interiores maiores
que as exteriores. Corola pequena, azulada, mais raro de outra cor, glabra ou
pubescente nas áreas episépalicas. Ovário glabro, 2-locular, 4-ovulado. Estames
mais ou menos desiguais, insertos. Estilete filiforme, Estigmas oval-planos.
Fruto cápsula geralmente deiscente. Sementes 4.
Chave para Evolvulus, da restinga
A — Arbusto, folhas oval-oblongas, seríceo-tomentosas em ambas
as faces — Evolvulus genistoides.
— Reptante, folhas oblongas, pilosas — Evolvulus pusilus.
Evolvulus genistoides V. Ootstroom
(In Meded. Bot. Mus. en Herb. Univ. Utrecht, 1:267.1934)
E. phylicoides Mart. in Flora 24:2.1841
E. diosmoides Mart. var. sericeus Choisy DC. Prodr. 9: 446.1845
E. maximiliani auct. non Mart., Glaziou in Buli. Soc. Bot. France
LVIII (1911) Mem. 111:490
Arbusto de folhas, ovais, oval-oblongas, oblongas ou estreitamente lanceo-
ladas, curto-pecioladas, sericeo-tomentosas em ambas as faces, margens revoluta.
65
SciELO/JBRJ
Sépalas ovais ou oval-oblongas. Corola alva. O vário bilocular. Estiletes 2,
cada um dos quais bifurcados. Estigmas filiformes. Flores 1-3, situadas na
áxila das folhas. Pedúnculo curto. Fruto cápsula. Semente glabra.
Material examinado: — RB. 3.962, Rio de Janeiro, Restinga de Semambetiba,
leg. Markgraf, 3.790, em 06.12.1938; RB. 88.768, Rio de Janeiro, Re-
creio dos Bandeirantes, leg. A. Duarte, 4.181, em 1952; RB. 109.120, Rio
de Janeiro, Restinga de Jacarepaguá, leg. Liene, Dimitri, E. Pereira, 3.531,
em 1958.
Area geográfica no Brasil: — Rio de Janeiro, Espírito Santo.
Evolvulus pusilus Choisy
(DC. Prodr. 9:447.1845)
Meriana procumbeus Vell. Fl. Flum. (1825) 128
E. alsinoides auct. non L. ; Gardin in Hook. Lond. Journ. Bot.
1:535.1842
Reptante. Glabra. Folhas pequeníssimas, oblongas, quase orbiculares, curto-
pecioladas, pecíolo de 0,5 — 1 mm de comprimento. Pedúnculo com 1 flor. Sé-
palas 5, oval-lanceoladas. Corola alva. Ovário bilocular. Dois estiletes, cada um
dos quais bifurcados; estigmas filiformes.
Material examinado: — RB. 15.857, Rio Pereque, Mun. Paranaguá, Paraná,
leg. Hatschbach, 15.203, em 30.10.1966.
Área geográfica no Brasil: — Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de
Janeiro.
Chave para Ipomoea da restinga
A — Folha orbicular, emarginada, corola roxa — Ip. pes-ca-
prae (Foto 2)
— Folha orbicular; ápice levemente emarginado; corola ró-
sea — Ip. asarifolia (Foto 1)
Folha não orbicular — B
B — Folhas profundamente cortadas, corola rósea — Ip. bata-
toides
— Folha oval-oblonga; corola alva, fundo amarelado — Ip.
stolonifera (Foto 3)
Ipomoea asarifolia (Desr.) Roem et Schultz
(In Roem et Schultz, Syst. Veg. 4:251.1819)
Convolvulus asarifolius Desr. in Lam. Encycl. Méth. 3:562.1789.
66
SciELO/JBRJ
cm
Ipomoeu urbica (Salzm. ex Choisy) Choisy in DC. Prodr.
9:349.1845.
Ipomoea nymphaefolia Griseb. Cat. Pl. Cub. 203.1866.
Ipomoea pes-caprae (L.) Svveet var. heterosepala Chodat et Hass-
ler, Buli. Herb. Boiss. Serie 5:692.1905.
Rasteira, completamente glabra. Caules grossos (4-6 m de diâmetro), lisos
ou muricados, carnosos, estriados, angulosos. Internódios de 3-10 cm. Pecíolos
grossos, de 1-9 cm de comprimento, lisos ou finamente muricados, sulcados
em sua parte superior. Folhas orbiculares, largamente cordiformis, sagitadas
ou hastadas (2-12 cm de comprimento, por 2-12 cm de largura), base cordada,
ápice arredondado, com aurículas arredondadas ou agudas, ápice às vezes
levemente emarginado. Flores solitárias ou cimeiras com 2-10 flores. Pedúnculos
de 0,2-6 cm, glabros ou com alguns pêlos em sua base.Pedicelos de 0,5-2, 5 cm.
geralmente muricados. Brácteas ovais (3-3,5 mm de largura). Bractéolas tri-
angulares ou ovais (1-2 de comprimento), mucronadas. Sépalas desiguais, as
exteriores eliticas, as interiores oblongas. Corola infundibuliforme, de 5-8 cm
de comprimento, de coloração rósea, interiormente mais escura. Estames largos,
de mais ou menos 28-30 mm de comprimento, os mais curtos de 18-22 mm .
Anteras de base sagitada. Ovário cônico, glabro; estigmas 2, globosos. Fruto
cápsula globosa, de 8-12 mm de diâmetro.Seraentes quase glabras negras, de
6-Y mm de comprimento, com alguns pêlos curtos.
Material examinado : — RB. 75.086, Rio de Janeiro, Praia do Leblon, Ieg.
C. Machado, em 15-04-1949; RB. 19.650, Bahia, margem do S. Francisco,
leg. C. Porto, 2.365 s/d; RB. 108.977, Bahia, Itapuã, região de dunas.
Ieg. Paulo Atayde, em 03.1961; RB. 125.203, Pará, Quatipuru, lago, leg.
W. Rodrigues, 5.074, em 02.04.1963; RB. 125.204, Amazonas, Cachoeira
Alta do Tarumã, leg. W. Rodrigues, em 02-10-1964; HB. 58.036, Amazonas,
Ponta Negra, margem esquerda do rio Negro, leg. Pabst, 9.432, em
14-03-1972.
Area geográfica no Brasil : — Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte, Mara-
nhão, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro.
Ipomoea batatoides Choisy
(DC. Prodr. 9:376.1845)
Convolvulus triqueter, Vell. Fl. Flum. 2.t. 53.1827
Volúvel, ramificada, glabérrima. Folhas profundamente cordadas, inteiras,
ou com as margens apenas onduladas, de 3-17 cm de comprimento por 2-11 cm
de largura, base cordada a subtruncada, ápice agudo. Inflorescência em cimeira
corimbiforme com 2-5 flores, de coloração rósea, com o tubo interior mais
escuro. Sépalas coriáceas. Ovário glabro, 2-lócular. Estigmas 2 globosos. Pedi-
celo longo. Fruto cápsula. Sementes densamente vilosas.
Obs . : — Segundo 0’Donell (especialista argentino, já falecido) em Museu
Paranaense vol. 9:1952:215, ocorre nas praias da Bahia.
Area geográfica no Brasil: — Bahia.
67
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
Ipomoea pes-caprae (L.) Sweet ssji. brasiliensis (L.) V. Ootstroom
i Blumea 3:533.1940)
Convolvulus brasiliensis L. Sp. Pl. ed. 1:159.1753
Ip. pes-caprae (L.) Seet var. emarginata Hallier, Buli. Soc. Roy.
Bot. Belg. 38:98.1808
ip. brasiliensis (L.) G. F. W. Mey. Prim. Fl. Esseq. 1818.
Caule rastejante . Folha orbicular, cordada, inteira ou emarginada, ou
ainda reniforme de ápice arredondado, emarginado, bilobado; margem sinuosa,
membranácea, com as nervuras debilmente salientes em ambas as páginas.
Pecíolo até 7 cms. de comprimento. Pedúnculos iguais, cimosos, com uma ou
muitas flores. Sépalas coriáceas. Corola roxa. 'Estigmas 2, globosos. Ovário
supero, glabro. Fruto cápsula.
Material examinado : — RB 76.078. Rio de Janeiro, Praia do Leblon, leg. O.
Machado, em 22-5-943; RB. 93.700, Pernambuco, Praia de Boa Viagem,
leg. V. Sobrinho, em 3-2-1937; RB. 114.275, Rio de' Janeiro, Restinga de
Jacarepaguá, leg. A. Duarte, 5.251, em 23-1-952; RB. 12.411, Sta. Cata-
rina, Praia de Camburici, leg. E. Pereira, 8.791, em 31-1-964; RB. 146.313,
Rio de Janeiro, Cabo Frio, em 14-4-956; RB. 158.847, Paraná, Balneário
Sangri-lá, leg. Hatschbach, 29.667, em 11-5-1972.
Area geográfica no Brasil : Todo litoral brasileiro.
Ipomoea stolonifera (Cyrill.) Gmelin
(Gmelin, Syst. Veg. 1:345.1796)
Convolvulus littoralis L. Syst. Nat. ed. 10:924.1759
Convolvulus stoniferus Cyrill. P. Rar. Nearp. 14.1788
Ipomoea acetosaefolia (Vahl) Roem et Sch. Syst. 4:246.1819.
Batatas littoralis (L. ) Choisy, Mem. Soc. Phys. Hist. Nat. Génève
8:46.1839.
Batatas acetosaefolia (Vahl.) Choisy l.c. 47.
Ipomoea littoralis (L.) Bois. Fl. Orient. 4:112.1847.
Rasteira. Internódios de 0,1-20 cms. Peciolos de 2-9 cms., glabros, carnosos.
Folhas de forma muito variável: elíticas, oval-oblongas, lineares, lanceoladas,
inteiras ou com as margens onduladas, emarginadas ou bilobadas no ápice,
base obtusa, truncada a cordada ou hastada, carnosas. Pecíolo delgado, até
6 cms. de comprimento. Flores solitárias ou cimeiras com 2-3 flores. Pedúnculos
de 3-35 mm., glabros. Sépalas subcoriáceas. Brácteas oval-lanceoladas, de 2-4
mm. Pedicelos de' 0,5-9 cms. Corola infundibuliforme, 5-lobulada, alva, com o
tubo interior amarelo, raramente purpúreo. Estames largos, de 18-20 mm. An-
teras de 4-4,5 mm. Ovário 4-locular. Estilete de 19 mm. Estigmas 2, globosos.
Fruto cápsula subglobosa de 12 mm. de diâmetro. Sementes de 9 mm. de com-
primento, tomentosas, com pêlos mais largos nos bordos.
68
SciELO/JBRJ
Material examinado: — RB. 43.546, Rio de Janeiro, Praia do Leblon, leg. Bra-
de, 16.142, em 1939; RB. 45.096, Rio de Janeiro, Praia da Barra da Tijuca,
leg. Brade, 15.484, em 03-11-936; RB. 62.095, Pernambuco, Praia de
Olinda, leg. Carlos Leal, em 23-03-1948; RB. 109.123, Rio de Janeiro, Res-
tinga de jacarepaguá, leg. Liene, Dimitri, E. Pereira, 3.513, em 16-04-958;
RB. 140.417, Bahia, Lagoa Abaeté, Restinga, leg. R. P. Belém, em
25-01-965; RB. 151.494, Minas Gerais, Lagoa Dourada, Leg. A. Castellanos,
25.426, em 17-03-1964.
Área geográfica no Brasil: — Amazonas, Pará, Alagoas, Bahia, Pernambuco,
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná.
Jacquemontia holosericea (Weinmann) 0'Donell nov. comb.
( 0’Donell. Lilloa 26:362.1953)
Ipomoea holosericea Weinmann, Syll. Planct. Nov. 2:17.1828.
Jacquemontia menispermoides Choisy, Conv. Rar. 141 . 1838.
Ipomoea crotonifolia Gardner, Hooker’s Lond. Journ. Bot.
1:180.1842.
Jacquemontia menispermoides Choisy var. canescens, Meissn., in
Mart. Fl. Bras. vol. 7:295.1869.
Volúvel, ramificada. Ramos cilíndricos, densamente ferrugíneo-tomentosas.
Rolhas ovais, eliticas, raro suborbiculares, de 1-8 cms. de comprimento, por
1-6 cms. de largura; bordos inteiros ou levemente sinuosos; base cordada ou
arredondada a subtruncada; ápice agudo a obtuso, geralmente ferrugineas. Ci-
meiras multifloras, 5-60 flores. Pedúnculos de 1-7 cms., densamente tomentosos.
Pedicelos de 3-9 mm., tomentosos. Sépalas desiguais, as exteriores menores,
oblongas, as interiores obovadas. Corola azul ou violácea, pilosa nas extremi-
dades das áreas epissepálicas. Ovário 2-locular. Estigmas ovais-planos. Cápsula
sublgíobosa, de 6-/ mm. de diâmetro, glabras. Sementes de 3 mm de compri-
mento, de cor ocre.
Material examinado: — RB. 89.637, Rio de Janeiro, Recreio dos Bandeirantes,
leg. Pereira e Egler s/n, em 15-05-955; GUA 325, Rio de Janeiro, Praia
de Sernambetiba, leg. Chaves 4, 4 m 12-02-1960; GUA 2.023, Rio de Ja-
neiro, Restinga de Itapeba, leg. Castellanos, 23.579, em 13-12-1963; GUA
735, Rio de Janeiro, Restinga de Jaearepagua, icg. sUa. g, 2^2, U-»
09-11-1960.
Área geográfica no Brasil: — Rio de Janeiro, São Paulo.
BIBLIOGRAFIA
MEISSNER. C. F. in MARTIUS — Convolvuláceas in Fiora Bras. vol. 7:
1869:196-300, tab. 52-128.
0'DONELL, C. A. — Convolv. bras. nuevas — Dusenia 3:270.. 1972.
0'DONELL, C. A. — Revista de Botânica, tomo 28:354.1953.
69
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
0”D0NELíL., C. A. — Revista de Botânica, tomo 29:5-89.1959.
OOTSTROOM, S. J. — A monogr. of the genus Evolvulus. Mededeelinger
Bot. Mus. en Her. Uthrecht 14:1-267:1934.
PIRES, JOÃO MURÇA — Tipos de Vegetação da Amazônia, Brasil Florestal,
vol. 17:48.1974.
SUMMARY
In this paper the author presents the study of the Convolvulaceous plants
vvhich are dispersed throughout the restinga, or sandy plains near the sea
covered with woody vegetation. Both the genera and the species were distin-
guished by means of keys. All species were described and photographed. Their
phytogeographical distribution in the Brazilian territory was included also.
70
■SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
SciELO/JBRJ
cm
jardim botAnjco do rio de janeiro
Ipomoea Asarifolia
Ipomoea Pes-Capral
73
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm l
ISciELO/ JBRJ
Ipomoea Stolonifera
Jucqucmontia Holoseritea
1
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LEVANTAMENTO DOS "TIPOS" DAS ESPÉCIES DE LOGANIACEAE
DO HERBÁRIO DO JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO *
MARIA DA CONCEIÇÃO VALENTE **
Nosso trabalho refere-se apenas ao material existente no Herbário
do Jardim Botânco do Rio de Janeiro, enquadrando cada typus em sua
categoria, conforme as normas previstas pelo "International Code of
Botanical Nomenclature" (1972), confrontando-o com a obra, onde tenha
sido publicada a espécie.
Obedecemos aos seguintes critérios:
a) Citação da espécie;
b) Citação do autor e da obra original;
c) Transcrição do material examinado (typus), tal como citado na
obra original;
d) Citação da sigla do Herbário do Jardim Botânico, seguida do
número de registro;
e) Classificação do typus;
f) Transcrição das diversas etiquetas (schedulae) encontradas nas
exsicatas;
g) Fotografia dos typus.
* Este trabalho contou com auxílio do Conselho Nacional de Pesquisas.
** Estagiária da Seção de Botânica Sistemática.
79
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
1) Buddleia longiflora Brade (Foto 1)
Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro 15:11 .pl. 3. £. 1-6. 1957. "Habitat:
Brasil. — Estado de Minas Gerais: Serra do Caparaó, campo em 2.400 m.
s. n. do mar. Leg. Newton Santos & lisa Campos, 29 de junho de 1950".
Typus "Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro N.° 74.394".
Exemplar RB. 74.394 — HOLÓTIPO
l.° SCHED.:
N.° 74.394
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Buddleia longiflora Brade n. sp.
Proced. — M. G., Serra do Caparaó, Zona do Campo, 2.400 m. Ter-
reirão Grande
Obs. — 0,5 — 1 m alt.
■Col. — N. Santos e lisa Campos — data: 29-VI-1950
Det. — Brade — VI1-1951
2) Strychnos asperula Sprague et Sandwith (Foto 2)
Kew Buli. 1927:131.1927. "Brasil. Amazons basin: Rio Acre; Seringal
San Francisco, fl. Sept. 1911, Ule 9.838 (Type in Herb. Kew)".
Exemplar RB. 22.366 — ISÓTIPO
1. ° SCHED.:
E. Ule. Herbarium Brasiliense Amazonas — Expedition
N.° 9.838 — Strychnos
Bl. gelblichweiss, Klettastr. Seringal S. Francisco — Rio Acre. Septem-
ber 1911.
2. ° SCHED.:
N.° 22.366
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Strychnos asperula Sprague ex Sandw.
Proced. Seringal S. Francisco, Rio Acre (Terr. Acre)
Col. E. Üle 9.838
Det. - B. A. Krukoff, 1967
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
3) Strychnos barnhartiana Krukoff (Foto 3)
Krukoíf, Brittonia 4 (2): 268.1942. "Type locality: Amazonas (muni-
cipality São Paulo cie Olivença), Brazil. Distribution: Known so far only
íiom the basin of the upper Solimões in Brazil. Doubtless occurs also at
least in adjacent Colombia and Peru. Brasil: Amazonas: basin of Rio
Solimões, Krukoff 8.927, 9.074, 9.084, 9.093, 9.103; Ducke 570 (NY,
TYPE)".
Exemplar RB. 51.030 — ISÕTIPO
1. ° SCHED.:
S. Paulo de Olivença, matta da t. f. — 27-5-1940 — A. D.
cipó grande, fl. creme, perfumada.
= D. 570
2. ° SCHED.:
N.° 51.030
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Strychnos barnhartiana Kruk.
Proced. — S. Paulo de Olivença, matta da t. f.
Obs.: — Cipó grande, fl. creme, perfumada.
Col. - A. Ducke 570 - data - 27-5-1940.
Det. - B. A. Krukoff, 1967.
4) Strychnos blackii Ducke (Foto 4)
Boi. Técn. Inst. Agron. do Norte 19:22.1950. "Habitat ad ostium
Igarapé Pixuna canalis Tajapuru affluentis prope Antonio Lemos (in
aestuarii amazonici insulis Brevis, civitate Pará) in silva riparia quotidia-
ne inundata, florebat 17-VII-1948, leg. G. A. Black 48-2.935, typus in
Herbário I.A.N. Eodem loco cum inílorescentiis vetustioribus, sine co-
rollis, 25-IX-1926 leg. A. Ducke Herb. Jard. Bot. Rio de Janeiro 22.364. In
honorem amici G. A. Black denominata".
Exemplar RB. 22.364 - PARÁTIPO
l.° SCHED.:
R. Tajapurus perto de Antonio Lemos, boca do Igarapé Pixuna —
25-9-1926.
81
.SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
A. D. — Arbusto ascendente de grande tamanho, da margem inun-
dada.
2.° SCHED.:
N.° 22.364
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Strychnos blackii Ducke
Proced. — R. Tajapurus (Breves, Pará)
Col. — A. Ducke — data — 25-9-1926.
Det. - B. A. Krukoff - 1947.
5) Strychnos bovetiana Pires n. sp. (Foto 5)
Boi. Técn. Inst. Agron. do Norte 38:40. pl. 24.1960. "Brasil, Pará,
município de Ananindeua, floresta virgem de terra firme. Companhia
Pirelli, a 30 Km de Belém, entre a vila de Marituba e o Rio Guamá, 25.
VII-1958, J. M. Pires 6.987 (1AN tipo; RB., NY)".
Exemplar RB. 104.177 -ISÓTIPO
1. ° SCHED.:
Inst. Agron. do Norte — Plantas do Brasil — Estado do Pará
Strychnos bovetiana Pires n. sp.
Mata da Cia. Pirelli, Faz. Uriboca — terra firme — cipó grande
J. M. Pires 6.987 - 25-7-1958.
2. ° SCHED.:
N.° 104.177
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Strychnos bovetiana Pires.
Proced. — Mata da Cia. Pirelli, Faz. Uriboca, terra firme. Inst,
Agron. do Norte.
Obs. — Cipó grande
Col. - J. M. Pires 6.987 - data - 25-7-1958.
Det. — B. A. Krukoff, 1967.
82
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
collection. Brazil: Pará: basin of Rio Xingu, Bach s. n. (H. A. M. P. 4159)
(PG, type)".
Exemplar RB 22359 - ISÓTIPO
1. ° SCHED.:
H. A. 4159 — Xingú, Providencia, 23-12-1903 — Cipó
2. ° SCHED.:
N.° 22359
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Strychnos xinguensis Kruk. — cotipo
Proced. Providencia, ilhas do baixo Xingú, Pará
Col. — Herb. Amaz. 4159 — data — 23-12-1903
13) Spigelia amplexicaulis Guimarães et Fontella
Loefgrenia 30: 5. pl. 2. f.. k-1.1969. "Brasil — Estado de São Paulo
— Serra da Bocaina, 1500 msm, 19-IV-1951, A. C. Brade 20627 (RB. Holo-
typus). Typus: A. G. Brade 20627".
Exemplar RB 74069 - HOLÓTIPO
l.° SCHED.:
N.° 20627
Fam. — Loganiaceae
Proced. — Bocaina subida
Col. - B - 19-IV-1951
2.° SCHED.:
N. 74069
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Spigelia amplexicaulis Guim. et Font.
Proced. — Est. de S. Paulo: Serra da Bocaina 1500 m.
Obs. — barranco, £1. alvescentes
Col. - A. C. Brade 20627 - data - 19-IV-1951
Det. Elsie Guimarães e J. P. Fontella — data — 15-XII-1968
8J
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
14) Spigelia araucariensis Guimarães et Fontella
Loefgrenia 30: 3. pl. 2. f. H-J. 1969. "Brasil — Estado do Paraná:
Araucaria, 22-XI-1963, E. Pereira 8095 et G. Hatschbach 10699 (RB Ho-
lotypus). Typus: E. Pereira 8095 et G. Hatschbach 10699".
Exemplar RB 121582 - HOLÓTIPO
l.° SCHED.:
Herbarium Bradeanum
N.° 30432
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Spigelia araucariensis Guimarães et Fontella
Loc. — Brasil, Paraná, Araucária
obs. — F. alva, com a margem das pétalas vinosas e estrias
Col. — E. Pereira 8095 e G. Hatschbach HH 10699 — data — 22-11-63
Det. — Elsie Guimarães e J. P. Fontella — data — 26-12-1968
15) Spigelia cascatensis Guimarães et Fontella
Loefgrenia 35: 8-9. pl. 1. f. d-e. 1969. "Brasil. Estado de Minas Gerais:
Cascata — Patos de Minas, 720 m, em solo musgoso na rocha, l-IX-1950.
Leg. A. P. Duarte 3065 (RB)".
Exemplar RB 73585 - HOLÓTIPO
l.° SCHED.:
N.° 03065
Proced. — Cascata em solo musgoso na rocha 720 m
Col. — A. P. Duarte — 1-9-1950
2.° SCHED.:
N.° 73585
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Spigelia cascatensis Guim. et Font.
Proced. — Cascata — Patos de Minas, 720 m
84
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
Obs. — Planta de formação de sphagnum em lagos muito sombrios,
rupestre, rocha de arenito triássico, com conexões calcáreas.
Col. — A. P. Duarte 3065 — data — 1-9-1950
Det. — Elsie Guimarães e J. P. Fontella
16) Spigelia retlexicalyx Guimarães et Fontella
Loefgrenia 30: 1. pl. 1. f. a-d. 1969. "Brasil — Estado do Rio de Ja-
neiro: Itatiaia, Monte Serrat, lote 21, 900 msm., 1-1938, Burret et A. C.
Brade 16024 (RB Holotypus). Typus — Burret et A. C. Brade 16024".
Exemplar RB 35214 - HOLÓTIPO
l.° SCHED.:
N.° 35214
Fam. — Loganiaceae
N. cient. — Spigelia reflexicalyx Guim. et Font. ,
Proced. — Itatiaia Monte Serrat, Lote 21 , 900 m
Obs. — semiarb. fl. alvescentes — roxeadas
Col. — Prof. Burret 8c Brade 16024 — I. 1938
Det. — Elsie Guimarães e J. P. Fontella — data — 28-12-1968
AGRADECIMENTOS
Ao Conselho Nacional de Pesquisas pela bolsa concedida à autora;
ao Botânico Jorge Fontella Pereira, pela valiosa orientação e ao técnico
de laboratório Walter dos Santos Barbosa, pela reprodução das foto-
grafias.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
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86
SciELO/JBRJ
Hiuldlcia Longiflora Hrade
cm i
SciELO/JBRJ
Strychnos Asperula Sprague et Sandwith
cm l
.SciELO/ JBRJ
cm 1
.SciELO/ JBRJ
Strychnos Barnhartiana Krukoll
n - - i.
Strychnos Rlackii Ducke
93
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Strychnos Bovetiana Pires
SciELO/JBRJ
95
cm ..
SciELO/JBRJ
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99
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
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101
cm 1
JsciELO/ JBRJ
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FOTO 9
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Strythnos Krukoffiana Ducke
103
cm 1
JsciELO/ JBRJ
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cm 1
JsciELO/ JBRJ
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Strycliiios Ramcntifcra Ducke
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cm 1
JsciELO/ JBRJ
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Strychnos Trichostyla Ducke
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Strychnos Xingucnsis Krukofl
cm 1
JsciELO/ JBRJ
Spigelía Amplexicaulis Guimarães et Fontella
Spigelia Aracuariensis Guimarães et Fontclla
115
JSciELO/JBRJ
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S|>igclia Cascatensis Guimarães et Fontella
117
SciELO/ JBRJ
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POTO 3.6
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Spigeliu Rcílcxicalyx Cuimarâcs ct Fomella
1 19
cm l
ISciELO/ JBRJ
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estudos sobre ocotea aubl., phyllostemonodaphne
KOSTERM. E LI CARIA AUBL. (LURACEAE)
IDA DE VATTIMO
Pesquisadora do Jardim Botânico do
Rio de Janeiro
Bolsista do CNPq.
No presente trabalho descrevemos a flor feminima de Ocotea rusby-
ana Mez, até então desconhecida para a ciência, com base em material
botânico coletado por B. A. Krukoff na Bolívia. Esse material nos foi ce-
dido para estudo pelo Museu Real de História Natural de Estocolmo (S).
Estabelecemos também a nova combinação Licaria parviflora (Meissn.)
Vattimo n. comb., desde que o epíteto parviflora não se acha anteriormente
ocupado, como julgamos em Rodriguésia 37: 101, 1960. O basiônimo de
Licaria parviflora (Meissn.) Vattimo n. comb. é Mespilodaphne parviflora
Meissn. Descrevemos ainda a nova espécie Licaria fluminensis Vattimo,
cujo material estudado foi coletado na cidade do Rio de Janeiro, entre
a Vista Chinesa e a Mesa do Imperador. Esta nova espécie difere bastante
de outras duas que ocorrem na mesma região: Licaria reitzkleiniana Vat-
timo (da qual se afasta pela forma dos estaminódios das duas séries ex-
teriores do androceu e pelas folhas pilosas e muito menores) e Licaria
parviflora (Meissn.) Vattimo n. comb. (da qual difere pela presença de
estaminódios desenvolvidos nas duas séries exteriores do androceu e pelas
folhas pilosas). Quanto a Phyllostemonodaphne geminiflora (Meissn.)
Kosterm., atualizamos sua sinonímia e diagnose.
Agradecemos ao Conselho Nacional de Pesquisas a Bolsa que nos
permitiu a realização deste trabalho.
OCOTEA Aubl.
Aubl., Hist. Guyane fr. 2: 780, 1775: Ida de Vattimo, in Rodriguésia 30
et 31: 272-275, 1956.
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JSciELO/ JBRJ
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Ocotea rusbyana Mez
Mez, in Jahrb. Kon. Bot. Gart. Mus. Berlin V : 303, 1889.
Holótipo: Rusby 2674, em Guanai, Bolívia (NY); parátipo: Pearce s. n.,
próx. a Sta. Cruz, Peru (K).
Floris feminei descriptio:
Frutex ramulis brunneis glabratis, gemmis flavido-tomentellis. Folia pe-
tiolis usque ad 1,2 cm longis, sparsa, chartacea, adulta supra subglabra, sub
lente in areoiis nigro-punctulata, elliptica vel subovato-elliptica, basi acuta,
ápice acuminata, circa 17 cm longa, 7,5 cm lata, penninervia; supra subpro-
minulo-costata, areolata, costis subtus prominulis e nervo medio sub angulo
30-45° prodeuntibus. Inflorescentia pauciflora pyramidato-paniculata glabra, folia
brevior. Flores androgyni glabri circa 3 mm longi. Perianthium tubo brevi,
lobis ovatis sensim ad apicem attenuatis acutis. Antherae steriles exteriores
ovatae apice subtruncatae vel obtusae, filamentis brevibus parce pilosis, se-
riei III subsagittatae vel subtriangulares ad apicem valde attenuatae, locellis
superis constrictis, basi glandulis binis reniformibus. Staminodia nulla. Gynae-
ceum (maturatione) glaberrimum, subglobosum, stylo breviore et stigmate dis-
coideo parvc.
Habitat: Bolívia, Departamento de La Paz, Provincia de Larecaja, Tuiri,
prope Mapiri, sinistra margine Mapiri fluminis, 490-750 m altitudine, Krukoff
n.” 10968 leg., septembro 1939 (S).
Phylostemonodaphne Kosterm
Kosterm., in Med. Bot. Mus. Gart. Univ. Utrecht 37 : 754, 1936 (Rec. Trav.
bot. neerl. 33: 755, 1936); id„ 1. c. 42: 605, 1937; id., in J. scient. res. Indonésia
1;-149, 1952; id., in Boi. Tecn. Inst. Agron. Norte 28: 73, 1953; Ida de Vattimo,
in Rodriguésia 30 et 31: 46, 1956; id., 1. c. 33 et 34: 161, 1959; id., 1. c. 37:
99, 1966.
Phyllostemonodaphne geminiflora (Meissn.) Kosterm.
Kosterm., in Med. Bot. Mus. Gart. Univ. Utrecht 37 : 755, 1936 : id., 1. c.
42: 605, 1937; id., in Boi. Tecn. Ist. Agron. Norte 28: 73, 1953; Ida de Vattimo,
in Rodriguésia 30 et 31: 46, 1956; id., 1. c. 33 et 34: 162, 1959; id., 1. c. 37:
99, 1966.
Goeppertia geminiflora Meissn., in DC. Prod. XV (1): 175, 1864; id., Mart.
Fl. Bras. V (2): 286 p.p. (quoad cit. spec. Guillemin n. 231), 1866.
Mespüodaphne indecora Meissn. var. laxa Meissn., in DC. 1. c.: 102, 1864; id.,
in Mart. Fl. Bras. 1. c. : 196 p.p., 1866; Ida de Vattimo, in Rodriguésia 37:
86, 1966 (sub Ocotea pretiosa var. pretiosa Vatt.).
Mespüodaphne indecora Meissn. var. canella Maissn., in DC. Prod. 1. c.: 103:
id., Fl. Bras. 1. c.: 196; Ida de Vattimo, in Rodriguésia 37: 86, 1966 (sub
Ocotea pretiosa var. longifolia Meissn.).
122
SciELO/JBRJ
cm
Mespilodaphne parviflora Meissn., in DC. Prod. 1. c. : 109, 1864 (quod cit. spec.
Luschnath s. n., cet. excl.).
Acrodiclidium geminiflorum (Meissn.) Mez, in Jahrb. Kon. bot. Gart. Mus.
Berlin V: 84, t. I, fig. 8, 1889; id., in Arb. Bot. Gart. Breslau I: 110, 1892;
Glaziou, in Buli. Soc. Bot. France 59, Mera. 3: 591, 1913.
Acrodiclidium parvijlorum (Meissn.) Mez, in Jahrb. Kon- bot. Gart. Mus. Ber-
lin V: 85, 1889 (quoad cit, spec. Luschnath s. n., cet. excl.).
Ocotea pretiosa var. pretiosa Vatt., in Rodriguesia 37 : 86, 1966 (quoad Mespi-
lodaphne indecora Meissn. var. laxa Meissn. cet. excl.).
Ocotea pretiosa var. longifolia Meissn., in Vattimo, Rodriguésia 37 : 86, 1966
(quad Mespilodaphne indecora. Meissn. var. canella Meissn., cet. excl.).
Licaric armeniaca (Nees) Mez, in Vattimo, Arq. Jard. Bot. V : 135, 1957
(quoad cit. spec. Luschnath s. n. et Araújo, ex Herb. Schwacke 10341, cet.
excl.).
Holótipo: Guillemin 231, cidade do Rio de Janeiro, Corcovado (P).
Arvor» ou arbusto de 2-8 m de altura, râmulos gráceis, cinéreos, glabros,
no ápice com pêlos diminutos esparsos, os adultos cilindricos, glabros; gemas
pouco pilosas, córtex aromático. Folhas com pecíolos de 5-9 mm de comprimento,
canaliculados, alternas, cartáceas, glabras, elíticas a lanceoladas ou ovato-
lanceoladas, de base aguda, ápice acuminado ou caudado, margem subplana, de
6-12,5 cm de comprimento e 2, 5-4, 5 cm de largura, peninérveas, na face ventral
lisas (obscuramente promínulo-reticuladas), glaucescentes, na face dorsal pro-
mínulo-costadas e densamente promínulo-reticuladas, de costas erecto-patentes,
em n." de 5-7 por lado, saindo da nervura mediana num ângulo de cerca de
40-60°, conjuntas a certa distância da margem. Inflorescências axilares, bas-
tante paucifloras, subracemosas, na maioria trifloras, até cerca de 5 cm de
comprimento, mais breves que as folhas, com pedúnculos gracílimos de cerca
de até 3 cm de comprimento. Flores cárneas (segundo Glaziou esbranquiça-
das), de cerca de 3-4 mm de comprimento e 6-7 mm de diâmetro, campanula-
das, com pedicelos gracílimos de até 1,5 cm de comprimento. Tubo do perianto
subnulo na flor adulta, com lobos iguais, carnosos, côncavos, suborbicular-
ovados. Androceu com os estaminódios da primeira série semelhantes aos lobos
do perianto, muito grandes ( às vezes abortivos ) . Estames da segunda série
suborbicular-ovados, de ápice arredondado, glabros, foliáceos, carnosos, com
cerca de 2 mm de comprimento, com duas glândulas diminutas basais, filetes
não distintos das anteras e lóculos diminutos introrsos. Estames da terceira
série glabros, cilindrico-trígonos, com cerca de 2 mm de comprimento, com
2 glândulas grandes extrorsas na base e lóculos lateral-introrsos. Estaminódios
da quarta série nulos ou pequenos. Gineceu de ovário elipsóideo, glabro, com
cerca de 1,5 mm de comprimento, aos poucos atenuado em estilete cônico,
pouco mais curto, com estigma obtuso, diminuto. Fruto bacáceo, elipsóideo,
liso, com cerca de 1, 2-2,5 cm de comprimento e 0,8-1, 5 cm de diâmetro, assen-
tado em cúpula quase plana, de margem dupla, quase todo exserto.
Espécie de hábito semelhante ao da Licaria armeniaca (Nees) Kosterm.
eLicaria reitzkleiniana Vattimo (com as quais se confunde facilmente quando
estéril), das quais difere pela presença de duas séries de estames ferteis (o
gênero Licaria Aubl. possui apenas uma série de estames férteis).
Habitat: Estado do Rio de Janeiro: cidade do Rio de Janeiro, Corcovado.
Glaziou 6016 leg. em outubro, flores esbranquiçadas (C, K, BR, P, S); Riedel
481 leg., em flor em dezembro (G-B, NY, K, W); Riedel s. n. leg. (K. G-B);
123
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
Guillemin 231 leg., em flor em dezembro, tipo (NY, P, G-DC) e 837, em flor
em maio (P, G-DC) ; cidade do Rio de Janeiro, Trapicheiro, em matas, na
cidade, em flor em novembro, Kuhlmann s. n. leg. (U, BR, US, S); próximo
à cidade do Rio de Janeiro, Constantino 6. n. leg., em flor em dezembro (RB,
BR, U, P, US, S); próximo ao aqueduto, meia milha distante da cidade do
Rio de Janeiro, Bowie e Cunnigham s. n. leg., em flor em fevereiro (BM); ci-
dade do Rio de Janeiro, Morro do Pai Ricardo, árvore de flor rósea, Dionísio
e Occhioni s. n. leg., em dezembro (RB); ibid., Obras Públicas, perto do Horto
Florestal, árvore de 2-5 m, flor avermelhada, na mata, col. var., em outubro
(RB); Serra dos Órgãos, Luschnath s. n. leg., flor e fruto em junho (KIEL,
OXF); "Parque Nacional do Itatiaia, lote 17, cerca de 800 m.s.m., W. D. de
Barros 203 leg., fruto em fevereiro (RB). Minas Gerais : Rio Branco, Retiro de
Antonio Avelino, Y. Mexia 5455a leg., flor em dezembro (NY, GH, US); Rio
Novo, Araújo leg. ex Herb. Schwaek 6676 (BR) e 8920 (BR); Ribeirão, pró-
ximo a Rio Novo, em mata primário, em setembro, Araújo leg. ex Herb. Schwa-
cke 10915 (RB, P). Brasil, loc. ign., Schott 4347 leg. (W, NY), tipo de Mes-
pilodaphne indecora var. canella Meissn.; Pohl s. n. leg. (W. BR) p.p.
LICARIA Aubl.
Aubl., Guian. I; 313, 1775; id., 1. c. III, t. 121; Kostermans, in Med. Bot.
Mus. Herb. Univ. Utrecht 42: 575-576, 1937; id., Boi. Tecn. Inst. Agron. Norte
28: 65-66, 1953
Licaria parviflora (Meissn.) Vattimo n. comb.
Mespilodaphne parviflora Meissn., in DC. Prod. XV (1): 109, 1864 (excl. cit.
spec. Luschnath s. n.); id. in Mart. F. Bras. V (2): 202, 1866.
Acrodiclidium parviflorum (Meissn.) Mez in Jahrb. Kon. Bot. Gart. Mus. Ber-
lin V: 85, 1889 (quoad cit. spec. Riedel 478, cet. excl.).
Acrodiclidium armeniacum (Meissn.) Kosterm., in Med. Bot. Mus. Herb. Univ.
Utrecht 37: 733, 1936 (quoad cit. spec. Riedel 478, cet. excl.).
Licaria armeniaca (Nees) Kosterm., in Vattimo, Arq. Jard. Bot. XV: 135
(quoad cit. spec. Riedel 478, cet. excl.).
Licaria meissneriana Vattimo, in Rodriguésia 37: 101, 1966 (quoad cit. spec.
Riedel 478, cet. excl.).
Holótipo: Riedel 478, Estado do Rio de Janeiro (NY, isótipos em K e G).
Árvore ou arbusto (Riedel), râmulos gráceis, glabros, cilíndricos, cinéreos,
laxamente frondosos, com gemas álbido-tomentelas e córtex bastante aromá-
tico. Folhas com pecíolos de até 8 mm de comprimento, canaliculados, alternas,
de cartáceas a coriáceas, glabérrimas, lanceoladas a estreitamente ovado-lan-
ceoladas, de base aguda, ápice elegantemente acuminado, com cerca de 9 cm de
comprimehto e 2,5 cm de largura, peninérveas, na face ventral de retículo
imerso ou obsoleto, na face dorsal manifestamente promínulo-reticulada, com
as costas cerca de 4-7 de cada lado, arcuadas, na face ventral imersas ou
obliteradas, na dorsal promínulas, sando da nervura mediana num angulo de
cerca de 40-50», de margem um tanto recurva, às vezes ondulada. Inflorescên-
cia axilar, muito pauciflora e débil, efusamente paniculada, brevíssima, com
pedúnculos filiformes, de cerca de 5-8 mm de comprimento, com 2-3 fascículos
124
ISciELO/ JBRJ
de ramos unifloros, os últimos às vezes hifloros. Flores vermelho-escuras ( (ex-
Riedel), glabras, com cerca de 1 mm de comprimento. Tubo do perianto
cônico, aos poucos atenuado para o pedicelo; lobos do perianto um pouco mais
longos que o tubo ou quase da mesma altura, os externos mais curtos lata-
mente ovados, agudos, fimbriados na margem. Androceu com as duas séries
externos em geral abortivas (uma com glândulas) ou com um ou outro ele-
mento transformado em estaminódio muito pequeno. Estames férteis da ter-
ceira série cm filetes quase igualando as anteras, crassamente dilatados, gla-
bros no ápice um tanto constritos. Anteras compresso sub-orbiculares, no
ápice falvo-rimbriadas com os locelos orbiculares extrorsos. Estaminódios nulos
Gineceu de ovário glaberrimo imerso no tubo do perianto longamente flavo-
piloso, elipsóideo, atenuado em estilete um tanto mais curto, subcilindrico.
estigma minimo obtuso. Fruto bacáceo, elipsóideo, liso, com cerca de 2,5 cm
de comprimento por 1,5 cm de diâmetro, coberto até a quinta parte por cúpula
obscuramente duplicimarginada, subpateriforme. Embrião de cotilédones sub-
iguais, plúmula muito grande, lanceolado-alongada, quadrifila, glabra; radi-
cula longa de ápice subagudo.
Habitat: Estado do Kio de Janeiro, proximidades da cidade do Rio de
Janeiro, em lugares sombrios na mata, Riedel n. 478, tipo de Mespilodaphne
pnrviflora Meissn (K, NY, G).
Afim de Licaria brasiliensis (Nees) Kosterm, diferindo pelas flores
obcônicas, menores, inflorescências pauciíloras e ápice das anteras (em
L. brasiliensis é truncado).
Nota: ME1SSNER (l.c., 1864) coloca os exemplares de Riedel n.°
478 (do Rio de Janeiro) e Luschnath s. n. (da Serra dos Órgãos) sob
Mespilodaphne parviflora Meissner. KOSTERMANS (1937 e 1953) con
sidera o material de Luschnath como Phyllostemonodaphne geminiflora
(Maissn.) Kosterm. Como as diagnoses de MEISSNER (1864) para Mespi-
lodaphne perviflora Meissn. e de Mez (1889) para a mesma espécie sob
Acrcdiclidium parviflorum (Meissn). MEZ não concordam com os carac-
teres de Phyllostemonodaphne Kosterm., pois atribuem a esta espécie ape
nas uma série fértil de estames, mantemos para a mesma a designação
Licaria parviflora (Meissn.) VATT1MO n. comb., desde que o gênero
Acrodiclidium Nees caiu na sinonímia de Licaria Aubl.
A diagnose de MEZ (1889) é provavelmente uma mistura de carac-
teres do material de RIEDEL 478 e do LUSCHNATH s. n. (este consi-
derado por Kostermans, 1953, como Phyllostemonodaphne). Essa diag-
nose não concorda com a original de MEISSNER (1864) que dá as flores
masculinas como desconhecidas, atribuindo à espécie, que descreve como
Mespilodaphne parviflora Meissn. "nove estames estéreis, os três iternos
obsoietamente biglandulares".
Licaria fluminensis Vattimo n. sp.
Licaria meissneriana Vattimo [ non L. meissneri (Mez) Kosterm. ],
in Rodriguésia 37: 101, 1966 (quoad cit. epec. Paulino et Vitorio
et figs. 205-208, cet. excl.).
125
JSciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
Arbor 5-7 m alta, ramulis teretibus glabratis cinereis ad apicem ferru-
giiieo - veJ albido - tomeníéllis, gemmls lomentellis. Tolia petiolis nsque
ad 1,2 min longis canaliculatis, chartacea, lanceolata vel valde auguste
clliptica, basi attenuata acuta, apice eleganter acuminata, circa 5, 5-8, 5 cm
longa et 1,7-2, 2 cm lata, pennivervia, supra glabra, laete viridia obsolete
jiroinimdo-reticulata, areolata, sparsc adpresse pilosa praecipue in nervis,
subtus adpresse ilavido-ochraceo pilosa, subprominulo-reticulata, areolata,
costis utrinque 5-8 e nervo medio sub angulo 40-45° prodeuntibus, ad
margines arcuato-conjunctis, margine crispula. Inflorescentia axillaris per-
pauciflora, brevissima, flavido-tomentella, pedicellis circa 4 mm longis.
Flores ílavido-brunnei, tomentelli, circa 2 mm longi, perianthii tubo
subconico vel subrotundato subabrupte vel sensim in pedicellum circa
1,2 mm longum attenuato; perianthii lobis tubo multo brevioribus, saepe
crassis subcucculatis. Androceum perianthio brevior, seriebus duobus ex-
terioribus staminodialibus foliaceis, saepe crassis, subtrapezoideis, seriei
III iertilibus, extrorsis subcylindraceis applanatis, filamentis pilosis an-
tlieris longioribus; staminodiis IV nullis. Üvarium ellipsoideum vel irre-
gulariter evolutum, pilosum in stylum subbreviorem teretem vel conicum
attenuatum, stigmate minimo. Frucfus ignotus.
Species L. rcitzkleinianae Vattimo affinis sed differt staminodiis ex-
terionbs íoliisque manifeste brevioribus.
Habitat: Brasil, Rio de Janeiro civitate, inter Vista Chinesa et Mesa
do Imperador, arbor 5-7 m alta, flores brunneo-ílavidi, Holotypus, Pauli-
no R. et Vitorio F. s. n. leg., januario 1932 (RB).
EXPLICAÇÃO DA ESTAMPA
Licaria fluminensis Vattimo n. sp.: 1 — estame da série III; 2 e 3 —
estaminóidios das séries I e II; 4 — ovário; 5 — folha (tamanho natural).
Ocotea rusbyana Mez: 6 — flor; 7 — estame estéril das series I e II; 8 —
estame estéril da 6érie ni; 9 — ovário no início da frutificação.
ABSTRACT
The Author describes the feminine flower of Ocotea rusbyana Mez, till
present unknown to Science (plant material collected in Bolivia by B. A.
Krukoff) and the new species Licaria fluminensis Vattimo n. sp. (plant mate-
rial collected in the City of Rio de Janeiro). Also makes the new combination
Licaria parviflora (Meissn.) Vattimo n. comb. (basionym Mespilodaphne par-
viflora Meissn.) and the revision of the description and synonymy of Phyllos-
temonodaphne geminiflora (Meissn.) Kosterm.
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HELICONIAE NOVAE AMERICAN AE*
(HELICONIACEAE)
HUMBERTO DE SOUZA BARREIROS **
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
( Com 6 figuras)
Por divergirem estruturalmente das congêneres, seis espécies de Heliconia
foram por mim consideradas novas para a ciência. Ressalvou-se nas descrições
certas deficiências comuns em material herborizado como redução (encurta-
mento ou estreitamento), achatamento e perda de colorido, além de etiquetas
omissas. Os espécimens se encontram nos Herbários do Jardim Botânico do
Rio de Janeiro (RB), Instituto Botânico da Venezuela (VEN), Fundação Esta-
dual de Engenharia e Meio Ambiente (FEEMA) e Smithsonian Institution (US).
As plantas descritas receberam nomes de conhecidos botânicos, Heliconia
'ipparicioi e Heliconia juliani, nomes topográficos, Heliconia goiasensis c Heli-
conia tarumaensis, e nomes que aludem às características florais, Heliconia
falcata e Heliconia tridentata. Os nomes pessoais são de Apparício P. Duarte
e Julian. A. Steyermark, pelas valiosas contribuições aos jardins botânicos,
e os toponímicos, do Estado de Goiás e Tarumã, Bahia. Vicansmo ou mesmo
segregações populacionais intra-específicas se insinuam nas espécies citadas,
a ponto de induzir a confusões taxonômicas em suas identificações.
Heliconia apparicioi Barreiros n. sp.
Herba H. hirsutam simulans; foliis ellipticis, abrupte acuminatis, subsessi-
libus, viridibus, laminis 25 cm longis v. ultra; scapo paulo exserto; cincinnis
supracomosis, erectis, distichis, glabris, deltoides, 15 cm longis, rachi sinuosa,
internodiis elongatis; spathis divaricatis angustis membranaceis, sed infera
interdum adscendente lamina parva instructa; bracteis interioribus chartaceis.
* Entregue para publicação em 22/3/76.
“* Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas.
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lanceolatis, abditis; floribus exsertis tubulosis, 3 cm longis, stigmate rotundato,
staminodio spathulato tridentato; schizocarpo trigono; Aug.-Sept. floret.
Species H. hirsutae affinis, differt florum characteribus.
Habitat — Floresta pluvial.
Holótipo — RB. 117.217, Brasil, Amazonas, Benjamim Constant —
Alto Solimões, planta de mata primária, terra firme, A. P. Duarte 7.151,
10-1X-62 (etiqueta omissa em colorido, porte, etc.).
Heliconia juliani Barreiros n. sp.
Herba gracilis; folis lanceolatis acuminatis, 30 cm longis v. ultra, viridibus,
basi obliquis v. acutis, subtus pruinosis longepetiolatis; cincmnis erectis infra -
comosis, deitoideis, distichis, villosis, rachi recta, prasina, internodiis elongatis;
spathis membranaceis, divaricatis v. reflexis rubris, sed superne adscendentibus,
angustis; bracteis interioribus falcatis, chartaceis, occultis; floribus viridibus,
exsertis tubulosis, 3 cm longis, tepalo trifido glabro, staminodio reclinato apice
crasso resupinato, columbiam simulante; schizocarpo trigono; Mart.-Jul. floret.
Species H. dnayniithoe affinis, differt plorum structura.
Habitat — Floresta pluvial
Holótipo — VEN 102.678, Venezuela, Território Federal Amazonas:
San Carlos de Rio Negro, savana e selva, perto do aeroporto; alt. 125 m;
J. A. Steyermark e G. Bunting 84.525, 17-1 8-IV-70.
Parátipo — US 146.647, Peru, Dept. Junin: Cahupanas Rio Pichis,
540 m alt., floresta densa; espatas vermelhas, amarelas por dentro; E. P.
Killips e A. C. Smith 26.811, 20, 21-VI1-29.
Heliconia falcata Barreiros n. sp.
Herba 2,5 m alta; follis ovalibus v. lanceolatis, basi cordatis, longepetiola-
tis, viridibus; cincinno erecto infracomoso, disticho, obdeltoideo arcuato, scapo
exserto, luteo, rachi recta coccinea. hirsuta; spathis coriaceis, adscendentibus,
falcatis, coccineis, circa basin hirsutis versum apicem pubescentibus, inferis
27 cm longis; bracteis interioribus falcatis, costa crassis, longis, abditis; flori-
bus falcatis 3,5 cm longis, exsertis, perigonio viridi, tepalis exterioribus hirsutis.
tepalo trifido glabro; stamina prasina, staminodio magno spathulato, muero-
nato; schizocarpo trigono cyaneo; Dec.-Jan. floret.
Species H. revolutae affinis differt cincinnis erectis. etc.
Habitat — Floresta tropical chuvosa, primária.
Holótipo — VEN 101.283, Venezuela, Tachira, escarpa margeando
o rio Quinimari entre La Revancha e La Providencia; alt. 1.60-1. 900 m;
J. A. Steyermark &: G. C. K. e E. Dunsterville 86.226, 23-1-68.
130
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SciELO/JBRJ
Parátipo — US 2.406.227, Equador, Santiago — Zamora Taisha, ová-
rio e pedúnculo amarelos; P. Cazalet & T. Pennington.
Heliconia tridentata Barreiros n. sp.
Herba 2-3 m alta; foliis amplissimis oblongis, plerumque laceratis, perpuinosis
(haud lamina observata), longepetiolatis, lamina ad 1,60 m longa v. ultra, basi
cordata inaequali, acumine introrso; cincinno pendulo helicoidal, 30-40 cm longo
tel ultra, scapo exserto geniculato villosulo, rubroviridi; rachi intorta villosula,
rubra v. aurantiaca, supra lutea, internodiis 3-2 cm longis; spathis multifaris
(rachis torsione) subfalcatis, compressis, rachide haud amplexantibus, deflexis,
membranaceis, usque ad médium coccineis deinde luteis, apice viridibus, intus
luteis, prima ad 28 cm longa; floribus luteis, arcuatis, triangularibus, semioccul-
tis, bracteis adnatis dgltoideis, adpressis, luteis; tepalis posteriortbus parvis
pubescentibus, tepalo semilibero amplo, curvato; anttheriset stigmate perigonio
superantibus; pollinis granula alba, obconica; staminodio (epitepalo) spathulato
tridentato; ovário e.t pedicello villosulo; schizocarpo exserto cyaneo; Dec.-Jun.
floret.
Species H. Platystochiyae affinis sed differt floralibus characteribus, etc.
Habitat — Matagal ou borque fechado ao longo dos rios.
Holotypus — RB. 173.204 Colômbia, col. H. Barreiros, n.° 156,
10-1-1972, cultiv. no Jardim Botânico do Rio de Janeiro; clones cedidos
pelo industrial Sr. F. Cardim, Joá, GB.
Paratypus — US 2.106.460 Colômbia, Dep. Santander, ao longo do
rio Guayabita, Cimitarra, alt. 1.300 m, fl. 1,50 m longa, infl. 60 cm lon-
ga, espata vermelha e amarela, leg. N. C. Fasset, 25.378, 18-VI-1944; US
1-459.707 id., Dep. Antioquia, Carare, leg. Bro. Daniel, 2.050, VII-1939.
Heliconia goiasensis Barreiros n. sp.
Herba glabra ad 2 m alta; foliis ovalibus v. lanceolatis, acuminatis, basi
cordiformibus v. rotundis, curtopetiolatis, lamina 38-45 cm longa; cincinno
erecto supracomoso, obdeltoideo, disticho, rachi sigmoidea, internodiis longis;
spathis membranaceis, concavis, lanceolatis, adscendentibus, paucis, atrorubris,
Prima 11-14 cm longa; floribus exsertis tubulosis, arcuatis, pedicellatis, bracteis
adnatis parvis, angustis, occultis; perigonio 4 cm longo aurantiaco, tepalis
exterioribus superne macula atroviri ornatis; staminodio oblongo mucro-
hato, supra resupinato; ovário viridi; schizocarpo cyaneo; Nov.-Jan. floret.
Species H. hirsutae affinis sed differt notis floralibus, etc.
Habitat — Em clareira de floresta mosófita situada ao longo de
rodovias, ou estendendo-se dentro da floresta virgem.
Holotypus — (US), Brasil, Goiás, a poucos km ao sul da cidade de
Miranorte (ou 6,5 km ao norte de Vila Norte), nas margens da rodovia
Belém-Brasília, 9o 32’S, 48° 33' W, leg. G. Eiten & L. T. Eiten, 1.016,
30-XII-1969. 5
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cm
ISciELO/ JBRJ
cm ..
Heliconia tarumaensis Barreiros n. sp.
Herba statura media; foliis ellipticis acuminatis, curtopetiolatis (petiolo
5-6 cm longo), lamina 35-40 cm longa, 12 cm lata, basi acuta; cincinno deltoideo
eupracomoso, erecto, disticho videtur; scapo exserto longo superne villosulo;
rachi sigmoidea villosula, internodiis ad 2,5 cm longis; spathis lanceolatis fal-
catis v. arcuatis, concavis, coriaceis, adscendentibus, luteis, subtus villosis;
floribus luteis tubulosis, pedicellatis, tepalis exterioribus villosulis, bracteis ad-
natis occultis v. exsertis, ligulatis, 4 cm longis; perigonio 4 cm longo; stamino-
dio subcordato, apice caudato; ovário et pedicello villosulis; schizocarpo cyaneo;
Nov.-Jan. floret.
Species H. acuminatae affinis differt notis floralibus, etc.
Habitat — Floresta pluvial.
Holotypus — FEEME 2.094, Brasil, Amazonas, Tarumã, espatas e
flores amarelas; Lanna 393 e Castellanos 23.692, 26-1-1963.
SUMMARY
• *
The author describes 6 new species of Heliconia, being three from Brazil,
and others occuring in Venezuela, Colombia, Peru and Ecuador. Some species
have the habits of Canna or Zingiber and have the cincinnus surpassing the
leaves, and others are musoidea as the cincinnus are under the leaves. Vicarism
or intraspecific convergences seem to occur and to induce taxonomic confusions.
CORRIGENDA
k
Em Bradea, X (46), 46), 1974, sob a diagnose de Heliconia laneana Barrei-
ros, leia-se Lectotypus (e não Holotypus) RB. 74.894. Inclui-se o seguinte
detalhe para Heliconia rauliniana Barreiros, in Bradea, I (45), 1974: o cincino,
embora ereto, tende para o plagiotropismo, como foi observado em cultivo, à
semelhança do de Heliconia marginata (G.) Pitt.
BIBLIOGRAFIA
BAKER, J., 1893, A synopsis of the genera and species of Museae. Ann. Bot.,
7: 194.
GRAF., A. B., 1968, Exótica 3, 1175 e 1628, rev. Publ. Roehrs Co. Rutherford
N. J. USA.
GRIGGS, R F., 1915, Some news species and varieties of Bihai., Buli. Torr. Bot.
Club., 42 (6); 322.
HESIX3P-HARRISON, J., 1973, Flowering-Plant Taxonomy, 134 pp. repr. Hei-
nemann, London.
KOCH, C. & BOUCHÊE, 1854, tn Ind. Sem. Hort. Berol, vb.
PETERSEN, O. G., 1890, in Mart. Fl. Brasil., 3 (3) t. 3.
RICHARD, L. C., 1831, in Nova Acta, 15, Suppl. 26, t. 11, 12.
STAlNDLiEY, P. C., 1930, in Field. Mus. Nat. Hist. Chicago, Bot., ser 8 (4).
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Heliconia apparicioi — 1; Heliconin juliani — 2; Heliconia falcata — 3:
cincino — a, flor — b, estaminodio — d.
Heliconia tridentata — 4; Heliconia goiasensis — 5; Heliconia tarumnensis
— 6; cincino — - a, flor — b, bráctea — c, estaminodio — d, grão de polen — f,
espiral do cincino — g; desenhos do autor (HSB).
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CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DAS FLORAS
NORDESTINAS
CARLOS TOLEDO RIZZINI
Jardim Botânico
O material que serve de base a este trabalho foi, em parte, coligido
pelo autor, em companhia de A. DE MATTOS FILHO, em cerrados e
manchas remanescentes de matas no Piauí e Maranhão. A época dessa
excursão, abril, com abundantes chuvas, permitiu o recolhimento de um
número relativamente pequeno de espécimes floríferos e/ou frutíferos,
conquanto alguns notáveis, como Heisteria brasiliensis, pela primeira vez
observada em savana e antes conhecida do leste. Porém, a maior parte
do material herborizado proveio da Divisão de Botânica Econômica da
Sudene (Recife, PE), cujos coletores o obtiveram em várias viagens à
Bahia e ao Piauí, enviado pelo seu Diretor, Dr. SÉRGIO TAVARES. Os
mencionados coletores são os Srs. F. B. RAMALHO, D. P. LIMA e M. T.
MONTEIRO; este último operou somente nas matas austrobahianas. Uma
pequena parte foi trazida da caatinga bahiano-piauiense por A. P. DUAR-
TE, também em abril.
O relacionamento de quejando conjunto florístico justifica-se pela
importância taxionômica e fitogeográfica das coleções feitas na caatinga
e no cerrado, que trazem apreciável adição à flora nordestina, não só no
concernente à flora em si, mas também à distribuição das espécies. Algu-
mas conclusões valiosas emanarão em tais setores do conhecimento fito-
lógico. As identificações foram realizadas pelo autor e outros membros
do corpo técnico do Jardim Botânico, em casos específicos indicada a
procedência das mesmas.
É interessante consignar que a região de vegetação xerófila limítrofe
aos Estados da Bahia' e do Piauí, mediante as citadas coleções, forneceu
relevante cópia de espécies novas para a Ciência — e até dois gêneros
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novos! Além disso, Xerotecoma, descrito há poucos anos em Pernambuco
por J. C. Gomes Jr., acaba de ser redescoberto na área em tela. Deve
observar-se que a região de semelhantes caatingas foi percorrida por
E. ULE, entre novembro de 1908 e fevereiro de 1907, e por P. LUETZEL-
BURG duas vezes, entre janeiro de 1911 e março de 1912 e entre maio
de 1913 e março de 1914. Localidades mencionadas neste artigo como Joa-
zeiro. Morro do Chapéu, São Raimundo Nonato, Floriano, Remanso e
Simplício Mendes, v. gr., foram igualmente visitadas por um deles ou
por ambos. Suas listas têm, portanto, apreciável relevância para a investi-
gação florístico-fitogeográfica das áreas secas do Nordeste. Os dois botâ-
nicos recolheram ampla quantidade de espécies novas e mesmo gêneros.
Ainda assim, não poucas escaparam aos argutos coletores e vão a seguir
descritas. É especialmente curioso o caso de Apterokarpos gardneri, vali-
dado alhures, que, tendo passado despercebido deles, se verifica hoje ser
extensamente disperso entre Casa Nova e Remanso, onde têm-se coletado
várias vezes nos últimos anos.
1. ELORA SILVESTRE
Morro do Chapéu, BA (maio)
Albertinia brasiliensis Spreng. — Árb. ca. 5 m, capítulos violáceo-
pálidos levemente perfumados; n. v. assa-peixe-preto.
Allophyllus edulis (St.-Hil.) Radlk. — Árb. ca. 5 m, fl. alvas pequeni-
nas e algo perfumadas (masc.); n. v. leiteira.
Anona sp. — Árv. ca. 7 m, fl. verde-violáceas odoríferas; n. v. pau-de-
colher.
Baccharis calvescens DC. — Árb. ca. 4 m, capítulos alvos pouco oloro-
sos; n. v. alecrim. Ampla dispersão.
Belangera tomentosa Camb. — Árv. ca. 12m, fl. alvas algo perfumadas.
Brosimum gaudichaudii Tréc. — Árv. ca. 8 m, fl. verdes capituladas e
inodoras; latescente; n. v. cuiba. Campestre.
Byrsonima bicorniculata Juss. — Árb. ca. 3 m, fl. alvacentas de odor
fraco; n. v. murici.
Chrysophyllmn rufum Mart. — Árv. ca. 10 m, fl. verdes minutos e
com cheiro desagradável; n. v. roca. Folhas inferiormente ferrugíneas.
Cupania paniculata Camb. — Arb. ca. 5 m, fl. esverdeadas inodoras;
n. v. folha-larga. Freqüente no cerrado central.
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Hortia arbórea Engl. — Arb. ca. ü m, botões violáceos; n. v. prá-tudo.
Luehea speciosa YVilkl. — Árv.ca. 8 m, infl. ruías, fl. alvas algo odo-
ríferas; n. v. malva-branca. Ampla dispersão.
Melanoxylon braunia Schott — Árv. ca. 8 m, íl. amarelas perfumadas,
vistosas; infl. rutas; n. v. coração-de-negro. Interessante!
Ocotea densiflora (Meissn.) Mez. — Arv. ca. 8 m, botões verdes; n. v.
louro-cravo.
Ocotea glaucina (Meissn.) Mez. — Arb. ca. G m, fl. amarelo-pardacen-
tas e olorosas.
Pilocarpus longeracemosus Mart. var. breviusculus Rizz. — Arb. ca.
5 m, fl. verdes pouco odoríferas; n. v. jaborandi. Interessante!
Rapanea ferrugínea (R. &: P.) Mez. — Árv. ca. 8 m, fl. verdes, peque-
ninas fasciculadas e algo olentes; n. v. falha.
Tibouchina granulosa (Desr.) Cogn. — Árv. ca. 10 m, 11. violáceas,
vistosas e odoríferas; râmulos quadrangulares e alados; n. v. quaresma.
Interessantíssima!
Tríchilia ramalhoi Rizz. — Árv. ca. 12 m, fl. esverdeadas e odoríferas;
n. v. caixão-preto. Folíolos rígidos.
O chamado Morro do Chapéu, embora situado bem no interior da
Bahia, contém stands de mata a par da formação campestre. Verifica-se,
pela relação ílorística acima exarada, que aqueles são constituídos basica-
mente de elementos atlânticos. Notáveis nesta categoria são: Balangera
tomentosa, Hortia arbórea. Melanoxylon braunia, Tibouchina granulosa
e Pilocarpus longeracemosus, e. gratia. Pode, pois, considerar-se tal loca-
lidade como mais uma serra isolada na área da caatinga com. flora
atlântica, tal as que existem no Ceará e Pernambuco (Ducke, 1959; Riz-
zini, 19G3).
Ilhéus, BA. (set.-out.)
Casearia parvifolia (L.) Willd. — Árv. ca. 10 m, fl. esverdeadas pouco
olentes; n. v. cocão-branco.
Uex uniflora Rizz. — Arb. ca. 6 m, fl. alvacentas e perfumadas; n. v.
pau-falha.
Mabea piriri Aubl. var. concolor M. Arg. — Arb. ca. 6 m, fl. masc. em
capítulos.
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Miconia sp. — Arb. ca. (i m, II. alvadias de odor enjoativo; n. v.
mundururu.
Mouriri chamissoniana Cogn. — Arb. ca. G m, íl. alvas odoríferas;
n. v. murta.
Ocotea prolifera (Nees) Mez. — Árv. ca. 9 m, a ponta dos ramos
cheias de cicatrizes, íl. amarelas e olorosas; n. v. louro-rosa.
Ouratea pycnostachys (Mart.) Engl. — Árv. ca. 9 m, 11. amarelas odorí-
íeras; n. V. rosa-branca.
Parinari subrotunda Rizz. — Árv. ca. 10 m, 11. lúteas e. perfumadas;
n. v. oiti.
Psychotria sp. — Árv. ca. 8 m, 11. alvacentas odoríferas; n. v. jenipapo-
bravo.
Rinorea bahiensis (Moric.) O. Kfze. — Árv. ca. 8 m, 11. esverdeadas
odoríferas; n. v. cinzeiro.
Tapirira guianensis Aubl. — Árv. ca. 7 m, 11. esverdeadas odoríferas;
n. v. pau-pombo.
Tetrastylidium grandifolium (Baill.) Sleum. — Árv. ca. 8 m, fl. ama-
relas pequeninas e inodoras. Também na restinga, BA.
Una, BA
Hydrogaster trinerve Kuhlm. — Grande árvore com reserva de água
no tronco; fl. lúteas pequenas inodoras abril; n. v. bomba-d'água.
Macrolobium latifolium Vog. — Árv. 12 m, 11. alvas odoríficas (nov.);
folhas biíolioladas; corola unipétala; n. v. óleo-cumumbá.
Schoepfia obliquifolia Engl. — Árv. 10 m, íl. esbranquiçadas pouco
perfumadas (nov.); folhas crassas, acuminadas.
Vochysia tucanorum Mart. — Árv. ca. 15 m, fl. amarelas odoríferas;
n. V. louro-cajueiro.
Belmonte, BA. (março-abril)
Belangera speciosa Camb. — Árv. fl. amarelas olorosas; folhas digita-
das 5 - folioladas, serreadas; sem n. v.
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Rinorea bahiensis (Moric.) O. Ktze. — Árv. ca. 8 m, H. esverdeadas
odorííiíeras; com frutos novos; n. v. cinzeiro.
Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr. — Árv. fl. lúteas
olentes; folíolos lineares numerosos e alternos; n. v. angico.
Styrax glabratum Spreng. — Arvoreta fl. alvas olorosas; cálice e coro-
la densamente argenteo-lepidotos por fora; folhas glabras; sem n. v. Difere
do tipo descrito na Fl. Brás. somente pelas domácias bursiformes, que
o texto clássico não refere. Espécie rara.
Vochysia acuminata Bong. — Árv. fl. lúteas quase inodoras; resina
amarelada; n. v. graveto.
Itamaraju, BA (jul.-agos.)
Alseis floribunda Schott — Árv. fl. esverdeadas odoríferas; n. v. goia-
beira-branca.
Casearia javitensis H. B. K. — Arvoreta fl. esverdeadas; sem n. v.;
madeira avermelhada. Det. G. M. Barroso.
Casearia maximiliani Eichl. — Idem, idem, porém, com folhas mais
largas. Det. idem.
Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. — Árv. fl. marrons inodoras, cálice
costulado; pêlos estrelados na página inferior; n. v. mutamba.
Couratari asterophora Rizz. — Árv. fl. róseo-luteólas pouco olentes;
madeira dura; folhas magnas, obovadas, com pêlos estrelados; n. v. em-
birema.
Eriotheca candolleana (K. Sch.) Robyns — Árv. fl. amarelas perfu-
madas, cálice rufo com glândulas negras na base; n. v. embiruçu-branco.
Ocotea scrobiculifera Vattimo — Itamaraju; Árv. fl. alvacentas pouco
perfumadas; n. v. louro-cravo.
Peschiera sp. — Árv. leitosa fl. alvas olorosas; n. v. pau-de-colher.
Polygala pulcherrima Kuhlm. — Arvoreta fl. magnas, azuis, odorífe-
ras, em fascículos; folhas amplas; alguns espinhos; madeira dura; sem
n. v. Antes conhecida do ES.
Pouteria coelomatica Rizz. — Árv. lenho mole latescente, fl. esverdea-
das; folhas cuspidadas, inferiormente rufo-tomentosas; n. v. bapeba-bran-
ca. Xotável pelo ovário unilocular.
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cm ..
Xiquc-Xique, BA (nov.)
Goniorrhachis marginata Taub. — Margem do rio Verde; Árv. ca.
12 m, 11. alvas perfumadas; tolíolos geminados; eixo da iníl. em zig-zag;
2 bractéolas basais abraçando a base do cálice; n. v. itapicuru. Primeiro
achado fora das matas orientais dos tabuleiros terciários (ES. e BA.) em
plena área de caatinga (mata ciliar).
Com exceção das poucas matas em galeria supra-referidas, a flórula
em tela pertence ao sul da Balira, região de grande florestas pluviais.
Nota-se, desde logo, que a flora, diferentemente da flora do Morro do
Chapéu, situado no centro do mesmo Estado, não é atlântica — embora
contenha elementos desta origem e afinidade, como V. tucanorum, C. tri-
chotoma e C. brasilicnsis, além do gênero Tetrastylidiulm. Ao lado de
elementos de ampla dispersão, como Tapirira guianensis e Casearia par-
vifolia, possui elementos próprios e amazônicos (Lima, 1966; Rizzini,
1967), servindo de exemplo Polygala pulcherrima, S. fasciata e Hydro-
gaster trinerve, entre os primeiros.
PERNAMBUCO
Acnistus cauliflorus Schott — Maraial; arvoreta 3 m, íl. alvas fasci-
culadas (íev.); n. v. salgueiro-branco.
Banara guianensis Aubl. — Ibidem; arvoreta, 3 m, fl. lúteas olentes
(fev.); folhas serreadas; n. v. pitingui.
Brunfelsia uniflora (Pohl) D. Don — Dois Irmãos, Recite; Arb. 4 m,
violáceo-pálidas perfumadas (jan.), isoladas em râmulos laterais; n. v.
manacá. Antes: B. hopeana (Hook.) Benth.
Centropogon cornutus (L.) Druce — Ibidem; erva fl. róseo-amareladas
vistosas (fev.), latescente; n. v. crista-de-galo.
Cusparia pentagyna (St.-Hil.) Engl. — Pau d'Alho; arvoreta fl. alvas
(out.); folhas simples até uns 80 cm; n. v. lírio-do-mato.
Helicteres pentandra L. — Maraial; Arb. fl. vinhosas (jul.); folhas
cordiformes; n. v. carrapicho.
Hieronyma oblonga M. Arg. — Serinhaém; Árv. ca. 7 m, fl. lúteas
odoríficas (nov.); folhas esparsamente lepidotas; n. v. gerimum.
Hippocratea aspera Lam. — Vicência, Córrego do Borrão; liana cáp-
sulas tripartidas planas com sementes aladas (março); folhas ásperas; sem
n. v. O nome atual seria Prionostemma aspera (Lam.) Miers.
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SciELO/JBRJ
cm
Lacistema recurvum Sch. — Maraial; Arv. íl. mínimas em espiguilhas
íasciculadas (março); n. v. cafezinho.
Mimosa rhodostachya Benth. — S. José do Belmonte; Arb. 1 m, íl.
rubras odoríferas (maio); rica em pequenos acúleos; n. v. malícia. Rara.
Stryphnodendron consimile Martins — Ibidem; Arv. ca. 10 m, íl.
atro-violáceas pouco olentes (out.); iolíolos com barba unilateral e basal
deficiente ou escassa; n. v. angico-d'água.
K.IO GRANDE DO NORTE
Pouteria lasiocarpa (Mart.) Radlk. — Serra do Pindoba, Canaã; Arv.
mediana íl. verdes sem cheiro (set.), ramitlora; n. v. sabonete.
Cordia rufescens DC. — S. José de Mipibu; Arv. íl. alvas inodoras
(jan.); ramos rufo-tomentosos; n. v. grão-de-galo.
ALAGOAS (set.-dez.)
ÁmphiiTox iongiíolia (St.-Hil.) Spreng. — S. Miguel dos Campos; lo-
lhas e flores lúteas, aquelas olorosas; sem n. v.
Casearia arbórea (Rich.) RB. — Ibidem; Arv. íl. esverdeadas em •fas-
cículos; sem n. v.
Casearia decandra Jacq. — Ibidem; arvoreta íl. lutéolas odoríferas,
íasciculadas; n. v. brogogó.
Casearia javitensis H. B. K. — Ibidem; arvoreta como a anterior, íl.
alvacentas perfumadas; n. v. cafezinho.
Cathedra rubricaulis Miers — S. Miguel dos Campos; árv. 11. ama-
reladas odoríferas (out.) n. v. mucuru.
Cordia verbenacea DC. — Ibidem; arb. íl. alvas graveolentes; folhas
ásperas serrulhadas; n. v. piçarra.
Inga dysantha Benth. — Messias; árv. íl. inteiramente cobertas de
densa lã fulva; ramos e folhas fulvo-hirsutos; n. v. ingá-cabeludo. Antes
só conhecida da Amazônia; pouco observada.
Ocotea opifera Mart. — Rio Largo; árv. folhas magnas oblongo-
acuminadas e flores amarelas olorosas (agosto); n. v. louro.
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ISciELO/ JBRJ
Symplocos nitens (Pohl) Benth. var. bahiensis (DC.) Brand. — S. Mi-
guel dòs Campos; arvoreta fl. alvas olorosas em curtíssimos racêmulos axi-
lares; tolhas uenticuladas; sem n. v. Det. P. Occhioni.
Terminalia obovata (R. &: P.) Poir. — Ibidem; árv. il. lúteas perfu-
madas; frutos jovens alados ;n. v. miringuiba. Det. E. Morais & R. Zander.
CEARÁ (ago-dez.)
Colubrina glandulosa Perk. var. glandulosa — Santana do Cariri, Ara-
ripe; arb. fl. esverdeadas sem odor; folhas com glândulas marginais na
superfície inferior; n. v. jão-vermelho.
Cordia araripensis Rizz. — Crato; árv. fl. alvas odoríficas, pequeninas
glomeruladas; n. v. gargaúba.
Cybianthus detergens Mart. — Barbalha, Araripe; arvoreta fl. ama-
relas mal-cheirosas, em cachos; n. v. café-brabo-preto.
Cybistax antisyphilitica Mart/ — Ibidem; arvoreta fl. lúteas vistosas;
folhas digitadas; n. v. sacapamba.
Hirtella glandulosa Spreng. — Ibidem; arvoreta 3 m fl. violáceas
ino doras; brácteas com glândulas estipitadas nos bordos; n. v. balaio-de-
velho. Altamente polimorfa.
Pilocarpus cearensis Rizz. — Serra de Ibiapaba; arvoreta fl. minús-
culas em espigas lineares (nov.); base foliar assimétrica.
Pristimera andina Miers — Crato, Araripe; liana fl. verde-amarela-
dasinodoras; ramos verrucosos; folhas serreadas; sem n. v. Antes: Hippo-
catea flaccida Peyr. Pouco encontradiça.
MARANHÃO (março-abril)
Amasonia punicea Vahl. — Pequena erva comum na beira das matas
e capoeiras; intl. vistosas pelas grandes brácetas sanguíneas. Verbenácea
que parece acantácea.
Caesalpinia bracteosa Tul. — Matões; árv. ca. 8 m, fl. amarelas odo-
ríferas; racemos bracteados na ponta; n. v. catinga-de-porco. S. João dos
Patos; árv. ca. 4 m, fl. lúteas perfumadas; n. v. catingueira e pau-de-rato.
Cassia subpeltata Rizz. — S. João dos Patos; árv. ca. 7 m, fl. ama-
relas algo graveolentes; folíolos castanhos quase sésseis, subpeltados; glân-
dulas longamente estipitadas; n. v. candeia-preta.
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cm
Cenostigma gardnerianum Tul. — Comum; árv. semelhante a C. brac-
teosa, porém, com tronco sulcado-perfurado (Fig. 1) e sem brácteas; n. v.
caneleiro. Vulgas nas capoeiras também.
Chrysophyitum arenarium Fr. Ali. — S. João dos Patos; árv. ca. 5 m,
fl. esverdeadas com perfume enjoativo; madeira molle; n. v. caretinha.
Notável redescoberta de uma espécie rara, antes conhecida do litoral
cearense.
Copaifera martii Hayne — Passagem Franca; árv. 9 m, fl. alvacentas
olorosas, sem pétalas; n. v. pau-d’óleo.
Coumarouna lacunifera Ducke (Dipteryx) — Matões; árv. ca. 8 m, fru-
tos ca. 3 cm por dentro com bolsas de resina; n. v. castanha-de-burro.
Dimorphandra gardneriana Tul. — Buriti Cortado; cf. cerrado; árv.
ca. 20 m, n. v. fava-d'anta.
raiimotum nitens (Benth.) Miers — Passagem Franca; árv. ca. 6 m,
fl. alvacentas algo perfumadas; folhas inferiormente fulvo-seríceas; n. v.
folha-dura.
Galipea trifoliata Aubl. — Arb. 3 m fl. branco-sujas odoríferas; n.
v- jaborandi.
Helicteres sp. — Buriti Cortado; arb. ca. 3 m, fl. vermelhas e frutos
helicoidais; n. v. sacatrapo.
Machaerium acutifolium Vog. — Ibidem; árv. ca. 8 m, frutos alados;
n- v. vioieta.
Martiodendron parvifolium (Benth.) Gleas. — Comum nas capoei-
ras; arb. ca. 5 m até arvoreta, fl. lúteas, sépalas rufas longas; n. v.
pau-de-de-arara e quebra-machado.
Feltogyne confertiflora (Hayne) Benth. — Buriti Cortado; árv. ca.
15 m, madeira roxa após exposição à luz; folíolos geminados; n. v.
pau-de-arara e pau-roxo.
Piper abutilifolium (Miq.) A. DC. — Matões; arb. ca. 1-3 m herbáceo,
fl. em espigas finas, folhas cordiformes, auriculadas, acuminadas, mem-
hranáceas, densamente translúcido-pontuadas e algo aromáticas; n. v. pi-
menta-de-guariba.
Pisonia sp. — Ibidem; arvoreta estéril; n. v. pau-piranha.
Pithecellobium saman (Jacç.) Benth. — Buriti Cortado; árv. ca. 12 m,
grossa, folíolos amplos e inequiláteros; n. v. bordão-de-velho.
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Rauia resinosa Nees &: Mart. — Árv. fl. alvas pouco pertumadas;
corimbos 3-4-fidos; n. v. sucanga-branca. Pouco freqüente.
Stepháhopodium branchetianum Baill. — Árv. fl. lúteas odoríferas,
presas sobre os pecíolos em fascículos; n. v. pau-pereira-branco. Interes-
sante. Det. G. M. Barroso.
Nov. — Pisonia sp. — Árv. fl. verdes perfumadas; n. v. pau-sapo.
Itamaraju, BA (set.-nov.)
Carpotroche brasiliensis (Raddi) Endl. var. bahiensis Rizz. — Árv. fl.
alvas dentes magnas; folhas castanhas lúcidas; n. v. fruta-de-paca.
Cascaria arbórea (Rich.) RB. — Arvoreta fl. esverdeadas odoríferas,
fasciculadas; n. v. catuá-girú.
Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. — Árv. fl. pardas inodoras corola
marcescente; n. v. mutamba. Det. E. Morais.
Macrolobium latifolium Vog. — Árv. fl. róseas algo perfumadas; n. v.
jatobá-mirim.
Swartzia elegans Schott — Árv. fl. lúteas perfumadas; n. v. alecrim-
arruda. Det. E. Morais & J. Almeida.
Swartzia fasciata Rizz. & Matt. — Árv. grande fl. esverdeadas pouco
odoríferas; estames brancos; folhas seríceas; n. v. arruda. Madeira de lei.
Xylosma prockia (Turcz.) — Arvoreta fl. verdes sem cheiro, fascicula-
das, com espinhos válidos. Antes: X. salzmanni (Cios.) Eichl.
Porto Seguro, BA (nov.)
Heisteria laxiflora Engl. — Árv. 10 m, cálice acrescente, início da
frutificação. Det. E. Morais.
Prado, BA (maio)
*
Qualea multiflora Mart. ssp. pubescens (Mart.) Stafl. — Árv. fl. róseo-
claras olentes; n. v. muçambê-branco e piúna-branca. Trata-se realraentc
de Q. jundiahy Warm., que Stafleu (1953) dá como sinônimo daquela
variedade, a qual devia permanecer como espécie válida, a meu ver.
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Swartzia ílaemingii Raddi var. psilonema (Harms) Cowan — Ibidem;
cf. cerrado; n. v. jacarandá.
Tabebuia impetiginosa (Mart.) Standl. — Ibidem; árv. ca. 20 m. 11.
violáceas amplas; n. v. pau-d'arco (roxo).
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nichols. — Ibidem; árv. ca. 18 m. fl.
lúteas magnas; n. v. pau-d’arco (amarelo).
Vitex capitata Vahl — S. João dos Patos; arvoreta 4 m £1. violáceas
quase inodoras, em densas iníl. globosas no ápice de longos pedúnculos;
tolhas digitadas com algumas domácias barbadas; n. v. guabiraba-preta.
II. FLORA CAMPESTRE
PIAUÍ e MARANHÃO
Acosmium dasycarpum (Vog.) Yakov. (Sweetia) — Jerumenha, PI; árv.
ca. 8 m, fl. alvas odoríferas (out.); n. v. pau-cauá (-).
Agonandra brasiliensis Miers — Buriti Çortado, MA; árv. ca. 8 m; n.
v. manim. Casca grossa, suberosa, macia e amarelada. Ainda: mata e
caat.
Anacardium occidentale L. — Vulgar no cerrado; árv. ca. 10 m; n. v,
cajueiro. Pseudofruto minuto. Flores e frutos em outubro.
Andira sp. — Floriano, PI; árv. ca. 7 m, folíolos amplos.
Aristida longifolia Trin. — Por todo o cerrado; iníl. muito laxas.
Aspidosperma cuspa (HBK) Blak — Nazaré, PI; arb. ca. 6 m, fl.
amarelas minutas; n. v. pereiro-branco.
Aspidosperma tomentosum Mart. — Jerumenha, PI; árv. ca. 10 m,
sem súber, fl. esverdeadas inodoras (out.); n. v. canudeiro.
Astronuim urundeuva (Fr. All.) Engl. — Floriano, PI; árv. ca. 6-8 m,
folíolos aromáticos, frutos alados (cálice ampliado); n. v. aroeira-do-sertão.
Bowdichia virgilioides H. B. K. — Buriti Cortado, MA; árvore fl.
violáceas; n. v. sucupira e sucupira-preta. Também na mata.
Bredemeyera floribunda Willd. — Uruçuí, PI; arb. 4 m fl. esverdea-
das inodoras, paniculadas (fev.); folhas nítidas; n. v. canudo. Pode ser
liana.
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Caryocar cuneatum Wittm. — Guadalupe, PI; árv. ca. 8 m, muito
grossa, h. alvas pouco perfumadas, magnas; n. v. pequi. Também BA e
GO, porem, só é comum no PI.
Cassia excelsa Schrad. — Floriano, PI; arb. fl. amarelas; n. v. cana-
fístula. Ocasional.
Crecropia sp. — Ibidem; árv. ca. 12 m, fl masc. esverdeadas, folhas
alvacentas em baixo; n. v. pau-de-formiga.
Combretum leprosum Mart. — Ibidem; arb. frutos imaturos (abril);
n. v. mofumbo. Ocasional. Nazaré, PI; arb. escandente, fl. alvas odorífe-
ras (nov.); n. v. mofumbo.
Combretum mellifluum Eichl. — Uruçuí, Pl; arb. 3 .m fl. douradas
perfumadas (fev.); folhas escamígeras como o anterior; n. v. mofunbo.
Copaifera martii Hayne var. rigida (Benth.) Ducke — Buriti Cortado,
MA; árv. ca. 8 m fl. amarelas (abril); n. v. pau-d'óleo. São Francisco, PI;
árv. ca. 8 m, só botões (dez.); n. v. ídem.
Coumarouna lacunifera Ducke — Uruçuí, PI; árv. 7 m fl. alvas oloro-
sas (jan.); lenho duro resinoso; folíolos translúcido-pontuados; n. v. cas-
tanheira. Cf. mata (MA).
Curatella americana L. — Jerumenha, PI; arb. ca. 6 m ou arvoreta,
frutos novos (out.); n. v. sambaíba. Também na mata (pau-marfim).
Dalbergia violacea (Vog.) Malme — Floriano, PI; arb. ca. 6 m ou
arvoreta; n. v.,cabiúna.
Didymopanax piauhyense Rizz. — Jerumenha, PI; árv. ca. 8 m fl.
esverdeadas odoríferas (out.); folhas ternadas: n. v. louro.
Didymopanax sp. Uruçuí, PI; árv. ca. 7 m, só botões verdes (fev.);
folíolos fulvo-seríceas em baixo; n. v. cascudo.
Dimorphandra gardneriana Tul. — Guadalupe, Pl; árv. ca. 10 m fl.
amarelas fétidas (out.); infl. compactas; n. v. fava-d’anta. Também na
mata.
Dipteryx alata Vog. (Coumarouna) — São Francisco, PI; árv. ca. 15 m
fl. alvas olorosas (nov.); n. v. sucupira-branca.
Engenia dysenterica DC. — Jerumenha, PI; árv. ca. 7 m fl. alvas
perfumadas (out.); n. v. cagaita. No Brasil central: frutos em out.
Exellodendron cordatum (Hook.) Prance — Guadalupe, PI; árv. ca.
8 m fl. esbranquiçado-acinzentadas pouco odoríferas (março); n. v. pau-
pombo. Antes; Parinari cordata Hook.
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Guatteria sp. — Ibidem; árv. ca. 7 m; fl. amarelas inodoras (out.);
n. v. conduru. Uruçuí, PI; árv. ca. 12 m fl. alvacentas odoríferas (jan.);
resina sanguínea; n. v. conduru-branco.
Harpalyce brasiliana Benth. — Uruçuí, PI; arb. 2,5 m fl. amarelo-
rosadas (vermelhas) olentes, magnas (fev.); sem n. v.
Heisteria brasiliensis Engl. — Água Branca, PI; arb, ca. 6 m fl. mí-
nimas fasciculadas; 10 estames de 2 tamanhos (abril); sem p. v.
Himatanthus attenuata (Benth.) Woods. — Uruçuí, PI; árv. ca. 8 m
laticífera fl. alvas perfumadas (fev.); n. v. pau-de-leite. Corresponde me-
lhor a Plumeria fallax M. Arg., dada como sinônimo.
Himatanthus drastica (Mart.) Woods. — Timon, MA; arvoreta ca.
5 m com súber espesso, folhas magnas, frutos velhos amplos (abril).
Hymenaea stigonocarpa Mart..var. pubescens Benth. — Nazaré, PI;
árv. ca. 8 m, só botões (dez.); indumento cinéreo; n. v. Jatobá-de- vaqueiro.
Jacaranda gomesiana Rizz. - Picos, PI; arb. ca. 4 m fl. violáceas
odoríferas, ílorítero e frutífero (set.); n. v. carobinha.
Krameria tomentosa St.-Hil. — Floriano; subarb. frutos com cerdas
pungentes rubras (abril).
Lonchocarpus sericeus (Poir.) H. B. K. — Nazaré, PI; árv. ca. 15 m
fl. violáceas inodoras, pétalas sericea-vilosas (dez.); n. v. ingarana. Margem
de rio. Atrica e America tropicais.
Luehea paniculata Mart. — Floriano, PI; árv. ca. 8 m; n. v. açoita-
cavalo.
Mabea pohliana (Benth.) M. Arg. — Uruçuí, PI; árv. ca. 8 m fl. ver-
des mal-cleirosas, em racemos masc. com 1 flor fem. na base (jan.); n. v.
cascudinho.
Machaerium acutifolium Vog. — Jerumenha, PI; árv. ca. 7 m, só bo-
tões (out.); n. v. coração-de-negro. Cf. mata (MA).
Magonia pubescens St.-Hil. — Buriti Cortado, MA; árvr. 6-10 m fru-
tos magnos, imaturos (abril); n. v. tingui. Uruçuí, PI; árv. ca. 8 m fl. es-
verdeauas por tora e vioiáceas por dentro, quase indorodas (março); n.
v. ídem.
Mimosa caesalpiniaefolia Benth. — Ibidem; árv. ca. 8 m, fl. alvas
perfumadas; látex; n. v. sabiá. Vulgar nas capoeiras; ocasional.
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Martiodendron parvifolium (Benth). Gleason (Martiusia, Martia) —
Nazaré, PI; árv. ca. 12 m, £1. amarelas inodoras; botões oval-alongados
(dez.); n. v. quebra-machado. Uruçuí, PI; ídem; n. v. pau-de-arara.
Mimosa lepidophora Rizz. — Itaveira, PI; arb. ca. 5 m, 11. esverdea-
das odoríferas e minutas (dez.); estames amarelos; n. v. angelim. Também
na caatinga (cf.) .
Mouriri elliptica Mart. — Jerumenha, PI; arb. ca. 6 m, £1. alvas ino-
doras (out.); folhas peninérveas; n. v. puçá-frade.
Ouratea crassifolia (Pohl) Engl. — Ibidem; árv. ca. 8 m, £1. amarelas
olorosas, tirsóideas (out.); n. v. serrote.
Parkia platycephala Benth. — Freqüente; árvore grande e grossa, es-
téril (abril); n. v. faveira. Também mata e capoeira.
Piptadenia moniliformis Benth. — Nazaré, PI; árv. ca. 8 m, £1. ver-
des odoríferas (nov.); madeira dura; n. v. angico-de-bezerro. Antes da ca-
atinga.
Plathymenia reticulata Benth. — Picos, PI; árv. ca. 8 m, £1. esverdea-
das perfumadas (set.); n. v. candeia. Freqüente.
Platypodium elegans Vog. — Conceição do Canindé, Pl; Arb. ca.
5 m, arvoreta, fl. amarelas pouco olentes, vistosas (out.).
Pouteria chrysophylloides (Mart.) Radlk. — Picos, PI; Arb. ca. 6 m,
fl. esverdeadas odoríferas e fasciculadas (set.); n. v. maçaranduba. Antes
conhecida de campo, BA.
Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk. — Guadalupe, PI; Ârv. ca. 8 m, fl.
esverdeadas pouco cheirosas, em racêmulos curtos (março); n. v. maça-
randuba.
Psittacanthus piauhyensis Rizz. — Sete Cidades, Piracuruca, PI; Arb.
parasítico fl. rubras inodoras (abril); antes identificado como P. plagio-
phyllus Eicnl., que é hileiano e silvestre; n. v. erva-de-passarinho.
Pterodon polygalaeflorus Benth. — Buriti Cortado, MA; Árv. ca.
12 m, com frutos velhos (abril); n. v. sucupira-branca.
jQualea grandiflora Mart. — Jerumenha, PI; Arb. ca. 6 m, fl. amare-
las inodoras amplas (out.); n. v. pau-terra-de-folha-larga.
Qualea parviflora Mart. — Ibidem; Arb. ca. 6 m, fl. violáceas bem
menores (dez.); n. v. pau-terra-de-folha-miúda. Folhas secas amareladas.
São Francisco, PI; Árv. ca. 8 m, como acima (out.), inclusive n. v.
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Rheedia macrophylla (Mart.) PI. & Tr. — Buriti Cortado, MA; Ârv.
8 m, frutos magnos, estéril (abril); n. v. bacopari.
Rollinia sp. — São Francisco, PI; Arb. ca. 5 m, fl. pardas pouco
perfumadas (nov.); n. v. bananinha.
Salada induta Rizz. — Jerumenha, PI; Arb. ca. 6 m, fl. violáceo-
amareiaclas levemente perfumadas e fasciculadas (out.); n. v. sete-capas.
Sclerolobium paniculatum Vog. - Ibidem; Árv. ca. 8 m, galhos su-
bhorizontais, fl. douradas odoríferas (dez.); n. v. cachamorra. Floriano,
PI e Buriti Cortado, MA, Ârv. ca. 10 m, como acima; n. v. pau-pombo
(este é o usual). Em Timon, MA, no fim da floração (abril).
Solanum jubatum Wiild. — Bertulimia, PI; Arb. 3 m, fl. violáceas
pouco olorosas (tev.); folhas lobadas estelato-tomentosas; acúleos e setas
nos ramos; n. v. lobeiro.
Solanum lycocarpum St.-Hil. — Vulgar; Arb. 1-5 m, fl. violáceas
(abril), grande baga; n. v. lobeira.
Stryphnodendron coriaceum Benth. — Jerumenha, PI; Ârv. ca. 8 m,
fl. esverueadas odoríferas (out.); n. v. barbatimão. Comum.
Swartzia flaemingii Raddi var. psilonema (Harms) Cowan Nazaré,
PI; Ârv. ca. 10 m, pétala única serícea e alva (dez.); resina rubra; n. v.
jacarandá. Também na mata.
Terminalia actinophylla Mart. — São Francisco, PI; Ârv. ca. 8 m, 11.
pardacentas odoríferas e racemulosas (nov.); n. v. chapada e catinga-de-
porco. Muito comum; conhecida antes da Bahia. Em abril, frutos novos.
Terminalia fagifolia Mart. & Zucc. - Floriano, PI; Árv. ca. 6-8 m,
frutos imaturos (abril); n. v. como a anterior.
Terminalia punctata Eichl. - Água Branca, PI; arbúscula, folhas
seríceo-vilosas em baixo e com pontos translúcidos, estéril (abril).
Terminalia sp. — Jerumenha, PI; Ârv. ca. 8 m, fl. pardacentas odo-
ríferas (out.), racemulosas; n. v. chapada e catinga-de-porco. Picos, PI;
Árv. 6 m, tt. esverdeadas quase inodoras (nov.); n. v. chapada; casca dos
ramos exfoliativa; folhas jovens mucronadas.
Thieleodoxa lanceolata (Hook.) Cham. — Nazaré, PI; Arb. ca. 6 m, fl.
esverdeadas inodoras (dez.) masc.; n. v. farinha-seca.
Thiloa glaucocarpa Eichl. — Ibidem; Arb. ca. 6 m, fl. cinéreas quase
inodoras em infl. rubro-lepidota (nov.); n. v. cipáúba.
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Tocoyena brasiliensis Mart. — São Francisco, PI; Ârv. ca. 8 m, fl.
lúteas odoríferas (nov.); corola muito longa; n. v. jenipapinho. Em mar-
gem de riacho no cerrado.
Trichilia sp. — Buriti Cortado, MA; Ârv. ca. 10 m, com frutos cap-
sulares passados (abril); n. v. mamoninha.
Zehyera digitada (Vell.) Hoehne (Z. montana Mart.) — Floriano, PI;
Arb. variável, trutos equinados (abril); n. v. bolsa-de-pastor.
Individualidade fitogeográfica do cerrado piauiense-maranhense —
A savana do Piauí e do Maranhão é idêntica à do Brasil Central fisio-
nômica e estruturalmente. A constituição das comunidades e as carecte-
rísticas organográíicas dos vegetais são as mesmas em ambas as regiões.
Mas, difere sensivelmente da forma central ou nuclear no concernente
à composição. Demonstra, conseqüentemente, individualidade florística,
conforme se verá em continuação, mediante o tratamento analítico de
sua flora.
1 . Espécies comuns ao cerrado do Brasil Central — Acosmnum da-
sycarpum, Agonandra brasiliensis, Andira humilis, Aspidosperma tomen-
tosum, Astronium urundeuva, Bowdichia virgilioides, Bulbostilys para-
doxa. Casearia sylvestris, Curatella americana, Dalbergia violacea, Dimor-
phandra mollis, D. gardneriana, Dipteryx alata, Enterolobium gummife-
rum, Eugenia dysenterica, Hymenaea stigonocarpa, Lafoensia sp., Luehea
paniculata, Magonia pubescens, Maprounea brasiliensis, Ouratea crassi-
folia, Plathymenia reticulata, Platypodium elegans, Pterodon polygalae-
florus, Qualea grandiflora, Q. parviflora, Salvertia convallariodora, Scle-
rolobium paniculatum, Simarouba versicolor, Tabebuia caraiba, Termi-
nalia íagilolia, Tocoyena brasiliensis e Thieleodoxa lanceolata. E: Sola-
num jubatum, Mabea pohliana e Pouteria ramiflora.
2. Espécies inexistentes no Brasil Central — Pertencem a duas ca-
tegorias:
2.a Espécies congenéricas — Ou seja, que substituem entidades se-
melhantes ao Planalto Central: Anacardium occidentale, Aristida longi-
folia, Caryocar cuneatum, Copaifera martii, Combretum mellifluum,
Coumarouna lacunifera, Didymopanax piauhyense, Exellodendron corda-
tum, Himatanthus attenuata, Jacaranda gomesiana, Mouriri elliptica. Sa-
lada induta e Psittacanthus piauhyensis — em lugar de, respectivamente:
A. curatellifolium, A. setosa, C. brasiliense, C. langsdorffii, C. parviflorum,
Dipteryx alata (Coumarouna), D. macrocarpum e D. vinosum, E. gard-
neri, H. obovata, J. ulei, M. pusa, S. micrantha e S. campestris e P. pla-
giophyllus, ao lado de representantes de gêneros como Andira, Pouteria
e koupala, ex. gr., ainda não investigados quanto às conexões em foco.
2. Espéries sem parentesco central — Tais como: Bredemeyera flo-
ribunda. Mimosa lepidophora, Parkia platycephala, Lecythis pisonis,
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Rheedia macrophylla, Astrocaryum vulgare, Tenninalia actinophylla, T.
punctata, Heisteria brasiliensis, Cassia excelsa, Combretum leprosum,
Swartzia flaemingii var. psilonema, Thiloa glaucocarpa, Lonchocarpus
sericeus, Martiodendron parvifolium, Piptadenia momliformis. Mimosa
caesalpiniaefolia e Aspidosperma cuspa, aliadas a outras ainda sem iden-
tificação por ora. A maior parte deste elemento corológico é constituída
de espécies acessórias (oriundas de outras formações) — poder-se-ia afirmar
mesmo que todas elas (2b) são alienígenas! Ao demais, espécies como
Anacardmm occidentale, Agonandra brasiliensis, Aspidosperma cuspa, As-
tronium urundeuva, Bowdichia virgilioides, Curatella americana, Lon-
chocarpus sericeus, Luehea paniculata e Thieleodoxa lanceolata são, so-
bretudo, espécies de ampla dispersão, ocorrendo em matas várias, caatinga
e mesmo fora do país, conquanto algumas sejam igualmente membros
típicos da savana centro-brasileira.
Em síntese, temos: 36 espécies comuns ao cerrado central, ou seja,
51 %, e 33 espécies que neste não ocorrem, isto é, 49%; destas últimas,
45 % apenas são peculiares (2a.), montando as acessórias (2b.) a 53 %. Por
fim, faltam elementos típicos do Brasil central, tais como: Echinolaena
infíexa, Tristachya leiostachya e as conspícuas Vochysia; mesmo as vulga-
res malpighiáceas, mirtáceas e anonáceas mostram-se ali escassas. Em
compensação, há uma cereoídea colunar elevada em plena savana, pouco
frequente, contudo.
Concluindo, a despeito de haver na sávana em tela ca. 48 % de
espécies acessórias no conjunto (incluindo as comuns ao Brasil Central
que são também intrusivas no cerrado), o cerrado piauiense-maranhense
exiüe evidente individualidade fitogeográfica em face da composição flo-
rística — que, se por um lado apresenta manifesta afinidade com a for-
mação homóloga central, por outro mostra cerca de metade de sua flora
dotada de caráter particular em relação àquela. Nota-se que a proporção
de eiementos secundários não discrepa da verificada no centro do país e,
mais ainda, que lá também ocorrem conspícuos elementos silvestres, re-
velando a mesma relação de origem com a floresta, conforme se sabe
acontecer na área nuclear do cerrado. Dignos de menção mostram-se:
Parkia platycephala, Heisteria brasiliensis, Swartzia flaemingii, Agonan-
dra brasiliensis, Sclerolobium paniculatum, Curatella americana, Luehea
paniculata, Lecythis pisonis, Rheedia macrophylla, ex. gr. Em suma,
temos no PI. e no MA. um cerrado contendo metade de elementos
centrais e metade de eiementos não-centrais, dos quais a. mór parte é
de espécies acessórias, pelo que pode ser caracterizado pela composição.
II. FLORA XERÓFILA
Casa Nova, BA (março-abril)
Acacia piauhyensis Benth. — Arb. ca. 6 m, acúleos minutos, fl. amare-
las levemente olorosas; n. v. unha-de-gato.
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cm ..
Allamanda oenotheraefolia Pohl — Arb. ca. 5 ra, latescente, fl. lúteas
sem cheiro, amplas; fruto setoso.
Apterokarpos gardneri (Engl.) Rizz. — Ârv. ca. 6-8 m, resinosa, folío-
los grosseiramente crenados; flores e frutos pequeninos; n. v. aroeira-mole.
Antes: Loxopterygium gardneri Engl.
Bauhinia cheilantha Steud. — Arb. ca. 6 m, fl. alvas pouco odoríferas;
n. v. mororó.
Byrsonima sericea DC. — Arb. ca. 5 m, fl. pardacentas pouco oloro-
sas; n. v. murici.
Caesalpinia ferrea Mart. var. ferrea — Arb. ca. 6 m, ou arvoreta, li.
amarelas perfumadas; n. v. jucá.
Caesalpinia microphylla Mart. — Arb. folíolos minutos, fl. lúteas
pouco olentes; n. v. catingueira-rasteira.
Caesalpinia pyramidalis Tul. — Arb. ca. 6 m, fl. amarelas odoríferas;
folíolos maiores; n. v. catingueira-verdadeira e canela-de-velho.
Calhandra macrocalyx Harms — Arb. ca. 4 m, fl. alvas levemente
olorosas, magnas e muito pilosas; sem n. v.
Cassia angulata Vog. — Arb. ca. 4 m, fl. amareladas inodoras; n. v.
são-joãozinho.
Cassia biflora L. — Arb. ca. 5 m, fl. lúteas pouco perfumadas, n. v.
pau-de-formiga.
Cassia excelsa Schrad. — Árv. ca. 8 m, flores como acima; n. v.
canafístula.
Combretum monetaria Mart. — Arb. ca. 3 m, fl. pardacentas odorí-
feras; frutos alados; n. v. cipaúba.
Cordia leucocalyx Fresen. — Arb. ca. 3 m, fl. alvas inodoras, visto-
sas; n. v. pintadinho.
Fraunhofera multiflora Mart. (Celastraceae) — Árv. ca. 8 m, fl. esver-
deadas sem perfume; n. v. pau-branco.
Helicteres sp. — Arb. fl. esverdeadas, folhas cordiformes serreadas;
n. v. malva-branca.
Jatropha pohliana M. Arg. — Arb. ca. 6 m, fl. alvas inodoras; látex;
acúleos mínimos; n. v. favela-braba.
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Lycium piocorreanum Rizz. — Árv. ca. 8 m, fl. alvas inodoras; folhas
e flores em tascículos em os nós, que levam também um espinho curto;
n. v. quixabeira-branca.
Maytenus rigida Mart. — Arb. ca. 6 m, fl. minutas verdes pouco
olorosas; n. v. pau-de-colher.
Mimosa acutistipula Benth. — Arb. ca. 6 m, fl. alvas bem odoríferas;
estipulas e estipelas setosas; n. v. jureminha.
Mimosa fascifolia Rizz. - Arb. ca. 4 m, fl. alvas capituladas e per-
fumadas; n. v. carquejo.
Mimosa limana Rizz. — Arvoreta 7 m, fl. alvas perfumadas; raros
acúleos; a etiqueta assinala; "látex presente"; n. v. jurema-preta. Cf. Se-
nhor do Bontun.
Mimosa verrucosa Benth. — Arb. ca. 6 m, fl. róseas perfumadas; ver-
rucoso-tomentosa; n. v. graminal.
Pipatadenia moniliformis Benth. — Árv. ca. 7 m, fl. amarelo-parda-
centas pouco odoríferas; n. v. angico-de-bezerro.
Pithecellobium oligandrum Rizz. — Árv.- ca. 8 m, resinípara, fl. alvas
olorosas; n. v. arapiraca.
Sebastiania singularis Rizz. — Árv. ca. 8 m, fl. rubescentes sem chei-
ro; n. v. cacuricaba.
Triplaris abbreviata Rizz. — Arb. ca. 4 m, racêmulos curtíssimos,
em fruto (fem.). Arb. ca. 5 m, fl. pardacentas inodoras (masc.).
Casa Nova, BA (agosto)
Piptadenia macrocarpa Benth. — Margem do riacho dos Canudos
(mata ciliar); arvoreta 5 m, fl. levemente perfumadas; n. v. angico-brabo
ou angico-de-caroço.
Pithecellobium multiflorum (H. B. K.) Benth. — Ibidem; Árv. 8 m,
fl. alvas levemente olorosas; n. v. muquém.
Campo Formoso, BA (abril)
Aeschynomene arbuscula Rizz. — Arb. lenhoso ca. 4 m, fl. lúteas
vistosas; n. v. pau-de-fuso.
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Kallstroemia tribuloides (Mart.) Wight 8c Arn. — Erva prostrada muito
vilosa; semelhante a Tribulus terrestris, porém, os carpídios do fruto são
mais numerosos e inermes, e as flores maiores. Pouco encontradiça (tam-
bém em Paulo Aíonso). As duas espécies petencem às Zigofiláceas.
Mimosa fascifolia Rizz. — Arb. ca. 3 m, aculeado e já mencionado; n.
v. alagadiço.
Nicotiana glauca Grah. — Arb. ca. 5 m, glauco, fl. amarelas leve-
mente perfumadas; n. v. eucalipto-brabo. Ruderal.
Vitex gardneriana Schauer — Arb. ca. 5 m, fl. violáceo-claras pouco
olorosas; folhas simples e muito duras; com fruto também; n. v. jenipapo-
brabo.
Petrolina, PE (ago.-set.)
Cesalpinia laxiflora Tul. — Arvoreta ca. 4 m fl. lúteas olentes; toda
referta de glândulas estipitadas; n. v. canela-de-veado.
Cassia martiana Benth. — Arvoreta 3-5 m fl. lúteo-douradas inodo-
ras, em racemos longos estrobiliformes no ápice; frutos em abril; n. v.
canafístula. No Rio de Janeiro, floresce em jan.-maio. Fácil de cultivar e
extremamente ornamental.
Mimosa acutistipula Benth. — Arvoreta 5 m fl. alvas pouco odoríferas;
raros acúleos; n. v. jurema-branca. Cf. Casa Nova.
Araripe, PE (agosto)
Mimosa verrucosa Benth. — Arvoreta fl. róseo-fortes odoríficas; toda
coberta de pêlos dispostos em vernáculas diminutas; n. v. jiquiri. Cf. Casa
Nova.
São Raimundo Nonato, PI
Acacia trijuga Rizz. — Árv. mediana, resinífera, fl. amarelo-claras odo
ríferas (set.), com vagens algo imaturas; n. v. lambe-beiço e rama-de-besta.
Aspidosperma pyrifolium Mart. — Art. ca. 5 m, fl. alvas perfumadas,
vistosas (set.); n. v. pereiro.
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Jatropha mutabilis (Pohl) Baill. — Arb. 1-2 m, algo suculento, 11. pe-
quenas; com frutos.
Pseudobombax sp. — Arvoreta fl. magnas, vistosas, verdes, graveo-
lentes; pétalas e estames 9-12 cm (só flores em julho).
Tribulus terrestris L. — Erva humifusa, alongada, muito pilosa, fl.
citrinas e frutos espinhosos. Cosmopolita. Rara no Brasil.
Campo Alegre de Lourdes, BA
Cenostigma gardnerianum Tul. — Árv. já tratada, vulgar no Pl, pró-
pria da floresta e comum nas capoeiras; n. v. caneleiro e canela-de-velho.
Torresea cearensis Fr. All. — Arb. odorífero (cumarina) no lenho e
sementes; n. v. imburana-de-cheiro.
Ibipeba, BA (abril)
Polygala albicans Chod. — Arvoreta espinhosa 4 m fl. alvas com uma
pétala azul, perfumadas; sem n. v.
Cameleira, BA (março)
Peltogyne pauciflora Benth. — Arvoreta m fl. alvas sem odor; botões
globosos, minutos; ovário 3-ovulado; n. v. jitaí. Espécie rara.
Jaguararí BA (abril-maio)
Cordia insignis Cham. — Arb. ca. 6 m, fl. alvacentas especiosas e ino-
doras; n. v. freijó.
Luehea uniflora St.-Hil. — Arb. ca. 5 m, infl. fulvo-rufa, fl. alvadias
pouco odoríferas; n. v. malvão-brabo.
Ptilochaeta glabra Niedz. — Arvoreta 6 m fl. com longas cerdas plu-
mosas; frutos graveolentes (set.); n. v. estralador. Det. G. M. Barroso.
Poeppigia procera Presl. — Arb. ca. 6 m, fl. amarelas inodoras; n. v.
coraçã ode-negro.
Joazeiro, BA (junho)
Capparis yco Mart. & Zucc. — Arb. ca. 6 m, fl. lúteas quase sem cheiro;
extremidades áureo-pulverulentas; n. v. icó-peludo.
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Xique-Xique, BA (maio)
Aspidosperma cuspa (HBK) Blake — Arb. ca. 6 m. fl. minutas inodo-
ras; n. v. pequiá.
Couepia uiti (Mart. & Zucc.) Benth. — Arb. ca. 5 m, fl. alvas gra-
veolentes; resina vinhosa; n. v. assicí.
Luetzelburgia auriculata (Fr. All.) Ducke ( L. pterocarpoides Harms)
— Árv. ca. 8 m, fl. rubro, violáceas, cálice rufo; n. v. banha-de-galinha.
Nada’ comum.
Mouriri weddelliana Naud. — Arb. ca. 6 m, fl. violáceo-pálidas de
cheiro desagradável; folhas enérveas; n. v. cruíbi.
Barra, BA (abril-julho)
Luetzelburgia frcire-allemani Rizz & Matt. — Arvoreta fl. grandes alva-
centas e odoríferas (julho); corola subregular, pétalas e estames livres
entre sin. v. moela-de-galinha.
Mimosa hostilis Benth. — Arb. espinhoso fl. alvacentas cheirosas
(abril); n. v. jurema-preta.
Piptadenia biuncifera Benth. — Arvoreta fl. verdes mal-olentes (ju
lho); acúleos curvos (cf. S. Raimundo Nonato, PI); n. v. espinheiro.
Remanso, BA (abril)
Cassia supplex Mart. — Erva prostrada fl. amarelas pequeninas, le-
gumes minutos vilosos; 5 estames e 2 estaminódios mínimos.
Erythroxylum pungens Schulz — Arb. fl. alvas perfumadas (nov.);
muitos râmulos rígidos e lenticelosos, particamente com disposição dís-
tica; n. v. candeia. Os râmulos anotinos são escamosos como peixe. Pouco
coletado. Floresce quase desfolhado. Det. A. Amaral Jr.
Luetzelburgia freire-allemani Rizz. & Matt. — Cf. Barra, BA; a madei-
ra desta leg. lotóidea de flores quase actinomorfas é extremamente seme-
lhante à de Sweetia fruticosa Spreng. (= Ferreira spectabilis Fr. All.), pro-
piciando facilmente confusão na identificação da espécie na ausência de
flores. N. v. sipipira.
Harpochilus neesianus Mart. — Arb. 2-3 m, algo suculento, fl. ama-
relas vistosas, com lábios muito longos, e cápsulas magnas.
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Pithecellobium blanchetianum Benth. — Árv. mediana II. alvas le
vemente olentes (jan.); pinas trijugas; n. v. saia-de-comadre. Muito rara.
Jacobinia, BA (abril)
Capparis cynophallophora L. var. puberula Rizz. — Arb ca. 3,5 m, fl.
amarelo-claras em início de frutificação; n. v. feijão-brabo.
Senhor do Bonfim (maio)
Acacia glomerosa Benth. — Arb. 6 m, fl. citrinas odoríferas em glo-
mérulos capituliformes; n. v. canaleiro.
Mimosa limana Rizz. — Arb. ca. 6,5 m, fl. alvacentas bem perfuma-
das n. v. jurema-preta.
Mirangaba, BA (maio)
Allamanda puberula DC. — Arb. ca. 3 m, fl. amarelas pouco oloro-
sas, com capsulas equinadas; n. v. sete-patacas.
Lonchccarpus obtusus Benth. — Arvoreta 6 m fl. violáceas odoríferas;
n. v. sucupira-braba. Pouco disseminada.
Pterocarpus ternatus Rizz.j — Arb. ca. 3 m fl. amarelas, com mácula
violácea no vexilo, olorosas; resina rubra; n. v. pau-sangue.
Curaçá, BA (maio-junho)
Acacia tavaresorum Rizz. — Arb. ca. 6 m, fl. alvadias muito olentes;
pequenos acúleos e estipulas foliáceas; n. v. espinheiro.
Bumelia sartorum Mart. — Árv. ca. 7 m, fl. esverdeadas com odor
enjoativo, vistosas; espinhos geminados; n. v. brinco-de-suim.
Pihecolobium diversifolium Benth. — Árv. ca. 7 m, fl. esverdeadas
com odor enjoativo, vistosas; espinhos geminados; n. v. brinco-de-suim.
Sapindus saponaria L. — Árv. ca. 8 m, fl. amarelas quase inodoras; n.
v. sabonete.
Tabebuia caraiba (Mart.) Bur. — Árv. ca. 12 m, fl. amarelas odorí-
feras, amplas; n. v. craibeira.
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Capparis jacobinae Moric. — Arb. ca. 3,5 m, fl. esverdeadas inodoras,
folhas lanceoladas; n. v. icó-liso.
Cassia cana Nees & Mart. — Arb. ca. 4,5 m, fl. lúteas quase inodoras^
folhas inferiormente ferrugíneo-tomentosas.
. . Cassia excelsa Schrad. — Árv. ca. 8 m, já citada; n. v. são-joão.
Colubrina solanacea Rizz. — Arb. ca. 4 m, fl. esverdeadas quase ino-
doras.
Cordia crenatifolia Rizz. — Arb. ca. 4 m, fl. alvas levemente odorífe-
ras, pequenas; n. v. folha-larga.
Dalbergia frutescens (Vell.) Britt. (D. variabilis Vog.) — Arb. ca.
4,5 m, fl. verde-pálidas olorosas; n. v. mata-pulga.
Gochnatia oligocephala (Gardn.) Cabr. — Arb. ca. 4 m, capítulos
lúteos odoríferos; n. v. candeia. Det. G. M. Barroso.
Jatropha pohliana M. Arg. — Arb. ca. 3 m, fl. róseo-escuras pouco-
olentes; n. V. pinhão-brabo.
Lantana microphylla Mart. — Arb. ca. 3 m, fl. alvacentas pouco per-
fumadas; n. v. alecrim.
Patagonula bahiensis Moric. — Arb. ca. 3 m, fl. alvadias com cálice
pulverulento-sulfúreo; n. v. mulambá.
Piptadenia moniliformis Benth. — Arb. ca. 6 m, fl. lúteas perfuma-
das; n. v. amorosa.
Vochysia pyramidalis Mart. — Árv. ca. 10 m, resinífera, £1. amarelas
inodoras; n. v. pau-d'água. Margem de rio.
Campo Formoso, BA (out.) ;
Auxemma glazioviana Taub. — Arvoreta 5 m, fl. alvas suaveolentes
(jan.); n. v. folha-larga. Madeira de lei.
Cassia blanchetii Benth. — Arvoreta 4 m, fl. lúteas perfumadas (out.);
1 par de folíolos sésseis, grossos; folhas subsésseis; n. v. rompe-gibão. O
coletor assinalou na etiqueta "cerrado". Det. G. M. Barroso.
Mouriri pusa Gardn. — Margem do Preto (mata ciliar); arvoreta 5 m,
fl. alvacentas, ramiflora; folhas enérveas apiculadas; n. v. puça-vermelho..
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Bursera leptophloeos Engl. — Arb. ou arvoreta copada, muito difun-
dida; n. v. ialsa-imburana e imburana-de-abelha; comumente abriga abe-
lhas selvagens.
Caesalpinia ferrea Mart. var. ferrea — Árv. mediana, fl. lúteas com
mancha rubra no estandarte e odoríferas (set.); n. v. pau-ferro.
Calhandra aristulatá Rizz. — Arb. ca. 3 m, fl. verde-pálidas odorífe-
ras, vistosas (set.); n. v.triadim.
Cassia excelsa Schrad. — Arb. já mencionado antes; n. v. canafístula.
Cassia velutina Vog. - Arb. com estipulas reniformes magnas, fl.
amarexas e frutos lineares (abril); n. v. canafístula.
Cenostigma gardnerianum Tul. — Árvore mediana, tronco escavado-
canelado, fl. lúteas odoríferas (set.); n. v. canela-de-velho e caneleiro. Mata
e capoeira, comum.
Cnidoscolus phyllacanthus (Mart.) Pax Sc Hoffm. — Árv. ca. 8 m, fl.
alvas olentes (set.); sumidades com setas cheias de líquido urticante; n. v.
favela (faveleira).
Croton hemiargyreus M. Arg. — Arbusto vulgar; n. v. marmeleiro.
Dalbergia sp. — Arb. ca. ti m, frutos e flores amarelas com máculas
pardas (set.); n. v. pereiro-de-caibro.
Lonchocarpus praecox Mart. — Arb. ca. 6 m, fl. violáceas inodoras,
vistosas (set.); n. v. angelim.
Piptadenia biuncifera Benth. — Árv. ca. 7 m, só frutos (set.); nós com
dois espinhos recurvados; n. v. Jucurutu.
Piptadenia peregrina (L.) Benth. - Árv. ca. 12 m, fl. amarelo-claras
odoríferas (set.); casca verrucosa; n. v. angico-verdadeiro e angico-manso.
Poeppigia procera Presl — Arb. ca. 6 m, fl. amarelas olorosas; n. v.
caracu.
Pterodon abmptus Benth. — Arvoreta rara, o endocarpo alado, fl. vio-
láceas-, pálidas.
Spondias tuberosa Arr. Cam. — Arb. ca. 6 m, fl. alvacentas de cheiro
enjoatwo (set.); n. v. umbuzeiro.
Terminalia fagifolia Mart. & Zucc. — Arvoreta com frutos jovens
(abril); n. v. catinga-de-porco.
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Xerotecoma dardanoi Gomes Jr. — Árv. ca. 7 m, fl. amarelo-escuras e
internamente arroxeadas, o perlume desagradável (set.); corola larga-
mente campanulada; folíolos pequenos e tomentosos; n. v. umbigo-de-
viúva e chiire-de-carneiro. Gênero descrito recentemente para PE (Gomes
Jr., 19(54).
Zizyphus joazeiro Mart. — Árv. ca. 7 m, fl. minutas (set.); folhas ser-
readas e trinérveas; n. v. juazeiro.
PICOS, PI
Agonandra brasiliensis Miers — Arb. ca. 6 m, fl. fem. mínimas, esver-
deadas (set.); casca suberosa, crassa; n. v. marfim. Comum no cerrado e
na mata.
Aspidosperma cuspa (HBK) Blake — Arb. ca. 5 m, fl. lúteas odorí-
feras (set.): n. v. pereiro-branco. Já mencionado.
Aspidosperma pyrifolium Mart. — Arb. ca. (5 m, fl. alvas, etc.; citado
antes.
Callisthene fasciculata (Spr.) Mart. — Arb. ca. 5 nl, fl. amarelas sem
odor (set.); n. v. capitão-do-campo.
Chlorophora tinctoria (L.) Gaud. var. tinctoria — Árv. ca. 10 m, fl.
esverdeadas fem. em capítulos (set.); tolhas serreadas; látex; n. v. amo-
reira (moreira). Margem de riacho (planta nemorosa). Det. P. Carauta.
Combretum leprosum Mart. — Arb. fl. violáceas (passadas), etc.; n. v.
catinga-branca.
Dalbergia cearensis Ducke — Arb. ca. 5 m, frutos jovens (set.); n. v.
violeta. Antes conhecida da BA e CE.
Diptychandra epunctata Tul. — Árv. ca. 8 m, fl. esverdeadas odorífe-
ras, minutas (set.); n. v. birro-branco.
Erythroxylum sp. — Arb. ca. 4 m, frutífero (set.); n. v. rompe-gibão.
Pagara stelligera (Turcz.) Engl. — Arb. ca. 6 m, fl. verdes odoríferas
(set.); inerme (ponta de ramo), com pêlos estrelados; n. v. laranjinha.
Só da BA antes; rara.
Hymenaea sagittipetala Rizz. — Árv. ca. 9 m, fl. alvacentas perfuma-
das (out.); indumento rufo-seríceo; n. v. jatobá-de-vaqueiro.
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Lonchocarpus praecox Mart. — Árv. ca. 8 m, fl. violáceas inodoras,
vistosas (set.); n. v. jasmim. De MG, raro.
Machaerium sp — Arb. ca. 6 m, £1. em início de frutificação, violá-
ceas (set.); n. v. coração-de-negro.
Ouratea xerophila Rizz. — Arb. ca. 4 m, fl. amarelas odoríferas (set.);
escleróíila.
Piptadenia macrocarpa Benth. — Árv. ca. 12 m, fl. alvas pequeninas
(set.); casca lisa; n. v. angico-verdadeiro.
Vitex polygama Chain. — Árv. ca. lü m, indumento dourado-parda-
cento e denso; fl. violáceas odoríferas (set.); n. v. mama-cachorro. Antes:
de CE a SP.
São João do Piauí, PI
Allamanda puberula DC. — Arb. ca. 4 m, fl. lúteas, amplas, odorífe-
ras (out.); n. v. quatro-patacas.
Caesalpinia pyramidalis Tul. — Arb. ca. 4 m, fl. amarelas perfuma-
das (out.); n. v. pau-de-rato.
Cassia sp. — Arbusto fruto cilíndrico-obovóideo (abril); folíolos no
ápice bífidos.
Guettarda angélica Mart. — Arbusto de tolhas pequenas e duras, fl.
alvas e olorosas (aDril).
Diptychandra epunctata Tul. — Arvoreta já mencionada; n. v. pau-
de-bilro ou birro).
Hymenaea sagittipetala Rizz. — Árv. ca. 7 m, referida anteriormente;
n. v. jatobá.
Helicteres muscosa Mart. — Arbusto fl. vermelhas (abril).
Mimosa lepidophora Rizz. — Arb. ca. 5 m, fl, amarelo-pálidas algo
olorosas (out.), rico em escamas rufas; n. v. angico-de-bezerro. Cf. cerrado,
onde foi encontrada igualmente.
Mimosa verrucosa Benth. — Arb. ca. 3 m, fl. rubras de odor enjoativo em
densas espigas (out.); indumento verrucoso-tormentoso; n. v. jurema-de-
vaqueiro.
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cm ..
Pterocarpus villosus Mart. — Arb. ca. 3 m, íl. amarelas com mácula
rubrano labelo e odoríferas (out.); cede resina sanguínea; n. v. pau-san-
gue.
Tabebuia spongiosa Rizz. — Árv. ca. 8 m, sem folhas, fl. amarelas com
riscos rubros internamente (out.); ramos dicotômicos; n. v. cascudo.
Paulistana, PI
Calhandra suberifera Rizz. — Arb. 3,5 m ramos suberosos, râmulos es-
camosos e espinhos terminais; fl. róseas e brancas inodoras (nov.); n. v.
barba-de-saguim.
Capparis cynophallophora L. var praemorsa Rizz. — Arvoreta 5 m fl.
amplas violáceo-pálidas graveolentes (nov.); tolhas profundamente recor-
tadas no ápice; n. v. feijao-brabo.
Erythroxylum pungens Schulz — Arb. 3 m fl. alvacentas olentes (nov.);
n. v. rompe-gibão. Cf. Remanso, BA. Floresce quase sem folhas. Det. A.
Amaral Jr.
Mimosa limana Rizz. — Arb. 4 m fl. alvacentas (nov.); alguns raros
acúleos; n. v. jurema-preta. Cf. Jacobina, BA.
Mimosa acutistipula Benth. — Arb. ca. 4 m fl. esbranquiçadas pouco
olorosas; n. v. jurema-de-caboclo. Cf. Casa Nova, BA.
Sapium argutum (M. Arg.) Huber — Arvoreta leitosa 5 m fl. amarelas
odoríferas (nov.); folhas agudamente serruladas; n. v. burra-leiteira.
Stryphnodendron piptadenioides Martins — ca. 5 m fl. violáceas (nov.);
folíolos pardo-lúteos, com tufo de pêlos seríceos em um dos lados da
base, na página inferior; n. v. angico-brabo.
Simplício Mendes, PI
Aspidosperma refractum Mart. — Arb. ca. 6 m, fl. esverdeadas com
odor enjoativo (out.); n. v. pequiá.
Bocoa mollis (Benth.) Cowan var. piauhyensis Rizz. — Antes: Swart-
zia. Arb. ca. 3 m, fl. alvas unipétalas (out.) situadas abaixo das folhas.
Capparis cynophallophora L. — Arb. ca. 3 m, fl. verdes pouco oloro-
sas, vistosas (out.); n. v. feijão-brabo. Mencionado antes.
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Cordia rufescens DC. — Arb. ca. 3 m, fl. branco-pardacentas algo
perfumadas, magnas (out.); tolhas serreadas do meio para o ápice; n. v.
grão-ae-gaio. Antes só da BA.
Dalbergia cearensis Ducke — Arb. ca. 3,5 m, fl. esverdeadas odorífe-
ras (out.); n. v. violeta. Já citada.
Diptychandra epunctata Tul. — Árv. ca. 7 m, fl. amarelas perfumadas
(out.); n. v. birro (bilro), indicada anteriormente.
Petraea sp. — Arbusto escandente, folhas serreadas, só frutos (abril),
o cálice ampliado.
Piptadenia moniliformis Benth. — Vulgar no PI e BA, flores rubras
e frutos jovens (abril); n. v. angico-de-bezerro.
Caracol, PI
Allamanda violacea Gardn. & Field — Arb. fl. violáceas e cápsulas se-
tosas (abril).
Nazaré, PI
Croton floribundus Spreng. var. piauhyensis Rizz. — Arb. ca. 5 m,
II. alvas pouco perfumadas (nov.); n. v. marmeleiro; rico em escamas pilí-
feras e brilhantes. Transita para o cerrado.
Monsenhor Hipólito, PI
Cenostigma gardnerianum Tul. var. latifolium Benth. — Arb. ca. 6 m,
já referido (cf.).
Santo Antonio, PI
Brosimum gaudichaudii Tréc. — Árv. ca. 10 m, fl. verdes em capítulos
(set.); látex; n. v. inharé. Perto d'água.
Com base na lista florística arrolada neste trabalho, de aquisição
recente, verifica-se que há, na caatinga bahiano-piauiense, cerca de 6Ü%
de espécies próprias e 37% de espécies acessórias, originárias de outras
formações. Não deixa de ser interessante confrontar esses novos valores
com os de Rizzini (1963), que montam a 66% de espécies peculiares e a
34% de elementos alienígenas. No caso presente, não houve seleção; todas
as espécies recém-coletadas mereceram consideração, num total de 115.
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No exemplo anterior (1963), o autor escolheu 135 entidades lenhosas bem
conhecidas. E, no entanto, os números são praticamente iguais! Isto leva
a considerar a unidade florística da formação xerófila nordestina nas cir-
cunstâncias em pauta.
ESPÉCIES NOVAS MENCIONADAS
Acacia trijuga Rizz., n. sp.
Prope A. langsdorffii Benth. ponenda, a qua remota aculeis carentia, piimis
trijugis, foliolis 15-jugis utrinque tomentosis, glandulis folli numerosioribus,
capitulis racemosis, etc.
Arbuscula inermis ramis solemnlter striatis, striis pubescentibus, inter strias
lenticellosis et apicem versus pilosioribus. iátipulae nullae. Petiolus communis
puberulus, 12-15 mm longus, in medio apiceque glandulosus; prope pinnam
ultimam altera glandula adest. Folia 6 pinms instructa, 3-6 longis. Foliola
30 oblonga, basi rotundata subcordata ad lentem, apice rotunda, cor,acea, supra
brunnea subtusque lutea, ambobus paginis pubescentia (magia in inferiore)
et nervis parum distinctis, 5-9 mm longa, 3-4 mm lata; ultima obovata retu-
saque. Capitula rubescenta (in vivo lutea), 15-18 mm longe pedunculata,
3-5-íascicuiata, anthesi cc. 10 mm diâmetro, in racemum terminalem 15-20 cm
longurn pubescentem aggrtgata. Bracteolae villosae, spathulatae, cc. 1 mm
longae. Flores sessiles. Calyx 2 mm longus, dense villosus. Corolla paullo
calycem excedens, villosa. Stamina indepinita, omnino libera, longe exserta.
Ovarium dense longeque villosum stipitem glabrum plus minusve aequans. Le-
gumen breviter stipitatum, undulatum, pube tenui obtectum, coriaceo-lignosum,
margine leviter incrassatum, apice rotundatum, 2-2,5 x 7-10 cm (haud perfecte
evolutum ) .
Crescit in caatinga ad São Raimundo Nonato (Piauí), a D. P. Lima 13.232
(21-IX-1973) lecta; lambe-beiço et rama-de-besta incolarum; holotypus in RB.
• Esta espécie é bem diferente das outras conhecidas e, na caatinga,
mais ainda. O coletor menciona resina. Os folíolos mostram-se fortemente
discolores, lembrando os de Acacia langsdorffii Benth., Piptadenia monili-
formis Benth. e Mimosa lepidophora Rizz. — todas da caatinga. São, posto
isto, 4 espécies xerófilas de gêneros distintos denotando uma semelhança
geral no aspecto dos folíolos.
Bocoa mollis (Benth.) Cowan var. piauhyensis Rizz., n. var.
Rami subere crassiore multisulcato manifeste vestiti. Partes floris paullurn
majore, ex. gr., petalo 10-12 mm lato et 8-10 mm longo, tenuitcr membranaceo.
Ovarium glabrum.
Lecta in caatinga ad Simplicio Mendes (Piaui) a D. P. Lima 13.253
(ll-X-1973); holotypus in RB; frutex cc. 2-3 m altus, floribus albis odoratis.
Calhandra aristulata Rizz., n. sp.
Inter Laetevirentes Benthamií distincta petiolo apicem in setam pprrecto
foliolisque perexiguis et longe hirsutis.
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cm
Frutex cc. 3 m altus ramis teretibus alternis sparsim lenticellosis et apicem
versus pilis paucis ornatis, e quibus ramulos valde abbreviatos enascuntur
paucifoliatos atque floriferos, fasciculos foliiferos floriferosque simulantes. Sti-
pulae ovatae, concavae, ciliatulae, 4-5 mm longae. Folia pinnis 5-7-jugis usque
ad 25 mm longis. Foliola 25-50, linearia, apice acutiuscula, basi obliqua, utrin-
que subtrinervia reticulata, supra laevia subtusque dense longe hirsuta, bre-
vissime petiolulata, 2-3 mm longa, prope 0,5 mm lata. Petiolus communis hir-
sutis, 25-40 mm longus, apice in setam ultra foliola porrectusi glandulae
basalis apicalisque bene evolutae. Capitula parva sed pluriflora, ad axillas
gemina, pedunculis hirsutulis 9-12 mm longis fulta. Flores sessiles, viridescen-
tes in vivo. Calyx cc. 15 mm longus, hispidulus, vix denticulatus. Corolla cc.
4 mm longa, campanulata, laciniis 5 apice penicillato-papillosa, fere glabra.
Stamina 8-10 mm longe exserta, 10-12 in tubum dimidiam corollam aequantem
et ovarium totum continentem coalescentia. Ovarium cylindraceum, sessile
glabrumque. Legumen haud suppetit.
Habitat in caatinga ad São Raimundo Nonato (Piauí), collegit D. P. Lima
13.235 (24-IX-1973), ubi triadim ab incolis dicitur; holotypus in RB.
Interessante espécie, fácil de situar no grupo das Laetevircntes de
Benthapr (as folhas são realmente de um verde puro), onde se distingui
desde logo pelas duas glândulas e a seta terminal do pecíolo, aos demais
dos folíolos mínimos e longamente pilosos. Nenhuma das várias espécies
descritas por Harms (in Ule, Í909), de material recolhido em área não
muito distante na Bahia, pertence sequer à mencionada série específica.
Croton floribundus Spreng. var. piauhyensis Rizz., n. var.
A speciminibus typicis austro-orientalibus discernitur foliis supra magis
cum ramulis stellato-pilosis et olivaceis nec hirtello-scabratis, petiolis bre-
vioribus.
Vivit ad Nazaré (Piaui), collegit F. B. Ramalho 296 (27-XI-1973) in
caatinga, marmeleiro nominatur; holotypus in RB.
Tem-se, aí, mais um caso de planta silvestre, de área úmida, disten-
dendo-se até a caatinga e apresentando variação em consonância com o novo
ambiente.A var. piauhyensis distingui-se do modelo nemoroso por vários
caracteres de âmbito restrito, porém, nítidos. Suas folhas são menores e
macias ao tato em cima, onde levam muitas lépides pilíferas. Os râmu-
los são uniformemente cinéreo-lepidoto-pilosos e não flocoso-tomentosos.
Os racemos têm a parte masculina interrompida na base. A var. floribun-
dus é muito comum no sul e leste do país, mas Luetzelburg (1922-23)
menciona a espécie na caatinga do PI, PB e RN.
Didymopanax piauhyense Rizz., n. sp.
Foliis tematis breviter petiolatis floribusque vulgo fasciculatis insignius.
distinctum.
Arbuscula cc. 8 m alta ramis teretibus cicatricosus apicem versus pubes-
centibus. Folia trifoliolata, petiolis 4-5 cm longis suffulta. Foliola subsessilia
vel 2-5 mm longe petiolata, obovata, apice rotundata parum angustata emar-
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ginata, basin versurn longe attenuata, subcoriacea, discolora, glabra, lichenibus
crustaceis albis discoideis parvulis supra maculata, margine leviter incrassato
rubescente cincta, nervis prominulis, 9-12 cm longa, 4-6 cm lata. Paniculae
axillares subterminales, pubescentes, e racemulis florum fasciculatorum con-
flatae, 3-9 cm longae. Pedunculi 1-3 cm longi. Pedicelli 2-2,5 mm longi. Flores
minutissimi, viridescentes, suaveolentes. Calyx infra millimetralis, lobis rotun-
datis, tomentellum. Pétala oblonga, cc. 1,5 mm longa, pilis valde sparsis ins-
tructa. Stamina petalis breviora, antheris obtusis filamentis aequilongis. Stylus
villosus.
Crescit in cerrado ad Jerumenha (Piauí), a F. B. Ramalho lecta 287
(10-X-1973), louro ab incolis appellatum; holotypus in RB.
Didymopanax gardneri Seem. é declarado ter folhas "pro genere
brevissime petiolatis", medindo 6-9 cm de comprimento. D. piauhyense
leva folíolos de no máximo 5 cm (ponta de ramo florido). Além disso,
as flores mostram-se quase sempre em fascículos (isto é, umbelas sésseis
ou com pedúnculos curtíssimos).
Hymenaea sagittipetala Rizz., n. sp.
Diversis notis imprimisque ob pétalas conspicue acute-auriculatas nullae
aliae affinitatem praebet.
Arbuscula cc. 7 m alta et 20 cm diâmetro, tota glabra nisi indumento
inflorescentiae calycisque eo H. stilbocarpae perfecte eimili; ramulis teretibus.
Foliola modice coriacea, concolora haud nitentia, oblonga, basi apiceque rotun-
data, fortiter inaequilatera et petiolulo altius ad latus inserto minimo, epunc-
tata, nervis parum notatis, 6-8 cm longa, 3-4,5 cm lata; petiolus 2-2,5 cm.
Racemi 3-7 cm longi, in cymam dichotomam aggregati, cum calyce dense rufo-
aurato-sericei. Bracteae bracteolaeque deciduae. Pedicelli 5-6 mm. Sepala cras-
sa, oblonga, 10-15 mm (calyx cc. 20 mm) longa. Pétala triangulari-hastata,
basi profunde sagittata et 4-6 mm longe unguiculata, apicem versus attenuata,
membranacea, absque nervis glandulisque, 22-26 mm longa, 4-5 mm lata ad
médium. Stamina cc. 3 cm longa, antheris 6-7 mm longis. Ovarium glabrum,
stigmate capitato. Fructus non visus.
Habitat in caatinga ad São João do Piauí (Piauí), legit D. P. Lima
13.242 (l-X-1973) , floribus odoratis, ubi jatobá nominatur; holotypus, RB.
Etiam ad Picos, PI, lecta a F. B. Ramalho 253 (19-IX-1973), floribus grate
olentibus, jatobá-de-vaqueiro dicitur.
Notável espécie pela conformação das pétalas e base foliolar (Fig. 2).
Aquelas são sagitadas, caso único no gênero tanto quanto posso apurar, e
esta é deslocada lateralmente de modo que o peciólulo se prende bem
acima Ha porção habitual, sendo lateral. Nenhuma parte exibe glândulas
perceptíveis, o que também não parece ser usual.
Jacaranda gomesiana Rizz., n. sp.
J. ulei Bur & K. Sch. affinitates evidenter praebet, sed abhorrèt habito
caulescente, foliis pari-bipinnatis pinnis 5-jugis, foliolis infra albo-tomentosis,
inflorescentia floribusque minoribus.
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Frutex circa 4 m altus, ramis teretibus fuscia sparsim lenticellosis, ramulis-
armotinis tomentosis. Pinnae 5-jugae, cc. 3-5 cm longae. Foliola 14-juga, oblon-
ga-lanceolata, acuta, apiculata, supra tomentosa, subtus albo-villosa, nervis
lateralibus indistinctis, 4-7 mm longa, sessilia; petiolis communibus basi 3-4 cm
longis, pubescentibus. Racemi terminales ramis bis dichotome divisis, pedunculo-
2 cm longo computado cc. 8-10 cm longitudinem aequantes, pubescentes; pedi-
cellis 3-4 mm longis tantum. Bracteae lanceolatae, pilosae, 3-10 mm longae.
Calyx laciniis deltoideis, acutis, tomentosis, cc. 4 mm longis. Corolla tubuloso-
infudibuliformis, violacea, odorifera, pilis capitellatis modice omata, laciniis
parvis rotundatis ciliatisque, intus partim pilis longis vestita, circiter, 2,5 cm
longa. Stamina glabra. Staminodium dense pilis elongatis cum pilis glandulosis
brevioribus intermixtis obtectum, antheras bene excedens. Antherae basi cal-
caratae. Capsula discoidea, luteo-brunnea, punctis lucidis inspersa, vulgo 3 cm
diâmetro. Semina ala hyalina, núcleo seminifero discoide, prope 7 mm diâmetro.
Crescit in cerrado ad Picos (Piaui), a F. B. Ramalho 265 (25-IX-1973>
lecta; n. v. carobinha. Holotypus in RB.
Jacaranda ulei apresenta, aos demais, íolíolos mais duros, revolutos,
em baixo com as nervuras bem proeminentes, em cima bulados e, por fim,
o eixo foliar estreitamente alado. A cápsula, embora semelhante, não é
igual. Dedicamos esta espécie ao exímio conhecedor das bignoniáceas pá-
trias, nosso colega e amigo, José Corrêa Gomes Jr., cujo labor taxonômico-
continua prestando bons serviços no herbário do Jardim Botânico.
Lycium piocorreanum Rizz., n. sp.
A L. martii Sendt., cui manifeste proxime affine, differt statura altiore,
foliis acutis floribusque in fasciculum numerosioribus. Etiam foliis constanter
3-5-fasciculatis et spinis valde brevioribus. L. glomerato in universum simile,
sed spinis evolutis ramisque lineis elevatis haud percursis distinctum. Prae-
terea, foliis plus minusve pilosis distat.
Arbuscula cc. 8 m alta, ramis teretibus flexuosis (zig-zag) et pilis ramosis
brevibus tomentosis. Folia semper ad nodos 3-5 in fasciculos congregata, oblon-
go-lanceolata, basi apiceque angustata sed non acuminata, membranacea,
utrinque (magis subtus) pubescentia, ciliata, nervis parallelis parum notatis,
3,5-6 cm longa, 13-20 mm lata; petiolis pubescentibus, 7-12 mm longis. Spinae
solitariae ad nodos, pungentes, puberulae, 5-7 mm longae. Flores ad 12 in
fasciculum usque, albi, inodori; pedicellis tomentosis, 2-3 mm longis. Calyx
campanulatus, inaequaliter 3-4-denticulatus, dentibus apice pilosis, cc. 3 mm
altus. Corolla infundibuliformis, cc. 7 mm longa, lobis reflexis obtusis, intus
prope staminum insertionem barbata. Stamina limbo corollae revoluto exserta,
filamentis valde villosis usque ad médium antherisque cordatis. Ovarium ovoi-
deum glabrum.
Vivit in caatinga propter Casa Nova (Bahia), legit F. B. Ramalho 172
(27-III-1973), nomine quixabeira-branca divulgatum. Holotypus in RB.
Não deixa de ser fato digno de nota se encontrar uma solanácea
deste gênero em plena caatinga. Tanto quanto é possível verificar, uma
única vez tal ocorreu anteriormente; Lycium martii foi apanhado por
Martius em Juazeiro, BA, e não mais reapareceu. Conquanto o gênero
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SciELO/ JBRJ
seja rico em representantes na zona temperada austro-americana, no Brasil
apenas se conhecem três além de L. piocorreanum e de L martii (5 ao
todo), no extremo sul. Cumpre ainda fazer notar que as duas espécies
xerófilas são malacófilas, levando folhas moles que lembram antes mesó-
fitos que xerófitos.
O -nome específico é uma homenagem ao distinto estudioso e divulga-
dor da flora útil nativa, M. Pio Corrêa, bem como ao seu empenho na
difusão do conhecimento baseado nos resultados da investigação científica.
O grande "Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultiva-
das", continuado por Leonam de Azeredo Penna nos últimos anos, no
Jardim Botânico, continua sendo apreciado e procurado como repositório
de informações seguras.
Mimosa lepidophora Rizz., n. sp.
M. annulari Benth. primo adspectu similis. Foliia novellis, ramulis inflo-
rescentiaque rufo-furfuraceis, petiolo communi valde breviore et cum ramis
aculeis destituto, habito arboreo erecto etc., sat bene dignoscitur ab illa.
Arbuscula inermis 5 m alta; ramulis vegetativis floriferisque cum foliis
dense squamulis rufia pilis albis intermixtis obtectis. Folia pinnis 5-9-jugis,
oppositis, 4-8 cm longis. Foliola 10-18, irregulariter rhomboidea, basi fortiter
obliqua haud raro fere truncata uno latere, apice rotunda, dua ultima conspicue
obovata minusque inaequilatera, subcoriacea, supra brunnea puberula, subtus
pallidiora longiusque pubescentia et juventute squamulosa, nervis subtus pro-
minulis pinnatis basi hirsutioribus cum retículo venoso manifesto, 8-20 mm
longa, valde ramosa, rufescens; foliis floralibus fere ad petiolos glandulosos
2-4 cm longos redactis; bracteolis 1 mm longis, concavis, pilosis ciliatisque.
Capitula antheseos tempore 5-7 mm diâmetro, pedunculis 4-5 mm longis sufful-
ta. Calyx 1 mm longus, vix denticulatus, albo-villosiusculus. Corolla 4-petala,
campanulata, cc. 2-3 mm longa, indumento calycis, segmentis apice villosiori-
bus inflexisque. Stamina 8 longe exserta. Ovarium sessile, villosolum. Legumen
desideratur.
Legit in cerrado ad Itaveira (Piauí) F. B. Ramalho 313 (ll-XII-1973) ;
holotypus in RB. Etiam in caatinga ad São João do Piaui, a D. P. Lima 13.245
(2-X-1973) lecta; nominibus vernacularibus angelim et angico-de-bezerro lau-
datur ab incolis.
Bela planta, com folíolos pardo-castanhos e vastas inflorescências íer-
rugíneas. Apesar da evidente semelhança com a descrição e respectivo ío-
totipo de M. annularis Benth., esta é declarada inerme e não há menção
das peculiares escamas rufas; não é de crer-se tenham estas escapado a
um observador tão cuidadoso quanto Bentham se mostra sempre. Além
disso, tal botânico dí-la "arbusto escandante" e não arvoreta — sendo,
afinal, somente conhecida por uma coleção no rio Uapés, AM, em floresta
pluvial.
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SciELO/JBRJ
cm
Piptadenia macrocarga Benth. — Árv. ca. 12 m, fl. alvas pequeninas
Ouratea xerophila Rizz., n. sp.
In discrimine specierum Engleriano ad Fl. Brasil, juxta O. fieldingianam
(Gardn.) Engl. ponitur, sed satis diversa imprimis magnitudine partium
valde distincta.
Frutex cc. 4 m altus, ramis cinereis Uchenibus crustaceis indutis, flexuosis,
novellis tomentellis. Stipulae foliaceae, '3-8 mm longae, lanceolatae, striatae,
castaneae, ad ápices ramulorum persistentes imbricatae. Folia late ovado-
oblonga, rigide coriacea, e medio acute serrulata, basi rotundato-cordata, ápi-
ce attenuato-acuta, ad summitates ramulorum congesta, fere concolore olivaceo-
brunnea, nervis secundariis subtiliter prominulis, 2-3 mm tantum longe petio-
lata, 2-4 cm longa, 2-3 cm lata .Racemuli terminales parvi, nostri usque ad 25
mm longi, rache rufo-pubescente fulti, bracteis stipulis similibus praediti. Pedi-
celli 5-10 mm longi. Alabastra 3-5 mm longa. Sepala oblonga, obtusa, scariosa,
cc. 3 x 6 mm. Pétala breviter unguiculata, ample obovato-rotundata, lutea, cc.
4x5 mm, integra. Antherae modice transverse rugosa, 3 mm longae.
Habitat in caatinga ad Picos (Piauí), collecta a F. B. Ramalho 266
(25-ÍX-1973). Holotypus in RB.
O. xerophila parece inegavelmente a contraparte xerófila de O. fiel-
dingiana, que é silvestre em ilhéus, BA, e freqüente na restinga cearense,
visto diferirem sobretudo porque, na primeira, as partes foliares e florais
se mostram de 2 a 4 vezes menores do que na segunda. Ao demais, Ouratea
xerophila apresenta folhas oliváceas com denticulos mais longos, enquan-
to O. fieldingiana leva limbos com tonalidade avermelhada e denticulos
apenas indicados. A espécie nova, ao contrário de muitas outras, é escle-
rófila.
Salada induta Rizz., n. sp.
Arbuscula cc. 5-6 m alta, ramulis subanguloso-complanatis et lenticelloso-
verrucosis; internodiis 2-3 cm longis. Folia opposita oblonga, basi apiceque
parum angus ta ta, imo apice breviter obtuseque acuminata, modice coriacea,
margine breviter crenulata, glaberrima, nervis vix distinctis, 6-9 cm longa,
2,5-3 cm lata; petiolo supra canaliculato, rubente, 6-8 mm longo. Flores lutes-
centi-violacei in vivo, 5-6 mm diâmetro, ad axillas in ramos jam depoliatos fasci-
culati, fasciculis multiíloris 10-20-floris; pedicellis cum alabastris, sepalis et
ovário pruina alba squamiformi indutis, 4-5 mm longis. Sepala deltoideo-rotun-
data, margine minutissime denticulato-papillosa, cc. 1,5 x 2 mm. Pétala oblonga,
basi truncatà, glabra, nervis inconspicuis percursa, 2 x 3-4 mm. Stamina 3
filamentis linearibus complanatis, antheris basi divergentibus, transversim
dehiscentibus et locellis confluentibus. Discus crassus, camosus, pulvinatus,
obsolete lobulatus, cc. 1 mm altus. Ovarium trigonum, magnum, loculis biovu-
latis; stylo ovário subaequante, stigmate punctiformi indistincto. Fructus late.
Pedicellis, alabastris, sepalis ovarioque pruina alba conspícua squamulis-
simulante inspersis ab aíiis abhorret. A Salada elliptica (Mart.) Peyr., quae
in silva et interdum in caatinga reperitur, discrepat loculis ovarii biovulatis
(nec 3-4 ovulis pro loculo) et indutu partium floris.
Observata in cerrado ad Jerumenha( Piauí), lecta a F. B. Ramalho 273
(3-X-1973), ubi vocatur sete-capas ab incolis. Holotypus in RB.
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SciELO/ JBRJ
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cm ..
A nova entidade exibe um induto alvo, em forma de partículas se-
melhantes a pequeninas escamas e solúvel n'água quente (ou talvez fusível,
se for ccreo), que é único no gênero; reveste o botão, pedicelo, sépalas e o
ovário, conferindo um aspecto peculiar a essas partes sob lente. O disco
e as pétalas, contudo, são destituídos dele. Tão-somente S. amygdalina
Peyr. guarda alguma relação com esta mediante os lóculos ovarianos bio-
vulados, mas de resto é muito diferente.
Tabebuia spongiosa Rizz., n. sp.
Licet sine folio descripta facillime distinguitur ab aliis calycis indumento
spongioso-tomentoso et inrlorescentia repetite dichotoma.
Arbuscula circa 8 m alta et 20 cm diâmetro, antheseos tempore aphylla,
ramis teretibus sulcatis sparsim obscureque lenticellosis et glabris. Inflorescen-
tia ampla, laxa, pluries dichotoma solumque ad apice florifera; floribus ter-
natis, pedicellis 3-5 mm longis cum calyce spongioso-tomentosis, indumento e
pilis valde ramosis fulvus constituto. Calyx pentagonus, sinubus inter ângulos
profundis, apice brevissime lobulatus laciniis scariosis, totus fulvo-spongiosus,
intus modice minuteque squamosus, 5-7 mm longus. Corolla pro rata parva,
lutea cum striis rubris in vivo, campanulata, 3-3,5 cm longa, extus lineolata
et glabra, intus faseia longe villosa a basi ad apicem percursa. Stamina didy-
nama absque pilis; antheris thecis divergentibus, cc. 1,5 mm longis. Stylus
absque pilis; stigmatibus foliaceis. Ovarium conspicue sed haud dense lépido to-
glandulosum, 2-2,5 mm longum. Staminodium lineare cc. 3-4 mm longum
glabrum.
Collecta in caatinga ad São João do Piauí (Piauí) a D. P. Lima 13.247
(3-X-1973), nomine cascudo incolis nota. Holotypus in RB.
Este lindo ipê da caatinga caracteriza-se não só pela ampla inflores-
centia várias vezes dicotomicamente ramificada, com flores só nos ápices
ramulares, como também pelo cálice e pedicelo esponjoso-tomentosos,
cujos pêlos ramificados são semelhantes aos de Tabebuia ochracea (Cham.)
Standí. Além do mais, o ovário é ainda bastante peculiar pela cobertura
de grossas escamas que sugerem glândulas, tal se verifica em T. araliacea
(Cham.) Mor. &: Britt. O pólen é típico do gênero (cf. Gomes Jr., 1955).
Tão notável é a parte florifera que, no habitat indicado, não será difícil
identificar suas folhas, quando eclodirem após a floração. O gênero pró-
ximo, Xerotecoma Gomes Jr., já mencionado anteriormente, não se con-
funde com esta espécie legítima de Tabebuia (antigo Tecoma, Fl. Brasil.).
Naquele, as anteras mostram-se pilosas e o ovário é lepidoto-viloso, com
escamas finas e densos pêlos simples; as inflorescências pequeninas, etc.
Capparis cynophallophora L. var. praemorsa Rizz., n. var.
Ab omnibus formis elchlerianis divergit foliis late ellipticis praemorsis
vel apice profunde inciso, 3,5-6 cm longis, 2-3,5 cm latis.
Crescit in caatinga ad Paulistana, Piauí, legit D. P. Lima 13.306 (6-XI-
1974); arbor cc. 5,5 m alta, 10 m diâmetro, floribus pallide violaceis graveo-
lentibus, nomine vemaculari feijão-brabo vocatur. Holotypus in RB.
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Cassia subpeltata Rizz., n. sp.
Sect. Apoucouita Benth. Cum C. scleroxylo Ducke et C. xinguensi Ducke
multis notis congTuit, sed manifeste divergit foliolis parvioribus (usque ad
1 x 3,5 cm), iubpeltatis (i. e., petiolo brevíssimo ad paginam inferam inserto),
apice obtusis glandulisque longe stipitatis ad paria omnia foliolorum.
Arbor circiter 7 m alta, 20 cm diâmetro, ramis rimosis ramulisque angu-
losis tomentellis; innovationibus rufo-tomentosis. Folia ad ápices aggregata,
5-9 cm longa; petiolo communi profunde canaliculato, cano-pubescente, ad inser-
tiones foliolorum parium glandulis longe stipitatis 1 mm longis apice capitella-
tis depressisque praedito. Foliola 7-9-juga, oblonga, basi apiceque obtusa, inae-
quilatera, subcordata, leviter peltata, petiolo valde abbreviato crasso subtus
adnato, modice coriacea, discolora, supra saturate castanea, infla pallidiora
punctulis albis pilisque brevissimis inspersa, nervis lateralibus venisque reti-
culatis parum prominulis, 1,5-3, 5 cm longa, 7-10 mm latis. Racemi breves pau-
ciflori, 10-15 mm longi (floribus haud computatis), rufo-pupbescentes, glandulis
subsessilibus scutellatis supra depressis ornati, ad ramulos laterales breves et
ad axillas supremas inserU; pedicellis gracilibus, pilis subtilibus vestitis, 15-30
mm longis. Sepala lanceolata, extus fulvo-tomentella, coriacea, cc. 3 mm longa.
Pétala in vivo siccoque lutea, extus pubescentia, nervosa, obovada, unguibus
elongatis suffulta, 8-13 mm longa. Antherae 10 fere aequales, 3-4 rriríl longae,
densius fulvo-tomentosae. Ovarium stylusque cc. 7 mm longi fulvo-tomentosi.
Legumen ignotum.
Habitat in silva ad S. João dos Patos, Maranhão, coll. D. P. Lima 13.325
(12-IH-1975), ubi candeia-preta ab incolis appellatur. Holotypus in RB.
A seção Apoucouita Benth. do gênero Cassia, segundo a revisão recen-
te de Irwin & Rogers (1967), encerra 13 espécies, das quais nenhuma
deixa de ser nativa no Brasil. Esta 14.a entidade genérica mostra-se nitida-
mente distinta das mais aparentadas por vários caracteres, particular-
mente os folíolos obtusos e subpeltados, nos quais o pecíolo não é visível
na face superior, e as glândulas urceoladas no ápice de estipes relativa-
mente alongados, as quais estão presentes entre os folíolos de todos os
pares.
Chrysophyllum arenarium Fr. Aliem.
Trab. comm. Sei. Expl. Bot., Rio de Janeiro, 1: 72, 1866.
Arbuscula 5 m alta, 15 cm diâmetro, ramis transverse rimulosis rugosisque,
ramulis rufis lenticellosis, copiose ramosa. Folia ovado-oblonga, basi rotundata
paulo angustato-cuneata, apice obtusa acuminata, acumine 4-6 mm longo, coria-
cea, supra nitida et fusca, subtus pallidiora, utrinque glabra sed novella pilis
obsessa, margine parum incrassato subrecurvo, nervis secundariis rectis subti-
liter prominulis utraque pagina, venis immersis, 2,5-4 cm longa, 1-2 cm lata;
petiolo supra leviter canaliculato, subtus tomentello, 3-5 mm longo. Flores viri-
descentes, in fascículos 9-14-floros congesti, 2 mm longitudine diametroque;
pedicellis cum calyce rufo-sericeis, 2-4 mm longis. Calycis segmenta orbicularia,
cc. l' mm longa. Corolla glabra, tubo valde brevi fulta, petalis ellipticis conchae-
formibus 2 mm longis et 1 mm latis. Filamenta pilis carentia, antheris breviora,
ad tubum corollae inserta. Antherae ovatae, basi exeavatae, rubrae siccitate,
pilis elongatis flexuosis laxis sericeis involutae. Ovarium dense fulvosericeo-
villosum. Stigma obsolete 5-lobulatum.
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Vivit in silva ad S. João dos Patos, Maranhão, a D. P. Lima 13.328
(13-111-1975) lecta, loco in quo caretinha nominatur.
Foi muito interessante a redescoberta desta espécie, antes desconheci-
da e não citada na Flora Brasiliensis, do ilustre botânico patrício. Cron-
quist (1946), em sua monografia do gênero aqui envolvido, fornece boa
descrição dela. Foi primeiro achada no litoral cearense e, depois, no
Araripe. Agora ressurge no Maranhão, ampliando sua área de dispersão.
A reclescrição que dela apresento se destina a pô-la ao alcance de quais-
quer investigadores e baseia-se no espécime maranhense citado, ou seja,
material recente. As pequenas folhas obtusamente acuminadas e as ante-
ras com longos pêlos ílexuosos e frouxos são o que há de mais caracterís-
tico entre as espécies nativas de Chrysophyllum.
Pouteria coelomatica Rizz., n. sp.
Ovário loculo unico foliisque cuspidatis rufo-tomentosis prope P. platy-
phyllam (A. C. Sm.) Baehni, e Mato Grosso reportatam, inserenda, autem
differt foliis minoribus, pedicellis saltem duplo brevioribus et corolla longe fim-
briato-ciliata duploque parviore. P. campanulatae Baehni quoque affinis, recedit
foliis apice longius porrectis, subtus densius obtectis absque venulis, petiolis
longioribus petalisque margine ciliatis. Ad Sect. Eremoluma (Baill.) Baehni.
Arbor mediana ramis teretibus cinerascentibus brevissime denseque appres-
se puberulis. Folia oblonga, basi modice angustata, apicem versus longius
attenuata et acute longeque cuspidata, acumine 8-15 cm longo, coriacea, utrin-
que colore castaneo ornata, supra ad nervo centralem parce canopuberula vel
glabrata, nervis secundariis immersis venisque prorsus deficientia, subtus dense
pilis sericeis applicatis vestita nervisque evidenter prominulis, nervis lateralibus
inter sese 7-14 mm distantibus, 9-15 cm longa, 4-6 cm lata; petiolo canescente,
2-3 cm longo. Fasciculi axillares ab apice ramorum remoti, foliorum inferiorum
ad axillas inserti, e 4-11 floribus compositi cum alabastris numerosis; pedicellis
rufo-tomentosis, 4-7 mm longis. Flores 3 mm longi, in vivo veridescentes. Calyx
sepalis 4 ovatis conchaeformibus et 1 orbiculari, rufo-villosis. Corolla glabra,
tubo brevi, petalis 2,5-3 mm longis margine manifeste fimbriato-ciliata. Fila-
menta antheris breviora. Antherae ovatae, glabrae, apice obtusae, 1 mm longae.
Staminodia e basi lata apicem versus subulata. Ovariuum amplum, conlcum,
dense fulvo-rufo-sericeo-villosum, 4-5-costatum, 1-loculare, loculo magno cen-
trali uniovulato; stylo ovário breviore; stigmate capitato.
Crescit in silva ad Itamaraju, in parte australi Bahiae, legit M. T. Monteiro
23.500 (24-VII-1971) ; nomine populari bapeba-branca. Holotypus in RB.
São poucas as espécies de Pouteria dotadas de ovário unilocular. E
menos ainda as que levam tal caráter associado a folhas cuspidadas e rufo-
pilosas. Eis porque é negócio fácil e seguro situar P. coelomatica no vasto
esquema de Baehni (1943). O nome específico prende-se a remota identi-
ficação do amplo lóculo ovariano com a cavidade geral dos animais supe-
riores, dita celoma. As duas espécies próximas, P. platyphylla e P. campa-
nulata, podem ser separadas por vários caracteres de menor âmbito, mas
situados dentro dos padrões utilizados em Pouteria.
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Carpotroche brasiliensis (Raddi) Endl. bahiensis Rizz., n. var.
A var. brasiliensi dignoscitur foliis crenatis glabris breve obtuseque acumi-
natis et pilositate ramulorum, pedicellorum, alabastrorum perianthique minus
evoluta laxioreve.
Lecta in silva pluviali ad Itamaraju, Bahia australis, a M. T. Monteiro
23.582 (ll-XI-71) ; fruta-de-paca incolarum. Holotypus in RB.
A forma típica, que se extende da BA ao RJ, apresenta folhas denti-
culadas com um pequenino tufo de pêlos nos dentículos ou no lugar deles
quando obsoletos (o que é raro), tufo esse que está no ponto terminal
de uma nervura lateral, e râmulos, botões, flores, todos fulvo-seríceo-to-
mentosos, aos demais da face foliar inferior ser pubescente.
Calhandra suberifera Rizz., n. sp.
C. sessilis Benth. atque C. spinosae Ducke in affinitatem proximam perti-
net, ramis cortice suberoso cinereo-lutescente obtectis facile discernitur. Ab illa
et iam ramis apice spinigeris, staminibus longioribus foliisque longius hispidulis
divergit. Ab altera, quae ramis in spinas productis quoque gaudet, foliis hispido-
ciliatis staminibusque magis elongatis praeterea distat.
Frutex cc. 3 m altus, 10 cm diâmetro, ramis tortuosis cortice evidenter
suberoso, molli, rimuloso, intus luteolo praeditis; est et in ramis striae dense
squamulosae e ramulis olim vigentibus ortae, pellem reptilianam in memoriam
revocantes; ramulis lateralibus brevibus 5-20 mm longis, dense squamulis im-
bricatis 2-3 mm longis, novellis luteolis, apice marginesque rubro-pubescentibus
vestitis. Spinae ad ápices ramorum 5-12 mm longae pungentes. Stipulae ovatae,
acutae, rigidae, pubescentes, striatae, in squamulas persistentes mox transmu-
tatae ramulis obtegentes. Folia ad ápices ramulorum brevium pauca tantum,
vulgo dua, sessilia, pinnis unijugis; pinnarum axis pilis flexuosis albis longis
laxe hirsutus. Foliola cc. 15-20-juga, oblonga, ciliata, pennivenia, 4-5 mm longa,
1 mm lata, superficie glabra, membranacea, juventute longa albo-pilosa. Glo-
meruli solitarii, sessiles, basi bracteati, ad ramulos brevíssimos inserti. Calyx 4
sepalis apice tomentosis, 1,5 mm longis. Corolla ca. 4 mm longa, basi tubulosa,
limbo amplo, lobis apice inflexis, acutis. Stamina circiter 20, circa 20-25 mm
longa, capillacea, usque ad médium corollae monadelpha, interdum 2-3 magis
connata, in vivo roseo-albescentia. Ovariaum nigum, glabrum, sessile.
Provenit in caatinga, Paulistana, Piauí, collegit D. P. Lima 173.307 (6-XI-
1974). Holotypus in RB.
O presente táxon exibe aspecto todo peculiar e deveras estranho. Os
ramos, além do súber amarelo e macio, apresentam estrias escamosas (restos
de antigos râmulos laterais que prosseguiram crescendo) que recordam
pequenos répteis escamosos. Os ramos laterais, muito curtos, mostram-se
completa e apertadamente revestidos de escarninhas imbricadas. Além de
tudo isso, ainda os mesmos ramos terminam por um bem desenvolvido
espinho afilado. As referidas escamas não passam das estipulas persisten-
tes, que permanecem indefinidamente, já então muito longe da sua posi-
ção habitual. Em suma. Calhandra suberifera é a espécie da caatinga que
revela aspecto mais característico, de todo fora do comum.
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Exellodendron cordatum (Hook.) Prance
Fl. JNeotropica, 9: 197, 1972.
= Parinari cordata Hook.
Fl. Brasil., 14 (2): 50, 1867.
Arbor 8 m x 30 cm, ramis teretibus parce lenticellosis. Stipulae deciduae,
conchaeformes, acutae, intus imprimis ad basin serlceo- villosae, 2-3 mm longae.
Folia ovado-obloga, basi lata, rotundata et cordata; apicem versus parum atte-
nuata breviterque abrupte acuminata (acumine 1 mm longo), modice coriacea,
fusco-cinerea, supra nitida, subtus dense minuteque pallido-punctulata (pune-
tuli squamulas in memoriam revocat sed e foliis non abscidunt), utrinque nervis
subtilibus fere impressis, venis inter nervos laterales plus minusve parallelis
paulo perspicuis, retículo venoso obsoleto, 4-6 cm longo, 2-3,5 cm lata; petiolo
rugoso, canaliculato, 5-6 mm longo, apice poris glandularibus duobus instructo.
Paniculae laterales amplae multiflorae, 9-15 cm longae, e racemis 1,5-5 cm lon-
gis conflatae; rachi cano-pubescenti. Flores in cymulas trifloras dispositi, flore
centrali jam evoluto, lateralibus in alabastro; pedunculis cymarum 2-3 mm
longis, quoque canescentibus ; pedicellis brevissimis eive subnullis; bractea brac-
teolisque duabus colore rubro, pilis sericeis vestitis, cc. 1 mm longis, pedicellis
basibusve florum omnium cingentibus. Hypanthium infundibuliforme, complana-
tum, circiter 3 mm longum, intus densissime longeque albo-sericeo-villosum.
Lobi calycis triangulares, acuti, reflexi. Pétala ovata, irregularia, acuta, 2 mm
longa, glabrata. Stamina 7, inaequalia, exserta, lateralia. Ovarium 2-loculare,
discoideum, rubrum, glabrum sed lana laxa copiosa involutum, ad latus hypan-
thii insertum.
Vivit in cerrado ad Guadalupe, Piaui, ubi a D. P. Lima 13.343 (24-11-75)
lectus et nomen vernaculare pau-pombo audit. Holotypus in RB.
O aspecto da planta é característico; as densas panículas acinzentado-
claras mostram-se semeadas de inumeráveis pontos vermelhos, que são
as brácteas e as bractéolas jacentes na base das flores e botões, visto serem
persistentes. Outro tato morfológico distintivo liga-se às pontuações dimi-
nutas e alvacentas da página inferior da folha; elas parecem-se com pe-
queninas escamas, sob forte aumento, mas não se desprendem quando
forçadas com a ponta do estilete. Há mais duas espécies semelhantes,
das quais se distingue pelas folhas cordadas.
É o único representante arbóreo do grupo Parinari-Exellodendron
que é exclusivo do cerrado, indo do Maranhão-Piauí a Goiás-Bahia, sem,
contudo, mostrar-se comum. P. obtusifolia Hook. é muito difundida na
savana central, mas não passa de humilde subarbusto; E. gardneri (Hook.)
Prance é arbusto de até 1,5 m, que ocorre com escassa freqüência em
MG e GO, muito semelhante ao supra-descrito.
Sapium argutum (M. Arg.) Huber
Buli. Herb. Boiss., 2 (6) : 439, 1906.
Arbuscula vel frutex 5 m altus, 6 cm diâmetro, ramis collapsatis laevibus.
Stipulae parvulae laciniatae rubescentes. Folia ad ápices ramulorum pauca
(2-3), oblonga, basi rotundata, apice acuta, membranacea, contra lucem sub-
pellucida, fuscescente-viridia, nervis arcuatis valde tenuibus omata, margine
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acute serrulata denticulis apice productis glandulisque nonnullis interjectis,
usque ad 8 cm longa, 2,5 cm lata; petiolo apice biglanduloso 4-7 mm longo.
Spicae solitariae, vulgo 5 cm longae, glandulis nigris magnis praeditae, plerum-
que masculae, nonnullae flore femineo basali instructae. Perigonium floris
masculi tepalis 2, campanulatum, 1 mm tantum longum. Stamina longe exserta
filamentis elongatis, antheris thecis disciformibus margine dehiscentibus, inter
sese fere liberis, absque pistilli rudimento. Ovarium ovoideum, stylo breve
terminatum.
O espécime descrito foi recolhido na caatinga de Paulistana, PI, por
D. P. Lima 13.298 (l-XI-74). Sua inclusão neste trabalho deve-se a ser
espécie raríssima, só se conhecendo até hoje o exemplar-tipo de Martius,
da caatinga pernambucana. O autor da monografia respectiva do Pflan-
zenreich nem sequer conseguiu ver a espécie em exame. As flores são
dadas como perfumadas e o látex é mencionado, pelo coletor.
Couratari asterophora Rizz., n. sp.
Inter Brasilienses cum C. stellulata mihi omnino insignis pilorum indumento
stellatorum superficiei inferioris foliorum. Quoad pilositatem solummodo cum C.
pulchra Sandw., hylaeana, relationes offert, sed discernitur foliis majoribus su-
pra pubescentibus (pilis simplicibus) pedicellisque pluries brevioribus (sec.
Knuth, 1956).
Arbor mediana ramis robustis tomentellis. Folia latissime oblongo-obovata,
basin versus perparum attenuata et obtusa, apice ample rotundata, margine
leviter sinuato-crenata, supra castanea pilis brevissimis dense pubescentia, ner-
vis lateralibus distinctis sed fere impressis reticuloque venoso haud perspicuo,
subtus rufescentia pillis stellatis ramis elongatis cum pilis indivisis brevibus
inspersa imprimis ad nervos, nervis elevatis reticuloque venoso fortiter promi-
nente, modice coriacea, nervo centrali supra plano infraque valde elevato et
crasso, ad 11 x 25 cm; petiolo piloso, supra excavato, 8-15 mm longo. Racemi ad
extremitates ramorum aggregati, paniculati, 8-15 cm longi, pilis brevibus ful-
visque totum fusco-luteo-sericei; pedicellis crassis 3-5 mm longis; rachi obtu-
se angulata, sulcata; bracteis bracteolisque concavis, coriaceis, longe aurato-
ciliatis, 8-15 mm longis. Calycis segmenta coriacea, ciliata, utrinque tomen-
tosa, 4-5 mm longa, ad mm lata. Pétala in vivo roseo-luteola, membranacea,
obovata, venoso-reticulata, pilis flexuosis ciliata, extus prope basin fulvo-to-
mentella, 2-3 cm longa. Androphorum absque processis anantheris. Filamenta
triangulari-subulata, brevia; antheris plus minusve discoideis. Ovarium dense
villosum, triloculare, loculis amplis.
Habitat in silva primaeva ad Itamaraju, Bahia australis, legit M. T. Mon-
teiro 23520 (30-VH-1971), nomine embirema a populo locali salutatur. Holo-
typus in RB.
Este magnifico vegetal, em virtude dos pêlos fasciculados, detém re-
lações apenas com Couratari panamensis Standl., do Panamá, e C. pulchra
Sandw., da Guiana e Amazonas (Juruá), entre as espécies já conhecidas, e
com C. stellulata Rizz., adiante descrita. Segue-se esta última, do Espírito
Santo, após o que virá uma chave para discriminar as espécies do Brasil
oriental.
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Couratari stellulata Rizz., n. sp.
C. asterophorae Rizz. absimilis foliis parvioribus acutis utrinque fasciculato-
pubescentibus nervisque impressis, etiam sepalis ampUoribus.
Arbor mediana ramis crassis, puberulis, lenticellosis. Folia oblonga, basi
apiceque angustata, apice acuta rariusve obtusata, margine profundius quam
in praecedente dentato-crenata, utrinque sordide fusca, superne minute stellato-
pubescentia, inferne densius aequaliter pubescentia, ambobus paginis nervis se-
cundariis impressis vel inconscpicue prominulis reticuloque venoso parum pers-
picuo, nervo medio subtus prominente tomentoso, modice coriacea, ad 7 x 16 cm;
petiolo piloso, supra canaliculato, ad 1 cm usque. Racemi praecedente valde
similes, eodem tomento ac longitudine; rachi acutius angulata et profundius
sulcata; pedicellis, bracteis bracteolisque ut in illa. Alabastra majora, ad 2 cm
diâmetro. Calycis lobi ciliáti, 8-10 mm longi, 6-8 mm lati. Pétala amplissime
obovata, extus densius pubescentia, ciliata, 2-2,5 cm longa. Androphorum pro-
cessis carens. Filamenta linearia, brevia; antheris ellipsoideis. Ovarium ut in
antecedente.
Colleta ad Serra de Santa Teresa, Vale do Canaã, Espírito Santo, ab A. P.
Duarte 9760 (10-V-1966) . Holotypus in Rb 131349.
Couratari pedicellaris Rizz., n. sp.
A C. glabra Camb. longe distat pedicelis multoties longioribus complana-
tisque, racemi rachi crassa puberula.
Arbor 20-25 m alta, ramis teretibus apicem versus striatis laevibus gla-
bris. Folia oblonga, utrinque paene aequaliter attenuata, apice vulgo acuta
rariusve obtusa, glabra, margine leviter sinuato-crenata, utraque pagina ru-
fescentia nitidula, supra nervis venulisque fere impressis, subtus nervis appro-
ximatis reticuloque venoso magis elevatis, nervo mediano gracili elevato, sub-
conacea vel firmiter membranacea, ad 6 x 15 cm; petiolo gracili, canaliculato,
5-7 mm. Racemum solitarium, prope 15 cm longum et 15-florum; rachi ad
basin crassa, subtereti, usque ad 1 cm crassitudine, apicem versus graciliore
angulata et breviter tomentosa; pedicellis camplanatis, latis, plus minusve an-
gulatis, tomentosis, ad 3,5 cm usque; bracteolis ut flores nigris, minutissime
puberulis, ciliatis, 8-10 mm longis. Sepala rotundata, glabra, ciliata, cc. 5-6 mm
longa. Coroila pilis defecta, inter 2 et 3 cm longa.
Crescit ad Rio Doce, Colatina, Espírito Santo borealis, coll. J. G. Kuhlmann
394 (20-DC-1930), embirema ab incolis nominatur. Holotypus in RB 136145.
Boa espécie, com nenhuma outra passível de confusão em face dos
conspícuos, compridos e achatados pedicelos. Pedicelos do mesmo com-
primento são mencionados em Couratari pulchra Sandw., acima citada,
cujas folhas, conforme se assinalou, se revelam densa e minutamente
"arachnoideo-stellato-pubescentia"; os próprios pedicelos, nela, mostram-se
delgados e não comprimidos e largos, de acordo com Knuth (op. cit.).
A chave subseqüente indica como as três novas entidades diferem en-
tre si e das outras duas previamente conhecidas no Brasil oriental. Uma
delas, Couratari pyramidata (Vell.) Knuth, antes denominada C. rufescens
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SciELO/JBRJ
cm
Camb., árvore de 10-15 m, ocorre no Rio de Janeiro (Gávea) e apresenta
racemos idênticos às anteriores, porém, mais longos (até 30 cm); há dela
dois espécimes no herbário do Jardim Botânico: Kuhlmann 28-V-1930 e
Victorio & Lourenço 24-VI-1932 (RB 136144 e 136143). A outra, C. glabra
Camb., é planta rara, sem coleção recente, também assinalada no RJ .
Não constava a existência do gênero na Bahia e Espírito Santo, o que
passa agora a ser lato constatado mediante as recém-descritas.
Espécies de Couratari presentes no Brasil oriental, da Bahia ao Rio
de Janeiro:
1. Folhas providas de denso indumento estrelado-tomentoso, na página infe-
rior ou em ambas.
2. Folhas obovado-oblongas até 11 cm de largura, no ápice circulares, a
face superior provida de curtos pêlos simples, indivisos, as nervuras
na face dorsal fortemente proeminentes; sépalas até 5 mm de largura;
pêlos estrelados com ramos alongados.
1. C. asterophora Rizz.
2. Folhas oblongas até 7 cm de largura, no ápice agudas, a face superior
dotada de minutos pêlos estrelados, ramosos, as nervuras em ambas
as páginas planas; sépalas medindo 6-8 mm de largura; pêlos estre-
lados bem mais curtos do que na anterior.
2. C. stellulata Rizz.
1. Folhas glabras ou somente com poucos pêlos simples na página inferior.
3. Pedicelos magnos, achatados, largos, até 3,5 cm de comprimento, to-
mentosos, raquis muito grossa, até 1 cm de largura, miudamente pu-
bescente .
3. C. pedicellaris Rizz.
3. Pedicelos curtíssimos, subcilíndricos, até 5 mm de comprimento; ra-
quis glabra ou fulvo-tomentosa, delgada, anguloso-sulcada.
4. Folhas inteiramente glabras, oblongo-lanceoladas, até 4,5 x 10 cm;
racemos glabros; pétalas medindo perto de 15 mm de comprimento,
sem indumento.
4. C. glabra Camb.
4. Folhas glabradas, geralmente com escassos pêlos na superfície dor-
sal, até 8 x 17 cm; racemos densamente fulvo-tomentosos; pétalas
com 2-3 cm de comprimento, por fora tomentosas.
5. C. pyramidata (Vell.) Knuth
(C. rufescens Camb.)
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Cordia araripensis Rizz., n. sp.
Próxima C. scabrifoliae DC., quae gignit folia apice 2-3,5 cm longe cuspi-
data et -subulata, utrinque aspera piiis brevissimis rigidisque, colore castaneo,
ac minus crassa. Utraque species inflorescentias floresque idênticos profert nisi
tomento fulvo Cordiae araripensis calycis pedunculique. C. acutifolia Fresen.
foliis magnioribus longius acuminatis (ad 3 cm) gaudet.
Arbor ramis teretibus cinereis rimulosis apicem versus luteo-fusco-pubes-
centibus. Folia oblonga, acuminata, acumine lato 1-2 cm longo imo apice acuto
et mucronulato, basi ampla modice attenuata, coriacea, paulo discoiora, mar-
gine subrecurvo cincta, supeme fusco-lutescentia obscureve olivacea nitidula
pilis perbrevibus adpressis praesertim ad basin nervi centralis instructa inferne
pallidiora magisque olivacea tota superfície eodem tomento sed longe densius
obsessa et rete venularum manifeste prominulo notata, 10-15 cm longa, 4,5-6 cm
lata; petiolo circiter 1 cm longo, crasso; leviter canaliculato, pilosiusculo. In-
florescentia 2-3 cm longe pedunculata, dichotome ramosa, cc. 7 cm longa, sor-
dide fulvo-pubescens, ramulis complanatis. Flores ad extremitates ramulorum
congeste glomeruiati, in vivo suaveolentes. Calyx campanulatus, laevis, fulvo-
tomentosus, 4-5 mm longus, lobis triangularibus acutis. Corolla alba in vivo,
tubo calyce aequilongo, laciniis reflexis prope 2,5 mm longis ellipticis, glabra.
Filamenta exserta, ore tubi corollae inserta, basi pilis longis lucidis numerosis
ornata. Ova rium nigrum cum stylo pilis omnino carens.
Crescit in silva ad Crato, Serra do Araripe, Ceará, a J. S. Sobrinho 138
(2S-X-65) lecta; nomine gargaúba populo appellatur. Holotypus in RB.
As duas espécies aparentadas, Cordia scabrifolia e C. acutifolia, levam
folhas dotadas de acúmen mais comprido e acutíssimo. Ao demais, a pri-
meira tem-nas notavelmente ásperas e a segunda, maiores. É interessante
observar que C. araripensis apresenta a face superior das folhas jovens evi-
dentemente aspérula e com pêlos muito curtos; mais tarde, estes se redu-
zem e a .superfície torna-se lisa ao tato.
Cassia martiana Benth.
Fl. Brasil., 15 (2): 127.1876.
Legume aproximadamente retangular, terminado em apículo excêntrico,
curtamente estipitado, coriáceo, em ambas as faces velutino e com 10-12 lojas
seminiferas fortemente abauladas, os bordos ligeiramente espessados, deiscente,
7-9 cm compr., ca. 15 mm de largura; as lojas existem freqüentemente na au-
sência de sementes, tão amplas quanto as preenchidas por estas, caso em que
são ocupadas por óvulos abortados. Sementes irregularmente ovóides, pontua-
das no ápice, envolvidas longitudinalmente por um rebordo mediano mais crasso,
com hilo diminuto e micrópila maior do que ele, alongada, duríssimas, pardo-
amareladas, nítidas, 5-6 mm compr.; a testa mostra-se inteiramente ornamen-
tada de um retículo escrobiculado e possui, de cada lado, uma depressão alon-
gada em cujo ápice há um poro onde ela sofre solução de continuidade; esse
ponto é visivelmente mais macio do que a testa e provavelmente permeável à
água e aos gases. Interiormente, ocorre uma boa camada de endosperma cór-
neo, quase tão espessa quanto o próprio embrião.
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cm
SUMMARY
Contribution to the knowledge of the Brazilian Northeastern Floras. The
paper bears floristic lists of a number of forest, cerrado, and caatinga stations
from the States of Bahia, Piaui, and Maranhão. The regional cerrado flora
was confronted with that of Central Brazil in which lies the Bazilian savanna
core area. Differences and similarities between them were pointed out upon a
floristic and distributional viewpoint, resulting in the demonstration that both
the Piauí and Maranhão cerrado, though clearly related to the central one,
deserves to be considered as having phytogeographic individuality of its own.
The caatinga flora was subjected to an analysis by means of a comparision
with the previous data from Rizzini (1963), and the conclusion was reached at
that both treatments agree significantly; this means in brief that the caatinga
of the cited area contains, as previously established in Rizzini’s paper, some
63% species of its own and some 37% species from other formations, i. e,
alien to its flora though occurring among the characteristic ones. The paper in-
cludes also a variety of information regarding distributíon, habit, flowers, fruits,
and leaves of the mentioned species, whenever there were outstanding features
to be 6tressed. Finally, 17 new species and 4 new varieties were described as an
addition to the savanna as well as xerophilous vegetations of the Northeastern
region of Brazil.
SUMÁRIO
Neste trabalho descrevem-se algumas características fitogeográficas das
vegetações de cerrado, caatinga e mata, dos estados da Bahia, Piauí e Mara-
nhão. Compara-se a flora savanícola regional com a do Brasil Central, apon-
tando-se afinidades e discrepâncias entre ambas, e concluindo-se pela indivi-
dualidade do cerrado maranhense-piauiense. A flora da caatinga é analisada em
confronto com os dados mais antigos de Rizzini (1963), tendo-se notado visível
harmonia entre os dois tratamentos, o anterior e o presente. Oferecem-se dados
sobre a participação das espécies, de diferentes categorias distribucionais, pró-
prias das vegetações mencionadas. Listas de entidades taxionômicas, recente-
mente identificadas, acham-se aqui incluídas, distribuídas segundo as localida-
des onde foram coletadas. Finalmente, uma série de espécies novas vai des-
crita, acompanhada de comentários esclarecedores a respeito de suas afinida-
des e particularidades dignas de menção. Espera-se que este artigo contribua
para o conhecimento mais efetivo das características taxionômicas e fitogeo-
gráficas das diversas flora nordestinas.
AGRADECIMENTOS
O autor reconhece, gratamente, o auxílio recebido do C. N. Pq., do Dr.
Sérgio Tavares e respectiva equipe técnica (Sudene, PE) e dos colegas A. P.
Duarte, A. de Mattos Filho, G. M. Barroso, I. de Váttimo, Pe. R. Reitz e J. de
A. Falcão.
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Fig. 4
■
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PICH ISERM OLLIA MONTEIRO NETO
UM NOME NOVO PARA GIGLIOLIA BECC.*
HONORIO MONTEIRO NETO
Pesquisador em Botânica no
Jardim Botânico do Rio de Janeiro-
e Bolsista do CNPq.
Pichisermoliia H. Monteiro Neto nov. nom.
Bason. Gigliolia Beccari, Malesia 1 (2): 171. (1877), non.
Gigliolia Barb. Rodr., Gen. Orchid. 1: 25 (1877).
Spadices interlrondales, egressi, elongati, spatha solitaria completa,
longissima induti. Flores inferiores in ramis terni, intermédio íoemineo,
superiores masculi, bini. Flores masculi subsymmetrici, calyce breviter tri-
lobo, Stamina 3-9. Flores masculi multo majores; sepala late imbricata;
pétala sepalis paullo longiora basi imbricata, supra médium incrassata et
valvata. Ovarium uniloculare. Ovulum basilare erectum, anatropum.
Fructus oblongus. Semen erectum, elongatum.
Typus: Lectotypus apud Pichi-Sermolli in Beccari et Pichi-Sermolli
(1956) Palmae Gerontogeae pag. 33 et fig. 1 (I) Gigliolia insignis. (Becc.-
\ falésia 1 2): 172.1877).
(*) Trabalho entregue para publicação em 09-04-1974.
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Sub gen. Pichisermollia
= Gigliolia
Folia pari-pinnata, segmentis lanceolatis. Floris masculi stamina tres;
filamentis brevissimis, basi unitis; antheris sub-reniformibus; ovarii rudi-
mentum crassum crilobum.
Pichisermollia insignis (Becc.) H. Monteiro Neto nov. comb.
Folia Ilabellato-cuneata, plicato pluricostulata bifide. Floris masculi
stamina 7-9; filamentis basi vix unitis; antheris erectis, basiíixis, linearibus.
Ovarii rudimentum minutum, tridentatum
Pichisermolia subacaulis (Becc.) H. Monteiro Neto nov. comb.
Examinando a monografia de Beccari postumamente revista e corri-
gida por Pichi-Sermolli (1956), como subsídio a um trabalho de redeter-
minação e comportamento das palmeiras da grande coleção do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro, deparamo-nos com o comentário da pág. 33-
35 aqui transcrito:
"BECCARI originariamente riferi a questo genere due specie: Gi-
gliolia insignis Becc. e Gigliolia subacaulis Becc. Anche dalla publicazione
originale è chiaro che il tipo dei genere deve essere Gigholia insignis
Becc. Malasia 1 (2): 172.1877, ma la subdivisione in due sotto generi con
1’indicazione dei tipi relativi qui proposta da BECCARI non ammette
dubbi sulla scelta di tale tipo."
Non è certo che Gigliolia Becc. sia nome legitimo poiché existe um
altro genere, Gigliolia Barb. Rodr., pubblicato nello stesso anno ed an-
clVesso dedicato a E. H. GIGLIOLI.
Gigliolia Becc. stando a quanto è detto in Malesia 2: 340.1886 sulla
data di publicazione dei singoii íascioli dei primi due volumi di Malesia,
tu pubblicato nei Settembre 1877.
Gigliolia Barbosa Rodrigues, Gen. Sp. Orchid. 1: 25.1877, delia fami-
glia delle Orchidaceae, è comunemente ritenuto un sinonimo di Octomeria
R. Br. in A1TON. II lavoro di BARBOSA RODRIGUES porta nel fron-
tespizio come data di publicazione 1'anno 1877, ma nessum dato nel libro
datada "20 Juillet 1877" e quindi è certo che il libro apparve dopo tale
permette di conoscere in quale mese esso fu pubblicato. La prefazione à
data. Ho cercato nella bibliografia contemporânea qualche indicazione
sul mese di publicazione di questa opera, ma ogni ricérca è stata vana.
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cm
Probabilmente la data di publicazione dei due generi è pressoché la
medesima, ma rimane incerto quale dei due ha la prioritá. Fortunata-
mente Gigliolia Barb. Rodr. è considerato in sinonimo e non viene adot-
tato, quindi non può nascere confusione nella nomenclatura, essenda
attualmente in uso solo uno dei due omonimi: Gigliolia Becc.
A Gigliolia appartengono soltanto 2 specie di Borneo. E 1'unico ge-
nere di Palmae endemico di questa isola." (Pic. ser.).
Ora:
a) Gigliolia Becc. homônimo de um gênero de Orquídeas é real-
mente homonimo posterior, sendo o fascículo 1 de Setembro de 1877, Ja
Malesia; o volume 1 de Gen. Sp. Orchid. Nov. de BARBOSA RODRI-
GUES, tem como data 1877 e seria tomado pela citação segundo a nomen-
clatura (Art. 45. Cod. Seatle 1972 ex Stafleu);
b) Como Becc. in Malesia 1, é de Setembro de 1877 (Pichi-Sermolli
1. c.), e na pág. V de Barb. Rodr., Gen. Sp. Orch. Nov. encontramos a
propósito da carta de Reich. 22-03-1877, o seguinte comentário: "Au récu
de cette lettre, je me suis rendu chez MM. FLEUIS, pour les remercier
et leur demander de suspendre la publication commencée, en raison de
1'honorable invitation que je venais de recevoir.
Ainda na pág. VII do preâmbulo fala do envio em 1871 das espécies
de Minas Gerais ao Dr. REICHEMBACH, o qual que se propõe a pu-
blicar em carta quando já estão sendo distribuídos em 20 de julho de 1877
os fascículos do v. 1 e na pág. 25 o gênero Gigliolia.
O fato de por razões taxinômicas no volume II publicado em 1822,
haver BARBOSA RODRIGUES considerado Gigliolia sinônimo de Octo-
meria R. Br. e na pág. V do preâmbulo dizer que "Pour eviter des doutes
qui pourreaient se produire à 1’avenir, je préviens que mes espéces cueil-
hes á Caldas et qui ont até publiés dans le premier volume; je compte
donc 1'ancienneté depuis que je les ai publiées dans le journal "O Cal-
dense" du 25 Mars 1877", menos portanto que a primeira publicação, vá-
lida será:
Gigliolia Barb. Rodr. (Julho 1877)
'O Caldense" (25 Março 1877)
Gen. Sp. Orch. ov. (Julho 1877)
pois, embora a publicação em um jornal não científico não invalide a
prioridade (art. 29), consideramos publicação válida o vol. 1 da (RINB)
obra Gen. Sp. Orch., e, assim ficando dirimida a dúvida, fomos levados
197
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11 12 13 14 15
a criar um nome novo e conseqüentemente as espécies de BECCARI te-
rão novas combinações, como se seguem:
Pichisermollia insignis (Becc.) H. Monteiro Neto nov. comb. Diagno-
sis in Beccari, O doardo; Malesia 1 (2): 172 1877 et non Malesia 2: 340.
1886.
sin. Gigliolia insignis Becc 1877.
Pichisermollia subacaulis (Becc.) H. Monteiro Neto nov. — comb.
Diagnosis in Beccari, O doardo; Malesia 1 (2): 172 1877.
In ista opus diagnosis subgenericae sunt monotypicae et c. f. Art. 42
Cod. Int. Nom. Bot. descriptio generico — specificae.
Etimologia: Nomen Pichisermollia, dedicatum est nobili
Proí. RODOLFO P1CH1-SERMOLL1 investigator ex-ad Herbarium Uni-
versitatis Florentinae.
I — P. insignis (Becc.) Mont. Neto:
a) Fios masc. (X 7).
b) Fios foem. (X 5).
c) Fios masc. seccion. vid. androec. (X 7) Borneo: Bintulu,
BECCARI P. B. 3696 typus ex icone Palm. Geront. Becc. et PICHI-SER-
MOLLI: 34.
II — P. subacaulis (Becc.) Mont. Neto:
a) Fios masc. (X 7).
b) Fios masc. seccion. duae petalae et androec. (X 7).
c) Fios masc. in secc. long. petal., androec. in parte et. pistil-
lodium (X 7).
d) Fios íoemin. prefl. forma períecta. (X 4).
1) Ovarium immaturum (X 4).
g) Ovarium immaturm, sectio longit. (X 4).
h) Fios foemin. (X 6).
i) Ovarium in secc. long. (X 6).
Borneo: Ripas montis Mattan ad Kutein, BECCARI P. B. 3647 ty-
pus, ex icone Palm. Geront. BECC. et PICHI-SERMOLL1: 34.
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VARIAÇÕES NO LIMBO FOLIAR E NO CINCINO DE HELICÔNIAS
(HELICON IACEAE)— I * **
HUMBERTO DE SOUZA BARREIROS
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
(com 2 figuras)
Heliconia é o único gênero da nova família Heliconiaceae lançada
por NAKA1 em'1941. Seu fruto difere dos excongêneres da antiga clas-
sificação de Musaceae por ser um esquizocarpo; ele é mucilaginoso e tem
função atenuante nos desarranjos intestinais. Os nativos das índias Orien-
tais comem os frutos de H. bihai L., e também os gomos de H. psittaco-
rum L.
Em sua distribuição geográfica, cada espécie de Heliconia adquire for-
mas inusitadas, diversas das típicas conhecidas dos centros migratórios de
origem; contribuem assim, freqüentemente, para equívocos taxionômicos
como falsas novas espécies, mas que, entretanto, servem de estímulos às
novas concepções para classificação. O somatório de tais variações resul-
tantes da dinâmica genes/ ambiente, mostra modificações graduais (clines)
e abruptas nas quais estão implicadas as descontinuidades topográficas,
edáficas, climáticas e biológicas.
O escopo deste trabalho é demonstrar iconograficamente, com supor-
tes em exames de espécimens vivos e secos de Heliconia, os registros des-
sas formas novas que são de grande valor taxionômico e ecológico. Con-
tudo, devido ao exaustivo exame que isto requer, os estudos foram orga-
* Entregue para publicação em 22-3-76.
** Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas.
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nizaclos em séries. O material utilizado é o mesmo das anteriores mono-
grafias (BARREIROS, 1974), mas para atingir o presente objetivo, só
as formas mais contrastantes são demonstradas.
Ilustram estas páginas espécimens escolhidos de H. hirsuta L. e H. fa-
rinosa Raddi de material do Missouri Botanic Garden (MO), US Natio-
nal Herbarium (US) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB). Ambas
espécies são alopátricas; a primeira distribui-se por várias regiões da Amé-
rica do Sul e América Central, enquanto que a segunda é encontrada ape-
nas nas regiões teste e sul do Brasil. H. hirsuta compõe o grupo de Heli-
cônias com o cincino superando as folhas e com flores maculadas, en-
quanto que H. farinosa é do grupo que esconde o cincino debaixo das
folhas e não possui flores com mácula.
As variações de tais espécies sugerem um mosaico de "fácies" sur-
preendentes; elas diferem morfologicamente em estatura, tamanho e forma
do cincino e limbo foliar, do colorido, mantendo, porém, o padrão ge-
nético da espécie. A plasticidade fenótipa é muito rica. H. hirsuta pode
apareecr glabra, vilosa, com espatas reflexas (Acre) ou divaricadas, às
vezes, com muitas (Cano Teemeena); com o cincino grande ou reduzido
(Soere(ama), e variegado; seu limbo foliar cresce muito (Cano Guacayá),
perde a constrição perto do ápice, torna-se cordiforme na base (Todos os
Santos). H. farinosa, por sua vez, aparece sem a farinha, cobre de pêlos
0 ciHcino (Teresópolis), ou o comprime (litoral de S. Paulo), ou então o
aumenta muito, com o limbo foliar (Caraguatuba); este se torna elítico-
alongado (Pilões), a raque floral se flexiona alongando os internos (Jara-
guá), e assim por diante. Observam-se estes detalhes e outros nos ícones
1 e 2 de ambas espécies.
Para facilitar as comparações nas figuras, convém assinalar que tais
espécies têm em comum o limbo oval e o cincino ereto de espatas ascen-
dentes, porém em H. hirsuta o limbo é séssil, caudado e constrito perto
do ápice, e o cincino é obdeltóide e alaranjado; em H. farinosa, o limbo é
peciolado e acuminado, de base cordiforme, e o cincino é deltóide com
espatas escarlates e flores verdes. Estas características correspondem às
formas típicas.
Agradecimento — Ao Conselho Nacional de Pesquisas os meus agradeci-
mentos pela Bolsa que me permitiu realizar este trabalho.
Fig. 1 — Heliconia hirsuta L. (Variações no limbo foliar e no cincino) :
Brasil: A — Acre, Rio Branco, var. villosa (Peters.) Lane /. laxa Barreiros,
30 flores, limbo constrito (MO); B — id.. Mato Grosso, Serra do Roncador, var.
glabra espatas vermelhas, flores alaranjadas 20, limbo levemente constrito (M);
C — Colômbia. Cano Teemeena, var glabra Barreiros, /. magnifolia Lane, cin-
cino alaranjado, 11-12 espatas, 20 flores, limbro igual a A (US) ; D — id., Soe-
retama, var. hirsuta, f. angustifolia Barreiros, cincino amarelo, limbro constrito
(US); E — Paraguai, var glabra, f. magnifolia, limbo incostrito (MO); F —
Bolívia, Boa Vista, var. glabra, f. magnifolia, internós longos (MO); G — Co-
lômbia, Cafio Guacaya, var. glabra, f. magnifolia, cincino alaranjado, limbo
magno constrito (US); H — od., Cerro de Mitú, var. glabra, cincino alaranjado,
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11
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limbo inconstrito assimétrico na base, poucas flores (US); I — Bolívia, To-
dos os Santos, var. glabra, f. laxa , espatas verde-amarelo-avermelhaclas, flores
verde-amarelas, limbo inconstrito de base cordada — a inclinação do escapo
pelo vento sugere um falso plagiotropismo (MO). A /. valida corresponde a
um topótipo de Cerro Neguatá, Venezuela (VEN) com um cincino de 22 cm
de altura e folhas também longas; essa forma foi confundida com nova es-
pécie que recebeu o nome de H. costanensis Arist. (sinônimo) Por falta de es-
paço não foi incluído o desenho. Desenhos do autor. Escala: 1/5 (10 cm = 2 cm).
Fig. 2 — Heliconia farinosa Raddi (Variações no limbo foliar e no cin-
eino) : Brasil: A — S. Paulo, Caraguatuba, /. magna Barreiros, também
confundida como nova espécie (II. velloziana L. Emy. é sinônimo), sem farinha,
cincino 50 cm longo, limbo foliar oblongo mais de 1 m. longo, base assimétrica,
espatas vermelhas, flores verdes (US); B — id„ litoral de São Paulo, /. cons-
tricta Barreiros, sem farinha cincino nblongo pequenq, espatas alaranjadas se-
mi-imbricadas, limbo lanceolado (RB); C — id., Rio de Janeiro, Corcovado,
/. angusta Barreiros, com farinha, espatas estreitas subfalcadas vermelhas, flo-
res verdes, limbo oval de base cordata (RB); D — id., Rio de Janeiro, Tere-
sópolis, /. versatilis Barreiros, (H. sampaiona L. Emy é sinônimo) sem farinha,
cincino hirsuto, espatas purpurinas, flores verdes, limbo igual a C (RB); E
— id., Santa Catarina, Jaraguá, /. laxa Barreiros, com farinha, raque flexuosa,
espatas purpurinas, flores amarelas, limbo foliar igual a C, porém muito largo
(RB); F. — id., Rio de Janeiro, Corcovado, f. do Tipo, com farinha, espatas
vermelhas, flores verdes, limbo igual a C (RB); G — id., Santa Catarina,
Reserva dos Pilões, sem farinha, internós longos, espatas pouco ascendentes,
limbo oblongo-agudo ou fusiforme (RB) ; H — id., Rio de Janeiro, Caiçaras
(f. magna Barreiros), sem farinha, espatas sulfurinas, limbo lanceolado, base
oblíqua (RB) Ressalvam-se as deformações da estufa. Desenhos do autor
(HSB) . Escalas: 1/14 e X/10.
SUMMARY
In this paper the author describes and figures, using plants both alive
and dry, some new forms and varieties of Heliconia hirsuta L. and H. farinosa
Raddi, either from Brazil or from surrounding countries. Herbarium specimens
previously referred to (Barreiros, 1974), were taken from MO, US, and RB.
BIBLIOGRAFIA
BARREIROS, H. S., 1974, Novas localidades de Ocorrências de Heliconia, in
Bradea, v. I, 44.
BARREIROS, H. S., 1974, Espécies Críticas de Heliconia — II, in Bradea v. I,
46, 2 figs.
BELL, C. R., 1968, Variacion y Classificacion de Las Plantas, 142 pp., Herrero
Hermanos Suc. S. A., México, trad.
CRONQUIST A., 1970, The Evolutlon and Classification of Flowering Plants,
cl. l, 19-32, V, 347-349, Thomas Nelson and Sons Ltd., London.
MELLO F., L. E., 1976 — Heliconiae noviu Brasilienses — III, in Bradea,
11 (15): 91-94.
201-
SciELO/JBRJ
Tipos do herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro —
MELASTOMATACEAE - I, RHAMNACEAE E VITACEAE (*)
LÜCIA D’ AVI LA FREIRE DE CARVALHO (**)
Seção de Botânica Sistemática, Jardim Botânico,
Rio de Janeiro
1 . Aciotis spiritusanctensis Brade in Arq. Jard. Bot. 16 : 11, est. 6, 1958.
"Habitat: Brasil — Estado do Espírito Santo, Rio Doce. Leg. J. Viei-
ra e J. Mendonça, setembro de 1949. Typus: Herbário do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro n.° 68.105".
RB 68.105 - HOLOTYPUS (***)
Sched.; Estado do Espírito Santo, norte do Rio Doce, matas das
margens do Rio São José, leg. J. Mendonça e J. Vieira n.° 28, setem-
bro de 1949. Planta colhida em pântano.
2 Behuria edmundoi Brade in Arq. Jard. Bot. 14 : 221, est. 7, 1956.
-'Habitat: Brasília — Estado do Rio de Janeiro: Serra dos Órgãos,
picada para Campos das Antas. Leg. Edmundo Pereira n.° 369,
i2-lll-1944. Typus: Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
n.° 76. 195".
RB 76.195 - HOLOTYPUS (***)
* Trabalho realizado como parte dos requisitos do Curso de Pós-graduação
em Botânica — nomenclatura, pela Universidade Federal do Rio de
Janeiro.
** Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecno-
lógico.
*** Tipificado pelo especialista, Dr. J. J. Wurdack em 1965.
207
JSciELO/ JBRJ
cm ..
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos, picada,
para Campos das Antes, leg. E. Pereira n.° 369, 12-III-1964.
i
3. Behuria huberoides Brade in Arch. Inst. Biol. Veg. 2 (1) : 14, est. 1,.
figs. 5-10.1935.
"Habitat: Brasil — Estado do Rio de Janeiro, Sta. Maria Magdalena,
Pedra dubois 1 . 100 m sobre o nível do mar, 28 de fevereiro de 1934,
leg. Santos Eima e A. C. Brade n.° 13.209. Herbário do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro n.° 24.997 — Herbário Santos Lima
n.u 11b".
RB 24.997 - HOLOTYPUS (***)
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Santa Magdalena, Pedra Du-
bois 1.100 ms. n., leg. Santos Lima e A. C. Brade n.° 13.209,.
28-2-1934. Arbusto de tlores alvas.
RB 45.549 - TOPOTYPUS
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Santa Magdalena, Pedra Du-
bois 1.1 00 m, leg. Santos Lima e A. C. Brade n.° 14.524, 27-11-1935-
Arbusto de flores alvas.
4. Behuria limae Brade in Arch. Inst. Biol. Veg. 2 (1) : 15, est. 1, figs.
11- 16.1935.
"Habitat: Brasil — Santa Magdalena, Alto do Desengano ,2. 100 m,
5-3-1934, leg. Santos Lima e A. C. Brade n.° 13.210. Herbário do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 24.990’’.
RB 24.998 - HOLOTYPUS (***)
Sched.: Estado do Rio de Janeiro — Santa Magdalena, Alto do
Desengano 2.100m, leg. Santos Lima e A. C. Brade n. 13.210,
12- 3-1^34. Arbusto de 200-400 m de altura, flores alvas.
5. Behuria souza-limae Brade in Rodriguésia 18 : 3, est. 1, figs. 1-8, 1945.
"Habitat: Brasília, Estado de São Paulo, Estação Experimental Bo-
racéia, ieg. A. Souza Lima s/n, 16-1-1941. Typus: Herbário do
Botânico do Rio de Janeiro n.° 44.236. Cotypus: Herbário da Seção
de Botânica do Instituto Agronômico de Campinas, São Paulo n.°
6.117".
RB 44.236 - HOLOTYPUS (***)
l.a Sched.: Estado de São Paulo, Boraceae, leg. Souza Lima s/n,
16-1-1941.
208
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
2.a Sched.: Herbário Seção de Botânica do Instituto Agronômico
do Estado de São Paulo, Campinas, n.° 6.117. Estado de São Paulo.
Boraceia, leg. A. S. Lima s/n, 16-1-1941.
Arbusto coletado na Estação Experimental.
Behuria souza limae Brade var. pallescens in Rodriguésia 18:3, 1945.
"Habitat: ejusdem loco. Typus: Herb. da Seção de Botânica do
Instituto Agronômico de Campinas. Cão Paulo n.° 6.115".
RB 44.235 - HOLOTYPUS
1. a Sched.: Estado de São Paulo, Boraceia, leg. Souza Lima s/n,
16-1-1941.
2. aSched.: Herb. Sec. Bot. Inst. Agr. do Estado de São Paulo,
Campinas n.° 6.115, Estado de São Paulo, Boracéia, leg. A. S. Lima
s/n, 16-1-1941. Arbusto coletado na Estação Experimental.
Benevidesia magdalenensis Brade in Arch. Inst. Biol. Veg. 2 (1): 16,
est. 1, ligs. 17-23-1935.
"Habitat: Brasil, Estado do Rio de Janeiro, Município de Sta. Maria
Magdalena, Alto da República 1.600 m, leg. Santos Lima e Brade
n.° 11.729, maio 1932, Herbário Museu Nacional n.° 26.473. Alto
doDesengano 2.100m, 5-111-1934. leg. Santos Lima e Brade n.°
13.203. Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 24.999 —
Idem Herbário Santos Lima n.° 248".
RB 24.999 - SYNTYPUS
1. a Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Sta. Magdalena, Alto do
Desengano, leg. Santos Lima e A. C. Brade n.° 13.208, 5-3-1934.
Arbusto de flores alvas.
2. a Sched.: Herbário Santos Lima n.° 248, Estado do Rio, Mag-
dalena. Alto do Desengano a 2.000 m, agosto de 1934.
RB 29.999 - - ISOSYNTYPUS
Sched.: Herbarium Brasiliense A. C. Brade, Estado do Rio de
Janeiro, Muunicípio de Santa Magdalena, Pedra da República 1.500
ms. n. leg. Santos Lima e A. C. Brade n.° 11.729, maio de 1932.
Arbusto de um metro e meio, flores alvas. Ex. herb. Museu Nacio-
nal n.° 26.473.
209
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
8. Benevidesia organensis Sald. et Cogn. in Mart. Fl. Bras. 14 (4) : 605,
1888. "Habitat ad Serra dos Órgãos versus Petropolin: Glaziou n.a
16.027, in herb. Berol. et ann. 1887. Floret Martio-Aprili.
RB 25.000 - ISOTYPUS
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Serra dos Órgãos, leg. Salda-
nha, em março de 1887. Ex Herb. Glaziou n.° 16.027.,
RB 43.948 - TOPOTYPUS
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, in haut de la Serra dos Órgãos,
leg. A. Glaziou n.° 17.529 (6-1V-1889), Ex. Herb. Glaziou, donné par
Mme. Simard sa filie, en 1907, Ex. Herb. Mus. Paris.
RB 44.313 - TOPOTYPUS
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Serra dos órgãos, cóté de
Petrópolis (Rio — Jan. n.° 17.529. Plantae Flum., Ex. Herb. Gla-
ziou n.° 16819.
9. Bertolonia formosa Brade in.Atch. Jard. Bot. 14 : 224, est. 9, fig. 1,
1956. "Habitat: Brasília — Estado do Espírito Santo: Vargem Alta
600 ms. n. do mar, terrestre na mata virgem. Leg. A. C. Brade n.°
19.418 — 3-IX-1948. Typus: Herbário Jardim Botânico do Rio de
Janeiro n.° 64.613. Idem leg. A. C. Brade n.° 19.771: 10-5-1949.
Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 67.096".
RB 64.163 - SYNTYPUS
Sched.: Estado do Espírito Santo, Município de Cachoeira da
Itapemirim, Vargem Alta, leg. A. C. Brade n.° 19.418, 3-9-1948. Ter-
restre da mta.
RB 67.096 - SYNTYPUS
Sched": Estado do. Espírito Santo, Município de Cachoeira do
Itapemirim, Vargem Alta, leg. A. C. Brade n.° 19.771, 10-X-1949, ter-
restre na mata, 650 m s/n.
10. Bertolonia hoehneana Brade in Arch. Jard. Bot. 14 : 225, est. 10-
1956. "Habitat: Brasília, Estado de São Paulo, Alto da Serra. Leg.
Augusto Gehrt, 2-II-1922. Herbário do Instituto de Botânica São-
Paulo n.° 10.996. Typus: Herbário Jardim Botânico do Rio de-
Janeiro n.° 39.248".
210
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm
RB 39.248 - HOLOTYPUS
1. a Sched.: Estado de São Paulo, Alto da Serra, leg. A. Gehrt
s/n, 2-11-1922, planta da mata sombria.
2. a Sched.: Serviço de Botânica e Agronomia, São Paulo n.°
10.996. Estado de São Paulo, Alto da Serra, leg. A. Gehrt, 2-11-1922.
Planta da mata sombria.
11. Bertolonia foveolata Brade in Arq. Jard. Bot. 14 : 226, est. 9. íigs. 2
e 2, e est. 12-1956. "Habitat: Brasília, Estado do Espírito Santo:
Vargem Alta mata virgem na beira de um córrego. Leg. A. C. Brade
n.° iy.411, 2-1X-1948. Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro
n.° 64.164. Idem (exemplar íloríiero), leg. Mário Moreira, 22-X11-
1949. Typus: Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.°
68.398".
RB 68.398 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado do Espírito Santo, Vargem Alta, leg. M. Moreira
e Dominique s/n., 22-XH-1949. Flores alvacentes.
12. Bertolonia raulinoi Brade in Arq. Jard. Bot. 14 : 226, est. 11, 1956.
"Habitat: Brasília, Estado de Santa Catarina: Itajaí, Morro do Baú,
600 ms. n. do mar. Leg. Raulino Reitz n.° 2.083, 29-1-1948. Typus:
Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 63.421".
RB 63.421 - HOLOTYPUS
Sched.: Plantas de Santa Catarina — Brasil. Herbário Barbosa
Rodrigues. Estado de Santa Catarina, Itajaí, Morro do Baú, 600 ms.
n. do mar, leg. R. Reitz n.° C 2.093, 29-1-1948. Mata virgem, sub-
arbustp com u,4U cm de altura, ilores alvas.
13. Bertolonia santos-limae Brade in Arq. Jard. Bot. 14 : 223, est. 8-1956.
"Habitat: Brasília, Estado do Rio de Janeiro — Santa Magdalena,
Serra da Furquilha. Leg. Joaquim Santos Lima n.° 283. Novembro
de 1934. Typus: Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
n.° 45.551".
RB 45.551 - HOLOTYPUS
l.a Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Santa Magdalena, Fur-
quilha. Leg. J. Santos Lima, n.° 283, novembro de 1934.
2a Sched.: Herbário Santos Lima. Estado do Rio — Magdale-
na, n.° 283, Furquilha, novembro de 1934.
211
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
14. Bisglaziovia behurioides Cogn., Melast. Monogr. Phanerog. Prod.
7: 412. 1891. "In Brasiliae prov. Rio de Janeiro prope Novo-Fri-
burgo (Glaziou n.° 16.821 et 16.970".
RB 43.949 - ISOSYNTYPUS
Sched.: Ex. Herb. Mus. Paris. Leg. A. Glaziou n.° 16.821
RB 44.314 - ISOSYNTYPUS
1. a Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Alto Ma-
cahé, leg. A. Glaziou n.° 16.970. Ex. Herb. Damázio.
2. a Sched.: N.° 16.970, Alto Macahé de Nova Friburgo (Rio —
Jan). do coletor ?
15. Calyptrella gracilis Tr., Melast. Monogr. Phanerog. Prodr. 7 : 454,
1 89 1 . "In Peruvia orientali ad Tarapoto (Spruce n.° 4.896)".
RB 21.554 - ISOTYPUS
1. a Sched.: Peru, Tarapoto, leg. R. Spruce n.° 4.896.
2. a Sched.: Ex. Herb. Musei Britannici (d ° 20.129) Provinciae
orientalis, Prope Tarapoto, leg. R. Spruce 4.8Q6, 1825-6.
16. Calyptrella tristis Tr. Melast. Monogr. Phanerog. Prodr. 7 : 454 : 72.
1891. "In Peruvia orientali ad Tarapoto (Spruce n.° 4.823)".
RB 21.553 - ISOTYPUS
l.a Sched.: Peru, Tarapoto, leg. R. Spruce 4-^23.
2a Sched.: In montibus Campana prope Taraponto, Peruviae
orientalis, leg. R. Spruce n.° 4.823, Aug. 1856.
3. a Sched.: Ex.-Herb. Museu Britannici n.° 20.129.
17- Cambessedesia bahiensis Brade et Mgf. in Arq. Jard, Bot. 17 : 43, est.
1, figs. 1-7, 1959/1961. "Habitat: Brasília, Bahia, Morro do Chapéu
1.000 ms. n. do mar; leg. Edmundo Pereira n.° 2-014, 11-9-1956.
Typus: Herbarium Bradeanum n.° 10.729. Isotypus: Jardim Botâni-
co do Rio de Janeiro. N.° 96.007".
RB 96.007 - ISOTYPUS
Sched.: Estado da Bahia, Morro do Chapéu, 1000m de altura,
leg. E. Pereira n.° 2.014, 11-9-1956. Arbusto de flores '■'ioláceas.
212
cm
ISciELO/ JBRJ
cm
RB 86.912 - HOLOTYPUS (***)
1. a Sched.: Entre Santa Tereza e Vitória (Serra). Leg. A. P.
Duarte n.° 3.674 e J. C. Gomes n.° 430, 23-XI-1953. Planta com flo-
res pequenas, ramos graciosos, em solo úmido, onde corre água du-
rante quase todo ano.
2. ° Shed.: Espírito Santo, Serra de Santa Thereza, leg. A. P.
Duarte n.° 3.674, 23-XI-1953.
25. Graffenrieda cinnoides Gleason in Mem. N. Y. Gard. 8 (2) : 135.
1953. "Type: summit o£ Cerro Sípapo, Basset Maguire & Louis Politi
28.180; New York Botanical Garden. The plant has a strong habitat
resemblance to G. cinna Macbr., a plant of low altitudes in Peru,
but diííers in the nearly glabrous leaves and sessile flowers".
RB 76.925 - ISOTYPUS
Sched.: The new York Botanical Garden. Plants of the Kunhardt
Venezuelan Expedition, 1948-49. Cerro Sipapo (Paráque), Territó-
rio Amazonas n.° 28.180. Leg. B. Maguire e L. Politi, 6-1-1949.
Shrub or small tree, 4 m high along creek, upper Cano Negro.
26. Graffenrieda rupestris Ducke in Ark. Inst. Biol. Veg. 2 (1) : 66.1935.
"Habitat in rupibus humidis humo obtectis secus ripas fluminis
Curicuriary (Rio Negro superioris affluentis, in civitate Amazonas),
21-X11-1931, leg. A. Ducke, H. J. B. R. n.° 24.107".
RB 24.107 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado do Amazonas, Rio Curicuriary affl. Rio Negro,
rochedos da margem, leg. A. Ducke, 21-XII-1931, árvore pequena
ou arbusto, flores alvas com estames amarelo-claros.
27. Henriettea gomesii Brade in Arq. Jard. Bot. 16 : 13.1958. est. 8,
figs. 1-5. "Habitat: Brasil, Estado do Espírito Santo, entre Guarapa-
ri e Iconha. Planta de formação baixa e solo úmido, próximo de
restinga. Leg. A. P. Duarte n.° 3.614 e J. C. Gomes n.° 426, 28-X1-
1953. Typus: Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.°
86.907".
RB 86.907 - HOLOTYPUS (***)
Sched.: Estado do Espírito Santo, entre Guarapari e Iconha, leg.
A. P. Duarte 3.614 e J. C. Goms 426, 28-XI-1953, planta de forma-
ção baixa e solo úmitio próximo de restinga, cauliilora.
215
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
22. Comolia serpyllaceae Wurdack in Mem. N. Y. Bot Gard. 10 (1) : 102,
fig. 11 a-g, 1958. "Types: petals deep purple basally yellow, anthers
yellow, forming dense íestoons on vertical cliff face under waterfalls,
upper part of Cano Culebra, elev. 1500-1600 m, Cerro Duída, Rio
Cunucuna, Terr. Amazzonas, Venezuela. Nov. 21.1950. Basset Ma-
guire, R. S. Cowan e J. J. Wurdack 29.635 (NY). Paratypes: repent,
mat-forming, petals magenta, anthers yellow, common on ledges on
upper escarpment face, elev. 1300-1700 m. Cerro Huachamacari, Rio
Cunucunuma, Terr. Amazonas, Venezuela, Dec. 5.1950. Maguire,
Cowan & Wurdack 29.886; creeping in liverworts, petals pink, an-
thers yellow, upper escarpment slopes east of Camp 3, elev. 1700 m,
Cerro de la Neblina, Rio Yatua, Terr. Amazonas, Venezuela. Dec.
24,1953. Maguire, Wurdack & Bunting 36.844; idem, Dec. 27,1953,
36.923; idem elev. 1600 m, Jan. 24-1954, 37.372.
RB 10.212 - ISOTYPUS (***)
Sched.: Plants of the New York Botanical Gardens. Venezuelan
Expedition, 1950-1. Cerro Duida, Rio Cumucunuma, Amazonas. Leg.
B. Maguire, R. S. Cowan & J. J. Wurdack n.° 29.635, 21-11-1950.
Forming dense íestoons on vertical cliff face under water falis: pe-
tals deep purple, yellow at base; anthers yellow. Locally abundant.
Upper part of Cano Culebra, elev. 1500-1600 m.
23. Diolena repens Gleason in Buli. Torr. Cl. 75 (5) : 541.1958. "Type:
flowering stems pendent, calyx lobes faintly purple, verticel moist
walls of Potaro River George, 1 mile below Kaisteur Falis, British
Guiana, May 13, 1944, Maguire & Fanshawe 23.426. New York
Botanical Garden".
RB 66.729 - ISOTYPUS
1. a Sched.: Tipificado por Gleason, 1945.
Plantas da garganta do Rio Jorge, Guiana Inglesa, leg. B. Maguire
e D. B. Fanshawe, 13-V-1944. New York Botanical Garaen n.° 23.426.
2. a Schad.: British Guiana Forest Department — New York
Botanical Garden. Plants of the Potaro River George, British Guia-
na n.° 23.426. Calyx lobes paintiy purpie; trorn moist rocky walls,
one mile below Kaisteur Falis, Leg. Bassett Maguire e D. B. Fan-
shawe, 13-V-I944.
24. Dolichoura spiritosanctensis Brade in Arq. Jard. Bot. 16 : 12. 1959.
Habitat: Brasil — Estado do Espírito Santo, entre Vitória e Santa
Tereza (Serra), em solo úmido onde corre água durante quase todo
o ano, leg. A. P. Duarte n.° 3.674 e J. C. Gomes n.° 430, 23-XI-1953.
Typus: RB 86.912".
214
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm i
18. Clidenia graciliflora Huber, Boi. Mus. Goeldi (Museu Paraense) 4
(1-4) — 596, 1906. "Arbusto bastante frequente na Quebrada grande
do Cerro de Canchachuaya, 13-11-1898".
RB 14.385 - ISOTYPUS
1. a Sched.: Peru, Rio Ucayali, Cerro de Canchachuaya, leg. J.
Huber, 13-11-1898.
2. a Sched.: Ex.-Herb. Amazônico Musei Paraensis (Museu Goel-
di) Pará, n.° 1.476. Rio Ucayali, Cerro de Canchachuaya, Perón,
leg. J. Huber, 13-11-1898.
19. Clidenia ulei Pilg. in Verh. Bot. Brand. 47 : 180.1905. "Peru: De-
partamento — Loreto, Iquitos (Ule n.° 6.235 — bluhend in Juli
1902)".
RB 24.744 - TOPOTYPUS
1. a Sched.: Exploration in Peru Dept. Loreto: Iquitos; alt. about
100 meters; woods, leg. E. P. Killip e A. C. Smith n.° 27.475,
3-11-1929.
2. a Schad.: Smithsonian Institution. From the United States Na-
tional Herbarium.
20. Comolia affinis Hoehne in Anex. Mem. Inst. Butantan 1 (5) : 91, t.
13, f. 1, 1922. "Jardim Botânico n.° 4.711 (Aquiles Lisboa n.°6)
Ilha Mongunça, Maranhão, em 6.904".
RB 4 711 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado do Maranhão, Ilha Mongunça, leg. A. Lisboa n.°
6, julho de 1914.
Nota: A data de coleta está errada na citação original da espécie.
21. Comolia edmundoi Brade in Arq. Jard. Bot. 16 : 11, est. 5, figs.
8-15, 1959. "Habitat: Brasil — Minas Gerais, Diamantina, Água
Limpa, leg. E. Pereira n.° 1.414, 2-5-1955. Typus: Herbário do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 90.885".
RB 90.885 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado de Minas Gerais, Dimantina, Água Limpa, leg.
leg. E. Pereira n.° 1.414, 22-5-1955. Flor violácea.
2 13
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
28. Henriettea sylvestris (Gleason) Macbride in Publ. Field. Mus. NaU
Hist. Chicago, Bot. Ser. 13 (4) 1 : 502.1941. "Junin: La Merced,.
5.493 — San Martin: Lamas, Willians 6.392 — Loreto: Pebas,
Willians 2.091 — Rio Acre: Krukoff 5.272. Type "Hullpa caspi".
RB 81.051 - ISOTYPUS
1. a Sched.: B. A. Krukof£'s 4th Expedition to Brazilian Ama-
zônia, Basin of Rio Purus, n.° 5.272. Territory o£ Acre: near mouth
of Rio Macauhan (tributary of Rio Yaco), lat. 9o 20' S., long. 69° W.;
august 3, 1933. Tree 50 feet high; on terra lirma.
2. a Sched.: Smithsonian Institution. From the United States
National Herbarium.
29. Lavoisiera campos-portoana Mello Barreto in Arch. Inst. Biol. Veg.
2 (1) : 8.1935. "Typus: R 28.758 (A. Sampaio n.° 6.580) Habitat
in civitate Minas Geraes, in Campis siccis arenosisque in Serra do
Cipó, secus margines viarum ad vicum Morro do Pilar et ad urbem
Conceição do Serro, ubi frequentíssima. Florest Augusto ad Februa-
rium.
RB 28.892 - TOPOTYPUS
1. ° Sched.: Estado de Minas Gerais, Serra do Cipó, km 140,
Estrada Pilar, leg. Mello Barreto s/n, 11-1-1934, arbusto 0,45 cm
de altura, flores violáceas.
2. ° Sched.: Herbário do Jardim Botânico de Bello Horizonte
n.° 9.666. Estado de Minas Gerais, Município Santa Luzia, Serra
do Cipó, km 140, Estrada Pilar. Habitat — Camp. Freqüência —
muito, arbusto de 0,45 cm, flor violácea.
30. Lavoisiera goyazensis Cogniaux in Engl., Jahrb. 21 : 447, 1905.
"Habitat in montibus Serra de Balisa, i50Ü-i600m: Ule n.° 2.903.
Flor. m. Sept".
RB 10.828 - TOPOTYPUS
Sched.: Estado de Goyaz, Serra da Balisa, leg. Ule n.° 901 ?
ou n.° 23 ?, set. 1892.
31. Lavoisiera sampaioana Mello Barreto in Inst. Biol. Veg. 2 (1) :
10.1935. "Typus in Herb. Museu Nacional 28.764 (A. Sampaio n.°
6.579). Habitat in civitate Minas Gerais, in Campis siccis arenosis-
216
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm
que in Serra do Cipó, secus margines viae ad vicum Morro do
Pilar, ubi frequentíssima — Floret Januario-Februario’'.
RB 28.895 - TOPOTYPUS
1. a Sched: Estado de Minas Gerais, município de Santa Luzia,
Serra do Cipó km 140, Estrada do Pilar, leg. Mello Barreto s/n,
11-1-1934, arbusto de 0,60, flor rubra.
2. a Sched.: Jardim Botânico de Bello Horizonte n° 9.690, idem.
32. Lavoisiera sampaiona var. parvifolia Mello Barreto in Arch. Inst.
Biol. Veg. 2 (1; : 11-1935. "Typus in Herb. Museu Nacional 28.765
(A. Sapaio n.° 6.578). Habitat in eodem loco indicato in saxosis
— Floiet Februario".
RB 28.894 - TOPOTYPUS
1. a Sched.: Minas, Serra do Cipó, km 134, leg. Mello Barreto s/n,
2-11-1934, arbusto 0,40 cm, flores rubras.
2. a Sched.: Ex.-Herb. Jard. Bot. de Bello Horizonte n.° 12.023,
idem.
33. Lavoisiera senaei Schwacke in PI Nov. Mineir. 2 : 3.1900, t. 2, figs.
1-6. "Habitat in cacumine montium Serra do Cipó prope Conceição
do Serro ubi raríssima, leg. Sena V1I1-1895. Herb. 11.753".
RB 40.728 - ISOTYPUS
1. a Sched.: Estado de Minas Gerais. Serra do Cipó pr. Concei-
ção do Serro, leg. Sena s/n., VIU. 1895, Ex. Herbário Damasio
(Schwacke n.° 11753).
2. a Sched.: Herb. Schwacke n.° 11753. Fruticulus, corolla flava.
Estado de Minas Gerais in cac. m. Serra do Cipó prope Conceição
do Serro, leg. Sena, VIII. 1985.
34. Leandra adamantinensis Brade in Arq. Jard. Bot. 14: 243, est.
1.1956. "Habitat: Brasília, Estado de Minas Gerais, Diamantina,
1000 m. s. n. do mar. Leg. A. C. Brade n.° 13769. Junho de 1934.
Typus: Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 40611”.
217
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
RB 40.611 - HOLOTYPUS (***)
Sched.: Estado de Minas Gerais. Cons. Matta pr. Diamantina
1000 m s.n., leg. Brade 13769, junho, 1934, arbusto 1 m, flores ró-
seas nos campos.
35. Leandra balduinii Brade in Sellowia 8: 369, est. 3. 1957. "Habitat:
Brasília. Estado do Rio Grande do Sul, Fazenda Englert pr. São
Francisco de Paula, in araucarieto, 22-1-1955, leg. Balduino Rambo
S. J. n.° 56.295. "Typus" in Herbário Anchieta, Colégio Anchieta,
Porto Alegre "Cotypus" in Herbário Jardim Botânico do Rio de
Janeiro, n.° 90.500. Fragmento in Herbário A. C. Brade”.
RB 90.500 - PARATYPUS (***)
Sched.: Herbarium Anchieta. Florae Brasiliae Australis. Rio-
Grande do Sul, Faz. Englert p. S. Fr. de Paula. In araucarieto, leg-
B. Rambo S. J. n.° 56.295, 22-1-1955. Frutex 1,5 metralis.
36. Leandra camporum Brade in Sellowia 8: 370, est. 4.1957. "Habitat:.
Brasília. Estado do Rio Grande do Sul, Taimbezinho pr. São Fran-
cisco de Paula, in campestribus dumentosis. 3-XI-1954. Leg. Bal-
duino Rambo S. J. n.° 55.951. "Typus" in Herbário Anchieta,
Colégio Anchieta, Porto Alegre. "Cotypus": Herbário Jardim Botâ-
nico do Rio de Janeiro n.° 90.498. Fragmento: in Herbário A. C.
Brade” .
RB 90.498 - PARATYPUS
Tipificado por Wurdack em 1965, como ISOTYPUS
Sched.: Herbarium Anchieta. Florae Brasiliae australis, Estado
do Rio Grande do Sul, Taimbèzinho p. S. Fr. de Paula, leg. B. Ram-
bo n.° 55.951, 3-XI-1954. Frutex usque 0,75 metralis e xylopodio
multiramosus. In campestribus dumetosi.
37. Leandra hatschbachii Brade in Arq. Jard. Bot. 14: 246.1956. "Ha-
bitat: Brasília. Estado do Paraná, Queimada, Morro Alvino Souza.
Leg. Gert Hatschbarch n.° 806. 22-X1T1947. Typus: Herbário do
Jardim Botânico do Rio de Janeiro rt.° 62.023".
218
ISciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
RB 62.023
HOLOTYPUS (***)
l.a Sched.: Estado do Paraná, Município Piraquuara, Queima-
da, Morro Alvino Souza, leg. G. Hatschbach n.° 806, 22-X1I-47. Sub-
arbusto de 1 m, flores cheirosas.
2.a Sched.: Herbário Hatschbach n.° 806, idem.
38. Leandra magdalenensis Brade in Rodriguesia 18 : 4.1945. "Habitat:
Brasília. Estado do Rio de Janeiro, Sta. Maria Magdalena: Alto do
Desengano, 2000 m s.n. do mar 3-II1-1934, leg. A. C. Brade n.° 3.221
Sc Joaquim Santos Lima, Typus: Herbário do Jardim Botânico do
Rio de Janeiro n.° 40.625 e 40.624".
RB 40.625 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Sta. Magdalena, Alto do De-
sengano 2000 m, leg. Santos Lima e Brade n.° 13.221, 3-111-1934,
arbusto.
Obs.: Por erro de tipografia no número do coletor (Brade n.°
13.221), o especialista Dr. J. J. Wurdack não considerou esta ex-
sicata como Typus.
39. Leandra markgrafii Brade in Arq. Jard. Bot. 14: 248.1956. "Ha-
bitat: Brasília. Estado do Rio de Janeiro, Serra do Itatiaia, Maciei-
ras 1900 m s.n. do mar, leg. Fr. Markgraf (n.° 3.666) & Brade,
24-XI-1938. Typus: Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
n.° 39.481".
RB 39.481 - HOLOTYPUS (***)
Sched.: Itatiaia, Macieiras 1900 m s.n., leg. F. Markgraf e Brade
n.° 3.666, 24-XI-1938. Arbusto de flores alvas.
40. Lpandra navicularis Brade in Sellowia 8. 368. est. 2.1957. "Habitat:
Brasília, Estado do Rio Grande do Sul: Fazenda Englert, pr. São
Francisco de Paula, in araucarieto. 2-1-1955. Leg. Balduino Rambo
S. J. n.° 56.343. "Typus" in Herbário Anchieta, Colégio Anchieta,
Porto Alegre. "Cotypus" in Herbário Jardim Botânico do Rio de
Janeiro n.° 90.499. Fragmento in Herbário A. C. Brade".
219
JSciELO/ JBRJ
cm ..
RB 90.499 - PARATYPUS
Sched.: Herbarium Anchieta, Florae Brasiliae australis. Estado
do Rio Grande do Sul, Fazenda Englert p. S. Fr. de Paula. In
araucarieto, leg. B. Rambo S. J. n.° 56.343, 2-1-1955. Frutex 2 me-
tralis.
41. Leandra neglecta Brade in Sellovvia 8: 375. est. 8.1957. "Habitat:
Brasília. Estado de Santa Catarina, Serra do Fachinal pr. Biguaçu,
in araucarieto, 20-VI1-1951. Leg. Balduino Rambo S. J. n.° 52.627.
"Typus": in Herbário Anchieta, Colégio Anchieta, Porto Alegre.
"Cotypus" in Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro, n.°
90.803. Fragmento in Herbário A. C. Brade".
RB 92.803 - PARATYPUS
1. a Sched.: Estado de Santa Catarina, Serra Fachinal prp. Bi-
guaçu, in araucarieto, leg. B. Rambo S. J. n.° 52.627, 20-VII-1951.
2. a Sched.: do especialista J. J. Wurdack, identificando como
L. quinquedentata (DC.) Cogn. var. depauperata Cogn., em 1965.
42. Leandra opaca Brade in Sellowia 8: 373. est. 6.1957. "Habitat:
Brasília. Estado do Rio Grande do Sul, Taimbèzinho pr. São Fran-
cisco de Paula, in araucarieto, 13-X1-1953. Leg. Balduino Rambo
S. J. n.° 54.485. "Typus”: in Herbário Anchieta, Colégio Anchieta,
Porto Alegre. "Cotypus"; in Herbário Jardim Botânico do Rio de
Janeiro, n.° 92.802. Fragmento in Herbário A. C. Brade".
RB 92.802 - PARATYPUS
Tipificado por Wurdack, 1965 como ISOTYPUS
Sched.: Estado do Rio Grande do Sul, Taimbèzinho pr. S. Fran-
cisco de Paula, in araucarieto, leg. B. Rambo n.° 54.485, 13-XI-1953.
43. Leandra pallida Cogn. var caparoensis Brade in Arq. Jard. Bot.
14: 247.1965. "Habitat: Brasília. Estado de Minas Gerais, Serra do
Caporaó, 2100 m s.n. do mar. Leg. A. C. Brade n.° 17.027. 27-IX-1941.
Typus: Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 45.991".
220
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
HOLOTYPU S
RB 45.991
Sched.: Estado de Minas Gerais, Serra do Caparaó, 2100 mt.,
leg. A. C. Brade n.° 17.027, 27-IX-1941, arbusto de flores alvas.
44. Leandra pallida Cogn var. hispidula Brade in Arq. Jard. Bot. 14:
247.1956. "Habitat: Brasília. Estado de São Paulo, Serra da Bocaina
1600 m s.n. do mar. Leg. A. C. Brade n.° 21.188. 10-X-1951. Typus:
Herbário Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 75.918".
RB 75918 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado de São Paulo, Serra da Bocaina, 1600 m, leg. A.
C. Brade n.° 21.118, 10-X-1951, arbusto 0,50 m, mais ou menos
prostrada, flores alvas na mata ciliar baixa.
45. Leandra phelpsiae Gleason in Phytologia 3 (7): 351.1950. "Type,
Phelps 474, collected on Serrania Parú, in Southern Venezuela, de-
posited at the New York Botanical Garden".
RB 84.974 - ISOTOPOTYPUS
Tipificado por Wurdack em 1953, como Topotypus
Sched.: Plants of the New York Botanical Garden, Venezuela
Expedition, 1950-51 n.° 31.366. Serrania Parú, Rio Perú, Cano Asi-
sa Rio Ventuari, Amazonas, leg. R. S. Cowan, J. J. Wurdack,
10-11-1951. Suffrutescent, 1,5 m. Stamens white. Valley head above
camp, elev. 2000 m.
46. Leandra planifilamentosa Brade in Sellowia 8: 371. est. 5. 1957. "Ha-
bitat: Brasília. Estado do Rio Grande do Sul, Taimbèzinho pr. São
Francisco de Paula, in araucarieto; 20-11-1953. Leg. Balduino Rambo
S. J. n.° 53.970. "Typus": Herbário Anchieta, Colégio Anchieta,
Porto Alegre. "Cotypus": Herbário Jardim Botânico do Rio de
Janeiro, n.° 92.804. Fragmento in Herbário A. C. Brade".
RB 92.804 - PARATYPUS
Tipificado por Wurdack em 1953, como ISOTYPUS
221
cm
ISciELO/ JBRJ
Sched.: Estado do Rio Grande do Sul, Taimbezinho pr. S. Fran-
cisco de Paula, in araucarieto, leg. B. Rambo S. J. n.° 53.970.
(20-11-1953).
47. Leandra ramboi Brade in Sellowia 8: 374. est. 7.1957. "Habitat:
Brasília. Estado do Rio Grande do Sul, Fazenda Englert prp. São
Francisco de Paula, in Araucarieto. Leg. Balduino Rambo S. J.
21-1-1955. N. 56.382. "Typus" in Herbário Anchieta, Colégio An-
chieta, Porto Alegre. "Cotypus": Herbário Jardim Botânico, n.°
90.497. Fragmento in Herbário A. C. Brade".
RB 90.497 - PARATYPUS
Sched.: Ex Herbarium Anchieta. Florae Brasiliae australis, leg.
B. Rambo S. J. n.° 56.382, 21-1-1955. Fruticulus 0,5 metralis.
48. Leandra santos-limae Brade in Rodriguésia 18: 4.1945. "Habitat:
Brasília. Estado do Rio de Janeiro, Sta. Maria Magdalena 800 m s.n.
do mar. Leg. Brade n.° 13.213 8c Joaquim Santos Lima 7-I1I-1934.
Typus: Herbário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 40.285".
RB 40.285 - HOLOTYPUS (***)
Sched.: Estado do Rio de Janeiro, Sta. Maria Magdalena, matta
Lauriana Vicente 800 m, leg. Santos Lima e A. C. Brade, n.° 13.213,
7-III-1934. Arbusto de flores alvas.
49. Leandra uliginosa Brade in Arq. Jard. Bot. 14: 244.1956. "Habitat:
Brasília. Estado de São Paulo, Serra da Bocaina 1600-1700 m s.n.
do mar. Leg. A. C. Brade n.° 21.187. 10-X-1951. Typus: Herbário
Jardim Botânico do Rio de Janeiro n.° 75.917".
RB 75917 - HOLOTYPUS
Sched.: Estado de São Paulo, Serra de Bocaina, 1600 m s. n.,
várzea pantanosa nas toceiras de Cortadeira e Xyridaceae, associado
a Sphagnum; leg. A. C. Brade n.° 21.187, 10-X-1951.
RHAMNACEAE:
50. Ampelozizyphus amazonicus Ducke in Arch. Inst. Biol. Veg. 2 (2):
157.1935. "Habitat circa Manáos in silvis non inundatis. humidis,
222
2 3 4
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
legit A. Ducke: prope Cachoeira do Mindú, 17-12-1929, florif. et
fruct. junioribus (H. J. B. R. n.° 25.654), et circa cataractas —
fluminis Tarumã, 24-12-1929, floribus junioribus et anthesi inci-
piente (H.J.B.R. n.° 25.653)". Espécie genérica.
RB 25.654 - SYNTYPUS
Sched.: Estado do Amazonas, Mandos, mata humosa dos arre-
dores da Cachoeira do Mindú, leg. A. Duck s/n., 17-12-1929. Cipó
grande, flor verde, casca com cheiro de salicilato de metila. Nome
vulgar: saracura-mirá.
RB 25.653 - SYNTYPUS
Sched.: Estado do Amazonas, Mandos, mata de terra firme da
região das Cachoeiras do Tarumã, Leg. A. Ducke 24-12-1969, cipó
grande, flor verde.
51. Gouania blanchetiana Miquel in Linnaea 22: 797. 1849. "Habitat
in Prov. Bahia, leg. Blanchet n.° 2.015".
RB 37.942 - ISOTYPUS
Sched.: Herb. Mus. Paris, leg. Blanchet n.° 2.015. Brézil.
RB 44.037 - ISOTYPUS
Sched.: Herb. Mus. Paris, leg. Blanchet n.° 2015. Brézil.
Donné par M. De Candolle em 1869.
VITACEAE:
52. CISSUS FUSCO - FERRUGINEUS Kuhlmann, in Ann. l.a-Reun.
Sul-Amer. Bot. 3: 84 est. 12, 1930. "Legit J. G. Kuhlmann, Viçosa, Mi-
nas Gerais".
RB 42.413 - ISOTYPUS
Sched.: Estado de Minas Gerais. Escola Superior de Agrono-
nomia de Viçosa (n.° 1805), leg. J. G. Kuhlmann em 12-12-1934.
223
SciELO/JBRJ
Relação das espécies apresentadas nesse trabalho, com as íotogralias ç-J-)
correspondentes:
1. Aciotis spiritusanctensis Brade. (Foto 1).
2. Behuria edmundoi Brade. (Foto. 2).
3. Behuria huberoides Brade. (Foto' 3 e 4) .
4. Behuria limae Brade. (Foto 5).
5. Behuria souza-limae Brade (Foto 6) .
6. Behuria souza-limae Brade var. pallescens. (Foto 7).
7. Benevidesia magdalenensis Brade. (Foto 8 e 9) .
8. Benevidesia organensis Sald. et Cogn. (Foto 10 e 11).
9. Bertolonia formosa Brade. (Foto 12 e 13).
10. Bertolonia hoehneana Brade. (Foto 14).
11. Bertolonia foveolata Brade. (Foto 15).
12. Bertolonia raulinoi Brade. (Foto 16).
13. Bertolonia santos limae Brade (Foto 17).
14. Bisglaziovia behurioides Cogniaux. (Foto 18 e 19).
15. Calyptrella gracilis Tr. (Foto 20) .
16. Calyptrella tristis Trianan. (Foto 21).
17. Cambessedesia bahiensis Brade. (Foto 22).
18. Clidenia graciliflora Huber. (Foto 23).
19. Clidenia ulei Pilger. (Foto 24).
20. Comolia affinis Hoehne. (Foto 25).
21. Comolia edmundoi Brade. (Foto 26).
22. Comolia serpyllaceae Wurdack. (Foto 27).
23. Dolichoura spiritosanctensis Brade. (Foto 28).
24. Graffenrieda cinnoides Gleason. (Foto 29).
25. Graffenrieda rupestris Ducke. (Foto 30).
26. Henriettea gomesii Brade. (Foto 31).
( -f- ) As siglas dos herbários estrangeiros que aparecem nas fotografias, in-
dicam futuro intercâmbio com os mesmos.
224
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
27. Lavoisiera campos-portoana Mello Barreto. (Foto 32).
28. Lavoisiera goyazensis Cogniaux. (Foto 33).
29. Lavoisiera sampaioana Mello Barreto. (Foto 34).
30. Lavoisiera sampaioana Var. parviflora Mello Barreto. (Foto 35) .
31 . Lavoisiera senaei Schwacke. ( Foto 36 ) .
32. Leandra adamantinensis Brade. (Foto 37).
33. Leandra balduinii Brade. (Foto 38) .
34. Leandra camoporum Brade. (Foto 39).
35. Leandra hatschbachii Brade. (Foto 40) .
36. Leandra magdalenensis Brade. (Foto 41).
37. Leandra markgrafii Brade. (Foto 42).
38. Leandra navicularis Brade. (Foto 43).
39. Leandra neglecta Brade. (Foto 44).
40. Leandra opaca Brade. (Foto 45).
41. Leandra pallida Cogniaux var. caparoensis Brade. (Foto 46).
42. Leandra pallida Cogniaux var. hispidula Brade. (Foto 47).
43. Leandra phelpsiae Gleason. (Foto 48).
44. Leandra planifilamentosa Brade. (Foto 49).
45. Leandra ramboi Brade. (Foto 50).
46. Leandra santos-limae Brade. (Foto 51).
47. Leandra uliginosa Brade. (Foto 52).
48. Ampelozizyphus amazonicus Ducke. (Foto 53 e 54).
49. Gouania blanchetiana Miquel. (Foto 55 e 56) .
50. Cissus fusco-ferrugineus Kuhlmann. (Foto 57).
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SciELO/JBRJ
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226
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 1
Aciotis Spiritusanctensis Brade
SciELO/ JBRJ
227
Estampa 2
Behuria Edmundoi Brade
229
Estampa 3
liehuria Huberoides Brade
231
SciELO/JBRJ
l.duiiia Huberoiile.s Braile
233
SciELO/JBRJ
Estampa 4
Estampa 5
Behuria Limac Brade
235
cm
SciELO/ JBRJ
Estampa 6
Bchuria Souza Limae Brade Var. Pallescens
237
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Estampa 7
Behuria Souza Limac Brade Var. Pallescens
239
cm l
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Estampa 3
Benevidesia Magdalenensis Brade
241
cm
SciELO/JBRJ
cm l
SciELO/ JBRJ
Bcnevidesia Magdalenensis Brade
243
Estampa 9
Estampa 10
ltenevidesia Organensis Salcl. et Cogn.
245
Estampa 11
Benevidesia Organensis Sald. et Cogn.
247
Estampa 12
Bertolonia Formosa ISracle
cm
SciELO/JBRJ
Estampa 13
Bertolonia Formosa Brade
251
cm 12 3 4
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Estampa 14
Bertolonia Hoehneana Brade
cm
SciELO/JBRJ
253
Estampa 15
Bertolonia Foveolata Brade
cm
SciELO/JBRJ
255
cm l
SciELO/JBRJ
Rcriolonia Raulinoi Brade
Estampa 16
257
Estampa 17
Bertolonia Santos-Limae Brade
259
cm
SciELO/JBRJ
Estampa 18
Bisglaziovia Behurioides Cogniaux
261
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Estampa 19
Itisgla/.iovia Behurioides Cogn.
cm 1
SciELO/JBRJ
11
263
12 13 14
Estampa 20
Calyptrella Gracilis I r.
265
cm 12 3 4
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 21
Calyptrella Tristis Tr.
267
2 3 4
SciELO/JBRJ
Cambessedesia Bahiensis Brade
269
SciELO/JBRJ
Estampa 22
Estampa 23
Clidcnia Graciliflora Huber
271
cm l
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 24
Cliclcnia Ulei Pilg.
Estampa 25
Comolia Affinis Hoehne
27 5
cm l
SciELO/JBRJ
Comolia Edmundoi Brade
277
Estampa 26
Estampa 27
Comolia Serpyllaceae Wurdack
279
cm i
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 28
Dolichoura Spiritosanctensis Brade
281
SciELO/JBRJ
Estampa 29
Graffenrieda Cinnoiiles Gleasou
283
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 30
Graffenrieda Rupestris Ducke
285
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 31
Henriettea Gomesii Brade
287
cm
SciELO/JBRJ
Estampa 32
Lavoisiera campos-portoana Mello Barreio
289
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 33
Lavoisiera Goya/.ensis Cogniaux.
291
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm 1
SciELO/JBRJ
Lavoisicra Sampaioana Mello Barreio
293
Estampa 34
cm ..
Estampa 35
Lavoisiera Sainpaioana Var. Parviflora Mello Bando
295
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Estampa 36
Lavoisiera Senaei Schwacke
297
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Leandra Adamantinensis 11 taci
299
cm 12 3^:
SciELO/ JBRJ
Estampa 37
Estampa 38
Leanclra Kalduinii Brade
301
cm
SciELO/ JBRJ
Estampa 39
Lcandra Camponim lírailc
303
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
SciELO/JBRJ
cm 1
Lcaiulra I lal.si libat liii llnulc
Estampa 40
305
Estampa 41
Leandra Magdalenensis Brade
307
Estampa 42
Leandra Markgrafii Hrade
309
SciELO/JBRJ
Estampa 43
~ 90*“!=!
Leanilra Navicularis Braile
311
cm l
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 44
Lcaiulra
nl;i lirailc
313
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 45
j/*4C'V . -í
Leandra Opaca Brade
315
SciELO/ JBRJ
cm ..
Estampa 4S
Leandra Pallida Cogniaux Var. Caparaoensis Brade
317
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 47
Leandra Pallida Cogniaiix var. Hispidula Brade
319
cm l
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm l
SciELO/JBRJ
Estampa 48
3-? r
Leanclra Phelpsiae Gleason
Estampa 49
Leandra Planifilamentosa Brade
323
Estampa 50
Leandra Ramboi Brade
325
cm l
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 51
Leandra Santos-Limae Brade
327
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Estampa 52
Lcandra Uliginosa Brade
329
cm l
SciELO/JBRJ
Estampa 53
*\J %
■V
»; /t h/f
Ampelozizyphus Amazonicus Duc ke
331
2 3 4
SciELO/JBRJ
cm 1
SciELO/JBRJ
Estampa 54
Ampclozizyphus Amazonicus Ducke
333
5 Cm
;*»&•*» BâtAN^O 90 9:0 Oí MMMK»
MMMK9
.. •* t, , :• .
, Mt< i 1 1« " f
«C. *■'*' f> f ?/ A,4 •*** w * * * ’
* * * r
/ .«W** ■ /; ^
cm ..
Gouania Blanchetiana Micjuel
335
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
*■ V -?
• » ■ t., ? „ • # s f
Gouania Blanchctiana Miqucl
337
Estampa 56
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Cissus Fusco-Ferrugiencus Kulilniaiin
339
cm 1
SciELO/JBRJ
Estampa 57
INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA SOBRE A GERMINAÇÃO DE
DIÁSPOROS DO CERRADO
CARLOS TOLEDO RIZZINl
Jardim Botânico
Considerando que a savana brasileira, ou cerrado, é varrida anual-
mente por queimadas extensíssimas, como as savanas tropicais em geral,
e que a multiplicação vegetativa é ali muito difundida ( FERRI, 1959;
RIZZINl & HERINGER, 1962; BOSCAN, 1967), pareceu conveniente ve-
rificar até que ponto as sementes de espécies representativas podem su-
portar temperaturas elevadas. Dados existentes na literatura, sobre vege-
tações homólogas ou semelhantes (llanos, chaparral e florestas esclerofilas
australianas) e seu compotramento frente ao fogo, servirão para dar orien-
tação e permitir confronto. Dir-se-á talvez que várias espécies peculiares
não estão incluídas. A razão é óbvia: elas não apresentaram sementes nas
condições requeridas pela presente investigação, nos anos em que esta
transcorreu. Contudo, julga-se perfeitamente lícito considerar a amostra-
gem em tela capaz de expressar, de maneira razoável, a natureza da ve-
getação savanícola. As partes subseqüentes congregam os resultados obti-
dos em vários setores que se julgaram necessários à compreensão do as-
sunto. Desse modo, ficaremos sabendo se há realmente espécies pirófilas
ou termófilas no cerrado, isto é, plantas que se beneficiam do calor das
queimadas no capítulo da germinação e do estabelecimento no habitat.
Ou se ocorrem vegetais (termo) piro-resistentes, capazes de suportarem
altas temperaturas sem prejuízo, embora também sem benefício. Ver-se-á
que, em várias instâncias, os dados gerais, decorrentes deste trabalho, in-
dicam a necessidade de investigações mais acuradas para alucidar casos
especiais, servindo, portanto, como ponto de partida para outros traba-
lhos experimentais de âmbito mais restrito. Tal é, ex. gr., a germinação
tias sementes de Curatella americana e de Bowdichia virgilioides, extre-
mamente variáveis e cujas condições ainda estão por discernir. Haverá,
341
SciELO/ JBRJ
cm ..
posto isto, amplas tarefas futuras no que concerne à minuciosidade. Es-
pera-se que as presentes indicações tenham a faculdade de sugerí-las.
Este trabalho está ligado a mais de 13 anos de pesquisas ecológicas
no cerrado. Porém, especificamente, os dados levantados sobre o tema em
pauta iniciaram-se em outubro de 1967, ano em que realizamos copiosa
colheita de sementes. Desta data em diante, não só pessoalmente, mas tam-
bém por meio da colaboração de vários colegas prestimosos, temos conse-
guido apreciável quantidade de material aüequado, cuja procedência é
bem variada. As espécies mencionadas, sua origem e as características
mais salientes de seus frutos e sementes constituíram objeto de uma pu-
blicação à parte (RIZZ1NI, 1971); nesta, o leitor deve procurar informa-
ções adicionais básicas, que séria exorbitante reproduzir aqui.
Convém chamar a atenção para o fato, várias vezes notório no curso
desta pesquisa, de que sementes de procedência diversa podem exibir
comportamento germinativo diferente. V. gr., as sementes de Magonia
pubescens e de Bowdichia virgilioides variam em face do tratamento tér-
mico, inclusive quando originam-se da mesma localidade, mas são de
anos distintos. Dai a preocupação, sempre que possível, de empregar
diásporos bastante variados.
1. Queimadas experimentais
Caixas de pinho, medindo 20 x 68 x 9 cm, foram perfuradas lateral-
mente a 5 cm do fundo, de maneira a poder-se introduzir nelas um ter-
mômetro. Preenchidas com areia da restinga ou argila do cerrado, o bulbo
termométrico ficava ao nível da superfície (S) ou era mergulhado a
5-6 cm (P). Anteriormente, capim havia sido recolhido no cerrado de
Paraopeba, MG, durante a época seca e sua dessecação completada em
estufa a 70°. Por "capim" entende-se uma mistura natural de gramíneas
savanícolas, cujos principais componentes são: Echinolaena inflexa (ca.
70-80%), Andropogon sp. e Aristida sp. Uma camada de capim dessecado,
medindo 5 cm de altura e bem aplainada, era colocada por cima do bulbo
termométrico de maneira a ocupar uns 15-20 cm em torno dele. Com au-
xílio de alguns ml de etanol, o logo era ateado, consumindo inteiramente
o combustível vegetal dentro de 3-5 minutos; daí para a frente, obser-
vam-se regularmente a ascenção e o decréscimo das temperaturas até a
volta a 40°. Em alguns casos, sementes foram postas sob as queimadas e
controladas por sementes indenes, colocadas na outra extremidade das
caixas, de modo a verificar-se a ação do calor desenvolvido sobre a ger-
minação. Cf. Fig. 1.
As Tabelas subseqüentes mostram os resultados no que concerne às
temperaturas na superfície e na profundidade, bem como algumas carac-
terísticas das mesmas.
342
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Tabela n. 1 — Temperaturas a 5-6 mm de profundidade e tempo
(min.) de sua permanência, em areia de restinga e argila do cerrado, du-
rante a queima de uma camada de 5 cm de capim seco do cerrado. Data:
21 a 28-X-67 e 28-X-68.
Queima
Temp. máx.
80-70°
70-60°
60-50°
50-40°
1, areia
73°
0,5
2
2
6 min.
2, areia
75
1
2
1
2
3, areia
60
—
—
3
6
4, argila
65
—
1
4
10
5, argila
60
—
—
5
20
12, argila
67,5
—
2
10
18
13, argila
83
6
10
9
13
14, argila
69,5
8
6
8
Tais resultados confirmam inteiramente os de Stone &: Juhren (1951),
os quais queimavam delgadas fitas de madeira nas mesmas condições.
Tabela n. 2 — Temperaturas na superfície e tempo (min.) de sua per-
manência, nas condições mencionadas na Tabela n. 1. Data: cf. Tabela
n. 1.
Queima
Temp. máx.
190-150°
150-100° 100-80° 86-60°
60-40°
6, areia
102°
3
2
6 min.
7, argila
150
—
2
3
4
9
8, areia
118
—
2
2
4
22
9, areia
124
—
3
2
6
20
10, areia
118
—
2
3
7
18
11, argila
192
2,5
4
3
4
26
15, argila
173
2
6
3
4
10
16, areia
(muito seca)
190
3
4
3
6
16
17, areia
(úmida)
105
—
1
1
3
8
18, areia (ca-
pim: 10 cm
212
1
3
3
4
13
OBS. 1 . Estas pequenas queimadas experimentais de capim revelam
343
SciELO/ JBRJ
a situação usual nos cerrados anualmente queimados, os quais, por serem
muito abertos, não permitem acumulação de combustível lenhoso. Nas sa-
vanas comuns, deste tipo, as gramineas constituuem o material básico das
queimadas. Havendo material lenhoso, as temperaturas são muito mais
altas (Vareschi, 1962; lieadle, 1940; Sampson, 1944). 2. Sementes colo-
cadas na superfície, diretamente sob as chamas, apresentam, em sua maio-
rria, a testa carbonizada; tanto na superfície como a 5-6 mm de profun-
didae, são freqüentes rachaduras na testa; foram experimentadas semen-
tes de Bowdichia virgilioides, Luehea paniculata. Mimosa laticifera, Acos-
mium dasycarpum, Kielmeyera coriacea, ex. gr. 3. Temperaturas acima
de 100°, inclusive, dificilmente duram mais de 10 minutos, razão pela
qual se usaram, nas experiências com calor de estufa, 100°/ 10 min. 4.
Temperaturas em torno de 80° em geral não ultrapassam muito a dura-
ção de 5 minutos por isso, numa segunda série de experiências em es-
tufa, empregaram-se 80°/ 5 min., conforme os dados da Tabela n. 1 (com
sementes ligeiramente enterradas) .
Uma fogueira com o mesmo capim, em camada laxa de 10 cm sobre
10 sementes de Magonia pubescens, foi feita medindo-se, porém, as tem-
peraturas no meio do combustível; era um dia quente e de sol forte. A
Tabela n. 3 mostra o comportamento, minuto a minuto, da temperatura,
notando-se que a combustão foi rápida (2 minutos).
Tabela n. 3 — Comportamento da temperatura, nos primeiros 15 mi-
nutos, tomada no meio de uma camada (1U cm) de capim do cerrado em
chamas. Data; 10-XI-68.
Hora
Temper.
Hora
Temper.
10.00
Início
10.10
148
10.03
320°
10.11
132
10.04
275
10.12
122
10.05
250
10.13
112
10.06
230
10.14
107
10.07
205
10.15
102
10.08
180
10.16
99
10.09
160
10.17
95
34.4
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
cm
Uma hora depois de iniciada a queima a temperatura era ainda
de 70°. Dada a altura e densidade das gramíneas do cerrado, é iácil supor
que muitos diásporos volumosos e leves fiquem aí retidos. É o caso, e.
gr., de Magonia pubescens (tingui), colocada na fogueira experimental em
pauta. Algumas destas sementes são consumidas pelo logo. As restantes,
com raras exceções, ficam inteiramente carbonizadas por iora. Interna-
mente, os cotilédones tornam-se amarelados, secos e friáveis, fragmentan-
do-se ao menor esíorço. A despeito destas observações, elas foram postas
em areia úmida, sem qualquer sinal de germinação. Os 320° obtidos em
3 minutos podem ser confrontados com os 335° observados no chaparral
(cf. Tabela n. 6 sob Adenostoma fasciculatum). Convém antecipar que as
sementes de M. pubescens se mostraram (veja adiante) as mais resistentes
a temperaturas elevadas; seria inútil operar acima de 100° com diásporos
do cerrado.
A Tabela n. 4 agrega dados adicionais acerca da questão em exame.
Tabela n. 4 — Tempos gastos (min.) para alcançar a temperatura má-
xima e para descer desta até 40°. S: superfície; P: 5-ü mm de proíundidae.
Queima
Subir até a temp. máx.
Descer até 40°
S/P
1
9 min.
73°
10,5 min.
P
2
2
75
6
P
3
5
60
9
P
4
4
65
15
P
5
3
60
25
P
6
5
102
11
S
7
4
150
18
s
8
3
118
30
s
9
4
124
31
s
10
5
118
30
s
11
5
192
40
s
12
5
67,5
30
p
13
7
83
48
p
14
8
69,5
30
p
15
3
173
23
s
16
4
190
32
s
17
4
105
13
s
18
3
212
25
s
345
SciELO/JBRJ
cm ..
OBS. As temperaturas e os lapsos temporais variam, naturalmente,
segundo a textura e o grau de umidade do substrato, a temperatura e
o movimento do ar, e ainda o arranjo do capim. Contudo, a ascenção-
é bastante uniforme; com exceção de 4 experimentos, a temperatura má-
xima foi atingida dentro de 3 a 5 minutos. A descida, por outro lado,
mostrou-se muito mais variável.
Influência da umidade edáfica — As mesmas areia e argila anterior-
mente usadas, após vários meses de armazenagem a seco, foram submeti-
das a idênticas queimadas, a segunda reduzida a pó fino. A areia, em
seguida, foi umedecida com um pouco de água, sem qualquer excesso.
A Tabela n. 5 indica o que se conseguiu a 5-6 mm de profundidade; al-
guns termos de comparação foram incluídos.
Tabela n. 5 — Influência da umidade edáfica sobre as temperaturas
desenvolvidas em queimas de capim do cerrado; demais condições já re-
feridas. Data: 28-X-68.
Substrato
Temp.
máx.
120-
100°
100-
90°
90-
80°
80-
70°
70-
60°
60-
50°
50-
40°
Areia comum
(queima 14)
69,5°
8
6
8
Areia seca
120
5
3
2
2
3
5
9
Areia úmida
75
—
—
—
1
2
3
5
A mesma, 10
cm de capim
89
—
—
2
3
2
5
8
Argila comum
(queima 13)
83
—
—
—
6
10
9
13
Argila seca
118
4
2
1
2
2
3
7
Conforme já assinalado por BEADLE (1940), a água tende a reduzir
o aquecimento do solo. Convém lembrar dois fatos adicionais que se pro-
cessam pelo fim da estação seca no cerrado: 1) as queimadas são levadas
a cabo; 2) a maioria das árvores liberta as sementes entre agosto e fim
de setembro.
A Tabela n. 6 informa a respeito das maiores temperaturas desen-
volvidas em queimadas de várias vegetações da Terra, nas proximidades
da superfície. A Tabela n. 7 sobre a germinação de sementes submetidas,
às queimadas experimentais de capim do cerrado. E a Tabela n. 8 indica
a germinação após exposição das sementes ao calor, segundo vários tipos
de vegetação.
OBS. à Tabela n. 6 — Na superfície, as temperaturas são sempre su
periores a 100°, podendo sê-lo até várias vezes. Pouco abaixo, são ainda
altas demais no chaparral para a viabilidade seminal em geral, mas não
nas savanas, ao que tudo indica. Ex. gr., VARESCHI (1. c.) não encon-
346
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
347
Tabela n. 6 — Temperaturas máximas observadas perto da superfície em queimadas de vários tipos relacio-
nadas com vegetações mais ou menos secas.
Material da
Prof.
(mm) :
queimada
temp. (°)
Observações
Autor
Chaparral : Arctostaphylos
12:
190»
Subarbustos e gramíneas como
manzanita e gramíneas
anuais densas.
37:
71
no estrato baixo do cerrado
Sampson (1944)
e campo limpo. Temp. máximas
atingidas em 2 a 16 minutos.
Chaparral: Adenostoma fas-
0:
335
ciculatum e gramíneas e
18:
169
Idem, idem.
O mesmo.
ervas bastante densas.
37:
110
Chaparral : A. fasciculatum,
12:
748
Queima de material lenhoso. O
quase sem material herbáceo.
37:
332
l.° número indica a manta.
O mesmo.
Chaparral: Ceanothus cunea-
12:
490
Arbustos bastante lenhosos. O
tus e Quercus wislizenii.
25:
206
l.° número concerne à manta.
O mesmo.
50:
99
Llanos: principalmente Tra-
Como em muitos campos cerrados
Vareschi (1962)
chypogon montufari (capim)
0:
100
e campos sujos (mesma gramínea).
Boscan (1967)
Fogueiras experimentais (ca.
0:
213
60 cm diâm.) na Austrália
25:
67
Em floresta esclerofila.
Beadle (1940)
Fitas de madeira: fogueiras
Camada combust*vel de 5 cm sobre
experimentais em caixas.
6:
80
areia. Temp. máx. durou meio min.
Stone & Juhren (1951)
Capim seco do cerrado: como
0:
192
Camada combustivel de 5 cm sobre
Rizzini (neste
o precedente.
5-6:
83
argila. Concorda com os anteriores.
trabalho)
.SciELO/JBRJ
14 15 16 17 18 19 20 21
cm ..
trou aumento manifesto de temperatura logo abaixo da superfície em
seguida à passagem das chamas, em queimadas investigadas nos llanos ve-
nezuelanos; Schnell (1970-71) informa exatamente a mesma coisa com re-
ferência à savana africana e Beadle (ib.) também, quanto às florestas es-
cleroíilas de Eucalyptus, na Austrália.
Tabela n. 7 — Germinação das sementes novas de árvores do cerrado
submetidas ao calor das' queimadas experimentais, a 5-6 mm de profun-
didade, em areia de restinga. Controle; mesmas sementes colocadas na
extremidade oposta das caixas, que ficaram ao ar livre no Rio de Janeiro.
T/T: temperatura máxima e sua duração em minutos que cacía espécie
suportou ao nível das sementes durante o fogo. O algarismo entre parên-
teses remete às observações ulteriores.
Espécie
T/T
Sob fogo
% Dias
Controle
% Dias
Kielmeyera coriacea
65°
1 min.
96
16-28
92
13-25
Copaifera langsdorffii (1)
60°
2 min.
48
25-70
92
18-45
Bowdichia virgilioides (2)
73°
1 min.
20
20-76
0
—
Mimosa multipinna
Ca.
100°
12
85-110
16
27-125-
Luehea paniculata (3)
73°
1 min.
8
10-14
8
10-14
Astronium urundeuva (3)
75°
1 min.
4
6
60
4-7
Sweetia dasycarpa
73°
1 min.
4
20
0
—
Qualea grandiflora (4)
65°
1 min.
0
—
8
24
Mimosa laticifera (5)
Ca.
100°
0
—
24
4-95
348
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
OBS. 1 . As plântulas de sementes aquecidas, depois de um lapso
mais ou menos longo, acabam retomando o crescimento normal, visto se-
sem inicialmente retardadas; após o fogo, só germinam as sementes junto
ás margens da caixa, onde o calor é bem menos intenso. 2. A germinação
de B. virgilioides prossegue por longo tempo, da maneira seguinte:
a) sementes aquecidas — 25% em 108 dias, 48% em 20-114 dias,
52% em 20-128 dias, 56% em 20-167 dias e 64% em 20-373 dias; sementes
não aquecidas — 4% em 108 dias, 16% em 108-114 dias, 20% em 108-125
dias, 28% em 108-354 dias. 36% em 108-363 dias e 40% aos 384 dias,
46% aos 471 dias; a germinação parou de maio a setembro (época seca
no habitat natural) e recomeçou em outubro (reinicio das chuvas no cer-
rado). 3. Só germinaram as sementes aquecidas que estavam junto às
bordas da caixa. 4 Sementes não selecionadas, muitas das quais estéreis.
5. A germinação de Mimosa laticifera (sementes mais esclerodérmicas do
que as de B. virgilioides) também é prolongada: 28% em 106 dias, 32%
em 126, 36% em 170, 40% em 177, 44% em 193, 48% em 330, 52% em
429, 56% em 505, 60% em 905, 68% em 943 e 72% em 1 . 149 dias; somente
as não submetidas ao fogo germinaram.
Diante das variações de T/T e dos resultados, passamos a empregar
calor de estufa, muito mais fácil de controlar com segurança; como subs-
trato para a germinação, usamos placa de Petri mantida a 35° constantes
e areia no meio exterior.
Tabela n. 8 — Percentagem média de germinação, segundo a tem-
peratura e o tempo de exposição ao calor (estufa), em vegetações mais ou
menos secas, de acordo com vários autores.
349
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
CO
CJ1
o
Espécie
Vegetação
Temp.
Tempo
% germ.
Controle
Autor
Rhus ovata
Chaparral
] 20*’
5 m
32
3%
Stone &
*» tt
tt
100
5-10
34-33
3%
J uhren
(1951)
Rhus ovata
rt
105-
5
30-27
4
Sampson
125
(1944)
Ceanothus
115-
5
.68-79
12-15
tt
leucodermís
tt
125
Prunus de-
105-
5
21
6
rt
missa
tt
115
Rhamnus ca-
70-
5
70-67
59-47
tt
lifornica
”
80
Bowdichia vir-
70
60
80
Boscan
gilioides
Llanos
90
5
70
35
(1967)
150
5
0
Copaifera
90
5
70
officinalis
tt
150
5
0
92
tt
Hyptis sua-
70
60
48
tt
veolens
tt
90
5
22
49
Marsdenia
90
1
34
macrophylla
tt
90
5
22
100
tt
Acacia de-
Floresta
Beadle
currens
esclerofila
80
4 h
98
98
(1940)
Hackea aci-
100-
100
cularis
tt
110
4 h
88
100
tt
SciELO/JBRJ
14 15 16 17 18 19 20 21
351
Autor
Espécie Vegetação Temp. Tempo % germ. Controle
Angophora
100-
98
lanceolata
II
110
4 h
90
98
H
Eucalyptus
li
100-
92
gummifera
II
110
4 h
90
92
II
Magonia pubescens
Cerrado
100
10 rn
100
80
Rizzini ined
Eugenia dys-
enterica
II
100
10
75
100
II
Copaifera
langsdorffii
II
100
10
20
90
II
Bowdichia major
II
100
10
78-90
70-80
II
Pisum sa-
Para
70-
84
(Beadle
tivum
comparação
80
4 h
11
100
(ib.)
Helianthus
annuus
I»
70
4 h
15
100
II
Phaseolus
100
20m
69
Siegel
vulgaris
II
40
6
84
(1950)
60
2
O mesmo
II
100
10
2
70
Rizzini ined.
Zea mays
1»
100
20
86
40
0
91
Siegel (ib.)
60
2
Linum usl-
100
20
75
tatissimum
II
40
76
100
1»
60
57
SciELO/JBRJ
14 15 16 17 18 19 20 21
cm ..
OBS. à Tabela n. 8. Consoante dados de Sampson (op. cit.), de 21
espécies de subarbustos e arbustos do chaparral M germinam melhor as
sementes entre 105 e 125.° e 3 entre 125 e 135.°. Segundo Went et al.
(1052), a temperatura ótima para a eclosão de Ceanothus divaricatus,
também do chaparral, é de 150.°. As gramíneas revelam-se muito mais
sensíveis; em 12 espécies verifica-se boa germinação até 80-00.°; daí para
cima a percentagem decresce continuamente, sobretudo além de 100.°.
Nessa vegetação, durante a parte mais quente do verão, o solo pode-se
aquecer até 70.°. Siegel (1050) confirma tais achados operando com outras
gramíneas; assim. Digitaria sanguinalis (L.) Scop., a 25.°, mostra 08% de
germinação; a 60.°, 01% e a 75°, nenhuma; Sporobolus airoides (Torr.)
Torr., a 25°, dá 02%; a 05°, 71% e a 100°, nada. De sorte que, no cha-
parral, há eletivamente espécies termófilas (pirófilas), isto é, que se bene-
ficiam com o aquecimento de suas sementes. Já as árvores indicadas por
Beadle (ib.) são apenas termo-resistentes, visto tpie germinam igualmente
bem sem choque térmico; salvo A. decurrcns, todas levam testa macia; a
120" quase não ocorre germinação em nenhuma, esta decaindo a 110°.
2. No cerrado brasileiro, encontraram-se apenas dois exemplos de termo-
filia relativa: Magonia pubescens e Bowdichia major (veja adiante); todas
as demais espécies investigadas foram forte ou completamente entravadas
no capítulo da germinação a 1 00°) 10 minutos. 3. Boscan (ibid.) veri-
ficou que, em 13 espécies dos llanos da Venezuela, todas são fortemente
prejudicadas pela exposição de suas sementes ao calor das queimadas.
Tratando sementes pelo calor em laboratório, observou que Bowdichia
virgilio'des realmente se beneficiou; contudo, esta árvore, no cerrado, é
termo-sensível (cf. adiante n. 3).
2. Germinação no meio exterior
Objetivando comparação com os dados obtidos em temperatura con-
tínua e ajrós tratamento calorífico, cuidou-se de assentar a germinação
em condições próximas das naturais. Para tanto, as sementes (frutos)
loram semeadas em areia de restinga e deixadas a céu aberto nas condi-
ções climáticas do Rio de Janeiro (Gávea), quase sempre no curso da pri-
mavera e verão. Este jreríodo corresponde em geral à época chuvosa no
c errado, pois as experiências foram empreendidas particularmente de ou-
tubro a março de 1 967, 19G8, 1969 e 1970; poucas foram-no de 1971 a
1973. Usou-se a rega semjrre que necessário. Conforme o tamanho dos
diásporos, empregaram-se de 10 a 50, raras vezes 100, em latas preen-
chidas com aeria. A germinação foi evidenciada mediante a exterioriza-
ção da parte aérea acima do substrato. Convém esclarecer uue a areia
utilizada, analisada na Divisão de Pedologia e Fertilidade do Solo do Mi-
nistério da Agricultura, revelou 97% de aeria grossa, pH 7,8, fósforo 30
pprn, potássio 17 pptn, cálcio c magnésio 2,1 ppm, nitrogênio 10 mg% e
carbono 130 mg%. Cf. Tabela n. 9.
Tabela n. 9 — Germinação de sementes de plantas do cerrado em
areia e no meio exterior (Rio de Janeiro, GB). Tipo — H: hipogéia; E;
epigéia.
352
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Espécie
% Dias Tipo Observações
Aegiphila
lhotzskyana
12
40-50
H
Endocarpo.
Alibertia sessilis
72
25-40
E
Anacardium
othonianum
80
15-21
H
Fruto.
Andira humilis
60
234-284
H
Endocarpo íntegro; 70% aos
Andira humilis
70
41-123
H
354 dia.
Endocarpo escarificado.
Andira humilis
100
12-45
H
Embrião exciso ou livre.
Anona crassiflôra
76
245-292
E
De Paraopeba.
Aspidosperma
dasycarpon
54
21-35
E
Sementes deitadas.
Astronium
fraxinifolium
100
7-13
H
Noz.
Astronium
urundeuva
60-80
4-7
E
Noz. Aos 3 meses, cai a 12%.
Bômbax
tomentosum
70
12-30
H
Várias produziram 2 e 3 epi-
cótilos.
Brosimum
gaudichaudii
80
21-30
H
Bowdichia major
74
11-69
E
Testa íntegra. Deu 80% em
Bowdichia major
56
6-10
E
226 dias.
Escarificada.
Bowdichia
virgilioides
20
108-125
E
Aos 384 d: 40%. Após 5 me-
ses de armazenagem: 40% aos
362 d.
B. virgilioides
40
6-12
E
Escarificada.
Cabralea
polytricha
80
17-27
H
Sementes recém-colhidas.
Cassia mummu-
lariaefolia
80-90
5-6
E
Escarificada. Aos 3 m: 70% em
0
Coccoloba
cereifera
34
30-88
E
4-7 dias.
Endocarpo. Em areia do ha-
Connarus suberosus 90
15-18
H
bitat natural: 52% em 35-150
dias.
Arilo retirado. Aos 40 dias já
Copaifera
langsdorffii
92
18-45
E
não germina.
De Paraopeba, MG.
Curatella
353
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
americana
32
36-106
if
De Paraopeba.
C. americana
4
130
19
De Cuiabá; outra: 4% em
Cybistax anti-
syphilitica
92
18-45
E
56-125 dias.
Lhmorphandra
mollis
60
10-16
E
Escarificadas.
D. mollis
20
15
E
Integras; 1 ano de idade.
Dipteryx alata
80
16-26
E
Intactas.
D. alata
30
26
E
Escarificadas.
Erytnroxylum
pruinosum
5
22
E
Pericarpo íntegro.
E. tortubsum
20
18-23
E
Idem.. Pericarpo suspenso no ar
Eugenia
dysenterica
90
40-66
H
ao germinar.
De Itaúna, MG (1968).
E. dysenterica
100
25-74
H
De Pedro Leopoldo, MG
Fagara rhoifolia
40
50-95
E
(1969).
Ferdinandusa
elliptica
25
36-40
E
Outra: O (2,5 meses de idade).
Hymenaea
stigonocarpa
100
20-25
E
Escarificadas.
Kielmeyera
coriacea
100
11-18
E
Sementes logo abaixo da super-
K. rubriflora
90
13-30
E
fície.
Idem; 1 mês de idade.
Luehea paniculata
8
10-14
E
E. speciosa
80
10-27
E
Machaerium
opacum
75
13-16
E
Vários cotidédones perfurados
Magonia pubes-
cens 90-96
15-25
H
por larvas.
Cotilédones podem aflorar à
Miconia sp.
15
30-40
E
superfície. Sem a testa.
Sementes mínimas.
Mimosa laticifera
95
4-6
E
Escarificadas.
M. laticifera
56
4-437
E
Integras.
Mimosa multipinna 90
4-5
E
Escarificadas.
M. multipinna
20
27-342
E
Intactas.
Piptadenia
peregrina 90-100
4-6
H
Integras. Radícula sai em 2
Plathymenia
reticulata
80
5-8
E
dias. Não germina aos 3,5-
meses.
Escarificadas.
Psidium
cattleyanum
55
23-44
E
Para comparação.
354
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Pterodon-
polygalaeflorus
P. pubescens
30 30-33
30-40 13-17
Qualea grandiílora 71 23-35
Salada
crassiíolia 50-60 24-30
Stryphnodendron
barbadetiman 60 6-8
Acosmium dasy-
carpum 0 —
Symplocos lanceolata 0 —
Tapirira guianensis 32 6-8
Terminalia
argentea
22
35-54
T. argentea
17
21
Thieleodoxa
lanceolata
92
27-40
Vochysia
thyrsoidea
95
13-25
Zeyhera montana 70-80
15-21
H Integras; 70% aos 145 dias.
E Intactas. Não germinara dentro
do endocarpo oleífero.
E Sementes pardas, normais.
H
E Escarificadas.
Sementes livres.
E Endocarpo.
E Drupa inteira.
E Semente sem pericarpo.
E
E Sementes pouco abaixo da su-
perfície.
E Sementes deitadas.
OBS. Sementes novas e perfeitas de Eugenia aurata, ao contrário
do que se passa com E. dysenterica, não germinam nem em areia (12%
aos 208 dias) no meio exterior nem em placa a 35° contínuos; neste caso,
observa-se a protrusão do hipocótilo sem que nenhuma radícula se esboce.
3. Germinação após choque térmico
Considerando, como se demonstrou na parte n. 1, que no cerrado
(e alhures) temperaturas superiores a 100° duram apenas uns poucos mi-
nutos na superfície do solo, julgou-se acertado adotar o nível térmico de
100° pelo prazo de 10 minutos para investigar a termo-resistência seminal
em plantas lenhosas daquela formação vegetal. O acerto de tal decisão
patenteou-se claramente mais tarde.
De cada espécie tomaram-se, em consonância com as dimensões, 10-50
unidades de dispersão novas e bem conformadas, as quais foram submeti-
das, em estufa elétrica, a 100°/ 10 min. Em seguida, colocaram-se as mes-
mas em placa de Petri e esta em termostato Heraeus a 35°C.. Outros
10-50 diásporos, indenes, serviram de controles. A extrusão da radícula
foi observada como critério da germinação. Algarismos e números adi-
ante dos nomes específicos remetem o leitor às observações ulteriores. Veja
Tabela n. 10.
355
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Tabela n. 10 — Germinação de sementes de plantas lenhosas do
cerrado após tratamento a 100° durante 10 minutos. Placa, 35° contínuos.
Germ.
Espécie
após 100°/ 10 min.
Dias %
Controles .
Dias %
Magonia pubescens 5
6-9
100
6-11
80
Bowdichia major 13
9-22
78
8-31
70
Eugenia dysenterica 9
17-42
75
21-55
100
Hymenaea stigonocarpa 2
7-24
70
7-28
100
Qualea grandiflora 12
8-14
56
9-16
88
bômbax tomentosum 17
4-11
54
4-11
100
Copaitera langsdorffii 6
13
20
16-20
90
Brosimum gaudichaudii
11
10
7-13
30
Salacia crassifolia
12
10
10-20
80
Phaseolus vulgaris (para
comparação) 7
2
10
1-3
70
Astronium fraxinifolium 15
3-7
0-30
3-7
70-92
Bowdichia virgilioides 4
0-14
0-5
13-49
30
B. virgilioides (Cuiabá, MT)
—
0
4-241
98
Piptauenia peregrina 1G
—
0
1-2
100
Cabralea polytricha
—
0
5-12
84
Connarus suberosus
—
0
6-8
100
Plathymenia reticulata
—
0
11-17
gn
Thieieodoxa lanceolata
—
0
10-13
90
Alibertia sessilis
—
0
6-13
85
Kielmeyera coriacea 8
—
0
8-15
80
Kielmeyera rubriílora
2-6
20
2-25
78
Astronium urundeuva 14
—
0
3-4
80
Luehea especiosa
—
0
7-10
70
Cassia nummulariaefolia
—
0
4-13
60 '
Sweetia dasycarpa 3
—
0
3-7
40
Erythroxylum tortuosum
—
0
8-10
40
Campomanesia sp.
—
0
8-15
20-30
Mimosa laticifera 11
—
0
3-23
20
Aegignna lhotzkyana
—
0
35-74
20
Curalella americana (de
Paraopebaj 10
—
0
45-50
16 «
OBS. 1. Não germinaram,
mesmo
sem aquecimento prévio:
Byrso-
nima sp.. Eugenia aurata, Dimorphandra mollis, Anoma crassiflora, Da-
villa rugosa, Fagara rhoifolia, Hancornia speciosa, Pterodon pubescens,
Symplocos lanceolata, Stryphnodendron barbadetiman e Xylojlia grandi-
flora. 2. Em D. mollis, após o aquecimento, a testa exibiu numerosas
fissuras curtas e transversais; 75% incharam, foram atacadas por fungos
e nenhuma germinou. Também fissuram-se as sementes de H.. stigono-
carpa. 3. S. dasycarpa revelou rutura da testa mediante ação do calor,
356
SciELO/JBRJ
cm
em várias sementes. Estas difundem corante vermelho no papel de filtro.
Quase todas incham e enegrecem. 4. O mesmo sucede a B. virgilioides e
íó tais sementes germinam; libertam matéria corante violácea somentt
acima de 100°. Após 100°/ 10 min., em quase todos os casos, as sementes
apodrecem, ainda mesmo depois de 1 ano de armazenagem a seco. Se-
mentes provenientes de Luziânia (GO), Brasília (DE) e Paraopeba (MG),
no ano de 1969, submetidas a 100° durante 10 minutos, emitiram, no
conjunto, apenas uma radícula! Especiaimente digno de menção é o caso
dos diásporos de Luziânia, que se revelaram excepcionalmente moles, for-
necendo 100% em placa a 35° contínuos, no prazo de 6-27 dias; após o
tratamento térmico, nenhuma germinou, tendo apodrecido, sob pesado
ataque de fungos, todos eles. Também é de assinalar-se que sementes
trazidas de Cuiabá, MT (Tabela n, 10) por N. Saddi a 25-X-71, apre-
sentaram desempenho máximo em placa: 1) no exterior — 100% em 5-540
dias; 2) a 35° constantes em estufa — 98% em 4-241 dias; 3) após 80°/5
min. — 99% em 4-157 dias. A Fig. 2 documenta o quanto esta semente é
variável. Com Curatella, foi a mais infiel no que tange a resultados ex-
perimentais. A 35° observaram-se, ao demais, 35% em 6-49 dias (e 45% ao
cabo de 53 dias). Em água fervente durante 5 minutos todas apodrecem.
Em areia, no exterior, em seguida a 100°/ 10 min, nenhuma escapou à
putrefação.
5. M. pubescens exibiu excelente crescimento depois de aquecimento
a 100° durante 10 min., emitindo radículas muito robustas e velozes; em
6 Uias, mostrou 90% de germinação. A 35° e sem aquecimento prévio, o
crescimento é algo inferior; em 6 dias, deu apenas 50% de germinação. Os
dados obtidos a 100° foram reverificados, após tratamento calorífico, em
areia no ambiente externo: 100% em 14-20 dias (controle: 90% em 15-25
dias); aqui o critério de germinação é a exteriorização da parte aérea, o que
responue pelo maior tempo consumido. M. pubescens, submetida a 12o °/
10 min., forneceu tão-somente 30% em 7-9 uias; mas as sementes denota-
ram aspecto anormal, sombrio e loram severamente atacadas por tungos,
o que não sucedera antes; aos 14 Uias, toUas estavam podres e as germina-
das com as rauiculas paraiizadas e começando a escurecer. O justa-releriuo
e ue k>o/, com material ue Paraopeba. Em 1968, com sementes daí mesmo,
uni experimentado em estufa a óbu, de curso irregular, confirmou clara-
mente a ação benéfica da temperatura alta. Vinte sementes sem a testa
foram sujeitas a 160“/ 10 min. e postas, com outras 20 não aquecidas, em
piacas ue Petri a 35°. Elas sofreram dois períodos de dessecação por absor-
verem toda a água disponível, que era insuficiente dado o grande tama-
nho das mesmas. Assim, a germinação foi duas vezes suspensa e reiniciada
após a reintrodução de água. Isto explica a dilatação do processo. As semen-
tes aquecidas deram 85% entre 9 e 18 dias; as não tratadas, 40% no
mesmo prazo; aos 14 dias, as primeiras mostraram 60% e as segundas
apenas 15%. È evidente que o choque térmico conferiu às sementes resis-
tência bem maior a uma condição ambiental desfavorável. Em ambos os
casos, a germinação sofreu atraso e redução, porem, nitidamente menores
tm seguida ao calor prévio. Sementes (50) da mesma amostra, tratadas
357
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
como se disse e postas a germinar em areia no meio externo, revelaram:
88% em 13-25 dias após 100°/ 10 min. e 96% em 16-25 dias no controle;
todas, porém, emitiram radículas e abriram os cotilédones, dando, de
fato, 100% de germinação em ambas as condições térmicas. As proporções
diferentes prendem-se à falta de formação do epicótilo em algumas. Se-
gue-se que o benefício auferido do aquecimento parece nulo, mas o que
houve de notável nesta experência foi a velocidade de crescimento da
parte aérea — bem maior no caso de aquecimento prévio. Assim, e. g., aos
19 dias, 7 plântulas já abriam os foliolos e aos 22 dias, 10 exibiarr-nos
distendidos, após a ação do calor; nas indenes deste, aos 19 dias 1 come-
çava e aos 22 dias apenas mostrava foliolos abertos. O simples aspecto
era bem diferente, a favor do choque calorífico, conquanto a germinação
fosse ocasionalmente algo inferior. O que se acaba de descrever refere-se
a sementes do cerrado de Paraopeba, MG. A 27-VIII-69, com sementes
colhidas em Cuiabá, MT, a 15-V11-69, novos experimentados (20 sementes
em cada) foram realizados, os quais não alcançaram confirmar inteiramen-
te os resultados acima relatados. O controle, sob 35° constantes e água
sempre favorável, deu 100% em 4-11 dias, mostrando que as sementes
eram excelentes. No experimento subseqüente houve um momento de
carência hídrica nas placas, logo reparado. Após 100°/ 10 minutos., obti-
veram-se 75% em 7-20 dias; sem aquecimento: 90% em 7-19 dias. Em suma,
manteve-se a termo-resistência, porém, diíerentemente do que se observara
antes, a impressão recolhida foi de que ela não se acompanhou de qual-
quer benefício; por isso, não convém falar em termofilia. Acentue-se que,
com as sementes de Cuiabá, as radículas, depois do tratamento térmico,
mostraram-se sempre menores do que sem dito tratamento. A 13-XI-69,
mediante o uso de diásporos enviados por E. P. Heringer (Paraopeba,
MG), outros testes foram levados a cabo; tais sementes, era notório, mos-
travám-se menores do que o habitual, medindo 25-40 mm de cumprimento;
além disso, sua aquisição foi difícil em vista da escassa frutificação no ano
citado. Os controles, sem aquecimento prévio, forneceram 80% em 4-12
dias. Após o choque térmico, a germinação montou a 50% em 4-12 dias,
sendo as radículas menos compridas do que na primeira instância. Res-
pectivamente 3 a 4 sementes torain agredidas por fungos o que não é
habitual em Magonia e reflete, novamente, o menor vigor desta safra
escassa. Houve, como se vê, decréscimo da termo-resistência no presente
caso, em que as sementes pareciam, por outras razões, ter vitalidade redu-
zida.
Sementes de Paracatu, MG (Heringer, IX-1970), germinaram, sem
aquecimento, a 64% em 16-33 dias e, após 100° /40 min., a 80% em 10-33
dias. Poderá ter havido algum benefício da temperatura alta, porém-
muito pequeno. Vê-se que a germinação se mostrou inabitualmenie pro-
longada nas duas condições, não tendo ocorrido falta de água. Com
sementes de Minas Gerais (A. P. Duarte, X-1970), obtiveram-se 70% de
germinação em 7-22 dias sem calor e 59% em 9-26 dias com calor. Neste
teste, a relação inverteu-se: as sementes aquecidas demonstraram compor-
tamento manifestamente inferior ao das sementes não aquecidas. A Tabe-
358
SciELO/ JBRJ
cm
la n. 11 permite avaliar as diferenças referidas de maneira mais rápida
e segura.
Tabela n. 11 — Influência do aquecimento prévio a 100° durante 10
minutos sobre a germinação de sementes de Magonia pubescens, em placa
a 35°.
Procedência e data
Sem
%
aquecimento
Dias
100°/ 10
%
min.
Dias
Paraopeba, MG, 1967
80
6-11
100
6-9
Cuiabá, MT, 1969
90
7-19
75
7-20
Paraopeba, MG, 1969
80
4-12
50
4-12
Paracatu, MG, 1970
64
16-33
80
10-33
Minas Gerais, 1970
70
7-22
59
9-26
O material de Paraopeba, 1967, e de Paracatu 1970, revelam algum
benefício; os outros três, certo prejuízo — seja na percentagem, seja no
tempo, seja em ambos.
A Tabela n. 12 informa sobre experiência de maior âmbito feitas a
3-XI-72 com sementes oriundas de Paraopeba, MG, e enviadas por E. M.
da Silva, que as colheu a 15-VIII-72. Cada placa levou 25 sementes sem
testa.
Tabela n. 12 — Ação de 100°/ 10 min. sobre a germinação de se-
mentes de Magonia pubescens (Paraopeba, MG, 15-VIII-72) sob vários
conjuntos de condições exteriores em confronto com a germinação em
diversas condições.
Germinação final
Germinação (%)
Tratamento
%
Dias
no 3.° dia
Sem aquecimento prévio
Luz, temperaturas flutuantes
92
4-14
52
(meio exterior)
Obscuridade, temperaturas
flutuantes (ídem)
92
5-13
66
Obscuridade, 30° constantes
96
4-12
72
Após aquecimento
a 100°/10.
Luz, temperaturas flutuantes
100
4-10
72
Obscuridade, 30° constantes
100
4-10
80
359
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
Vê-se que os vários conjuntos de fatores externos se acompanham de
insignificantes divergências; o embrião é sempre ativo em qualquer meio
onde possa crescer. O choque térmico só o favorece ligeiramente, confor-
me já fora notado antes, quando há uma condição menos favorável — no
caso, a iluminação (cf. luz, com e sem aquecimento prévio): o desempe-
nho é algo melhor depois dos 100°. No caso da obscuridade, há também
uma pequenina melhora depois do calor. Mas, em tão leve intensidade que
é mais correto falar em termo-resistência nos dois casos.
Na Tabela n. 13, com sementes de Paraopeba, MG (28-VIII-73), obser-
vou-se o desempenho germinativo, cõm e sem choque térmico, de sementes
repartidas conlorme as dimensões e a idade.
Tabela n. 13 — Germinação de sementes de Magonia pubescens, co-
lhidas em Paraopeba, MG, a 28-V11I-73, aos 6 e 42 dias após a recoleção,
com e sem aquecimento prévio de 100°/ 10 min. Placa, temperaturas ílu.
tuantes e luz (exterior).
Idade das Sem aquecimento Após aquecimento
sementes % Dias % Dias Observações
6 dias
88
7-24
92
7-20
Sementes maiores
42 dias
88
4-16
80
4-17
(3,5-4,5 cm)
Sementes menores
6 dias
64
8-20
44
10-20
(2,5-3, 2 cm)
Para logo nota-se que as sementes menores se mostraram inferiores
funcionalmente e que o calor, considerando a idade e a armazenagem,
não acarretou benetício decisivo ao processo germinativo. Mas, pode dizer-
se que as sementes 36 dias mais velhas revelaram desempenho mais veloz,,
embora solressem algo sob a ação do calor.
Finalmente, a Tabela n. 14 prova que diásporos, cuja vitalidade está
em boa proporção comprometida, não são melhorados pela temperatura
elevada. Tais resultados concernem a material procedente de Cuiabá, MT
(N. Saddi, 4-XI-73 e 26-V-74) no qual os embriões em parte se encontram
deteriora dos (frutos remanescentes nas árvores após a frutificação) e de
Paraopeba, MG ( E. M. da Silva, 25-VIII-74), no qual a germinabilidade-
se mostrou baixa (mesmo em areia no exterior).
360
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14
Tabela n. 14 — Germinação de sementes passadas e menos viáveis,
de Cuiabá, MT, e de Paraopeba, MG, com e sem aquecimento. Placa e
areia.
Tratamento
Sem aquecimento
% Dias
Após aquecimento
% Dias
Observações-
Luz, placa
52
9-15
56
7-13
1973 MT
Escuro, "
52
8-15
—
—
1973 MT
Luz, placa
32
5-8
28
5-8
1974 MT
Escuro, "
24
5-6
24
5-7
1974 MT
Placa, ext.
66
5-16
48
5-10
1974 MG
Areia, ext.
40
22-34
0
0
A taxa de apodrecimento dessas sementes (MT), fortemente ataca-
das por fungos, montou a 48% na ausência de calor prévio e a 44% após.
a aplicação deste, em 1973, e a respectivamente 54% e 51% em 1974. As de
MG também foram severamente agredidas por bolores. E bem de ver que
o choque térmico não trouxe quaisquer benefícios em se tratando de em-
briões cuja viabilidade é escassa. Essa espécie exigiu, conseqüentemente,
necessárias e prolongadas experiências com material de variada proce-
dência.
Em conclusão, certas amostras de Magonia pubescens recolhem algu-
ma vantagem da temperatura elevada, outras apenas suportam tal nível
térmico e umas tantas, menos vigorosas, sofrem um pouco. Portanto, a es-
pécie em pauta merece a designação de termo-resistente.
6. Em C. langsdorffü aquecida a radícula sai logo estacionando. Se-
mentes envolvidas no arilo carnoso sofrem pesado ataque de bolor e ne-
nhuma germina. Sementes do Rio Gipó, MG ( 1 5- V 11-71), deram, a 35°
em placa, 92% em 10-20 dias. 7. P. vulgaris (feijão-preto-uberabinha), ad-
mitido para confronto, emitiu radículas vigorosas após o choque térmico-
8. As sementes de K. coriacea, na estufa e em placa, enegreceram, fato.
que não se passa na areia. Mesmo a 35° sem aquecimento, a germinação
apenas começa e não prossegue. Para ver se o efeito é devido à falta de
luz, já que germinam tão bem no exterior, tomaram-se latas, cada uma
contendo 20 diásporos, das quais uma permaneceu à luz e outra foi en-
coberta de maneira a excluir totalmente a radiação solar. Eis os resul-
tados obtidos: sob iluminação, 100% em 13-20 dias; no escuro, 90% em
14-20 dias. Como quase não houve diferença, com grande probabilidade
a temperatura constante da estufa entravou o processo germinativo, con-
forme é sabido de não poucos casos. Sementes mais novas de K. coriacea,
recolhidas a 16-VII-69 na Serra do Cipó, MG, exibiram, sob 35°, 90%
em 12-27 dias, apenas uma tendo enegrecido. 9. Os dados da Tabela 10
361
SciELO/ JBRJ
cm ..
foram obtidos, em 1968, com sementes de Itaúna, MG; é péssimo o cresci-
mento após o choque térmico: não só morrem muitas radículas e outras
arrastam-se, como também é pesado o ataque de fungos; a emissão da plú-
mula é ainda retardada e difícil (55% em 50 dias). Em 1967, com semen-
tes recolhidas em Paraopeba, verificaram-se a 100%/ 10 min. — 60% em
28-63 dias; controle — 60% em 32-63 dias. Ainda uma terceira série foi
realizada, em 1969, com sementes de Pedro Leopoldo, MG; os resultados
mostraram-se tão maus que não puderam ser anotados em números se-
guros. Os prejuízos do calor elevado não diferiram -dos assinalados, inclu-
indo enegrecimento das pontas radiculares. 10. C. americana submetida
a 100°: resultado confirmado em areia, no ambiente externo. Amostra
contemporânea, oriunda de Cuiabá, MT, deu, sem tratamento térmico.
16% em 40-74 dias em estufa; na areia, ao tempo, estas sementes igual-
mente não germinaram depois de receberem exposição a 100°/ 10 min.,
confirmando o disposto na Tabela n. 10. Sementes colhidas, logo ao ini-
ciar-se a maturação (novembro de 1968), perto do Rio Corumbá, GO, de-'
ram, a 35“ constantes, 22% em 14-42 dias e nada após 100°. 11. De M.
laticifera, 20% incharam e apodreceram após o calor, as demais perma-
necendo inalteradas. 12. Experiência anterior (1967) com Q. grandiflora
dera resultado inteiramente negativo mediante aquecimento contra 80%
em 13-28 dias sem este. Os dados incluídos na Tabela n. 10 são de cuida-
doso experimento de 1968, com sementes normais novas oriundas de Pa-
racatu, MG. 13. Uma repetição com sementes de B. major revelou: 90%
em 12-25 dias a 100°/ 10 min. e 80% em 10-41 dias sem calor. Este prepara
as sementes para a germinação de modo muito rápido, pois a grande maio-
ria fica logo negra e intumescida, sem o que não germinam. 14. Em quase
todos os casos, o forte aquecimento determina vigoroso desenvolvimento
de fungos sobre as sementes; isto não sucede, ou apenas sucede em escala
de pequena a moderada, com as germinantes em condições favoráveis. 15.
De A. fraxinifolium, sob 100°/ 10 min., apenas germinaram algumas nozes
de Paraopeba; o material contemporâneo de Pedro Leopoldo mostrou-se
inteiramente refratário. Em ambos os casos, foi violento o ataque de
fungos (cf. n. 14). Quanto à germinação sem choque calorífico, os fru-
tos de P. Leopoldo revelaram-se mais prolíficos: 92% em 3-7 dias; os do
Paaropeba só deram 70% no mesmo lapso. Anote-se que a colheita destes
últimos antecedeu a dos primeiros de 16 dias. 16. Sementes de P. pere-
grina, mergulhadas previamente em água durante 9 horas, deram 100%
em 24 horas nas placas a 35°. 17. B. tomentosum, submetido a 100°, além
do obstáculo à germinação e retardamento do crescimento, apresentou,
como já se apontou noutros casos, invasão fúngica maciça, não verificada
sob condições diferentes.
Conclusão. De 40 espécies savanicolas investigadas, 29 germinaram
bem sob 35° contínuos. Somente duas, Magonia pubescens e Bowdichia
major, demonstraram receber algum benefício, quanto à germinação, do
aquecimento de sementes a 100° durante 10 minutos. As demais revela-
ram-se nitidamente prejudicadas, a maioria de maneira absoluta: 60%
não exibiram qualquer germinação. Considerando estas e as prejudicadas,
362
SciELO/JBRJ
11
tem-se que 93% das espécies não podem se submeter regularmente a altas
temperaturas em a Natureza.
Convém acentuar que a termo-resistência das sementes de Magonia
definitivamente não é importante frente ao fogo que varre anualmente o
cerrado, visto que a testa, papirácea e seca, queima muito facilmente,
permitindo dano imediato aos cotilédones (cf. observação na Tabela
n. 3). Nos experimentos referidos a testa foi arrancada para reduzir o
enorme tamanho das sementes. Ao demais, as sementes não aquecidas
germinam de maneira perfeitamente satisfatória; o choque térmico antes
acelera o crescimento da raiz e do ramo primários, sem vantagem decisiva
em condições naturais. Igualmente, B. major germina bem, seja em con-
dições naturais, seja no incubador.
Boscan (1967) menciona que Bowdichia virgilioides, dos llanos, se
beneficia do aquecimento de suas sementes a 90°/5 min., exibindo 70%
de germinação contra apenas 35% sem calor prévio. E cita experiências
segundo as quais Curatella americana germinaria tão-somente depois de
submeter-se a 550°/60 seg. em estado úmido, dando 12%. As sementes do
cerrado brasileiro, conforme esta investigação, não suportam 100°/ 10
min.; a primeira espécie não melhora seu desempenho nem mesmo a
80°/5 min. É curioso assinalar que, sem aquecimento, a percentagem de
germinação indicada por Boscan para B. virgilioides é praticamente a
mesma aqui assinalada.
Tendo em conta os resultados basicamente negativos obtidos sob
100°/ 10 min. e que pouco abaixo da superfície (5-6 mm) a temperatura
máxima observada, durante a combustão de gramíneas da cerrado, é de
80°, noutra série de experiências empregaram-se 80° pelo prazo de 5
minutos. O procedimento foi o mesmo anteriormente utilizado.
363
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
Tabela n. 15 — Germinação de sementes de plantas do cerrado após
tratamento a 80" durante 5 minutos. Placa, 35° constantes.
Germinação após 80°/5 min. Controles
Espécie Dias % Dias %
Piptadenia peregrina 1
1-2
100
1-2
100
Hymenaea stigonocarpa
9-18
100
7-28
100
Thieleodoxa lanceolata 9
10-18
95
10-13
90
Astronium fraxiniíolium
3-7
88-100
8-7
70-92
Astronium urundeuva
3-4
90
3-4
80
Connarus suberosus 2
6-8
85
6-8
100
Alibertia sessilis
8-13
85
6-13
85
Kielmeyera rubriflora
2-25
76
2-25
78
Eerdinandusa elliptica
20-34
85
17-34
95
Gopaifera langsdorffii 3
10-27
80
16-20
90
Magonia pubescens 4
6-11
80
6-11
80
Bômbax tomentosum
6-9
72
4-11
100
Plathymenia reticulata 5
13-15
70
11-17
90
Salacia crassiíolia 7
7-22
70
10-20
80
Bowdichia major
10-31
68
10-41
80
Chrysophyllum soboliferum 6
3-13
60
2-14
70
Luehea speciosa 9
4-10
50
5
30
Zeyhera montana
27-35
50
26-35
90
Luehea paniculata
4-5
40
4
40
Bowdichia virgilioides 9
22-27
40
6-53
45
B. virgilioides (Cuiabá, MT)
4-157
99
5-540
98
Aegiphila lhotzskyana 10
35-70
40
35-74
20
Mimosa laticifera
19-40
30
3-23
20
Gmateila americana (de
Paraopeba, MG) 10
44-50
28
45-50
16
Cassia nummulariaefolia
6-8
15
4-13
60
Mimosa multipinna
42
10
19-40
20
Stryphnodendron barbadetiman
11
10
—
0
Cabralea polytricha
—
0
5-12
84
Erythroxylum tortuosum 8
~
0
8-10
40
OBS. 1 . P. peregrina: das germinadas a 80° apenas 30% prosseguiram
crescendo; as demais apodreceram. 2. Em C. suberosus, 20% têm os coti-
lédones abertos já com a plúmula saindo; apressa-se o crescimento a des-
peito da percentagem mais baixa. 3. O calor retarda muito o cresci-
mento das plântulas de C. langsdorffii. 4. Quanto a M. pubescens, as
plantinhas cie 80° são nitidamente melhores do que as de sementes não
aquecidas, sobretudo as primeiras 50%, cujo incremento é excelente. 5.
Em I\ reticulata, o calor retarda o alongamento da radícula. 6. As radí-
culas de C. soboliferum, mediante a temperatura usada, mostraram-se algo
364
SciELO/JBRJ
retardadas, alcançando 5-10 mm contra 10-20 sem aquecimento; mais
tarde, porém, igualam-se. A 80°/5 min., esta espécie atinge 70% em 24
dias, soírendo manifesto atraso na germinação. 7. O mesmo sucede a
S. crassifolia, que vai a 80% em 35 dias. 8. E. tortuosum não germinou
na temperatura empregada. 9. Depois de um ano de armazanegaem a
seco, as mesmas sementes de B. virgilioides revelaram o seguinte: sem
choque calorífico — 7(3% em 13-46 dias; após 80°/5 min. — 72% em 9-45
dias; logo, não houve diferença significativa. Na Tabela n. 13 e na Fig. 2,
vê-se que as sementes novas são beneficiadas por 80°, o que deixa de
acontecer após armazenagem, iü. A. lhotzskyana e C. americana denotam
certo incremento do processo germinativo depois do aquecimento a 80°.
Também a velocidade é acelerada; por exemplo, Aegiphila alcança 20%
(a taxa a 35° puros) em apenas 43 dias; aos 106 dias atinge o máximo
observado: 48%. Curatella de Cuiabá (16% em 40-74 dias na estufa a
35°) forneceu, a 80”, em areia exposta ao tempo, 8% em 25-53 dias e 12%
aos 105-dias (já em meados de junho); neste substrato dá somente 4% em
130 dias sem aquecimento prévio. C. americana, de Paraopeba, chega a
32% ao cabo de 108 dias na estufa após 80°/5 min. É bom considerar estes
dados como preliminares, pois é grande a variabilidade destas duas espé-
cies em face da germinação, sobretudo a última. Serve de exemplo desta
asserção o que se observou com sementes de Curatella apenas amadureci-
da% trazidas em novembro de 1968 do Rio Corumbá, GO, as quais não
demonstraram os referidos benefícios; após 80°/ 5 min., deram 12% em
13- 43 dias, do mesmo passo que as testemunhas forneceram 22% em
14- 42 dias.
Conclusão. Pode-se considerar que 80° durante 5 minutos, nível tér-
mico máximo que as sementes soem suportar logo abaixo da superfície
edáfica, mostram pequena influência sobre a germinação de sementes
oriundas do cerrado (sabe-se de outros autores que as gramíneas toleram
muito bem tal condição). Algumas, como A. lhotzskyana e C. americana,
parecem recolher benefícios; outras, como C. nummulariaefolia, Z. mon-
tana, C. polytricha e E. tortuosum, revelam patente prejuízo. Verifica-se
que, de 28 espécies submetidas ao tratamento térmico com resposta sensí-
vel, cerca de 23% são indiferentes, 30% algo favorecidas e 46% mais ou
menos retardadas. Todavia, excluindo as exeções apontadas, em quaisquer
destas eventualidades benefícios e prejuízos são de pequena monta e tal-
vez permaneçam no âmbito de variação do fenômeno germinativo sob
condições artificiais, na maioria dos casos. Aumentando um tanto o tempo
de exposição a 80° crescem os prejuízos. Assim, após 80"/ 10 min., P. pere-
grina e A. urundeuva forneceram respectivamente: 70% em 1-3 dias e
-t0% em 3 dias — isto é, manifesto decréscimo. É curioso notar que icu.-
peratura pouco mais baixa pode ser suportada por período muitíssimo
superior; e. gr., em seguida a 70’’ durante 2 horas, em areia no exterior,
Z. montana deu 90% em 17-24 dias e Qualea grandiflora 80% em 21-32
dias; L paniculata exibiu 20% em 13-20 dias.
É sempre útil observar a germinação no meio exterior, em condi-
ções próximas às naturais, e inspecionar o crescimento da parte aérea.
365
SciELO/ JBRJ
11 12 13 14 15
cm ..
Segue-se o que foi obtido mediante a semeadura de sementes novas, sub-
metidas a 80°/5 min. e postas em areia, nas condições climáticas do Rio
de Janeiro (Jardim Botânico). O critério da germinação foi a exteriori-
zação da parte aérea. Cf. Tabela n. 16.
Tabela n. 16 — Germinação em areia e no meio externo de sementes-
de plantas do cerrado após aquecimento a 80° durante 5 minutos.
Germinação após 80°/5 min. Controles
Espécie Dias % Dias %
Aspidosperma dasycarpon
20-35
96
21-35
f
54
Cybistax antisyphilitica
21-44
60
21-47
64
Qualea grandiflora
21-40
58
23-35
71
Rielmeyera coriacea
8-17
90
11-16
100
Thieleodoxa lanceolata
22-37
100
27-40
9Z
Luehea speciosa
8-22
60
10-27
8a
Bowdichia virgilioides
13-328
25
108-125
20
Mimosa laticitera
10
5
4-170
36
Psidium araca (comparação)
24-33
55
23-44
5S
Curatella americana (de
Cuiabá, MT)
25-105
12
130
4
Terminalia argentea
30-50
10
35-54
2 Z
Conclusão. Chega-se à mesma conclusão anteriormente alcançada para
80°/5 min. com as sementes germinando em placa na estufa (temperatura
constante). Do mesmo passo que A. dasycarpon e C. americana revelam-se
nitidamente beneficiadas pelo aquecimento prévio, Q. grandiflora, L. spe-
ciosa e M. laticifera, e. g., mostram-se bastante entravadas. As demais,
ligeiramente beneficiadas ou retardadas, sem significação evidente. T. ar-
gêntea, submetida a 100°/ 10 min. nas mesmas condições, exibe certo re-
tardamento na eclosão do embrião: 10% em 47 dias.
4. Aquecimento de pericarpos grossos e duros
Sabe-se que (Sampson, 1944) as sementes em getal alcançam a tempe-
ratura da estufa dentro de 3-4 minutos. Isto significa que os embriões dos
diásporos que submetemos ao calor realmente sofrem a ação deste, fato,
aliás, patenteado pelos próprios resultados, negativos em muitas instân-
cias. Outro será o caso de drupas volumosas, cujos putámens se revelam
espessos e extremamente compactos; é o que se passa com Andira humilis,
Caryocar brasiliense e Dipteryx alata, v. g. Com o fito de avaliar o grau
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cm
de aquecimento interno de tais frutos, que constituem unidades de dis-
persão, escolhemos primeiro o mais delgado deles: D. alata, o baru do
cerrado. Sete drupas frescas foram perfuradas na extemidade pedicelar
apenas o suficiente para permitir a introdução do bulho termomelétrico,
tendo a broca passado pelo centro do embrião. Os orifícios, de 6mm de
diâmetro, ocluíram-se por meio de um cilindro de cortiça, o qual penetrou
apertadamente. Os frutos, numerados, foram colocados na estufa a 100°;
a lapsos regulares, retiravam-se dois e media-se a temperatura interna
através do orifício. A temperatura ambiente, no momento, era de 24°. A
Tabela n. 17 indica os resultados (experiência de novembro de 1968).
. . .Tabela n. 17 — Temperaturas internas de drupas frescas de Dipteryx
alata submetidas a 100°. Tempo de permanência em miutos.
Fruto n.°
Permanência a 100°
Temperatura interna
1
05
46°, 5
2
10
55°,0
3
10
57°,0
4
20
67°, 5
5
20
68°, 5
6
30
73°, 0
7
30
75°,5
Vê-se que, praticamente, o embrião está indene dos efeitos do calor,
sobretudo a 5 e 10 minutos, o que se confirma pelos achados após sujei-
tar sementes a 80°/5 min. No que tange a Caryocar e a Andira, a influ-
ência será ainda menor; haja vista os pericarpos mais espessos.
Os frutos de D. alata estão maduros no fim da estação seca e só po-
derão ser atingidos pelo calor das queimadas em estado fresco. O contrá-
rio sucede aos de Andira, maduros ao término das chuvas; na vigência das
queimadas, estão com o mesocarpo seco e engelhado. A Tabela n. 18
mostra os resultados obtidos com drupas dessecadas, cuja idade era de 7
meses (fim da seca), porém perfeitas, de A. vermífuga (praticamente
iguais às de A. humilis); usou-se a técnica acima indicada, sendo a tem-
peratura ambiente de 26° (experiência de novembro de 1969).
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11 12 13 14 15
Tabela n. 18 — Temperaturas internas de drupas secas e perfeitas de
Andira vermifuga submetidas a 100°. Tempo de permanência em minutos.
Fruto n.°
Permanência a 100°
Temperatura interna
1
05
36°, 0
2
10
43°, 0
3
10
44°, 5'
4
20
55°, 5
5
20
55°, 0
6
30
67°, 0
7
30
68°, 2
A. vermifuga confirma os achados referentes a D. alata. As tempera-
turas menores, observadas com aquela, prendem-se não só aos pericarpos-
mais espessos como também ao seu estado seco, quando as lacunas do me-
socarpo fibroso estão preenchidas por ar. Entre outras espécies que pro-
vavelmente se incluirão nesta ordem de idéias estão Pterodon pubescens,
P. polygaliflorus e talvez mesmo Diospyros sp. Vale a pena anotar que
mesmo drupas de A. vermifuga perfuradas mas não ocluídas com cortiça
não revelaram aquecimento interno acentuado; e. g., após 5 e 10 minu-
tos sob 100°, a temperatura no interior delas foi respectivamente de 38%.
e 47°.
5. Principais características das plântulas observadas
Dos experimentos anteriores resultaram numerosas plântulas, cujo
crescimento foi inspecionado e anotado. Isto é importante por dupla ra-
zão: 1) para verificar possíveis efeitos dos tratamentos térmicos; 2) para
assinalar seus caractees de maneira a favorecer o reconhecimento em a Na-
tureza.
Na discriminação subseqüente, a idade é dada em dias. Por epicótilo
entende-se o primeiro entrenó do ramo primário; folhas primárias são a
primeira tolha ou o primeiro par de folhas a surgirem sobre o epicótilo;
plúmula é a gema terminal, situada entre os cotilédones, do embrião em
crescimento; dá origem ao epicótilo.
Os algarismos empregados nas descrições indicam: 1. Idade; 2. Hipo-
cótilo; 3. Cotilédones; 4. Ramo primário; 5. Observações.
Aegiphila lhotzskyana — 1. 15. 2. Muito curto (germinação hipogéia). 3.
Subterrâneos, incluídos no endocarpo. 4. Epicótilo curto, pubérulo, ver-
de; Io par: folhas opostas, lobátulas, puberulentas, ciliátuas, ovadas.
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cm
Alibertia sessilis — 1. 15. 2. Curto, grosso, alvo, glabro, subterrâneo. 3.
Eli ticos a suborbiculares, glabros, reticulado-nervosos, peciolados, 8-12 x
10-15 mm. A. Epicótilo curto, pubérulo; Io par: folhas opostas, glabras:
estipulas ainda ausentes, salvo na plúmula. 5. A raiz primária mede 8-10
cm, sendo indivisa e única; na semelhante Thieleodoxa lanceolata ela vai
a 5-6 cm, havendo mais 2-4 raízes adventícias que partem da base do
epicótilo; nesta há sempre várias secundárias evidentes, mas não em Ali-
bertia.
Anacardium othonianum — 1. 5. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3.
Magnos, crassos, subterrâneos. 4. Epicótilo longo, cúpreo, glabro; l.° par:
folhas opostas, glabras, com nervuras rubéolas bem impressas; 2.° par:
idêntico.
Andira humilis — 1. 50. 2. Ausente (germinação hipogéia). 3. Subter-
râneos, fundidos em peça unica, grande e maciça, com vários sulcos, in-
cluída no endocarpo; duram mais de 2 anos. 4. Epicótilo robusto,. pubes-
cente, com catafilos e gemas axilares; la: folha: com 3-5 folíolos cúpreos,
obtusos e/ou emarginados, inferiormente pubérulos.
Anona crassiflora — 1 . 20 . 2 . Longo, cúpreo, mais grosso na base, liso,
glabro. 3. Foliáceos, elíticos, delicadamente nervosos, glabros, 10-13 x 40-45
mm. 4. Epicótilo muito curto,, verde; l.° par: folhas opostas, obovada'â
a oblongas, emarginadas, nítidas em cima; 2.° par: fulvo-pubescente. 5. A
base hipocotilar é tuberizada.
Aspidosperma dasycarpon — 1 . 30 . 2 . Longo, verde, curtamente pubérulo.
3. Suborbicular-elíticos, auriculados, peciolados, delicadamente nervosos
23-30 x 30-40 mm. 4. Epicótilo longo, pubescente; l.° par: folhas opos-
tas, obovadas, discolores, ciliadas. 5. Todas as partes são latescentes.
Astronium fraxinifolium — 1. 15. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3.
Subterrâneos, incluídos no pericarpo ou já desprendidos e deixando dois
cotos minutos pouco acima da raiz. 4 . Epicótilo longo e muito fino, entre
esverdeado e cúpreo, levemente pubérulo; l.° par: folhas trifolioladas, aro-
máticas quando esmagadas; folíolos ovado-lanceolados, praticamente gla-
bros, a margem serrada e não ciliada; não há estipulas.
Astronium urundeuva — 1. 15. 2. Longo, vermelho, com pêlos muito
curtos. 3. Ovados, carnosos, glabros, trinerves, 7x7 mm. 4. Episótilo
longo, rosado, pubérulo; l.° par: folhas lobadâs, depois partidas e com 2
segmentos basais, ciliadas e esparsamente pilosas, estipulas subuladas.
Bômbax tomentosum — 1. 15. 2. Quase nulo (geminação hipogéia). 3.
Subterrâneos, crassos, no interior da testa rompida, coalescentes, irregula-
res. 4. Epicótilo mediano, glabro, provido de alguns catafilos róseos e tri-
angulares; la. folha: ovada, glabra, nítida, séssil, quase erecta. 5. £ co-
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11
cm ..
mum que uma semente origine duas plântulas independentes, cada uma
unida a um cotilédone, os quais, então, se acham separados.
Bowdichia major — 1. 30. 2. Curto, verde, glabro, 3. Elíticos, carnósu-
los, quase enerves, glabros, 6-10 x 1 1-iG mm. 4. Epicótilo curto, com pêlos
fulvos; la. folha: simples, ovada, bem como a 2a.; as outras: trifol.iol ar-
das; todas com pêlos lulvo-rufos e longos; estipulas subuladas, pilosas.
Bowdichia virgilioides — 1. 30. 2. Curto, verde, glabro. 3. Ovado-elíticos,
carnosos, enerves, glabros, 6-10 x 10-16 mm. 4. Epicótilo curto, com pêlos
rulos; la. tolha: simples; 2a. folha: ternada; todas com pêlos rufos; estipu-
las lanceoladas, pilosas. 5. Só em Mato Grosso coabita com a anterior.
Brosimum gaudichaudii — 1. 12. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3.
Subterrâneos, com testa coriácea, latescentes, alvos por dentro, crassos, o
hilo escavado, 10-12 x 17-20 mm. 4. Epicótilo longo, pardo-rosado (raro
verde), pubérulo, com catafilos; la. folha: dentada, pubérula, ciliada. 5.
Há látex em todas as partes.
Cabralea polytricha — 1. 17. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3. Subter-
râneos, crassos, verdes, dentro da testa rasgada e solta, ca. 1 cm de com-
primento. 4. Epicótilo curto' verde, tomentoso; las. folhas: variáveis,
quase sempre ternadas, os folíolos pilosos e comumente lobátulos. 5. Pon-
to de partida da raiz algo engrossado; raízes secundárias copiosas.
Cassia mummulariaefolia — 1 . 20 . 2 . Curto, grosso, amarelo-rosado, gla-
bro. 3. Obovado-elíticos, verdes, enerves, glabros, 7-10 x 10-14 mm. 4.
Toda a parte aérea possui pêlos glandulosos dilatados na base e mais ou
menos avermelhados. Epicótilo curto; l.° par: biíoliolado; folíolos opos-
tos, apiculados; estipulas subuladas.
Cassia sylvestris — 1. 15. 2. Longo, amarelo-pardacento, ligeiramente pu-
bérulo. 3. Elíticos, espessos, verdes, trinerves, glabros, 10-13 x 15-18 mm.
4. Epiçótilo hirsútulo; la. folha: penada, com 4 (2) folíolos ciliados e com
alguns pêlos inferiormente.
Chrysophyllum soboliferum — 1. 15 2. Nulo (germinação hipogéia). 3.
Magnos, crassos, subterrâneos, no interior da testa; permanecem por mui-
to tempo. 4. Epicótilo curtíssimo, rufo-viloso; l.° par: folhas atro-cúpreas
(raro verdes), nitidíssimas, seríceo-pilosas e ciliadas, parecendo sair de den-
tro do solo.
Connarus suberosus — 1. 15. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3. Faseo-
liíormes, subterrâneos, incluídos na testa negra. 4. Epicótilo longo, rufo-
tomentoso; la. folha: tipicamente cordiforme, simples, primeiro rósea e
depois verde, seríceo-vilosa e ciliada.
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cm
Copaifera langsdorffii — 1. 12. 2. Longo, rosado, glabro. 3. Faseolifor-
mes, rosados, crassos, 8-10 x 15-17 x 5 mm, rescendendo a cumarina. 4.
Epicótilo verde, curtamente pubescente; l.° par: folhas penadas, com 4
foxíoios rosados, pubérulos, dotados de glândulas translúcidas e uma es-
tipela terminal.
Curatella americana — 1. 15. 2. Curto, glabro, verde, subterrâneo. 3.
Ovados e oblongos, enerves, peciolados, lisos, 6-7 x 11-13 mm. 4. Epicó-
tilo curtíssimo, liirsuto; l.a folha: ovado-oblonga, dentado-serraoa, mrsu-
ta, áspera, ciliada.
Cybistax antisyphilitica — 1. 28. 2. Longo, pubérulo, verde. 3. Lunula-
dos, bipartidos, quase enerves, escamosos na face inferior, 7-10 x 11-16
mm. 4. Epicótilo curto, pilósulo; l.° e 2.° pares: folhas simples, opostas,
serradas do meio para a ápice, inferiormente com pêlos curtos e escamas.
Dimorphandra mollis — 1. 15. 2. Longo, verde-pálido, glabro, leve-
mente sulcado. 3. Já caindo, retangulares, glabros, enerves, 5-6 x 19-21
mm. 4. Epicótilo curto, pubescente; l.° par: folhas penadas, o pecíolo
pubescente, os folíolos cordado-elíticos, glabros.
Dipteryx alata — 1. 10. 2. Curto (ca. 15 mm), grosso, pardo-violáceo,
vesiculoso e mais tarde lenticeloso, quase subterrâneo. 3. Grandes, cras-
sos, plano-convexos, verde-pardacentos, glabros, 10-13 x 25-30 mm. 4.
Epicótilo muito longo, verde, minuta e densamente vesiculoso; l.° par:
folhas penadas, com 8 folíolos opostos, ovados, glabros, com pontos trans-
lúcidos; estípulos e estipelas ausentes; pecíolo comum achatado e alado.
Erythrina mulungu — 1. 13. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3. Faseoli-
formes, subterrâneos, com restos de testa. 4. Epicótilo longo, verde, gla-
bro; ].° par: folhas simples, ovadas, glabras, com 2 estipulas e 2 estipelas.
Erythroxylum pruinosum — 1. 15. 2. Longo, verde, glabro. 3. Oblongos,
a margem ligeiramente escariosa, 3-4 x 8-10 mm. 4. Epicótilo curtó, gla-
bro ;1.° par: folhas opostas, glabras, apiculadas; plúmula verde.
Erythroxylum tortuosum — 1. 25. 2. Longo, rosado, glabro. 3. Oblon-
gos, estreitos, enerves, glabros, 3-5 x 10-12 mm. 4. Epicótido curto, gla-
bro; l.° par: folhas opostas, glabras, glaucas, emarginando-mucronadas;
plúmula rósea.
Eugenia dysenterica — 1. 35. Nulo (germinação hipogéia). 3. Hemisfé-
ricos, crassos, alvos, no interior do tegumento seminal, subterrâneos; duram
longamente. 4. Epicótilo alongado, rubro, pubérulo, com alguns catafi-
los; l.° par: folhas opostas, ovadas, glabras, com pontuações translúcidas,
primeiro cúpreas e depois oliváceas.
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Fagara rhoifolia — 1. 15. 2. Longo, verde, totalmente, delgado 3. Obo-
vado-orbiculares, enerves, fortemente glandulosos na margem, que é erosa,
peciolados, 4-6 x 7-8 mm. 4. Epicótilo curto, verde; l.° par: folhas tripar-
tidas, a margem serrada, pelúcido-pontuadas.
Ferdinandusa elliptica — 1 . 40 . 2 . Curtíssimo, verde, glabro, subterrâneo.
3. Suborbiculares, glabros, enerves, 6-7 mm de diâmetro. 4. Epicótilo nulo;
l.° par: folhas opostas, inferiormente híspidas, de margem cartilaginosa,
ciliadas.
Hymenaea stigonocarpa — 1. 15. 2. Muito longo (ca. 7-8 cm), verde-ro-
sado, grosso, glabro, sulcado. 3. Começando a murchar, oblongos, crassos,
verde-pardacentos, enerves, 18-20 x 28-33 x 5-7 mm. 4. Epicótilo curto, gla-
bro; l.° par: folhas amplas, simples, sésseis, opostas, mais ou menos cordi-
íormes, glabras, com glândulas translúcidas.
Kielmeyera coriacea — 1. 15. 2. Longo, verde, glabro, envolvido pela
testa em parte. 3. Lunulados, carnosos, glabros, enerves, dispostos como
as valvas de uma concha, 55-32 x 17-20 mm. 4. Epicótilo longo, circun-
dado basalmente pela testa persistente; l.a folha: oblonga, glabra, fina-
mente reticulada, a margem cartilaginosa muito conspícua (sob lente). 5.
Há látex em todas as partes.
Kielmeyera rubrif lora — 1 . 42 . 2 . Longo, grosso, tuberiforme e pardo.
3. Lunulados a suborbiculares, carnosos, glabros, as nervuras mal percep-
tíveis, longamente pedicelados, 20-22 x 15-18 mm. 4. Epicótilo longo,
glabro; l.a folha: oblonga, glabra. 5 Latescente.
Luehea paniculata — 1. 16. 2. Curto (6-8mm) pubérulo ou glabro. 3.
Orbiculares, pubérulos, trinerves, delgados, 5-6 mm de diâmetro. 4 Epi-
cótuo curto, nirsuto; la. folha: cordiíorme, lobada, com pêlos longos, ní-
tida.
Luehea speciosa — 1. 15. 2. Curto (5-8 mm), rosado, hirsuto. 3. Obova-
dos suborbiculares, cordados, pubérulos, ciliados, trinervados, 9-10 x 10-11
mm. 4. Epicótilo muito curto, algo rosado, hirsutíssimo; l.° par: folhas
como as de L. paniculata.
Machaerium opacum — 1. 12. 2. Longo, verde, puberulento. 3. Irregu-
larmente faseoiiformes, verdes, ca. 10 x 15 mm. 4. Epicótilo pubescente,
longo; l.° par: folhas simples, suborbiculares, longamente ciliadas, infe-
rio. mente pubescentes; estipulas largas.
Magonia pubescens — 1. 20. 2. Curto (1-2 cm), grosso, alvo, subterrâneo,
glabro. 3. Amplos lunulados, exteriormente revestidos pela testa, inter-
namente verdes, lisos, enervos, ao nível do solo ou algo subterrâneos,
20-25 x 45-50 mm. 4. Epicótilo longo, verde, ligeiramente pubérulo, com
2-3 catafilos; l.° par: folhas penadas, com 4-6 folíolos cúpreos e pubes-
centes.
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SciELO/ JBRJ
Mimosa laticifera — 1. 12. 2. longo, verde, com pêlos muito curtos. 3.
Subordinaculares, truncados na base, glabros, quase enerves, ca. 15 mm
de diâmetro. 4. Epicótilo longo, liso; l.° par: folhas penadas, com 4 fo-
'■'olcs opostos, glabros com um par de estipulas. 5. Latescente.
Mimosa multipinna — 1. 17. 2. Curto, verde, com minutos pelos simples
e pelos glandulosos. 3. Elíticos, cordados, glabros, enerves, carnosos, 6-7 x
8-9 mm. 4. Epicótilo curto; l.° par: folhas penadas, com 6-10 folíolos; 2.°
par: folhas bipenadas, com 2-12 folíolos; todos providos de pêlos simples
e pêlos glandulosos, estes violáceos na ponta.
Piptadenia peregrina — 1. 10. 2. Muito curto (8-10 fhm), subterrâneo
(germinação hipogéia). 3. Orbiculares, auriculados, subterrâneos, com
festos de testa, 18-25 mm de diâmetro. 4. Epicótilo muito longo, verde,
pubérulo; l.a folha: bipenada, pubérula; estipulas subuladas.
Plathymenia reticulata — 1. 16. 2. Longo, verde-pálido, glabro, com es-
treitas asas longitudinais. 3. Obovado-elíticos, sagitados, glaucos (cera),
10-15 x 14-15 mm. 4. Epicótilo fino, glabro; l.a. folha: penada, com 4-6
folíolos glabros, retusos; estipulas lanceoladas.
Pterodon polygalaeflorus — 1. 10. 2. Curtíssimo ou nulo (germinação
hipogéia). 3. Subterrâneos, podendo aparecerem à superfície, elíticos,
carnosos, enerves, ca. 4 x 13 mm. 4. Epicótilo longo, verde, glabro, com
numerosas pontuações glandulares; l.° par: folhas penadas, opostas, com
folíolos glabros e dotados de glândulas translúcidas.
iQualea grandiflora — 1 . 30 . 2 . Longo, verde-pardacento, hirsútulo. 3 .
Amplos, foliáceos, suborbiculares, bulados ou pregueados, cordados, mu-
cronados, qüinqüenerves, reticulado-venosos, glabros, 17-30 x 24-35 mm.
4. Epicótilo longo, hirsútulo; l.° par: folhas opostas, mais ou menos
cúpreo-violáceas, com alguns pêlos inferiormente.
Salada crassifolia — 1. 20. 2. Nulo (germinação hipogéia). 3. Magnos,
crassos, subterrâneos, no interior da testa, avermelhados por dentro; du-
ram mais de 15 meses. 4. Epicótilo longo, verde, glabro, lenticeloso,
com alguns catafilos; l.° par: folhas oblongas, cuja margem é glandulosa.
Sclerolobium aureum — 1 . 20 . 2 . Longo, quadrangular, glabro, com es-
treitas asas longitudinais. 3. Ovado-elíticos, verde-escuros, delgados, qüin-
qüenerves, 13-15 x 16-22 mm. 4. Epicótilo fino, pubérulo; l.a folha: pena-
üa, com -i toiíoios ovados, pubescentes; estipulas e estipelas subuladas.
Stryphnodendron barbadetiman — 1. 16. 2. Longo, verde, fino, glabro. 3.
Elíticos, cordados, glabros, espessos, enerves, 4-6 X 10-13 mm. 4. Epicó-
tilo ligeiramente pubérulo; la. folha; penada; 2a. folha, bipenada; folío-
los ciliados e pilosos nas duas faces: estipulas inconspícuas.
37?
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com os obtidos por STONE &: JUHREN (1951) mediante a queima de
fitas de madeira. Estes autores consignaram, a 6 mm de protundidade,
um máximo de 80.° durante 0,5 minuto e no presente trabalho foi con-
seguido o máximo de 83.° durante uns 6 minutos. Se bem que no cha-
parral se observem temperaturas muito mais altas pouco abaixo da super-
fície (Tabela n. 6), Vareschi (1962), em queimadas reais nos llanos, não
encontrou aumento manifesto de temperatura, em seguida à passagem
do fogo, dentro do substrato edáfico. Beadle (1940), em queimadas expe-
rimentais na Austrália, assinalou 81-213.° na superfície e 43-67.° a 25 mm
de profundidade. Na superfície do substarto, queimando capim, obtive-
ram-se aqui níveis térmicos máximos de 192°; a duração de 100 ou mais
graus, porém, não ultrapassou 10 minutos (Tabela n. 2, queima 11).
bCHNrsLL (1970-71) menciona mensurações de MASSON (1948), na sa-
vana africana, onde a temperatura pode atingir a 720-850° nas altas gra-
míneas (1,5 m). Mas fá-lo muito rapidamente e sem se aprofundar. A ape-
nas 2 cm de profundidade o calor alcançou somente 14°. 4 acima dá
temperatura ambiente, ao cabo de 8 minutos. "Le charactère superficiel
et trés bref de 1'echauffement du sol explique que des graines ou des
organes souterrains survivent íort bien au passage du feu." Refere ainda
SCHNELL que, após as queimadas, umas poucas plantas, sobretudo do
gênero Acacia, apresentam germinação abundante (Congo).
Conclui-se que as sementes envolvidas pela terra não suportam habi-
tualmente mais do que 80° durante 5 minutos. E que as sementes ex-
postas a 100° ou mais dificilmente irão além de 10 minutos. Eis porque
tais foram os dois níveis de temperatura escolhidos para testar, em labo-
ratório, a termo-resistência seminal de plantas do cerrado. Nestas expe-
riências, aplicou-se calor de termostato, visto o fogo ter-se revelado abso-
lutamente nocivo, carbonizando as sementes (Tabela n. 3, Magonia pubcs-
cens; Tabela n. 2, várias espécies). A colocação de sementes sob o capim
em chamas revelou (Tabela n. 7) efeitos deletérios atribuíveis ao fogo,
mas o método é cheio de irregularidades, fáceis de eliminar pelo uso da
estufa.
A temperatura de 100° durante 10 minutos prejudica manifestamente
93% das sementes testadas, sendo que 60% não evidenciam qualquer sinal
de germinação. Apenas Magonia pubescens e Bowdichia major demons-
traram receber algum benefício do choque térmico. Pode-se, porém, clas-
sificar semelhante benefício de termo-resistência, ao invés de termofilia,
considerando que as sementes de ambas as plantas germinam bem sem
aquecimento. Em vista dos resultados colhidos através da presente inves-
tigaçüo^ cumpre declarar que não há, no cerrado ou savana brasileira, es-
pécies pirófilas; assim, M. pubescens, conquanto possa auferir certas van-
tagens do aquecimento, não poderia ser classificada como pirófila porque
suas grandes sementes estão envolvidas numa ampla testa alada e papirá-
cca que é altamente combustível; além disso, conforme assinalado, os co-
tilédones não resisteem ao fogo direto.
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Sweetia dasycarpa (Aosmium) — 1. 15. 2. Longo, verde. 3. Suborbiculares,
truncados na base, carnosos, enerves, glabros, ca. 10 mm de diâmetro. 4.
Epicótilo longo, pubgscente; l.° par.: folhas simples, ovadas, com longos
pelos; estipulas diminutos.
Tapirira guianensis — 1. 10. 2. Longo, verde e depois cúpreo, glabro. 3.
Ovado-acuminados, falciformes, carnosos, costulados exteriormente, plano-
convexos, 3-4 x 10-12 mm. O. Epicótilo longo, cúpreo, glabro; l.° par:
folhas simples, ovado-acuminadas, opostas, glabras.
Terminalia argentea — 1. 21. 2. Curto, grosso, púbérulo. 3. Cordados na
base, truncados no ápice, trinervados, coriáceos, glabros, 10-13 x 23-25 mm.
4. Epicótilo curto, hirsuto; l.a folha: ovado-acuminada, com longos pêlos
alvos e esparsos.
Thieleodoxa lanceolata — 1. 15. 2. Longo, verde, glabro. 3. Ovados e su-
borbiculares, glabors, reticulado-nervosos, subcordados, 7-10 x 8-12 mm.
4. Epicótilo nulo; l.° par: folhas opostas, a nervura central inferiormente
com pelos esparsos; estipulas triangulares. Cf. Alibertia sessilis.
Vochysia thyrsoidea — 1. 65. 2. Curto (ca. 15 mm), espesso, glabro. 3 Am-
plos, carnósulos, com 3 nervuras e vênulas bem impressas, nítidos em
cima, curtamente paciolados, 23-33 x 38-45 mm. 4. Epicótilo curto, gla-
bro, verde; l.° par: folhas opostas, obovadas, glabras. 4. A plântula tem
aspecto peculiar em virtude de os amplos cotilédones comporem uma
como taça.
Zeyhera montana — 1. 18. 2. Longo, seríceo-viloso. 3. A forma dos cotilé-
dones lembra um 8, levando duas reentrâncias laterais; são pubérulos e
medem 5-9 x 10-16 mm. 4 Epicótilo nulo; l.° par: folhas sésseis, com den-
sos pêlos estrelados e alvacentos.
OBS. 1. A idade das plântulas dependeu da velocidade do cresci-
mento. 2 Como depreende-se do antecedente, plantinhas tão novas já
apresentam características adequadas ao seu reconhecimento seguro. Isto
é patente nos casos de formas semelhantes, como Alibertia sessilis e Thie-
leodoxa lanceolata, e de espécies muito próximas, tais como Erythroxylurn
pruinosum e E. tortuosum e Astronium fraxinifolium e A. urundeuva;
nestes casos, a despeito da grande semelhança das formas jovens, as dife-
renças consignadas são evidentemente diagnósticas (no último par de es-
pécies, até o tipo de germinação difere). Por outro lado, Mimosa laticifera
e M. multipinna mostram-se entidades congenéricas muito distintas já nos
primeiros dias, enquanto que Bowdichia virgilioides e B. major são indis-
tinguíveis na fase jovem (contudo, a última só existe em Mato Grosso).
COMENTÁRIOS
A combustão experimental de capim do cerrado, em camada de 5 cm
sobre areia da restinga e argila do cerrado, deu resultados concordantes
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cm ..
Mesmo temperatura mais suave como 80° durante 5 minutos exerce
certo efeito nocivo sobre ca. 46% das espécies. Uma outra parte parece
algo beneficiada e uma terceira mostra-se indiferente a tal nível, tér-
mico. Pode-se, contudo, afirmar que danos e vantagens, neste caso, são
moderados ou leves, não tendo 80°/ 5 min. ação decisiva sobre a germi-
nação de plantas savanícolas.
Quanto aos pericarpos (endocarpos) grossos que não libertam suas
sementes, a mensuração das temperatuuras internas, que eles alcançam
após aquecimento a 100°, provou não haver calor suficiente para danificar
as respectivas sementes, porquanto, não se observou mais do que 75°, 5
depois de 30 minutos a 100°.
Em conclusão, estando os diásporos na superfície do solo ou entre
o capim — a passagem das chamas das inevitáveis queimadas indubi-
tavelmente impedirá o desempenho dos embriões. Escaparão a este des-
tino os pericarpos e endocarpos espessos, as sementes que estiverem
abaixo da superfície e as que se desprenderem no curso das chuvas, ger-
minando nos meses pluviosos.
Quanto à germinação no meio exterior, sob condições semelhantes
às naturais, verifica-se que apenas algumas espécies exigem lapsos tem-
porais muito dilatados. Distribuem-se elas em dois grupos. O primeiro
é formado de plpantas dotadas de semente esclerodérmicas e, por isso,
impermeáveis; a germinação é realmente prolongada, cobrindo todo o
período; aqui entram as leguminosas Bowdichia virgilioides. Mimosa
laticuera e M. multipinna. O segundo compõe-se vegetais que só co-
meçam a germinar depois de transcorrido um longo período e o fazem
duma vez; aqui incluem-se Andira humilis e Annona crassiflora. No pri-
meiro caso, uma ou outra semente vai germinando através dos meses
e o fenômeno parece não ter fim; no segundo, as sementes só germinam
dentro de certo prazo, após atravessarem o longo período de latência.
As leguminosas citadas só podem germinar à medida que a dura testa
amolece o torna-se permeável. As outras duas, ao contrário, têm envol-
tórios seminais permeáveis à água e a dormência reconhece outra causa;
ambas consomem quase o mesmo tempo: cerca de 8-10 meses, após os quais
a germinação está deíinitivamente encerrada. Destas últimas aproxi-
mam-se Eugenia dysenterica, Curatella americana, Pagara rhoifoiia e
Coccoloba cereifera.
Em alguns casos, espécies próximas comportam-se de maneira bas-
tante diversa. Vejam-se Bowdichia virgilioides e B. major. A primeira
exibe profunda dormência, a germinação arrastando-se comumente por
mais ae 1 ano (Fig. 2), enquanto que a segunda possui poucas sementes
dormentes, a germinação processando-se em massa num período muito
menor, seja no meio externo, seja em incubador sob temperatura cons-
tante. Além disso, B. major extrai alguma vantagem do choque térmico,
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a 100°, ao passo que B. virgilioides é termo-sensível. E, contudo, elas foram
durante muito tempo consideradas uma única espécie (Rizzini, 1971).
Em três espécies de Astronium o hábito germinativo diverge de modo
característico, graças ao que elas podem ser identificadas desde a eclosão
da piântula. Em A. urundeuva a germinação é tipicamente epigéia e em
A. fraxinifolium ela é tipicamente hipogéia, ficando os frutos dentro do
substrato mesmo quando suuperficialmente enterrados. Em A. gracile (res-
tinga; nozes como as de A. fraxinifoluim, porém, um pouco mais curtas e
grossas, 100 pesando 3 g), a germinação é intermediária ou semi-epigéia
a grande maioria dos frutos exterioriza-se e permanece suspensa no ar —
mas os cotilédones não saem de dentro do pericarpo (ao contrário de A.
urundeuva); eles unem o pericarpo à piântula como dois filamentos, o con-
junto lembrando uma noz de palmeira em processo de germinação. De
resto, A gracile germina bem em placa a 35° (82% em 3-9 dias) e em areia
no exterior (78% em 6-12 dias), sendo as plantinhas desde logo bastante
diversas das que são próprias das outras duas espécies.
Andira humilis e A. vermífuga constituem exemplos de entidades se-
melhantes cuja atuação é a mesma no concernente à germinação e cres-
cimento inicial.
Por fim, confrontando a situação do cerrado, no capítulo do papel
do calor sobre a germinação, com outras vegetações, conclui-se que ela
não difere do observado nos llanos venezuelanos. BOSCAN (1967) verifi-
cou que as queimadas são altamente nocivas a 13 espécies que investigou;
mostra ele, por outra parte, que a multiplicação vegetativa é ali fre-
qüente, fato excelentemente ilustrado em seu trabalho; raízes gemífer-às
foram achadas em 6 espécies, incluindo, e gr.. Casearia sylvestris e Bowdi-
chia virgilioides, ambas também do cerrado e mencionadas, pela mesma
razão, por RIZZINI e HERINGER (1962). BEADLE (1940), na Austrá-
lia, e SAMPSON no chaparral californiano, encontraram uma série de
plantas adaptadas ao calor elevado por suas sementes. Todavia,, há grande
diferença entre os dois casos. As árvores estudadas por Beadle não se
beneficiam das altas temperaturas, visto germinarem igualmente bem sem
aquecimento; devem ser encaradas como termo-resistentes simplesmente.
Muito ao contrário, de 21 espécies lenhosas do chaparral, 15 exibem ger-
minação acentuadamente melhor depois de submetidas a 105-125°; logo,
merecem efetivamente a qualificação de termófilas. Nada disto se achou
no cerrado centro-brasileiro e apenas duas árvores, já mencionadas, po-
dem ser designadas como termo-resistentes (no máximo: relativamente te-
mófilas). Confirma-se, conseqüentemente, a opinião já antiga de que o
fogo entrava em grande escala a regeneração por sementes nos cerrados
onde ele passa regularmente (e são a imensa maioria). Tanto nestes cer-
rados quanto nos lianos (BOSCAN, ibid.) é excepcional o encontro de
plantas jovens, devidamente estabelecidas, oriundas de sementes. Em con-
sonância com semelhante conclusão, HERINGER (1971) observa que a
passagem do fogo pelo cerrado, abrindo clareiras sem gramíneas, facilita
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cm ..
a germinação — mas que sua constante presença, ano após ano, "acaba
destruindo quase 100% das plânlulas que surgirem." Tal é o cerne do
problema da regeneração natural nas savanas — o estabelecimento no
habitat, visto que, durante as prolongadas chuvas, há germinação, con-
forme vários outros autores demonstraram.
SUMARIO
O presente trabalho objetivou estabelecer a ação de temperaturas elevadas
sobre a germinação de sementes de espécies lenhosas do cerrado, vegetação
esta anualmente varrida pelo fogo de queimadas regulares. Pequenas queima-
das experimentais de gramíneas do cerrado provaram que, a 5-6 mm de pro-
fundidade, a temperatura máxima anda em torno de 80° pelo prazo de 5 mi-
nutos. Na superfície do substrato, o calor pode chegar perto de 200°; todavia,
a duração de níveis tão altos é muito curta, tendo-se assentado que 100° ou
mais não permanecem além de uns 10 minutos. Estes limites foram confrontados
com os dados de outros investigadores que trabalharam com vegetações dife-
rentes.
Como o fogo aplicado diretamente carbonizava as sementes e não podia
ser controlado de maneira satisfatória, empregou-se um termostato como fonte
de calor com o fito de estabelecer, em laboratório, a existência ou não de termo-
resistência espermática em vegetais do cerrado. A fim de permitir melhor
compreensão dos efeitos obtidos, sementes das espécies investigadas foram tam-
béém postas a germinar em areia no meio exterior, recebendo sol e chuva, em
condições próximas das vigentes in natura.
Sementes submetidas a 100° durante 10 minutos mostraram-se decidida-
mento prejudicadas, mais da metade das espécies não exibindo qualquer sinal
de germinação. Tão-somente Magonia pubescens e Bowdichia major não reve-
laram prejuízo após tal tratamento, antes pequenas vantagens num caso ou
noutro; porém, como suas sementes germinam bem sem receberem calor, ó
preferível qualificar as duas sepécies de termo-resistentes, ao invés de termó-
filaa. Segue-se que não há, no cerrado brasileiro, plantas pirófilas até o presente
momento quanto às sementes, que não suportam ainda as chamas diretamente.
As mesmas sementes (frutos), sujeitas a 80° durante 5 minutos, em 50%
dos casos revelaram efeitos nocivos. Notou-se, contudo, que este não era de
grande amplitude, como sob 100°/10 min., pelo que parece licito considerar o
nível de 80°/5 min. como destituído de poderosa ação impediente da germina-
ção de plantas savanícolas. Segue-se que as sementes algo enterradas no solo
estarão indenes dos efeitos deletérios do fogo. 0 mesmo verificou-se ser verdade
quanto aos pericarpos espessos, cujo aquecimento interno (ao nível do embrião)
é inferior a 80°, ainda quando submetidos a 100" durante 30 minutos.
Alcançou-se a conclusão de que, localizando-se as sementes ou frutos na
superfície do solo ou no meio das gramíneas, a passagem do fogo sem dúvida
eliminará os embriões. Umas e outros que, ao contrário, estiverem enterrados,
bem como os pericarpos e endocarpos grossos e, ainda, os diásporos desprendi-
dos durante a estação chuvosa e logo germinando, todos escaparão aos efeitos
das queimadas.
Fêz-se observar que umas poucas espécies apresentam prolongada dormên-
cia, sendo distribuiveis em dois grupos conforme seja esta causada pela testa
impermeável (germinação transcorrendo ao longo de lapsos muito grandes) ou
por condições internas (germinação demorada mas processando-se de uma vez);
no primeiro caso, é preciso amolecer o tegumento, no segundo há necessidade
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de comprida p'ós-maturação do embrião. Chama-se a atenção para espécies pró-
ximas cujo comportamento durante a germinação é nitidamente diverso, inclu-
sive havendo dormência numa e pronta germinação noutra. As jovens plantas
das espécies investigadas foram descritas em vista de suas características
organográficas serem diagnósticas para o reconhecimento no campo.
Comparando os resultados obtidos com as espécies do cerracio, em face
das altas temperaturas, com os dados de outros pesquisadores, notou-se que os
llanos venezuelanos estão na mesma ordem de fatos. Foi no chaparral que se
encontraram verdadeiras espécies termófilas, altamente beneficiadas pelo ele-
vado aquecimento. Já árvores australianas podem ser termo-resistentes, pois,
germinam tão bem sem calor prévio quanto depois de tratadas por este. Nada
semelhante, exceto quanto a Magonia pubescens e Bowdichia major, pôde ser
encontrado no cerrado, onde o fogo entrava seriamente a regeneração por se-
mentes, tal como acontece nos citados llanos.
AGRADECIMENTOS
É com prazer que o autor manifesta sua gratidão a quantos o-ajuudaram em
várias fases deste trabalho, destacando Ezechius P. Heringer, Enael M. da Silva,
IV. E. Chalmers e o egrégio Conseiho Nacional de Pesquisas, a cujo firme apoio
muito é devido em possibilidades de realização.
SUMMARY
In this paper there has been described the effect of high temperatures on
the germination of seeds of woody plants native to the cerrado; this vegetation
is annually swept by recurrent fires. Small, experimental burnings set on cer-
rado grasses provedthat the maximal temperature, at a depth of 5-6mm, is
about 80° during some 5 minutes. At the surface heat can attain 200°, but
only for brief periods of time. Thus, temperatures of 100° or more did not stay
beyond some 10 minutes, which agrees with the findings of other investigators
working with different vegetations. As the fire directly applied carbonized the
seeds and could not be adequately controlled, a thermostat was used as a source
of heat intending to search for heat-resistant seeds among cerrado plants. Seeds
of these were subjected to: 1) 100° for 10 minutes and put in Petri dishes main-
tained at 35°; 2) 80° for 5 minutes and treated as in 1; 3) the Controls only
remained at 35° in Petri dishes; 4) finally, in order to get a better insight into
the effects obtained, the seeds, of the same species were sown in sand outdoors,
receiving sunshine and rain as in their natural habitat.
Seeds treated at 100°/10 mirim, were decidedly injured, more than 50% beco-
ming incapable of any germination at all. Only Magonia pubescens and Bowdi-
chia major did not apparently reveai damage after such treatment; rather they
seem to derive some little profits from it. But as their seeds germinate equally
well without heat, it is preferable to look upon them as heat-resistant instead
of as thermophilous. It follows that there are no pyrophilous plants in the cer-
rado hitherto known. Besides, these seeds do not resist the flames directly. Se-
eds of the same crops subjected to 80°/;) min. showed harmful effects in almost
50% of the instances. But such effects proved to be of little importante in most
cases, and so seeds somewhat buried in soil will scape fire injury. The same
holds true for thick pericarps whose internai heating did not reach 80° even
under 100° for 30 minutes.
It has been concluded that fruits and seeds standing on the grond or among
the grasses, will undoubtedly be destroyed by fire. But if they will be buried at
a little depth, they will scape burnings easily. According to data from literature,
the situation in the Venezuelan llanos is similar to that in the Brazilian cerrado.
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Only in the Californian chaparral there exist true termophilous species of plants,
i. e., species that really profit írom high temperatures. On other hand, Austra-
lian trees are heat-resiscant since they germinate equally well with and without
heat treatment. Notiiing looking like ihis could be íound in the cerrado vegeta-
tion, with the exception of Mugonia pubescens and Bowdichia major; in cerrado
fire seriously hinders regeneration by means oí seeds.
BIBLIOGRAFIA
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SITUAÇÃO ATUAL DA "TABEBUIA CASSINOIDES" (LAM.) DC. E
"TABEBUIA OBTUSIFOLIA" (CHAM.) BUR. NA BAIXADA DE
JACAREPAGUÁ, RIO DE JANEIRO
ROSE CLAIRE MARIA LAROCHE (*)
Resumo:
Neste trabalho estuda-se a distribuição e situação atual de duas espé-
cies do gênero Tabebuia da família Bignohiaceae, na Baixada de Jaca-
repaguá, Rio de Janeiro.
Apresentam-se os fatores que prejudicam e ameaçam atualmente a so-
brevivência das espécies, sua sistemática, anatomia, morfologia, biologia
floral e observações sobre o comportamento fora de seu "habitat’'.
Dão-se algumas sugestões sobre a área de repovoamento das espécies.
Introdução:
Na Baixada de Jacarepaguá ambas as espécies são conhecidas como
tabebuias", cuja madeira foi aproveitada para fabricação de tamancos,
atividade que prejudicou bastante as populações da "Tabebuia cassinoi-
<Ies" (Lam.) DG. e "Tabebuia obtusifolia” (Cham.) Bur. Atualmente não
e mais possível essa atividade porque as árvores, apesar de grande capa-
cidade de regeneração, foram cortadas antes de atingirem seu crescimento
máximo em diâmetro. Após o corte os troncos rebrotaram com patente
(*) Pesquisadora, bolsista do CNPq.
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deficiência fisiológica. Na Baixada Fluminense (LAROCHE, 1975), em-
bora ainda exista tal exploração, a tendência é ficar em situação idêntica
à Baixada de Jacarepaguá.
O fator que no momento ameaça a sobrevivência dos exemplares re-
manescentes das "tabebuias" é a especulação imobiliária que continua-
mente vem se alastrando na região. Grandes áreas de florestas são devasta-
das para a ocupação humana, abrangendo as zonas fitogeográficas das es-
pécies em apreço.
Um movimento conservacionista em 1951 tinha como objetivo preser-
var a Baixada de Jacarepaguá com seus ecossistemas sob forma de a uma
grande reserva biológica (STRANG, 1974). Todavia, apenas a Reserva
Biológica e o Parque ecológico do Governo restaram desse objetivo.
O plano piloto idealizado em 1968 por LU CIO COSTA, consistia em
conservar ao máximo as áreas verdes. Entretanto, as companhias imobi-
liárias e as firmas construtoras desejam investir seu capital privado re-
duzindo as áreas verdes e ampliando ao máximo as construções.
O Governo perdeu a oportunidade de incorporar ao patrimônio esta-
dual, aquelas áreas, quando a Baixada não era tão cobiçada e pouco valia
monetariamente (STRANG, op. cit . ). Agora as companhias imobiliárias
se apropriam da região.
A ocupação imobiliária indiscriminada e predatória aumentará com
o sistema de túneis e viadutos criado pelo DER para livre acesso à Bai-
xada dej acarepaguá.
Ê preciso que as áreas florestais não sejam destruídas, evitando-se as-
sim a desvirtuação da paisagem e desaparecimento da flora e da fauna
típica da região.
As construções deveriam ser erguidas preferivelmente em terrenos já
descampados e não em locais onde a flora e a fauna são relativamente
ricas.
Sistemática:
Seguimos a sistemática adotada por RIZZINI (1971).
Tabebuia cassinoides (Lam.) DC.
Características distintivas:
Árvore de 5-13 m. de comprimento por 20-25cm. de diâmetro. Ramo
cilíndricos lenticeloso, estriado, glabro. Folhas simples, lanceola‘das ou
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oblongo- lanceoladas, coriaceas, glabras, ápice obtuso, base aguda com 10 a
22cm. de comprimento por 4-8cm. de largura. Inílorescência címulas tri-
íloras. Cálice liso 2 cm. de comprimento, turbinado-campanulado, biloba-
do. Corola ampla, branca com fauce amarelada, perfumada com 6-9 cm.
de comprimento. Semente com alas hialinas de 2 cm. de comprimento.
Nome vulgar: tabebuia, pau-de-tamanco, tabebuia-do-brejo, pau-de-viola,
tamanqueira.
Tabebuia obtusifolia (cham.) Bur.
Características distintivas:
Árvore de 5-9 m. de comprimento por 25-30 cm. de diâmetro. Ramoxilin-
drico, lenticeloso, estriado, glabro. Folhas simples, oblonga ou obovada-
oblcnga muito coriacea, ápice obtuso, 9-12 cm. (7-14) cm. de comprimento,
por 45cm. (3-6)cm. de largura. Inílorescência cimulas. Cálice tubuloso
campulado, 2-4 dentado de 2,5-3cm. de comprimento. Corola ampla,
branca com 7, 5-8, 5 cm. de comprimento. Sementes aladas alas hialinas
com 1 cm. de comprimento.
Nome vulgar: pau-de-tamanco, tamanqueira e tabebuia.
Chave analítica para determinação das espécies:
Árvore grande e mais fina. Cálice liso com 1-2 cm. de comprimento. Cáp-
sula com 15 cm. de comprimento T. cassinoides (Lam.) DC.
Árvore pequena e mais grossa. Cálice costulado com 2,5-3 cm. de compri-
mento. Cápsula com 15-32cm. de comprimento T. obtusifolia (Cham.) Bur.
Morfologia:
Essas espécies são providas de raízes aéreas na base do tronco que ser-
vem de escora. O tronco tem a casca cinza clara lisa com pequenas fissuras
e lenticelosso; internamente é esverdeada junto ao fino ritidoma, e um
pouco mais para dentro é amarelada (Rizzini, op. cit.).
Anatomia:
Tabebuia cassinoides (Lam.) DC.
Parenquina Jtem sempre jconstataclo predominantemente aliforme com
longas extensões laterais unindo vários poros formando ora trechos oblí-
quos interrompidos ora quase concêntricos; poros visíveis a olho nu pouco
numerosos, muito pequenos e solitários, vazios ou com substância branca;
raios finíssimos e numerosos só visíveis com lente no topo e na face tangen-
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ciai; camada de crescimento demarcada por certo alinhamento tangencial
dos poros e pelo parenquima terminal; lenho branco mui levemente rosa-
do ou encardido (Mainieri, 1958).
Tabebuia obtusifolia (Cham.) Bur.
Parenquima constratado aliforme com extensões laterais longas em gru-
pos oblíquos em trechos sinuosos descontínuos; poros pequenos na maioria
solitários, vazios; raios finos só visíveis com lente no topo e na face tan-
gencial; camadas de crescimento só demarcadas pelo parenquima terminal
em linhas finas; cerne branco rosado, amarelo ou encardido, uniforme
(Mainieri, op. cit).
Biologia Floral:
A corola é a parte mais importante no processo da polinização das.
flores das "tabebuias’', pois ali se localizam os nectários. Os agentes poli-
nizadores são: para T. cassinoides (Lam.) DC., a abelha, seguindo a con-
vencional polinização das flores do gênero Tabebuia; para a T. obtusi-
folia (Cham.) Bur., o morcego nectarívoro. Segundo MEEUSE (1961), o
morcego durante sua alimentação, coloca sua cabeça dentro da corola, e
pelas garras se prende às flores. Essas são de tons claros para que possam
ser percebidas por aquele Microchiroptero. A substância elaborada, em
grande quantidade pelo nectários tem odor repulsivo de uma gaiola de
ratos (MEEUSE, op. cit.).
Distribuição e situação atual das espécies:
A T. cassinoides (Lam.) DC. e T. obtusifolia (Cham.) Bur. se distri-
buem desde Pernambuco áíé São Paulo.
Em São Paulo, na zona litorânea de Santos até Juquiá, HO EH NE em
1929 já havia observado parcos sobreviventes das "tabebuias’', procura-
das durante muito tempo para a fabricação de tamancos. Atualmente essas,
árvores estão desaparecendo do litoral de São Paulo.
No Rio de Janeiro, na Baixada de Jacarepaguá elas ocorrem nas zo-
nas de Ubaeté à Vargem Grande (MAGALHÃES CORRÊA, 1936). O-
corte da madeira era feito nas margens alagadas que contornam as Lagoas
da Tijuca, Camorim e Campo de Sernambetiba, Ilha do Ribeiro, Vargem
Grande, e daí restinga de Itapeba, passando por Piabas e Caeté num per-
curso de 35 km. Em todo esse trecho as árvores que se salientavam pela
abundância eram as "tabebuias". Os portos da puxada das toras estavam
à Estrada de Guaratiba que vinham desde o caminho da Caieira à Vargem
Grande. Em 1974 estivemos na Baixada de Jacarepaguá para verificar a
situação atual das espéécies. Em um trecho próximo ao Arroio da Pavuna
encontramos exemplares remanescentes de uma população das "tabebuias”
com troncos raquíticos. Nas margens da Tijuca, Camorim, Vargas e Cam-
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bos de Sernambetiba não encontramos nenhum exemplar dessas árvores.
Observamos exemplares das "tabebuias", também com troncos raquíticos,
na mata paludosa das Taxas. Nas áreas dos rios e corregos, aproveitadas
antigamente para puxada das toras, não observamos nenhum exemplar,
aliás essas áreas estão agora urbanizadas. Nas próprias matas frondosas pro-
tegidas pelo Governo, observa-se "tabebuias" de finos troncos devido a
exploração da madeira. Em toda a Baixada de Jacarepaguá a T. cassinoi-
des (Lam.) DC e T. obtusiíolia (Cham.) Bur., estão limitadas às proximi-
dades do Arroio Fundo, Rio Pavunua, Rio Camorim e Mata do Canal das
Taxas.
O desmatamento da Baixada de Jacarepaguá começou com a ocupa-
ção humana que se dedicou desde 1667 até 1891 ao plantio da cana-de-açú-
car e ua mandioca. A produção chegou a ser exportada em grande quan-
tidade. Foi a fase aurea das fazendas de Santa Cruz, Camorim, Vargem
Grande e Vargem Pequena (ABREU, 1957).
Em 1760 a cultura do café provocou o desflorestamento da região
atingindo a area de Jacarepaguá.
Fm 1773, o cultivo do anil, com a remessa para a Europa de boas
amostras uo produto. Essa atividade, entretanto teve duração efêmera.
Algumas culturas foram substituídas por outras, e a região foi se trans-
formando em zona agrícola. As planícies próximas às vias de comunicação
ficaram seriamente ameaçadas pela expansão urbana. Dessa maneira a
Baixada de Jacarepaguá foi perdendo suas florestas e com elas o "habitat"
das "tabebuias".
"Habitat”:
As "tabebuias" se encontram nas áreas florestadas alagadas e rema-
nescentes da Baixada de Jacarepaguá. A vegetação é típica de mata palu-
dosa. O estrato arbóreo é composto pelas famílias Gutiferaceae, Sapin-
daceae, Mirtaceae e Myrsinaceae. Elas são frequentemente cobertas por
bromeliáceas do gênero Tillandsia, e outras epífitas. Outros elementos asso-
ciados às "tabebuias" são: Bactris, Achrosticum e Typha. Essa vegetação
cresce num solo turfoso. O terreno é de formação quaternária. O clima é
quente e úmido.
Comportamento da "tabebuias" fora do seu "Habitat".
As condições biológicas das tabebuias foram observadas em ambi-
ente de montanha no Alto da Boa Vista, na cota de 365 m., entre a ver-
tente da Guanabara e Lagoa da Tijuca. Apesar do clima desfavorável as
plantas se adaptaram bem a esse ambiente.
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A germinação obtida das "tabebuias" íoi de 99%. Fizemos ensaios
germinativos, em placas de Petri, e as sementes germinaram ao todo em 30
dias. Em seguida íoi íeita a repicagem para caixa de madeira contendo
areia e terra peneiradas, e regadas respectivmente com água salobra da La-
goa do Parque Ecológico (ao Dep. ae Cons. Amb.) e ãgua da chuva. As
plantas em caixa contendo areia e regadas com água salobra morreram.
Resistiram as plantas da caixa contendo terra e regadas com água da
chuva. Concluímos que em ambiente natural, as "tabebuias" não são
inundadas constantemente pela água salobra.
Colocadas em local de meia sombra, as plantas soíreram o fenômeno
de íototropismo, inclinando-se para o lado onde podiam receber bas-
tante luz. Constatamos também que estavam mal desenvolvidas. Expostas
à luz direta do sol, elas voltaram a sua posição normal e começaram a se
desenvolver. Aliás na mata paludosa seu "habitat", elas recebem luz direta
do sol por não haver estratos acima delas.
Durante a fase de crescimento das "tabebuias" adicionamos soluções
nutritivas de nitratos. A deficiência de nitrogênio foi constatada pela colo-
ração amarelada das folhas. Outrossim elas apresentavam um aspecto pato-
lógico causado por uma micose. As lesões foram motivadas peia carência
do elemento nutritivo que sensibilizou as plantas à infecção com fungos.
Concluímos que em ambiente natural, as "tabebuias" exigem solo fértil,
rico em nitrogênio.
Não observamos nenhum ataque de insetos ou outros animais às
plantas embora estivessem desprotegidas de quaisquer artifícios.
Medidas de proteção:
As "tabebuias" serão reintroduzidas em seu ambiente natural. Esta-
mos com um cultivo de 25 plantas. A área escolhida para repovoar as.
"tabebuias", deve ser pelas ooservações realizadas, de solo fértil, rico em
nitrogênio, inundada por rios ou corregos. Os elementos vegetais devem ser
típicos de mata paludosa.
Experiências realizadas anteriormente, demonstraram que não há mui-
ta possibilidade de repovoar com indivíduos retirados diretamente das
matas.
Agradecimentos:
Agradecemos ao Prof. ADELMAR FARIA COIMBRA FILHO, pela
orientação básica do trabalho, ao Prof. RONALDO F. DE OLIVEIRA,
que patrocinou as excursões realizadas na Baixada de Jacarepaguá, e de
uma maneira geral a todo o corpo técnico do Departamento de Conser-
vação Ambiental da FEEMA.
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ABSTRACT:
The present work studies the distribution and the actual situation of two
species of the genus Tabebuia from the Bignoniaceae family in the Baixada
de Jacarepaguá, Rio de Janeiro.
Some factors are presented which injure and menace the survival of the
species, its taxonomy, morphology, forest biology and also the remarks about
its behavior inside the ““habitat””.
We hereby suggest about the area of repopuluation of the mentioned
species.
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Tabdbuia com tronco raquítico
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Habitat das tabebuias, bastante degradado
Fig. 2
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